domingo, 31 de janeiro de 2010

Terremoto de 5,2 graus deixa um morto e 11 feridos na China

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Tremor atingiu província de Sichuan às 19h36 do sábado (30). Centenas de casas foram destruídas.


Uma pessoa morreu, 11 ficaram feridas e cem casas foram destruídas por causa de um terremoto de 5,2 graus de magnitude na escala Richter que atingiu a província de Sichuan, no Sudoeste da China, no sábado (30).

A informação é da rede sismológica nacional da China, divulgou a agência “Xinhua”.

O epicentro do tremor foi registrado às 5h36 deste domingo (31) no horário local - 19h36 de sábado (30) no horário de Brasília. Os abalos aconteceram entre a cidade de Suining, em Sichuan, e o distrito de Tongnan, em Chongqing, a 30,3 graus de latitude norte e 105,7 graus de longitude leste. O Centro de Pesquisas Geológicas dos EUA informou que o tremor foi localizado a 18,6 quilômetros de profundidade, com magnitude 5,2.

Segundo a Administração de Terremotos de Sichuan, mais de 30 sismólogos e funcionários trabalham na região afetada. A televisão estatal mostrou imagens de casas desabadas e afirmou que dezenas de moradias foram destruídas.

A província de Sichuan sofre pequenos terremotos desde o dia 12 de maio de 2008, quando um tremor de magnitude 8 assolou a região e deixou cerca de 90 mil mortos e desaparecidos, além de milhões de desabrigados.


Homens trabalham nos destroços de casa destruída por terremoto. (Foto: Zhong Min/AP)


Crianças em frente a casa destruída pelo terremoto deste domingo (31) na cidade chinesa de Moxi. (Foto: AP)


No último dia 12, um terremoto de magnitude 7 atingiu o Haiti, devastando o país e deixando pelo menos 170 mil mortos.
Comentário PC@maral: Será que os chineses também fizeram pacto com o capeta? Será que agora eles praticam vodu? Quero ler o que os "renomados teólogos" irão declarar sobre mais esta tragédia.

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Fonte G1.com

Joana uma mulher apoiadora - "Série Homens e Mulheres da Bíblia"

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Algum tempo depois Jesus saiu e viajou por cidades e povoados, anunciando a boa notícia do Reino de Deus. Os doze discípulos foram com ele, e também algumas mulheres que haviam sido livradas de espíritos maus e curadas de doenças. (Lc 8:1-2a)


Por Genilson Soares da Silva

Introdução: Jesus olhou as mulheres com olhos diferentes; tratou-as com uma ternura até então desconhecida, defendeu sua dignidade, acolheu-as como discípulas; tratou-as como seres humanos com necessidades, falhas e talentos. Ele reconheceu o valor delas. Ninguém as havia tratado assim. As pessoas viam-nas como fonte de impureza ritual. Rompendo tradições e costumes, Jesus se aproximou delas sem temor algum; assentou se à mesa com elas e até deixou que os seus pés fossem tocados por uma prostituta que lhe estava muito grata. Elas foram igualmente livres para conversar, seguir, ser amigas e servir a Jesus; podiam relacionar-se com ele da mesma maneira que os homens se relacionavam. Este foi, por exemplo, o caso de Joana, cuja história é comentada na seqüência.

I – O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE JOANA

Evangelho, segundo Lucas, o segundo mais longo livro do Novo Testamento, é também o que mais destaca o papel e o valor das mulheres. As mulheres têm presença e atuação marcantes em seus escritos. Desde o início do seu evangelho, as mulheres dão o tom. A primeira mulher a surgir, em sua narrativa, é Isabel, que não podia ter filhos (Lc 1:24-25). Entre o povo judeu, havia a crença de que uma mulher sem filhos era inferior às que os tinham.

Assim era vista Isabel, mulher do sacerdote Zacarias. Ela, porém, por obra de Deus, ficou grávida. A sua gravidez foi mantida no mais absoluto segredo. Se contasse que estava grávida, dificilmente acreditariam. Então, ela esperou até que as evidências físicas da gravidez surgissem. Após abordar sobre a mãe do precursor (Lc 1:16-17), Lucas passa a tratar da mãe do Salvador. A narrativa do nascimento de Jesus feita por Lucas é diferente da narrativa feita por Mateus. Enquanto Lucas destaca a pessoa de Maria, Mateus destaca a pessoa de José. Há, ainda, outro detalhe interessante na narrativa de Lucas: "rompendo uma linhagem patriarcal, o anjo Gabriel, mensageiro de Deus, aparece a Maria" (Lc 1:28-30) e não a José, como no evangelho de Mateus (Mt 1,20-21). Para Lucas, Maria foi a primeira a acreditar no Deus da Vida (Lc 1:38,45, 2:19,51). Zacarias, homem idoso e sacerdote, reagiu com dúvidas à anunciação do anjo Gabriel, enquanto Maria, a moça simples de Nazaré, acreditou.

O normal seria um homem idoso, portanto, experiente e sábio, entender a mensagem de Deus com mais sensibilidade e dar-lhe mais credibilidade. Afinal, Zacarias era sacerdote, alguém considerado santo, intermediário entre Deus e o povo. Ele, ao contrário de muitos sacerdotes do seu tempo, exercia o seu ofício de maneira correta e piedosa, sempre atento às exigências divinas, prescritas no Antigo Testamento. No entanto, ao ouvir as alegres novas do anjo Gabriel de que a sua mulher, Isabel, teria um filho, Zacarias não acreditou. Sua incredulidade o levou a pedir um sinal de que a promessa seria cumprida. O sinal dado se ajustou a sua incredulidade: ele ficou mudo, até o filho nascer. Quem, portanto, se revelou mais dócil à mensagem de Deus é Maria, uma leiga, mulher nova, pessoa simples.

Ao retratar a cerimônia de circuncisão e apresentação de Jesus, Lucas destaca outra mulher: uma profetisa, chamada Ana (Lc 2:36a). A descrição desta mulher é marcada por um número incomum de detalhes preciosos. Lucas diz que ela era filha de Fanuel, da tribo de Aser, avançada em dias, que vivera com seu marido sete anos desde que se casara (Lc 2:36b-37a). A preocupação mais importante do evangelista é enfatizar a extraordinária devoção de Ana, desde que perdera o marido: "esta não deixava o templo, mas adorava noite e dia em jejuns e orações" (Lc 2:37b). Lucas não pára por aí. Ele diz, ainda, que Ana "dava graças a Deus pelo envio do Messias e falava a respeito do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém" (Lc 2:38).

Após se referir a mulheres que não menciona pelo nome, tais como a viúva de Naim (Lc 7:1-12) e à pecadora que ungiu os pés de Jesus (Lc 7:37), Lucas diz que Jesus era seguido também por mulheres: "e os doze iam com ele, e também algumas mulheres" (Lc 8:1b-2a). Isto é incomum, pois os rabis ou mestres da época de Jesus não permitiam que mulheres os seguissem em suas andanças. Na vida dessas mulheres, milagres foram operados: "haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades" (Lc 8:2b). Quais eram essas mulheres? Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios; e Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, Suzana e muitas outras (Lc 8:2c-3a).

Dentre as mulheres identificadas pelo evangelista, está Joana, que significa “agraciada por Deus”. Lucas volta a citá-la na narrativa da ressurreição de Jesus (Lc 24:10). O nome do seu marido era Cuza, nome de origem incerta, que significa “vidente”. O fato de ele ser procurador de Herodes indica que se tratava de um homem que ocupava uma posição de destaque no governo de Herodes Antipas, tetrarca da Galiléia (Lc 3:1) e assassino de João Batista (Lc 3:19). De acordo com a NTLH, "Cuza era alto funcionário do governo de Herodes. Há até quem diga que Cuza pode ter sido o oficial cujo filho Jesus curou de uma grave febre" (Jo 4:46).

Não se diz muita coisa sobre Joana, mas, mesmo assim, é notável a nobreza do caráter dessa mulher, como veremos daqui por diante.

1) Joana era uma mulher agraciada:

Lucas nos informa que as mulheres que acompanhavam Jesus haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades (Lc 8:2a). Joana era uma das mulheres que havia sido fisicamente curada ou espiritualmente liberta pelo poder de Jesus. Ela vivia uma situação bastante angustiante, mas, em Jesus, encontrou perdão para os seus pecados, purificação para as suas injustiças, esponja para o seu passado, alívio para a sua dor, provisões para a sua ansiedade, consolo para as suas lágrimas, luz para o seu caminho, vida eterna para o seu presente e o seu futuro. Desde que se voltou para Jesus, Joana nunca mais foi a mesma. Ela foi grandemente agraciada e abençoada por Jesus.

2) Joana era uma mulher agradecida:

Joana tomou parte no ministério itinerante de Jesus, que, de cidade a cidade, anunciava, com autoridade e sabedoria, o gracioso reinando de Deus, que traz salvação a homens e mulheres perdidos. É bom que se diga que ela não o seguia e não o apoiava porque tivesse sido particularmente convidada ou especialmente designada por Jesus. Ela também não o seguia por interesse político ou material. O que a levou a seguir e apoiar Jesus nessa missão? Gratidão. Na vida de Joana, as boas novas do reino de Deus tornaram-se realidade libertadora e abençoadora. A graça de Jesus mudou o rumo da vida daquela mulher para sempre! Por causa disso, ela tornou-se uma constante seguidora do Libertador.

3) Joana era uma mulher generosa:

"Jesus sendo rico, se fez pobre" (II Co 8:9), "ao ponto de não ter onde reclinar a cabeça" (Mt 8:20; Lc 9:58). Sendo assim, o seu ministério era totalmente dependente da generosidade dos outros. Sabe-se que o grupo apostólico tinha uma bolsa em comum (Jo 12:6, 13:29), da qual tiravam dinheiro não somente para custear o alimento, mas, também, para auxiliar os carentes. Contudo, os outros evangelhos não informam como era enchida. Aqui, no evangelho de Lucas, sabemos que grande parte das doações vinha das mulheres que seguiam Jesus, as quais lhe prestavam assistência com os seus bens. Joana era dessas mulheres que, de maneira generosa, usava os seus próprios recursos terrenos para sustentar o ministério de Jesus.

4) Joana era uma mulher corajosa:

Ainda no território Galileu, Joana ouvira Jesus dizer, várias vezes, que, em Jerusalém ele seria denunciado, capturado, julgado, condenado e crucificado (Lc 5:35, 9:22, 43-45, 12:50, 13:32-33, 17:25). Joana, porém, continuou seguindo Jesus, até o fim! A fúria dos judeus não a deixou amedrontada. Ela viu Jesus, na cruz, se retorcendo em dor e presenciou a vida se esvaindo de seu corpo (Lc 23:49). Ela – e não os discípulos homens – seguiu e observou José de Arimatéia e Nicodemos prepararem e sepultarem o corpo de Jesus (Lc 23:55). A seguir, ela voltou a Jerusalém para preparar especiarias e perfumes para o corpo do Mestre (Lc 23:55-56).

5) Joana era uma mulher obediente:

Jesus fora rejeitado e crucificado, mas lhe é dado um enterro honrado, graças à iniciativa e à bondade de um membro do próprio Sinédrio, chamado José de Arimatéia. Joana foi uma das mulheres que assistiram a este piedoso homem depositar o corpo de Jesus num túmulo aberto em rocha, onde ainda ninguém havia sido sepultado (Lc 23:53). Depois disso, Joana e as outras foram para casa com o objetivo de preparar as especiarias e os ungüentos. Logo a seguir, Lucas frisa: "e, no sábado, descansaram, segundo o mandamento" (Lc 23:5).

6) Joana era uma mulher ensinável:

Antes de partir da Galiléia, Jesus falou abertamente acerca de sua crucificação e sua ressurreição. Os seres angelicais fizeram alusão a este ensino para convencer Joana e as outras acerca da realidade da ressurreição de Jesus (Lc 24:6-7). Então, se lembraram das suas palavras (Lc 24:8). Joana absorveu e guardou, em sua memória, as palavras do amado Mestre e Senhor Jesus, que prediziam a ressurreição dele. Ela não era uma ouvinte displicente e descuidada, nem como aquelas mulheres instáveis da igreja de Éfeso, "que estão sempre tentando aprender, mas nunca chegam a conhecer a verdade" (II Tm 3:7). Joana e as demais rapidamente entenderam que o corpo de Jesus não havia sido removido, mas ressuscitado! Joana, que constatou, pessoalmente, a crucificação e o sepultamento de Jesus, presenciou, também, a realidade da sua ressurreição.

7) Joana era uma mulher crédula:

Quando os dois seres angelicais afirmaram: "ele [Jesus] não está aqui, mas ressuscitou" (Lc 24:6a), Joana e as demais do grupo não somente entenderam aquelas palavras, mas também acreditaram plenamente nelas. Elas, então, foram ao lugar onde os onze e os demais discípulos estavam, para anunciar-lhes a incrível realidade da ressurreição de Jesus. Mas a história narrada pelas mulheres foi recebida por eles como fantasia: "tais palavras lhes pareciam um como delírio" (Lc 24:11 a). O termo grego “leros”, traduzido por “delírio”, significa, literalmente, “tolices”. A seguir, Lucas destaca: "e não acreditaram nelas" (Lc 24:11 b). Vale dizer que, “como as mulheres, os apóstolos tinham ouvido as profecias dos lábios de Jesus, mas eles estão completamente céticos. Eles se recusam a acreditar.” [ARR INGTON, L. French e STRONSTAD, Roger (Editores). Comentário Bíblico Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, p. 474.]

E assim termina a história de Joana. Nada mais é dito sobre ela. Não há menção dela nas cartas de Paulo, Tiago, João, Judas, Pedro. Uma coisa, porém, ficou clara: a devoção de Joana pelo Senhor fica evidente pelo serviço constante que dedicou a ele. Cuidou de Jesus, até mesmo depois da morte. A essa altura, devemos nos perguntar:
por que Joana resistiu ao escândalo da cruz? Por que ficou perto de Jesus, mesmo quando tudo parecia acabado e, inclusive, seus discípulos mais íntimos o haviam abandonado? A resposta contém quatro letras: amor.
Joana amava a Jesus de todo o seu coração, de toda a sua força e de todo o seu entendimento. Ela, porém, o amava porque ele a amou primeiro. Joana foi, sem dúvida, uma mulher extraordinária e perseverante em sua assistência ao seu Senhor. Sendo assim, quando Cristo Jesus, o nosso grande Deus, retornar, de maneira visível, pessoal e gloriosa para aqueles que o aguardam para a salvação, a trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis (I Co 15 :52b). Joana também ressucitará incorruptível; será uma das milhares de pessoas que ouvirão dos lábios de Jesus:
"vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo" (Mt 25:34).
Enfim, Joana, certamente, estará entre aqueles que "subirão, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares" (I Ts 4:17 ), e, assim, ela também estará para sempre com o Senhor.

II – LIÇÕES DA VIDA DE JOANA

1. As mulheres que apóiam a causa de Cristo desejam ser tratadas com santidade.

Joana deve ter ficado muito feliz, quando notou que Jesus aceitava com ternura a presença de mulheres solteiras e casadas nas suas caminhadas missionárias (Lc 8:1b-2a). Para Joana, aquela atitude era inédita, pois os rabinos aceitavam as contribuições financeiras femininas (Lc 20:47 ), mas não a sua companhia, porque não podiam conter seus desejos e olhares impuros sobre elas (Mt 5:28). O jeito de Jesus lidar com as mulheres, porém, era diferente. Ele as tratava como pessoas, não objetos de desejo. Sabe-se que, em grande parte das igrejas locais, as mulheres são maioria. Sendo assim, não é possível evitar a sua companhia, nem é bíblico proibir a sua colaboração no serviço cristão. O que fazer? Como tratar essas mulheres que apóiam a causa de Cristo? Há uma orientação bíblica a esse respeito: "Trate (...) as mulheres idosas, como mães e as mulheres jovens, como irmãs, com toda a pureza" (I Tm 5:1a-2, NTLH).

2. As mulheres que apóiam a causa de Cristo desejam ser tratadas com dignidade.

Joana viveu numa época em que mulher era vista como alguém incapaz de aprender, de assimilar, de debater verdades espirituais. Os homens iam às sinagogas para aprender, mas as mulheres para ouvir apenas. Os rabinos diziam que era melhor queimar os livros da lei que permitir que uma mulher os lesse. Diante disso, foi grande a admiração de Joana pelo Mestre dos mestres, quando notou que ele admitia que as mulheres eram não somente capazes de aprender e entender, mas, também, de participar de debates bíblicos (Mt 15 :21-28; Mc 14 :3-9; Lc 10:38-42; Jo 4:7-12, 11 :20-33). Ela deve ter se sentido profundamente respeitada e dignificada, quando Jesus se dispôs a ensinar-lhe acerca de sua crucificação e sua ressurreição (Lc 24:6-8). As mulheres que apóiam a causa de Cristo desejam ser tratadas com dignidade. Não podemos pensar que todas as mulheres da igreja de Cristo são como as da igreja de Éfeso: "mulheres que estão sempre tentando aprender, mas nunca chegam a conhecer a verdade" (II Tm 3:7). Há muitas que são capazes, não somente de ouvir e aprender, mas também de ensinar a verdade da palavra de Deus.

3. As mulheres que apóiam a causa de Cristo desejam ser tratadas com confiança.

Tente imaginar o quanto Joana se sentiu valorizada, ao receber dos seres angelicais a missão de comunicar aos discípulos a extraordinária mensagem da ressurreição de Jesus. Joana vivia num mundo onde ninguém dava credito às palavras de uma mulher. Ela sabia que, nos tribunais, a palavra feminina tinha o mesmo valor da palavra de um escravo gentio, ou seja, quase nenhum. O mundo não acreditava na capacidade da mulher, mas Jesus acreditou (Mc 16 :14 ; Lc 24:22-26). No dia de Pentecostes, não foram somente os homens que ficaram cheios do Espírito Santo, mas também as mulheres (At 1:13-14 ) presentes no cenáculo participaram, igualmente, daquela experiência de revestimento para a proclamação. Talvez Joana tenha sido uma delas. O Espírito Santo, sobre quem Jesus tanto falou, em seus últimos ensinos, não recriminou nem desprezou as mulheres! Ele capacitou (Rm 16 :1, 3-5a,6,12-13) e capacita mulheres para levarem o evangelho salvador e poderoso do Senhor Jesus aos perdidos.

CONCLUSÃO

Não temos, nos evangelhos, nenhuma mulher opondo-se a Jesus. As mulheres aparecem para apoiar e ajudar o ministério de Jesus. Este é, como vimos anteriormente, o caso de Joana, que foi tratada por Jesus de modo gentil, limpo e digno. O mesmo Jesus de Joana continua buscando tais amizades com milhares de corações femininos. Ele continua esperando a cooperação perseverante e a assistência espontânea das mulheres no ministério da sua Igreja, que se pareçam com Joana, em caráter, ou seja, que sejam agradecidas, generosas, obedientes, ensináveis, corajosas, crédulas. A história de Joana não está registrada no evangelho apenas para ser estudada e admirada, mas, também, para ser imitada.

Que Deus nos abençoe e guarde!


Fonte: Texto de autoria do Pastor Genilson Soares da Silva adaptado por PCamaral para ilustrar a série "Homens de Mulheres da Bíblia - O exemplo dado por eles"

sábado, 30 de janeiro de 2010

Como é bom que os irmãos vivam em comunhão!

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Assim como a igreja do Senhor não subsiste sem doutrina bíblica, também não pode “caminhar” sem comunhão.





A Bíblia enaltece a importância da unidade dos membros do corpo para a saúde do mesmo (I Co 12:14-17). No corpo de Cristo, o individualismo não deve sobressair à unidade; afinal de contas, reino dividido não prospera (Mt 12:25). E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos. Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade. Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.

Quando olhamos para o texto de Atos 2:42-47, vemos os primeiros passos dos cristãos primitivos na constituição da Igreja. A Bíblia mostra centenas de pessoas reunidas em torno de um único objetivo: glorificar a Deus. Eles desejavam ser uma Igreja viva para o Senhor. Eles não desejavam realizar uma porção de atividades para que isso os caracterizasse como igreja. Ser uma igreja para glorificar ao Senhor fazia com que eles se reunissem nas casas, onde os cristãos se relacionavam. (...) Aqueles cristãos sentiam as dores e alegrias uns dos outros, tudo através do relacionamento que mantinham uns com os outros.

Os apóstolos não precisavam promover um programa especial, uma campanha, uma reunião dos jovens ou das senhoras para apelar às pessoas que olhassem as necessidades umas das outras. Além disto, os apóstolos não se reuniam para traçar um extenso calendário de atividades espirituais, esportivas e sociais que envolvessem os membros da igreja ou aqueles que dela estivessem afastados. (...)
De quando em quando é bom lembrarmos como vivia a Igreja Primitiva e compará-la com o que vivemos hoje. Eles experimentavam um cristianismo de relacionamento e nós vivemos, muitas vezes, praticamos um cristianismo de atividades.
Ao invés de nos relacionarmos uns com os outros no templo e nas casas, sentindo as necessidades dos irmãos e procurando crescer mutuamente na fé, precisamos que a liderança da igreja marque uma porção de atividades que nos unam para fazermos aquilo que deveria acontecer espontaneamente. (...)

Por exemplo – no último mês, você iniciou um relacionamento com um novo crente e se dispôs a discípula-lo?

Você orou pessoalmente ou por telefone, esta semana, por alguém?
Nos últimos 15 dias, você contou para as pessoas algo que Deus fez em sua vida?
E você sabe quais foram as coisas mais marcantes que Deus fez na vida das pessoas que estão próximas a você na igreja?

A ORIENTAÇÃO BÍBLICA

Voltando ao texto base deste artigo. “O Senhor vos aumente, e vos faça crescer em amor uns para com os outros e para com todos, como também nós para convosco, a fim de que seja o vosso coração confirmado em santidade, isento de culpa, na presença de nosso Deus”. (I Ts 3:12-13) O apóstolo Paulo tinha enorme preocupação com a igreja em Tessalônica. Prova disso é que ele havia enviado Timóteo para confortá-la e exortá-la acerca da sua fé (I Ts 3:2). Paulo não pôde ir a Tessalônica, mas pôde orar pelos tessalonicenses. Na sua oração, ele suplicou a Deus que a igreja tivesse uma fé madura, amor fraterno e santidade na presença de Deus (v.10-13). O velho apóstolo sentia saudade daqueles irmãos, a ponto de orar dia e noite, a fim de contemplar-lhes novamente o rosto (v.10). Paulo entendia a importância da comunhão na prática. Nós também precisamos ter esta consciência. Para que isso aconteça, vamos analisar alguns aspectos da comunhão segundo a orientação do Senhor.

1. O significado da comunhão:

No meio do povo de Deus, a palavra comunhão não é algo incomum (ou, ao menos, não deveria ser). A palavra comunhão, que aparece em nossas Bíblias, é a tradução do termo grego Koinonía. Esse termo descreve aquilo que temos em comum, o que compartilhamos como crentes em Cristo. Infelizmente, há muitos cristãos pensando que não necessitam da igreja para ter comunhão. Vez ou outra ouvimos alguém dizer: “Não preciso ir à igreja, pois posso adorar a Deus na minha própria casa”.

Ledo engano! Ler a Bíblia não é suficiente para se ter comunhão; orar sozinho não é suficiente para se ter comunhão; louvar a Deus sozinho também não é sinônimo de comunhão. Não é possível compartilhar amor no isolamento. A comunhão não é apenas vertical (entre nós e Deus), mas também, horizontal (entre nós e nossos irmãos). Ela não é individual, mas coletiva; não gira em torno de uma pessoa, mas de pessoas. Comunhão tem a ver com generosidade, que foi adotada pela igreja primitiva, “pois os que criam mantinham-se unidos e tinham tudo em comum. Vendendo suas propriedades e bens, distribuíam a cada um conforme a sua necessidade” (At 2:44-45). Comunhão, ou Koinonía, é uma parceria de doação mútua que visa à edificação, à maturidade dos envolvidos para alcançarem a semelhança com Cristo, ou seja, a santificação (Ef 4:11-16).3

2. A iniciativa da comunhão:

A iniciativa da comunhão não é humana, mas divina. Deus é o principal exemplo de comunhão. O versículo 12 de I Tessalonicenses 3 reforça, ainda mais, essa afirmação. Ali está escrito: “O Senhor vos aumente, e vos faça crescer em amor uns para com os outros e para com todos, como também nós para convosco, a fim de que seja o vosso coração confirmado em santidade”. A Triunidade divina (Pai, Filho e Espírito Santo) mostra-nos a essência da unidade. Agora, veja como o apóstolo Paulo prossegue: “como também nós para convosco” (v.12). Deus toma a iniciativa e nós o imitamos. Deus ama as pessoas para que elas amem ao próximo.

A generosidade tem sido sempre uma característica do povo cristão, porque nosso Deus é generoso. Se ele dá tudo de graça, se nosso Pai é generoso, seus filhos também devem ser generosos. Aprendemos a perdoar porque Deus nos perdoou primeiro (Cl 3:13). Momentos antes de sua prisão, Jesus havia feito a seguinte oração: “Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós” (Jo 17:21). Tem você se esforçado para ser um com o seu irmão? Tem você renunciado o egoísmo e o individualismo em nome da unidade no corpo de Cristo? Imitemos o Mestre Jesus.

3. A solidariedade da comunhão:

A auto-suficiência não deve fazer parte da nossa vida cotidiana. Por mais que tentemos, nunca conseguiremos viver sem depender das pessoas, pois não somos capazes de tudo (II Co 3:5). Gostemos ou não, invariavelmente todos nós dependemos dos outros. Precisamos de amizade, afeto, amor. Não é uma questão de opção de vida nem de sentimentalismo. Faz parte do kit de sobrevivência de nossa espécie. Precisamos de alguém. Assim como você, as demais pessoas também almejam um ato solidário. Na igreja, em casa, no trabalho e na escola, há pessoas precisando de companhia, de uma palavra motivadora, de um conselho, etc. Comunhão sem solidariedade não é comunhão. Como é bom podermos contar com os nossos irmãos! Como é motivador termos a certeza de que, nos momentos mais difíceis da vida, há alguém orando em nosso favor, dia e noite, assim como fazia o apóstolo Paulo para com a igreja em Tessalônica. Você pode fazer mais por uma pessoa de joelhos, orando por ela, do que trabalhando para ela. Ainda há tempo para nos preocuparmos com o semelhante; ainda há tempo para nos unirmos; ainda há tempo para imitarmos a igreja primitiva, por meio da generosidade. É pela comunhão que compartilhamos as cargas uns dos outros e cumprimos a lei de Cristo (Gl 6:2).

4. A pureza da comunhão:

Observe o texto: “Ele se entregou por nós a fim de nos remir de toda a maldade e purificar para si mesmo um povo particularmente seu, dedicado à prática de boas obras” (Tt 2:14). Cristo é puro; a sua igreja deve ser pura; a comunhão é pura. Isso significa dizer que em nossas relações fraternais, devemos prezar pelo bem do outro. Cristo conhece os corações e sabe quais são as nossas verdadeiras motivações em nossos relacionamentos. A comunhão não é baseada no engano, nas lisonjas, nas intenções impuras ou na maledicência, mas, sim, na pureza. Cristo morreu não só para nos redimir de toda iniquidade, mas também para reunir e purificar, para si mesmo, um povo entusiasmado pelas boas obras. O alicerce da comunhão bíblica é o amor, e este não faz mal a ninguém porque é puro! Todos precisamos ter consciência de que “o amor não se porta com indecência, não busca os seus interesses (...) não folga com a injustiça, mas folga com a verdade” (I Co 13.5,6). Quando falamos de “verdade”, estamos nos referindo à sinceridade e justiça no relacionamento. Todos pecamos e temos defeitos; porém, devemos examinar a nós mesmos, antes de “jogarmos pedras no telhado alheio”. Aqueles que gostam de observar os pecados dos outros, normalmente, escondem os seus próprios. Tenhamos pensamentos puros e olhemos para as pessoas com amor.

5. O propósito da comunhão:

Observemos o texto básico mais uma vez: “O Senhor vos aumente, e vos faça crescer em amor uns para com os outros e para com todos, como também nós para convosco, a fim de que seja o vosso coração confirmado em santidade, isento de culpa, na presença de nosso Deus” (I Ts 3:12-13). Como podemos ver, a comunhão nos leva à santificação. Diante disso nos vem uma pergunta:
É possível haver santificação sem comunhão?
Hebreus 12:14 responde: “Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”. Note que antes do termo “santificação” vem a expressão “segui a paz com todos”. Esta é interligada àquela.

Ainda há facções minando as forças espirituais de muitos crentes. Há corações machucados e amargurados. Há muitos relacionamentos em crise, no meio do povo de Deus. Por incrível que pareça, muitos dos que se encontram nessas condições, pensam que está tudo bem! Eles continuam a orar, ofertar, ir à igreja e, por conta disso, acreditam estar no caminho da santificação; contudo, estão a caminho de um precipício que leva à morte. Na presença do nosso Deus devemos estar isentos de culpa. Cristo nos alerta: “deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai conciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem apresentar a tua oferta” (Mt 5:24).

Não há como avançarmos na santificação pessoal, se não vivermos em comunhão com nossos irmãos! A comunhão é um presente de Deus para nós. A igreja é uma família em que devemos construir pontes de amizades e não muralhas de separação. A igreja é a comunidade do amor, da aceitação, do perdão, da restauração. Seremos conhecidos como discípulos de Cristo pelo amor (Jo 13:34,35). Somente em Cristo alcançaremos paz com todos. Nós formamos o povo pelo qual Cristo morreu. Ele é o bom pastor que deu a vida pelas ovelhas (Jo 10:11). Lugar de ovelha é no aprisco, junto ao bom Pastor. Há muitas ovelhas dispersas neste mundo; contudo, Cristo quer juntá-las novamente, a fim de que não mais fiquem sem comunhão (Jo 10:16).

APLICANDO O ENSINO BÍBLICO:

Sejamos santos na comunhão evitando a maledicência.

A Bíblia repudia a maledicência: “mas agora despojai-vos também de tudo isto: da ira, da cólera, da malícia, da maledicência, das palavras torpes da vossa boca; não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do homem velho com os seus feitos” (Cl 3:8-9). Quem deseja crescer na santificação pessoal, deve ouvir mais e falar menos. Devemos agir com sabedoria para não incorrermos no erro de quebrarmos os laços da comunhão construídos por Cristo. Difamar os outros causa terríveis prejuízos aos relacionamentos. Ao invés de difamar, devemos elogiar e motivar as pessoas, olhando para as suas qualidades. Sejamos puros no falar (Cl 4:6).

Sejamos santos na comunhão praticando a intercessão.

Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós” (Jo 17:21). Jesus se importa com a nossa comunhão. A oração dele para conosco não tem objetivos materialistas, mas espirituais; não tem fins individualistas, mas comunitários. Ele orou por você! Ele orou por nós! Oremos uns pelos outros; humilhemo-nos, perante Deus, em favor dos nossos irmãos. Se há dificuldade de comunhão em nosso meio, roguemos ao Senhor para que sejamos um com ele e com os outros. Busquemos a unidade em Cristo. Lembre-se: “a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos” (Tg 5:16).

Sejamos santos na comunhão liberando o perdão.

Paulo tinha um coração perdoador. “E a quem perdoardes alguma coisa, também eu; pois, o que eu também perdoei, se é que alguma coisa tenho perdoado, por causa de vós o fiz na presença de Cristo, para que Satanás não leve vantagem sobre nós” (II Co 2:10). Não somos perfeitos. Todos nós podemos errar; todos nós estamos sujeitos, em algum momento da vida, a ferir e ser feridos. A comunhão será plena, se houver perdão. Não é possível haver comunhão, se não houver corações dispostos a perdoar. É possível que haja rachaduras no seu relacionamento para com a família, amigos, etc. Porém, por meio do perdão, essa situação poderá mudar para melhor. Perdoe e seja vitorioso sobre Satanás!

Agora ficamos diante de um grande desafio: mudança.

É possível que não sejamos perfeitos em nossos relacionamentos; porém, devemos sempre estar em busca da perfeição. Hoje somos chamados por Deus a mudar de atitude. Somos chamados à santificação na comunhão evitando a maledicência, praticando a intercessão e liberando o perdão. Você acha impossível passar por essas mudanças? Saiba que Cristo é especialista em realizar o impossível. Cristo pode e quer transformar você. Ele vai restaurar a sua comunhão.

DEC
PCamaral

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Como é o namoro segundo a vontade de Deus?

7 comentários:
"A vontade de Deus é que vocês sejam santificados: abstenham-se da imoralidade sexual. Cada um saiba controlar o seu próprio corpo de maneira santa e honrosa". (I Ts 4:3-4 – NVI)
De acordo com a cultura do “presente século”, o conceito de “namoro saudável” está, em muitos aspectos, distante daquele apresentado na Bíblia Sagrada, de modo que até muitos crentes em Jesus desconhecem os princípios bíblicos que devem orientar este relacionamento. Neste artigo, trataremos destes princípios. Como é o namoro segundo a vontade de Deus? As estatísticas da Unesco mostram que se aprofundou entre os brasileiros de 11 a 24 anos a tendência aos namoros breves mas intensos que marcaram a adolescência nos anos 90. Acentuaram-se também a precocidade e a ousadia dos primeiros relacionamentos. O padrão, agora, vai muito além do que os pais estão imaginando. Nas principais capitais pesquisadas, a idade da primeira vez das meninas é 15 anos, e dos meninos, 14 anos. Quatro anos atrás, um levantamento do Ministério da Saúde apontava que a primeira vez dos adolescentes estava ocorrendo entre 16 e 19 anos. A diferença é muito grande entre uma menina de 15 anos e uma de 19. Na década passada, um em cada quatro adolescentes das grandes cidades brasileiras dizia a pesquisadores que os pais permitiam que ele... [tivesse relações sexuais] com a namorada ou o namorado em casa mesmo. Os dados atuais mostram que esse número quase dobrou.
Como não podia deixar de ser, o estudo da Unesco mostra que pelo menos numa coisa a juventude é coerente: os filhos querem menos palpites dos pais e mais liberdade. Sempre. Cada vez mais. Adoram os primeiros vôos da sexualidade, mas estão confusos e divididos sobre temas como virgindade, fidelidade, namoro e casamento. Os pesquisadores começam a detectar uma mudança na natureza dos namoricos dos anos 90, que os jovens chamaram de “ficar”. Ele pode estar se tornando para muitos uma relação mais séria – mesmo que paradoxalmente passageira e descompromissada. Antes, ficar era um termo novo para uma velha prática, a dos beijos e afagos íntimos. E agora? “A pesquisa registrou que muitos jovens passaram a... [ter relações sexuais] com quem ‘ficam’”, diz Maria das Graças Rua, professora da Universidade de Brasília (UnB) e uma das coordenadoras do levantamento nacional feito pela Unesco.
Aí está uma mudança e tanto cujas implicações cedo ou tarde os pais dos 37 milhões de brasileiros entre 15 e 24 anos terão de abordar com os filhos.
Fonte: CARELLI, Gabriela. O sexo começa cedo e com ousadia: Estudos da Unesco mostra que a iniciação sexual dos brasileiros está mais precoce e os namoros, muito quentes. Disponível em: Revista Veja On line (http://veja.abril.com.br/130202/p_080. html) Acessado em 25\09\2009.
A ORIENTAÇÃO BÍBLICA
Diz a Escritura: “Não é bom que o homem viva sozinho. Vou fazer para ele alguém (...) como se fosse a sua outra metade” (Gn 2:18 – NTLH).
Com a criação de Eva, Deus deu a Adão alguém com quem ele pudesse se relacionar, conversar, dividir alegrias, descobertas, etc. O casamento é plano de Deus! Pois bem, o primeiro passo rumo a esta união é o namoro. É importante encará-lo com seriedade. Quem erra o primeiro passo, pode se complicar mais à frente. Cerca de 75% dos problemas que os casais enfrentam têm origem na época do namoro e do noivado. Um namoro problemático, fora dos padrões estabelecidos por Deus, é danoso e pode machucar os envolvidos. Para que isso não aconteça, vejamos alguns princípios orientadores para o namoro, contidos nas Escrituras.

1. A escolha certa no namoro:

O que o crente em Jesus precisa levar em conta, antes de escolher alguém para iniciar um namoro? Paulo dá um conselho eficaz, em II Coríntios: “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos” (6:14a). Você sabe o que é o “julgo desigual”? De acordo com o contexto desta passagem, colocar-se em jugo desigual significa ter ligação com uma pessoa que é totalmente diferente. “Neste texto está relacionado a uma pessoa que não é membro da família da fé e que pode fazer com que um crente quebre a sua aliança com Deus”. Parece que o que está em questão é separar a religião pagã da religião cristã. Veja que Paulo é contundente na sequência: “porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? (...) Ou que união, do crente com o incrédulo?” (II Co 6:14-15). Na hora de escolher com quem namorar, o cristão precisa levar essa orientação das Escrituras a sério. É preciso conversar com a pessoa com quem se deseja namorar, saber quais são seus objetivos, seus propósitos, seus sonhos; conhecer a família. A fé que professa. Depois de tudo isso, é indispensável perguntar se vale mesmo a pena namorar. Será que não é roubada? Afinal, se namorar determinada pessoa significa risco de quebrar a aliança com Deus, é uma tremenda fria! É bom pensar, repensar e orar. Um namoro santo começa com uma escolha certa! “Por acaso andarão duas pessoas juntas, se não estiverem de acordo?” (Am 3:3).

2. O propósito real do namoro:

Existe uma razão para namorar. A ideia de “namorar”, simplesmente por “namorar”, deve ser descartada. Por quê? Traga a sua mente o início da história humana: a união de um homem com uma mulher, por meio do casamento, conforme já dissemos, foi ideia de Deus. Foi ele quem disse: “Portanto, o homem deixará o seu pai e sua mãe e se unirá a sua mulher” (Gn 2:24). Não se apresse a ler este texto. Medite: O que Deus criou, aqui em Gênesis? O casamento, isso mesmo! Deus não criou o namoro. O namoro é o primeiro passo para o casamento. Se Deus nunca tivesse instituído o casamento, o namoro também não existiria.
Ah! Mais então quando duas pessoas começam a namorar, elas são obrigadas a se casar?!”
Não, lógico que não. Quando duas pessoas começam a namorar, isso não significa, absolutamente, que irão se casar. Muitas coisas podem acontecer, durante o relacionamento, inclusive, o término dele. Entretanto, um namoro deve significar, pelo menos, que os envolvidos pensam em se casar. O namoro deve visar ao casamento. O conceito de “curtição” deve dar lugar ao conceito de “preparação”. Esse é o propósito real do namoro. É claro que isso não significa que a pessoa deva começar a namorar hoje e casar-se amanhã. Casamento é coisa séria. Todavia, deve, no mínimo, começar a pensar no assunto.

3. O objetivo cristão no namoro:

Todo cristão tem um objetivo, em sua caminhada: agradar a Deus. Sobre ele, Paulo disse aos irmãos de Corinto: “seja comendo, seja bebendo, seja fazendo qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus” (I Co 10:31). Paulo está tratando de um assunto complicado, neste capítulo, desta carta endereçada aos crentes daquela cidade. Ele aproveita a ocasião para estabelecer uma regra geral para a conduta dos cristãos e aplicá-la a este caso particular. Ele ensina que o nosso alvo deve ser a glória de Deus, sempre! Veja a ênfase que Paulo dá: “tudo para a glória de Deus”. “Tudo” o que fizermos (e isso inclui o namoro), devemos antes perguntar “Deus será glorificado? Antes de participar desta atividade, poderei curvar a cabeça e pedir que o Senhor seja engrandecido por meio daquilo que estou prestes a fazer?”. Como cristão, devo fazer tudo para glória de Deus. Tenho uma responsabilidade. A questão então, não é encaixar minha vida espiritual com meu namoro, mas meu namoro à minha vida espiritual. Muitos pensam que orar no namoro é “caretice”; meditar na palavra então... Todavia, não se engane! Quem não tem tempo para isso no namoro, não terá também no casamento. Se Deus não é glorificado no namoro, não será também no casamento.

4. A sutil ameaça do namoro:

Um namoro é um relacionamento entre duas pessoas. Infelizmente, a maioria dos casais de namorados leva isso muito a sério e esquece o resto do mundo. As outras pessoas passam a ser meros coadjuvantes, no filme da vida dos dois, que só se preocupam um com o outro. Não são raras as vezes em que um casal começa a namorar e abandona seus amigos, ignora seus pais, deixa de lado seus irmãos – os da igreja e os sanguíneos - exige exclusividade irrestrita. Muitos são os que “terminam seus namoros e encontram quebrados os seus laços de amizade com os outros”. Isso é muito perigoso! Na Bíblia, encontramos um princípio muito importante sobre a maneira correta de mostrarmos amor uns pelos outros. Vejamos: “Que o amor de vocês aumente cada vez mais em conhecimento e em toda a percepção” (Fp 1:9). A palavra “conhecimento” aqui indica os princípios espirituais que devem guiar os nossos relacionamentos uns com os outros. Apesar de o texto se referir ao “amor fraternal”, entre os crentes em Jesus, os casais de namorados não perderiam em nada se o aplicassem em seu relacionamento. O amor não pode ser cego, conforme é encarado e declamado no conhecimento popular; deve aumentar em conhecimento e percepção. Por isso, quem namora deve amar de forma inteligente! Não se afaste dos seus amigos, não ignore seus pais, não despreze seus irmãos.

5. O cuidado físico no namoro:

O namoro deve ter limites físicos muito bem estabelecidos. Pensemos num princípio bíblico relevante, neste sentido. A Bíblia diz: “A vontade de Deus é que vocês sejam santificados: abstenham-se da imoralidade sexual. Cada um saiba controlar o seu próprio corpo de maneira santa e honrosa” (I Ts 4:3-4 – NVI). Essa orientação do apóstolo Paulo é escrita numa época em que o mundo greco-romano era um verdadeiro caos sem lei. Parecia que a vergonha havia “sumido da terra”. A igreja surge dentro deste contexto pervertido. Orientações sobre a vida sexual precisavam ser dadas. Paulo mostra que o crente em Jesus deve saber controlar o seu corpo em santidade e honra. Mais que isso: ele indica a maneira, através de uma expressão interessante, no versículo 6: “e que, nesta matéria, ninguém ofenda nem defraude a seu irmão”. Atente para a palavra “defraudar”. Ela significa “despertar um sentimento ou desejo no outro que não pode ser licitamente satisfeito”, ou “ultilizar como se fosse sua a propriedade de outra pessoa”. É por isso mesmo que quem namora deve tomar cuidados físicos redobrados. Evitar a todo custo provocar o desejo sexual no outro através do contato físico exagerado ou por meio de roupas sensuais e etc. Intimidade sexual, sem compromisso sério, é “defraudar”. O corpo do (a) namorado (a) não pertence à namorada (o) enquanto eles não se casarem. Lamentavelmente, neste aspecto (e em muitos outros), a mídia faz um total desserviço. Vivemos numa época em que os “senhores” do mercado, os “poderosos” da mídia, querem nos convencer de que não podemos viver sem sexo. Eles o apresentam semelhante a mais um item numa prateleira de supermercado “a ser consumido”. Deste modo, dizer que praticar o sexo fora dos laços do matrimônio é “defraudar” soa meio “antiquado”. Mas não se esqueça: esse é o padrão de Deus. Ele é irrevogável. Portanto, é necessário obedecer-lhe.

Na sequência, continuando a nossa busca por princípios bíblicos que devem orientar o namoro, veremos o que deve, de fato, acontecer neste relacionamento.

APLICAÇÃO E MUDANÇA DE ATITUDE:

Quem namora, precisa aperfeiçoar a capacidade de se relacionar.

Você já ouviu falar em “namoro virtual”? Pois é, a cada dia que passa, cresce o número da lista de pessoas que se inscrevem em sites de relacionamentos, em busca de um “namoro” assim. Mas acontece que relacionamentos “exigem muita dedicação e habilidade”. São poucos os que estão interessados em desenvolvê-los com seriedade. O namoro virtual pode até ser “bom” para o bolso, mas priva “casal” de uma das maiores oportunidades oferecidas pelo namoro: a capacidade de aperfeiçoar os relacionamentos. É grande o número de pessoas que são relacionalmente um desastre. Tanto no ambiente familiar como em outros locais, são inseguras, afoitas ou até mesmo estouradas, explosivas. Quem não sabe se relacionar, só tem a perder. A Bíblia diz que duas pessoas juntas podem lucrar muito mais do que uma sozinha (Ec 4:9 – BV). Pois bem, o namoro pode ser “um período de grande crescimento e descoberta nesta área”.

Quem namora, precisa desenvolver a capacidade de se controlar.

O namoro tanto pode ser um tempo de muita bênção e alegria, quanto pode ser um período triste, a fazer parte de um passado a ser esquecido e enterrado. Tudo vai depender da forma com que é encarado. Quanto o casal avança os limites estabelecidos por Deus, o risco do namoro se tornar um tempo de frustração é muito grande. É preciso autocontrole. Se quer agradar a Deus, quem namora, precisa desenvolver esta virtude. O ato de protelar a relação sexual até o casamento serve para isso. É pedagógico. Mostra que o “relacionamento e a verdadeira preocupação com o outro são mais importantes que a satisfação pessoal e a expressão sexual”. Quando esse princípio é levado a sério, o namoro se torna uma ótima oportunidade para se exercitar o autocontrole ou domínio próprio, uma das características do fruto do Espírito (Ef 5:23).

Quem namora, precisa aumentar a capacidade de se comunicar.

Quanto tempo o casal de namorados passa conversando? Geralmente, muito pouco. Isso é um sinal de alerta! Não adianta se iludir, se, no namoro, não existe diálogo, no casamento não existirá também. Em Provérbios, o “controle da boca” é uma virtude desejável a ser perseguida, pois o que controla a sua boca preserva a vida (13:3a). “Controlar a boca” não é ficar sem falar, mas falar na hora certa: “como é bom uma palavra na hora certa!” (Pv 15:23). Meditar no que responder: “O coração do justo medita sobre o que se deve responder” (Pv 15:28). Todas essas práticas precisam ser exercitadas no namoro: “Palavras suaves são como favos de mel, doçura para alma e saúde para o corpo” (Pv 16:24).

Você que está terminando de ler estas palavras, deve saber o quanto o casamento é importante para Deus. Sabe que ele deve ser uma união indissolúvel: “o que Deus uniu não separe o homem” (Mt 19:6b). Pois bem, o sucesso no casamento, depende, em muitos fatores, do sucesso no namoro. Então, se você for pai ou mãe, oriente seus filhos sobre o namoro segundo a vontade de Deus. Não tenha medo de falar! E, se você for jovem, ou uma pessoa que está namorando ou pensando em namorar, não adie: conduza seu relacionamento de acordo com os princípios das Escrituras Sagradas.

Vale a pena.

Que Deus nos abençoe e guarde!

***

DEC - PCamaral

Ano 2060 - Carta aberta de um apóstolo aos seus parceiros de ministério.

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Renato Vargens


Rio de Janeiro, 2060, ano da bênção, da prosperidade e da vitória financeira.

Graças a Deus estamos debaixo da unção!

O movimento gospel alastrou-se substancialmente. A indústria gospel é uma das mais fortes do país. Nossos líderes, os “apóstolos da última revelação divina” dominam a fé evangélica trocando os lenços ungidos dos profetas que viveram em 2010 por singelas ofertas de generosidade. Nosso amado "avôpóstolo" em virtude da descoberta do DNA de Deus, e por ter tido revelações maiores do que a do apóstolo Paulo foi promovido pela Divina Trindade ao cargo de vice-deus.

Hoje colhemos os frutos dos nossos decretos. Pelo poder de Deus e porque é um direito nosso enriquecemos substancialmente comprovando que Deus honra a nossa fé.

Em 2060, ano da bênção, da prosperidade e da vitória financeira adquiri o meu primeiro Boeing 797. Louvo a Deus pelos meus contribuintes que em troca da unção da alegria perene, aderiram ao desafio da multiplicação ofertando a simbólica quantia de 50 mil reais.

Tenho decretado e amarrado o príncipe da mendigaria e acreditado que até o final de 2060, comprarei o meu primeiro porta aviões gospel a fim de que possa estacionar a minha ungida aeronave em qualquer um dos sete mares.

A unção de Deus é tão grande sobre minha vida, que para administrar as riquezas adquiridas foi necessário comprar um banco, o qual pela graça de Deus se transformou no primeiro banco gospel do Brasil.

Prezado amigo minha prosperidade é tão grande, que pretendo em nome de Jesus, e por módicos juros, ajudar os meus parceiros de fé a alcançarem seus objetivos pessoais. Venham ao banco gospel, façam seus empréstimos, continuem dando o "quadrizimo" e verás que Deus há de abençoá-lo.

Saudações apostólicas.

Apóstolo Hermanoteu

***

Fonte: Publicado por Renato Vargens e divulgado no PC@maral

Quando Deus responde a oração do fraco

3 comentários:

Uma senhora muito pobre telefonou para um programa cristão de rádio pedindo ajuda. Um satanista que ouvia o programa resolveu pregar-lhe uma peça. Conseguiu seu endereço, chamou seus secretários e ordenou que fizessem uma compra e levassem para a mulher, com a seguinte orientação: Quando ela perguntar quem mandou, respondam que foi o diabo!

Ao chegarem na casa, a mulher os recebeu com alegria e foi logo guardando alimentos. Os secretários, conforme a orientação recebida, lhe perguntaram:

- A senhora não quer saber quem lhe enviou estas coisas?

A mulher, na simplicidade da fé, respondeu:

- Não , meu filho... Não é preciso. Quando Deus manda, até o diabo obedece!

Comentário PC@maral:

Deus tem visto nossas lutas e ouve as nossas orações. Deus tem o tempo certo de responde-las. Na maioria das vezes ficamos impacientes e até questionamos a atitude de Deus, mas, sabemos que Ele sempre estará nos preparando o melhor, mesmo que nós não compreendamos de imediato.

Confie em Deus, nunca deixe de orar e pedir Sua direção e Sua ajuda todos os dias, é isto que Ele espera de nós, que dependamos Dele para tudo em nossa vida. Não de maneira a que venhamos a nos descuidar ou relaxar demais, ao ponto de não fazermos a nossa parte, mas para abençoar nossas vidas e nossos projetos e tudo o que fizermos redunde em glória ao Seu nome, assim como declarou o apóstolo Paulo:
"E, para que não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi-me posto um espinho na carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que não me exalte. Por causa disto, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim. Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte". (II Co 12:7-10)
Quando declaramos que somos fracos, ao mesmo tempo declaramos que somos dependentes de Deus e que nossas vitórias foram conduzidas por Ele e a Ele pertence toda a glória e toda a honra.

Que Deus nos abençoe e guarde!

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Fonte: Tema da estória enviado por email de Márcia Barros e comentado por PC@maral

Viver a Vida: Um festival de traições

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Renato Vargens


A psiquiatra Carmita Abdo, professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, e coordenadora do Projeto Sexualidade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP, que fez a pesquisa sobre o comportamento sexual do brasileiro, em 2000 afirma que:
"o relacionamento extraconjugal já foi incorporado pela cultura brasileira, mesmo que isso não seja o que as pessoas almejam"
Segundo a médica apenas um em cada quatro brasileiros casados espera fidelidade do parceiro. Isso significa que 75% das pessoas comprometidas acreditam que, mais cedo ou mais tarde, podem ter de encarar a traição. Os dados são de uma pesquisa que ouviu mais de mil pessoas casadas (ou com parceiro fixo) no Brasil.

Uma pesquisa recente da Universidade Federal do Rio de Janeiro aponta que 60% dos homens confessam a traição contra 47% das mulheres. Esses dados são o resultado de um estudo que vem sendo feito desde 1989 por Mirian Goldenberg, professora do departamento de Antropologia Cultural do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais.

Para piorar a situação a Novela global "Viver a Vida" incentiva e promove um festival de traições. Na verdade, quase todos os seus personagens estão envolvidos em relacionamentos adulterinos onde a filosofia reinante é o hedonismo.
O hedonismo (do grego hedonê, que significa prazer) é uma teoria ou doutrina filosófico-moral que afirma ser o prazer o supremo bem da vida humana. Surgiu na Grécia, na época pós-socrática, e um dos maiores defensores da doutrina foi Aristipo de Cirene. O hedonismo moderno procura fundamentar-se numa concepção mais ampla de prazer entendida como felicidade para o maior número de pessoas. É a tendência moral que defende a maximização do prazer e a minimização do sofrimento na existência humana. A teoria socrática do bom e do útil, da prudência, etc, quando entendida pela índole voluptuosa de Aristipo, leva ao hedonismo, onde toda a bem-aventurança humana se resolve no prazer. A idéia básica que está por trás do hedonismo é que todas as acções podem ser medidas em relação ao prazer e a dor que produzem. Podemos dizer também, numa linguagem mais simples, que o hedonismo é a arte de ser, não a de ter. A arte de ser é a sabedoria ascética do despojamento: não se cobrir de honras, de dinheiro, de riquezas, de poder, de glória e outros falsos valores ou virtudes, mas preferir a liberdade, a autonomia, a independência. A escultura de si é arte dessa técnica de construção do ser como uma singularidade livre. O hedonismo não é a mesma coisa que o consumismo, é exatamente o oposto. É o antídoto. O consumismo é o hedonismo liberal e capitalista que afirma ser a felicidade a posse de bens materiais. [fonte: Wikipédia - http://pt.wikipedia.org/wiki/Hedonismo
Infelizmente em pleno horário nobre o que se vê na principal emissora de televisão do país é a ênfase em amores proíbidos e puladas de cerca onde que mais importa é a satisafação e o prazer pessoal.

Caro leitor, o adultério sempre foi e sempre será fonte de marcas, mágoas, dores e desgraças. A separação e falência conjugal são hoje uma gravíssima epidemia que tem vitimado milhões de pessoas em toda planeta. Isto posto, tenho plena convicção que como crentes em Jesus não nos é possível tratarmos com naturalidade comportamentos adulterinos. Antes pelo contrário, temos por dever confrontar de forma clara e objetiva este comportamento imoral. Além disso, cabe a nós chorarmos diante do Senhor, pedindo perdão pelos pecados de uma nação que teima em desrespeitar os valores da decência e moralidade.

***

Postou Renato Vargens, no Púlpito Cristão e o PC@maral divulgou.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Jocum Brasil envia missionários para o Haiti

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Uma equipe de JOCUM Brasil e da ong SOS Global partiu nesta quarta-feira, dia 27/01 para Santo Domingo (República Dominicana), seguindo por via terrestre até a cidade de St Marc, Haiti, onde pretendem auxiliar no trabalho de receber e abrigar refugiados chegando à cidade, prestar ajuda nas áreas afetadas e quaisquer outras tarefas que se façam necessárias. Os 200km da etapa de Santo Domingo até St Marc serão percorridos com uma van alugada. Nos últimos dias carros e vans de médicos tem sido atacadas por pessoas desesperadas. Mais um efeito da tragédia.

Orem pela segurança deles.

Outro objetivo da equipe é avaliar a situação para prover apoio de longo prazo às crianças necessitadas do Haiti e às pessoas que desejam ajudá-las. Eles devem retornar dia 16/02.

Os participantes da equipe estão cobrindo do próprio bolso as suas despesas de viagem, que é mais de ou menos 2.000 dólares, incluindo ida e volta até Santo Domingo, transporte terrestre até PAP estadia no Haiti. Além disto estão levando doações em material hospitalar, dinheiro e outros itens para serem entregues no Haiti.

Mais informações: sos.haiti@jocum.org.br e www.jocum.org.br

***

Fonte: Jocum Brasil / Gospel+ Via >Missionário Arildo Gomes

Absalão um homem astucioso - "Série Homens e Mulheres da Bíblia"

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Sucedia também que, quando alguém se chegava a ele para se inclinar diante dele, ele estendia a sua mão, e pegava dele, e o beijava. E desta maneira fazia Absalão a todo o Israel que vinha ao rei para juízo; assim furtava Absalão o coração dos homens de Israel. (2 Samuel 15:5-6)

Por José Lima de Farias Filho

Absalão também dizia: “Ah! Se eu fosse o juiz aqui! Então qualquer pessoa que tivesse uma questão ou um pedido poderia me procurar, e eu faria justiça”. (II Sm 15 :4 NTLH)

Introdução: A história de Absalão é uma das mais tristes e comoventes do Antigo Testamento. Ele era um jovem bonito, cheio de vida e de sonhos. Criado no palácio real, conheceu e experimentou tudo o que há de bom e de ruim no mundo restrito dos poderosos. Mas os atos pecaminosos da família real foram decisivos para que o jovem Absalão se transformasse, aos poucos, num homem astucioso, vingativo e traidor. Neste artigo, veremos como é danoso o pecado numa família. Quando não é enfrentado e combatido com severidade, suas conseqüências são imensamente terríveis. Na casa de Davi, por um período, o pecado esteve presente de forma tão intensa que a vida do jovem Absalão foi tragada prematuramente. Que a história desse jovem nos ajude a lidar corretamente com os perigos que a vida nos impõe.

I – O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE ABSALÃO

Absalão, cujo nome significa “pai [é] de paz”, foi um homem de guerra. Ele era o terceiro filho de Davi, e sua mãe chamava-se Maaca, filha do rei de Gesur, chamado Talmai (II Sm 3:3). Nascido em Hebrom (II Sm 3:2), Absalão foi um dos homens mais belos da história bíblica:
"Não havia, porém, em todo o Israel homem tão celebrado por sua beleza como Absalão; da planta do pé ao alto da cabeça, não havia nele defeito algum" (II Sm 14:25).
Ele tinha uma beleza que também fora transmitida à sua irmã:
"Tinha Absalão, filho de Davi, uma formosa irmã, cujo nome era Tamar" (II Sm 13:1).
A história deste homem é narrada em II Samuel 13-18. Em Israel, desde os tempos mais remotos, até os dias de hoje, toda criança aprende a decorar a lei de Deus (cf. Dt 6:1-9). Um dos mandamentos é este: "Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá" (Êx 20:12). Absalão havia decorado a lei, desde a sua tenra infância. Mas suas atitudes mostram que, para ele, a lei de Deus nada mais era do que pura retórica. Criado no palácio, acostumado a conforto e riqueza, informado sobre os bastidores do governo, sabedor das intrigas palacianas, Absalão foi lentamente desejando o poder; seu coração tornava-se possuído por um desejo incontrolável de ser rei.

Tudo isso começou depois que seu pai adulterou com Bate-Seba e mandou matar o marido desta, chamado Urias (cf. II Sm 11-12). Davi jamais chamou Absalão para conversar sobre seu terrível pecado. Enquanto Absalão desenvolvia seus planos de poder, seu irmão paterno, Amnom, primeiro filho de Davi com outra mulher, desenvolvia um plano repugnante: ele queria deitar-se com a bela Tamar, sua meia irmã. Amnom alimentou um amor pecaminoso, e, ao ser rejeitado, usou a força e estuprou Tamar (II Sm 13:1-19 ). Davi se indignou muito, mas nada fez (II Sm 13:21). Este episódio absurdo, contudo, revela outra faceta do coração de Absalão: ele era um homem violento e vingativo.

Ao saber do ocorrido, não falou com Amnom nem mal nem bem; porque odiava a Amnom, por ter este forçado a Tamar, sua irmã (II Sm 13:22). Absalão manteve-se em silêncio, porque era homem astuto, sabia a hora de agir. Dois anos mais tarde, ele deu vazão ao seu coração violento: armou uma cilada e mandou matar Amnom (II Sm 13:23-29). Outra vez Davi se indignou muito, mas nada fez (II Sm 13:31). Absalão fugiu para a cidade de Gesur, e lá ficou exilado, por três anos (II Sm 13:37-38). Davi chorava todos os dias a morte de Amnom, mas nada fazia (II Sm 13:37). Diante disso, Joabe usou uma mulher habilidosa nas palavras para convencer Davi a receber seu filho em Jerusalém. Com o consentimento do rei (II Sm 15:1-22), Joabe repatriou Absalão, mas Davi disse ao filho: Torne para a sua casa e não veja a minha face (II Sm 15:24a).

Por dois anos, Absalão ficou sem ver o rosto de seu pai (II Sm 14:28). Sentindo-se isolado e discriminado, o jovem mandou chamar Joabe, e, por seu intermédio, mandou este recado ao rei: "Para que vim de Gesur? Melhor me fora estar ainda lá. Agora, pois, quero ver a face do rei; se há em mim alguma culpa, que me mate" (II Sm 14:32). Finalmente, Davi recebeu seu filho e o beijou (II Sm 14:33). Mas, o coração de Absalão já não estava disposto a conviver em harmonia com o pai. Ele perdera o respeito por Davi. O quinto mandamento nada mais significava para ele. O jovem príncipe, então, decidiu colocar em prática um astucioso plano para arrancar Davi do trono. Para mostrar força, aparelhou-se com carro, cavalos e cinqüenta homens; passou a fazer contato com o povo; desde a manhã, ficava à porta da cidade de Jerusalém, recepcionando, ouvindo, conversando com as pessoas simples, que vinham de várias cidades de Israel, cumprimentando-as, fazendo-se amável, doce, educado, gentil, solícito com os israelitas. “Absalão falava com todos, ouvindo seu clamor e queixas contra o rei”.

Mas ele não estava interessado nos problemas do povo, nem em ajudar seu pai a governar bem; o que ele queria era saber o nível de insatisfação do povo contra o rei e ter o apoio popular contra seu pai. Para tanto, apresentou-se como alguém que sofria as mesmas dores e enfrentava as mesmas dificuldades do povo. “Sou como vocês!” Absalão era homem astuto nas palavras: “Olhe! A lei está do seu lado, mas não há um representante do rei para ouvir o seu caso” (II Sm 15:3 – NTLH). E dizia mais: “Ah! Se eu fosse o juiz aqui! Então qualquer pessoa que tivesse uma questão ou um pedido poderia me procurar, e eu faria justiça” (II Sm 15:4 – NTLH).

Absalão sabia falar ao coração das pessoas. O povo não percebeu o engodo.
Infelizmente, na maioria das vezes, a maioria não percebe quando os fraudulentos se aproximam, e, com palavras mansas e manhosas, os enganam.
Aos olhos do povo, a figura de Absalão começou então a distanciar-se de Davi, seu pai”. A cada dia, a imagem de Davi era desgastada e a de Absalão, fortalecida. As pessoas começaram a dar razão àquele jovem astuto. “Eles consideravam os atos e palavras de Absalão como sendo genuínos, e não traiçoeiros”. Ninguém discerniu que ali estava um filho traindo o pai.

A Bíblia mostra que, por quatro anos, Absalão se disfarçou de amigo do povo: E, quando alguém chegava perto de Absalão para se curvar diante dele, ele o segurava, abraçava e beijava (II Sm 15 :5 – NTLH). Quanta dissimulação! Ninguém percebeu que ele furtava o coração dos homens de Israel (II Sm 15 :6). Quando Absalão teve certeza absoluta de que o povo o amava mais do que a Davi, quando viu que a revolta contra o rei ficou mais forte, e os [seus] seguidores (...) aumentaram (II Sm 15:12b – NTLH), armou o último passo para seu golpe de Estado: Mentiu para Davi, dizendo-lhe que teria de ir a Hebrom para prestar um culto a Deus, como cumprimento de um voto que, na verdade, nunca fizera (15:7-9). Ele usou Deus, o culto, tudo o que pôde para seus fins políticos. Como Absalão é atual! Traições como a de Aitofel são ainda mais atuais (15:12a). O príncipe astuto sentiu-se seguro e ofereceu sacrifícios públicos em Hebrom, para manter a farsa (II Sm 15:12). Em secreto, porém, mandou as últimas orientações aos líderes das doze tribos, para que o golpe fosse perfeito: "Quando ouvirdes o som das trombetas, direis: Absalão é rei em Hebrom!" (II Sm 15:10). Os homens de bem, contudo, de nada sabiam (II Sm 15:11).

Quando Davi foi informado de que os israelitas haviam passado para o lado de Absalão (15:13 – NTLH), já era muito tarde. O conspirador maldoso acabara de realizar o sonho de sua vida: ser rei, ser poderoso, ser único. Como um rei tão capacitado como Davi permitira que atos tão reprováveis se desenvolvessem ao seu redor, sem que de nada soubesse? Não há respostas fáceis, mas não é exagero dizer que seu pecado com Bate Seba e os subseqüentes atos pecaminosos de seus filhos deixaram-no profundamente fragilizado espiritualmente. O astuto Absalão se aproveitou desse “vácuo” espiritual do rei.

Não é à toa que a Bíblia adverte: "Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar" (I Pe 5:8). A notícia de que o povo seguia a Absalão equivalia a uma declaração de guerra. Por essa razão, Davi temeu muito e teve de sair correndo de Jerusalém, levando a arca da Aliança. Ele, sua família, seus sacerdotes e conselheiros, fugiram chorando em voz alta (15 :14 -18 ,23). Sem palácio, longe do Templo, Davi mandou os sacerdotes oferecerem sacrifícios a Deus, ordenou a devolução da arca a Jerusalém e, com o coração aos pedaços, revelou um desejo incontido: "Se o SENHOR está satisfeito comigo, um dia ele me deixará voltar para ver a arca e a casa onde ela fica. Mas, se ele não está satisfeito, que faça comigo o que quiser!" (15 :25-26 – NTLH).

Davi mandou Husai a Jerusalém como seu informante, disfarçado de conselheiro de Absalão, a fim de contrapor-se aos conselhos do traidor Aitofel (II Sm 15:34). A estratégia deu certo: "Absalão acreditou na lealdade de Husai" (16:15-19). A diferença entre os dois conselheiros estava no caráter. Seguindo o conselho maligno de Aitofel, Absalão cometeu imensa torpeza, ao se relacionar sexualmente com as concubinas de Davi, em frente de todo o povo de Israel (16:20-23). Tal ato foi uma afronta a Davi e ao Deus de Davi. Seguindo os conselhos do amigo de Davi, Husai, Absalão aceitou armar seu exército para a guerra contra seu pai, fazendo exatamente o que Davi queria (17:1 14), mas, sobretudo, era a justiça divina que estava em curso (18:28,31).

Husai mandou informar Davi sobre tudo (17 :15 -22). Nesse ínterim, Aitofel se sentiu preterido pelo rei e se enforcou (17 :23. Husai passou a influenciar sozinho a cabeça de Absalão, que de nada desconfiava.
Como nossas atitudes se voltam facilmente contra nós! Absalão armara o golpe, sem que seu pai soubesse; agora, estava provando de seu próprio veneno. A palavra de Deus nos alerta a esse respeito: Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará (Gl 6:7).
Com um servo de Davi, Aitofel, Absalão traíra seu pai; com um servo de Davi, Husai, Absalão era traído. É a lei espiritual da semeadura. Não há como escapar.

Sob a orientação de Husai, o exército de Absalão se encontrou com o exército de Davi, na floresta de Efraim. Pai contra filho, filho contra pai. Ao invés de amigos, inimigos. Davi e Absalão frente a frente. Só um sairia com vida: o pai ou o filho. O coração de pai tremeu e Davi fez um pedido a seus comandantes, Joabe, Abisai e Itai: "Tratai com brandura o jovem Absalão, por amor de mim" (II Sm 18 :5). “Joabe, Abisai e Itai ficaram espantados com essas palavras. Brandura?, pensaram eles. Depois do que Absalão fez a você? Mas permaneceram calados”.

A guerra começou no bosque: "Ali, foi o povo de Israel batido diante dos servos de Davi; e, naquele mesmo dia, houve ali grande derrota, com a perda de vinte mil homens" (II Sm 18 :7). No final da batalha, porém, algo inesperado aconteceu: "Alguns homens de Davi viram Absalão. Ele ia montado numa mula, e, ao passar por baixo de um grande carvalho, a sua cabeça ficou presa nos galhos. A mula continuou a correr, e Absalão ficou pendurado" (II Sm 18:9 – NTLH). A notícia chegou a Joabe, que, sem perder tempo, encontrou Absalão vivo. Decidido, enfiou-lhe três lanças no coração; então, dez soldados de Joabe cercaram Absalão e acabaram de matá-lo. Ali, pendurado numa grande árvore, morreu o jovem mais bonito da nação, o jovem que ousara usurpar o trono de seu pai (II Sm 18:14-15).

Ele quebrara o quinto mandamento; não viu seus dias serem prolongados. Davi estava sentado, quando soube da morte de seu filho (II Sm 18:24,32). Profundamente abalado, entrou numa sala e chorou em alta voz, andando de um lado para outro: "Meu filho Absalão, meu filho, meu filho Absalão! Quem me dera que eu morrera por ti, Absalão, meu filho, meu filho!" (II Sm 18:33). Aquela era uma guerra que ele preferiria ter perdido, como mostra o texto bíblico: "Então, a vitória se tornou, naquele mesmo dia, em luto para todo o povo; porque, naquele dia, o povo ouvira, dizer: O rei está de luto por causa de seu filho" (II Sm 19:2).

Davi se agitava; passava a mão no peito, na testa, na cabeça; prostrava-se, levantava-se, gemia numa espécie de tortura e remorso, enquanto sua mente pensava velozmente e lhe dizia que poderia ter feito algo, enquanto era tempo; mas agora nada mais poderia fazer, a não ser chorar e gritar: "Meu filho Absalão, meu filho, meu filho Absalão!"

II – LIÇÕES DA VIDA DE ABSALÃO

1. Estejamos certos: beleza não é tudo, nem é fundamental.

Absalão era um rapaz, como se diz na Bíblia, formoso de porte e de aparência, como José, como Moisés (II Sm 14 :25; Gn 39:6; At 7:20). O tipo de homem agradável aos olhos femininos (Gn 3:6). Hoje, vivemos uma espécie de ditadura do corpo: musculação, drenagem linfática, exercícios físicos, dietoterapia, endermoterapia, botox, massagem terapêutica, reiki, acupuntura, etc. É uma verdadeira guerra aos “pneuzinhos”, às celulites, às rugas. Não tenho nada contra a saúde ou a beleza, mas tudo contra o endeusamento do corpo. De que adianta o corpo ficar magro e esguio, mas a alma continuar obesa, pecaminosa e astuta? É isso também que Jesus nos ensina, quando diz: "Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?" (Mc 8:36). Beleza é fundamental, já dizia o poeta Vinícius de Morais. Beleza é importante, sim, mas não é tudo, nem fundamental. Aos olhos do Senhor, antes da beleza, vale a "retidão de coração" (Dt 12:25,28), "pois o SENHOR não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o SENHOR, o coração" (I Sm 16:7).

2. Estejamos firmes: obedecer a Deus é tudo.

Absalão decorou os mandamentos; desde pequeno, a lei de Deus foi gravada em sua mente (Dt 6:1-9). Davi lhe ensinava: “Não terás outros deuses. Não matarás. Não adulterarás. Não cobiçarás. Lembra-te do dia de sábado. Honra teu pai e tua mãe”. Os mandamentos estavam vivos em sua mente jovem. Davi era seu herói, seu modelo de conduta. Mas, ao ver seu “herói” quebrar o 6º, o 7º e o 10º mandamento, Absalão se desestruturou e passou a agir destrutivamente. Revoltado e cheio de astúcia, quebrou o 5º, o 6º, o 7º e o 10º mandamento. Fique atento: o pecado de nossos irmãos não nos autoriza a fraquejarmos na fé, nem a desobedecermos a Deus! Na vida do crente, não existe competição sobre “quem peca mais”. O salvo em Cristo não pode “ir na onda”, “na tendência”, “na pressão dos amigos”. Nesta vida, o cristão vê e ouve muitas coisas; mas de tudo o que tem visto e ouvido, a suma é: "Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem" (Ec 12:13).

3. Estejamos seguros: diálogo na família é fundamental.

Absalão soube do gravíssimo pecado de seu pai, mas, através dos outros. Ele esperou, por dois anos, que seu pai punisse Amnom, mas não viu o irmão sequer ser repreendido. Com o coração cheio de ódio, fez justiça própria: matou Amnom. Exilado por três anos, jamais foi repreendido por seu ato assassino. Ele decidiu buscar o diálogo com seu pai, que o aceitou de volta, mas lhe virou a cara, por dois anos. Irritado, mandou dizer ao pai: "Agora, pois, quero ver a face do rei; se há em mim alguma culpa, que me mate" (II Sm 14 :32). Em outras palavras, Absalão estava dizendo: “Vamos conversar sobre nossos problemas, pai!” Mas Davi apenas o beijou (15 :33). Que pena! O filho encheu-se de amargura e ódio, e passou a agir com astúcia, dissimulação, até usurpar o trono do pai e morrer. Você que é pai, que é mãe, esteja atento: diálogo em casa é fundamental! Se errou, chame os filhos, converse com eles e diga: “O pai pecou, fez besteira; me perdoem, me ajudem a superar minha fraqueza”. Eles vão entender e apoiar. Que pais e filhos se inspirem em Ef 6:1-4 e conversem bastante.

CONCLUSÃO

Muita gente pensa que é vantagem fazer parte de uma família real, morar num palácio, ter empregados à disposição, viver confortavelmente. Nem sempre é tão bom. Absalão tinha tudo isso, mas teve de lidar com o pecado de seu pai, morar numa casa com várias mulheres de seu pai, com vários meios-irmãos. Ele teve de lidar com um irmão estuprador e uma irmã estuprada e um pai ausente.

Pense nisso. Nada disso, porém, justifica suas atitudes violentas e traiçoeiras. Ele não poderia ter usado o seu livre arbítrio para cometer impiedade (Gl 5:13). Quantas pessoas passaram por situações piores (José, Moisés, por exemplo), e não agiram pecaminosamente!

Que fique a lição: Quando tivermos de enfrentar pecados graves em nossa casa, tenhamos atitudes sensatas, honestas, transparentes e verdadeiras, como nos diz a palavra de Deus:
"Nós rejeitamos tudo o que é feito escondido e tudo o que é vergonhoso. Não agimos de má fé, nem falsificamos a mensagem de Deus. Pelo contrário, agimos sempre abertamente, de acordo com a verdade, e assim as pessoas têm uma boa impressão de nós, que vivemos na presença de Deus". (II Co 4:2)

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Fonte: Texto de autoria do pastor José Lima de Farias Filho | Compartilhado no PCamaral para ilustrar a série "Homens de Mulheres da Bíblia - O exemplo dado por eles"

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

A água do odre acabou, mas...

Um comentário:
Então se levantou Abraão pela manhã, de madrugada, e tomou pão e um odre de água e os deu a Agar, pondo-os sobre o seu ombro; também lhe deu o menino e despediu-a; e ela, partiu, andando errante no deserto de Berseba (Genesis 21:14)

Por Ricardo Radighieri Rascado

Quantas vezes em nossa vida as coisas iam muito bem quando de repente tudo muda, o dia vira noite e começa uma tempestade; chegamos a dizer: meu mundo virou de ponta cabeça. Nesses momentos, naturalmente, somos levados a questionar “por que eu?”

Foi assim também na vida de Ismael; ele era filho de Abraão, criado como um príncipe com todas as mordomias de filho único quando de repente sua vida dá uma reviravolta. Seu próprio pai o expulsa de casa com apenas pão e um odre de água para dividir com sua mãe. No lugar de Ismael certamente nos revoltaríamos; nem um camelo para atravessar o deserto Abraão deu a Ismael.

Isto nos leva a meditar que a vida do homem não é sempre uma linha reta, mas, muitas vezes encontramos montanhas e vales, desertos e mares, sol e chuva. As circunstâncias mudam e às vezes não fazemos nada para que isso ocorra e nos perguntamos: Por que eu Deus?

A mãe de Ismael, quando a água do odre acabou, desistiu e foi sentar-se longe do rapaz esperando a morte chegar. Muitos também se desesperam diante da situação e acabam desistindo de lutar; o menor problema já nos leva a murmurar e lamentar. Agar certamente não conhecia o Deus de Abraão, mas Ismael certamente foi ensinado por Abraão e conhecia seu Deus. Ao invés de desistir e lamentar como fez sua mãe, Ismael clamou ao Senhor
“E ouviu Deus a voz do menino, e bradou o anjo de Deus a Agar desde os céus, e disse-lhe: Que tens, Agar? Não temas, porque Deus ouviu a VOZ DO MENINO desde o lugar onde está. Ergue-te, levanta o menino e pega-lhe pela mão, porque dele farei uma grande nação” Genesis 21:17-18.
A água do odre acabou, mas Deus mostrou uma fonte de água para Ismael.

Deus não abandonou a Ismael, que era filho de Abraão, e também não abandonará você, que também é filho por adoção em Jesus Cristo! Se sua água secou pare de se lamentar e chorar e clame ao Senhor, Ele vai lhe mostrar a fonte de água viva! Não podemos impedir que circunstâncias contrárias apareçam em nossa vida, mas podemos aprender a reagir de maneira diferente a elas.
“Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; Todavia eu me alegrarei no Senhor; exultarei no Deus da minha salvação” (Habacuque 3:17-18)
Que Deus nos abençoe e guarde!


Texto de autoria de Ricardo Radighieri Rascado | Compartilhado no PCamaral

"Se alguém quer..."

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"Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me." Lucas 9.23

"Se alguém quer",é uma expressão que diz respeito a uma atitude voluntária, não exercida coercitivamente, denota opção, escolha, alternativa, possibilidade.

Imediatamente após ter falado a respeito do seu trajeto até o monte do calvário, do martírio, dos sofrimentos, humilhações, agonia, tensão, morte de cruz, Jesus menciona o envolvimento dos discípulos no ato de carregar a cruz. Embora essa não seja literal e os sofrimentos não possuam poder para expiar pecados, a cruz que os discípulos devem carregar é real. Existe um preço a ser pago! Todos os discípulos necessitam estar cônscios dessa verdade!

"Tome a sua cruz" é uma expressão que dizia muito aos discípulos de Cristo. Quando um homem de alguma aldeia daquela região tomava sua cruz e ia embora com um grupo de soldados romanos, estava numa "viagem só de ida".

Não nos deixemos enganar:

Os seguidores, os discípulos de Jesus caminham uma jornada só de ida! Para frente sempre! "Ninguém que, tendo posto a mão no arado, olha para trás, é apto para o reino de Deus"(Lc. 9.62)

Os seguidores de Cristo morreram definitivamente para todo um modo de vida."E qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim não pode ser meu discípulo"(Lc.14.27)

Tudo se faz novo! O discipulado deve ser radical!

Os discípulos de Jesus passam a almejar o próprio caráter de Cristo! A identidade de Cristo! O anseio de tornar-se habitação do Divino não mais aparta-se dos seus corações!

Você é convidado a viver esta radical experiência!

Que Deus nos abençoe e guarde!

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