quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Novo Ano de 2010 com Jesus Cristo

Nenhum comentário:

PC@maral


Todo final de ano é a mesma coisa, “não há nada de novo debaixo do sol”, o ano termina e entra um novo ano, as pessoas se abraçam, se confraternizam, prometem o que não podem cumprir, pedem perdão pelos erros do ano anterior, choram, e depois que os fogos rompem os céus e as luzes se apagam, voltam para o mundo real.

Este mundo real tem feito vitimas e mais vitimas ao longo de sua trajetória. Um ano realmente novo só será possível a partir do momento em que aceitamos e decidimos ter uma vida nova.

A vida nova que o mundo oferece é a mesma do ano passado, e do ano retrasado, e assim por diante, com toda a sua bagagem, inclusive as de mão.

É possível ter vida nova realmente? Sim!

Esta vida nova é possível, e está ao alcance de todos!

Basta que; aqueles que ouvem a noticia; aceitem o convite feito por Jesus Cristo. O dono da vida! A verdadeira vida!

Só Jesus é o Caminho para um novo ano. Só Jesus é a Verdade que liberta o homem das trevas. Só Jesus é a Vida, a vida nova e abundante!

Neste novo ano que se anuncia, 2010, ao invés de continuar fazendo as mesmas coisas que fazia em 2009, tome um atitude corajosa, aceite o convite feito por Jesus e tenha, realmente, Vida Nova à partir de 2010!

Que Deus te abençoe querido leitor! Deus guie seus passos! Deus abra seus ouvidos para o chamado da Salvação e da Vida Eterna. E isso, nós, só temos por meio de Jesus Cristo! Nosso Único Fiel e Suficiente Salvador!

Estes são os votos de:

Paulo Cesar Amaral editor do blog PC@maral

Crente ou Evangélico?

2 comentários:

Gutemberg Maciel


Não gostaria de criticar, nem mesmo julgar o povo evangélico. Na verdade, gostaria apenas de fazer um resgate das palavras que nós, crentes, usamos durante todos esses anos.
Hoje, dificilmente ouço alguém dizer que é crente. Por quê? Parece-me que a palavra “crente” soa como alguém que é muito “bitolado” nas suas relações com a igreja, com a Bíblia e com Deus. Crente é alguém ultrapassado, alguém que não tenha se contemporanizado, alguém que parou em relação ao mundo e não se atualizou. Crente é aquele que não tem muito diálogo, é uma pessoa muito radical. Crente é sinônimo de uma pessoa, como no jargão popular, quadrada.

Já observei alguns irmãos que trabalham comigo e muitos irmãos na igreja, ao serem questionados se são crentes, respondem que são evangélicos. Aliás, os meios de comunicação, ao editar matérias sobre igrejas, mencionam como evangélicas.

Qual a diferença entre ser crente e ser evangélico?

Posso estar errado, mas me parece que ser evangélico é alguém mais agradável, não tão radical, ou “bitolado”, enfim, uma pessoa simpática.

Mas simpática com o quê?

Simpática com as coisas do mundo?

Simpática com o pecado?

Simpática com outras religiões?

Simpática com uma maneira vã de viver?

Eu sou crente e tenho prazer em ser crente.

Sou crente e tenho prazer em levar minha Bíblia debaixo do braço; eu sou crente e tenho o prazer de dizer que sou separado de muitas coisas do mundo e de chamar tais coisas de pecado; sou crente e tenho o prazer de dizer que amo a Deus, que amo a Jesus!

Sou crente e tenho o prazer em ir à igreja nos sábados, domingos e durante a semana.

Sou crente e tenho o prazer de ver que as pessoas me olham, tanto as não crentes como as evangélicas, de uma forma diferente, ou seja, de alguém que é quadrado, bitolado, desinformado e ultrapassado.

Sou crente como meu Senhor Jesus era.
Comentário PC@maral: Na verdade elas nos olham diferente por um único e espetacular motivo: Elas realmente sentem em nós, “crentes”, quadrados, bitolados, desinformados e ultrapassados, algo que elas, tanto os não crentes como os “evangélicos” não tem; “o bom perfume de Cristo”.

“Porque nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo, tanto nos que são salvos como nos que se perdem”. (II Co 2:15)
Que Deus nos abençoe e guarde!

***

Fonte: Pr. Gutemberg Maciel

Geração Y

3 comentários:
Introdução PC@maral: A reportagem é da Revista Galileu. O tema é mais que atual e já não é novidade. A questão é: A Igreja já se deu conta desta geração? A Igreja tem alcançado essa geração? A Igreja tem conseguido manter essa geração?
Não vou responder a essas questões. Você, caro leitor, responderá a partir da realidade de sua congregação. Abaixo a reportagem de Rita Loiola que foi publicada na Revista Galileu, edição 219 de outubro de 2009. Espero que ajude e sirva de alerta para todas as lideranças que ainda não tem conhecimento desta realidade e que está tendo muita dificuldade em entender seus jovens.

Rita Loiola


Eles já foram acusados de tudo: distraídos, superficiais e até egoístas. Mas se preocupam com o ambiente, têm fortes valores morais e estão prontos para mudar o mundo

Priscila só faz o que gosta. Francis não consegue passar mais de três meses no mesmo trabalho. E Felipe leva a sério esse papo de cuidar do meio ambiente. Eles são impacientes, preocupados com si próprios, interessados em construir um mundo melhor e, em pouco tempo, vão tomar conta do planeta.

Com 20 e poucos anos, esses jovens são os representantes da chamada Geração Y, um grupo que está, aos poucos, provocando uma revolução silenciosa. Sem as bandeiras e o estardalhaço das gerações dos anos 60 e 70, mas com a mesma força poderosa de mudança, eles sabem que as normas do passado não funcionam - e as novas estão inventando sozinhos. "Tudo é possível para esses jovens", diz Anderson Sant'Anna, professor de comportamento humano da Fundação Dom Cabral. "Eles querem dar sentido à vida, e rápido, enquanto fazem outras dez coisas ao mesmo tempo."

Folgados, distraídos, superficiais e insubordinados são outros adjetivos menos simpáticos para classificar os nascidos entre 1978 e 1990. Concebidos na era digital, democrática e da ruptura da família tradicional, essa garotada está acostumada a pedir e ter o que quer. "Minha prioridade é ter liberdade nas minhas escolhas, fazer o que gosto e buscar o melhor para mim", diz a estudante Priscila de Paula, de 23 anos. "Fico muito insatisfeita se vejo que fui parar em um lugar onde faço coisas sem sentido, que não me acrescentam nada."

A novidade é que esse "umbiguismo" não é, necessariamente, negativo. "Esses jovens estão aptos a desenvolver a autorrealização, algo que, até hoje, foi apenas um conceito", afirma Anderson Sant'Anna. "Questionando o que é a realização pessoal e profissional e buscando agir de acordo com seus próprios interesses, os jovens estão levando a sociedade a um novo estágio, que será muito diferente do que conhecemos."

Nessa etapa, "busca de significado" é a expressão que dá sentido às coisas. Uma pesquisa da Fundação Instituto de Administração (FIA/USP) realizada com cerca de 200 jovens de São Paulo revelou que 99% dos nascidos entre 1980 e 1993 só se mantêm envolvidos em atividades que gostam, e 96% acreditam que o objetivo do trabalho é a realização pessoal. Na questão "qual pessoa gostariam de ser?", a resposta "equilibrado entre vida profissional e pessoal" alcançou o topo, seguida de perto por "fazer o que gosta e dá prazer". O estudo, desenvolvido por Ana Costa, Miriam Korn e Carlos Honorato e apresentado em julho, tentou traçar um perfil dessa geração que está dando problema para pais, professores e ao departamento de RH das empresas.

No trabalho, é comum os recém-contratados pularem de um emprego para o outro, tratarem os superiores como colegas de turma ou baterem a porta quando não são reconhecidos. "Descobrimos que eles não são revoltados e têm valores éticos muito fortes, priorizam o aprendizado e as relações humanas", diz Miriam. "Mas é preciso, antes de tudo, aprender a conversar com eles para que essas características sejam reveladas."

BERÇO DIGITAL:

E essa conversa pode ser ao vivo, pelo celular, e-mail, msn, Twitter ou qualquer outra ferramenta de comunicação que venha a surgir no mundo. Essa é a primeira geração que não precisou aprender a dominar as máquinas, mas nasceu com TV, computador e comunicação rápida dentro de casa. Parece um dado sem importância, mas estudos americanos comprovam que quem convive com ferramentas virtuais desenvolve um sistema cognitivo diferente.

Uma pesquisa do Departamento de Educação dos Estados Unidos revelou que crianças que usam programas online para aprender ficam nove pontos acima da média geral e são mais motivadas. "É a era dos indivíduos multitarefas", afirma Carlos Honorato, professor da FIA. Ao mesmo tempo em que estudam, são capazes de ler notícias na internet, checar a página do Facebook, escutar música e ainda prestar atenção na conversa ao lado. Para eles, a velocidade é outra. Os resultados precisam ser mais rápidos, e os desafios, constantes.

É mais ou menos como se os nascidos nas duas últimas décadas fossem um celular de última geração. "Eles já vieram equipados com a tecnologia wireless, conceito de mobilidade e capacidade de convergência", diz a psicóloga Tânia Casado, coordenadora do Programa de Orientação de Carreiras (Procar) da Universidade de São Paulo. "Usam uma linguagem veloz, fazem tudo ao mesmo tempo e vivem mudando de lugar." O analista Francis Kinder, de 22 anos, não permanece muito tempo fazendo a mesma coisa. "Quando as coisas começam a estabilizar fico infeliz", diz. "Meu prazo é três meses, depois disso preciso mudar, aprender mais."

Um estudo da consultoria americana Rainmaker Thinking revelou que 56% dos profissionais da Geração Y querem ser promovidos em um ano. A pressa mostra que eles estão ávidos para testar seus limites e continuar crescendo na vida profissional e pessoal. Essa vontade de se desenvolver foi apontada como fundamental para 94% dos jovens entrevistados pelos pesquisadores da FIA. Os dados refletem a intenção de estar aprendendo o tempo todo. Mas, dessa vez, o professor precisa ser alguém ético e competente.
"Esse ambiente onde qualquer um pode ser desmascarado com uma simples busca no Google ensinou aos mais novos que a clareza e a honestidade nas relações é essencial"
, afirma Ana Costa, pesquisadora da FIA.
"Não consigo conviver com gente pouco ética ou que não cuida do ambiente onde vive"
, diz Felipe Rodrigues, 22 anos, estudante de administração. O sentimento do rapaz é compartilhado por 97% dos nascidos na mesma época, que afirmam não gostar de encontrar atitudes antiéticas ao seu redor, de acordo com os dados da FIA.
"Chegou a hora dos chefes transparentes, alguém que deve ensinar. A geração passada enxergava os superiores como seres para respeitar e obedecer. Não é mais assim."
Mas, além de aprender com os superiores, eles sabem que também podem ensiná-los, em uma relação horizontal. Os jovens modernos funcionam por meio de redes interpessoais, nas quais todas as peças têm a mesma importância. "A Geração Y mudou a forma como nós interagimos", diz Ana Costa. "O respeito em relação aos superiores ou iguais existe, mas é uma via de duas mãos. Eles só respeitam aqueles que os respeitam, e veem todos em uma situação de igualdade", afirma.

VIDA PESSOAL EM PRIMEIRO LUGAR:

Os sinais mais claros da importância que os jovens dão aos próprios valores começam a piscar no mundo do trabalho. Como seus funcionários, as empresas estão flexibilizando as hierarquias, agindo em rede, priorizando a ética e a responsabilidade. E, se no passado a questão era saber equilibrar a vida íntima com uma carreira, hoje isso não é nem sequer questionado: a vida fora do escritório é a mais importante e ponto final.

Uma oficina sobre carreiras com estudantes da Faculdade de Administração da USP mostrou que a prioridade da maioria deles é ter "estilo de vida", ou seja, integrar o emprego às necessidades familiares e pessoais - e não o contrário. "A grande diferença em relação às juventudes de outras décadas é que, hoje, eles não abrem mão das rédeas da própria vida", diz Tânia Casado. "Eles estão customizando a própria existência, impondo seus valores e criando uma sociedade mais voltada para o ser humano, que é o que realmente importa no mundo."
"VAMOS MUDAR O MUNDO!"

Nos últimos 60 anos, três gerações marcaram época e mudaram os valores e o jeito de a sociedade pensar. Agora é a vez da abusada Geração Y

TRADICIONAIS (até 1945) >>> É a geração que enfrentou uma grande guerra e passou pela Grande Depressão. Com os países arrasados, precisaram reconstruir o mundo e sobreviver. São práticos, dedicados, gostam de hierarquias rígidas, ficam bastante tempo na mesma empresa e sacrificam-se para alcançar seus objetivos.



BABY-BOOMERS (1946 a 1964) >>> São os filhos do pós-guerra, que romperam padrões e lutaram pela paz. Já não conheceram o mundo destruído e, mais otimistas, puderam pensar em valores pessoais e na boa educação dos filhos. Têm relações de amor e ódio com os superiores, são focados e preferem agir em consenso com os outros.



GERAÇÃO X (1965 a 1977) >>> Nesse período, as condições materiais do planeta permitem pensar em qualidade de vida, liberdade no trabalho e nas relações. Com o desenvolvimento das tecnologias de comunicação já podem tentar equilibrar vida pessoal e trabalho. Mas, como enfrentaram crises violentas, como a do desemprego na década de 80, também se tornaram céticos e superprotetores.


GERAÇÃO Y (a partir de 1978) >>> Com o mundo relativamente estável, eles cresceram em uma década de valorização intensa da infância, com internet, computador e educação mais sofisticada que as gerações anteriores. Ganharam autoestima e não se sujeitam a atividades que não fazem sentido em longo prazo. Sabem trabalhar em rede e lidam com autoridades como se eles fossem um colega de turma.


O SENHOR Y

Bruce Tulgan, 42, fundou uma consultoria e se dedica a estudar os jovens que estão entrando no mercado de trabalho. Seu último livro, Not Everyone Gets a Trophy: How to Manage Generation Y (Nem todo mundo ganha um troféu: como lidar com a geração Y, ainda sem edição brasileira), traça um perfil dessa nova geração.

* É lenda urbana ou de fato esses jovens não respeitam os superiores?
Tulgan: A geração Y respeita seus superiores, mas não cede de uma hora para outra. Ela não vê as relações em termos hierárquicos. O que eles querem dos chefes é oportunidade de aprendizado, responsabilidades e chances de melhorar o que fazem. Eles querem se afirmar e estão à vontade com os mais velhos - às vezes até um pouco à vontade demais.

* Isso é porque eles nasceram no que você chama de "década da criança"?
Tulgan: Talvez. Essa geração foi superprotegida, educada em uma época em que valorizar a auto-estima e fazer as crianças se sentirem bem era a linha dominante. O resultado foi a criação de uma mentalidade que é uma fonte inesgotável de energia, entusiasmo e inovação que, se não for bem conduzida, pode causar muitos problemas.

* E isso fez com que eles se tornassem mais individualistas?
Tulgan: Mesmo sendo altamente individualistas e focados nas próprias recompensas, têm uma profunda consciência social, preocupação com o meio ambiente e com os direitos humanos. A maioria tem valores morais muito fortes e tentam viver por eles.

Após a leitura do artigo, como você se sente, em relação a nova geração de jovens, que tem estas caracteristicas e, que tem aceitado o evangelho e estão trabalhando na obra do Senhor, e, para o Senhor?

Não precisa responder agora, mas, se quiser, use o espaço de comentários deste blog.

Pensem nestas coisas e que Deus abençoe a todos vocês!

***

Fonte: Galileu - Dica de katyarejane no diHITT

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

O dilema de um jovem.

Um comentário:

Jailton Sousa Silva


“E eis que se aproximou dele um jovem, e lhe disse: Mestre, que bem farei para conseguir a vida eterna?” (Mt 19.16).

O texto de Mateus 19.16 a 22 relata-nos o diálogo de um jovem com Cristo. Este jovem, aparentemente, era uma pessoa de conduta exemplar, ao menos, deixou ele isso muito claro ao confirmar a sua estrita obediência à lei: “(...) tudo isso tenho guardado desde a minha mocidade...” (v.20). A Bíblia não nos relata o seu nome, nem a sua origem, porém, nos dá uma informação fundamental em relação a sua pessoa: “(...) possuía muitas propriedades” (v.22). Ou seja, além de ser um “bom rapaz”, era também, rico.

Sem dúvida, este jovem tinha inteira consciência da sua obediência. Talvez, ele imaginasse que o seu estilo de vida já seria suficiente para alcançar a vida eterna. Ele pergunta: “Mestre, que bem farei para conseguir a vida eterna?”(16b). O Mestre responde: “(...) Se queres ser perfeito, vai, vendes tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, e segue-me” (v.21). A resposta de Cristo “abalou” as estruturas do seu orgulho. Pensava ele que o fato de congregar, de ser um assíduo conhecedor e praticante da lei, era “tudo”. Mas não era! Não somos perfeitos! Não chegamos ainda no “auge” da nossa vida crista! Há muito caminho a percorrer. É necessário amar. Obediência sem amor é uma “obediência deficiente e anêmica”.

Quando aquele jovem se deu conta, já estava vivendo um terrível dilema:
trocar os tesouros terrenos pelos celestiais; deixar o conforto da sua luxuosa casa e de sua riqueza, para seguir um Mestre que não tinha onde reclinar a cabeça (Mt 8.20).
Ele não ouviu o que queria, mas o que precisava.

A conclusão que este rapaz chegou foi que não valeria a pena mudar de vida por amor a Cristo. A sua decisão, portanto, não poderia ter sido pior: “E o jovem, ouvindo esta palavra, retirou-se triste, porque possuía muitas propriedades” (v.22).

Será que você que agora está lendo este devocional, não se encontra em um dilema semelhante?

Não está você imaginando se vale mesmo a pena trocar aquele(a) namorado(a), [que aos poucos e rapidamente está lhe tirando dos caminhos do Senhor] por Jesus?

Ou se vale mesmo a pena trocar as diversões de domingo a noite pelo culto a Deus? Ou se vale mesmo a pena jogar fora as revistas pornográficas a fim de ter uma vida pura e de santificação diante de Cristo? Qual será o seu dilema? Qual será a sua decisão? Para quem e para que está direcionado o amor existente em seu coração?

Esteja disposto(a) a amar a Jesus. Quem o ama, não vive em dúvidas, pois tem em seu coração a inteira certeza de que, nada mais vale a pena nesta vida do que seguir a Jesus com amor.

***

Fonte: Missionário Jailton Sousa Silva

Filho de pastor faz cocô na TV

Nenhum comentário:
Extra! Extra! Filho de pastor faz cocô em cima da bancada de um programa ao vivo em Israel!

Um filhote de cachorro protagonizou uma cena inusitada durante um programa ao vivo da emissora de TV israelense Canal 10. O cãozinho fez cocô em cima da bancada, provocando gargalhadas dos participantes do programa. O vídeo foi parar no YouTube - Veja a cena:



***

Fonte G1

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Existem demônios territoriais?

3 comentários:
“Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu por vinte e um dias; porém Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu obtive vitória sobre os reis da Pérsia”. (Dn 10:13)

Por Genilson Soares da Silva

Nas duas últimas décadas, tem aumentado amplamente o número de escritores e de pregadores brasileiros defendendo, com veemência, a existência e a atividade de espíritos ou demônios territoriais, que seriam entidades malignas designadas por Satanás para governar e influenciar espiritualmente os habitantes de determinados territórios geográficos, com o objetivo de impedi-los de conhecerem e receberem a mensagem do evangelho.

O que essas pessoas defendem?

Utilizam dois textos bíblicos para fundamentar o conceito dos demônios territoriais. O primeiro encontra-se em Daniel e o segundo, em Marcos.

No texto do livro de Daniel, capítulo 10, versículos 13 e 20. Ao lê-lo, notamos a alusão feita aos “príncipes” da Pérsia e da Grécia. De acordo com aqueles que defendem a existência e a atividade dos espíritos territoriais, esses “príncipes” são espíritos malignos designados por Satanás como “senhores” daquelas nações. Com base nisso, afirmam que todas as nações do mundo possuem um príncipe maligno para comandá-las.

Já o texto de Marcos, capítulo 5, versículo 10, a segunda passagem bíblica utilizada para defender a existência e a atividade dos demônios territoriais, descreve que os demônios que possuíam o homem gadareno pediram a Jesus para continuar em Gadara: E rogava-lhe muito que os não enviasse para fora daquela província.

Aqueles que acreditam na existência e atividade de demônios territoriais explicam que, se aqueles demônios saíssem daquela região, seriam punidos por invadirem território já ocupado.

Para essas pessoas qual seria a atividade desses demônios territoriais?

Teriam como principal atividade mergulhar as pessoas residentes nesses territórios em variadas práticas ocultistas (astrologia, satanismo, espiritismo, macumba, feitiçaria), com objetivo de impedi-las de receberem o evangelho salvador e libertador. Além disso, esses espíritos malignos atacariam as estruturas do território ocupado para corromper a sua religião, a sua cultura, o seu comércio, o seu governo.

Aqueles que defendem a existência e a atividade dos espíritos territoriais advertem que nenhuma cidade deverá ser evangelizada, antes de ser espiritualmente mapeada. Esse mapeamento espiritual – que é uma abrangente e minuciosa pesquisa da história, da religião, dos ancestrais, dos hábitos das pessoas da cidade – é fundamental, não somente para descobrir, mas, também, para desalojar o demônio que domina as pessoas e contamina a estrutura cidade.

O que dizer de tudo isso?

Com base no versículo 21, do capítulo 10 de Daniel, em que o anjo Miguel é chamado de príncipe de Israel, podemos afirmar que os dois príncipes, tanto o da Pérsia quanto o da Grécia, eram seres angelicais, e não seres humanos membros da realeza. E uma vez que exerciam oposição direta aos propósitos divinos, é correto declarar que se tratava de seres angelicais decaídos. A natureza da relação dessas entidades espirituais malignas com as nações citadas não é revelada pela narrativa bíblica.
Além de ser um homem de orações (Dn 6:10), Daniel era também um homem de jejuns (Dn 10:2). Se olharmos para o livro de Daniel, veremos que ele não precisava de momentos difíceis para orar. Ele orava sempre, todos os dias, três vezes por dia (6:10). Agora, vale frisar que as orações e os jejuns dele não eram “orações e jejuns de guerra”, ou seja, não eram para combater possíveis espíritos territoriais. É digno de nota que, na sua bela e rica oração a Deus em favor de Israel, que vem antes do capítulo 10 (9:4-19), não existe sequer uma menção aos príncipes da Pérsia e da Grécia.
A oração de Daniel não é, em nada, parecida com “as orações de guerra” ensinadas pelos que defendem o conceito de demônios territoriais. Em sua oração, não vemos Daniel pedindo para Deus derrubar determinadas fortalezas satânicas, amarrar as potestades dos territórios. Na oração de Daniel, o que vemos é reconhecimento de culpa (v.v. 5,6,8-15), confissão de pecado (v. 13), reconhecimento da justiça divina (v.v. 7,14,16), zelo pelo nome de Deus (v.v.15,19), confiança na misericórdia de Deus (v.v. 4,9,18).

O foco da oração de Daniel não é demônios, mas, sim, pecados.

Agora, vamos analisar Marcos 5:10, a outra suposta base bíblica utilizada para comprovar a existência e as atividades dos demônios territoriais. Como entender a expressão: "rogava-lhe muito que os não enviasse para fora daquela província?" Não podemos entendê-la, sem considerar o seu contexto. Tanto o evangelho de Marcos, quanto o de Lucas e o de Mateus, registram que, já na chegada de Jesus e dos doze ao litoral de Gadara, um homem possesso de demônios saiu-lhe ao encontro.
Note que não foi Jesus quem saiu ao encontro dos demônios, mas foram estes que saíram ao encontro de Jesus.
Nesse encontro, entenderam que estavam diante de um ser de natureza divina, pois chamaram Jesus de Filho de Deus (Mt 8:29; Mc 5:7, 8:28). Para eles, Jesus não era filho de José, marido de Maria, mas Filho do Deus Altíssimo. Além de declararem a divindade de Jesus, aqueles demônios também reconheceram, reverentemente, a sua autoridade e a sua supremacia. Ao longo do texto, temos alguns verbos que mostram isso: adorou-o (Mc 5:6), prostrou-se (Lc 8:26), Peço-te (Lc 8:28b), rogaram-lhe (Mt 8:31a), permite-nos (Mt 8:31b).
Diante do Filho do Deus Altíssimo, aquele espírito imundo, com medo do juízo que Cristo poderia pronunciar contra ele, implorou: “Conjuro-te por Deus que não me atormentes” (Mc 5:7b). O que causou espanto a este espírito imundo em particular foi que o tempo de sua derrota e de seu tormento pareceu-lhe chegar cedo demais: “Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo?” (Mt 8:29). É notável que os espíritos malignos admitam que o futuro castigo os espera. Os demônios sabiam e sabem que seriam destruídos, mas não sabiam e não sabem, com exatidão, nem o tempo, nem a forma.

Diante disso, ao rogarem para Jesus não enviá-los para fora da província dos gadarenos (Mc 5:10), aqueles demônios estavam, na verdade, pedindo para não serem encaminhados para o tormento destrutivo. A esse respeito, o evangelho de Lucas nos oferece maiores esclarecimentos contando que eles lhe pediram que não os mandasse para o abismo (Lc 8:31). Abismo, na linguagem do Apocalipse, está sempre associada a lugar de confinamento ou aprisionamento de espíritos, e não a lugar de destruição. Abismo será o lugar onde a besta ou Anticristo estará, antes de aparecer na terra (Ap 11:7), e será a prisão temporária de Satanás, durante o reino milenar de Cristo (Ap 20:3). O local definitivo do castigo dos seres humanos e angelicais perversos é comparado não a um abismo, mas a um lago de fogo: “E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre”. (Ap 20:10)

Jesus atendeu ao pedido dos demônios, permitindo-lhes que entrassem na manada de porcos: "E, saindo aqueles espíritos imundos, entraram nos porcos; e a manada se precipitou por um despenhadeiro no mar (eram quase dois mil) e afogou-se no mar". Não houve qualquer “quebra” do suposto poder dos demônios sobre aquela região, quando Jesus os expulsou (Mc 5:13). A população gadarena continuou descrente. Com exceção do gadareno liberto por Jesus (Mc 5:18), toda a população daquela região rejeitou a Jesus, pedindo que ele fosse embora: “e começaram a rogar-lhe que saísse do seu território” (Mc 5:17).

Os vinte e sete livros do Novo Testamento não reconhecem a existência de demônios territoriais, nem determinam a sua identificação e a sua localização. O Novo Testamento revela Satanás e seus demônios habitando, controlando, influenciando indivíduos e não territórios geográficos ou estruturas sociopolíticas (Mt 12:43-45; Lc 11:24-26). Em Mateus 10 e Lucas 10, vemos Jesus orientando aqueles que seriam enviados para uma atividade missionária. Dentre as inúmeras e minuciosas instruções, não encontramos nenhuma relacionada a demônios territoriais.

Em suas três viagens missionárias, o apóstolo Paulo passou por várias cidades e lugares de territórios infestados pelo ocultismo e tomados pela idolatria: Em tempo algum e em lugar algum, porém, o vemos fazendo mapeamento espiritual para descobrir a identidade e a localização dos possíveis demônios territoriais. E em suas treze cartas, não existe sequer uma instrução às igrejas a esse respeito. As cartas de Pedro, Tiago, João e Judas seguem na mesma linha das cartas de Paulo, ou seja, também não dizem nada sobre demônios territoriais. Esse silêncio somente confirma a inexistência dos demônios territoriais.

APLICANDO A PALAVRA DE DEUS EM NOSSA VIDA

1. Se os demônios territoriais não existem, não precisamos mapeá-los. Não vemos Paulo fazendo um estudo da história, do costume, da cultura de Corinto, para identificar e localizar as supostas entidades malignas que a controlam (At 18:1-11). E olha que, em Corinto, os demônios estavam presentes e atuantes na idolatria! (I Co 10:10,21). Qual era a estratégia do apóstolo para evangelizar aquele território? Ele a explica em sua epístola: “Eu, irmãos, quando fui ter convosco, (...) decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado” (I Co 2:1a-2).

Ele apenas anunciou a Cristo, aquele que esmagou a serpente (Gn 3:15; Rm 16:20) e desarmou as potestades (Lc 11:22, Cl 3:15). Cristo nos basta!

2. Se os demônios territoriais não existem, não precisamos ouvi-los. Ao ser importunado, na cidade de Filipos, por uma jovem que tinha espírito de adivinhação, Paulo não entrevistou o espírito para identificar quem era, de onde vinha, o local do seu trono em Filipos. Somente o expulsou (At 16:18).

É assim que temos de fazer, quando lidarmos com possessões demoníacas! É bom que se diga que expulsão não é uma oração propriamente dita, mas, sim, uma ordem expressa e incisiva (Mc 1:25). Agora, “não nos alegremos porque os espíritos se nos sujeitam: alegremo-nos, antes, por estar o nosso nome escrito nos céus” (Lc 10:20).

3. Se os demônios territoriais não existem, não precisamos receá-los. Aqueles que mapeiam o território a ser evangelizado fazem-no, também, porque receiam sofrer retaliação espiritual de Satanás. É isso que a defesa e a prática dos conceitos sobre demônios territoriais têm produzido: inúmeros evangélicos espiritualmente agitados, inseguros, ansiosos, receosos de serem atacados ou invadidos por espíritos malignos. Se não queremos ser afetados pela “síndrome da retaliação satânica”, tragamos à memória aquela poderosa e grandiosa promessa de Cristo: “Eis aí vos dei autoridade (...) sobre todo o poder do inimigo, e nada, absolutamente, vos causará dano” (Lc 10:19).

A igreja não precisa adotar estratégias embasadas em testemunhos de ex-satanistas, nem precisa seguir orientações alicerçadas em experiências de ex-macumbeiros para evangelizar territórios habitados por pessoas de corações incrédulos. Não, a igreja não precisa depender dessas técnicas, desses conceitos, desses métodos! Ela precisa depender somente do evangelho daquele que, atualmente, “se assenta nos lugares celestiais, acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir, não só no presente século, mas também no vindouro” (Ef 1:20a-21).

Basta-nos o evangelho!

Amém!


DEC
PCamaral

Nota de Falecimento.

Um comentário:

Faleceu, na Igreja dos negligentes e frios na fé, dona "Reunião de Oração", que já estava enferma desde os primeiros séculos da era cristã. Foi proprietária de grandes avivamentos bíblicos e de grande poder e influência no passado.

Os médicos constataram que sua doença foi motivada pela "frieza de coração", devido a falta de circulação do "sangue da fé". Constataram ainda: "dureza de joelhos" [não dobravam mais...] "fraqueza de ânimo" e muita falta de boa vontade.

Foi medicada, mas erroneamente, pois lhe deram grande dose de "administração de empresas", mudando-lhe o regime. O xarope de "reuniões sociais" sufocou-a. Deram-lhe "injeções de competições esportivas", o que provocou má circulação nas amizades, trazendo ainda os males da carne: rivalidades, ciúmes, principalmente entre os jovens.

Administraram-lhe muitos "acampamentos", e comprimidos de "clube de campo". Até cápsulas de "gincana" lhe deram pra tomar!

RESULTADO: Morreu Dona "Reunião de Oração"!

A autópsia revelou: falta de alimentação, como "pão da vida", carência de "água viva", e ausência de vida espiritual. Em sua memória, a Igreja dos negligentes, situada na Rua do Mundanismo, número 666, estará fechada nos cultos de 4as e 5as Feiras. Nos dias oficiais, haverá Culto ou escola bíblica, só pela manhã, assim mesmo quando não houver feriados, emendando o lazer de Sexta a Segunda e vigília nem pensar.


D.A.

***

Fonte: webevangelista

sábado, 26 de dezembro de 2009

É errado o cristão jogar na loteria?

8 comentários:

Já vi varios pastores e pregadores em diversos cultos condenarem o cristao realizar qualquer tipo de jogo de azar, seja loteria Federal, Estadual , bau da felicidade, jogo do bicho etc. Baseado em versiculos como : "Do suor do rosto comeras" , os que querem ficar ricos caem em tentaçoes etc.

Mas tambem já vi varios sorteios em igrejas para diversos fins ,até bingos!

Aí fica a pergunta: Se realizar bingos e sorteios nas igrejas mesmo ilegais (pois todo sorteio ou bingo deve ser registrado em orgão competente) não é pecado?

PORQUE O CRISTAO JOGAR NA LOTERIA , COMPRAR O CARNE DO BAÚ DA FELICIDADE OU QUALQUER OUTRO TIPO DE SORTEIO OU JOGO DESDE QUE LEGALIZADO É PECADO ?

***


Fonte: Exejegues

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Nomes Científicos para Sogras:

2 comentários:
Eu, particularmente, amo minha sogra, gente boa tá ali! E não é porque ela pode ler este post que eu falo isso, mas, por causa da minha esposa... sabe como é né... Ah... não sabe? Não tem sogra? Por acaso seu nome é Adão? Brincadeiras à parte, saiba , através desta "pesquisa" [?] cientifica [?] qual o nome cientifico de sua sogrinha amada... rsrsrsrs










Fonte: O Obstinado - Buscando a verdade

A Verdadeira Origem do Natal

Nenhum comentário:
Então, se recebemos o natal pela igreja Católica Romana, e esta por sua vez recebeu do paganismo, de onde receberam os pagãos? Qual é a origem verdadeira?

Por Samuel Francisco

O natal é a principal tradição do sistema corrupto denunciado inteiramente nas profecias e instruções bíblicas sobre o nome de Babilônia. Seu início e origem surgem na antiga Babilônia de Ninrode! Suas raízes datam de épocas imediatamente posterior ao dilúvio! Ninrode, neto de Cão, filho de Noé, foi o verdadeiro fundador do sistema babilônico que até hoje domina o mundo. Ninrode construiu a Torre de Babel, a Babilônia primitiva, a antiga Nínive e muitas outras cidades. Ele organizou o primeiro reino deste mundo. O nome Ninrode, em hebraico, deriva de “Marad” que significa “ele se rebelou", "rebelde”.

Sabe-se bastante de muitos documentos antigos que falam desse indivíduo que se afastou de Deus. O homem que começou a grande apostasia profana e bem organizada, que tem dominado o mundo até hoje. Ninrode era tão perverso que se diz que casou-se com a sua mãe, cujo nome era Semíramis. Depois de sua morte prematura, sua mãe-esposa propagou a doutrina malíguina da sobrevivência de Ninrode como um ente espiritual. Ela alegava que um grande pinheiro havia crescido da noite para o dia, de um pedaço de árvore morta, que simbolizava o desabrochar da morte de Ninrode para uma nova vida.

Todo o ano, no dia do seu aniversário de nascimento ela alegava que Ninrode visitava a árvore “sempre viva” e deixava presentes nela. O dia de aniversário de Ninrode era 25 de dezembro, esta é a verdadeira origem da “árvore de natal”!

Por meio de suas artimanhas e de sua astúcia, Semíramis converteu-se na “Rainha do Céu” dos Babilônicos, e Ninrode sob vários nomes, converteu-se no “Divino Filho do Céu”. Por gerações neste culto idólatra, Ninrode passou a ser o falso Messias, filho de Baal: o deus Sol. Nesse falso sistema babilônico, “a mãe e a criança” ou a “Virgem e o menino” (isto é, Semíramis e Ninrode redivivo), transformou-se em objeto principal de adoração. Esta veneração da “Virgem e o menino” espalhou-se pelo mundo a fora; o presépio é uma veneração do mesmo, em nossos dias, mudando de nome em cada país e língua. No Egito chama-se Ises e Osiris, na Ásia Cibele e Deois, na Roma pagã Fortuna e Júpter, até mesmo na Grécia, China, Japão, Tibete, encontra-se o equivalente da Madona (minha dona ou minha senhora), muito antes do nascimento de Jesus Cristo.

Durante os séculos quarto e quinto, quando centenaS de milhares de pagãos do mundo romano adotava o novo “cristianismo popular” levando consigo as antigas crenças e costumes pagãos, cobrindo-os sobre os nomes cristãos, popularizou a idéia da “Virgem e o menino”. Os postais de Natal, as decorações e representações, do presépio, as músicas da noite de Natal, como o seu tema “Noite Feliz”, repetem ano após ano esse tema popular da “Virgem e o menino".

Nós que nascemos em um mundo cheio de costumes babilônicos, criados e mergulhados nessas coisas toda a nossa vida, fomos ensinados a reverenciar essas coisas como sendo santas e sagradas. Nunca investigamos para ver de onde vieram – se vieram da bíblia ou da idolatria gentílica.

No Egito antigo sempre se acreditava que o filho de Isis (nome egípcio da “Rainha do Céu”) nascera em 25 de dezembro. O mundo celebrava essa famosa data de nascimento, na maior parte do mundo conhecido de então, muitos séculos antes do nascimento de Cristo. Autoridades históricas demonstram que, durante os primeiros três séculos da nossa era, os cristãos não celebraram o Natal. Esta festa só começou a ser introduzida após o início da formação daquele sistema que hoje é conhecido como Igreja Romana(isto é, no século lV). Somente no século V foi ordenado que o Natal fosse observado para sempre, como festa cristã, no mesmo dia da secular festividade romana em honra ao nascimento do deus Sol, já que não se conhecia a data exata do nascimento de Cristo.

A celebração do Natal antecede o cristianismo em cerca de 2000 anos. Na mesopotâmia este antigo festival simbolizava a passagem de um ano para outro, o Zagmuk.

De acordo com seus cálculos, o dia 25 era a data em que o sol se encontrava mais fraco, porém pronto para recomeçar a crescer e trazer vida as coisas da terra. Durante a data, que acabou conhecida como o Dia do Nascimento do Sol Invicto, as escolas eram fechadas e ninguém trabalhava.

Apenas após a cristianização do império Romano, 25 de dezembro, passou a ser a celebração do nascimento de Jesus. A maior parte dos historiadores afirma que o primeiro Natal como conhecemos hoje foi celebrado no ano 336 d.C. A troca de presentes passou a simbolizar as ofertas de feitas pelos três reis magos ao menino Rei Jesus.

A árvore de Natal, o mais resistente símbolo natalino ressuscita um deus pagão chamado Ninrode e faz reviver Talmuz o “espírito natalino”. No ocultismo ou nas religiões orientais, os espíritos dos antepassados são invocados por meio de uma árvore, e como sabemos que os mortos não voltam o que se manifestam são demônios.

As bolinhas, aparente e inocente adorno tiveram origem durante os cultos a Baal, já vimos que a árvore era elemento fundamental do culto pagão, e como oferta ao ídolo sanguinário, ofereciam-se sacrifícios humanos de crianças (meninas), essas após serem mortas tinham suas pequenas cabeças (bolinhas) decepadas e penduradas na árvore (a propósito, os lacinhos que acompanham as bolinhas, personificam ainda mais uma cabeçinha de menina) devido a decepação elas se ensangüentavam e tornavam-se completamente avermelhadas; quanto maior fossem o número de cabeças penduradas, maior e mais importante era o sacrifício.

Para terminar as confusões relacionadas com o nascimento de Cristo, o Papa Júlio I, em meados do século IV, estipulou que a data oficial do nascimento de Cristo seria 25 de dezembro. A escolha foi inteligente, porque ao colocar o nascimento de Cristo no meio das festividades pagãs do solstício de inverno, a igreja cristã absorveu-as e converteu-as.

Por muito inacreditável que seja, o moderno Papai Noel deve a sua vestimenta não a qualquer lenda antiga, mas à coca-cola. Há muito tempo atrás, o Papai Noel vestia-se com uma grande variedade de cores e era representado a fumar um cachimbo de barro ou a beber vinho. Nos anos 30, a coca-cola decidiu usar a figura do Papai Noel em sua publicidade de inverno e contratou o artista Haddon Sundblon para lhe compor a imagem. Sundiblon escolheu o vermelho e branco da coca-cola. Teve tanto sucesso que essa imagem foi a que passou a ser uniformemente divulgada.

O próprio Jesus e, posteriormente, os apóstolos, nunca celebraram o seu nascimento em nenhuma época, na bíblia não há mandamento ou instrução alguma para celebra-lo, somos ordenados a lembrar, sim, de sua morte e ressurreição que nos proporcionou a vida (l Co. 11: 24- 26).

Uma boa reflexão em nome do Senhor Jesus.

***

Fonte: Enviado pelo Pr. Samuel Francisco para UMAP-VCA / publicado por Fábio Kateivas.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Carga Pesada

2 comentários:

Mary Schultze


Completar 80 anos é carregar muito peso! Lembro-me do dia em que minha mãe completou 80 anos, lá em Fortaleza. Todos os filhos reunidos, vindos do Rio, S. Paulo, Manaus, Recife... e ela, numa tristeza!

Quando Rosa e eu indagamos o motivo, ela respondeu: “Não posso explicar, mas quando vocês completarem 80 anos vão entender”. Rosa morreu com 54 anos. Realmente, ter 80 anos é carregar uma carga pesada, física e emocionalmente, e o pior é que ninguém pode entender como nos sentimos.

Ontem à meia noite, depois de lavar uma tonelada de louça (tendo tomado um comprimido de Mioflex, para aplacar as dores musculares causadas por tantas emoções e esforços físicos dos últimos dias), consegui dormir normalmente. Em geral, não costumo tomar medicamento algum para dormir, pois durmo bem. Mas ontem, enquanto meditava sobre os últimos acontecimentos, comecei a invejar uma das muitas Marys Schultzes que tenho encontrado na Internet, no meio de 27 milhões de referências a este nome, que é raro no Brasil, porém vulgar nos países germânicos. Entre as muitas xarás encontrei uma bem diferente de mim.


1. Ela nasceu em Berlim

Eu nasci no Crato, Ceará.

2. Ela tem menos de 1/3 da minha idade - 24 anos.

Eu, 80 anos.

3. Ela é membro de uma orquestra sinfônica.

Eu só toco as teclas do computador e muito mal...

4. Seu desejo maior - Ter muito dinheiro para viajar pelo mundo ineiro.

O meu, deixar o mundo e ir para o Pai...

5. Seus livros e filmes prediletos - "Mefistófeles", "Gato Preto" e Gato "Branco".

Meus Livros - os bons autores que falam da restauração de Israel.

Filme: "A Vida é Bela".

6. Sua viagem de Cultura - a França.

A minha é viajar culturalmente pela Internet.

7. Alegria - ler muitas histórias humorísticas.

A minha, ler e ouvir a Bíblia na voz do Cid Moreira e comprar jóias de prata.

8. Tristeza - Quebra de um segredo seu.

Não tenho segredos, por isso podem publicar tudo que eu falo/escrevo.

Casamento - Ela já vai no segundo...

Eu só tive um marido, o qual morreu, depois de 26 anos de casamento, quando não me aguentou mais...

9. Ela deveria ter Cristo Jesus como Salvador...

Nisto eu saí vencendo essa garota internacional, pois tenho Cristo em meu coração, em minha vida, em cada respiração.

10. Ela é linda, culta, inteligente, famosa e rica. Mas eu não trocaria minha vida pela sua, pois tenho uma garantia de eternidade com Cristo, enquanto ela é agnóstica.

***

Fonte: Genizah - Carinhosamente enviado por Mary Schultze em 21/12 para publicação em Genizah.

Visite: www.maryschultze.com

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

O Nascimento de Jesus

Nenhum comentário:
Ora, havia naquela mesma comarca pastores que estavam no campo, e guardavam, durante as vigílias da noite, o seu rebanho. E eis que o anjo do Senhor veio sobre eles, e a glória do Senhor os cercou de resplendor, e tiveram grande temor. E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo: Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor. (Lucas 2:8-11)

Por PCamaral

A base mais sólida sobre a qual se fundamenta o Cristianismo é o nascimento de Jesus. Todos os cristãos expõem sua fé e credo neste fato incontestável. O mais triste, e lamentável, é que a maioria dos líderes religiosos simplesmente ignoram o tempo exato do nascimento de Jesus.

Os profetas desde os tempos mais remotos previam a vinda do Messias, de forma que a necessidade de resgatar e salvar a humanidade de seus pecados estava no Plano de Deus. Ainda no Éden, o homem quebrou sua relação normal com Deus e um abismo separou-o do ideal para o qual foi colocado nesta terra, “viver para sempre e livre de qualquer sofrimento.” O amor eterno de Deus através do seu Filho fez com que Ele formulasse um projeto de salvação (Hb. 2:14,15). Para salvar o homem de seus pecados enviou seu próprio Filho, que tomou a natureza humana para esta finalidade.

I- OS PROFETAS E O NASCIMENTO DE JESUS

Dentre tantos exemplos do Antigo Testamento citaremos apenas alguns que mais nos interessam para comprovar a vinda do Messias.

1 - Nasceria em Belém (Mq. 5:2; Lc. 2:4,5,7): 726 anos a.C. Miquéias mencionou com precisão geográfica a cidade onde o Filho de Deus nasceria. Poderia alguém saber há 726 anos atrás, que a mãe do Messias, se dirigiria precisamente nesses dias à cidade de Belém? Somente Deus poderia saber disso. Foi Ele quem, através do Espírito Santo, o revelou ao profeta Miquéias 7 séculos antes. É completamente impossível que a profecia possa ter sido escrita depois de ter acontecido estes fatos, visto que o Antigo Testamento finalizou aproximadamente 397 anos a.C., e este foi traduzido ao grego 264 anos a.C. Estas são provas históricas inconfundíveis.

2 - Seria o Salvador (Gn. 49:10; Mt. 1:21): Desde o primeiro livro Antigo Testamento encontram-se promessas a respeito do Messias, o Filho de Deus. Shiloh ou Siló é um termo hebraico sinônimo de Yehoshua, ambos querem dizer “Salvador”. Esta profecia foi cumprida assim que Jesus nasceu. Jesus significa Salvador.

3 - Nasceria de uma virgem (Is. 7:14; Mt. 1:18-23): Esta declaração do profeta Isaías foi feita no ano 742 a.C. No I século da Era Cristã, muitos cristãos usavam a tradução grega, chamada “Septuaginta” ou “LXX” (uma versão feita por setenta eruditos no século IV a.C.), para pregar e convencer seus patrícios e provar definitivamente que Jesus era o Cristo, o Messias prometido. “Tal procedimento exasperava os judeus nacionalistas, em função do grande número de prosélitos que os discípulos do Nazareno conseguiam fazer até no meio deles mesmos, usando os próprios profetas que os judeus usavam para pregar sua fé. Neste versículo, a LXX traduziu a palavra hebraica “almah” pela grega “partenos”, que significa virgem.

4 - Nasceria num lugar simples (Lc. 2:7). O Messias prometido, o Rei de Israel, era esperado pelo seu povo como alguém que surgiria rodeado do Status do poder real, pompa e privilégios, mas nasceu numa condição de extrema humildade. Seu primeiro leito foi num estábulo, no meio ao gado provavelmente, sua mãe o deitou no lugar donde o gado comia “porque não havia lugar para eles na estalagem”.

II- A CRONOLOGIA DO NASCIMENTO DE JESUS

O Calendário Gregoriano, que nos ajuda a dividir o nosso tempo em dias, semanas, meses e anos e que usamos até hoje, não existia na época de Jesus, pois o mesmo só foi elaborado no ano de 1.582 d.C., em homenagem ao Papa Gregório XIII. Depois de vários estudos, ele ordenou que o dia posterior a 4 de Outubro de 1.585 seria 15 de Outubro, resolvendo assim o atraso de 10 dias do Calendário Juliano (o qual vigorava desde 45 a.C.).

A fim de que todos possam compreender a ordem de distribuição de sacerdotes é necessário mostrar a equivalência do Calendário hebraico com o Calendário Gregoriano (o atual).
Os meses bíblicos se iniciam sempre com a lua nova, (I Sm. 20:24-27). Desta forma, o primeiro mês do ano hebraico, começa também com a lua nova, próximo do “equinócio de primavera” (ponto da órbita da terra em que se registra uma igual duração do dia e da noite, o que sucede nos dias 21 de Março a 23 de Setembro). O primeiro mês hebraico, Nisã ou Abibe (Et. 3:7), começa, de acordo com o nosso Calendário (o atual), no dia 21 de Março.

Tendo-se isso em mente, vejamos a ordem dos acontecimentos para descobrirmos quando se deu o nascimento de Jesus, aqui na terra.

1 - O sacerdócio de Zacarias (I Cr. 24:1,5,7-10,19; Lc. 1:5,11-13): Na época de Jesus ainda estava vigente o Antigo Sistema Sacerdotal. - Zacarias, sendo ele um descendente de Abias, ocupava o turno (ou ordem) do sacerdócio de seu pai, que era precisamente “o oitavo turno”. O Livro de Crônicas diz que a oitava (sorte) pertencia a Abias. De modo que, ao sacerdote Abias, correspondia-lhe ministrar no Tabernáculo na segunda quinzena do quarto mês bíblico, que correspondia ao mês de Tamuz (Junho/Julho), segundo sua sorte. A ordem, conforme o rei Davi a projetou, compunha-se de 24 sacerdotes que, durante o ano, ministravam no Tabernáculo. Deduzimos então que Zacarias começou os ofícios sagrados no dia 6 de Junho e findou no dia 20 do mesmo.

2 - A gravidez de Isabel (Lc. 1:23,24): De acordo com o relato de Lucas, podemos ver que Isabel ficou grávida depois do dia 20 de Junho.

3 - A gravidez de Maria (Lc. 1:26,27,31,36): Na época em que o anjo Gabriel visitou Maria para lhe anunciar a vontade do Altíssimo, o versículo 36 claramente afirma que era “o sexto mês” de gestação de Isabel, a qual havia ficado grávida nos últimos dias do mês de Junho. Se contarmos os 6 meses, desde os últimos dias de Junho, como já vimos, a contagem nos levará para à primeira quinzena do mês de Janeiro (tebete). A partir desse momento devemos contar os noves meses do processo intra-uterino. Nossa conta nos levará a primeira quinzena do mês de Outubro (Bul), quando então nasce Jesus Cristo, o Salvador.

4 - O nascimento de Jesus (Lc. 2:1-14): A Bíblia nos informa que quando Jesus nasceu “havia... pastores que estavam no campo, e guardavam durante as vigílias da noite o seu rebanho”. Nunca os pastores se encontravam nos campos no mês de Dezembro. Estes recolhiam seus rebanhos das montanhas da Palestina a finais de Outubro, para protegê-los da fria temporada de chuvas que se seguia (Ed. 10:9,13; Jr. 36:22). Entre os pastores se acostumava enviar ovelhas aos desertos ao redor da Páscoa (Abril) e trazê-los ao começo das primeiras chuvas. As primeiras chuvas começavam a princípios do mês de Bul (Outubro/Novembro). Por conseguinte nosso Senhor não nasceu em 25 de Dezembro, quando não havia rebanhos no campo.

III- AS ENCICLOPÉDIAS E A ORIGEM DA FESTA DE NATAL

Como foi introduzida a festa de natal nas igrejas cristãs? Documentos históricos, que são uma autoridade nesta questão, nos informam que o Natal não foi comemorado por nenhum cristão durante os primeiros cem, duzentos ou trezentos anos da Era Cristã. O Natal se introduziu na Igreja durante o século IV proveniente do paganismo. Vejamos o que nos dizem algumas enciclopédias:
1 - A Nova Enciclopédia Católica: Sendo que a celebração do Natal foi introduzida no mundo pela Igreja Católica, não tem outra autoridade senão ela mesma, vejamos o que diz a respeito: “A data do nascimento de Jesus Cristo pode ser calculada apenas aproximadamente”. Sobre a data atribuída ao nascimento de Cristo, ela diz: “A data de 25 de dezembro não corresponde ao nascimento de Cristo, mas à festa do NATALIS SOLIS INVICTI (Nascimento do Vitorioso Sol), o festival romano do sol, no solstício... A festa do Natal não estava incluída entre as primeiras festividades da Igreja... os primeiros indícios dela são provenientes do Egito... os costumes pagãos relacionados ao inicio do ano se concentram na festa do Natal”. Na mesma enciclopédia encontramos que Orígenes, um dos chamados pais da Igreja, reconheceu a seguinte verdade: “Não vemos nas Escrituras alguém que haja celebrado uma festa ou um grande banquete no dia do seu natalício. Somente os pecadores (como Faraó e Herodes) celebraram com grande regozijo o dia em que nasceram nesse mundo”.

2 - Enciclopédia Britânica: “O Natal não constava entre as antigas festividades da Igreja... O Imperador Aureliano estabeleceu, em 275 d.C. a comemoração obrigatória da natividade do Sol Invicto no dia 25 de dezembro, data que foi adotada pela Igreja Romana a partir do ano 336 d.C. para a comemoração do Nascimento de Jesus, e como reação ao paganismo. O 25 de dezembro aparece pela primeira vez, no calendário de Philocalus (354 d.C.)... Não foi instituído por Jesus Cristo nem pelos apóstolos, nem pela autoridade bíblica... A partir do ano de 354 alguns latinos puderam mudar de 6 de janeiro para 25 de dezembro a festa que até então era chamada de Mitráica, o aniversário do invencível sol... os sírios e os armênios, apegando-se a data de 6 de janeiro acusavam os romanos de idólatras e adoradores do sol, sustentando que a festa de 25 de dezembro havia sido sustentada pelos discípulos de Corinto”.

3 - Enciclopédia Americana: “O Natal, de acordo com muitas autoridades, não se celebrou nos primeiros séculos da Igreja Cristã. O costume do cristianismo não era celebrar o nascimento de Jesus Cristo, mas sua morte (a comunhão instituída por Jesus no Novo Testamento é uma comemoração da Sua morte). Em memória do nascimento de Cristo se instituiu uma festa no século IV d.C. No século V d.C., a Igreja Oriental deu ordem de que fosse celebrada para sempre, e no mesmo dia da antiga festividade romana, em honra ao nascimento do deus Sol, já que não se conhecia a data exata do nascimento de Cristo”.

4 - A Nova Enciclopédia de Conhecimento Religioso de Schaff-Herzog: Sobre o artigo “Natal” explica o seguinte: “Não se pode determinar com precisão até que ponto a data desta festividade teve sua origem na pagã Brumália (25 de Dezembro), que se seguiu a Saturnália (17 a 24 de Dezembro) e comemora o dia mais curto do ano e do nascimento do deus sol. As festividades pagãs de Saturnália a Brumália estavam demasiadamente arraigadas aos costumes populares para serem suprimidas pela influencia crista. Estas festas agradavam tanto que os cristãos viram com simpatia uma desculpa para continuar celebrando-as sem maiores mudanças no espírito e na forma de sua observância. Pregadores cristãos do ocidente e do oriente próximo protestaram contra a frivolidade indecorosa com que se celebrava o nascimento de Cristo, enquanto os cristãos da Mesopotâmia acusavam os seus irmãos orientais de idolatria e culto ao sol por aceitar como cristã essa festividade pagã”.

IV- A ORIGEM DO NATAL

O natal é uma das principais tradições do sistema corrupto chamado Babilônia e, como tal, tem suas raízes na antiga Babilônia de Ninrode. Assim, o natal data da época imediatamente posterior ao diluvio.

1 - Ninrode e a idolatria: Ninrode, neto de Cão, filho de Noé, foi o verdadeiro fundador do sistema babilônico, sistema organizado de impérios e governos humanos, do sistema econômico do lucro, o qual tem se apoderado do mundo desde então. Ninrode construiu a torre de Babel, a Babilônia original, Nínive e muitas outras cidades. Organizou o primeiro reino deste mundo. O nome Ninrode deriva da palavra “marad”, que significa “rebelar”. De escritos antigos, aprendemos que foi este homem que começou a grande apostasia mundial organizada, que tem dominado o homem deste tempos antigos até agora. Ninrode era tão perverso que, segundo escritos antigos, casou-se com sua própria mãe cujo nome era Semíramis.

2 - Semírames e o natal: Morto prematuramente, a chamada mãe-esposa, Semiramis propagou a perversa doutrina da reencarnação de Ninrode em seu filho Tamuz. Ela declarou que em cada aniversário de seu nascimento, Ninrode desejaria presentes em uma árvore. A data de seu nascimento era 25 de dezembro. Aqui está a verdadeira origem da árvore de Natal. Semiramis se converteu na “rainha do céu” e Ninrode , sob diversos nomes, se tornou o “divino filho do céu”. Depois de várias gerações desta adoração idólatra, Ninrode também se tornou em falso messias, filho de Baal, o deus-sol. Neste falso sistema babilônico, a “mãe e o filho” (Semiramis e Ninrode encarnado em seu filho Tamuz) se converteram nos principais objetos de adoração. Esta veneração da “mãe e do filho” se estendeu por todo o mundo, com variação de nomes, segundo os países e línguas. Por surpreendente que pareça, encontramos o equivalente da “Madona” muito antes do nascimento de Jesus Cristo.

3 - O paganismo na Igreja: Antes do século IV d.C., os cristãos eram poucos, embora estivessem aumentando em número, eram perseguidos pelo governo e pelos pagãos. Porém com a “conversão” do imperador Constantino, que se declarou cristão, elevou-se o cristianismo a um nível de igualdade com paganismo. O mundo romano passou a aceitar este cristianismo popularizado e os novos adeptos apareceram a centenas de milhares, trazendo consigo suas antigas crenças e costumes pagãos, dissimulando-os sobre nomes cristãos. Foi quando se popularizou também a idéia da “mãe e do filho”, especificamente na época do Natal. Os cartões de Natal, as decorações e as cenas do presépio refletem este mesmo tema. Nos costume pagãos, a principal festa idólatra era a que se comemorava no dia 25 de dezembro. No Egito sempre se creu que o filho de Ísis (nome egípcio da “rainha do céu”) nasceu no dia 25 de dezembro. Os pagãos em todo o mundo conhecido celebram esta data antes do nascimento de Cristo. É importante ressaltar que, nesse período, o cristianismo perdeu sua identidade e ordem de valores. A observância do Domingo por parte de Constantino, dia em que antes os pagãos adoravam o sol, e a influência do maniqueísmo, que identificava o Filho de Deus com o sol, deram motivos aos pagãos, agora convertidos em massa ao cristianismo, para adaptar à sua festa o dia 25 de dezembro (dia do nascimento do deus sol), dando título de dia do nascimento do Filho de Deus. O que se comemora hoje no dia 25 de dezembro é então o culto ao “deus sol”, só que de uma maneira adaptada. É ainda hoje herança que o paganismo trouxe para dentro do cristianismo. Foi assim que o Natal se introduziu no nosso mundo ocidental! Ainda que tenha outro nome, continua sendo, em espírito, a festa pagã de culto ao deus sol.

V- OUTROS COSTUMES PAGÃOS

Além dos principais costumes natalinos de cada povo, tem-se adotado outros que são de origem pagã.

1 - A coroa verde: A coroa verde adornada com fitas e bolas coloridas que enfeitam as portas de tantos lares é de origem pagã. Ela remonta aos costumes pagãos de se adornar edifícios e lugares de adoração para a festividade que se celebrava ao mesmo tempo do Natal.

2 - As velas: Também as velas, símbolo tradicional do Natal, são uma velha tradição pagã, pois se acendiam ao ocaso para reanimar o deus sol, quando este se extinguia para dar lugar à noite.

3 - O papai Noel: Papai Noel é o São Nicolau, bispo católico do século V d.C., santo venerado pelos gregos e latinos em 6 de dezembro. Conta-se uma lenda segundo a qual presenteava ocultamente a três filhas de um homem pobre e isso deu origem ao costume de se dar presentes, em segredo, na véspera do dia de São Nicolau, data que depois foi transferida para o dia do Natal. Daí a associação do Natal com São Nicolau.

4 - A árvore de natal: Os povos, desde a antigüidade, possuíam o costume de utilizar a madeira bem como as árvores, com fins de idolatria (Jr. 40:2-6; Is. 44:14-17; Os. 4:13; Dt. 16:21). Muitas dessas árvores ou pedaços de madeira serviam para adoração e culto doméstico. O cristianismo originário de Roma avançou tanto na sua tentativa de cristianizar o natal pagão, que acabou consagrando até mesmo o pinheiro como símbolo natalino, não desconhecendo, por certo, que era esta a árvore preferida de Tamuz (Ez. 8:14-18). Segundo algumas autoridades no assunto, a Bíblia refere-se à celebração do natal pagão no livro de Jeremias (Jr. 10:3,4). A árvore de Natal, no Cristianismo, é de origem germânica, datando do tempo de São Bonifácio. Foi adotada para substituir os sacrifícios ao carvalho sagrado de Odin, adorando-se uma árvore, em homenagem ao Deus-menino. A história nos diz que a árvore de Natal foi de igual forma conhecida no Império Romano e no antigo Egito. No Egito essa árvore era uma palmeira, em Roma era um pinheiro; a palmeira simbolizava o Messias pagão como Baal-Tamar, o pinheiro se referia a ele como Baal-Berith. A mãe de Adonis, o Deus Sol, uma grande divindade mediadora, pretendia-se misticamente que ele tivesse sido mudado à uma árvore, e que seu filho deveria conhecer-se como “o homem real daquela árvore”.

5 - A troca de presentes: A troca de presentes, entre amigos, é característico tanto do Natal como da Saturnália, e os cristãos seguramente a tomaram dos pagãos, como o demonstra com clareza o conselho de Tertuliano. A verdade é que o costume de trocar presentes com parentes e amigos durante a época natalina, não tem absolutamente nada a ver com o cristianismo! Com respeito aos presentes que os magos levaram quando Jesus nasceu (Mt. 2:1-11), não foi por ser o dia do seu nascimento, pois eles chegaram vários dias depois do seu nascimento. No Oriente não se costuma entrar na presença de reis ou pessoas importantes com as mão vazias. Este costume ocorre com freqüência no Velho Testamento e ainda persiste no Oriente em algumas ilhas do Pacífico Sul. Os magos procederam de acordo com este costume oriental, que consistia em levar presentes ao apresentar-se perante um rei. Eles foram pessoalmente à presença do rei do judeus. Portanto , levaram oferendas da mesma maneira que a rainha de Sabá levou a Salomão e assim como levam aqueles que hoje visitam chefes de estado.

VI- OS CONSELHOS DA BÍBLIA

Agora vejamos um argumento utilizado com freqüência para justificar a observância do Natal, pois há quem insista que apesar de suas raízes em um costume pagão, agora não se observa o Natal para honrar um falso deus, o deus sol, senão para honrar Jesus Cristo. O que nos diz a palavra de Deus a respeito?

1 - Não devemos imitar as festas pagãs (Dt. 12:30,31; Jr. 10:2,3): Deus nos diz claramente, na Bíblia, que não aceitará este tipo de culto ainda que seja com a intenção de honrá-lo. Disse-nos que isso é abominável e não o honra, e sim aos falsos deuses pagãos. Deus não quer que o honremos “como manda nossa própria consciência”. Jesus Cristo nos disse claramente: “Deus é Espirito; e importa que os que O adoram O adorem em espirito e em verdade” (Jo. 4:24). O que é a verdade? Jesus disse que a sua palavra, a Bíblia , é a verdade (Jo. 17:17) . A Bíblia diz que Deus não aceitará o culto de pessoas que, querendo honrar a Cristo, adotem um costume pagão.

2 - Não devemos observar preceitos humanos (Mt. 15:6,9): Jesus disse: “Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceito dos homens”.

A comemoração do Natal é um mandamento de homens e isso não agrada a Deus. Isto é o que fazem hoje milhões de pessoas. Desprezam o mandamento de Deus. Seu mandamento com respeito a celebração de tradições pagãs para honrar e adorar a Deus é claríssimo. Sem dúvida a maioria das pessoas invalida este mandamento seguindo a tradição dos homens ao comemorar o Natal.

PCamaral


A Cruz de Cristo Como Centro de Nossa Vida

Nenhum comentário:
"Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai." (Fp 2:9-11)

Por José Lima de Farias Filho

I - A DESCENTRALIZAÇÃO DA CURZ

A palavra de Deus alerta os cristãos quanto a seus verdadeiros adversários: "Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas sim contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais" (Ef 6:12). O capítulo 12 do livro de Apocalipse ensina que a briga entre o bem e o mal vem da eternidade, e, com essa revelação, procura ampliar a visão espiritual dos cristãos, para que compreendam a natureza desse conflito cósmico e de todas as questões que o envolvem, a saber: uma guerra entre um grande dragão vermelho (Satanás) e uma mulher celestial (a Igreja).

Mas em que consiste a guerra do Dragão contra a Igreja? Sabedores de que, sem a cruz de Cristo, não há justificação, santificação, glorificação, enfim, não há libertação plena do reino das trevas, Satanás, seus demônios e os falsos profetas trabalham para tirar a cruz do centro da fé cristã; dentre as muitas estratégias que utilizam, destacamos quatro:

1ª Estratégia: O Modernismo

Em outubro de 1993, a editora Abba Press lançou no Brasil o livro Icabode - da mente de Cristo à Consciência Moderna, de Rubem Martins Amorese.
Há treze anos, Amorese procurou alertar a igreja brasileira sobre os perigosos fenômenos da vida moderna: a pluralização, a privatização e a secularização dos valores, dos princípios, das atitudes.

A Pluralização:

Amorese comparou o fenômeno moderno da pluralização com um grande supermercado onde se oferece uma enorme quantidade de opções para um mesmo produto: variados tipos de chocolate, de tênis, de sabonete, de relógio, de gravata, de creme dental.
O consumidor escolhe a marca que mais lhe agrada, e, assim, com o passar do tempo, vai amadurecendo-lhe a consciência de que, na vida, há alternativa para tudo, uma vez que tudo é uma questão de escolha.
O mundo moderno é o da variedade, em cujas prateleiras dos supermercados os indivíduos desenvolvem uma consciência de eleição, de opção, de preferência pessoal.
Para manter esta visão, a indústria sufoca os consumidores com "um novo produto", "uma nova marca"; sedimenta-se na sociedade a cultura do "lançamento", da "novidade".

A propaganda faz a sua parte: cria a necessidade de consumir. As prateleiras enchem-se de produtos de todos os tipos, com embalagens irresistíveis.
A consciência plural invade a mente de tal maneira que, na falta de outras marcas, o sujeito se revolta; sem perceber, transporta essa visão para outras áreas da vida, de forma que, quando se vê sem opções em questões em que não há alternativas, rejeita a única saída existente e cria maneiras novas de pensar e viver aquela realidade.
E assim os absolutos passam a ser rejeitados com uma naturalidade assustadora; verdades antes recebidas sem desconfianças, agora não passam de opção de igual valor a outras verdades criadas... princípios morais tornam-se mera questão de opção, justificados por razões estritamente particulares... é por isso que ser gay ou ser lésbica é apenas uma questão de opção; ser cristão, budista ou muçulmano é apenas questão de opção; tudo é igual; isso é pluralização.

A Privatização:

A privatização é decorrente da pluralização. Com a consciência de que tudo na vida é apenas uma questão de opção, o cidadão moderno usa a liberdade para concordar e discordar, sem que ninguém lhe diga se está certo ou errado. A vida privada é caracterizada pelo estilo "cada um na sua", sendo que as escolhas de cada um não diz respeito aos outros; as alternativas são privadas, pessoais, de exclusiva responsabilidade de cada indivíduo.
No mundo da vida privada, o que torna as pessoas comuns não é o coletivo, mas o particular, o individual, a opção; a harmonia entre as pessoas não ocorre pelo compartilhar das experiências, mas pelo respeito à opção dos outros.
Esse modelo de vida é comparado a um zoológico, onde há uma variedade de vida selvagem, mas em cativeiro. Trata-se da fragmentação da comunidade, do isolamento das vidas, da individualização absoluta.

Com essa mentalidade, cada vez mais veremos pessoas revoltadas, ao verem suas opções contestadas, e em crise, por não conseguirem impor aos outros seu estilo privado; enfim, cada vez mais veremos as pessoas se afastando umas das outras com a frase símbolo da privatização: "Dá licença?".
Essa é a prova definitiva de que a vida humana caminha para o egoísmo e para a solidão: "Não se meta na minha vida! Dá licença?"

A Secularização:

O produto final da pluralização e da privatização é a secularização, fenômeno em que as idéias absolutas e as instituições que as representam vão perdendo cada vez mais significado, respeito e força.
Mas o problema não está nas verdades absolutas, nem nas instituições, mas nas pessoas modernas que não as valorizam, em razão de suas mentes terem sido moldadas aos padrões deste século.
Na verdade, a secularização faz com que as pessoas não aceitem mais a Deus. Noutras palavras, a mente moderna rejeita o Deus da Bíblia e aceita o deus deste século, como bem afirma a Bíblia: ... o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que não lhes resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus (II Co 4:4).

A secularização é a luta dos valores do mundo contra os valores do reino de Deus, levando os cristãos a uma vida de contínua tensão. Como conciliar os ensinos de Cristo com o que é ensinado nas novelas da televisão e vivido pela sociedade?

Como obedecer à Bíblia num mundo regido pela lógica do mercado, pelos novos padrões de moralidade, de prestígios, de poder, vendidos aos consumidores, como se fossem uma nova religião?
Talvez Paulo estivesse vendo isso, ao admoestar a moderna igreja de Roma com estas palavras: Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. (Rm 12:1-2)

O intento do maligno é claro: com a pluralização, ele afirma que a religião verdadeira não é a ensinada por Cristo, mas a que a pessoa escolhe entre várias alternativas...

com a privatização, declara que as decisões morais corretas não são as declaradas por Cristo, mas as que a pessoa toma por critérios estritamente pessoais...

e com a secularização, proclama que nenhum princípio e nenhuma instituição religiosa têm autoridade para dizer às pessoas o que é certo ou o que é errado.


Com tudo isso, Satanás deseja esfacelar a comunhão entre Cristo e sua Igreja (Jo 17:11,21-22), e, assim, tornar Jesus desnecessário.

2ª Estratégia: O Unicismo

O maior inimigo dos cristãos, contudo, é interno. Secularizados, muitos cristãos afastaram-se de Cristo, por terem absorvido uma visão equivocada sobre o Deus revelado nas Escrituras Sagradas.

A Palavra apresenta um Deus trino, indivisível, único; a teologia chama o Deus da Bíblia de Trindade Divina, ou seja, o Deus que se manifesta em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo; estas três pessoas divinas são o único Deus porque têm a mesma essência, o mesmo propósito, os mesmos atributos.

O que muitas igrejas fazem com a Triunidade Divina? Tentam dividi-la! Como? Afirmando que somente o Pai é Deus, que Jesus Cristo foi apenas um ser humano iluminado e que o Espírito Santo é somente uma energia divina. Há igrejas que supervalorizam o Deus Espírito Santo, diminuindo a autoridade do Pai e do Filho.

Essa tentativa de fragmentação da Trindade Divina é chamada de unicismo, cujo alvo é diminuir a autoridade de Cristo, por ser ele a pessoa da Divindade em quem foi centralizada a salvação da humanidade, uma vez que a comunhão com o Deus Trino só é possível pelo Filho: Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim (Jo 14:6).

Em certo sentido, o unicismo tenta "privatizar" as três pessoas divinas, como se agissem independentemente uma da outra e atuassem baseadas em critérios estritamente pessoais.

É lamentável vermos igrejas ortodoxas destacarem mais a pessoa do Pai, igrejas mais tradicionais evidenciarem mais a pessoa de Cristo, e igrejas pentecostais enfatizarem mais a pessoa do Espírito Santo.
Ambas as posturas fazem o jogo das trevas, porque a Bíblia Sagrada ensina que a Trindade Divina é indivisível.

A Divindade é adorada através do Senhor Jesus Cristo, que, em razão de ter sido morto na cruz, recebeu do Pai todo o poder nos céus e na terra; por essa razão, quando Cristo é adorado, o Pai e o Espírito Santo são glorificados (Jo 13:31-32, 14:13-26, 16:13- 15, 17:4-5; I Co 3:16; II Co 3:17; Rm 16:7; Gl 4:6; Fp 2:11; I Pe 1:11, 4:11,14).

3ª Estratégia: O Pentecostalismo

Com os valores modernos dominando a mente dos seres humanos, os cristãos por eles afetados passam a expressar uma espiritualidade sintonizada com o curso deste mundo.
O pentecostalismo, e, sobretudo, o neopentecostalismo, conquanto expresse uma fé cuja ênfase é o poder de Deus, sua tendência é exaltar o poder do Espírito Santo deslocado da cruz de Cristo.

As experiências ocorridas no dia de Pentecostes, narradas em Atos 2, são proclamadas pelos pentecostais com o fervor, a devoção e o entusiasmo devidos; essa dedicação, porém, nem sempre é vigorosa, quando se trata das experiências ocorridas naquela quarta-feira, às três horas da tarde, quando o Filho de Deus foi erguido num madeiro duro para salvar o que se havia perdido (Lc 19:10).

Nessa visão de espiritualidade, o poder do Espírito Santo sobressai-se ao poder de Cristo. Somos uma igreja pentecostal porque cremos no poder do Espírito Santo; nossos irmãos em Cristo são incentivados e devem buscar, constantemente, as graças derramadas no dia de Pentecostes...

... mas precisamos estar atentos para não invertermos os valores espirituais que as Escrituras Sagradas revelam.

Na Bíblia, a cruz vem antes do Pentecostes; este é resultado daquela. Isto quer dizer que não existe Pentecostes sem cruz!
E mais: Não existe Pentecostes sem ressurreição! Poder por poder é fanatismo; fé por fé é loucura.

O poder do Espírito só é construtivo quando os crentes estão alicerçados na palavra da cruz [que] é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus (I Co 1:18 - grifo nosso).

Somente depois do evento da cruz (da morte de Cristo), somente depois do evento do túmulo (da ressurreição de Cristo) é que vem o Pentecostes.

Observe como este é posterior e condicionado à morte, à ressurreição e, também, à ascensão de Cristo: Mas eu vos digo a verdade: convém-vos que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá para vós outros; se, porém, eu for, eu vo-lo enviarei (Jo 16:7).

O Espírito Santo só desceu depois que Jesus subiu aos céus e foi recebido em glória (Sl 24:7-10; I Tm 3:16; Ap 5:9-14).
Contudo, o Consolador não desceu para que igrejas revestidas de seu poder o transformem numa sombra de Cristo; pelo contrário, o Espírito Santo veio para tornar cada vez mais visível e imprescindível a obra da cruz...

... sua missão é revelar Cristo e seus ensinamentos, a fim de que os pecadores sejam salvos (Jo 16:1-15).

O Espírito Santo não veio para ser "o novo Deus" a ser adorado; ele não distribui seu poder para ser reconhecido, destacado e glorificado pelos homens...

... tão pouco seu poder é derramado para que um grupo de crentes exiba uma espiritualidade superior a outro grupo; o Espírito Santo derrama seu poder para purificar o coração de toda imundícia.

Quem afirma esta verdade é o apóstolo Pedro, homem que participou do Pentecostes: E Deus, que conhece os corações, lhes deu testemunho, dando-lhes o Espírito Santo, assim como também a nós; e não fez diferença alguma entre eles e nós, purificando o seu coração pela fé (At 15:8-9 - grifo nosso).

Eis o objetivo no Pentecostes:
purificar os corações. Isto comprova que a ação do Espírito visa manter viva e eficaz a obra de Cristo, que é perdoar os [nossos] pecados e nos purificar de toda injustiça (I Jo 1:9; cf. Tt 2:13-14; cf. At 2:37-38).
Portanto, quando enfatizamos o poder do Espírito Santo de forma a ocultar a obra da cruz, fazemos o jogo do inimigo.
Nosso adversário deseja que busquemos o poder pelo poder, a fé pela fé, o milagre pelo milagre; mas as Escrituras nos ensinam o contrário, ou seja, que o poder do Espírito nos é concedido para que exaltemos o poder de Cristo.

4ª Estratégia: O Animismo

Animismo é uma doutrina pagã que prega o uso de objetos materiais em rituais religiosos como um meio eficaz de curar e libertar os fiéis. Noutras palavras, o animismo ensina que elementos materiais inanimados têm poder para alterar realidades.
Não se pode negar que todas as religiões se utilizam de rituais para expressar a essência da fé que professam...

... no caso do cristianismo, os ritos mais importantes são: o batismo nas águas, a ceia do Senhor e o lava-pés, que são expressões visíveis de uma realidade espiritual invisível implantada pelo Espírito Santo na vida interior dos salvos por Cristo.
Nesse sentido, a unção com óleo sobre pessoas fisicamente doentes representa também um ato da misericórdia do Senhor Jesus Cristo que cura, levanta o caído, sendo que, se a prática de pecados for a razão da enfermidade, ele perdoa mediante confissão.
Contudo, os elementos materiais contidos nestes ritos são apenas "símbolos" da obra salvadora em suas várias dimensões.

Isso significa que a água do batismo não tem poder para limpar pecados, que a água do lava-pés não tem poder para produzir humildade, que o pão e o vinho não têm poder para dar vida espiritual, que o óleo não tem poder para curar enfermidades...

... de forma simbólica, estes elementos tornam visível a obra invisível da salvação realizada por Cristo e demonstram a nova realidade de vida daqueles que estão sendo santificados pelo Espírito Santo. Esta é a visão bíblica, tradicional, ensinada e praticada por Cristo e seus apóstolos.

Com os fenômenos da pluralização, da privatização e da secularização, entretanto, cristãos modernos, ávidos por novidades, contaminaram a igreja de Cristo com uma avalanche de novos rituais e de novos símbolos.
O neopentecostalismo usa e abusa de objetos materiais na ministração de curas e de libertação espiritual das pessoas.
Assim, usam-se óleo, galho de arruda, copo com água, sal grosso, suco de uva, pedras, peças de roupa, carteiras de trabalho, fotografias, utensílios do culto judaico, enfim, a lista de objetos é ilimitada.

Toda essa parafernália é usada, veja você, como "ponte de contato" para que as pessoas sejam libertas e curadas por Cristo.
Sessões secretas de quebra de maldição são realizadas nos porões da casa de Deus, novos convertidos são untados com óleo em seus "pontos-chácra"...

... visitantes preenchem formulários com centenas de "nomes de demônios", casas e carros são ungidos com óleo, templos são banhados por dentro e por fora com suco de uva...

... bairros de cidades são banhadas com óleo, pessoas endemoninhadas são ungidas com óleo, e até urina humana está sendo usada para demarcar território de guerra espiritual.


Estamos vivendo um novo animismo; a apostasia chegou! Ao trocarmos Jesus Cristo por objetos e rituais humanos, afastamo-nos da cruz, a fonte que Deus providenciou para nos encher com toda a sorte de bênçãos espirituais.
Estamos nos esquecendo dessas verdades eternas e libertadoras; estamos permitindo que Satanás nos distraia com seus truques espirituais; estamos trocando o Criador pelas coisas criadas.

O Espírito Santo, porém, nos faz lembrar que o evento da cruz credenciou Cristo a exercer toda autoridade nos céus e na terra
Foi lá que ele cancelou o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz; e, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz (Cl 2:14-15).
Portanto, na cruz, nosso Senhor conquistou o direito de exercer autoridade sobre todos os seres do universo e domínio absoluto sobre todas as situações da vida...

... seu sangue é suficientemente poderoso para purificar os pecados e seu nome é suficientemente poderoso para curar todas as enfermidades e libertar os oprimidos do diabo.

Precisamos abandonar urgentemente a diabólica confiança no poder de objetos e ritos humanos, redirecionar a nossa fé no rumo da cruz, e agir como Davi: Agora sei que o SENHOR salva o seu ungido; ele o ouvirá desde o seu santo céu com a força salvadora da sua destra. Uns confiam em carros, e outros, em cavalos, mas nós faremos menção do nome do SENHOR, nosso Deus (Sl 20:6-7).

A luta contra o mal não é vencida com o uso de objetos humanos, mas com a prática da fé no poder de Deus: Davi, porém, disse ao filisteu: Tu vens a mim com espada, e com lança, e com escudo; porém eu vou a ti em nome do SENHOR dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado (I Sm 17:45).

Por meio da fé, homens e mulheres fiéis a Deus subjugaram reinos, praticaram a justiça, obtiveram promessas, fecharam a boca de leões, extinguiram a violência do fogo, escaparam ao fio da espada, da fraqueza tiraram força, fizeram-se poderosos em guerra, puseram em fuga exércitos de estrangeiros. (Hb 11:33-34)

II - A CENTRALIZAÇÃO DA CRUZ

Contra as manhosas e poderosas artimanhas de Satanás, só há uma arma suficientemente capaz de destruí-las, a saber: centralizar a fé na pessoa do Senhor Jesus Cristo.
A palavra de Deus desautoriza qualquer tentativa da igreja de usar outros meios para salvar, libertar, curar, transformar, que não o poder do Senhor Jesus.
A obra realizada na cruz é suficientemente poderosa para solucionar os mais simples e os mais complexos dilemas humanos.

É precisamente por essa razão que Satanás faz o que pode e o que não pode para ofuscar a suficiência de Cristo. Com sua morte, Cristo centralizou o comando da vida humana em si mesmo: E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim (Jo 12:31). No capítulo 8 da carta aos Romanos, o apóstolo Paulo declara que o evento da cruz é uma obra total, completa, plena, acabada, perfeita, pois:

- os pecadores arrependidos são libertos da culpa e do poder do pecado (vv.1-9);
- os pecadores arrependidos passam da morte eterna para a vida eterna (vv.6-13);
- os pecadores arrependidos são libertos do espírito de escravidão e recebem o espírito de adoção, isto é, a condição de filhos de Deus (v.15);
- os pecadores arrependidos são capacitados a enfrentar todos os sofrimentos da vida presente, confiantes em que a glória futura é infinitamente superior (vv.17-25);
- os pecadores arrependidos são assistidos pelo Espírito Santo em suas fraquezas (v.26);
- os pecadores arrependidos sentem-se seguros por saberem que a vida tem sentido, tem destino e tem o comando de Deus (vv. 28-30);

O apóstolo conclui o capítulo com uma seqüência de perguntas e respostas que exaltam a suficiência de Cristo, única arma espiritual capaz de vencer as mais duras adversidades da vida e os mais poderosos adversários espirituais: "Diante de tudo isso, o que mais podemos dizer? Se Deus está do nosso lado, quem poderá nos vencer? Ninguém! Porque ele nem mesmo deixou de entregar o próprio Filho, mas o ofereceu por todos nós! Se ele nos deu o seu Filho, será que não nos dará também todas as coisas? Quem acusará aqueles que Deus escolheu? Ninguém! Porque o próprio Deus declara que eles não são culpados. Será que alguém poderá condená-los? Ninguém! Pois foi Cristo Jesus quem morreu, ou melhor, quem foi ressuscitado e está à direita de Deus. E ele pede a Deus em favor de nós. Então quem pode nos separar do amor de Cristo? Serão os sofrimentos, as dificuldades, a perseguição, a fome, a pobreza, o perigo ou a morte? Como dizem as Escrituras Sagradas: "Por causa de ti estamos em perigo de morte o dia inteiro; somos tratados como ovelhas que vão para o matadouro." Em todas essas situações temos a vitória completa por meio daquele que nos amou. Pois eu tenho a certeza de que nada pode nos separar do amor de Deus: nem a morte, nem a vida; nem os anjos, nem outras autoridades ou poderes celestiais; nem o presente, nem o futuro; nem o mundo lá de cima, nem o mundo lá de baixo. Em todo o Universo não há nada que possa nos separar do amor de Deus, que é nosso por meio de Cristo Jesus, o nosso Senhor." (Rm 8:31- 39)

O texto lido apresenta um elenco variado de problemas, adversidades e adversários mais fortes do que os seres humanos; contudo, os cristãos são considerados vitoriosos sobre todas essas coisas, se sua confiança estiver centrada única e exclusivamente em Cristo.
A vitória de Jesus na cruz o credenciou a ser o único Deus conhecido entre os homens capaz de salvá-los e libertá-los de todas as mazelas deste mundo caído; e, por causa disso, Deus Pai o exaltou e lhe entregou o comando de todas as coisas, em todo o universo, conquista essa que, na verdade, começou bem antes, culminando na cruz:
"Doutra maneira, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo; mas, agora, na consumação dos séculos, uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo." (Hb 9:26; cf. Mt 25:34; Ef 3:11; Ap 13:8)
Agora dê atenção a dez razões por que todas as coisas e todos os seres estão sob o comando soberano de Jesus Cristo:

1) Ele existe antes de todas as coisas.

Ele é antes de todas as coisas (Cl 1:17a) No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. (Jo 1:1 e 2; Conferir: Jo 8:58; I Co 15:47; I Jo 2:13-14; I Jo 1:1-3; Jo 1:15; Ap 22:13.

2) Ele criou todas as coisas.

Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. (Jo 1:3) ... porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele. (Cl 1:16) Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder, porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas. (Ap 4:11)

3) Ele sustenta todas as coisas.

Nele, tudo subsiste (Cl 1:17b) Conforme o que ordenaste, tudo se mantém até hoje; porque todas as coisas te obedecem. (Sl 119:91) Mas, do Filho, diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos, cetro de eqüidade é o cetro do teu reino. (Hb 1:8) (...) porque nele [Cristo] vivemos, e nos movemos, e existimos (At 17:28)

4) Ele reconcilia as pessoas com Deus.

E não somente isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora alcançamos a reconciliação. (Rm 5:11) E tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo e nos deu o ministério da reconciliação (II Co 5:18) Mas agora, unidos com Cristo Jesus, vocês, que estavam longe de Deus, foram trazidos para perto dele pela morte de Cristo na cruz. Pela sua morte na cruz, Cristo destruiu a inimizade que havia entre os dois povos. Por meio da cruz, ele os uniu em um só corpo e os levou de volta para Deus. (Ef 2:13 e 16 - NTLH) Conferir: Cl 1:20-23; Jo 14:6

5) Ele é o primeiro sobre tudo e todos.

[Ele] é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência (Cl 1:18b)
E ao anjo da igreja que está em Esmirna escreve: Isto diz o Primeiro e o Último, que foi morto e reviveu (Ap 2:8). ... todavia, para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele. (I Co 8:6) Conferir: At 26:23; Rm 11:34-36, 14:8; I Co 10:26; Mt 6:33.

6) Ele é o Senhor da Igreja.

E ele é a cabeça do corpo da igreja (Cl 1:18a) Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. (Mt 16:18) E sujeitou todas as coisas a seus pés e, sobre todas as coisas, o constituiu como cabeça da igreja (Ef 1:22) . ... porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo. (Ef 5:23 )

7) Ele é glorificado no céu.

Evidentemente, grande é o mistério da piedade: Aquele que foi manifestado na carne foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória. (I Tm 3:16)
... e entoavam novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes; e reinarão sobre a terra. Vi e ouvi uma voz de muitos anjos ao redor do trono, dos seres viventes e dos anciãos... proclamando em grande voz: Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor. Então, ouvi que toda criatura que há no céu e sobre a terra, debaixo da terra e sobre o mar, e tudo o que neles há, estava dizendo: Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos. E os quatro seres viventes respondiam: Amém! Também os anciãos prostraram-se e adoraram. (Ap 5:8-14)

8) Ele tem todo o poder no céu e na terra.

... porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse (Cl 1:19) ... e qual a sobreexcelente grandeza do seu poder sobre nós, os que cremos, segundo a operação da força do seu poder, que manifestou em Cristo, ressuscitando-o dos mortos e pondo-o à sua direita nos céus, acima de todo principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro. E sujeitou todas as coisas a seus pés (Ef 1:19-22) Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. (Mt 28:18) Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-poderoso. (Ap 1:8)

9) Ele reina sobre todos os poderes.

E foi na cruz que Cristo se livrou do poder dos governos e das autoridades espirituais. Ele humilhou esses poderes publicamente, levando-os prisioneiros no seu desfile de vitória. (Cl 2:15 - NTLH) (...) dos quais são os pais, e dos quais é Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente. Amém! (Rm 9:5) E ouvi como que a voz de uma grande multidão, e como que a voz de muitas águas, e como que a voz de grandes trovões, que dizia: Aleluia! Pois já o Senhor, Deus Todopoderoso, reina. (Ap 19:6) Conferir: I Tm 6:13-15; Ap 2:16-18, 17:4, 19:15).

10) Ele será reconhecido como único Senhor.

Foi para isto que morreu Cristo e tornou a viver; para ser Senhor tanto dos mortos como dos vivos. (Rm 14:9) Porquanto não há diferença entre judeu e grego, porque um mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam. (Rm 10:12) Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai. (Fp 2:9-11)
Conferir: Rm 1:3-4, 10:9, 14:10-11.

CONCLUSÃO:

Um número considerável de cristãos vê o futuro da vida na terra de uma forma romântica, pacífica, otimista; mas a palavra de Deus apresenta um quadro marcado por confusão, desordem, rebeldia, morte, enfim, um ambiente extremamente sombrio.

Nas palavras de Jesus Cristo, o dia de julgamento é como um laço, que há de sobrevir a todos os que vivem sobre a face de toda a terra.

Um poderosíssimo sistema de engano percorrerá o planeta de maneira que todos aqueles que não receberam o amor da verdade para se salvarem, e cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro (II Ts 2:10; Ap 13:8), serão tragados por essa mentira diabólica e servirão ao anticristo.

Todavia, os cristãos autênticos se posicionarão como trincheiras, como obstáculos, como ferrenhos adversários do anticristo, mas não impedirão que este ser maligno assuma o controle provisório da civilização humana.

Por isso, o Senhor disse:
- Fiquem alertas! Não deixem que as festas, ou as bebedeiras, ou os problemas desta vida façam vocês ficarem tão ocupados, que aquele dia pegue vocês de surpresa (Lc 21:34-35).
Que surpresa? A maior e mais decepcionante será descobrir, no final, que, ao invés de se servir a Cristo, se estava servindo ao anticristo.

O adversário do povo de Deus não se cansa; ano a ano trabalha para iludir espiritualmente cristãos teimosos em não crescer na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (II Pe 3:18)...

... irmãos insistentes em uma espiritualidade que demoniza sofrimento, dor, tribulação, provação, doenças, e diviniza riqueza, conforto, saúde, bem-estar. Dessa forma, são facilmente seduzidos a crerem que há solução e libertação fora da cruz de Cristo e a se entregarem às novas fórmulas de espiritualidades oferecidas nas prateleiras das igrejas modernas. Isso é trocar Jesus por Baal; é trocar o Criador pelas coisas criadas...

... enfim, é desconfiar da simplicidade do poderoso evangelho de Cristo, até, finalmente, tornar-se um inimigo da cruz de Cristo (Fp 3:18).
Para que você não venha a cair no laço do diabo, confie na suficiência de Cristo. Nos momentos de grave crise, de forte aperto, não se renda à espiritualidade moderna; confie em Cristo, que diz: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza...

... e diga como o apóstolo Paulo: "De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo" (II Co 12:9). Na hora da dor, do aperto, do câncer, da tragédia, não complique a situação; simplesmente, peça a misericórdia de Deus, em nome de seu Filho Jesus (Jo 14:13 e 14, 15:16, 16:23-24).
"Em todo o tempo, revista-se de confiança em Cristo: Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo. E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas e as considero como esterco, para que possa ganhar a Cristo e seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus, pela fé; para conhecê-lo, e a virtude da sua ressurreição, e a comunicação de suas aflições, sendo feito conforme a sua morte para ver se, de alguma maneira, eu possa chegar à ressurreição dos mortos." (Fp 3:7-11)
E mais:
"Conservemos os nossos olhos fixos em Jesus, pois é por meio dele que a nossa fé começa, e é ele quem a aperfeiçoa. Ele não deixou que a cruz fizesse com que ele desistisse. Pelo contrário, por causa da alegria que lhe foi prometida, ele não se importou com a humilhação de morrer na cruz e agora está sentado do lado direito do trono de Deus." (Hb 12:2 - NTLH)



ARTIGOS RELACIONADOS - LEIA +

- Em nome de Deus
- Deus é Pop
- As tendências do cristianismo popular brasileiro
- A cruz de Cristo como centro de nossa vida

***

Fonte: Extraido da IV Convenção Nacional da Juventude Promessista - Fumap
Preletor: Pastor José Lima de Farias Filho. iapropiedade