quinta-feira, 1 de julho de 2010

O fim de todas as coisas está perto


Eles se converteram do deus morto para o Deus que vive para sempre. Desde então, os seus velhos amigos, pouco a pouco, foram se tornando os seus novos inimigos. Mas o que fez com que os seus antigos companheiros se tornassem os seus novos inimigos? O seu novo modo de olhar e de viver a vida. Isso não entrava na mente daquelas pessoas, que, agora, eles não quisessem mais ir aonde iam antes: baile funk, festa emo, Marquês de Sapucaí, desfile dos bois Caprichoso e Garantido, festa do Divino, Galo da Madrugada, festa do Bumba-meu-boi, boates da Rua Augusta, à festa rave, às micaretas.

Mas, antes de atacá-los por causa desse seu novo jeito, os amigos deram um tempo. Reagiram assim , imaginando que logo eles fossem voltar atrás. Por isso, todas as vezes que planejavam uma saída, faziam questão de convidá-los. Passavam nas suas casas, enviavam um torpedo em seu celular, mandavam um e-mail, deixavam um recado no Orkut. A pressão era diária e forte, mas eles, sempre com muito calma, diziam “não”.

Os calmos “nãos” não convenciam os antigos companheiros de baladas. Eles, na verdade, os deixavam muito irritados. Então, os que antes se diziam amigos, passaram a ofendê-los e a falar mal das suas novas atitudes e da suas novas crenças o tempo todo. Diante disso, eles chegaram a pensar em largar tudo, só para ter paz. Mas lembraram que, se reagissem assim, teriam a paz que o mundo dá, mas não a que Cristo dá. Estavam confusos e, muitos, ficaram desanimados.

Diante desse quadro, ficaram sem saber como viver o tempo que lhes restava aqui na terra. Foi então, que receberam uma carta. O autor dela os fez olhar em duas direções: para o início do seu processo de salvação (renascimento) e para o final de seu processo de salvação (glorificação). Mas não parou por aí: olhou para o meio de seu processo de salvação (santificação) e mostrou-lhes como deveriam viver o tempo que lhes restava, aqui neste mundo. Ele disse: “Alegrem-se, continuem atentos, cheguem perto dele, vivam como pessoas livres, sigam seus passos, sejam sábios em casa, paguem o mal com o bem, não tenham medo, rompam com o pecado, amem-se ainda mais, sofram por Cristo, cuidem bem do rebanho, fiquem firmes na fé”. Depois, já quase no final da carta, leram uma declaração extraordinária e encorajadora: “O fim de todas as coisas está perto”.

O fim das ofensas, das perseguições, dos desejos impuros, do ódio, da maldade, do fingimento, da inveja, da difamação, da rejeição, dos ímpios, do sofrimento, da arrogância, da injustiça, da libertinagem, das orgias, das bebedeiras, das idolatrias, da ansiedade, o fim do diabo está perto. E conclui a carta assim: o Deus que tem por você um amor sem limites e que chamou você para tomar parte na sua eterna glória, por estar unido com Cristo, ele mesmo o aperfeiçoará e dará firmeza, força e verdadeira segurança. A ele, seja o poder para sempre! Amém!

Pode até não parecer, mas estou falando da primeira carta de Pedro, enviada aos que creram em Jesus e que viviam espalhados nas províncias do Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia (I Pd 1:1). Os ensinos desta carta são a base de como viver o tempo que nos resta aqui na terra. Que ela nos ajude a viver a nossa vida cristã com santo temor a Deus.

E que Deus nos ajude e nos abençoe! Amém!

***

Fonte: DEC - Pr. Genilson S. da Silva compartilhado no PC@maral

5 comentários:

  1. Olá querido amigo e irmão em Cristo,

    Parabéns pelo excelente texto.

    Parece escrito para os dias atuais, preparando os cristãos a responderem quando a fé for atacada ou enfrentarem provações decorrentes da expressão da fé cristã.

    Carinhoso e fraterno abraço,
    Lilian

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  2. Rô ,

    Obrigado e Glórias a Deus por isto!

    Que Deus te abençoe!

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  3. Lilian,

    É verdade! A Palavra de Deus é atual. Este texto escrito há mais de dois mil anos fala diretamente aos nosos corações e nós enxergamos, com nossos próprios olhos, a situação descrita pelo apóstolo Pedro em sua primeira epístola.

    A mensagem é atual e maravilhosa porque nos enche de esperança e certeza de que o Senhor está prestes a voltar para nos levar e para vivermos com Ele eternamente.

    Que Deus nos abençoe!

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  4. Essa afirmação do apóstolo Pedro há dois mil anos atrás tem implicações inimagináveis para o crente hodierno.

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