quinta-feira, 22 de abril de 2010

Da Dúvida à Adoração!

Alex Ribeirão


É impressionante a diferença entre o início e o final do livro de Habacuque, um profeta do antigo testamento cujo nome significa “abraço” ou “aquele que foi abraçado por Deus” sendo assim fortalecido para sua difícil tarefa. Talvez ele fosse líder da adoração no templo, e membro da família levitica (3:19).

Ele viveu durante um dos períodos mais críticos de Judá. O mundo estava em guerra, a Babilônia levantando-se em ascensão sobre a Assíria e o Egito. Habacuque é oprimido pelas circunstâncias ao redor dele. Embora ele se dirija a Deus, ele crê que Deus se retirou do cenário da terra: as palavras de Deus foram esquecidas, suas mãos não se manifestam, Deus não pode ser encontrado em lugar nenhum, os homens estão na direção, e homens maus. A cena é descrita com palavras como: “iniqüidade”, “vexação”, “destruição”, “violência”, “contenda”, “litígio”, “a lei se afrouxa”, “a sentença nunca sai”, “o ímpio cerca o justo”, “sai o juízo pervertido”…

O primeiro capítulo é um diálogo entre Deus e o profeta onde Habacuque questiona a Deus: “Porque Deus permite?” “Porque Deus não age?” (1:2). O Senhor responde dizendo levar estrangeiros para invadir Israel. A Babilônia levaria Israel cativo pelos seus pecados, o que traz mais duvidas ao profeta: como Deus pode usar uma nação tão cruel para resolver o problema interno do seu povo? Sua dúvida o levou a buscar uma resposta do Senhor (2:1) e recebe uma resposta afirmadora de Deus: “o justo viverá da fé” (2:4). Deus prossegue seu processo de transformação revelando o seguinte: “porque a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar” (2:14), “O senhor está no seu santo templo, cale-se diante dele toda a terra” . Deus vai agir!!! Essa é agora a certeza do profeta.

Deus está transformando o coração do profeta!!! Observe como a cena muda:

“Ouvi a tua a palavra e temi" (3:2). Agora o temor de Habacuque não está naquilo que os outros falam; seu temor não está nas desgraças que acontecem; seu temor não está na Babilônia; seu temor não está no diabo, todavia seu temor está na Palavra de Deus!!!

Ele apela a Deus para agir a favor do seu povo no meio dos anos, “aviva a tua obra” (3:2), então Deus se revela ao profeta…(3: 3-15), e Habacuque canta em sua oração:

“ainda que as figueiras não produzam frutas, e as parreiras não dêem uvas; ainda que não haja azeitonas para apanhar nem trigo para colher; ainda que não haja mais ovelhas nos campos nem gado nos currais; mesmo assim eu darei graças ao Deus eterno e louvarei a Deus, o meu Salvador” (3:17,18).
Ele está dizendo mais ou menos assim:

Ainda que o gás acabe, que o imposto chegue, que o cônjuge traia, que a filha engravide precocemente, que a empresa venha a falência, que a crise se estabeleça, que a doença fira, que haja a perseguição ou o desprezo, que o transito esteja congestionado, que o salário atrase, ou que venha a própria demissão, ainda que seja o outro que prospere, que o filho vicie, que os pais abandonem, que a própria morte alcance…ainda que haja sofrimentos, dificuldades, tribulação ou angústia, fome, perigo, espada ou nudez, nem, a morte, nem a vida, nem anjos,principados, potestades, nem o presente, nem o futuro, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra criatura, nada poderá me separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus nosso Senhor (Rm 8: 35,38,39), eu me alegrarei em Deus (Hb 3:18) !!!Não nas circunstâncias, mas em Deus!

Como é diferente a cena. Tudo mudou! O profeta não é mais controlado, nem ansioso por causa das circunstâncias, sua visão foi elevada. Habacuque coloca sua esperança em Deus, pois percebe que Deus tem interesse em suas criaturas. Agora Ele é a fonte da alegria e força do profeta. Habacuque foi da queixa à paciência, do medo à fé, da incredulidade à confiança, do homem a Deus, dos vales aos montes altos, da dúvida à adoração.

“… Te louvarei, não importam as circunstâncias, adorarei somente a Ti Jesus…”

Sob a graça de Deus.

***

Fonte: devocional de autoria de Pastor Alex Ribeirão divulgado no PC@maral

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