quinta-feira, 1 de abril de 2010

Cristo é a nossa Páscoa!

“Ao comerem, estejam prontos para sair: cinto no lugar, sandálias nos pés e cajado na mão. Comam apressadamente. Esta é a Páscoa do Senhor”. (Ex 12:11)

Por Anderson Guarnieri em Sou da Promessa


A ORIGEM DA FESTA DA PÁSCOA

O ritual da Páscoa judaica é apresentado no livro do Êxodo (Ex 12.1-28). Por essa festa, a mais importante do calendário judaico, o povo celebra o fato histórico de sua libertação da escravidão do Egito acontecido há 3.275 anos, cujo protagonista principal desse evento foi Moisés no comando de seu povo pelo mar vermelho e deserto do Sinai. O evento ÊXODO/SINAI compreende a libertação do Egito, a caminhada pelo deserto e a aliança no monte Sinai (sintetizado nos dez mandamentos dado a Moisés). De evento histórico se torna evento de fé. A passagem do mar vermelho foi lembrada como Páscoa e ficou como um marco na história do povo hebreu. Nos anos seguintes ela sempre foi comemorada com um rito todo particular.

Todo ano, na noite de lua cheia de primavera, os hebreus celebravam a Páscoa, com o sacrifício de cordeiro e o uso dos pães ázimos (sem fermento), conforme a ordem recebida por Moisés (Ex 12.21.26-27; Dt 12.42). Era uma vigília para lembrar a saída do Egito (forma pela qual tal fato era passado de geração em geração – Ex 12.42; 13.2-8). Essa celebração ganhou também dimensão futura com o passar do tempo. E quando novamente dominados por estrangeiros, celebravam a Páscoa lembrando o passado, mas pensando no futuro, com esperança de uma nova libertação, última e definitiva, quando toda escravidão seria vencida, e haveria o começo de um mundo novo há muito tempo prometido.

A celebração da Páscoa reunia três realidades distintas:

• uma realidade do passado: o acontecimento histórico da libertação do Egito quando Israel tornou-se o povo de Deus;

• uma realidade do presente: a memória ritual (=celebração) do fato passado levava o israelita a ter consciência de ser um ‘libertado’ de Javé (=Deus), não somente os antepassados, mas o sujeito de hoje (Dt 5.4);

• uma realidade futura: a libertação do Egito era símbolo de uma futura e definitiva libertação do povo de toda a escravidão. Libertação esta que seria a nova Páscoa, marcando o fim de uma situação de pecado e o começo de uma nova era.

Jesus oferecendo seu corpo e sangue assume o duplo sentido da páscoa judaica: sentido de libertação e de aliança. E ao celebrar a Páscoa (Mt 26,1-2.17-20), Ele institui a SANTA CEIA (Partir do Pão, Mesa do Senhor, Santa Ceia), a Páscoa da libertação total do mal, do pecado e da morte numa aliança de amor de Deus com a humanidade.

A SANTA CEIA

A Ceia do Senhor é uma participação nos emblemas do corpo e do sangue de Jesus, como expressão de fé nEle, nosso Senhor e Salvador. Paulo apresenta a Ceia como um memorial da morte de Cristo. Os homens constroem seus memoriais com os materiais mais duráveis possíveis que se podem achar. Cristo, por outro lado, escolheu material muito frágil e perecível para servir como memorial: pão e vinho. Isto significa que Jesus não esperava que seu monumento durasse devido à substância da qual foi feito. Muito mais, Ele sabia que a permanência de seu memorial dependeria do amor de Deus no coração do seu povo.

A CERIMÔNIA DA HUMILDADE – João 13:1-17

A Santa Ceia foi instituída por Jesus na noite anterior à Festa da Páscoa. Foi nessa ocasião que Ele instituiu a cerimônia da humildade para a Igreja – o Lava-pés. As circunstâncias que favoreceram este rito se deu quando os discípulos disputavam entre si sobre quem era o maior no meio deles (Lc. 22:24-27).

Ao chegarem no cenáculo, para comemorarem a Ceia da Páscoa, nenhum deles ofereceu-se a lavar os pés uns dos outros, pois o ato de lavar os pés antes da refeição era comum no meio judaico, mas nem mesmo aos escravos judeus se pedia executar tarefas tão servis. Jesus, porém, demonstrou que a grandeza verdadeira consiste não no lugar onde se assenta, mas no modo como se serve. Foi desta forma que ele instituiu este rito para sua Igreja celebrar antes da Santa Ceia.

Enquanto prosseguia a disputa pelo lugar mais elevado, Jesus ajoelhou-se e lavou os pés dos discípulos. O Salvador abaixou-se para servir, demonstrando com isso o trajeto percorrido por Ele desde o trono de Seu Pai. O ato de lavar os pés demonstra assim a mais alta purificação feita na cruz do Calvário, limpando-nos dos pecados e da impureza. Dessa forma podemos afirmar que o Lava-pés é uma preparação essencial para o serviço da comunhão. Pelo ato de nosso Senhor, esta cerimônia tornou-se uma ordenança consagrada. (João 13:14, 17). Devia ser observada pelos discípulos, a fim de poderem conservar sempre em mente Suas lições de humildade e serviço.

COMPREENDENDO A CEIA DO SENHOR

A ocasião (Mt. 26:26-30; Lc.22:17-20).

Esta ordenança foi instituída por Cristo na noite em que foi traído. A ocasião que Jesus escolheu para instituir a Ceia foi na Festa da Páscoa anual, dos judeus, a qual era comemorada no dia 14 do primeiro mês do calendário hebraico. Visto que era a última páscoa antes da morte de Jesus, ele especialmente quis comemorar esta páscoa com os apóstolos. Durante a Ceia da Páscoa, havia quatro cálices de vinho, os quais eram bebidos cerimonialmente. Tomando um destes cálices, Jesus instituiu a Ceia do Senhor.

Os elementos usados (1 Co. 11:23-25).

O pão que Jesus usou na Ceia do Senhor era um pão sem fermento da Festa da Páscoa. Durante sete dias, naquele período, os judeus comeriam somente pão sem fermento. Isto era para lembrar-lhes de sua saída apressada do Egito (Ex.12:39). O conceito que o fermento representa o mal é outro ponto de vista de evidência em favor do pão sem fermento. (1 Co. 5:6-8). A segunda parte da Ceia do Senhor é referida como o “Cálice” ou “o Fruto da Vide”. O termo “fruto da vide” se refere ao suco de uva. Deus tinha se referido ao suco de uva como o “sangue de uva” (Dt.32:14). Isto é significante para que Jesus escolhesse o “sangue de uva” como figura do “sangue da aliança”, o sangue de nosso Salvador. Este, por sua vez, também era bebido sem fermento e sem álcool na semana da Páscoa.

O SIGNIFICADO DA CEIA DO SENHOR - 1 Coríntios 11:25, 26

Um memorial da morte de Cristo.

É nos dito expressamente que a Ceia do Senhor simboliza a morte de nosso Senhor. Em outras palavras, ao observar a Ceia do Senhor a Igreja está lembrando a si própria e ao mundo o fato de Cristo ter morrido. A razão de ser dessa ordenação, portanto, é a de manter viva no cristão a lembrança do sacrifício de Cristo, e de impressionar o mundo com a necessidade de um sacrifício assim pelo pecado.

A proclamação da morte de Cristo.

É certo que a proclamação do evangelho também inclui a apresentação do significado da morte de Jesus, pois o apóstolo Paulo diz que aundo nós participamos da Ceia nós proclamamos a morte do Senhor. A Ceia do Senhor é um marco da nossa salvação. A Ceia do Senhor proclama que o homem é redimido e recebe o perdão dos pecados pelo sangue de Cristo. (Ef. 1:7; 1 Pe. 1:18-20).

A proclamação a vinda de Cristo.

Na Santa Ceia nós proclamamos a volta do Senhor. Paulo afirma que quando nós participamos da Ceia do Senhor, “proclamamos a morte do Senhor até que ele venha”. A Mesa do Senhor volta a memória ao calvário onde nossa salvação se tornou possível. Também aponta para o dia em que Cristo voltará e nossa salvação será completamente realizada. Esta é a grande consumação do plano da redenção quando os redimidos de todos os tempos serão reunidos para estar com o seu Senhor que os salvou do pecado.

Como podemos claramente observar, a Páscoa atualmente comemorada nada tem a ver com a Páscoa originalmente foi instituída como uma festa judaica e que posteriormente foi substituída pela Santa Ceia.

A ORIGEM DA PÁSCOA PAGÃ

Antes de recorrermos a história, precisamos entender o que significa a palavra PAGÃ:
1) - Relativo ao paganismo ou politeísmo.
2) - Adepto do paganismo.
3) - Diz-se de toda religião ou pessoa que não seja cristã nem judaica
4) - O que segue uma religião nativa, não cristã nem judaica, caracterizada pelo politeísmo e pela superstição
Portanto, o que vamos observar é que os símbolos utilizados na festa da Páscoa comemorada nos tempos atuais é uma deturpação do que a Bíblia nos ensina, pois foi contaminada com símbolos e conceitos não Cristãos.

De fato, para entender o significado da Páscoa comemorada nos dias de hoje, é necessário voltar para a Idade Média e lembrar dos antigos povos pagãos europeus que, nesta época do ano, homenageavam Ostera, ou Esther – em inglês, Easter quer dizer Páscoa.

Ostera (ou Ostara) é a Deusa da Primavera, que segura um ovo em sua mão e observa um coelho, símbolo da fertilidade, pulando alegremente em redor de seus pés nus. A deusa e o ovo que carrega são símbolos da chegada de uma nova vida. Ostara equivale, na mitologia grega, a Persephone. Na mitologia romana, é Ceres.

Os pássaros estão cantando, as árvores estão brotando. Surge o delicado amarelo do Sol e o encantador verde das matas. A celebração de Ostara, comemora a fertilidade, um tradicional e antigo festival pagão que celebra o evento sazonal equivalente ao Equinócio da primavera.
Algumas das tradições e rituais que envolve Ostara, inclui fogos de artifícios, ovos, flores e coelho.

Ostara representa o renascimento da terra, muitos de seus rituais e símbolos estão relacionados à fertilidade. Ela é o equilíbrio quando a fertilidade chega depois do inverno. É o período que a luz do dia e da noite têm a mesma duração. Ostara é o espelho da beleza da natureza, a renovação do espírito e da mente. Seu rosto muda a cada toque suave do vento. Gosta de observar os animais recém-nascidos saindo detrás das árvores distantes, deixando seu espírito se renovar.

Ostara foi cristianizada como a maior parte dos antigos deuses pagãos. Os símbolos tradicionais da Páscoa vêm de Ostara. Os ovos, símbolo da fertilidade, eram pintados com símbolos mágicos ou de ouro, eram enterrados ou lançados ao fogo como oferta aos deuses. É o Ovo Cósmico da vida, a fertilidade da Mãe Terra.
O Domingo de Páscoa é determinado pelo antigo sistema de calendário lunar, que coloca o feriado no primeiro Domingo após a primeira lua cheia ou seguindo o equinócio.

A Páscoa foi nomeada pelo deus Saxão da fertilidade Eostre, que acompanha o festival de Ostara como um coelho, por esta razão, o símbolo do coelho de páscoa na tradição. O coelho é também um símbolo de fertilidade e da fortuna. A Páscoa foi adaptada e renomeada pelos cristãos, do feriado pagão Festival de Ostara, da maneira que melhor lhe convinha na época assim como a tradição dos símbolos do Ovo e do Coelho.

A data cristã foi fixada durante o Concílio de Nicéa, em 325 d.C., como sendo "o primeiro Domingo após a primeira Lua Cheia que ocorre após ou no equinócio da primavera boreal, adotado como sendo 21 de março. Nas últimas cinco décadas a humanidade se transformou. O capitalismo tomou conta do mundo e transformou tudo (ou quase tudo) em fonte de capital, de lucro, de consumo. Assim as festas - grande parte de caráter religioso - se tornaram ocasião de um consumo maior. Entre elas temos o Natal, Páscoa, dia das mães, dia dos pais e até o dia das crianças.
E, muito mais grave do que o consumismo, observamos claramente que todas estas festas da maneira como são atualmente comemoradas não possuem respaldo bíblico e foram misturadas com símbolos e conceitos pagãos.

Vejamos o que a própria Bíblia que é Palavra de Deus, nos aconselha sobre isso:
Jeremias 10:1,2, 6

“(1) Ouçam o que o Senhor diz a vocês, ó comunidade de Israel! (2) Assim diz o Senhor: “Não aprendam as práticas das nações, nem se assustem com os sinais no céu, embora as nações se assustem com eles. (6) Não há absolutamente ninguém comparável a ti, ó Senhor; tu és grande, e grande é o poder do teu nome.”

1 Pedro 4:1-5

“(1) Portanto, uma vez que Cristo sofreu corporalmente, armem-se também do mesmo pensamento, pois aquele que sofreu em seu corpo rompeu com o pecado, (2) para que, no tempo que lhe resta, não viva mais para satisfazer os maus desejos humanos, mas sim para fazer a vontade de Deus. (3) No passado vocês já gastaram tempo suficiente fazendo o que agrada aos pagãos. Naquele tempo vocês viviam em libertinagem, na sensualidade, nas bebedeiras, orgias e farras, e na idolatria repugnante. (4) Eles acham estranho que vocês não se lancem com eles na mesma torrente e imoralidade, e por isso os insultam. (5) Contudo, eles terão que prestar contas àquele que está pronto para julgar os vivos e os mortos.”
O propósito deste estudo é alertar ao prezado amigo que devemos estar atentos às práticas religiosas que não têm origem Cristã e não possuem seus conceitos na Bíblia, a Palavra de Deus, a fim de que ao vivermos confiados na verdadeira essência das coisas, possamos desfrutar da bênçãos de o Senhor nosso Deus reservou a todos que confiam e vivem guiados por Sua Palavra.

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