sábado, 29 de maio de 2010

Jesus pagou a minha divida!

(...) Ele nos perdoou todas as transgressões, e cancelou a escrita de dívida, que consistia em ordenanças, e que nos era contrária. Ele a removeu, pregando-a na cruz, (Colossenses 2:13-14)

Por PCamaral

Muitas pessoas, ao serem apresentadas a Jesus Cristo o rejeitam. Rejeitam a Jesus e a seu evangelho da Salvação. Entendo bem que não é culpa delas. Todos os seres humanos buscam respostas para as muitas perguntas a respeito da razão de suas vidas. Infelizmente, a grande maioria joga fora a oportunidade de ter suas questões respondidas por uma mistura de orgulho, arrogância e incredulidade. Algumas ouvem de bom grado, outras se negam veementemente, e algumas outras fogem, literalmente, quando ouvem o nome do Senhor Jesus.

Como mencionamos antes, essas pessoas não tem culpa disso, elas ainda não sabem o que, a nós foi revelado e que, agora, revelamos a elas, dando-lhes a mesma oportunidade que tivemos, ou seja, o que Jesus Cristo fez por todos nós. O apóstolo Paulo diz em sua epístola aos efésios que “(...) a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (...)” (Ef 6:12), então não lutamos contra homens e mulheres, com sangue e carne, mas contra as forças demoníacas organizadas numa hierarquia que domina a humanidade e o mundo. As pessoas não tem culpa, “elas não sabem o que fazem”.

Sendo bem simplista no raciocínio, posso afirmar que reagem negativamente porque, entendem, se consideram que são pessoas boas e que não tem pecado. Por esse motivo, não percebem quando lhes é revelado que Jesus Cristo pagou uma divida que era delas para que pudessem se reconciliar com Deus. Se uma pessoa não se reconhece pecadora como poderá expressar gratidão pelo sacrifício que Jesus fez na cruz do Calvário? Posso ilustrar esta questão com uma estória de dois motoristas que foram multados na estrada pela mesma infração de trânsito.

Em um dia qualquer, um homem dirige seu automóvel em uma auto-estrada. Em determinado ponto ele entra nos limites de uma cidade que tem rígidas leis de trânsito e que, regula e fiscaliza constantemente suas vias, aplicando pesadas multas aos infratores. Esse homem não sabe, mas o limite de velocidade em determinados pontos da rodovia não é o mesmo ao qual ele está acostumado. E, inevitavelmente, é flagrado pelo radar dirigindo acima da velocidade permitida. Esse motorista não conhece a lei vigente e continua acelerando até cruzar todo o limite da cidade.

Algum tempo depois, em um outro dia qualquer, um mensageiro chega à sua casa e lhe entrega um pesada multa de trânsito por excesso de velocidade. O homem não entende, e nem se lembra do ocorrido, e se desespera, pois o valor da multa era altíssimo, impossível, pela sua atual situação financeira de ser pago. Neste momento o mensageiro pede que o homem se acalme e lhe diz: Calma, a divida já está paga! Alguém que ele nem conhece e nunca viu pagou o preço daquela infração por ele. Não existe mais nenhuma condenação.

O homem continuou a não entender, por que alguém, que ele nem conhecia, e que nunca tinha visto, pagou um valor tão alto? Sem manifestar mais reação, e sem sequer agradecer, fechou a porta se gabando de que saíra no lucro.

O segundo caso é de outro motorista que fez o mesmo percurso do primeiro, mas, ao contrário do anterior, tinha certo conhecimento das leis de trânsito daquela cidade, infelizmente ao pegar a estrada, relaxou um pouco e passou do limite de velocidade permitido, e, assim como o primeiro foi flagrado pelos radares e multado. Sem se dar conta, continuou a viagem até retornar à sua casa.

Certo dia, alguém bate na sua porta, era um mensageiro com uma pesada multa de trânsito por excesso de velocidade. O valor era muito alto, seria impossível pagar aquela quantia. O homem fica desesperado, pois lembrou da lei, e que, se descuidara por alguns minutos, e sem perceber, cometeu a infração. Vendo o desespero do homem ao receber a notificação o mensageiro então lhe diz: Acalme-se, fique tranqüilo, não precisa se desesperar, a sua divida está paga! Um homem que você não conhece e que nunca viu pagou sua divida por você! Você está livre dessa condenação!

O homem então, em lágrimas e com o coração cheio de gratidão, insistiu com o mensageiro: Preciso conhecer essa pessoa! Preciso agradecer pessoalmente a ele por este gesto de amor! Quem é este homem?

Queridos, isto é uma estória, uma ilustração. Esse homem de quem pergunta o segundo motorista é Jesus Cristo! Antes de saber sobre Ele eu era um pecador, vivia no mundo e era regido pelas coisas do mundo, eu não tinha Deus no coração e a minha divida era altíssima, impagável, a não ser com a própria vida, só me restava a morte, pois este é o preço que se paga pelo pecado, pois pecado é transgressão da lei de Deus, e “o salário do pecado é a morte”.

Mas Deus, em seu infinito amor, se fez carne e habitou entre nós, e tomou o meu, o seu lugar, na cruz do Calvário. Aquele que não tinha pecados se fez pecado e morreu no nosso lugar pois está escrito: “Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus; (...)” (I Pe 3:18). Ele, Jesus, pagou a minha divida, e eu nem o conhecia e nunca o havia visto. Mas, todos os dias, Ele me via e me convidava para conhecê-lo.

Como o primeiro motorista da estória existem milhares de pessoas que não se reconhecem pecadoras. Declaram que fazem somente o bem, que dão esmola, ajudam aos necessitados, socorrem os aflitos. Elas não entendem e perguntam: que pecados posso ter? Que divida é essa que Jesus pagou? E se pagou, pagou porque quis!

O segundo motorista pertence a uma minoria de pessoas que reconhecem a culpa, e que entendem que o preço pago por Jesus em substituição a elas era impagável, era impossível para elas, sem Jesus, se reconciliar com Deus. Quando isso lhes é revelado sentem uma imensa gratidão e buscam imediatamente conhecer o seu Salvador!

Meu amigo leitor, talvez você não conheça o Senhor Jesus Cristo ainda. Talvez você ache que nunca vai precisar dele, ou até reaja como o primeiro motorista que nem se importou em saber quem lhe pagou tão alto preço. Mas creio que você não é assim, se fosse, não estaria lendo este texto até aqui. Por isso saiba e tenha certeza: Jesus já pagou sua divida com Deus, não tem como voltar atrás. O sangue de Jesus já foi derramado. Agora, cabe a você, aceitar esse presente tão maravilhoso, essa dádiva que Deus nos proporcionou e apenas perguntar:

Quem pagou a minha divida?

A resposta será: Jesus Cristo! Nosso Único Fiel e Suficiente Salvador!

Louvado seja o nome do Senhor Jesus!

“Vi, na mão direita daquele que estava sentado no trono, um livro escrito por dentro e por fora, de todo selado com sete selos. Vi, também, um anjo forte, que proclamava em grande voz: Quem é digno de abrir o livro e de lhe desatar os selos? Ora, nem no céu, nem sobre a terra, nem debaixo da terra, ninguém podia abrir o livro, nem mesmo olhar para ele; e eu chorava muito, porque ninguém foi achado digno de abrir o livro, nem mesmo de olhar para ele. Todavia, um dos anciãos me disse: Não chores; eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus sete selos. Então, vi, no meio do trono e dos quatro seres viventes e entre os anciãos, de pé, um Cordeiro como tendo sido morto. Ele tinha sete chifres, bem como sete olhos, que são os sete Espíritos de Deus enviados por toda a terra. Veio, pois, e tomou o livro da mão direita daquele que estava sentado no trono; e, quando tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos, e entoavam novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes; e reinarão sobre a terra. Vi e ouvi uma voz de muitos anjos ao redor do trono, dos seres viventes e dos anciãos, cujo número era de milhões de milhões e milhares de milhares, proclamando em grande voz: Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor. Então, ouvi que toda criatura que há no céu e sobre a terra, debaixo da terra e sobre o mar, e tudo o que neles há, estava dizendo: Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos.” ( Apocalipse 5:1-13)

Amém!


2 comentários:

  1. Bem, penso que minha descrença esteja baseada no fato que a mente do ser humano pode ser muito mais ampla do que apenas acreditar em algo superior bíblico para poder suprir as necessidades emocionais. Temos um fato: a bíblia foi escrita numa época remota, quando não havia tecnologia e evolução social era só uma utopia.
    Espero que compreenda o comentário, li a página e como solicitado, tentei deixar o comentário mais claro e educado possível...

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    1. Aprendi ao longo de minha caminha que existe um tempo certo para tudo. Eu também não cria e demorei quase dois anos para minha conversão. Minha esposa e minha filha já eram cristãs mas eu não. Mas agora entendo o que Deus fez na minha vida. Ele esperou que eu entendesse a Sua mensagem.

      Nesses quase dois anos, antes da minha conversão, eu busquei o conhecimento através da leitura da Bíblia, até que chegou o momento em que tudo ficou bem claro em minha mente. E eu compreendi o que para mim no inicio era fantasia, utopia, irreal e impossível de acontecer, afinal, eu fugia de crentes na rua quando se dirigiam em minha direção para me entregar um folheto ou tentar falar comigo.

      Já se passaram 14 anos, e posso dizer que agora sei para onde vou.

      Deus te guarde em todo o tempo, e quem sabe, um dia o seu comentário possa ser bem diferente deste de hoje.

      Que Deus te abençoe!

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