segunda-feira, 27 de julho de 2015

É legítimo um cristão ser dizimista?


O dízimo está sendo atacado em nossos dias com rigor desmesurado. Em parte, porque muitos líderes inescrupulosos usam expedientes escusos e reprováveis para arrancar do povo o último vintém, a fim de viverem no fausto e no luxo. Outros, porque em muitas igrejas falta transparência na prestação de contas e o povo não sabe quanto entra nos cofres da igreja nem onde os recursos são aplicados. Há, ainda outros, que são contra o dízimo porque não estão convencidos de que este é o claro ensino das Escrituras.

O dízimo não é uma questão meramente financeira. Trata-se do reconhecimento de que tudo o que existe é de Deus. Não trouxemos nada para o mundo nem nada dele levaremos. Somos apenas mordomos de Deus e, no exercício dessa mordomia, devemos ser encontrados fiéis. O dízimo mais do que um valor, é um emblema. É um sinal de fidelidade a Deus e confiança em sua providência. A devolução dos dízimos é uma ordenança divina. Não temos licença para retê-lo, subtraí-lo nem administrá-lo.

De todas as críticas feitas à doutrina do dízimo, talvez a mais frequente seja esta: “O dízimo faz parte da lei cerimonial e esta foi abolida na cruz. Logo estou desobrigado de ser dizimista”. À esta crítica, respondemos que a prática do dízimo está presente em toda a Bíblia. No Antigo Testamento está presente nos livros da lei, nos livros históricos, nos livros poéticos e nos livros proféticos. No Novo Testamento está presente tanto nos evangelhos como nas epístolas. É importante dizer que a prática do dízimo é anterior à lei cerimonial (Gn 14.20; 28.18-22). Abrão, quatrocentos anos antes de a lei ser instituída, pagou dízimo a Melquisedeque, tipo de Cristo (Hb 7.1-10). O dízimo foi incluído na lei, pois foi a maneira de Deus prover o sustento da tribo de Levi, aqueles que trabalhavam no ministério (Lv 27.30-33; Nm 18.21-32; Dt 14.22-29; 18.1-8).

De todas as críticas feitas à doutrina do dízimo, talvez a mais frequente seja esta: “O dízimo faz parte da lei cerimonial e esta foi abolida na cruz. Logo estou desobrigado de ser dizimista”. À esta crítica, respondemos que a prática do dízimo está presente em toda a Bíblia.
Da mesma forma, os que estão no ministério hoje, na vigência da nova aliança, devem viver do ministério. Os mesmos princípios usados na antiga aliança são também usados na nova aliança para tratar do sustento dos obreiros (1Co 9.7-14). Embora a ordem levítica tenha cessado com o advento da nova aliança, os dízimos não cessaram, porque Abraão como pai da fé pagou o dízimo a Melquisedeque, tipo de Cristo, e nós, como filhos de Abraão, pagamos o dízimo a Cristo, sacerdote da ordem de Melquisedeque (Hb 7.4-10).

Aqueles que usam Mt 23.23 para dizer que Jesus sanciona o dízimo antes da inauguração da nova aliança, mas que depois de sua morte, essa sanção não era mais válida, esquecem-se de que junto ao dízimo Jesus menciona também outros preceitos da mesma lei (a justiça, a misericórdia e a fé): “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas” (Mt 23.23).

Se estamos desobrigados do dízimo, por ser da lei, deveríamos também estar desobrigados desses outros preceitos da lei, ou seja, a justiça, a misericórdia e a fé. Fica evidente que Jesus reprova os escribas e fariseus pelo sua prática legalista e meritória do dízimo. Pensavam que o dízimo era uma espécie de salvo conduto. Imaginavam que por serem dizimistas tinham licença para negligenciar os outros preceitos da lei. Na verdade, os escribas e fariseus, besuntados de hipocrisia, estavam superestimando o valor do dízimo e menosprezando os principais preceitos da lei. Ao mesmo tempo, porém, que Jesus reprova a visão distorcida dos escribas e fariseus, que davam uma super-ênfase ao dízimo em detrimento da justiça, da misericórdia e da fé, referenda a prática do dízimo. Apesar dos desvios de uns e das críticas de outros, devemos continuar fiéis a Deus, na devolução dos dízimos, pois este é o claro ensino das Escrituras.

Fonte:
Palavra da Verdade - Hernandes Dias Lopes

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terça-feira, 21 de julho de 2015

Disciplina e resistência


Algumas pessoas têm alvos, mas se perdem no caminho, não sabem como chegar lá. São idealistas, com convicções superficiais, e pouco pragmáticas. Tendem a ser pessoas frustradas. Outras vivem num círculo vicioso de atividades sem saber para onde estão indo, simplesmente se habituaram a fazer o que fazem. São pragmáticas, superficiais e pouco idealistas. Tendem ao tédio. Frustração e tédio são marcas da vida de muitos cristãos modernos.

A jornada cristã requer as duas coisas: um ideal (visão) e um caminho (missão). Paulo disse ao rei Agripa que não foi desobediente à visão celestial. Ele tinha um alvo e caminhou, resolutamente, em direção a ele. Uma preocupação de Moisés em relação ao povo de Deus era o risco de se desviarem dos caminhos propostos por Deus, de não ouvirem mais a sua palavra e acabarem sendo seduzidos por outros deuses. Encantaram-se com a paisagem e perderam o destino. Para Moisés, permanecer em Deus e no caminho proposto por ele era a única garantia de vida.

O ponto de partida de todo cristão é a graça de Deus, que nos alcança, salva e nos apresenta um novo caminho. O ponto de chegada é a glória, a realização plena do propósito de Deus. Entre um e outro, temos diante de nós a extraordinária aventura da vida. Ao longo desta aventura, temos escolhas a serem feitas, decisões que precisam ser tomadas. Necessitamos ser treinados a fazer as escolhas certas. Se formos pegos de surpresa, daremos ouvidos às vozes mais estridentes, às propostas mais sedutoras, aos caminhos mais largos. Isso nos leva à frustração ou ao tédio.

Uma das armadilhas que enfrentamos na civilização moderna são as inúmeras possibilidades e meios que ela nos oferece. Muitos deuses gritam todos os dias, clamam por nossa atenção, insistem que sua agenda é urgente. O grande inimigo do cristão moderno é a dispersão; talvez uma das ciladas mais sutis do Diabo. Temos alvos, sem objetividade, ou corremos muito, sem chegar a lugar algum.

Quando Paulo fala sobre a necessidade de sermos revestidos de toda a “armadura de Deus”, o propósito não é, a priori, sair por aí lutando contra algum inimigo invisível, mas a necessidade que temos de permanecer em Cristo. Precisamos resistir às ciladas do Diabo para permanecer firmes e inabaláveis em meio à confusão do mundo. A “armadura de Deus” diz mais respeito a nós do que ao inimigo.

É cada vez mais comum encontrar crentes deprimidos e frustrados ou secularizados e narcisistas. É como se “as forças espirituais do mal” drenassem toda a vitalidade espiritual. As disciplinas espirituais são as práticas necessárias para não se cair nas ciladas da dispersão e vir a perder a força vital da fé. Precisamos nos firmar na verdade, na justiça, no evangelho, na fé, na salvação e na Palavra. Este é o caminho que nos conduz ao alvo. Fora dele certamente nos perderemos.

A oração é a disciplina que integra todas as outras. Enquanto permanecemos orando e vigiando com toda a súplica e gratidão, o caminho permanece claro diante de nós. A prática da oração não só nos preserva em Deus, mas preserva Deus em nós. A presença de Deus nos ajuda a discernir o mundo em que vivemos e como devemos viver nele.

O apóstolo Paulo tinha um alvo -- ele chama-o de “coroa incorruptível” e, como um atleta disciplinado, ele corria tendo aquele alvo bem claro diante de si. A disciplina rigorosa que ele impôs a si mesmo era para que ele não fosse desqualificado na aventura da vida, precisava resistir firme contra todas as ciladas do inimigo. Não basta ter um alvo, é preciso saber alcançá-lo, como não basta apenas correr, é preciso saber para onde estamos correndo.


Fonte:
Ultimato - Ricardo Barbosa de Sousa

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quarta-feira, 15 de julho de 2015

Amor, a verdadeira marca do cristão


O apóstolo Paulo, em 1 Coríntios 13, fala sobre três aspectos do amor, a verdadeira marca do cristão. Vamos examinar esses três aspectos:

Em primeiro lugar, a superioridade do amor (1Co 13.1-3). 


Depois de tratar dos dons espirituais, Paulo aborda um caminho sobremodo excelente. Em 1 Coríntios 13.1-3, fala da superioridade do amor sobre os dons espirituais. O que caracteriza a verdadeira espiritualidade é amor e não os dons. A igreja de Corinto tinha todos os dons, mas era imatura espiritualmente. Conhecemos um cristão maduro pelo fruto do Espírito e não pelos dons do Espírito. No texto em apreço, Paulo diz que o amor é superior ao dom de variedade de línguas (1Co 13.1), ao dom de profecia (1Co 13.2), ao dom de conhecimento (1Co 13.2), ao dom da fé (1Co 13.2), ao dom de contribuição (1Co 13.3) e até mesmo ao martírio (1Co 13.3). Sem amor os dons podem ser um festival de competição em vez de ser uma plataforma de serviço. Sem amor nossas palavras, por mais eloquentes, produzem um som confuso e incerto. Sem amor, mesmo que ostentando os dons mais excelentes como profecia, conhecimento e fé nada seremos. Sem amor nossas ofertas podem ser egoístas, visando apenas nosso engrandecimento em vez da glória de Deus e o bem do próximo. Sem amor nossos gestos mais extremos de abnegação, como o próprio martírio de nada nos aproveitará. O amor dá sentido à vida e direção na caminhada. Quem ama vive na luz, conhece a Deus e se torna conhecido como discípulo de Jesus.

Em segundo lugar, as virtudes do amor (1Co 13.4-8). 


Como podemos descrever as virtudes do amor? Nesse mais importante texto sobre o amor, o apóstolo Paulo nos oferece uma completa definição. Primeiro, o amor é conhecido por aquilo que ele é: o amor é paciente e benigno. Segundo, o amor é conhecido por aquilo que ele não faz: o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça. Terceiro, o amor é conhecido por aquilo que ele faz: O amor regozija-se com a verdade. Quarto, o amor, também, é conhecido por aquilo que ele é capaz de enfrentar na jornada da vida: o amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. Finalmente, o amor é conhecido pela sua indestrutibilidade: O amor jamais acaba; mas havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará. O amor é a maior das virtudes, o maior dos mandamentos, o cumprimento da lei de Deus. O amor é a maior evidência de maturidade espiritual, a mais eloquente comprovação do discipulado e a garantia mais sólida da genuína conversão.

Em terceiro lugar, a perenidade do amor (1Co 13.9-13). 


O amor jamais vai acabar porque, agora, em parte conhecemos e, em parte, profetizamos. Porém, quando Jesus voltar em sua majestade e glória, inaugurando o que é perfeito; então, o que é em parte, será aniquilado. Agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Quando Jesus voltar e recebermos um corpo imortal, incorruptível, glorioso, poderoso, espiritual, celestial, semelhante ao corpo de sua glória, então, conheceremos como também somos conhecidos. Agora, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor. No céu não precisaremos mais de fé nem mesmo de esperança, porém, o amor será o oxigênio do céu, o fundamento de todas as nossas relações pelo desdobrar da eternidade. Porque Deus é eterno e amor, o amor dura para sempre. Ainda que o sol pudesse perder sua luz e sua claridade; ainda que as estrelas deixassem de brilhar no firmamento; ainda que os mares secassem e os prados verdejantes se tornassem desertos tórridos, ainda assim, o amor continuaria sobranceiro, vivo e vitorioso para sempre e sempre. O amor jamais acaba. O amor é a verdadeira marca do cristão, desde agora e para sempre!


Fonte:
Palavra da Verdade - Hernandes Dias Lopes

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segunda-feira, 13 de julho de 2015

Não há tempo a perder com pensamentos maus


Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento (Filipenses 4.8).

Hoje em dia é muito comum pesquisas ao vivo ou por telemarketing. Exemplo: em época de eleições; no lançamento de um novo produto no mercado. Todos querem saber o que o público pensa, pois isso vai indicar o sucesso ou fracasso, vitória ou derrota.

O pensamento é uma área estratégica e, muitas vezes, não revelada. Você já viu alguma pesquisa sobre o pensamento? Quais seriam as perguntas a se fazer em uma consulta sobre o tema? a) O que você tem pensado? b) Quanto tempo você gasta examinando seus pensamentos? c) Quanto do que você pensa é colocado em prática? d) Quem tem influenciado seus pensamentos? Esta é uma área em que devemos estar vigilantes. Nosso pensamento deve ser guardado. Nesta trincheira - mente - a guerra é ganha ou perdida pois somos o que registramos.

No texto de Paulo aos Filipenses 4.8 encontramos instruções do que deve ocupar a nossa mente todo o tempo, justamente para alcançarmos vitória em nossa caminhada terrena.

Em primeiro lugar, tudo o que é verdadeiro.
A palavra grega ALETHE, que significa verdade, em oposição à mentira.

Em segundo lugar, tudo o que é respeitável.
A palavra grega é SEMNOS, e traz a ideia de que o universo inteiro é um santuário e tudo que ele faz deve ser um culto a Deus.

Em terceiro lugar, tudo o que é justo.
A palavra grega DIKAIOS enfatiza aqui uma correta relação com Deus e com os homens.

Em quarto lugar, tudo o que é puro.
A palavra grega HAGNOS descreve o que é moralmente puro e livre de manchas.

Em quinto lugar, tudo o que é amável.
A palavra grega PROSPHILES traz o significado daquilo que suscita amor.

Em sexto lugar, tudo o que é de boa fama.
A palavra grega EUPHEMOS significa falar favoravelmente.

O Espírito Santo, que penetra nossos pensamentos (Salmo 139.2), será nosso grande aliado nesta batalha. Com certeza, nos ajudará a fechar as portas da nossa mente para o que é vil, e abrir suas janelas para o que é verdadeiro, esvaziar dos lixos deste mundo influenciado por Satanás e nos encher das verdades bíblicas (Romanos 12.2), de construir um pensamento aliado com a vontade de Deus (1 Coríntios 2.16) e destruir as obras mortas para servirmos ao Deus vivo (Hebreus 9.14).

Um grande perigo para nós é abrigar pensamentos ruins, pois eles produzirão um comportamento errado e consequências graves, que trarão um sentimento de intensa infelicidade.

É necessário, portanto, não perder tempo com pensamentos errados e, sim, permitir uma ação divina. Paulo resume assim: se alguma virtude há, do grego ARETE, cujo significado é virtude moral, e se algum louvor existe, do grego EPAINOS, aquilo que merece louvor ou que inspira a aprovação divina, seja isso que ocupe o vosso pensamento.


Fonte:
Instituto Jetro - Marcelo Galhardo
Publicado originalmente no site da www.ipilon.org.br
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sexta-feira, 10 de julho de 2015

Por que membresia é importante?


Por que a membresia da igreja é importantante?

“Por que se preocupar com a membresia da igreja?”

Já me fizeram essa pergunta antes. Às vezes, ela é feita com uma genuína curiosidade: “Explique-me o que ser membro significa”. Outras vezes, ela é feita com um quê de suspeita: “então, diga-me, mais uma vez, porque eu devo me tornar um membro” – como se fazer parte da igreja colocasse a pessoa automaticamente na lista de dízimos por débito automático.

Para muitos cristãos, membresia soa como algo rígido, algo que você tem em um banco ou em um clube de campo, mas que é formal demais para a igreja. Mesmo quando se aceita que o Cristianismo não é uma religião solitária e que nós precisamos de uma comunidade e de comunhão com outros cristãos, nós, ainda assim, receamos nos tornar oficialmente parte de uma igreja. Para que isso? Por que encaixotar o Espírito Santo em categorias de membro/não membro? Por que se dar ao trabalho de pertencer a uma igreja local quando eu já sou membro da Igreja universal?

Alguns cristãos – por causa da tradição da igreja ou da bagagem que possuem – podem não ser convencidos sobre a membresia, não importa quantas vezes a palavra “membro” apareça no Novo Testamento. Mas muitos outros estão abertos a ouvir sobre algo que eles não conhecem direito.

Aqui vão algumas razões pela qual a membresia importa.

1. Ao fazer parte de uma igreja, você demonstra visivelmente seu compromisso com Cristo e com seu povo


Membresia é uma das formas de se levantar a bandeira da fé. Você assume perante Deus e os outros que você é parte desse corpo local de crentes. É fácil falar em termos quentinhos sobre a igreja invisível – o corpo de crentes que estão perto ou longe, vivos ou mortos –, mas é na igreja visível que Deus espera que você viva a sua fé.

Às vezes eu acho que nós não ficaríamos clamando por viver em comunidade se já tivéssemos realmente experimentado passar por isso. A verdadeira comunhão é algo difícil, pois temos de lidar com pessoas muito parecidas conosco: egoístas, mesquinhas e orgulhosas. Mas é para esse corpo que Deus nos chama.

Quantas cartas Paulo escreveu para apenas uma pessoa? Apenas um punhado, as quais, em sua maioria, foram voltadas para pastores. A maior parte de suas epístolas foram escritas a um corpo local de crentes. Nós vemos a mesma coisa em Apocalipse. Jesus falou com congregações individuais, como a de Esmirna, Sardes e Laodicéia. No Novo Testamento, não há cristãos flutuando na terra do “só eu e Jesus”. Crentes pertencem a igrejas.

2. Fazer um compromisso é uma declaração poderosa, em uma cultura de poucos compromissos


Muitas ligas de boliche exigem mais de seus membros do que a igreja. Onde isso é algo real, então a igreja é um triste reflexo da sua cultura. A nossa cultura consumista faz com que tudo seja feito com o fim de atender as nossas preferências. Quando essas necessidades não são atendidas, nós sempre podemos experimentar um outro produto, trabalho ou esposa.

Juntar-se a uma igreja, nesse tipo de ambiente, é uma afirmação contracultural. É dizer: “estou comprometido com esse grupo de pessoas e eles estão comprometidos comigo. Estou aqui mais para dar do que para receber”.

Mesmo que você vá ficar na cidade por apenas alguns anos, não é uma má ideia participar de uma igreja. Isso faz com que a sua igreja de origem (se você está estudando longe de casa, por exemplo) saiba que você está sendo cuidado e faz com que a sua igreja atual saiba que você quer ser cuidado por ela.

Mas a questão não é apenas sobre ser cuidado, é sobre fazer uma decisão e ser fiel a ela – algo que a minha geração, com a sua variedade de opções, acha difícil. Nós preferimos namorar a igreja – tê-la por perto em eventos especiais, chamá-la para sair quando nos sentimos sozinhos ou mantê-la por perto em dias chuvosos. A membresia é a única forma de parar de namorar igrejas e se casar com uma.

3. Nós podemos ser excessivamente independentes


No ocidente, isso é uma das melhores e piores coisas sobre nós. Nós somos livres e pensadores críticos. Nós temos uma ideia, e corremos em direção a ela. Mas quem está correndo conosco? E será que estamos todos correndo na mesma direção? A membresia afirma formalmente: “eu sou parte de algo maior do que eu. Eu não sou apenas um dentre três mil indivíduos. Eu sou parte de um corpo”.

4. A membresia nos coloca sob supervisão


Quando participamos de uma igreja, estamos nos oferecendo uns aos outros para sermos encorajados, repreendidos, corrigidos e servidos. Estamos nos colocando sob líderes e nos submetendo a sua autoridade (Hebreus 13.7). Estamos dizendo: “Estou aqui para ficar. Eu quero ajudá-lo a crescer em santidade. Você me ajuda a fazer o mesmo?”.

Mark Dever, no livro Nove Marcas de uma Igreja Saudável (Editora Fiel, páginas 12 e 13), escreve:
Identificando-nos com uma igreja particular, permitimos que os pastores e demais membros daquela igreja local saibam que nós pretendemos manter um compromisso na frequência, na oferta, na oração e no serviço. Nós ampliamos as expectativas de outros em relação a nós mesmos nessas áreas, e tornamos claro que estamos sob a responsabilidade desta igreja local. Nós asseguramos a igreja quanto ao nosso compromisso com Cristo ao servir com eles, e pedimos o compromisso deles quanto a nos servir em amor e nos encorajar em nosso discipulado.

5. Juntar-se à igreja ajudará seu pastor e os seus presbíteros a serem pastores fiéis


Hebreus 13.7 diz: “Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles”. Essa é a sua parte como “leigo”. E essa é a nossa parte como líderes: “pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas”. Como pastor, eu levo muito a sério minha responsabilidade perante Deus de cuidar das almas. Em quase todas as reuniões de presbíteros o Manual de Instruções das Igrejas Reformadas da América – RCA Book of Church Order – nos orienta a “procurar descobrir se qualquer membro da congregação está em necessidade de cuidados especiais em relação a sua condição espiritual e/ou não tem feito o uso adequado dos meios de graça”. Isso já é algo bem difícil de se fazer em uma igreja como a nossa, onde há uma constante rotatividade. Mas é ainda mais difícil quando nós não sabemos quem realmente é parte desse rebanho.

6. Juntar-se à igreja lhe dá a oportunidade de fazer promessas


Quando alguém se torna membro da University Reformed Church, a igreja que eu pastoreio, ele promete orar, ofertar, servir, comparecer aos cultos, aceitar a liderança espiritual da igreja, obedecer aos ensinamentos e procurar as coisas que trazem unidade, pureza e paz. Nós não devemos fazer essas promessas de qualquer jeito. Elas são votos solenes. E nós devemos ajudar uns aos outros a nos mantermos fiéis a elas. Se você não faz parte de uma igreja, você perde a oportunidade de fazer essas promessas publicamente, convidando os presbíteros e o resto do corpo a ajudarem você a se manter firme nessas promessas. Isso fará com que você, seus líderes e toda a igreja percam grande benefícios espirituais.

Membresia é mais importante do que muita gente pensa. Se você realmente quer ser um revolucionário contracultural, aliste-se em uma classe de membresia, encontre-se com seus presbíteros e junte-se a uma igreja local.



Fonte:
Reforma 21 - Kevin DeYoung
Traduzido por Victor Bimbato | Original aqui
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sexta-feira, 3 de julho de 2015

Não Terás Outros deuses Diante de Mim



Há certos aspectos do nosso relacionamento com Deus que são descritos em termos inegavelmente jurídicos, enquanto outros são marcadamente pessoais. A nossa justificação é uma declaração jurídica de justiça no tribunal de Deus. A nossa adoção é a declaração jurídica de que somos de fato filhos de Deus e, assim, temos direito a todos os benefícios que pertencem aos seus filhos.

Fluindo desses benefícios, contudo, há aspectos do nosso relacionamento com Deus que são lindamente tenros e relacionais. Tal é a expressão do primeiro mandamento: “Não terás outros deuses diante de mim” (Êxodo 20.3). O preceito é estabelecido sobre o fundamento da aliança mosaica: “Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão” (v. 1-2). Essa declaração é o ponto de partida do pacto, pelo qual Deus revela quem ele é e o que fez pelo seu povo pactual. Desse indicativo fluem todos os imperativos dos Dez Mandamentos e, assim, Deus revela o qual o significa dele ser o nosso Deus e sermos o seu povo. Essa é a estrutura do pacto e a lente pela qual nós devemos entender a nossa obediência aos preceitos divinos.

A graça de Deus é o fundamento necessário da nossa obediência. Ele é o Deus que guarda a aliança e que fez promessas a Abraão, Isaque e Jacó, como o nome pactual SENHOR (Javé) significa. Ele é também o Deus criador que, sozinho, fez os céus e a terra, como o nome Deus significa. Em particular, ele é o Deus do êxodo, o Deus que não se esqueceu de suas promessas ao seu povo pactual. Na plenitude do tempo prometido a Abraão, ele voltou-se para o seu povo para executar toda a sua palavra redentiva e libertá-lo da escravidão física e espiritual. Ele fez isso por meio da obra do seu servo Moisés, o qual anunciou e mediou a palavra do Deus vivo a Israel, enquanto eles permaneciam tremendo ao pé do Monte Sinai, temendo a santidade daquele que tão graciosamente os havia resgatado.

É uma realidade assombrosa que Israel desfrutasse de um relacionamento tão mesclado com Deus. De um lado, Deus os tirou do Egito para que pudessem guardar os próprios preceitos que ele lhes deu, começando com o primeiro mandamento – não ter outros deuses diante de Javé. Ao mesmo tempo, a pecaminosidade dos seus corações era exposta pelos mandamentos que o Senhor lhes deu. Os preceitos demandavam não apenas uma obediência externa, mas também uma obediência do coração. Apenas Deus é digno do amor e da adoração deles. Nenhum outro deus os havia salvado; nenhum outro deus poderia sustentá-los; e com nenhum outro deus o Pastor de Israel dividiria a afeição e a lealdade deles.

O primeiro mandamento é frequentemente repetido no relacionamento pactual entre o Senhor e Israel. Deus frequentemente os lembrava de quem ele é, do que ele fez por eles e de que eles não deveriam permitir que falsos deuses se colocassem entre ele e o seu povo. Como Deus se descreve em Oséias, ele havia se casado com Israel e era um marido perfeitamente fiel à sua esposa; o que ele esperava dela era o amor e a fidelidade do coração, da alma e da força (Deuteronômio 6.5). Infelizmente, apenas afirmar e reafirmar as suas expectativas não despertou o amor e a fidelidade que Deus desejava de Israel. Com o tempo, o coração de Israel, espelhando o nosso próprio, ansiou por outros deuses e se apartou dos preceitos da aliança. Deus teria de fazer algo radical, algo invasivo, algo que o seu povo não poderia fazer por si mesmo, a fim de libertá-los e nos libertar da infidelidade dos nossos corações. Em síntese, outro êxodo precisaria ocorrer, trazendo uma superior salvação.

É por essa razão que o Evangelho de João descreve Jesus não apenas como o Deus de Israel em carne, mas também como um novo Moisés, o qual veio para efetuar uma melhor redenção. Assim como Deus foi adiante de Israel, também Jesus foi adiante de nós, todo o caminho até a cruz. Ele nos mostrou o que significava não ter “outro deus” diante do seu Pai nos céus, pois Jesus não apenas obedeceu a lei do Senhor, ele também amou o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, alma e força. O seu amor e lealdade para com o seu Pai celeste foram tão inconfundíveis quanto o seu amor e lealdade para conosco. O seu amor por seu Pai nos céus foi demonstrado no modo como ele amou aqueles que seu Pai amou e no modo como ele entregou a si mesmo como o sacrifício pelos nossos pecados.

Como diz o velho hino, nossos corações são “inclinados a se desviarem [...] inclinados a abandonarem o Deus a quem amamos”. Dia após dia, precisamos ser lembrados do infalível amor de Deus por nós em Cristo. Também precisamos andar em novidade de vida, em amorosa obediência a Deus, dando-lhe a primazia em nossos corações. Nós somos a igreja de Cristo e, nele, fomos lavados, remidos e amados. Nós amamos e obedecemos seus preceitos porque, parafraseando outro hino, “dos céus ele desceu e nos buscou para fazer-nos sua noiva santa; com o seu próprio sangue ele nos comprou e por nossa vida ele morreu”.

Fonte:
Ministério Fiel - Eric Watkins
Tradução: Vinícius Silva Pimentel
Revisão: Vinícius Musselman Pimentel
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quarta-feira, 1 de julho de 2015

Igreja – comunidade de pecadores transformados por Jesus



Não importa se é homem ou mulher; não importa se é branco, negro ou amarelo; não importa se é criança, adolescente, jovem, adulto ou idoso; não importa se é rico, pobre ou miserável; não importa se é pós-doutor ou um analfabeto; não importa se foi desigrejado ou desviado; não importa se é de origem judaica, muçulmana, budista, espírita ou cristã; não importa se é um notável santo ou um notável pecador; não importa se foi um ateu confesso ou um ferrenho agnóstico. O que importa mesmo é que o congregado seja um pecador de fato convertido pela adesão a Jesus, como Salvador e Senhor. Os três Evangelhos Sinóticos registram a palavra explícita de Jesus dirigida aos que desejam ser seus seguidores: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me” (Mt 16.24; Mc 8.34; Lc 9.23). Eugene Peterson traduz assim: “Quem quiser seguir-me tem de aceitar minha liderança. Quem está na garupa não pega na rédea. Eu estou no comando”. O pecador que abraça o evangelho é um pecador convertido e é transportado das trevas para a luz, da inconsistência da areia para a solidez da rocha, da mentira para a verdade, da dúvida para a certeza, do nariz empinado para os joelhos dobrados, da morte para a vida.

A igreja deixa ser igreja se não for uma comunidade de pecadores convertidos
1. A igreja congrega pecadores convertidos antes do Pentecostes, graças às pregações de João Batista e de Jesus. O precursor de Jesus e o próprio pregavam a mesma mensagem: “Arrependam-se dos seus pecados porque o Reino de Deus está perto” (Mt 3.2; 4.17). Entre esses estão pessoas que eram de bom comportamento, como Nicodemos, e pessoas que eram de péssimo comportamento, como a mulher pecadora e o ladrão que se converteu no último instante de vida. O fato é que, às vésperas do Pentecostes, no dia da eleição do substituto de Judas, “estavam presentes mais ou menos cento e vinte seguidores de Jesus” (At 1.15), além daqueles que não residiam em Jerusalém.

2. A igreja congrega pecadores convertidos no dia da descida do Espírito Santo, graças aos estranhos fenômenos ocorridos (At 2.1-13) e à pregação de Pedro (At 2.14-40). O apóstolo repetiu a fórmula exortativa e precisa de João Batista e Jesus: “Arrependam-se, e cada um de vocês seja batizado em nome de Jesus Cristo para que os seus pecados sejam perdoados, e vocês receberão de Deus o Espírito Santo” (At 2.38). Lucas registra que “naquele dia quase três mil se juntaram ao grupo dos seguidores de Jesus” (At 2.41). Entre os que creram, havia judeus de nascimento e não judeus convertidos ao judaísmo, “vindos de todas as nações do mundo”, de três continentes (África, Ásia e Europa).

3.A igreja congrega pecadores convertidos depois do Pentecostes, graças às pregações dos apóstolos e dos missionários, como Filipe, Paulo, Barnabé, João Marcos, Timóteo e Silas. Eles continuaram a enfatizar o arrependimento (At 3.19; 17.30; 20.21; 26.20). Em trinta anos de missões, milhares e milhares de pecadores se converteram e foram agregados à igreja. Muitas dezenas de igrejas locais foram organizadas. E o evangelho alcançou os mais importantes centros urbanos do mundo de então e neles se estabeleceu:

  1. Em Jerusalém, capital do judaísmo, com 80 mil habitantes;
  2. Em Éfeso, capital da magia, com 300 mil habitantes;
  3. Em Corinto, capital do gozo, com meio milhão de habitantes;
  4. Em Atenas, capital do helenismo, com 25 mil habitantes;
  5. Em Roma, capital do Império, com 1 milhão de habitantes.
  6. Em todas as igrejas para as quais Paulo escreveu havia pecadores convertidos.

4. A igreja congrega pecadores convertidos ao redor de todo o mundo depois da morte da primeira leva de missionários e até hoje. Em 2010, havia mais de 2,2 bilhões de religiosos que se diziam cristãos (32,8% da população mundial). Mas, é claro, nem todos os cristãos são pecadores convertidos. Uma das razões é porque deixamos de anunciar o arrependimento e a conversão.

5. A igreja congrega pecadores convertidos que deixaram para trás sua conduta anterior. Entre esses estão a mulher adúltera, a mulher pecadora (talvez prostituta), o ladrão da cruz (ele parou de insultar Jesus e começou a repreender o outro ladrão), o escravo Onésimo (antes inútil e depois útil) e alguns irmãos de Corinto, anteriormente imorais, idólatras, adúlteros, homossexuais, efeminados, ladrões, avarentos, alcoólicos, caluniadores e assaltantes (1Co 6.9-11).

6. A igreja congrega pecadores convertidos que deixaram para trás seus fundamentos religiosos anteriores. Alguns deles eram politeístas (como alguns irmãos de Éfeso) e outros eram comprometidos com a feitiçaria (At 19.19). O livro de Atos registra que “era grande o número de sacerdotes judeus que aceitavam a fé cristã” (At 6.7). Registra também que, em Tessalônica, um grande número de pessoas passou pela experiência de duas conversões: do paganismo passaram para o judaísmo e do judaísmo passaram para o cristianismo (At 17.4). No mesmo capítulo, lê-se que “muitos judeus naquela cidade [Bereia] creram” (At 17.12). A princípio, a maior parte dos pecadores convertidos eram “os de perto”, isto é, os judeus e os prosélitos do judaísmo (como o alto funcionário etíope, da corte de Candace, e o centurião romano Cornélio). Depois, bom número eram “os de longe” (Ef 2.17), isto é, os não judeus, também chamados de gentios ou pagãos. De todos os que, digamos, tiveram de mudar de religião, o mais notável é aquele que era membro do mais rigoroso partido do judaísmo (At 26.5), que perseguiu ferozmente a igreja de Deus (1Co 15.9) e que mais fez pela evangelização do mundo. O nome dele é Paulo. Antes da conversão, ele punha a sua confiança na lei e nas cerimônias religiosas. Depois, somente em Jesus (Fp 3.1-11).

Chega-se à conclusão de que a igreja deixa de ser igreja se não for uma comunidade de pecadores convertidos pela adesão a Jesus, como Salvador e Senhor. Quando isso acontece, a “igreja” não passa de um clube qualquer!

Fonte:
Revista Ultimato
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domingo, 28 de junho de 2015

Líderes piedosos fazem a diferença


Barnabé foi um grande homem, um dos maiores líderes da igreja primitiva. Sua piedade era notória. Seu exemplo e seu ministério fizeram diferença. Sua vida pode ser resumida nos seguintes termos: “Porque era homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé…” (At 11.24). Três verdades sobre Barnabé são colocadas em relevo e servem de inspiração para todos os líderes cristãos:

Em primeiro lugar, um líder cristão deve investir sua vida na vida de outros. 

Ser líder é ser servo; ser grande é ser pequeno; ser exaltado é humilhar-se. Barnabé é o único homem da Bíblia chamado de bom. E por que? É porque quase sempre, ele está investindo sua vida na vida de alguém. Em Atos 4.36,37 ele está investindo recursos financeiros para abençoar pessoas. Em Atos 9.27 ele está investindo na vida de Saulo de Tarso, quando todos os discípulos fecharam-lhe a porta da igreja, não acreditando em sua conversão. Em Atos 11.19-26, a igreja de Jerusalém o vê como o melhor obreiro a ser enviado para Antioquia e quando ele vê a graça de Deus prosperando naquela grande metrópole, mais uma vez ele investe na vida de Saulo e vai buscá-lo em Tarso. Em Atos 13.2 o Espírito o separa como o líder regente da primeira viagem missionária. Em Atos 15.37-41 Barnabé mais uma vez está investindo na vida de alguém; desta feita na vida de João Marcos. Precisamos de líderes que sejam homens bons, homens que dediquem seu tempo e seu coração para investir na vida de outras pessoas.

Em segundo lugar, um líder cristão deve esvaziar-se de si para ser cheio do Espírito Santo. 

Barnabé era um homem cheio do Espírito Santo. Sua vida, suas palavras e suas atitudes eram governadas pelo Espirito de Deus. Um líder cheio do Espirito tem o coração em Deus, vive para a glória de Deus, ama a obra de Deus e serve ao povo de Deus. Barnabé é um homem vazio de si mesmo, mas cheio do Espírito Santo. A plenitude do Espírito não é uma opção, mas uma ordem divina. Não ser cheio do Espírito é um pecado de negligência. Precisamos de líderes que transbordem do Espírito, homens que sejam vasos de honra, exemplo para os fiéis, bênção para o rebanho de Deus. Quando os líderes andam com Deus, eles influenciam seus liderados a também andarem com Deus. Por isso, a vida do líder é a vida da sua liderança. Deus está mais interessado em quem o líder é do que no que o líder faz. Vida com Deus precede trabalho para Deus. Piedade é mais importante do que performance.

Em terceiro lugar, um líder cristão deve colocar seus olhos em Deus e não nas circunstâncias.

Barnabé era um homem cheio de fé. Ele vivia vitoriosamente mesmo diante das maiores dificuldades, porque sabia que Deus estava no controle da situação. A fé tira nossos olhos dos problemas e os coloca em Deus que está acima e no controle dos problemas. A fé é certeza e convicção. É certeza de coisas e convicção de fatos (Hb 11.1). É viver não pelo que vemos ou sentimos, mas na confiança de que Deus está no controle. A fé nos leva a confiar diante das dificuldades, não porque somos fortes, mas porque embora sejamos fracos, confiamos naquele que é onipotente. Precisamos de líderes que ousem crer no Deus dos impossíveis. Precisamos de líderes que olhem para a vida na perspectiva de Deus, que abracem os desafios de Deus e realizem grandes projetos no reino de Deus.


Fonte:
Palavra da Verdade - Rev Hernandes Dias Lopes

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terça-feira, 23 de junho de 2015

Fracos Modelos de Cristo



Cada crente deve representar o Senhor Jesus aqui na Terra, devendo ser uma cópia do Salvador e mostrar Cristo ao mundo. Essa é uma tremenda responsabilidade. Nós somos membros do corpo de Cristo. O corpo é o veículo através do qual uma pessoa se exprime. O corpo de Cristo, a Igreja, é o veículo pelo qual Ele deseja revelar-Se ao mundo.

Assim, uma questão é levantada a cada um de nós: “Que tipo de imagem de Cristo ofereço ao mundo?” E devemos perguntar a nós mesmos:

Se a única visão que têm de Cristo
É o que vêem dEle em ti,
Minha alma, o que vêem eles?

Alguém explicou: Deus tem um sobrenome. Ele foi chamado o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. Ele não se sentia envergonhado de ser o Deus destes homens (Hb 11.16b). Como é que Deus se sentiria se tivesse o meu nome como o Seu sobrenome?

Charles Swindoll disse: Quer queiramos quer não, o mundo observa-nos com a atenção de uma gaivota que espreita um camarão em águas pouco profundas. O crente... está sob vigilância constante. Este é o nosso problema ocupacional número um. E quando falamos do nosso Salvador e da vida que Ele nos oferece, tudo o que dizemos é filtrado através daquilo que os outros observam em nós.

Ferido em casa dos seus amigos


O triste fato é que Cristo tem sofrido bastante devido às vidas daqueles que professam ser Seus discípulos. Ele tem sido ferido até na “casa dos Seus amigos.”

James Spink disse: A causa do Cristianismo tem sido mais prejudicada pelo seus seguidores do que pelos seus oponentes, porque o mundo compara freqüentemente a profissão de fé de um cristão com a prática da mesma. Dizem, com uma certa razão, que se o Cristianismo é aquilo que nós defendemos ser, então as nossas vidas deveriam ser diferentes.

Hudson Taylor concordou: A incongruência dos cristãos, que ao professarem que crêem na sua Bíblia mas se sentem felizes em viver como se tal Livro não existisse, tem sido um dos maiores argumentos para a discussão dos meus companheiros mais céticos.

Não é difícil encontrar ilustrações para a forma como o Senhor é freqüentemente tão mal representado. Recentemente, vi uma camionete com dois adesivos no pára-choque traseiro. Um dizia: “Eu amo Jesus”. No outro podia ler-se: “Se bates no meu carro, acabo contigo”. Aparentemente o dono do carro não podia ver a contradição gritante dos dois sentimentos.

Por exemplo, George Duncan conta a seguinte história do mundo dos negócios: Um negociante... tinha participado de um programa cristão de rádio na noite anterior, e uma das suas funcionárias o tinha ouvido. Na manhã seguinte, ele estava de muito mau humor, as coisas não estavam correndo bem, e a funcionária acabou sendo vítima do mau humor do patrão. Ao sair do escritório ela comentou com uma colega que entrava: “Está certo... Venham a Jesus no domingo à noite e vão para o Diabo na segunda-feira de manhã.”

Quando um homem de negócios cristão não cumpriu o que havia prometido, um concorrente perguntou-lhe: “A que igreja você pertence?” Ele respondeu: “A minha igreja não tem nada a ver com esse assunto. Isso é negócio”. Pode ter levado vinte anos dando um bom testemunho, mas destruiu-o em vinte segundos.

Quando um famoso ator ou atriz relata que “nasceu de novo”, a notícia é transmitida por todos os meios de comunicação disponíveis. Mas, da mesma forma, também são transmitidas as notícias de que ele, ou ela, não abandonaram completamente o seu modo de vida anterior, quando aparecem num filme de baixo nível, tornando evidente que Cristo não fez diferença na sua vida.

E os “músicos cristãos” com a sua atuação teatral, sugestiva linguagem corporal, letras muito duvidosas e música que imita a do mundo: Será isto Cristianismo? Ou será uma paródia, uma imitação ridícula?

Um criminoso declarou ter-se convertido numa grande campanha evangelística. A notícia espalhou-se imediatamente, mas ele continuou com as suas atividades criminosas, contatando com o sub-mundo do crime. Quando alguém o confrontou com essa caricatura de Cristianismo, ele disse: “Nunca me foi dito que por dizer sim a Jesus, eu tinha de voltar as costas à minha vida anterior. Não entendo, há jogadores de futebol cristãos, há “cowboys” cristãos, há políticos cristãos. Por que não pode haver um criminoso cristão?” Desde ali ele abandonou o Cristianismo.

Depois, temos as personalidades cristãs da televisão, de roupas caras, cabelos perfeitos, cobertas de jóias, pintadas como Jezabel. É desta maneira que Jesus é apresentado, tão diferente do meu amigo pobre de Nazaré.

Um negócio rendoso


Não convém, também, esquecer alguns pregadores de rádio ou de televisão, que levam a vida angariando dinheiro e vivem em casas suntuosas, viajam em automóveis e aviões caríssimos. Nunca demora muito para que um repórter exponha todo o jogo tal como é, e que o Cristianismo fique, de novo, prejudicado.

Foi noticiado que um dos pregadores favoritos da América vivia numa mansão de muitas salas, remodelada como o Palácio de Versalhes, com fabulosos jardins, estábulos e lagos. Outro comprou uma mansão de meio milhão de dólares em Los Angeles, a que a sua esposa se referiu como sendo um cantinho para fugir à rotina. Um Rolls Royce também foi adicionado à sua frota de Mercedes e Jaguars.

O mundo evangélico realmente está necessitando de uma limpeza profunda.

É constrangedor verificar o número de líderes cristãos que, ao atingirem os pináculos do poder cristão, acabaram nas manchetes dos escândalos sexuais. Alguns desapareceram com as secretárias particulares e divorciaram-se das suas esposas. Quantas mulheres cristãs, bem conceituadas, deixaram seu lar e marido para viver com outro homem? O mundo evangélico realmente está necessitando de uma limpeza profunda.

Quantas vezes Cristo é difamado por “políticos cristãos” de linguagem vulgar, compromissos duvidosos, associações obscuras? É incalculável a desonra causada ao nome de Jesus.

Talvez se devesse mencionar também os prisioneiros famosos que proclamam ter sido salvos. Através de uma forte representação dos crentes, um juiz duvidoso e relutante concorda em libertá-los. Algumas organizações cristãs aproveitam-se deles colocando-os como pregadores itinerantes (para arranjar mais fundos financeiros para a organização). Pouco tempo depois estes homens caem novamente na criminalidade e são detidos.

Estudantes cristãos que colam nos exames, donas de casa que discutem com os vizinhos, pessoas que são mal-educadas e impacientes desonram a Palavra de Deus. Todo o comportamento que não reflita o caráter de Cristo fará com que os seus inimigos se manifestem e blasfemem. Todo o mau exemplo fará os descrentes dizerem: “Aquilo que tu és fala tão alto que abafa o que dizes”. Foi este tipo de conduta que levou John MacArthur a dizer: “Penso que Jesus tinha muito mais classe que muitos dos seus representantes”.

Uma vez, um soldado apresentou-se a Alexandre o Grande por ter desobedecido a ordens:

- “Como te chamas?” perguntou Alexandre.

- “Alexandre,” respondeu o soldado com acanhamento.

- “Alexandre? Ou mudas de nome ou de comportamento!” ordenou o grande chefe militar.

Aqueles, dentre nós, que defendem o título de cristão, têm obrigação de agir em conformidade com ele. “É contraditório alguém dizer que crê, e agir como se não cresse.” (H.G.Bosh).

Certa vez, em conversa com Mahatma Gandhi, E.Stanley Jones disse:

“Estou ansioso por ver o Cristianismo naturalizado na Índia, para que não seja mais uma coisa estrangeira identificada com um povo estrangeiro e um governo estrangeiro, mas para que faça parte da vida nacional da Índia e que o seu poder contribua para o crescimento e redenção deste país. O que é que sugere que façamos para que isso se concretize?” Gandhi pensativa e gravemente respondeu: “Eu sugeria... que todos vocês, cristãos... começassem a viver mais à semelhança de Jesus Cristo. Em seguida, sugeria que praticassem a vossa religião sem a adulterar ou depreciar. Por último, sugeria que dessem mais valor ao amor, porque o amor é o centro e a alma do Cristianismo”.

Atribui-se a Gandhi ter dito: “Eu teria sido um cristão se não fossem os cristãos.”

Brian Goodwin conta-nos sobre um jovem chinês que fora educado por um missionário numa escola cristã. Ele admirava o seu professor e, anos depois, ao saber que este tinha voltado à cidade, tentou entrar em contato com ele no hotel onde o professor se encontrava hospedado. No entanto, recusaram-se a anunciá-lo ao missionário e expulsaram-no do hotel. “Então é assim que os cristãos agem,” murmurou o jovem ao afastar-se. Todos os anos de cuidado e atenção que tinha recebido do seu professor missionário foram anulados por aquela grande humilhação. O nome deste jovem era Mao Tse-tung.

Bem, estas foram as más notícias. Graças a Deus que a história não acaba aqui.



Fonte:
Portal Chamada - William MacDonald
Imagem:
Francisco Osorio

William MacDonald (7/1/1917 – 25/12/2007) viveu na California–EUA, onde desenvolveu seu ministério. Sua ênfase era de ressaltar com clareza e objetividade os ensinamentos bíblicos para a vida cristã, tanto nas suas pregações como através de mais de oitenta livros que escreveu.


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quinta-feira, 18 de junho de 2015

O Amor Revelado no Evangelho



No evangelho revela-se o amor que Cristo tem para com o Pai, bem assim os maravilhosos frutos desse amor, particularmente em fazer ele tão grandes coisas, e em padecer tantas coisas em obediência à vontade do Pai e para a honra de sua justiça, lei e autoridade, como o grande governante moral. Ali se revela como o Pai e o Filho são um em amor, para que nos deixemos induzir, em semelhante espírito, a ser um com eles e uns com os outros, em concordância com a oração de Cristo em João 17.21-23: “A fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste. Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos; eu neles e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste, e os amaste como também amaste a mim”.

O evangelho nos declara ainda que o amor de Deus era eterno, e nos lembra que ele amou aos que são redimidos por Cristo desde a fundação do mundo; e que ele os deu ao Filho; e que o Filho os amou como seus. Ele revela ainda o maravilhoso amor do Pai e do Filho, respectivamente, para com os santos que estão na glória – que Cristo não só os amou enquanto no mundo, mas que os amou até o fim (Jo 13.1). E todo este amor é expresso como nos sendo outorgado enquanto errantes, proscritos, indignos, culpados e inclusive inimigos. Este é o amor que jamais foi conhecido em outro lugar, ou concebido: “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor de seus amigos” (Jo 15.13); “Dificilmente alguém morreria por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a morrer. Mas Deus prova seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. Porque se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte de seu Filho, muito mais estando já reconciliados, seremos salvos por sua vida” (Rm 5.7-10).

Deus e Cristo aparecem na revelação evangélica como estando vestidos com amor; como estando assentados, por assim dizer, em um trono de misericórdia e graça; um trono de amor, cercado dos mais suaves raios de amor. O amor é a luz e glória que circundam o trono em que Deus se acha sentado. Isto parece estar implícito na visão de Deus na ilha de Patmos: “Esse que se acha assentado é semelhante no aspecto a pedra de jaspe e de sardônio, e ao redor do trono há um arco-íris semelhante, no aspecto, a esmeralda” (Ap 4.3); isto é, ao redor do trono no qual Deus estava sentado. De modo que Deus lhe apareceu enquanto estava sentado em seu trono, envolto por um círculo de uma luz excessivamente suave e agradável, como as belas cores do arco-íris, e como uma esmeralda, que é uma pedra preciosa de cores excessivamente agradáveis e belas – assim representando que a luz e glória com que Deus, no evangelho, aparece cercado é especialmente a glória de seu amor e de sua graça pactual, porquanto o arco-íris foi dado a Noé como um emblema de ambas. Portanto, é evidente que este espírito, sim, o espírito de amor, é o espírito sobre o qual a revelação evangélica especialmente expõe os motivos e os estímulos; e este é especial e eminentemente o espírito cristão – o espírito correto do evangelho.

Ademais, tudo o que é salvífico e distintivo no verdadeiro cristão está resumidamente compreendido no amor, assim, os que professam o cristianismo nisto podem ser ensinados quanto às suas experiências, sejam elas ou não experiências realmente cristãs. Caso o sejam, então o amor é a suma e substância de tais experiências. Se as pessoas possuem a verdadeira luz celestial, que em suas vidas ela não seja uma luz sem calor. O conhecimento e o amor divinos vão sempre juntos. Uma visão espiritual das coisas divinas sempre estimula o amor na alma, e atrai o amor ao coração, em cada objeto próprio de ser amado. As genuínas descobertas do caráter divino nos dispõem a amar a Deus como o bem supremo; elas unem o coração a Cristo, em amor; inclinam a alma a transbordar de amor para com o povo de Deus e para com toda a humanidade.

Quando as pessoas possuem uma verdadeira descoberta da excelência e suficiência de Cristo, o efeito é o amor. Quando experimentam uma convicção correta da verdade do evangelho, tal convicção é acompanhada do amor. Tais pessoas amam a Cristo, o Filho do Deus vivo. Quando se visualiza a veracidade das gloriosas doutrinas e promessas do evangelho, estas doutrinas e promessas se assemelham a tantos acordes que emanam do coração e o impulsionam a amar a Deus e a Cristo. Quando as pessoas experimentam uma genuína confiança e segurança em Cristo, elas confiam nele com amor, e assim sucede com a deleitosa e doce aquiescência da alma. A esposa se pôs assentada sob a sombra de Cristo com profundo deleite, e descansou suavemente sob sua proteção, porque ela o amava (Ct 2.3). Quando as pessoas experimentam o verdadeiro conforto e alegria espiritual, essa alegria provém da fé e do amor. Não se regozijam em si mesmas, mas em Deus que é sua insondável alegria.

Fonte:
Ministério Fiel
Trecho do livro "A Caridade e Seus Frutos" de Jonathan Edwards, lançamento de Junho/2015 da Editora Fiel.
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