sexta-feira, 25 de junho de 2010

Os Planos do Senhor


“Então, respondeu Jó ao Senhor: Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado.” (Jó 42:1-2)

Depois de tantos conflitos e perdas, Jó se rende e faz uma profunda declaração ao Senhor, declaração esta que deveríamos assimilar também em nossas vidas. Jó começa com uma certeza: “Bem sei”.

Nosso relacionamento com Deus não deve estar apenas na emoção, mas, também, na razão, na consciência, na convicção. Quem assim vive, não passa apenas alguns momentos com Deus, mas todos. A comunhão não é apenas de lábios, mas com a própria vida. Todo gesto, toda palavra e toda atitude anunciam a presença do Autor da Vida.

Na continuação, Jó demonstra a grandeza de Deus: “tudo podes”. A maioria das murmurações e das blasfêmias parte de um coração incrédulo. Assim, ao contrário de murmurar, o patriarca confessa: “tudo podes”.

E nós? Qual é o tamanho do nosso Deus? Em que áreas ele pode atuar? Ele é o Todo-Poderoso! Ele está acima de tudo e de todos! Ele é inigualável! Ele pode alterar todas as circunstâncias!

Na rendição de Jó, pode ser vista, também, a preocupação de Deus. Isso nos mostra que nada acontece por acaso: pessoas, situações e lugares obedecem a uma regência superior. Quanto mais as pessoas tentam fugir de Deus, mais caem nos braços dele. Mesmo as situações catastróficas trazem lições para a nossa vida.

Por outro lado, concluímos que Deus está preocupado também com nossos pequenos detalhes. Ele é o Deus do macro e do micro; está preocupado com o universo e também com o nosso destino, com o brilho do sol e também com o nosso sobrenome e o pão nosso de cada dia.

Mas a seriedade desta declaração está na vigilância de Deus: “nenhum dos teus planos pode ser frustrado”, ou seja: Deus estabelece e os cumpre. Ele é sério. Quando age, ninguém o pode impedir. Foi assim, em toda a história geral, e será também em nossa história particular.

Quando falamos em planos de Deus, jamais nos esquecemos do maior projeto de resgate da história: Deus se fez gente como nós, de carne e osso; espelhou santidade em tudo; derramou-se em amor, numa cruz; reviveu, após três dias; intercede por nós e ainda nos quer levar à sua companhia, por toda a eternidade. Essa é a “boa notícia”, o “evangelho”.

Por que Deus permitiu a morte de todos os filhos de Jó [dez], a perda dos seus bens e da sua saúde? Para ouvir deste homem totalmente quebrantado esta confissão e devolver-lhe em dobro todas as coisas. É por isso, também, que o Senhor permite tantas lutas para as nossas vidas. Para fazermos esta declaração, como Jó, aprendendo a ler na cartilha divina e sermos infinitamente felizes.

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Fonte: DEC - PC@maral

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