Estilos de Sermão... O seu está aqui?

Alessandro Cristian
Comentários PC@maral
Púlpito da igreja não é lugar para se lavar roupa suja. Alguns pregadores, esquecem disto e vez por outra, lavam, secam e até passam sua roupa suja nos púlpitos das mais diversas denominações espalhadas pelo Brasil à fora.
Sobre este tema, o Alessandro Cristian escreve em seu blog e eu reproduzo aqui no PC@maral para todos vocês.
O texto completo:
Nessa minha recente caminhada cristã, tenho observado os diferentes tipos de sermão que “batem cartão” em nossos púlpitos. É claro que, dada a criatividade dos pregadores, o assunto é vasto. Na presente postagem relaciono apenas dez dos estilos de pregação que podem ser observados em nosso meio:
1) Sermão “carapuça”:
É aquele pregado quando o preletor tem uma diferença mal-resolvida com um dos presentes e, embora o templo esteja cheio, com centenas de pessoas ávidas por ouvir a exposição da Palavra, o sermão inteiro é utilizado para mandar recado àquele único desafeto.
2) Sermão “E daí?”:
É a pregação em que são utilizadas técnicas de retórica, hermenêutica e homilética, com o pregador demonstrando todo o seu conhecimento histórico e teológico, porém sem contextualização, sem uma possibilidade de aplicação pessoal daquelas informações. Dessa maneira, as palavras passam por sobre a cabeça da audiência que, com aquela cara de interrogação, parece querer perguntar: “E daí? O que é que eu tenho a ver com isso?”
3) Sermão “espada”:
“esse é o tipo de discurso cortante, penetrante, profundo”, pensarão alguns. Antes fosse. Como é então? Comprido e chato.
4) Sermão antropocêntrico:
O homem e seus “sonhos” são o assunto central.
Vontade de Deus?
Que nada!
“Não desista dos seus sonhos”!
Vida eterna?
Esqueça! “Receba a bênção agooooooora!”. Exposição permeada por frases para “elevar a moral” da audiência, do tipo “você nasceu para vencer”, “há poder em suas palavras”, “a vitória é sua”, e por aí vai.
Ok, sabemos que o cristão é mais que vencedor, que somos bem-aventurados, etc., etc., etc. O problema é que, nesse tipo de sermão Jesus raramente aparece. A ênfase recai no homem, como se de nós mesmos pudéssemos algo.
5) Sermão “suco de quermesse”:
É profundo como uma bacia d’água. Substancioso como um envelope de “tang” diluído em uma piscina olímpica.
6) Sermão “bala perdida”:
Com palavras disparadas aleatoriamente, sem conexão alguma com o texto base, e entrecortado por “Glória a Deus” e “Aleluia”, utilizados para preencher os vácuos. “Se acertar em alguém, amém”, pensa o pregador.
7) Sermão “feira-livre”:
Nesse, o preletor se mostra azedo como um limão e ao mesmo tempo amargo como um jiló. Inicia pendurando uma melancia no pescoço no afã de aparecer. Em seguida despeja um monte de abobrinhas na audiência, distribui bananas e descasca o abacaxi em cima dos opositores. Pega alguns irmãos e os utiliza como “laranjas”, citando suas vidas a título de ilustração. E chora as pitangas ao expor ao povo os pepinos que tem enfrentado. Resumo da ópera: tem tanto conteúdo quanto um pastel de vento.
8) Sermão “míssil teleguiado”:
É direcionado. Com endereço pré-estipulado. Também conhecido como Espírito Santo de ouvido. Explico: o pregador fica sabendo por intermédio de terceiros que um membro, um casal, ou uma família daquela congregação está passando por determinado problema. A partir daí, direciona a palavra, como se a tivesse recebido por revelação do Espírito Santo. Com pretensa autoridade, aproveita para sentar a pua!
9) Sermão “contos da carochinha”:
Durante essa ministração você ouve de tudo: historinhas, testemunhos, ilustrações mil, anedotas. Citações bíblicas e Palavra de Deus, que é bom, nada!
O sermão que deve ser pregado na maioria dos púlpitos : [NT PC@ - Em 99% dos casos. Entendo que o pastor titular conhece a necessidade da igreja naquele momento.]
10) Sermão cristocêntrico:
Temos um exemplo básico em Atos 2.22-36. Começa com “Jesus Nazareno”, é recheado de citações ao Mestre, e termina com “Deus o fez Senhor e Cristo”.
Ou seja, Jesus é o cerne. Ainda se ouve, mas esse tipo de sermão anda em falta...
Soli Deo Gloria
Sobre este tema, o Alessandro Cristian escreve em seu blog e eu reproduzo aqui no PC@maral para todos vocês.
O texto completo:
Nessa minha recente caminhada cristã, tenho observado os diferentes tipos de sermão que “batem cartão” em nossos púlpitos. É claro que, dada a criatividade dos pregadores, o assunto é vasto. Na presente postagem relaciono apenas dez dos estilos de pregação que podem ser observados em nosso meio:
1) Sermão “carapuça”:
É aquele pregado quando o preletor tem uma diferença mal-resolvida com um dos presentes e, embora o templo esteja cheio, com centenas de pessoas ávidas por ouvir a exposição da Palavra, o sermão inteiro é utilizado para mandar recado àquele único desafeto.
2) Sermão “E daí?”:
É a pregação em que são utilizadas técnicas de retórica, hermenêutica e homilética, com o pregador demonstrando todo o seu conhecimento histórico e teológico, porém sem contextualização, sem uma possibilidade de aplicação pessoal daquelas informações. Dessa maneira, as palavras passam por sobre a cabeça da audiência que, com aquela cara de interrogação, parece querer perguntar: “E daí? O que é que eu tenho a ver com isso?”
3) Sermão “espada”:
“esse é o tipo de discurso cortante, penetrante, profundo”, pensarão alguns. Antes fosse. Como é então? Comprido e chato.
4) Sermão antropocêntrico:
O homem e seus “sonhos” são o assunto central.
Vontade de Deus?
Que nada!
“Não desista dos seus sonhos”!
Vida eterna?
Esqueça! “Receba a bênção agooooooora!”. Exposição permeada por frases para “elevar a moral” da audiência, do tipo “você nasceu para vencer”, “há poder em suas palavras”, “a vitória é sua”, e por aí vai.
Ok, sabemos que o cristão é mais que vencedor, que somos bem-aventurados, etc., etc., etc. O problema é que, nesse tipo de sermão Jesus raramente aparece. A ênfase recai no homem, como se de nós mesmos pudéssemos algo.
Em João 15.5, Jesus nos diz: “Eu sou a videira, vós, as varas; quem está em mim, e eu nele, este dá muito fruto, porque sem mim nada podereis fazer” (g.m.).Moral da história: igrejas abarrotadas de pessoas apegadas a um materialismo exacerbado, espiritualmente fraca e suscetível a quaisquer ventos de doutrina.
5) Sermão “suco de quermesse”:
É profundo como uma bacia d’água. Substancioso como um envelope de “tang” diluído em uma piscina olímpica.
6) Sermão “bala perdida”:
Com palavras disparadas aleatoriamente, sem conexão alguma com o texto base, e entrecortado por “Glória a Deus” e “Aleluia”, utilizados para preencher os vácuos. “Se acertar em alguém, amém”, pensa o pregador.
7) Sermão “feira-livre”:
Nesse, o preletor se mostra azedo como um limão e ao mesmo tempo amargo como um jiló. Inicia pendurando uma melancia no pescoço no afã de aparecer. Em seguida despeja um monte de abobrinhas na audiência, distribui bananas e descasca o abacaxi em cima dos opositores. Pega alguns irmãos e os utiliza como “laranjas”, citando suas vidas a título de ilustração. E chora as pitangas ao expor ao povo os pepinos que tem enfrentado. Resumo da ópera: tem tanto conteúdo quanto um pastel de vento.
8) Sermão “míssil teleguiado”:
É direcionado. Com endereço pré-estipulado. Também conhecido como Espírito Santo de ouvido. Explico: o pregador fica sabendo por intermédio de terceiros que um membro, um casal, ou uma família daquela congregação está passando por determinado problema. A partir daí, direciona a palavra, como se a tivesse recebido por revelação do Espírito Santo. Com pretensa autoridade, aproveita para sentar a pua!
9) Sermão “contos da carochinha”:
Durante essa ministração você ouve de tudo: historinhas, testemunhos, ilustrações mil, anedotas. Citações bíblicas e Palavra de Deus, que é bom, nada!
O sermão que deve ser pregado na maioria dos púlpitos : [NT PC@ - Em 99% dos casos. Entendo que o pastor titular conhece a necessidade da igreja naquele momento.]
10) Sermão cristocêntrico:
Temos um exemplo básico em Atos 2.22-36. Começa com “Jesus Nazareno”, é recheado de citações ao Mestre, e termina com “Deus o fez Senhor e Cristo”.
Ou seja, Jesus é o cerne. Ainda se ouve, mas esse tipo de sermão anda em falta...
Comentário PC@maral:
Púlpito não é lugar para resolver questões pessoais, é o lugar onde é pregada a Palavra de Deus! As pessoas vão aos templos de todo o mundo para se alimentar espiritualmente.
Este é o momento do “banquete espiritual”, do “alimento” que leva o homem à Salvação, e, que, o faz repensar seus atos e o leva a mudar o rumo de sua vida, o momento de transformação que não pode ser desperdiçado pela vaidade humana.
Se você prega em sua igreja, lembre-se sempre disto, no momento da pregação você é o representante direto de Deus para transmitir a Sua Palavra. Se você prega outra coisa que não seja a Palavra de Deus cuidado meu irmão, o próprio Deus nos adverte:
“Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará.” Gálatas 6:7
Soli Deo Gloria
***
Fonte: Alessandro Cristian
Realmente o que você descerve nesse post é que vemos muitas vezes por aí, e o pior é que muita gente gosta disso, principalmente quando o assunto é : "os meus sonhos". É a primeira vez que acesso seu blog é é bom saber que que mesmo em meio há tanta coisa absurda, há aqueles que amam a palavra, acesse também o meu blog : http://paraadorar.blogspot.com
ResponderExcluirA paz do Senhor Jesus Cristo.
Muito obrigado pelo apoio, prezado irmão.
ResponderExcluirDeus abençoe sua vida.
Alessandro Cristian