quinta-feira, 29 de abril de 2010

"Lua Nova" e a imbecilização de jovens e adolescentes

Por Alan Brizotti


Assisti ao "filme" do momento para jovens e adolescentes "Lua Nova", a continuação da tal "saga" intitulada "Crepúsculo". Um lixo. O tal "filme" é um retrato da adolescência e juventude da atualidade: pálida, melancólica, depressiva, suicida e absurdamente vazia. Uma mistura idiotizada de vampirinhos e lobinhos (assim no diminutivo, porque os vampiros e lobos dos outros filmes devem estar furiosos...). Resumindo, de "nova" essa lua não tem nada.

Fiquei perplexo com o nível de imbecilização dos adolescentes e jovens da atualidade. Os livros dessa "saga" batem recordes de vendas, inclusive entre jovens e adolescentes ditos cristãos, evangélicos, sei lá... Aqui a coisa só piora, pois os adolescentes e jovens evangélicos detestam ler, a Bíblia então, pior ainda, a desculpa é: "não consigo entender os textos bíblicos", ou a tradicional "falta emoção". Essa mesma juventude que abre mão da leitura substancial acaba engrossando as fileiras dos leitores dessa "literatura do prozac". Vai entender...

O filme é pobre, atuações risíveis, melancolia por todos os lados. Não há nem mesmo o glamour característico dos antigos filmes do gênero. A receita é simples: livros e filmes razos para mentalidades mais razas ainda. E isso vende. E como o mercado é o deus deste século, tá tudo em casa. Essa juventude e adolescência chafurdando no lodo emo do vazio adora aquele tipo de paisagem e de "relacionamento". É por isso que vivemos um tempo histórico tão pobre no que tange à arte, beleza e poesia. Somos uma geração orfã de genialidade. Condenados à mediocridade. Vivendo à mercê dos gostos de uma indústria da porcaria. Sartre estava certo: "O inferno são os outros".

Esses dias li uma pergunta que ouso deixar no ar: "Se você não existisse, que falta faria?"
Comentário PC@maral

Assisti, por esses dias, este filme, em casa. Não gostei muito do primeiro, e do segundo odiei. Que tédio, que melancolia, confesso que minha paciência me fez tolerar até a sua metade, e olhe que foi muito. Mas, por insistência de minha filha e esposa, [que amam esses filminhos “água com açúcar”], continuei assistindo, não por muito tempo, logo “chutei o balde”, chega! Tinha medo de que, se continuasse eu “emburreceria totalmente”, sentia minha inteligência sendo minada, pensei eu.

Mas, uma cena me chamou atenção, no primeiro filme, e mais ainda neste, a insistência da protagonista, Bella Swan [Kristen Stewart], em se transformar em vampiro. Ela estava disposta a perder sua alma para viver nas trevas ao lado de um demônio. O que assusta, é ver, e ouvir, muitos jovens cristãos suspirarem por isto, eles sussurram, “ah... que coisa linda! Que amor”

Esquecem completamente, ou melhor, não conhecem as palavras de Jesus: “Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou que dará o homem em troca da sua alma?” Mateus 16:26

Deus nos deu a vida e nos fez à Sua imagem e semelhança, e a personagem do filme, totalmente perdida de valores, morais, espirituais, trata como nada esse dom. Ela não tem nenhuma consciência de que existe Deus.

Sei que é um filme, obra de ficção, mas até que ponto, esse “filme” e essa “obra de ficção” está penetrando no coração de nossos jovens?

Transcrevo aqui, parte do comentário do Esli Soares e acrescento alguns pitacos:

Além de gastarem tempo (e dinheiro) – [poderiam estar lendo a Bíblia] - com inutilidade e incentivarem o erro (do escritor e dos futuros leitores) – [poderiam, com a leitura bíblica crescer na graça e no conhecimento de Jesus] - perdem os referenciais [princípios bíblicos básicos para a vida do homem] e empobrecem o espírito [tornam-se crentes rasos e superficiais].
...
Que Deus nos ajude e abençoe a todos!

***

Fonte: Blog do Prof Alan Brizotti divulgado e comentado aqui no PC@maral

Um comentário:

  1. Parabéns pela crítica
    concordo plenamente!

    K.Cruz via diHITT

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