terça-feira, 6 de outubro de 2009

Um Final Feliz

O que você sente em relação a Deus quando as circunstâncias de sua vida são terríveis? Uma desconfortável sensação de raiva e um misto de desconfiança? Mas, e se as circunstâncias fossem mais que terríveis? E se a vida despencasse em cima de você com uma soma de tragédias – perda do emprego, seguida de uma mudança forçada, da morte de um membro da família muito amado, de uma segunda e terceira morte, de pobreza sem previsão de final feliz?

Em momentos como esses, é quase comum a gente questionar: "Onde está Deus? Será que Ele me abandonou? Será que Deus é realmente bom? Ele se importa comigo? Ele não se interessa por mim?"

E você pergunta: "por que comigo?"

Noemi sofreu essas perdas. Não é de admirar, ao retornar para seu lugar de origem, em Belém, ela saudasse seus amigos dizendo: "Não me chameis Noemi; chamai-me Mara; porque grande amargura me tem dado o Todo-Poderoso. Cheia parti, porém vazia o Senhor me fez tornar" (Rt. 1.20,21).

Apesar das tragédias e de seus questionamentos, Noemi permaneceu maleável para com Deus. Até mesmo seu retorno a Belém demonstrava que estava aberta à ação de Deus em sua vida. Ela sabia que as pessoas de lá adoravam o Deus verdadeiro. Poucos dias depois, quando Rute voltou para casa com um cesto cheio de grãos, as primeiras palavras de Noemi apontavam para Deus: "Bendito seja ele do Senhor" (2.20).

Noemi então passou a seguir os antigos costumes religiosos de seu povo. Anos antes, Deus dera instruções sobre o sustento dos pobres. Nas colheitas, os donos das terras deviam deixar parte dos grãos no campo para que os que não possuíssem propriedades pudessem apanhar o suficiente para comer. Noemi seguiu essa prática quando enviou Rute aos campos. E Boaz fez o mesmo ao deixar grãos para Rute colher.

A lei ainda protegia os interesses das viúvas ao instruir que um cunhado ou outro parente próximo lhe oferecesse casamento, filhos e propriedade. Noemi apelou para esses costumes religiosos não em seu favor, mas em favor para Rute como para Boaz.

Noemi pôde mais uma vez experimentar a bondade de Deus. No final da história, a velha e sábia Noemi embala seu neto, rodeada pelas vizinhas que abençoam o bebê e convidam Noemi a bendizer o Senhor (4.14).

A vida de Noemi nos encoraja a perseverar na fé. Durante as tragédias, você pode cercar-se do povo de Deus, assim como Noemi fez, e permitir que soprem as brasas quase apagadas de sua fé trazendo-lhe nova vida. Pode também alimentar amizades saudáveis. Você pode lembrar-se da bondade e da misericórdia de Deus e buscá-las de novo. Quando o louvor ficar entalado em sua garganta, você saberá que esses dias difíceis de sofrimento passarão, e que algum dia oferecerá novamente o seu louvor a Deus.

"Ainda que as figueiras não produzam frutas, e as parreiras não dêem uvas; ainda que não haja azeitonas para apanhar em trigo para colher; ainda que não haja mais ovelhas nos campos em gado nos currais, mesmo assim eu darei graças ao Senhor e louvarei a Deus, o meu Salvador. Senhor Deus é a minha força.Ele torna o meu andar firme como o de uma corça me leva para as montanhas, onde estarei seguro" (Habacuque 3:17-19 NTLH).


Deus seja louvado!

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Fonte: Bíblia de estudo da Mulher

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