sexta-feira, 17 de maio de 2013

O que fazer quando a Palavra não te impacta mais?

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Mas para mim, bom é aproximar-me de Deus; pus a minha confiança no Senhor DEUS, para anunciar todas as tuas obras. (Salmo 73:28)

Por David Murray em iPródigo


O que você faz quando a pregação da Palavra não te impacta mais como antigamente? - Essa é a pergunta que me foi feita recentemente por um jovem sincero que aparenta estar buscando honestamente ao Senhor. Muitos de nós conseguem se identificar com essa questão por já terem estado nessa situação. Nos lembramos do impacto que os sermões tinham sobre nós no passado – impressões fortes, convicções intensas, ilustrações poderosas – mas agora, nos sentimos como estátuas frias e inanimadas enquanto escutamos aos mesmos pregadores pregando os mesmos sermões. O que deu errado? Isso pode variar para pessoas diferentes, mas deixe-me sugerir algumas possibilidades.

1. Cansaço - A principal causa para uma escuta improdutiva da Palavra é a fadiga e, até mesmo, a exaustão. Trabalhamos muito e por muito tempo durante a semana. Nos sentamos e nos aquietamos pela primeira vez no culto pela manhã e, surpresa, nossas pálpebras começam a pesar como chumbo e nossos corpos começam a escorregar no banco da igreja. Uma hora extra de sono a cada noite pode reviver nossas almas.

2. Distração - Na sexta-feira devemos separar alguns momentos para resolver pendências da semana e se preparar para a Segunda. Se não fazemos isso, estaremos fazendo, mesmo que mentalmente, na igreja.

3. Indisciplina - Se nós não estamos lendo as nossas bíblias e orando de forma regular e disciplinada durante a semana, não podemos realmente esperar que estejamos espiritualmente sintonizados e sensíveis no momento do culto.

4. Pecado - Como pecados impenitentes formam uma barreira entre nós e Deus, precisamos nos certificar de que não há nada importante em nossas vidas bloqueando a bênção de Deus.

5. O pregador - Pode ser que o pregador esteja pregando uma série de sermões em um livro ou assunto que não se encaixa com as suas necessidades espirituais do momento. Apesar disso testar a nossa paciência, considerar o longo prazo pode mitigar nossa frustração. Não, você não precisa tanto dessas verdades dessa série agora, mas pode guardar isso na sua mente e coração para quando precisar no futuro. Talvez nós possamos mortificar o nosso egoísmo orando: “Senhor, eu não estou absorvendo nada desse sermão mas estou grato por outros estarem e oro pela sua bênção sobre eles”.

6. Soberania - Deus pode estar testando a nossa fé ao nos deixar experimentar um período de frieza para com a Palavra. Nós andaremos pela fé até mesmo quando não há sentimentos nos ajudando no percurso? Nós escutaremos, confiaremos e obedeceremos mesmo quando não estamos sendo inspirados e movidos pela pregação?

7. Humildade - Deus também pode usar esses períodos para humilhar os nossos corações e nos mostrar quanta dureza ainda há em nós. “Estou ouvindo as mais belas verdades e isso me deixa frio como pedra. O pregador está derramando o seu coração nisso e eu nem posso ter certeza de que tenho um coração”. Essas experiências dolorosas revelam como ainda precisamos trabalhar a santificação dos nossos corações.

8. Encorajamento - O fato de estarmos incomodados com a nossa frieza espiritual é um sinal tranquilizador. Se estamos indiferentes sobre estarmos indiferentes, despreocupados com a nossa falta de preocupação, isso é, de fato, preocupante. Entretanto, o próprio fato de sentirmos e lamentarmos isso nos mostra que Deus tem trabalhado em nossos corações.

Podemos nos lembrar de quando olhávamos para a Palavra sem um mínimo de vida espiritual e isso não nos incomodava nem um pouco. Mas isso nos incomoda agora e nos faz orar por uma transformação e nos revela um coração que já foi soberanamente transformado.

Traduzido por Kimberly Anastacio | iPródigo.com | Original aqui


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quinta-feira, 16 de maio de 2013

Jesus: único, incomparável, maravilhoso – em Seu amor

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Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos. (João 15:13)

Por Norbert Lieth em Conheça @Jesus


Lemos em 1 João 3.16 sobre Jesus Cristo: "Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós..." A morte de Jesus na cruz do Calvário é a prova do eterno, imutável e inescrutável amor de Deus por um mundo perdido – por cada um de nós! O sangue derramado de Jesus é a garantia do amor de Deus para com as pessoas sobrecarregadas de culpa e distantes dEle: "Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores" (Romanos 5.8).

Jesus, como Filho de Deus, era o único que podia morrer pelos pecados da humanidade. Ele o fez também por você! Em todas as outras religiões procuramos em vão por algo que seja comparável à morte de Jesus por nós. O Senhor é amor em Si mesmo; amor é uma característica do Seu ser. Por isso Ele não pode separar-se do Seu amor. Esse amor começou quando Deus começou – e Ele não tem começo nem fim. Alguém o formulou desta maneira: "Deus é o que é, principalmente por Seu amor." E Friedrich Bodelschwingh cunhou a frase: "Por esta terra não passa ninguém que não seja amado por Deus." O próprio Senhor diz: "Com amor eterno eu te amei" (Jeremias 31.3). Portanto, não há uma só pessoa vivendo sobre a face da terra que não seja amada por Deus.

Deus ama a cada pessoa da mesma maneira. Isso significa que Ele não ama a ninguém mais do que a outro. Agostinho definiu esse amor de Deus de maneira muito apropriada: "Deus ama tanto a cada um de nós como se não existisse ninguém mais a quem Ele pudesse dar Seu amor."

Jamais alguém poderá apresentar-se diante de Deus e afirmar que não foi amado por Ele. Estou profundamente convicto de que, quando os perdidos chegarem diante do trono de Deus e virem o Cordeiro de Deus, ficarão perplexos por não terem aceitado o amor que Jesus lhes ofereceu. Se existisse apenas um único pecador perdido nesta terra, Deus em Seu amor ilimitado teria feito por ele o que fez por todas as pessoas do mundo, através de Jesus Cristo.

É justamente isso que o Senhor Jesus quer expressar com a parábola da ovelha perdida: "Qual, dentre vós, é o homem que, possuindo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la? Achando-a, põe-na sobre os ombros, cheio de júbilo. E, indo para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida. Digo-vos que, assim haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento" (Lucas 15.4-7).

Martim Lutero, com sua linguagem forte, descreveu certa vez o amor de Deus com as seguintes palavras: "Deus é um forno ardente, tão cheio de amor que todo o céu e toda a terra estão envolvidos pelo seu calor."


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quarta-feira, 15 de maio de 2013

O Pentecostes nas redes sociais

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Quando ouviram isso, os seus corações ficaram aflitos, e eles perguntaram a Pedro e aos outros apóstolos: "Irmãos, que faremos? " Pedro respondeu: "Arrependam-se, e cada um de vocês seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos seus pecados, e receberão o dom do Espírito Santo. Pois a promessa é para vocês, para os seus filhos e para todos os que estão longe, para todos quantos o Senhor, o nosso Deus chamar". (Atos 2:37-39)

Por Derval Dasilio em Ultimato Online
O Pentecostes é um fenômeno absolutamente transcendental, além da mídia, do espaço cibernético, inalcançável pela razão, inatingível pelo conhecimento empírico, descrevendo a ação espontânea e gratuita de Deus. O Espírito transforma os homens e as mulheres, os jovens e os idosos, fazendo com que eles e elas falem da justiça, enquanto se promovem novas relações libertadoras entre homens, culturas, raças e povos. E, ao mesmo tempo, anuncia o evangelho de renovação da Criação: um mundo novo é possível.

Nas redes sociais, há palavras e imagens em excesso, não há tempo para que as pessoas reflitam e interiorizem a mensagem. Não dá tempo para ecoar nem ressoar a mensagem de Jesus. Informações demasiadas se perdem, contaminadas pela mediocridade e pela ignorância. Há quem se exponha excessivamente, no anonimato. Há quem coloque momentos íntimos em vídeos, como o parto de uma criança. Preocupam-se demais em fotografar, gravar e filmar, sem saborear relações humanas, momentos sublimes da vida em toda a sua amplitude. Uma coisa sobre a qual não se pode formular um conceito científico, porque é intangível, transcendente, mas essencial do ser humano. O fundo sólido da existência, diria Carl Jung, está no limite extremo que não se alcança através de uma fórmula.

Ao invés de se cultivar a interioridade secreta -- a mais ampla e vasta personalidade humana --, pessoas expõem, às vezes de maneira obscena, sentimentos intolerantes e desprezíveis: antifeminismo, homofobia, racismo, fundamentalismo político, por exemplo. Corre-se, também, o risco da superficialidade e do efêmero, sem resultados para o futuro da própria humanidade. Em termos de direitos humanos, direitos sociais e ecológicos. Consciência de cidadania. Bastaria viver em intensidade as alegrias íntimas, e não esvaziá-las, substituindo-as imediatamente por novas expectativas.

Há momentos em que a rede se assemelha ao inteligente e significativo “mito bíblico da Torre de Babel, inversão do Pentecostes” (Emil Bruner). Muita gente fala, poucos escutam, poucos se entendem. O fato humano da verdade procurada apresenta seu lado de sombras. Então, sem substância e sem efetividade, mais se assemelhando às catarses provisórias, não atingem o mal permanente. E poderiam ser denúncias das desigualdades, convocações para a solidariedade e a partilha, ações comuns em favor dos mais fracos; anúncio de justiça aos órfãos e viúvas da hipermodernidade, aos desamparados e marginalizados do mundo globalizado egocêntrico e impiedoso. A cidade virtual, “Babel midiática”, não acolhe a indignação.

No Pentecostes, porém, todos nós ouvimos na nossa própria língua (At 2) o que Deus quer fazer com o mundo, para salvá-lo, quando o Espírito Santo desce sobre a rede dos seguidores de Jesus. Então, eles proclamam as maravilhas de Deus, e cada um entende o evangelho do Reino na sua própria língua. Esta poderia ser também a utopia para as redes sociais. Oferecer ocasião para que pessoas e grupos se articulem, indignados, e se comuniquem, troquem ideias, partilhem informações importantes para que os atos de Deus sejam entendidos, favorecendo a realização da salvação.

Em outros momentos, há também confronto entre pessoas que pensam de maneira diferente. Isso é bom, se estimula o crescimento da consciência crítica sobre o todo. Em tudo isso o Espírito Santo se manifesta, tecendo os fios da unidade na imensa diversidade humana na internet, como nos ensina o teólogo Afonso Murad. Formando uma consciência do Pentecostes, presença permanente do Espírito; uma corrente do Bem, e não o ajuntamento dos desesperados na farra da vida virtual.

O evangelho de Pentecostes nos diz que Jesus Cristo ressuscitou dentre os mortos, e que sua comunicação com os discípulos se fez através do Espírito que traz a ressurreição para o mundo. É ele que outorga alegria e discernimento do que significa a ressurreição, enquanto concede capacidade, força e energia para o perdão dos pecados, e a reconciliação dos homens e das mulheres. Pentecostes é a representação de um programa para a Igreja nascida da Páscoa, do êxodo, da ressurreição, da fé libertadora na Aliança, aberta para todos os homens e mulheres. Estamos diante de um relato germinal, decisivo, programático. O programa de Jesus de Nazaré, proferido numa sinagoga da Galileia: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para anunciar a boa nova libertadora aos pobres, enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, pôr em liberdade os oprimidos” (Lc 4.18). Lucas retoma o programa inicial de Jesus (Atos 2,1-21).

Assim, expressando a ação livre e renovadora de Deus, a tradição do Pentecostes dispõe de uma linguagem de símbolos desde os relatos bíblicos onde Deus intervém na história humana. “A salvação está perto dos homens e das mulheres”. Nada mais clássico nessa manifestação que a história da fé do “povo de Deus”, a partir do(s) êxodo(s), enquanto culminam nos fundamentos da Aliança (imperativos, prioridades, mandamentos para a vida): “Ama a Deus sobre todas as coisas, e a teu próximo como a ti mesmo”. Impõe-se aqui a Nova Aliança, em Jesus Cristo, alicerçada na misericórdia, na gratuidade, na compaixão e solidariedade para com todos os homens e mulheres da terra. O Pentecostes assim deveria ser entendido nos encontros virtuais.

Nota: No próximo domingo, dia 19 de maio, segundo a tradição cristã, comemora-se o Pentecostes (50 dias após o domingo de Páscoa).


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