terça-feira, 3 de março de 2015

Teologia Bíblica e o Culto de Adoração


Por Bobby Jamieson em Ministério Fiel

O que exatamente nós estamos fazendo quando nos congregamos como igreja para a adoração? E como nós sabemos o que devemos fazer nesses ajuntamentos semanais?

Naturalmente, cristãos evangélicos se voltam para a Escritura a fim de obter orientação nessas questões, mas em que lugar da Escritura nós procuramos? Há muito sobre adoração no Antigo Testamento – sobre orações, sacrifícios, corais, címbalos e tanto mais. Mas será que todo aquele material de fato se aplica aos ajuntamentos de crentes na nova aliança?

A fim de responder essas questões, nós precisamos de uma teologia bíblica da adoração.[1] Teologia bíblica é a disciplina que nos ajuda a observar tanto a unidade como a diversidade, tanto a continuidade como a descontinuidade, em meio ao vasto enredo da Escritura.

Neste artigo esboçarei, muito brevemente, uma teologia bíblica da adoração corporativa. Quatro passos nos levarão até lá: (1) a adoração congregacional no Antigo Testamento; (2) o cumprimento em Cristo; (3) a adoração congregacional no Novo Testamento; (4) lendo toda a Bíblia para a adoração corporativa.

1. A adoração congregacional no Antigo Testamento

Desde que o povo de Deus foi banido de sua presença depois da queda, em Gênesis 3, Deus tem trabalhado para ajuntá-los novamente para si mesmo.[2] Assim, quando Israel sofria em cadeias no Egito, Deus o resgatou não apenas para que ele fosse liberto da opressão, mas para que ele o adorasse em sua presença (Êxodo 3.12, 18). Deus guiou o seu povo para fora do Egito e os trouxe ao lugar da sua própria habitação (Êxodo 15.13, 17).

Onde é esse lugar de habitação? No princípio, é o tabernáculo, a elaborada tenda na qual os sacerdotes ofereciam sacrifícios pelos pecados e impurezas do povo. Nós lemos em Êxodo 29.44-46: e consagrarei a tenda da congregação e o altar; também santificarei Arão e seus filhos, para que me oficiem como sacerdotes. E habitarei no meio dos filhos de Israel e serei o seu Deus. E saberão que eu sou o SENHOR, seu Deus, que os tirou da terra do Egito, para habitar no meio deles; eu sou o SENHOR, seu Deus.

O objetivo do êxodo era que Deus habitasse no meio do seu povo. Ele faz isso por meio do santo lugar (tabernáculo) e de indivíduos (sacerdotes) designados para aquele propósito.

Quando Deus tirou Israel do Egito, ele o tomou para si como o seu povo. E o modo como ele confirmou esse novo relacionamento com Israel foi firmando uma aliança com ele, geralmente chamada de “aliança mosaica”. Em Êxodo 19, o Senhor lembra ao povo o que havia feito por ele ao resgatá-lo do Egito e, então, promete que, se ele obedecer aos termos da sua aliança, será a sua possessão peculiar (Êxodo 19.1-6).

O Senhor confirmou essa aliança com o povo em Êxodo 24 e todas as leis de Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio expõem os termos dessa aliança. Todos esses detalhes especificam como o povo de Deus deve viver com Deus e uns com os outros nessa aliança específica que Deus firmou com ele. Assim, os detalhados sacrifícios e os rituais de purificação descritos em Levítico são um meio de reparar as brechas na comunidade da aliança. O culto mantém a aliança.

Algumas vezes ao ano, todos os israelitas eram ordenados a se congregarem perante o Senhor no seu tabernáculo, para as festas da Páscoa, das primícias, e assim por diante (Levítico 23). À parte dessas festas, a oferta regular dos sacrifícios era conduzida pelos sacerdotes e os indivíduos israelitas vinham ao tabernáculo (e, posteriormente, ao templo) apenas quando precisavam oferecer um sacrifício específico pelo pecado ou pela impureza.

Em outras palavras, para Israel, a adoração corporativa era uma ocasião especial, que se dava apenas poucas vezes no ano. A adoração, entendida como devoção exclusiva ao Senhor, era algo que os israelitas eram chamados a fazer em todo tempo (Deuteronômio 6.13-15). Mas, no sentido de ter íntimo acesso à presença de Deus, a adoração estava restrita a pessoas, lugares e ocasiões específicos. Deus habitava no meio do seu povo, sim, mas essa presença estava restrita ao tabernáculo e era protegida pelos sacerdotes.

2. O cumprimento em Cristo

O ponto de virada no enredo da Escritura é a encarnação de Deus o Filho, o nosso Senhor Jesus Cristo. Todas as promessas de Deus se cumprem nele (2Coríntios 1.20). Todos os tipos do Antigo Testamento – as instituições do sacerdócio, do templo e da monarquia, os eventos do êxodo, do exílio e do retorno – encontram seu cumprimento nele. Então, a fim de entender a teologia da adoração no todo da Escritura, temos que entender como Jesus cumpre e transforma a adoração da aliança mosaica.

O tabernáculo, e posteriormente o templo, era onde Deus manifestava a sua presença no meio do seu povo; Jesus cumpre e, portanto, substitui essas estruturas da antiga aliança. João nos diz que a Palavra se fez carne e – literalmente – “tabernaculou” entre nós (João 1.14). Jesus prometeu: “Destruí este santuário, e em três dias o reconstruirei” (João 2.19). Em outras palavras, o corpo de Jesus agora é o templo, o lugar onde Deus encontra o seu povo, manifesta a sua presença e lida com os seus pecados (João 2.21-22). É por isso que Jesus pode dizer que vem a hora na qual os verdadeiros adoradores não mais precisarão adorar em Jerusalém, mas adorarão em espírito e em verdade (João 4.21-24).

Jesus cumpre e substitui o templo terreno de Jerusalém. Ele agora é o “lugar” onde os verdadeiros adoradores adoram a Deus.[3]

Jesus também cumpre e substitui por inteiro o sistema sacrificial associado à aliança mosaica e o seu tabernáculo e templo. A Epístola aos Hebreus nos diz que, diferentemente dos sacerdotes que precisavam oferecer sacrifícios diários, Jesus expiou os pecados do povo “uma vez por todas, quando a si mesmo se ofereceu” (Hebreus 7.27). A oferta única de si mesmo feita por Jesus não apenas purifica a carne, como os sacrifícios da antiga aliança, mas, em vez disso, purifica a nossa consciência, renovando-nos interiormente (Hebreus 9.13-14). Porque Jesus aperfeiçoou o seu povo com uma única oferta, não há mais necessidade ou ocasião para a oferta de touros e de bodes (Hebreus 10.1-4, 10, 11-18).

Jesus cumpre e substitui os sacrifícios levíticos. O seu sangue agora assegura a nossa eterna redenção (Hebreus 9.12).

Eu poderia seguir indefinidamente nessa direção. O ponto é que a obra salvadora de Jesus introduz uma virada radical no modo como Deus se relaciona com o seu povo. A nova aliança que Jesus inaugura torna obsoleta a antiga aliança, que Deus fez no Sinai, por intermédio de Moisés (Hebreus 8.6-7, 13). Agora, o povo de Deus tem os seus pecados perdoados por meio da fé no sacrifício de Jesus. Agora, o povo de Deus experimenta a sua graciosa presença por meio da fé em Cristo e na habitação do Espírito. Agora, todo o povo de Deus tem íntimo acesso a Deus (Hebreus 4.16, 10.19-22), não apenas um pequeno número de sacerdotes.

3. A adoração congregacional no Novo Testamento

O que tudo isso significa para a adoração congregacional na era da nova aliança? A primeira coisa a observar é que os termos do Antigo Testamento para a adoração são aplicados a toda a vida dos crentes. Em Romanos 12.1, Paulo escreve: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional”. Agora nós não oferecemos animais como sacrifícios, mas o nosso próprio eu. A vida inteira do cristão é um ato de serviço sacrificial a Deus.

Ou considere Hebreus 13.15: “Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome”. Louvor é o nosso sacrifício, o qual nós oferecemos sempre – não apenas por uma hora nos cultos oficiais de nossa igreja. O fruto de lábios que confessam o nome de Deus inclui cânticos de louvor, mas também muito mais: confessar ousadamente o evangelho em público, falar palavras de verdade e amor ao próximo, trazer toda palavra que dizemos cativa ao domínio de Cristo.

Isso significa que “adoração” não é algo que fazemos primordialmente na igreja. Em vez disso, a adoração deve permear a nossa vida inteira. Para o cristão, a adoração não está confinada a ocasiões e lugares sagrados, porque nós estamos unidos pela fé a Cristo, aquele que é o templo de Deus, e nós somos habitados pelo Espírito Santo, que nos faz tanto individualmente como coletivamente o templo de Deus (1Coríntios 3.16-17; 6.19; cf. Efésios 2.22).

O que então caracteriza a adoração corporativa na nova aliança? A leitura e pregação da Escritura (1Timóteo 4.14); o canto congregacional de salmos, hinos e cânticos espirituais (Efésios 5.18-19; Colossenses 3.16); a oração (1Timóteo 2.1-2, 8); a celebração das ordenanças do batismo e da ceia do Senhor (Mateus 28.19; 1Coríntios 11.17-34); o estímulo mútuo ao amor e às boas obras (Hebreus 10.24-25).

Uma das coisas mais admiráveis acerca da adoração corporativa na nova aliança é a persistente ênfase na edificação de todo o corpo. Paulo escreve: “Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração” (Colossenses 3.16). Nós instruímos e aconselhamos uns aos outros à medida que cantamos ao Senhor. Enquanto louvamos a Deus, nós edificamos uns aos outros. Paulo chega ao ponto de dizer que todas as coisas na assembléia reunida devem ser feitas com o objetivo de edificar o corpo de Cristo (1Coríntios 14.26).

O que há de único na reunião semanal da igreja não é que aquele é o momento de adorarmos, mas que aquele é o momento no qual nós edificamos uns aos outros ao adorarmos a Deus conjuntamente.

Por causa da nova aliança que Cristo inaugurou, a adoração congregacional na era da nova aliança tem uma feição completamente diferente da adoração congregacional na antiga aliança. Em vez de ocorrer algumas vezes no ano, a adoração corporativa é agora semanal. Em vez de se reunirem no templo em Jerusalém, os crentes se reúnem em igrejas locais onde quer que eles vivam. Em vez de a presença de Deus restringir-se ao Santo dos Santos, onde é protegida pelos sacerdotes, Deus agora habita em todo o seu povo por meio do Espírito e Cristo está presente com seu povo onde quer que eles se reúnam (Mateus 18.20). Em vez de executarem uma elaborada série de sacrifícios e ofertas, os cristãos se reúnem para ouvir a Palavra, pregar a Palavra, orar a Palavra, cantar a Palavra e ver a Palavra nas ordenanças. E tudo isso tem por objetivo a edificação do corpo em amor, para que todos nós cheguemos à maturidade em Cristo (Efésios 4.11-16).

4. Lendo toda a Bíblia para a adoração corporativa

Como então devemos nós olhar para a Escritura, a fim de que ela nos ensine o que fazer na adoração corporativa?

Primeiro, acredito que é importante afirmar que a Escritura de fato nos ensina o que nós devemos fazer nas assembléias regulares da igreja. Lembre-se de que, embora a vida inteira seja adoração, a reunião semanal da igreja ocupa um lugar especial na vida cristã. Todos os cristãos são ordenados a se reunirem com a igreja (Hebreus 10.24-25); frequentar a igreja não é opcional para o cristão. Isso significa que, efetivamente, tudo o que uma igreja faz no culto se torna uma prática exigida dos seus membros. E Paulo insta os cristãos a não permitirem que quaisquer regras ou práticas de culto inventadas pelos homens sejam impostas à sua consciência (Colossenses 2.16-23).

Eu sugiro que esses princípios bíblicos convergem na direção daquilo que historicamente se tem chamado de “princípio regulador” do culto.[4] Em outras palavras, em suas reuniões corporativas, as igrejas devem realizar apenas aquelas práticas que são positivamente prescritas na Escritura, seja por um mandamento explícito ou por um exemplo normativo. Fazer qualquer outra coisa seria comprometer a liberdade cristã. Assim, as igrejas devem olhar para a Escritura, a fim de que ela nos ensine a adorar juntos, e devem fazer somente o que a Escritura nos ordena fazer.

Mas isso levanta a pergunta: o que exatamente a Escritura nos ordena fazer? Para ser mais preciso, como nós sabemos qual material bíblico acerca da adoração é normativo e obrigatório? Responder essa pergunta exaustivamente demandaria um livro; aqui, apresentarei apenas um esboço muito breve.

Discernir quais ensinamentos bíblicos acerca da adoração são obrigatórios exige alguma destreza, uma vez que a Escritura em nenhum lugar nos apresenta, por exemplo, uma “ordem de culto” completa e confessadamente normativa. Mas há alguns mandamentos no Novo Testamento os quais são claramente obrigatórios a todas as igrejas. O fato de as igrejas em Éfeso e em Colossos serem ambas ordenadas a cantar (Efésios 5.18-19; Colossenses 3.16), bem como a referência ao canto na igreja de Corinto (1Coríntios 14.26), sugere que todas as igrejas devem cantar. O fato de Paulo ordenar Timóteo a ler e pregar a Escritura em uma carta destinada a instruir Timóteo acerca de como a igreja deve se conduzir (1Timóteo 3.15; 4.14) sugere que a leitura e pregação da Escritura são a vontade de Deus não apenas para aquela igreja em particular, mas para todas as igrejas.

Por outro lado, alguns mandamentos, como “Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo” (Romanos 16.16), parecem expressar um princípio universal (“recebam uns aos outros com amor cristão”) em uma forma que pode não ser culturalmente universal.

Além disso, alguns mandamentos contextuais podem ter uma aplicabilidade mais ampla, como o fato de Paulo dizer aos coríntios para separarem dinheiro no primeiro dia da semana. Aquilo era para uma oferta específica aos santos em Jerusalém, mas todas as igrejas são ordenadas a sustentar financeiramente os seus mestres (Gálatas 6.6), de modo que a oferta bem pode ter lugar na adoração corporativa.

Até aqui, porém, nós lidamos apenas com o Novo Testamento. O que dizer do Antigo? Afinal, o Antigo Testamento está repleto de mandamentos acerca da adoração:

Louvai-o ao som da trombeta; louvai-o com saltério e com harpa.
Louvai-o com adufes e danças; louvai-o com instrumentos de cordas e com flautas.
Louvai-o com címbalos sonoros; louvai-o com címbalos retumbantes. (Salmo 150.3-5)

Isso significa que, para serem bíblicos, os cultos de nossas igrejas precisam incluir trombetas, saltérios, harpas, tamborins, danças, instrumentos de cordas, flautas e címbalos? Eu sugiro que não.

Lembre-se que os salmos são expressões de adoração sob a aliança mosaica, referida por alguns dos escritores do Novo Testamento como a “antiga aliança” (Hebreus 8.6). Agora que a nova aliança prometida em Jeremias 31 foi estabelecida, a antiga aliança é obsoleta. Nós não estamos mais sob a lei de Moisés (Romanos 7.1-6; Gálatas 3.23-26). Portanto, formas de adoração atreladas à era mosaica não são mais obrigatórias a nós. O templo era servido por sacerdotes, alguns dos quais especializados na música litúrgica (1Crônicas 9.33). De fato, são eles que nós vemos tocando os mesmos instrumentos mencionados no Salmo 150 (2Crônicas 5.12, 13; 9.11). Assim, o Salmo 150 não está provendo um modelo para a adoração cristã; em vez disso, está invocando uma forma específica de adoração da antiga aliança, associada ao templo e ao sacerdócio levítico.

Isso não define, por si só, a questão de quais instrumentos podem servir de acompanhamento apropriado ao canto congregacional da igreja. Mas significa que o simples apelo a um precedente do Antigo Testamento não tem lugar, assim como o apelo a um precedente do Antigo Testamento não pode legitimar o sacrifício de animais. É aqui que muitas tradições cristãs falham em alcançar uma teologia bíblica da adoração, ao apelarem de modo seletivo a precedentes do Antigo Testamento, como se certos aspectos do sacerdócio levítico e da adoração do templo adentrassem na era da nova aliança.

Certamente, muito do Antigo Testamento informa o modo como adoramos. Os Salmos nos ensinam a adorar com reverência e temor, alegria e admiração, gratidão e júbilo. Mas o Antigo Testamento não prescreve nem os elementos nem as formas da adoração na igreja da nova aliança.

Nesse sentido, o Novo Testamento provê uma nova constituição para o povo de Deus da nova aliança, assim como muito do Antigo Testamento serviu como a constituição para o povo de Deus sob a antiga aliança. Deus tem um único plano de salvação e um único povo a salvar, mas o modo como o povo de Deus se relaciona com ele mudou radicalmente após a vinda de Cristo e o estabelecimento da nova aliança.

É por isso que precisamos empregar todas as ferramentas da teologia bíblica – agregando as alianças, traçando as conexões entre tipo e antítipo, observando promessas e cumprimentos, delineando continuidades e descontinuidades – a fim de chegarmos a uma teologia da adoração congregacional. Como o povo de Cristo da nova aliança, habitados pelo Santo Espírito da promessa, nós adoramos em Espírito e em verdade, de acordo com os termos que o próprio Deus especificou na Escritura.

Notas:

[1] Para uma teologia bíblica da adoração que influenciou profundamente minha abordagem neste texto, ver David Peterson, Engaging with God: A Biblical Theology of Worship (Downers Grove: InterVarsity Press, 1992) [N.T.: Sem tradução em português].
[2] Para uma introdução básica ao enredo bíblico que usa como lente primária o tema de Deus congregando o seu povo, ver Christopher Ash, Remaking a Broken World: A Fresh Look at the Bible Storyline (Milton Keynes, UK: Authentic, 2010) [N.T.: Sem tradução em português].
[3] Para mais acerca da trajetória do templo no decorrer de todo o cânon, ver G. K. Beale, The Temple and the Church’s Mission: A Biblical Theology of the Dwelling Place of God, New Studies in Biblical Theology 17 (Downers Grove, IL: InterVarsity Press, 2004) [N.T.: Sem tradução em português].
[4] Para breves defesas do princípio regulador, ver Jonathan Leeman, “Regulative Like Jazz,” [N.T.: Sem tradução em português], e os três primeiros capítulos do livro Give Praise to God: A Vision for Reforming Worship, ed. Philip Graham Ryken, Derek W. H. Thomas, e J. Ligon Duncan, III (Phillipsburg, NJ: Presbyterian & Reformed, 2003) [N.T.: Sem tradução em português] [N.E.: em português, veja o artigo O Princípio Regulador do Culto de Matthew McMahon].

Tradução: Vinícius Silva Pimentel
Revisão: Vinícius Musselman Pimentel



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segunda-feira, 2 de março de 2015

Atributos de um homem de Deus


Por Hernandes Dias Lopes em Palavra da Verdade

A viúva de Sarepta, dirigindo-se ao profeta Elias, disse: “Agora sei que és homem de Deus…” (1Rs 17.24). Quais foram os atributos desse homem de Deus?

Elias foi um homem que andou na presença de Deus (1Rs 17.1). 

Elias era um homem desconhecido, de uma família desconhecida, de um lugar desconhecido, mas um homem levantado por Deus em tempo de crise política e apostasia religiosa. Elias apresentou-se ao ímpio rei Acabe, para trazer-lhe uma palavra de juízo. Porque Israel estava rendido à idolatria, servindo a Baal, o deus da prosperidade, Deus fechou as comportas do céu e as chuvas foram retidas por três anos e meio. A seca implacável não foi apenas um fenômeno da natureza, mas um juízo divino ao povo rebelde. Elias disse ao rei: “Tão certo como vive o Senhor, Deus de Israel, perante cuja face estou, nem orvalho nem chuva haverá nestes anos, segundo a minha palavra”. Elias é um homem de Deus, porque vive na presença de Deus em vez de andar segundo os ditames do mundo.

Elias foi um homem que orou por grandes causas (1Rs 17.19-22). 

Inobstante Elias ser um homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos (Tg 5.17), foi poderosamente usado por Deus tanto na oração como na pregação. Elias falou a Deus e falou ao povo. Ele orou com instância para não chover, e não choveu (Tg 5.17). Ele orou, e o filho único da viúva de Sarepta ressuscitou (1Rs 17.19-22). Ele orou e o fogo do céu caiu, numa retumbante demonstração do poder de Deus diante da impotência dos ídolos (1Rs 18.36-39). Ele orou e o céu deu chuva novamente (Tg 5.18; 1Rs 18.42-45). Tiago ilustrou o princípio bíblico: “Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo”, inspirado na vida de Elias (Tg 5.16). Escasseiam-se em nossa geração os homens de oração. Precisamos não apenas de homens cultos e influentes na sociedade, mas, sobretudo, de homens conhecidos no céu, homens de oração. Nosso maior anelo é que se levantem, em nosso tempo, homens que tenham a humildade de se dobrarem diante de Deus, para que tenham a coragem de se levantarem diante dos homens.

Elias foi um homem que corajosamente confrontou o pecado (1Rs 17.1; 18.18; 18.21). 

Elias não foi um profeta da conveniência. Não fez do seu ministério uma plataforma de relações públicas. Jamais negociou a verdade. Nunca deixou de atacar firmemente as fortalezas do pecado. Anunciou o juízo de Deus sobre a nação apóstata. Confrontou o perverso rei Acabe, chamando-o de perturbador de Israel. Denunciou a atitude covarde do povo que vivia coxeando entre dois pensamentos. Desafiou os profetas de Baal, expondo aos olhos da nação a inoperância de seus ídolos. Precisamos de homens que tenham coragem de denunciar o pecado no palácio e na choupana. Na política e na religião. Na vida dos líderes e dos liderados.

Elias foi um homem em cuja boca a palavra de Deus era a verdade (1Rs 17.24). 

A viúva de Sarepta ao ver seu filho morto retornando à vida pela oração de Elias, afirmou: “… a palavra de Deus na tua boca é verdade”. Uma coisa é pronunciar a palavra de Deus; outra coisa é ser boca de Deus. Nem todas as pessoas que proclamam a palavra de Deus são boca de Deus. O profeta Jeremias diz que aqueles que são boca de Deus arrependem-se de seus pecados, andam na presença de Deus e apartam o precioso do vil (Jr 15.19). E. M. Bounds disse, com razão, que homens mortos tiram de si palavras mortas e palavras mortas matam. Lutero dizia que sermão sem unção endurece os corações. Nas palavras de Jonathan Edwards, precisamos de homens que tenham luz na mente e fogo no coração. Homens que conheçam não apenas a respeito de Deus, mas, sobretudo, conheçam a intimidade de Deus.

Que os homens crentes, fieis a Jesus Cristo, sigam as mesmas pegadas do profeta Elias, e sejam, em nossa geração, verdadeiros homens de Deus!



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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Cuidados na vida ministerial


Por Rodolfo Garcia Montosa em Instituto Jetro

Indo eles caminho fora, alguém lhe disse: Seguir-te-ei para onde quer que fores. Mas Jesus lhe respondeu: As raposas têm seus covis, e as aves do céu, ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça. A outro disse Jesus: Segue-me! Ele, porém, respondeu: Permite-me ir primeiro sepultar meu pai. Mas Jesus insistiu: Deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos. Tu, porém, vai e prega o reino de Deus. Outro lhe disse: Seguir-te-ei, Senhor; mas deixa-me primeiro despedir-me dos de casa. Mas Jesus lhe replicou: Ninguém que, tendo posto a mão no arado, olha para trás é apto para o reino de Deus. (Lucas 9.57-62).

Este pequeno trecho das Escrituras guarda importantes segredos para a vida de todo aquele que se aproxima de Jesus desejando segui-lo, trabalhar com ele e para ele. Vemos aqui três personagens que mostram três importantes cuidados que todos devemos ter diante do Senhor:

Cuidado com a precipitação. (v 57-58)

A palavra precipitação vem de precipício, que é abismo, ruína. Apesar de o primeiro "alguém" declarar palavras notáveis e impactantes, demonstra ser ansioso, precipitado, sem noção do custo de suas palavras. Dizem que precipitado é alguém que pensa com as pernas. Conhecendo o coração das pessoas, Jesus responde colocando o pé no chão, deixando de lado o glamour das multidões, milagres, poder, e mostrando o lado real do preço de ser discípulo: negação, sofrimento, sacrifício, serviço. Jesus não se agrada do trabalho que começa e logo termina. Por isso, pense bem antes de se oferecer ao Senhor.

Cuidado com a procrastinação. (v 59-60)

Procrastinar é prorrogar, postergar, adiar, delongar, demorar, retardar. Infelizmente é algo muito comum nas pessoas: "Em alguma outra hora seguirei. Não sei quando, mas no futuro." "Quando ficar mais velho." "Quando me aposentar." Isso é feito com um motivo nobre e aparentemente justo: "Tenho que aguardar meu pai falecer. Depois disto, seguirei." Jesus foi direto em palavra de ordem: vai e prega o reino de Deus. Em outras palavras: simplesmente, faça. Jesus não se agrada do trabalho que nunca começa. Por isso, pare de enrolar e comece a trabalhar para o Senhor.

Cuidado com a hesitação. (v 61-62)

Hesitar é vacilar, titubear, estar incerto, gaguejar, perder a firmeza, oscilar. Embora este provérbio seja atribuído a Hesíodo em cerca de 800 a.C., Jesus traz uma aplicação muito simples e direta. Quem começa a arar pra frente e, de repente, olha pra trás, não conseguirá traçar direito o sulco na terra. Fará um trabalho mal feito. Com o coração dividido jamais conseguiremos avançar no principal trabalho que temos de revolver a terra dos corações com o objetivo de prepará-los para receber a semente do evangelho. Não dá pra dirigir com os olhos no espelho retrovisor. Jesus não se agrada do trabalho que é feito, mas mal feito. Por isso, já que começou a fazer o trabalho, faça bem feito.

O evangelista Lucas relata que, em seguida a estas palavras, Jesus envia outros setenta discípulos de dois em dois para a missão, lembrando-os que rogassem ao Senhor da seara que mandasse trabalhadores, pois a seara é grande.

Nós somos resposta da oração dos discípulos de Jesus. Vamos, pois, começar com muita consciência, desempenhando imediatamente nosso papel ministerial, sem jamais olhar pra trás, mas tendo nossos olhos fixos no Senhor, avancemos na obra que é dele.




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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Igrejas e pastores num mundo que não existe mais


Por Derval Dasilio em Ultimato Online

Há um seleto grupo, compostos de profissionais da religião, cujas decisões influenciarão nos próximos anos a vida de milhões de cristãos, evangélicos, protestantes e católicos, ecumênicos ou não, clientes que poderiam gerar impactos sobre comunidades religiosas. Quem são os carismáticos ou pentecostalistas radicais? Quem são os crentes secularistas? Quem são os libertários? Se fossem interessantes, para além do proselitismo e da defesa apologética institucional, de cada uma das denominações avaliadas, quem professaria a identidade cidadã e cristã com maior aproximação dos valores do cristianismo apostólico?

Um glossário sobre os modelos mais frequentes, para uma síntese de uma pluralidade inumerável de tendências eclesiásticas nos dias atuais, pode ser útil. No Brasil de hoje os valores da religião se confundem com os da sociedade capitalista tradicional. Ocorre, o mesmo, com as igrejas, e com os profissionais dos púlpitos? O ponto mais agudo e tenso é aquele que, para se cumprirem as cláusulas do contrato social com a religião, admite-se uma forma comportamental domada, encilhada e submissa. Não há justificativa teológica que sustente a incapacidade de se ver os sinais dos tempos. Vejamos alguns aspectos ou tendências nas igrejas e pastores de hoje:

O apologismo reflete a crise de identidade das igrejas. Sem entender a força da modernidade, a nova moral, as democracias recentes, a tábua de salvação é procurada no calvinismo e luteranismo conservadores, principalmente. Faltam referenciais seguros, sociologicamente visíveis. O triunfalismo eclesiástico pretendido, ingênuo, abstrato, encastela-se nas igrejas mais ricas, enquanto a reação vem das igrejas pobres, entregues em total vulnerabilidade às teologias do movimento pentecostal contemporâneo. O pentecostalismo não se ocupa do apologismo, vai direto ao assunto: religião carismática. Em maioria esmagadora, cuida das raízes populares dominantes no Brasil.

Talvez o apologismo seja um modo de atenuar o impacto de uma espécie de “outro mundo” demarcando a topografia espiritual dos fieis. Igrejas, capelas, oratórios, santuários, templos, centros espíritas, terreiros, cemitérios, fazem parte da fronteira em que vivemos, entre um mundo real, concreto, e outro espiritual e abstrato. O apologismo visualiza mundos e culturas passados, enquanto acredita, anacronicamente, combater o cristianismo medieval antes da Reforma. Combate, mas reproduz seus valores conservadores.

O secularismo, porém, pretende que não estejamos mais diante de um universo religioso simbólico tomado por forças ocultas, medo e terror atribuídos ao sobrenatural. Assim, procura-se oferecer cura da alma e prazer garantidos, sem mistérios na natureza real do problema da vida religiosa em comum. Comunhão, coletividade eclesiástica e igualitarismo passam a ser assuntos proibidos ou desinteressantes. As igrejas comunitárias passam a ser lugar de encontros divertidos, ao invés de espaço de comunhão e reflexão.

Nesse setor, as pessoas desejam ser felizes não amanhã, mas hoje, agora, e talvez desde ontem. Para estas, algumas vezes, a saída da religião pela materialidade da vida, exige-se, para satisfazê-las, uma religião e um “deus ex machina” disponíveis para atender prontamente a seus desejos. Pastores secularizados se sentem obrigados a manter um cardápio “a la carte” para tornar suportável a vida do crente secularizado no mundo moderno. Nesse momento, contendo soluções prontas para os problemas do cotidiano, nada mais confortante que o consumo do luxo, sem esquecer a saúde, ou as clínicas estéticas a alto preço, para satisfazê-las.

Nota: Deus ex machina é uma expressão latina com origens gregas ἀπὸ μηχανῆς θεός (apò mēkhanḗs theós), que significa literalmente "Deus surgido da máquina"1 , e é utilizada para indicar uma solução inesperada, improvável e mirabolante para terminar uma obra ficcional.
O cardápio, nesse ponto, se amplia. Adeptos da secularização eclesiástica também gostam de falar de moral, embora entupidos pelas drogas farmacológicas “lícitas”, e alguma inclinação pela tolerância das ilícitas. Depois, vêm assuntos como ciência, religião, política, corrupção; esportes, amor, filhos, saúde, dietas, alimentação saudável, esteira rolante, próstata, eletrocardiograma, mamografia, ultrassom, colonoscopia, medicina de ponta... e mesmo assim chega o dia inevitável em que se vai depender dos caros planos de saúde, sequestrados pela caríssima medicina seletiva e privada. Poucas atividades são tão transparentes nas injustiças e desigualdades na sociedade moderna quanto ao escapismo secularista que toma igrejas e crentes.

O libertarismo jamais pretenderia a síntese das tendências anteriormente apontadas. Critica, também, o vazio das tendências secularistas, exigentes de pastores psicanalistas e de recursos de autoajuda alimentados nas fraseologias pseudoteológicas de todos os dias. Como indivíduos, o libertarismo se dirige aos considerados descartáveis, supérfluos, tidos como não merecedores da repartição dos bens culturais, econômicos e sociais.

Ao mesmo tempo, não pretende perder de vista a conversão individual, paradoxalmente coletiva. O libertarismo vai além, denuncia as estruturas e seus pecados, na sociedade, na política, na economia. Indigna-se e aponta as desigualdades. Projetos que aterrem no ambiente coletivo degradado, sob propostas concretas, malgrado as perplexidades do momento, interessam-lhe sobremaneira. Pois identificam e tramitam num caminho onde se apresentam as diferentes imposições das mortes espiritual, social, econômica e cultural.

Como identificava o teólogo Agenor Brighenti, sob olhar analítico, podemos observar os vários estilos e modelos pastorais. Um número significativo de padres, pastores e igrejas, adota o modelo dominante, apologético ou secularizado. Alguns estão comprometidos com vícios burocráticos e assembleias que não decidem sobre as urgências. Constituem combustível queimado inutilmente, sem que a organização eclesiástica saia da inércia. Outros, libertários, tendem a desprezar a cultura religiosa popular, esquecendo a maioria e acentuando uma teologia radical para a vida em comunhão.

Igrejas e pastores encontram-se fechados para a vida moderna, cegos, surdos e mudos aos sinais dos tempos e às próprias interpelações do Espírito, no mais das vezes. A sociedade humana reclama salvação, no desenvolvimento de ações que revertam em atenção a crianças, aos jovens, aos maduros e aos idosos, cujas vidas estão sob risco permanente de morte: desproteção política, violação de direitos humanos, cidadania seletiva ou privilegiada; trabalho, saúde, escola e previdência, negados; violência contra a mulher, a criança e o idoso.

Hoje, para muitos, pastores e igrejas, todo o multifacetado projeto de modernização aparece como um equívoco desastroso que seleciona privilégios de pessoas, grupos, sociedades. Ato de arrogância e maldade cósmicas. E, novas figuras surgem agora em novo papel simbólico, ocupando espaços de alto luxo, altos salários, onde as fortunas se representam, cultivando o estímulo à inveja e à ganância. Sob pressões econômicas do mundo moderno, o impulso de desenvolvimento eclesiástico tende a caminhar no sentido de um perpétuo crescimento estatístico -- sob parâmetros do IBGE, em todos os seus equívocos de mensuração -- sem evangelização autêntica e humanização da mensagem cristã.

O que testemunham? No sentindo que, se não pararem para refletir sobre suas vocações, aceitando ser o que são na maioria, sem representação, sem relevância, seremos diminuídos quanto ao desafio de nosso papel original, transformador da sociedade. Ninguém nos perguntará mais, tal como perguntavam sobre os cristãos nos tempos iniciais da igreja: “quem são estes que têm transtornado o mundo? Chegaram também aqui?” (Atos 17.6). Será que perdemos de vista o mapa que nos foi entregue desde a igreja apostólica?



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domingo, 22 de fevereiro de 2015

Freio na boca dos crentes



Por Elben César

Até na boca dos cavalos colocamos um freio para que nos obedeçam. (Tg 3.3)

O freio trava e também imprime direção. Ao entrarmos à direita quando deveríamos entrar à esquerda, a primeira coisa a fazer é pisar no freio. O freio precede a correção. Pôr freio em alguém significa reprimir, sujeitar ou moderar. Daí, dizer que é preciso pôr freio no desânimo, é preciso pôr freio no emocionalismo, é preciso pôr freio no consumismo, é preciso pôr freio na traição. O freio é um protetor, uma salvação, uma graça sem tamanho. Asafe estava à beira do abismo, quase perdeu a confiança em Deus, quase saiu do caminho apertado para dobrar para o caminho largo, quase abandonou a fé que tinha até então. Mas ele entrou no templo de Deus e pôs o pé no freio.

O freio não é para frear a busca da santidade, do domínio próprio, da coragem de negar-se a si mesmo quantas vezes foram necessárias e sem perda de tempo. O freio não é para frear a consciência missionária cada vez maior nem a paixão pelas almas.

Embora possa incomodar, aborrecer, ir contra os chamados direitos humanos, nos privar dos prazeres passageiros do pecado e esmagar a pecaminosidade latente, o freio, no entanto, vai segurando tudo o que não queremos nem podemos perder. Quando vier o que é perfeito, quando vier o que é completo, a multidão de salvos vai homenagear o freio.

A ênfase de Tiago ao freio está concentrada no uso da língua, mas subtende-se que ele é útil em qualquer outra área. A vontade precisa de freio, a sexualidade precisa de freio, a exaltação própria precisa de freio. O estilo franco e direto de Tiago pode parecer rude, por usar a ilustração dos cavalos; porém, ela é muito apropriada!

– O freio enfrenta o mal e preserva o bem!


Retirado de Refeições Diárias com os Discípulos. Editora Ultimato.



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12 Características do Verdadeiro Filho de Deus


Por Paul Washer em Ministério Fiel

Fazendo uma leitura da primeira epístola de João, podemos concluir rapidamente algumas características do verdadeiro filho de Deus apresentadas. É nossa esperança que o crente cresça em sua segurança da salvação, e que os não convertidos venham ao reconhecimento de que ainda precisam conhecer a Cristo.

Prova 1: Sabemos que somos cristãos porque andamos na luz (1 João 1.4–7). Nosso estilo de vida está aos poucos se conformando ao que Deus nos revelou sobre sua natureza e vontade.

Prova 2: Sabemos que somos cristãos porque nossa vida é marcada por sensibilidade ao pecado, arrependimento e confissão (1 João 1.8–10).

Prova 3: Sabemos que somos cristãos porque guardamos os mandamentos de Deus (1 João 2.3–4). Desejamos conhecer a vontade de Deus, nos esforçamos por obedecê-la e lamentamos quando somos desobedientes.

Prova 4: Sabemos que somos cristãos porque andamos conforme Cristo andou (1 João 2.5–6). Desejamos imitar a Cristo e crescer em conformidade a ele.

Prova 5: Sabemos que somos cristãos porque amamos os outros cristãos, desejamos comunhão com eles e procuramos servi-los em atos e em verdade (1 João 2.7–11).

Prova 6: Sabemos que somos cristãos porque temos desdém cada vez maior pelo mundo rejeitamos tudo que contradiz e se opõe à natureza e vontade de Deus (1 João 2.15–17).

Prova 7: Sabemos que somos cristãos porque continuamos nas doutrinas históricas e práticas da fé cristã, permanecendo dentro da comunhão com outros que fazem o mesmo (1 João 2.18–19).

Prova 8: Sabemos que somos cristãos porque professamos que Cristo é Deus e o consideramos em mais alta estima (1 João 2.22–24; 4.1–3, 13–15).

Prova 9: Sabemos que somos cristãos porque nossa vida é marcada por anseio e busca prática de santidade pessoal (1 João 3.1–3).

Prova 10: Sabemos que somos cristãos porque praticamos a justiça (1 João 2.28–29; 3.4–10). Fazemos as coisas que se conformam ao padrão da justiça de Deus.

Prova 11: Sabemos que somos cristãos porque vencemos o mundo (1 João 4.4–6; 5.4–5). Embora muitas vezes sejamos pressionados e cansados, vamos em frente pela fé. Continuamos seguindo a Cristo e não voltamos para trás.

Prova 12: Sabemos que somos cristãos porque cremos naquilo que Deus revela sobre seu Filho, Jesus Cristo. Temos a vida eterna somente nele (1 João 5.9–12).

Se temos essas qualidades, e admitimos que elas estão aumentando em nós, temos a evidência de que conhecemos a Deus e produzimos o fruto de um filho de Deus. Porém, se tais qualidades estão ausentes em nossa vida, devemos nos preocupar grandemente por nossas almas. Temos de ser diligentes em buscar a Deus com respeito à nossa salvação. Temos de examinar-nos novamente para ver se estamos na fé. Temos de ser diligentes e tornar seguros nosso chamado e nossa eleição.



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sábado, 14 de fevereiro de 2015

Porque ler ou assistir Cinquenta Tons de Cinza é má ideia



Se você é mulher, esposa e mãe, e também você homem, marido e pai, um lembrete do que você deveria fazer com este filme.

Por Chris Ayres no Portal Familia

Cada um de nós sabe, ou pelo menos deve saber, o que é bom para nossa vida como indivíduos ou famílias. Como maridos e esposas que amam, procuramos investir tempo e trabalharmos juntos para construir uma vida feliz. Como pais e mães tomamos muito cuidado com aquilo que fazemos como exemplo e com o que permitimos entrar em nossos lares.


Nem tudo o que é popular é correto, nem o que está na moda é aceitável. Já sabemos disso em relação a novelas, minisséries, revistas, websites na internet, filmes, livros e, muitas vezes, a realidade bem próxima de cada um de nós. Valores são traduzidos como frescura; arbítrio como anarquia, tentando-nos enganar ou fazer-nos esquecer de que cada escolha traz uma consequência, nem sempre desejada. Muitas vezes procuramos por certas coisas achando que somos "adultos" o suficiente e que não nos influenciarão. Será que não?

Se você leva a sério e ainda se preocupa com o futuro de seus filhos, os direitos das mulheres e também a moral dos homens, a manutenção do casamento e a sacralidade da família, leia atentamente: Pense bem se você quer se inspirar ou ensinar seus filhos sobre o "amor" sendo uma vítima, ou agindo como um protagonista, nessa guerra da inversão de valores. Não veja o filme, nem leia o livro, nem procure saber sobre o tema "Cinquenta Tons de Cinza". Não venda o que você ou sua família ainda têm de bom por uma curiosidade incontrolável.

O que faz um pai ou uma mãe achar normal que seus filhos aceitem com naturalidade sadomasoquismo, violência sexual elitizada, "romantismo" desvirtuado em forma de sociopatia, perversão, dominação, mulher facilmente impressionável ou imoralidade? Isso não é o que você nem sua família precisa.

Felizmente, a maioria das pessoas que conheço, principalmente mulheres, condena o título e despreza o filme. Mas muitas outras, infelizmente, incluindo religiosas e líderes, além dos famosos quase em sua totalidade, têm promovido abertamente esse estilo de pornografia.

Se você acha que tudo isso é muito puritano de minha parte, considere pelo menos estas contradições:

A maioria das mulheres não gosta que seus maridos vejam pornografia. Então porque elas permitem-se ver, ler ou assistir? Algumas até têm postado em suas páginas sociais sua "ansiedade" para ir ao cinema.

Casais lotam as salas de terapeutas ao redor do mundo devido ao vício em pornografia que retira do homem o tato e respeito à mulher, ou devido à violência doméstica e também depressão. Enquanto isso, as cadeias estão abarrotadas de pessoas que cometeram crimes passionais e estupros. As estatísticas de meninas e adolescentes que povoam clínicas de recuperação devido a transtornos alimentares é absurda, porque a sociedade em si ensina que seu corpo é a primeira impressão causada.

A mulher não é e não precisa ser atraída a um homem somente se ele for másculo, autoconfiante, poderoso, sensual e dominador. Ou seja, o mesmo tipo de sociopata que temos lutado contra por gerações para a proteção de nossas filhas e jovens.

O que me entristece mais é que mais de 50% dos leitores deste livro têm de 13 a 23 anos de idade. Pesquisas comprovam que adolescentes têm pouca capacidade para tomar decisões. Pelo fato de que seu cérebro não tem essas funções totalmente desenvolvidas, é comprovado que os vícios são mais facilmente estabelecidos nessa fase. E, também, estudos comprovam que o consumo de pornografia por adolescentes modifica seu cérebro de tal forma e, ao serem expostos ao sadomasoquismo, violência e abuso, têm dificuldade triplicada de construírem e viverem em relações saudáveis.

Não há diferença entre "erótico" e "pornográfico". Esse tipo de paliativo também não resolve os problemas do sexo no casamento.

Como pais e mães, vocês gostariam de ensinar aos seus filhos que abuso sexual é aceitável ou excitante e apresentar um exemplo de pornografia mascarada como "romance"? Queremos que nossas filhas vejam a submissão sexual e o abuso como algo tolerável que deva ser celebrado? Do fundo de meu coração, espero que não.

Isso não tem a ver com religiosidade, feminismo ou hipocrisia. Tem a ver com felicidade real, decência, casamentos saudáveis, mulheres sendo respeitadas e não objetificadas, homens sendo respeitosos e não sociopatas.

Esposas, maridos, pais e mães: Isso não diz respeito somente a este filme. Inclua também revistas, novelas, videogames e todo tipo de mídia que entra em seu lar, além do palavreado, ações e reações em seu casamento e outros relacionamentos. Podemos ensinar nossos filhos e viver a vida baseando-nos em melhores exemplos.

Não precisamos comer esterco para sabermos que o mesmo cheira mal.



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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Vencendo o mal com o bem



Por Ricardo Rodrigues

“Não se deixem vencer pelo mal, mas vençam o mal com o bem.” (Romanos 12:21)

Parece até frase de facebook , mas a Palavra de Deus é bem clara e enfática ao afirmar que não devemos ser vingativos ou pagar o mal com o mal, antes nos instrui a tentar viver em paz com todos e deixar para que a justiça seja executada pelas mãos de Deus.

O revanchismo no mundo atual é claro e preponderante, tem se a ideia de que não devemos nunca deixar barato quando somos injustiçados ou afrontados. Devemos revidar, brigar, reivindicar desculpas ou satisfações. Vemos essa tendência até nas redes sociais, inflamadas e abarrotadas de expressões como, “recalque”, “sua inveja é meu sucesso” ou “quando sou boa sou boa, mas quando sou ruim, sou ótima”, ou uma ainda pior usando argumentos bíblicos, como o uso dos Salmos para dizer que seu “inimigo” irá assistir o banquete de sua vitória.

Entenda bem, a Bíblia nunca vai nos instruir ou induzir a esse revanchismo que criamos. O inimigo muitas vezes citado nos salmos, por exemplo, não era um inimigo pessoal de Davi, ou de qualquer outro, mas era o inimigo do povo de Deus, ou seja, inimigo do próprio Deus. Não podemos erroneamente tomar posse dessas palavras para aplica-las contra nosso próximo.

Pois bem, vemos na Palavra uma contraposição a essa ideia, se o mundo diz, “beijo no ombro para o recalque”, o Senhor nos ensina: “Façam todo o possível para viver em paz com todos.” (Romanos 12:18). Pode ser que não consigamos, mas nossa meta deve ser a de sempre buscar viver em paz com todos, mesmo aqueles que buscam tirá-la de nós. Citando o teólogo Wiersbe: “Infelizmente, alguns cristãos têm inimigos porque lhes falta amor e paciência, não porque sejam fiéis em seu testemunho.”

E o texto continua dizendo: “Amados, nunca procurem vingar-se, mas deixem com Deus a ira, pois está escrito: “Minha é a vingança; eu retribuirei”, diz o Senhor.” (Romanos 12:19)

O cristão não deve fazer papel de Deus e tentar se vingar. A maioria das pessoas tem a filosofia de pagar na mesma moeda, mas os cristãos devem viver num patamar mais elevado e pagar o mal com o bem. É evidente que isso exige amor, pois nossa tendência é sempre reagir.

Os resultados de quem pratica a vontade de Deus nesses casos são bem claros no versículo 20 e podem ser resumidos em duas situações, quando trato alguém de forma amorosa e decorosa, mesmo que esta pessoa me queira mal, a Palavra diz que “se ajuntarão brasas vivas sobre sua cabeça”, isso significa literalmente que sua cabeça esquentará, ele ficará vermelho de vergonha ao perceber que nossa atitude é totalmente contrária ao que ele esperava.

Outro fator importante a ser destacado é de que uma pessoa que espera uma atitude de ódio de nossa parte, mas recebe em troca amor e compaixão pode encontrar nela um novo sentido para sua vida, pode reconhecer em nós o amor de Deus que lhe faz falta. Sendo assim, nossa compaixão se torna um testemunho vivo de Cristo, aquele que mesmo tendo todos os motivos para odiar, amou até o fim.

Portanto meus queridos irmãos, essa é a vontade de Deus para nossa vida e devemos buscá-la. É claro que não é fácil, mas Jesus provou que é possível. Peçamos a Deus por amor para amar as pessoas e fé para esperarmos por Sua justiça que é muito melhor que a nossa. Deixe tudo nas mãos Dele e viva feliz.


Fontes: Se Liga na Palavra via Sou da Promessa



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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

O que fazer com os antigos pecados?





Por José Miranda Filho em Ultimato Online

Os nossos pecados causam danos que não podem ser dimensionados. É impossível calcular os seus desdobramentos na nossa vida e na vida daqueles que nos cercam. Todos os erros têm um preço, consequências que se encadeiam e ampliam a grandeza dos danos causados. Assim como folhas secas espalhadas por grande ventania e quase impossível de serem juntadas novamente, assim são os efeitos dos nossos atos.

Quando dizemos que corrigimos os nossos erros, na verdade, apenas paramos de cometê-los ou conseguimos minorar seus efeitos mais imediatos. Por exemplo: se um criminoso mata um homem e se converte posteriormente, uma fonte de males foi bloqueada. No entanto, os efeitos do crime nos filhos, na esposa e nos seus amigos do falecido, serão incalculáveis. Vemos que é impossível para o homem pagar pelos seus erros. A cura de um mal espargido na história pelos atos de um homem só seria possível se a história fosse refeita sem a participação desse homem. Ou seja, o homem seria tirado da história como se nunca houvera existido. Isso não seria possível. Apenas o Senhor do tempo e da história tem a solução. Apenas Ele detém o poder de curar pecados em toda a sua extensão. Mas, mesmo assim, essa cura se condiciona a princípios estabelecidos de antemão por Ele mesmo.

O pagamento do crime teria de ser feito por alguém sem qualquer culpa. Jesus resgatou nossa dívida pela sua morte. Mas não parou aí. Ele mandou o Consolador. A ação do seu Espírito transcende as limitações temporais fazendo com que coisas terríveis (pecados do passado) ocupem outro papel na história (experiência para o futuro). Se, antes do perdão, o meu passado me atormentava e me depreciava ante os meus próprios olhos, agora ele deixa de ser meu dominador para ser apenas um exemplo da misericórdia de Deus.

Os nossos antigos pecados perdem seu poder escravizador e passam a adubar a nova vida como uma semente que, plantada na escuridão da lama lança galhos para a luz. Como a lama deixa de ser fonte de contaminação e passa a ser fonte de nutrientes, assim nossos pecados passados deixam de nos escravizar para nos servir de subsídios, adubando a nova vida que nasce.

Quando aceitamos o resgate, todo um processo de reconstrução entra em andamento. Nossos olhos passam a enxergar coisas que alteram completamente a visão que temos de nós mesmos, daquilo que nos cerca e do nosso Deus. Algo inverso ao que aconteceu com a mente de Adão começa a acontecer com a nossa.

Essa volta à imagem de Deus estará enriquecida com as experiências da queda. Com essa mente resgatada temos paz com Deus através de Jesus Cristo. Adquirimos novamente o posto de mordomos e, mais do que isso, de sacerdotes. Recebemos também o acompanhamento do Espírito que nos capacita a exercer tal função.

Não aceitemos, portanto, que nosso passado nos escravize. Com arrependimento e o perdão de Deus, podemos encarar a vida com alegria e esperança.


Autor:
José Miranda Filho foi presidente da ABUB (Aliança Bíblica Universitária do Brasil), ministério este ao qual ele está envolvido há mais de três décadas.



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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Espantados ou transformados?




Por Hernandes Dias Lopes

No capítulo nove de Atos dos Apóstolos conta-se a conversão de Saulo de Tarso. Como perseguidor da Igreja, ia para Damasco com o intento de continuar a perseguição aos crentes. No caminho, Deus fez brilhar sobre ele uma forte luz do céu que o lançou por terra, ouvindo ao mesmo tempo uma voz que lhe perguntava: “por que me persegues?” À pergunta de Saulo: “Quem és tu Senhor?” ele recebe a resposta: “Eu sou Jesus a quem tu persegues.” A revelação de Jesus ao seu coração operou uma tal transformação que o levou a perguntar humildemente: “Senhor, que queres que eu te faça?”

Enquanto isto se passava, lemos que os companheiros que iam com Saulo: “pararam espantados, ouvindo a voz mas não vendo ninguém.” Não lemos que estes homens fossem convertidos; até onde sabemos, continuaram no seu caminho. É interessante que, nas mesmas circunstâncias, presenciando as mesmas coisas, ouvindo a mesma voz, vendo a mesma luz, eles podiam tomar rumo diferente de Saulo, espiritualmente falando; mas foi um fato. Lemos que eles somente “pararam” enquanto Saulo foi prostrado em terra pelo poder dessa luz; eles mantinham-se de pé, enquanto Saulo estava caído sobre o seu rosto! Que diferença no estado deles!

É possível resistir-se ao mesmo poder de Deus que lança um Saulo por terra; é possível manter-se “em pé” diante Dele, não se curvando nem se baixando. Deus podia-os ter lançado por terra, mas isso seria apenas uma demonstração de força sobre os seus corpos: não se submeteriam espiritualmente, os seus corações não se humilhariam. É possível sermos derrubados pelo poder de Deus e ainda manter-nos em pé, espiritualmente, não nos dando por vencidos. Quando o homem está resolvido a não se prostrar, não há coisa nenhuma no Universo capaz de o obrigar a fazê-lo.

Estes homens param espantados; espantados mas não humilhados; admirados mas não convertidos; ouvindo a voz mas não querendo obedecer-lhe; vendo a luz mas preferindo as trevas do seu próprio caminho e desejos. Muitos há que se têm espantado ao ver o poder de Deus em operação, têm sido obrigados a parar para contemplar a maravilha, mas foi apenas uma pausa no caminho para baixo.

Estes guiaram, sem dúvida, o apóstolo para Damasco, pois que a luz do céu o tinha deixado cego, sem contudo reconhecerem que precisavam de uma guia. Temos o quadro de uns “cegos”, que pensavam ter luz, guiando um “cego” que tinha a luz do céu no seu coração.

Vejamos a reação do nosso próprio coração perante o poder do Senhor e diante do contato com as coisas espirituais; cuidado que não sejamos apenas espantados, mas verdadeiramente transformados, por termos aceitado o lugar onde o Espírito do Senhor nos põe – sobre o nosso rosto no pó da terra, esperando a Sua Palavra, o Seu poder e a Sua ordem – “Levanta-te!”


Fonte: Palavra da Verdade



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