terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Nossas Palavras

Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem. (Efésios 4:29)

O que dizemos é importante. A Bíblia declara, em Mateus 12.34, que os lábios falam do que o coração está cheio. Por isso, precisamos ter muito cuidado com o que falamos porque poderemos ofender alguém, poderemos murmurar contra Deus e disso tudo prestaremos conta um dia (Mateus 12:36). Nossas palavras são conhecidas por Deus antes de serem pronunciadas (Salmo 139:4). “Sem que haja uma palavra na minha língua, eis que, ó SENHOR, tudo conheces”.

Os cristãos devem ser conhecidos como pessoas que falam de maneira positiva, pessoas que empregam os princípios bíblicos em seus relacionamentos, pronunciando palavras que promovam edificação. Quando falamos impropriamente, nossa capacidade de enxergar e ouvir os planos de Deus diminui.
Não devemos ser como o homem que entrou para um monastério em que os monges só podiam falar duas palavras a cada sete anos. Passados os primeiros sete anos, o noviço encontrou-se com o abade, que lhe perguntou:
– Então, quais são suas duas palavras?
– Comida péssima – respondeu o homem, que depois voltou a ficar em silêncio.
Sete anos depois, o abade perguntou:
– Quais são suas duas palavras agora?
– Cama dura – respondeu.
Mais sete anos se passaram – completavam-se 21 anos desde sua entrada no mosteiro, e o homem se apresentou ao abade pela terceira e última vez.
– Quais são suas duas palavras desta vez? – perguntou o abade.
– Eu desisto.
– Não estou surpreso, comentou o clérigo, aborrecido. Tudo que você fez desde que chegou aqui foi reclamar!
Não faça como esse homem. Que você não seja conhecido como alguém cujas palavras sejam cheias de murmuração. “Murmurar”, conforme o dicionário, é soltar queixumes, lastimar- se, queixar-se em voz baixa, falar mal, apontar faltas, tomar mau juízo de alguém ou de alguma coisa. Foi exatamente o que aconteceu com o povo de Israel, e o Senhor indignou-se ante a atitude do povo: “Até quando sofrerei esta má congregação que murmura contra mim? Tenho ouvido as murmurações que os filhos de Israel proferem contra mim” (Nm 14:26).

Se você faz parte da confraria dos “murmuradores”, saiba que essa é uma atitude reprovada por Deus. Em João 6.43, o Senhor Jesus adverte: “Não murmureis entre vocês” (Bíblia Viva). O apóstolo Paulo, em Filipenses 2.14,15, exorta os cristãos de seu tempo: “Façam tudo sem queixas nem discussões, para que venham a tornar-se puros e irrepreensíveis, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração corrompida e depravada, na qual vocês brilham como estrelas no universo”.

Conversar custa caro! Nossas palavras podem impactar de forma positiva ou negativa. O que dizemos influi no que obtemos dos outros e no que os outros obtêm de nós. “Não digam palavras que fazem mal aos outros, mas usem apenas palavras boas, que ajudam os outros a crescer na fé e a conseguir o que necessitam, para que as coisas que vocês dizem façam bem aos que ouvem” (Ef 4.29 NTLH).

PCamaral

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