quarta-feira, 31 de março de 2010

Culto a Deus! Quando o cristão declara seu amor ao Senhor!

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Nos dias de hoje existem muitas maneiras de se cultuar a Deus. Desde o culto tradicional a, o que chamam de, “adoração extravagante”. A questão é: Dentro de todos esses tipos qual o elemento que deve ser comum a todos e, particularmente, imprescindível?

Moisés deixou bem claro em Deuteronômio capitulo seis versículos quatro e cinco, ou seja, o primeiro mandamento exige um amor a Deus sem limites. Alguns séculos depois, Jesus reafirma o que Moisés deixou bem claro quando, um intérprete da lei lhe perguntou: “Qual é o grande mandamento da lei?”. Jesus lhe respondeu: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento” (Mt 22:36-37).

No texto original de Deuteronômio encontramos a palavra “força” em lugar de “entendimento”. Já no evangelho de Marcos, capítulo 12 e versículo 30, encontramos ambos, “entendimento” e “força” na resposta dada por Jesus. “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força.” (Mc 12:30).

O cristão, cuja mente e coração estão, totalmente voltados para a adoração a Deus, percebe nas palavras de Jesus o grande e verdadeiro desafio, pois nelas estão a raiz, o tronco e o fruto do culto e da adoração que agrada ao Senhor.

Sem o incentivo do amor por Deus, o culto não passa de “palha”, pura “casca”, tem forma mas não tem conteúdo em amor, sendo assim está isento de qualquer valor. Pode até tornar-se em culto a Satanás.

Um culto, ou adoração, que se realiza sem o objetivo de expressar e fazer aumentar nosso amor por aquele de quem e por meio de quem e para quem são todas as coisas (Rm 11:36), falha completamente. Deixa de ser culto a Deus, pois falta a essência que é o amor.

Quando se trata de amor por pessoas amigas, parentes e demais familiares, não temos nenhuma dificuldade em entender esse sentimento chamado amor. Mas, como poderemos amar a Deus a quem “ninguém jamais viu?” (Jo 1:18). Como poderemos colocar o Senhor Jesus no centro de nossas ambições? E como nutrir uma amizade com Deus, nós que somos pecadores, enquanto Ele é Espírito Infinito e mora em luz inacessível?

Como faremos de Deus o Senhor absoluto de nossas vidas? Os cristãos, ao se reunirem em adoração devem ter alguns objetivos como prioridades:
- Vocalizar a dignidade de Deus, a beleza de Sua pessoa, Sua perfeição, Seu caráter. Estas declarações devem levar todo homem a atribuir glória ao Pai Maravilhoso. (Sl 46:10).

- Confessar a Deus os pecados que cometemos, externar a nossa indignidade e declarar nosso arrependimento. Este é um forte estímulo de amor, confiar no seu imediato e imerecido perdão. (I Jo 1:9).

- Nossa oração deve procurar assimilar Seus pensamentos, expressar petições de acordo com Seus conhecidos desejos, pois, o amor genuíno transforma os desejos dos que buscam o reino e a vontade única de Deus.

- Suscitar pensamentos de gratidão e encorajamento, seja pela leitura da mensagem da Palavra de Deus ou, simplesmente por ouvi-la. Estes atos transformam inimigos em amigos que buscam agradar a Deus, (Jo 15:14-15).

- Ao entoar louvores e cânticos espirituais, a música deve atrair o coração para a beleza de Deus revelada na criação, na redenção e na regeneração, refletindo, assim, a harmonia do universo por Ele criado.
Quando adoramos, só devemos ficar satisfeitos se expressarmos o verdadeiro amor ou, se o nosso culto revelar toda a preciosidade do Senhor, contagiando, assim, a todos os participantes.

Lembre-se, cultuar a Deus sem entender o por que cultuar, e sem amor sincero a Ele, que é Deus Todo Poderoso, fará com que, nossa adoração não passe de “palha”, pura “casca”, sem qualquer valor para Deus.

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PC@maral

A palavra e a frase

Um comentário:

Júnior Mendes


Um dia desses em um caixa de supermercado aconteceu algo que me fez parar para pensar sobre palavras e frases. Imagine a cena: estava na fila para passar minhas compras e a moça do caixa estava atendendo uma senhora que estava na minha frente. A senhora pediu à moça: “passe esse item separado que é para uma amiga”. A moça respondeu: “não dá mais. Já fechei a conta, vou ter que passar esse produto em outra conta” (??!!??)

Perceba que a moça fez exatamente o que a senhora pediu, mas sua resposta demonstra que ela não entendeu a frase que tinha acabado de ouvir. Mas não acabou. Ao receber as duas notas ficais do caixa, a moça informou o valor total da compra. A senhora, para ter certeza, perguntou: “então a soma das duas notas é o total da compra?” Indignada, a moça do caixa respondeu: “não, cada uma é uma conta diferente!”. A senhora insistiu: “isto, o valor total que você me passou para pagar é a soma das duas notas que você me entregou, certo?” Ao que, desconfiada, a moça finalizou: “é a senhora que está dizendo, eu não sei…”

Eu fiquei só ouvindo tudo aquilo, não acreditando no que estava vendo, pois a conversa parecia entre duas pessoas que falavam línguas diferentes. Na verdade, fiquei mais preocupado com a moça que, apesar de compreender palavras, não compreendia frases.

Foi aí que decidi escrever esse texto: existe uma diferença muito grande entre ouvir (palavras soltas) e entender (frases construídas). Quais são as causas dessa distância entre saber palavras e entender frases?

Como minha esposa é pedagoga, ela vive comentando comigo sobre o problema das crianças, adolescentes e jovens brasileiros quanto ao ensino do português. Existe muita gente alfabetizada (que conhece tecnicamente as palavras), mas nem tantos letrados (que utilizam na prática o português em situações reais com propriedade e sabendo o que estão fazendo).

Outro problema é a falta de leitura entre os jovens. Quanto mais você lê, mais você saberá escrever e mais você saberá falar. Por fim, outro grave problema é que o jovem tem certa impaciência (devido ao tempo cibernético que vivemos) quanto a ouvir um discurso (uma pregação, por exemplo) e acompanhar um raciocínio até o fim para poder concordar ou discordar. Quando ele vê que ali tem um caminho que ele vai ter que percorrer para compreender o que está sendo dito, ele pula fora rapidinho e desvia sua atenção (conversas paralelas, pensamento distante etc).

Temo por ter começado esse texto com muita gente lendo, perdido alguns no segundo parágrafo, perdido outros tantos ao longo do texto e aqui, neste último, só estamos eu e você, solitário leitor, acompanhando o raciocínio. Será? Ainda tem alguém aí?

Pensar para a transformação é um desafio, estudar a Palavra de Deus é outro. Se ainda tem alguém comigo, estou mudando o famoso ditado: uma imagem vale mais que mil palavras. Agora para mim é assim: uma imagem vale mais que mil palavras…para quem entendeu a frase!

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Fonte: Autor Junior Mendes divulgado por PC@maral

Existem graus de pecado? Serão alguns pecados piores do que outros?

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A pergunta pode ser respondida de modo afirmativo ou negativo, dependendo do sentido que se lhe dê. No tocante à nossa posição legal perante Deus, qualquer pecado, mesmo aquilo que nos pareça um pecado leve, torna-nos legalmente culpados perante Deus e, portanto, dignos de castigo eterno. Adão e Eva aprenderam isso no jardim do Éden, onde Deus lhes disse que um só ato de desobediência resultaria na pena de morte (Gn 2.17). Paulo afirma que o julgamento derivou de uma só ofensa, para a condenação (Rm 5.16). Esse único pecado tornou Adão e Eva pecadores perante Deus, incapazes de permanecer na santa presença divina.

Essa verdade permanece válida durante toda a história da raça humana. Paulo (citando Dt 27.26) a confirma: "Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas escritas no Livro da Lei, para praticá-las" (Gl 3.10). E Tiago declara: "Qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos. Porquanto, aquele que disse: Não adulterarás também ordenou: Não matarás. Ora, se não adulteras, porém matas, vens a ser transgressor da lei" (Tg 2.10-11).

Portanto, em termos de culpa legal, todos os pecados são igualmente maus, pois nos fazem legalmente culpados perante Deus e nos constituem pecadores.

Por outro lado, alguns pecados são piores do que outros, pois trazem conseqüências mais danosas para nós e para os outros e, no tocante ao nosso relacionamento pessoal com Deus Pai, provocam-lhe desprazer e geram ruptura mais grave na nossa comunhão com ele.

As Escrituras às vezes falam de níveis de gravidade do pecado. Estando Jesus diante de Pôncio Pilatos, disse ele: "Quem me entrega a ti maior pecado tem" (Jo 19.11). A referência é aparentemente a Judas, que convivera com Jesus durante três anos e, no entanto, deliberadamente o traía entregando-o à morte. Embora Pilatos tivesse autoridade sobre Jesus em virtude do seu cargo no governo, mesmo sendo errado permitir que um homem inocente fosse condenado à morte, o pecado de Judas era bem “maior”, provavelmente por causa do conhecimento bem maior e da malícia associada e esse conhecimento.

Correlação: Ez 8:6,13,15; Mt 5:19, 23:23; Lv 4;2,13,22, 5:17; Nm 5:27-30; Tg 3;1; Lc 12:48.

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Fonte: Teologia Sistemática de Wayne Grudem, Ed. Vida Nova

O que acontece quando um cristão peca?

Um comentário:
Quando o cristão peca, sua posição legal perante Deus permanece inalterada. Ele ainda assim é perdoado, "pois já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus" (Rm 8.1). A salvação não se baseia nos nossos méritos, mas "é dádiva gratuita de Deus" (Rm 6.23), e a morte de Cristo sem dúvida nenhuma expiou todos os nossos pecados — passados, presentes e futuros; "Cristo morreu pelos nossos pecados" (1Co 15.3), sem distinção. Em termos teológicos, conservamos assim nossa “justificação” e nossa “filiação” (I Jo 3:2).

Quando pecamos, ainda que Deus não deixe de nos amar, ele se desgosta conosco.(Mesmo o homem pode amar alguém e ao mesmo tempo se desgostar com esse alguém, como qualquer pai pode confirmar, ou qualquer esposa, ou qualquer marido.). Paulo nos diz que os cristãos podem "entristecer o Espírito de Deus" (Ef 4.30); quando pecamos, lhe causamos pesar e ele se desgosta conosco. O autor de Hebreus nos lembra que "o Senhor corrige a quem ama" (Hb 12.6, citando Pv 3.11-12) e que o Pai espiritual [...] "nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua santidade" (Hb 12.9-10). Nossas ações pecaminosas interferem no nosso nível de recompensa futuro (II Co 5:10; I Co 3:12-15).

Embora o cristão genuíno que peca não perca a sua justificação ou adoção perante Deus, convém deixar bem claro que a mera associação a uma igreja evangélica, a mera conformidade exterior aos parâmetros “cristãos” de conduta esperados, não garante a salvação. Especialmente em sociedades e culturas em que para as pessoas é fácil (ou mesmo natural) ser cristão. Existe a possibilidade real de que alguns, que na verdade não nasceram de novo, entrem na igreja. Se essas pessoas acabam, cada vez mais, revelando desobediência a Cristo na sua conduta, não devem se deixar iludir acreditando que ainda contam com justificação ou adoção na família de Deus. É possível uma pessoa estar na igreja e não ser genuinamente cristã (Gl 5:19-23; Mt 7:23; I Jo 2:4).

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Fonte: Teologia Sistemática de Wayne Grudem, Ed. Vida Nova

Hipocrisia

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Zé Luís


Não poucas vezes, nós não damos conta dos sentido das palavras que ouvimos e mesmo que repetimos. Quando adolescente, li a crônica de Luís Fernando Veríssimo, Defenestração, que ilustra bem nossa estranha mania de imaginar sentido à palavras que elas realmente não tem.

Após anos de igreja, me perguntaram: “Você sabe o que significa 'pródigo'?”. Respondi com uma certeza imbecil: “Aquele que retorna...” Ledo engano. A palavra “pródigo” significa “gastador”. Sendo assim, o filho que retorna era na verdade a “Parábola do filho gastador”. Sinceramente? Gostava mais da minha versão...

Hipocrisia é uma palavra de raiz grega e significa “atuar”. É atribuída a alguém que finge ter atributos que realmente não possui.

Esse é o nome que mais rotula os crentes deste mundo, embora estes mesmos crentes nem desconfiem disso (Sabe aquele comentário que irrita:”Mas esse não disse que era crente?” Máscaras sempre caem, melhor se propor ser aquilo que o Nazareno já transformou).

O Mestre veio para ensinar que Ele só se fez necessário no lugar da Lei, por não existir alguém que possa cumprir moralmente todas as Escrituras. A acusação que caia sobre os fariseus era o hábito de mostrar uma pureza moral extremada através de suas impecáveis vestes sacerdotais, belas e emocionantes orações públicas, interesse fingido pela dor alheia, o zelo irracional pelo cumprimento reto dos rituais de limpeza de copos e mãos... Tudo isso era apenas um comportamento que nada se relacionava com o que ia dentro daqueles praticantes.

“Sepulcros Caiados” classificava-os Jesus: um belo e suntuoso mausoléu, onde, em seu interior, repousava a carniça de um cadáver que se decompõe putridamente.

Essa retidão moral que ainda vejo tantos fingirem – algumas vezes me levando a gargalhada, noutras, às lágrimas – é uma das poucas coisas que o Cristo denunciava, e pelo teor de suas acusações, a que mais lhe aborrecia.

Tantos mentindo descaradamente sobre uma vida sem percalços, sem tentações, sem dores inoportunas, sem espinhos na carne, apenas justificam as acusações destes que querem muito conhecer nosso Mestre, mas não suportam imaginar que terão que fingir que são o que não são, como veem tantos fazer.

Por causa dos hipócritas, que mostram um super-modelo moral que não existe, muitos não experimentarão do milagre que há em ter esse encontro com o Filho do homem.

Aí de ti, fariseu!! - advertia o Mestre. Essa era para o dia que virá, e para o maldito resultado de seus atos hipócritas: Tantos adorando um deus que não existe, trocando-o por comportamentos mecânicos e voluntários.

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Fonte: Cristão Confuso - Publiquei para complementar o assunto de meu texto anterior no PC@maral | "Você conhece um crente assim?"

terça-feira, 30 de março de 2010

Todas as pessoas são pecadoras perante Deus.

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As Escrituras em muitas passagens dão testemunho da pecaminosidade universal da humanidade. Todos se extraviaram e juntamente se corromperam; não há quem faça o bem, não há nem um sequer (Sl 14.3). Diz Davi: À tua vista não há justo nenhum vivente (Sl 143.2). E diz Salomão: Não há homem que não peque (1Rs 8.46; cf. Pv 20.9).

No Novo Testamento, Paulo tece uma extensa argumentação em Romanos 1.18-3.20, mostrando que todas as pessoas, tanto judeus como gregos, apresentam-se culpados perante Deus. Diz ele: "Todos, tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado; como está escrito: Não há justo, nem um sequer" (Rm 3.9-10). Ele está certo de que "todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Rm 3.23). Tiago, o irmão do Senhor, admite: "Todos tropeçamos em muitas coisas" (Tg 3.2), e se ele, que era apóstolo e líder da igreja primitiva, admitiu que cometia muitos erros, então também nós devemos nos dispor a admiti-lo. João, o discípulo amado, que era especialmente íntimo de Jesus, disse:
"Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós" (1Jo 1.8-10).

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Fonte: Teologia Sistemática de Wayne Grudem, Ed. Vida Nova

Você conhece um crente assim?

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Dia de culto, a igreja toda reunida para celebrar, para adorar e agradecer a Deus por todas as maravilhosas bênçãos que Ele derramou sobre nós ao longo da semana. Foram livramentos que nem percebemos, foi o seu cuidado e proteção que nos levou e trouxe de volta para casa em segurança. Enfim, hoje nos reunimos para cultuar a Deus. Elogiar a Deus por tudo o que Ele é!

Mas hoje vou precisar ficar bem concentrado em Jesus Cristo, mais do que o normal, não posso desviar minha atenção, nem por um segundo, pois quem vai dirigir o culto é aquele irmão ator. É! Ator mesmo! Não de televisão, nem de teatro, ator de púlpito. Lembro bem dele, quando não está na escala, fica sentadinho no banco sem esboçar reação, a não ser alguns muitos bocejos, levanta umas “n” vezes e no momento da pregação fica de conversa fiada no átrio da igreja. Este é o crente ator, chamo assim para não falar do termo grego para ator.

Mas hoje é o dia dele dirigir o culto! Veja como está fervoroso, é glórias a Deus todo momento, por outro lado; quando está sentado no banco... só bocejos, agora, no púlpito... fogo puro!

Domina a platéia: Levantem! Sentem! Fala com o irmão ao lado! Cumprimentem-se! Desejem a Paz do Senhor! Na leitura da palavra tem até performance e interpretação, e no momento de oração, racha até o teto do templo, mas... quando está sentado no banco... só bocejos.

Canta junto com a equipe de louvor, levanta os braços, interage com a platéia, quem não o conhece ainda fica admirado: - O irmão é bem fervoroso né? Pergunta um visitante.

Fica até o louvor que antecede a entrada do preletor com a palavra de Deus, e se não o puxar, fica colado no púlpito, o negócio dele é estar na frente. De volta ao banco... é só bocejos.

Você conhece um crente assim? Pois é eu tenho um em minha igreja e nesta semana quem dirige o culto é ele.

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PC@maral

Qual é o seu preço???

3 comentários:
Por Willian Pereira

Certa vez um jovem muito indeciso foi até a casa de um velho sábio pedir-lhe conselhos. Ao chegar lá o sábio virou-se para ele e disse que antes de dar-lhe conselhos queria saber apenas uma coisa. Então lhe propôs uma situação imaginária. Ele disse:
“Imagine que você nunca seria pego e ninguém perderia nada. Se estas circunstâncias fossem garantidas, você mentiria por cinqüenta reais”? O jovem pensou um pouco e respondeu: “É...acho que sim. Se ninguém ficasse sabendo eu mentiria por cinqüenta reais.” Então o sábio abaixou a cabeça e disse: “Tenho outra pergunta então. Você mentiria por dez centavos”? Indignado o jovem retrucou: “Que tipo de pessoa você acha que eu sou”? E o sábio respondeu: “Eu já sei que tipo de pessoa você é, estou apenas tentando estabelecer o seu preço”!

A primeira vez que li esta história fiquei maravilhado com a sua moral e logo percebi que ilustra muito bem a realidade das pessoas. Me lembrei do dia em que Adão e Eva se “venderam” diante da sedução da serpente (Gn 3:1-6), do dia em que Esaú vendeu a sua primogenitura a Jacó, seu irmão, por um prato de lentilhas (Gn 25:29-34), e da trágica e repugnante atitude de Judas Iscariotes, que foi capaz de vender Jesus por trinta moedas de prata.

Me lembrei que, infelizmente, existem muitos jovens de nossas Igrejas que estão se vendendo, negociando sua fé por alguns minutos de sexo e por outros “prazeres da mocidade”. Me lembrei que existem pais de família “vendendo” seu casamento, jogando tudo para o alto por causa de alguém com a idade de seus filhos! Quantas e quantas pessoas têm negociado o seu casamento, a sua família, o seu ministério na Igreja, a sua comunhão com Deus por coisas banais, insignificantes e ilusórias!

É hora de pararmos e refletirmos: Será que vale a pena mesmo trocarmos as promessas de Deus por ilusões desta vida? Será que vale a pena trocar o certo pelo duvidoso, o eterno pelo temporal?

Não se encante com as “seduções da serpente”, não troque a sua “primogenitura” por um prato de lentilhas (se é que você me entende!); Não se venda por nada nesta vida, pois o seu preço é muito alto e já foi pago na cruz pelo nosso Senhor Jesus Cristo! (1Pe 1:17-19)

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Fonte: Devocional de autoria do Missionário Willian Pereira - O irmão Diego Barros enviou por email e eu divulguei no PC@maral

Participe do concurso “Vamos ler a Bíblia” 2010 - Leia a Bíblia e concorra a prêmios!

Um comentário:
Você sabia que segundo a SBB (Sociedade Bíblica do Brasil), 51% dos pastores brasileiros nunca leram a Bíblia inteira? Incrível!

Não é de admirar que haja tanto vento de doutrina e tanta heresia prosperando no nosso meio.

Interpretações fora de contexto, fazem com que, milhões de pessoas entendam a Palavra de forma distorcida. Culpa dos pastores despreparados? Em parte. Pesa também a conveniência de muitos ouvintes, que preferem ouvir aquilo que seus ouvidos gostam. "Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências". (2 Timóteo 4:3)

Portanto, a grande culpa da apostasia de nossos dias não é dos falsos profetas, mas das pessoas que lhe dão ouvidos e os seguem. "Errais não conhecendo as Escrituras.." Mateus 22:27. Deveríamos fazer como os irmãos de Beréia, que foram considerados mais nobres pois além de receberem a Palavra de bom grado, ainda examinavam nas escrituras para conferir o que estava sendo pregado por Paulo e Silas. Atos 17:11.

Ajudar na formação de VERDADEIROS LEITORES DA PALAVRA é o objetivo do Concurso Vamos Ler a Bíblia. Trata-se de uma iniciativa que conta com o apoio de grandes servos, incluindo o Dr. Russel Shedd!

Neste certame, você será convidado a ler a Bíblia inteira em 300 dias, lendo apenas 4 capítulos por dia, e participando de 10 provas do tipo “QUIZ”, com ótimos prêmios em jogo (sem contar o maior deles, risos!):

Bíblias, Livros cristãos, Câmeras fotográficas digitais, MP4 players, Mp3 players, e ao final um NOTEBOOK

A inscrição é gratuita e as provas são online: Inscreva-se já:

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Aos amigos blogueiros, pedimos que reproduzam esta notícia em seus blogs, copiando o post ou da forma que julgarem melhor. O importante é ajudar na divulgação desta ótima iniciativa.

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Fonte: Vi no primeiro no Genizah Visitei o site para me inscrever: www.vamoslerabiblia.com.br e espalhei aqui no PC@maral

segunda-feira, 29 de março de 2010

O Avanço do Reino de Deus no mundo.

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Manoel Lino Simão

“Disse mais: A que assemelharemos o reino de Deus? Ou com que parábola o apresentaremos? É como um grão de mostarda, que, quando semeado, é a menor de todas as sementes sobre a terra; mas, uma vez semeada, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças e deita grandes ramos, a ponto de as aves do céu poderem aninhar-se à sua sombra.” (Mc 4:30-32)

Parábolas fazem parte da pedagogia que Jesus usou para ensinar aos seus discípulos e a todos os seus seguidores. No capítulo 13 de Mateus, Jesus contou as parábolas da semente de mostarda, do fermento, do joio, do tesouro escondido, da pérola, da rede. Jesus buscava ensinar verdades inseridas e vivenciadas no cotidiano das pessoas da sua época. A sua proposta era facilitar-lhes a compreensão do que seria o seu reino. Não precisamos de muito esforço para entender a parábola em pauta, ela nos ensina que Jesus nos trouxe o reino de Deus, que ele nos escolheu e nos nomeou para que déssemos frutos (Jo 15:16). Compete aos servos de Cristo semear a palavra, a semente que traz dentro de si o milagre da vida.

Quando Jesus contou a parábola da semente de mostarda, o reino ainda estava em projeção. Encontramos o Mestre enviando doze homens com uma missão específica, “ir às ovelhas perdidas do provo de Israel” (Mt 10:6). Assim, entendemos que a temática desta parábola é o crescimento do reino de Deus. A preocupação de Jesus com o avanço do reino é visível nos evangelhos. Em sua primeira pregação pública, ele declarou enfaticamente: “O tempo está cumprido, e o Reino de Deus está próximo. Arrependei- vos e crede no evangelho” (Mc 1:15). Isso equivale a dizer que não podemos negligenciar a semeadura da palavra. Por outro lado, podemos entender que o Mestre espera que seus discípulos priorizem o reino. Fomos chamados a servir na embaixada do reino, como representantes de Deus (II Co 5:18-20). Jesus assegurou que o reino precisa ser prioridade na vida dos seus seguidores: “... buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6:33).

No versículo 32, Jesus faz questão de ampliar a visão de seus servos, mostrando-lhes que a pequena semente cresceu, transformando-se em uma grande árvore. Como a massa que cresce, ao receber o fermento, o reino de Deus cresce com a pregação da palavra. Esta, uma vez semeada, cresce no coração das pessoas que a recebem e promove, de maneira integral, as mudanças, tornando essas pessoas cada vez mais parecidas com Cristo. O apóstolo Paulo refere-se a essa transformação, afirmando: “Quem está unido com Cristo é uma nova pessoa; acabou-se o que era velho, e já chegou o que é novo” (II Co 5:17 – NTLH). Todos os cristãos que, verdadeiramente, amam a Cristo, anseiam por esse crescimento; sabem que Jesus colocou as sementes em suas mãos e ordenou-lhes que as semeassem, dizendo: “Portanto, vão a todos os povos do mundo e façam com que sejam meus seguidores, batizando esses seguidores em nome do Pai do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28:18-20). Semear é cultivar! Jesus procura pessoas com esse desejo.

Ao contar a parábola da semente de mostarda, Jesus ensina e ilustra a verdade de que fazer o reino espalhar-se por toda a terra e alcançar as pessoas, tanto de longe quanto de perto, é responsabilidade da igreja. Crescer faz parte do reino e da igreja. Muitos admitem que a parábola deva ser interpretada apenas na perspectiva do crescimento espiritual. Contudo, o contexto imediato e amplo revela que Jesus está falando da expansão espiritual e numérica de seu reino. Alcançar os perdidos foi e sempre será a preocupação do Pai celeste. De Gênesis a Malaquias, a mensagem do crescimento do reino aparece com destaque. No Antigo Testamento, muitos textos revelam a visão missionária dos profetas. Contudo, bastam os dois seguintes para constatarmos que eles miravam o avanço da obra de Deus: “E há de ser que todo aquele que invocar o nome do Senhor será Salvo” (Jl 2:32). “Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim” (Is 6:8).

Por sua vez, o Novo Testamento revela o ápice da vontade salvadora do Pai: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3:16). Ainda garante que, apesar das terríveis adversidades e ataques, a igreja será vitoriosa, nessa santa missão: “Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.” (Mt 16:18). Nesse sentido o avanço do reino é um projeto do coração do Pai para nós, seus redimidos; cabe-nos cumprir a ordem do Mestre: “Então ele disse: Vão pelo mundo inteiro e anunciem o evangelho a todas as pessoas.” (Mc 16:15 – NTLH). Contudo, a parábola é apenas o ponto de partida, porque o grande manual de crescimento da igreja é, de fato, o livro de Atos, em que Jesus deixa claro que o reino já chegou, através da igreja e que ela tem a responsabilidade de levá-lo aos mais distantes lugares e pessoas da terra: “E recebereis a virtude do Espírito Santo e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda Judéia e Samaria e até os confins da terra” (At 1:8).

O que encontramos, em Atos, é uma igreja envolvida na proclamação do reino, cumprindo o ide de Jesus: “E todos os dias, no pátio do templo, e de casa em casa, eles continuavam a ensinar e a anunciar à boa noticia a respeito de Jesus o Messias” (At 5:42 – NTLH). “Enquanto eles semeavam a palavra, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos” (At 2:47). A verdade é que o chão não produzirá, se a igreja não semear, mas, se ela semear, o chão produzirá. Por essa razão é que a Bíblia adverte: “Semeia pela manhã a tua semente e à tarde não repouses a mão, porque não sabes qual prosperará; se esta, se aquela ou se ambas igualmente serão boas” (Ec 11:6; cf. Sl 126:5-6; Rm 10:13-14).

Fazer o reino de Deus avançar é mandamento de Deus para a igreja - Na mensagem da parábola, encontramos impresso o desejo de Cristo de ver o seu reino avançando, entre todas as nações, raças, tribos e línguas. Os patriarcas e os profetas comungaram com essa visão de Cristo. Davi orou a Deus pelo avanço do reino: “Todas as nações que fizeste virão, prostrar-se-ão diante de ti, Senhor, e glorificarão o teu nome” (Sl 86:9). Jesus orou ao Pai para que seu reino avançasse: “Eu não rogo somente por estes, mas também por aqueles que, pela sua palavra, hão de crer em mim.” ( Jo 17:20). Portanto, é pecado a igreja passar o ano inteiro envolvendo-se, espiritualmente, com programações internas que não visam colocar a semente no coração dos não-salvos. Se quisermos ser uma igreja abençoada e aprovada por Deus, temos que obedecer ao seu ide, ou seja, temos de orar, pedindo ousadia do Espírito Santo, para que realizemos programações em que a palavra seja semeada eficazmente aos não-salvos.

Fazer o reino de Deus avançar é mandamento de Deus para cada cristão - Não temos dúvida de que a igreja tem sido instrumento de Deus na propagação mundial do evangelho; mas, também, não podemos negar que, tanto no Antigo como no Novo Testamento, há um chamado pessoal para cada cristão. Foi assim com Ezequiel: “Filho do homem, eu te envio aos filhos de Israel, às nações rebeldes que se rebelaram contra mim.” (Ez. 2:3). Foi assim, também, com Isaías: “Em seguida, ouvi o Senhor dizer: Quem é que eu vou enviar? Quem será o nosso mensageiro? Então respondi: — Aqui estou eu. Envia-me a mim!” (Is 6:8 – NTLH). Foi assim com os apóstolos: “Não foram vocês que me escolheram; pelo contrário, fui eu que os escolhi para que vão e dêem fruto e que esse fruto não se perca. Isso a fim de que o Pai lhes dê tudo o que pedirem em meu nome.” (Jo 15:16 - NTLH). Ezequiel, Isaías e os apóstolos obedeceram a Deus e foram pregar aos não-salvos. Da mesma forma, todo aquele que foi alcançado pelo evangelho da graça de Deus deve ser obediente ao comando de pregar a palavra aos pecadores, sentindo, no coração, a mesma responsabilidade que Paulo sentiu, isto é, o dever de pregar a todos, tanto aos civilizados como aos não-civilizados, tanto aos instruídos como aos sem instrução (Rm 1:14 - NTLH).

O reino de Deus não virá, definitivamente, enquanto a palavra não for semeada a todos os pecadores - Quando os discípulos questionaram Jesus sobre a suntuosidade do templo de Jerusalém, o Mestre respondeu que tudo aquilo seria destruído. Mas Jesus não respondeu quando isso aconteceria; em vez disso, o Senhor passou a relatar alguns sinais da proximidade da sua vinda e do fim de todas as coisas. Isso tem duas implicações, na vida dos salvos, e é o próprio Jesus quem revela essa realidade espiritual: A primeira implicação tem a ver com a nossa perseverança cristã: “Quem ficar firme até o fim será salvo” (Mt 24:13 - NTLH). Já a segunda tem a ver com o nosso compromisso na expansão do reino: “E a boa noticia sobre o Reino será anunciada no mundo inteiro como testemunho para toda humanidade. Então virá o fim” (Mt. 24:14 NTLH). Se considerarmos que, quando Jesus contou a parábola que estamos estudando, a pregação do evangelho estava restrita, exclusivamente, aos Judeus, constataremos que essa realidade se assemelha muito a nós, pois gostamos de ficar enclausurados em nossas igrejas, ouvindo boa música, presenciando boa liturgia, o que, em princípio, não é pecado. Contudo, quando fazemos isso ignorando o princípio espiritual ensinado por Jesus, em Mt 23:23, tornamo-nos pecadores, pois o Mestre declara: “... estas coisas, porém, deveis fazer, sem omitir aquelas.” O ensino pessoal da palavra, o discipulado, através dos cursos bíblicos, o cuidado com o testemunho aos nossos amigos, com a retenção dos novos convertidos, devem ser praticados, para que o reino avance e Jesus logo venha buscar seu povo.

“Assim como o pai me enviou, também eu vos envio”. Mesmo não pertencendo aos evangelhos Sinóticos, o escritor João não difere dos demais evangelistas (Mateus, Marcos e Lucas), nem do Mestre, quanto à visão de crescimento do reino. Cristo foi comissionado pelo próprio Pai para trazer a salvação por meio do seu próprio sacrifício. No calvário, ouvimos Jesus dizer: “Pai está consumado”! Com a mesma autoridade do Pai, ele envia seus discípulos para levarem a mensagem de salvação até os confins da terra. Isso é possível, pois ele já nos deu o Espírito Santo. O que precisamos é seguir o conselho de Paulo: “Vocês são filhos queridos de Deus e por isso devem ser como Ele.” (Ef 5:1-2 – NTLH).

Que a vida de cada servo do Senhor seja dominada pelo amor aos perdidos; só assim veremos o avanço do reino de Deus. Amém!

Que Deus nos ajude e nos abençoe!

***

Fonte: Autor Pastor José Lino Simão - divulgado no PC@maral

A importância da Internet na propagação do Evangelho

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O Evangelho da Igreja Primitiva não teria se expandido aos gentios tão rapidamente sem as vias de comunicação do Império Romano: AS ESTRADAS. As estradas romanas eram uma legítima rede de comunicação que ligava Roma a toda extensão do seu Império. Obviamente tal tecnologia romana não surgiu com a prioridade de melhorias da comunicação, mas como corredores estratégicos de guerra. Uma das mais poderosas máquinas de guerra da história da humanidade necessitava movimentar-se rapidamente por rotas estratégicas para assegurar a defesa e a extensão. Um segundo uso natural das estradas se deu para rotas comerciais terrestres. E ainda outra utilidade era facilitar a fiscalização e arrecadação de impostos de todas as províncias do Império. Pela Providência de Deus, que controla soberanamente todas as coisas, a sua preciosa Palavra teve grande fluxo de mobilidade em pouco tempo. As cartas e os Evangelhos circulavam como em banda larga pelas igrejas.

O apóstolo Paulo, o maior evangelista aos gentios possuía a cidadania romana, o que permitia transitar livremente pelas estradas romanas, outra Providência maravilhosa de Deus. As famosas viagens de Paulo percorriam grandes centros urbanos. Alcançando as cidades de maior porte naturalmente surgiriam discípulos para propagar o Evangelho do centro para a periferia, essa era uma das suas formas estratégicas para o evangelismo.

Até o século 15 a replicação do conhecimento estava restrita à rede dos monges copistas, os mosteiros e universidades formavam a rede de conhecimento. Com a invenção da tipografia de Gutenberg ainda no século 15 tornou-se possível amplificar o conhecimento com incríveis tiragens de milhares de cópias de livros e Bíblias. A Imprensa revolucionou o mundo com a democratização do conhecimento. Livros e jornais circulavam aos milhares no século 16. Imaginemos o que a Internet pode fazer!

Hoje, podemos dizer que as fronteiras entre centro e periferia estão ruindo com o advento da Internet. As novas estradas de comunicação agora são em conexão rápida, passa muito mais do que “duas carruagens” ao mesmo tempo. Uma pessoa conectada à Rede no mais longínquo interior do Norte ou Nordeste do Brasil ou da Índia, África ou China, tecnicamente tem a mesma acessibilidade de informação de uma pessoa conectada em Nova Iorque ou Paris. O acesso cada vez mais rápido, popular e mundial da Internet fará o maior trabalho de evangelismo da história da Igreja. E já está acontecendo neste exato momento. O monopólio de conhecimento cai a cada instante em todas as áreas.

O audiovisual entre as pessoas está cada vez mais fácil e eficaz. É possível comunicar-se em segundos com qualquer ponto do planeta. É possível disponibilizar sermões, palestras, vídeos, artigos, estudos, entrevistas, livros, cursos e apostilas, informações de campos missionários e bíblias para qualquer um em qualquer lugar. A comunicação ampliou-se de modo exponencial e continua crescendo em ritmo acelerado.

Há uma premissa básica no evangelismo: CRISTO DEVE SER COMUNICADO. Temos a nossa disposição os Websites, blogs e microblogs, comunidades, e-mails, e tantos outros meios de informação digital. TV, rádio, jornal e revista estão sendo aos poucos engolidos pela Internet, e todos esses meios foram usados amplamente no evangelismo. Atualmente, muitas igrejas possuem suas páginas na Rede Mundial de Computadores o que facilita ainda mais as informações locais. Hoje temos informações rápidas sobre igrejas perseguidas, podemos interceder por elas e de algum modo ajudá-las em tempo hábil.

Não esqueçamos que a obra missionária no Brasil começou com os colportores! Antes da chegada dos primeiros missionários e plantadores de igrejas protestantes no Brasil no século 19 as sociedades bíblicas já enviavam Bíblias para cá. As Bíblias eram impressas na Inglaterra (versão do padre Antonio Pereira de Figueiredo) e trazidas em navios. Um dos modos de difusão da Bíblia era realizado pelos colportores, os vendedores itinerantes de livros. Tais pessoas percorriam as mais distantes cidades para oferecer literatura religiosa, livros e Bíblias. Muitos colportores foram perseguidos, sofreram vários tipos de violência, tinham seus livros apreendidos por disputas religiosas. E apesar dessas coisas, nasceram igrejas onde antes não existiam, frutos da COMUNICAÇÃO realizada por esses heróis missionários.

Nos anos de 1950, período no qual o mundo estava vivendo entre fronteiras de capitalismo e comunismo, entrar com uma Bíblia num país comunista era um ato de grande coragem. Contrabandear Bíblias foi uma das formas eficientes para propagar o Evangelho em regiões fechadas. Surgiram, então, os contrabandistas de livros e Bíblias em regiões proibidas, e até hoje isso acontece em países muçulmanos e comunistas.

As ferramentas digitais de tradução para várias línguas aos poucos vão se transformando em poderosos meios de ampliação do conhecimento disponível na Internet. As perseguições à liberdade religiosa não conseguirão filtrar 100% o acesso a Rede. A prisão de cristãos e confisco de livros podem continuar acontecendo, mas não há como desconectar a Internet. O islamismo está fadado ao fracasso, seus adeptos podem fazer a pressão e a propaganda que quiserem, o CONHECIMENTO DE DEUS se espalhará entre as nações anticristãs. Não há governo que impeça a transmissão de conhecimento via satélite. A Palavra alcançará TODOS os escolhidos por Cristo.

O conglomerado de redes em escala mundial de milhões de computadores interligados permite o acesso a informações e todo tipo de transferências de dados. A comunicação antes vinda por estradas e navios, hoje é instantânea. Tudo bem que hoje apenas 25%/30% da população mundial tem acesso à Internet, mas e daqui há 10 ou 20 anos? Haverá meio de comunicação mais eficaz para propagar o Evangelho?

O que aconteceu no Irã em 2009 serve de exemplo para demonstrar que através de redes sociais na Internet é possível trocar informações e organizar protestos em vários pontos do mundo, mesmo debaixo de forte opressão e censuras governamentais iranianas. A campanha presidencial de Barak Obama em 2008 captou doações por meio da Rede e revolucionou as eleições americanas. O ativismo das ONGs funciona com grande eficiência através da Internet. O mesmo será com a propagação do Evangelho, você tem dúvidas ainda?

Os países opressores que aplicam políticas antirreligiosas para que seus cidadãos não possam acessar conteúdos bíblicos conseguem em parte bloquear, mas os sistemas de filtros não são infalíveis. A escalabilidade da Rede (ver figura) em seus bilhares de caminhos assemelha-se às conexões de bilhões de neurônios do nosso cérebro ou os corpos celestes de uma galáxia. Quem vai controlar a Internet?

Segundo as Sociedades Bíblicas Unidas, a Bíblia já foi traduzida, até 31 de dezembro de 2007, para pelo menos 2.454 línguas e dialetos, sendo o livro mais traduzido do mundo.
Isaías 11:9: "...porque a terra se encherá do conhecimento do SENHOR, como as águas cobrem o mar."

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Fonte: Vi primeiro no Hermes C. Fernandes - Texto: Raniere Menezes (Via Frases Protestantes)

Quando a rede vira um vício

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É difícil perceber o momento em que alguém deixa de fazer uso saudável e produtivo da internet para estabelecer com ela uma relação de dependência — como já se vê em parcela preocupante dos jovens.

Por Silvia Rogar e João Figueiredo

“O mundo paralelo é melhor”

“Com 14 anos, ganhei meu primeiro computador e fui, pouco a pouco, me tornando dependente dele, sem me dar conta da gravidade disso. Há seis meses, desde que concluí a escola e fiquei ociosa, ainda sem saber qual faculdade seguir, passo em média oito horas por dia navegando — e sempre me parece insuficiente. Na internet me refugio da timidez. Tenho um blog e frequento as redes sociais, onde já conto com 300 amigos e arranjei até namorado. Só me sobrou uma amiga dos tempos pré-internet, e as refeições eu faço apenas em frente à tela. Vivo num mundo tão à parte que, confesso, saio à rua e acho tudo estranho. Sou uma pessoa improdutiva, e o mais assombroso é que tenho total consciência disso. Ainda não procurei tratamento, mas talvez seja o caso.”

Marilia Dalabeneta, 18 anos - Imagem de Ernani d`Almeida
Com o título “Preciso de ajuda”, Carolina G. fez um desabafo aos integrantes da comunidade Viciados em Internet Anônimos, a que pertence no Orkut: “Estou muito dependente da web. Não consigo mais viver normalmente. Isso é muito sério”. Logo obteve resposta de um colega de rede. “Estou na mesma situação. Hoje, praticamente vivo em frente ao computador. Preciso de ajuda.” O diálogo dá a dimensão do tormento provocado pela dependência da internet, um mal que começa a ganhar relevo estatístico, à medida que o uso da própria rede se dissemina. Segundo pesquisas recém-conduzidas pelo Centro de Recuperação para Dependência de Internet, nos Estados Unidos, a parcela de viciados representa, nos vários países estudados, de 5% (como no Brasil) a 10% dos que usam a web — com concentração na faixa dos 15 aos 29 anos. Os estragos são enormes. Como ocorre com um viciado em álcool ou em drogas, o doente desenvolve uma tolerância que, nesse caso, o faz ficar on-line por uma eternidade sem se dar conta do exagero. Ele também sofre de constantes crises de abstinência quando está desconectado, e seu desempenho nas tarefas de natureza intelectual despenca. Diante da tela do computador, vive, aí sim, momentos de rara euforia. Conclui a psicóloga americana Kimberly Young, à frente das atuais pesquisas: “O viciado em internet vai, aos poucos, perdendo os elos com o mundo real até desembocar num universo paralelo — e completamente virtual”.

Não é fácil detectar o momento em que alguém deixa de fazer uso saudável e produtivo da rede para estabelecer com ela uma relação doentia, como a que se revela nas histórias relatadas ao longo desta reportagem. Em todos os casos, a internet era apenas “útil” ou “divertida” e foi ganhando um espaço central, a ponto de a vida longe da rede ser descrita agora como sem sentido. Mudança tão drástica se deu sem que os pais atentassem para a gravidade do que ocorria. “Como a internet faz parte do dia a dia dos adolescentes e o isolamento é um comportamento típico dessa fase da vida, a família raramente detecta o problema antes de ele ter fugido ao controle”, diz o psiquiatra Daniel Spritzer, do Grupo de Estudos sobre Adições Tecnológicas, sediado no Rio Grande do Sul. A ciência, por sua vez, já tem bem mapeados os primeiros sintomas da doença. De saída, o tempo na internet aumenta — até culminar, pasme-se, numa rotina de catorze horas diárias, de acordo com o estudo americano. As situações vividas na rede passam, então, a habitar mais e mais as conversas. É típico o aparecimento de olheiras profundas e ainda um ganho de peso relevante, resultado da frequente troca de refeições por sanduíches — que prescindem de talheres e liberam uma das mãos para o teclado. Gradativamente, a vida social vai se extinguindo. Alerta a psicóloga Ceres Araujo: “Se a pessoa começa a ter mais amigos na rede do que fora dela, é um sinal claro de que as coisas não vão bem”.
“Só o sono me faz parar”

“Há dois anos, minha relação com a internet deixou de ser saudável. Sinceramente, não sei em que momento eu perdi a medida. Entro no computador para trabalhar em meu projeto de conclusão de curso da faculdade e, quando me dou conta, estou às voltas com conversas infindáveis no Orkut. Isso me preenche. Sei que pode me custar até uma repetência, mas é irresistível. Já faltei a muita festa de amigo só para ficar on-line. Minha mãe acha que devo moderar, e talvez esteja certa. Cogito procurar ajuda médica. Hoje, nada no mundo faz com que eu me desconecte daquele computador — só o sono.”

Tiago Lourenço, 25 anos - Imagem de Claudio Gatti
Os jovens são, de longe, os mais propensos a extrapolar o uso da internet. Há uma razão estatística para isso — eles respondem por até 90% dos que navegam na rede, a maior fatia —, mas pesa também uma explicação de fundo mais psicológico, à qual uma recente pesquisa da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, lança luz. Algo como 10% dos entrevistados (viciados ou não) chegam a atribuir à internet uma maneira de “aliviar os sentimentos negativos”, tão típicos de uma etapa em que afloram tantas angústias e conflitos. Na rede, os adolescentes sentem-se ainda mais à vontade para expor suas ideias. Diz o psiquiatra Rafael Karam: “Num momento em que a própria personalidade está por se definir, a internet proporciona um ambiente favorável para que eles se expressem livremente”. No perfil daquela minoria que, mais tarde, resvala no vício se vê, em geral, uma combinação de baixa autoestima com intolerância à frustração. Cerca de 50% deles, inclusive, sofrem de depressão, fobia social ou algum transtorno de ansiedade. É nesse cenário que os múltiplos usos da rede ganham um valor distorcido. Entre os que já têm o vício, a maior adoração é pelas redes de relacionamento e pelos jogos on-line, sobretudo por aqueles em que não existe noção de começo, meio ou fim. “Hoje eu me identifico mais com Furyoangel, meu apelido na web, do que com meu próprio nome”, reconhece Marcelo Mello, 29 anos, ex-estudante de direito e gerente de uma lan house no Rio de Janeiro.

Desde 1996, quando se consolidou o primeiro estudo de relevo sobre o tema, nos Estados Unidos, a dependência da internet é reconhecida — e tratada — como uma doença. Surgiram grupos especializados por toda parte, inclusive no Brasil, como o da Santa Casa de Misericórdia, no Rio de Janeiro, e o do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, na Universidade de São Paulo. “Muita gente que procura ajuda aqui ainda resiste à ideia de que essa é uma doença”, conta o psicólogo Cristiano Nabuco de Abreu. O prognóstico é bom: em dezoito semanas de sessões individuais e em grupo, 80% voltam a níveis aceitáveis de uso da internet. Não seria factível, tampouco desejável, que se mantivessem totalmente distantes dela, como se espera, por exemplo, de um alcoólatra em relação à bebida. Com a rede, afinal, descortina-se uma nova dimensão de acesso às informações, à produção de conhecimento e ao próprio lazer, dos quais, em sociedades modernas, não faz sentido se privar. Toda a questão gira em torno da dose ideal, sobre a qual já existe um consenso acerca do razoável: até duas horas diárias, no caso de crianças e adolescentes. Quanto antes a ideia do limite for sedimentada, melhor. “Os pais não devem temer o computador, mas, sim, orientar os filhos sobre como usá-lo de forma útil e saudável”, avalia a psicóloga Ceres Araujo. Desse modo, reduz-se drasticamente a possibilidade de que, no futuro, eles enfrentem o drama vivido hoje pelos jovens viciados.

Três anos perdidos

“Desperdicei três anos da minha vida jogando Tibia, um game no computador cuja graça, para aficionados como eu, é ser infinito. Passava pelo menos seis horas por dia em frente à tela e, longe dela, não conseguia pensar em outra coisa senão na hora em que voltaria ao jogo. Foi uma época negra. Não saía de casa e perdi os amigos. Estava tão isolada que, por iniciativa própria, decidi restringir, por ora, o computador na minha vida. Esse processo de desintoxicação, imagino, deve ser tão sofrido quanto o daqueles que tentam largar o álcool. Você precisa reatar as velhas amizades e até se acostumar de novo à vida ao ar livre. O saldo é bom.”

Caroline Parreiras, 18 anos - Imagem de Ernani d`Almeida

O computador é como um filho


“Cheguei a cursar a faculdade de direito, mas me dei conta de que o que queria mesmo era alguma atividade ligada ao computador. Por isso, virei gerente de lan house, local onde me sinto em casa. O mundo que se abre na internet é infinitamente mais estimulante do que o real. Quando o jogo é bom, não paro nem para comer. Isso para não falar da alegria de explorar novos aplicativos e baixar um filme que ninguém mais tem. Se estou com dinheiro na mão, gasto tudo em melhorias para o computador. É como um filho. Talvez devesse ter uma vida mais sociável e pisar um pouco no freio com a internet, mas, para ser franco, não é o que eu quero. Hoje, gosto mais de ser chamado pelo meu apelido na web, Furyoangel, do que pelo meu próprio nome.”

Marcelo Mello, 29 anos - Imagem de Ernani d`Almeida

Com reportagem de Ronaldo Soares


Você tem relação saudável com a web? Então faça o teste:

O teste é, baseado no questionário formulado pelo Centro de Recuperação para Dependência de Internet, nos Estados Unidos, tem o propósito de medir o grau de dependência das pessoas em relação à rede. Responda com que frequência as situações ocorrem em sua vida

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Fonte: Veja Online - Comportamento. Os viciados em internet Edição 2157 / 24 de março de 2010

domingo, 28 de março de 2010

Teoria da Relatividade

3 comentários:

Sua casa vista por você...



Pelo comprador....



Pelo Banco.....



Pelo avaliador.....



Pela prefeitura de sua cidade!




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Fonte: Comédia Diária

A graça é para todos

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Assim, os últimos serão primeiros e os primeiros serão últimos. (Mt 20:16)


Por Alan Rocha
O reino dos céus é um reinado de generosidade, em que o mais importante não é o que a pessoa faz por merecer, mas o que recebe sem mérito algum. Na parábola dos trabalhadores da vinha (Mt 20:1-16), vemos a atitude do senhor da vinha em relação aos que nela trabalharam por um dia; podemos observar como Deus manifesta sua misericórdia para conosco. Com essa parábola, que é encontrada apenas no evangelho narrado por Mateus, aprendemos que o recebimento das bênçãos divinas e a salvação não são motivados por nosso merecimento, nem por tempo de serviço ou condição moral, condição financeira, mas, única e exclusivamente, pela graça de Deus.

Para se interpretar uma parábola corretamente, alguns princípios devem ser observados; um deles é este: examinar o contexto no qual a parábola está inserida, isto é, o lugar, as circunstâncias, as pessoas para quem ela foi contada e o problema em questão. Sendo assim, para captarmos a mensagem da parábola dos trabalhadores na vinha, precisamos perguntar: O que levou Jesus a contar esta parábola? Examinando o contexto anterior, isto é, os versículos que a antecedem, encontramos a narrativa do encontro de Jesus com o jovem rico (Mt 19:16-22). Este, embora fosse escravo da cobiça e adorador da riqueza, considerava-se um observador dos mandamentos estabelecidos por Deus.

Diante da proposta feita pelo Mestre, de renegar ou renunciar a sua riqueza, ele se abateu e desistiu de segui-lo. Enquanto aquele jovem se afastava, entristecido, Jesus deixou os seus discípulos espantados, ao declarar o seguinte: “Em verdade vos digo que é difícil entrar um rico no Reino dos céus” (Mt 19:23). Assombrados com a declaração do Mestre, os discípulos perguntaram: “Quem poderá, pois, salvar-se?” (Mt 19:25). Eis a animadora resposta do Senhor: “Aos homens é isso impossível, mas a Deus tudo é possível” (Mt 19:26). Tão poderoso é o domínio das riquezas sobre o coração humano que apenas o poder de Deus pode libertá-lo da tirania do materialismo. Foi, então, que, o sempre impulsivo Pedro, que se sentia cheio de méritos, aproveitou a ocasião para saber o que seria dele e dos outros onze que, ao contrário do jovem rico, foram capazes de atender ao chamado, abandonar tudo para se tornarem discípulos de Jesus: “Eis que nós deixamos tudo e te seguimos; que receberemos?” (Mt 19:27). Em resposta, Jesus não repreendeu o discípulo, mas, bondosamente, explicou-lhe que, embora os doze apóstolos tivessem lugar de destaque no reino de Deus, não eram, em nada, melhores aos tantos outros, que também haviam sido alcançados pelo evangelho salvador.

Todos teriam o mesmo galardão: “... cem vezes tanto nesta vida e por fim a vida eterna“ (Mt 19:29). Entretanto, Jesus os alertou sobre o perigo de entenderem que o galardão poderia ser conquistado por meio de critérios humanos. O Mestre desejava mostrar-lhes que essa recompensa prometida não seria dada por merecimento da parte deles, mas por causa da generosidade do Pai. Para os discípulos, não era fácil aceitar que a graça de Deus era para todos, pois, desde muito cedo, haviam sido, criteriosamente, instruídos pelos fariseus na doutrina da salvação pelo mérito ou pelo esforço próprio. Se não mudassem seus conceitos de salvação, teriam dificuldade, não somente para apreciar, mas, também, para anunciar inteiramente a maravilhosa manifestação da graça de Deus. Sendo assim, ao contar a parábola dos trabalhadores na vinha, Jesus quis mostrar, especialmente aos doze, como a salvação se processa no reino de Deus. Qual a verdade principal ensinada por Jesus, na parábola dos trabalhadores na vinha?
Jesus compara o reino dos céus a um dono de terras que contrata homens para trabalharem em sua vinha. Ao longo do dia, cinco grupos de trabalhadores foram contratados (Mt 20:1b-7). O 1º grupo trabalhou das 06 às 18 horas; o 2º grupo, das 09 às 18; o 3º grupo, das 12 às 18 horas; o 4º grupo, das 15 às 18h, e o 5º grupo, das 17 às 18h. Ao fim do dia, o dono da vinha orientou o administrador a pagar seus salários, começando pelo último contratado, até o primeiro (Mt 20:8). Cada trabalhador recebeu um salário idêntico: um denário. Os trabalhadores que começaram a trabalhar às seis horas alegam que deveriam receber mais do que os demais, que começaram a trabalhar mais tarde. O dono da vinha lembrou aos murmuradores duas coisas:

(1) Ele lhes pagou o que fora combinado (Mt 20:13). E qual fora o combinado? Um denário. Ao serem chamados para trabalhar, esses homens consentiram em ganhar esse valor.

(2) Ele paga o que quiser a quem quiser (Mt 20:14-15).
Agora, vamos à pergunta levantada no início: Qual a verdade principal ensinada nesta parábola? Jesus não a narrou para ensinar lições sobre economia ou negócios. Ele não narrou essa história para mostrar como devem ser as relações entre empregador e empregado. A verdade principal ensinada na parábola é: a graça de Deus é para todos! Ao ensinar a parábola, Jesus mostrou que Deus não trata os homens de acordo com o princípio do mérito, da justiça ou da economia. Deus não está interessado em lucros. Deus não trata o homem na base do “toma lá dá cá”, ou “uma boa ação merece recompensa”. A graça de Deus não pode, simplesmente, ser dividida em quantidades proporcionais ao mérito acumulado pelo homem. Havia em circulação, na época, uma moeda chamada pondion, que valia a duodécima parte de um denário. Na graça de Deus, no entanto, não circulam porcentagens, porque “todos nós temos recebido da sua plenitude e graça sobre graça” (Jo 1.16). O senhor da parábola, que convida trabalhadores para a sua vinha, representa o próprio Deus. Pela graça divina, fomos salvos, perdoados de nossos pecados e libertos da condenação da morte, para vivermos em novidade de vida. Além disso, através da mesma graça que agiu para a nossa salvação, também fomos chamados para trabalharmos no reino de Deus.

Poderíamos trabalhar inteiramente de graça, apenas por gratidão, pelo tanto que ele nos fez. No entanto, o Pai decidiu recompensar-nos, ainda que não merecêssemos coisa alguma. Deste modo, a graça é o critério usado por Deus para recompensar-nos. Mas o que é graça? “É ação imerecida de Deus para com o homem. É um fluir único da bondade e generosidade de Deus”. É a resposta divina à necessidade humana. No passado, não éramos dignos de coisa alguma. Andávamos pela vida, sem propósito, éramos insignificantes, tristes e perdidos; mas, agora, por sua graça, além de a nossa vida encher-se de significado especial, fomos também chamados para servir-lhe em seu reino, com a promessa de uma grande recompensa; isso porque Deus simplesmente nos ama. O autor Philip Yancey diz a seguinte frase: Não há nada que eu possa fazer para que Deus me ame mais. Não há nada que eu possa fazer para que Deus me ame menos.

Logo, é necessário entendermos que não existe, de nossa parte, merecimento algum e não há o que possamos fazer que nos coloque em condição de merecimento (Ef 2:1-9; Rm 5:1-11). Em Rm 8:32, lemos: “Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?”. Então, até as bênçãos que recebemos não vêm por nossos esforços, mas, sim, pela misericórdia de nosso Senhor. Afirmamos, com base na palavra de Deus, que não é necessário nem um tipo de sacrifício ou oferenda, nem um tipo de ritual, para que Deus nos dê algo. Então, o que significa a expressão os últimos serão primeiros e os primeiros serão últimos? De fato, toda a parábola está sintetizada nessa frase, que aparece tanto no início quanto no final dela (Mt 19.30, 20:16). De acordo com Tasker, [Tasker (1999:151)], ela expressa a idéia de igualdade e, neste contexto, significa que os que chegarem por último no reino de Deus serão tratados em iguais condições, como os que chegarem primeiro. No reino de Deus, não há discriminação, nem favoritismo. Os judeus não terão nenhuma vantagem sobre os gentios. Logo, em sua essência, a parábola mostra que a graça é para todos, pois todo aquele que se aproximar de Jesus, mediante a fé, tornando-se filho de Deus, terá os mesmos direitos assegurados pela Cruz.

No reino de Deus, não há filho preferido. Os trabalhadores da undécima hora são tão importantes quanto os da primeira, pois Deus não faz distinção de pessoas (At 10:34). Sendo assim, a igreja, como a maior expressão do reino, deve viver esse princípio em seus relacionamentos; deve combater todo preconceito racial e toda distinção das pessoas, seja pela condição econômica, pelo grau de escolaridade, pelo sexo ou pela idade. Não podemos medir as pessoas pela quantia de seus dízimos, nem pelo tempo em que elas estão na igreja, pois todos são iguais diante do Senhor (Rm 2:11, 10:12; Gl 3:28). O apóstolo Tiago exorta a igreja a não fazer diferença entre as pessoas, a não as tratar com parcialidade (Tg 2:1-4).

Os trabalhadores da primeira hora sentiram-se injustiçados, pelo excesso de bondade do dono da vinha para com os outros. Eles foram incapazes de celebrar a manifestação da generosidade. Não houve celebração, mas murmuração. Assim, somos desafiados a nos alegrar com o que Deus tem feito na vida de outras pessoas, ou através delas. Devemos eliminar todas as possíveis raízes de insatisfação ou inveja em relação ao outro. Peçamos ao Senhor que nos dê um coração generoso, para sempre buscar o crescimento de outras pessoas, e humilde, para nunca se julgar mais merecedor do que elas. Que o Senhor nos ajude a evitar a inveja para com as bênçãos espirituais dos outros.

A vida eterna e as bênçãos que recebemos não são comércio com Deus, como pensavam os fariseus. Eles esperavam que Deus os recompensasse por suas obras e se recusasse a abençoar os pecadores indignos. Diziam, também, que o homem, por seus atos, faz que Deus seja o seu devedor. Esse pensamento, sorrateiramente, tem invadido as igrejas evangélicas, em nossos dias. Temos ouvido que, se fizermos o sacrifício, a corrente, o ritual, ou se participarmos da “fogueira santa”, podemos exigir e Deus tem que nos dá, porque é nosso direito. Deus nunca será nosso devedor. Nós é que lhe devemos tudo. Fomos graciosamente resgatados da miserável servidão do pecado, por preço incalculável (I Pe 1:18-19). Somos para sempre devedores a Deus.

Na parábola dos trabalhadores na vinha, o Mestre mostra como, rapidamente, podemos esquecer que não merecemos sequer o denário prometido. Facilmente esquecemos que éramos perdidos pecadores, que, pela graça, fomos elevados a uma posição de servos, e nos tornamos amigos do Rei (Jo 15:15). Com facilidade, somos tentados a olhar para o que os outros receberam ou têm recebido e a achar que merecíamos também. Pior, ainda, é quando nos imaginamos melhores, superiores, mais santos que os outros, e passamos a menosprezar e a julgar as pessoas, esquecendo que tudo o que temos e somos é pela misericórdia de Deus. Todavia, o Senhor nos ensina que nenhum cristão é desprovido do amor de Deus. Jamais conseguiríamos pagar-lhe todo o bem que ele nos concede. Por isso, ao invés de murmurar, devemos celebrar sua maravilhosa graça.

Que Deus nos ajude e abençoe!


Fonte: Autor Pr Alan Rocha - Estudo divulgado no PC@maral

sábado, 27 de março de 2010

Apenas ... P.U.S.H.!

Um comentário:

João Leonardo Junior

Certa noite, um homem estava dormindo em sua cabana quando, de repente, uma luz inundou o seu quarto e Deus lhe apareceu dando-lhe uma incumbência; disse-lhe:

“Há uma grande rocha defronte à sua cabana; doravante, dia após dia, quero que você a empurre (PUSH) com toda a sua força”

Surpreso com a inusitada visão, o homem resolveu obedecer. Dia a dia ele pelejava com seus ombros escorados na fria e maciça superfície da rocha, empurrando-a com toda a sua força, mas ela não se mexia. E cada noite, aborrecido, retornava à sua cabana, sentindo que o seu esforço era em vão. Percebendo o desânimo do homem, o adversário (Satanás) decidiu entrar em cena colocando pensamentos em sua mente desgastada:

“Você tem empurrado essa rocha por tanto tempo, e ela ainda não se moveu. Não acha melhor desistir? Deixe essa tarefa para outro.”

Esses pensamentos minavam o seu espírito e davam-lhe a impressão de que era um fracassado. Pensando em desistir, elevou seus pensamentos em oração e disse:

“Senhor, tenho trabalhado duro e por muito tempo em Teu serviço, colocando toda a minha força pra fazer aquilo que o Senhor me mandou; entretanto, após todo esse tempo, não consegui mover a rocha nem por um milímetro. O que está errado? Por que tenho falhado?”

O Senhor, em sua infinita misericórdia e conhecendo a aflição que tomava conta daquele coração, respondeu-lhe:

“Meu filho, quando eu lhe disse para me servir e você aceitou, expliquei-lhe que o seu trabalho seria empurrar a rocha todos os dias, e é o que você tem feito. Eu nunca lhe ordenei que a movesse. Por que você pensa que falhou? Olhe-se! Seus braços estão mais fortes e musculosos, suas costas enrijecidas e bronzeadas, suas mãos estão curtidas, suas pernas se tornaram musculosas e firmes. Todos esses atributos lhe fazem melhor do que antes. Você não moveu a rocha, mas, observe que o seu chamado foi para empurrá-la, exercitando sua fé e confiança em Mim. E isso você fez. Agora, eu mesmo moverei a rocha!”

Às vezes, quando ouvimos uma palavra de Deus, tendemos a usar nosso intelecto para decifrar o que Ele quer de nós, quando na verdade o que Ele deseja é apenas a nossa obediência e fé. Em todos os sentidos, exercite a fé que remove montanhas, mas saiba que continua sendo Deus quem as move.
Assim...

Quando tudo lhe parece errado, apenas P.U.S.H.!

Quando o trabalho lhe deixar pra baixo, apenas P.U.S.H.!

Quando pessoas não agirem da maneira que você esperava, apenas P.U.S.H.!

Quando o seu dinheiro for embora e as contas ficarem, apenas P.U.S.H.!

Quando as pessoas não compreenderem você... Apenas P.U..S.H.!

P.: Pray = ore
U.: Until = até
S.: Something = alguma coisa
H.: Happen = acontecer

Ore até alguma coisa acontecer!
“Mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças; subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; andarão, e não se fatigarão.” Isaías 40:31

***

Fonte: Pastor João Leonardo Junior divulgação PC@maral

Desodorantes gigantes vão disfarçar mau cheiro em Pequim

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Aterros superlotados de lixo incomodam tanto os moradores da cidade que as autoridades tentam mascarar o odor

por Redação Galileu

Um cheiro podre paira no ar de Pequim. Moradores reclamam que ele não desaparece. Culpa dos mais de 200 lixões e aterros que rondam a cidade. Para acalmar os ânimos – e tapar o sol com a peneira -, cem desodorantes gigantes como este da foto serão instalados nos limites da cidade durante o mês de maio. O plano é uma tentativa de amenizar as críticas, mas nem toca em questões sanitárias mais complexas, como tratamento de esgoto e reciclagem.

Imagem Via Popsci

O tubo com fragrância em alta pressão dos desodorantes pode disseminar o perfume a uma distância de até 50 metros. O equipamento é produzido por várias empresas chinesas e conta com tecnologia alemã e italiana.

De acordo com dados divulgados pelo The Guardian, a cidade de 17 milhões de habitantes produz 18 mil toneladas de lixo por dia – 7 mil toneladas a mais que a capacidade de seus aterros e lixões municipais. Segundo cálculos, em 4 anos, Pequim vai estar superlotada de lixo. Por hora, a cidade busca resolver seu problema de dejetos com a queima deles. Mas isso nem de longe resolverá o problema.

Nos últimos 20 anos, a abertura da economia para o capitalismo e o crescimento exagerado – quase 8% ao ano – aumentou o poder de compra da população das grandes cidades, e com isso, aumentou também a quantidade de lixo produzida por seus habitantes. Mas esse crescimento é desordenado. Atualmente, só 4% dos dejetos da cidade é encaminhado à reciclagem e 2% acaba sendo queimado. O resto vai parar nos mais de 300 mil km2 de depósitos de lixo a céu aberto (por falar nisso, outro plano do governo chinês é cobrir partes dessa área com plástico).

Uma boa notícia é que, a longo prazo, a cidade planeja investir pesado em programas de reciclagem. É esperar para ver, ou melhor, cheirar.
Comentário PC@maral:

No Brasil, que vez por outra, importa até containers de lixo. Cerca de 300 toneladas de lixo recolhidas na Inglaterra foram encontradas dentro de contêineres no Porto de Santos, a 72 km de São Paulo na segunda-feira (6) de julho de 2009. A carga foi enviada por duas empresas, e deveria conter plástico para reciclagem. Os contêineres chegaram ao Brasil na última semana, mas só foram abertos na segunda. Uma equipe do Ibama foi até o local para verificar a carga, e levou um susto quando as portas foram abertas. “Isso é um desrespeito com o nosso país, nós não somos o lixão do mundo”, disse uma fiscal.

E os Banheiros Holandeses?

Banheiros químicos holandeses foram comprados pela prefeitura do Rio de Janeiro e instalados na orla da praia de Ipanema. São bonitinhos e enquanto o cabra faz seu xixizinho pode brincar de playmobil para acertar o alvo!


Não vai demorar muito para importar o "desodorante gigante", essa parafernália chinesa, vai dar pra "perfumar" as cidades próximas aos lixões licenciados ou controlados da cidade. Será que vão, pelo menos, usar desodorante do bom ou daqueles que em pouco tempo vence?

E como bem disse a reportagem: O plano é uma tentativa de amenizar as críticas, mas nem toca em questões sanitárias mais complexas, como tratamento de esgoto e reciclagem. Pensando bem, a China pode ser aqui em breve.

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Fonte: Revista Galileu e assunto do comentário PC@maral no R7.com e no G1.com

Nardoni condenado a 31 anos pela morte de Isabela, sua filha biológica

3 comentários:
O Tribunal do Júri do Fórum de Santana, na capital de São Paulo, condena Alexandre Nardoni, 31, e Anna Carolina Jatobá, 26, pelo homicídio triplamente qualificado de sua filha / enteada Isabella Nardoni, assassinada aos 5 anos de idade, no dia 29 de março de 2008 ao ser agredida, sufocada e depois atirada sem sentidos pela pela janela do 6º andar do apartamento de seu pai.

Nardoni e Jatoba receberam a pena máxima possível para o crime e tiveram ainda todos os agravos possíveis, por parte do juiz, dada a resposta afirmativa dos jurados a todos os 11 quesitos formulados pelo juiz ao juri. O juiz também entendeu que não poderia ser dado ao casal o direito a liberdade no aguardo da publicação da sentença, visto que estiveram presos durante o processo e até o julgamento, dado o clamor popular. Veja Detalhes em OGalileo

A decisão foi tomada pelos jurados que deram tripla qualificação ao crime entendendo que réus usaram de meio cruel, dificultarem a defesa da vítima e alterarem o local do crime. Outros agravantes incluiam crime contra familiar, descendentes e menor de idade O julgamento considerou agravante o fato de a menina ter menos de 14 anos de idade.
Comentário PC@maral: Jesus disse que o amor de muitos se esfriará, ele falava de crentes e da apostasia que viria no fim dos tempos, precedendo a sua volta. Em se tratando de pessoas não crentes, isso ainda se torna mais grave.

Um pai assassina sua própria filha, a madrasta é co-autora do crime bárbaro que chocou a opinião pública.

Não podemos cobrar o amor de uma madrasta, mas podemos cobrar o amor de um pai legitimo por seu filho. Durante todo o tempo em que estiveram presos a espera de julgamento, não houve remorso, não houve arrependimento não houve confissão.

Apoiados em falhas e brechas do sistema judiciário brasileiro, o casal, de pais, condenados pelo assassinato da menina Isabela, esperavam , imaginem, a absolvição.

Justiça seja feita, por enquanto. Mas, com o passar do tempo as pessoas se esquecem, e da maneira como anda a sociedade e a escalada da violência, seja ela doméstica ou a praticada nas ruas, espero, eu, estar enganado, crimes como este, que consideramos bárbaros, tornem-se banais.

Veja os 11 quesitos formulados aos jurados do caso Isabella

Por Sheila Bastos
26/03/2010 19:41h

Finalizados os debates entre acusação e defesa, o julgamento do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá parte para o desfecho final, quando o Conselho de Sentença, formado por sete jurados, se reunirá para decidir o destino dos réus. O Tribubal de Justiça divulgou na noite desta sexta-feira os 11 quesitos formulados para o júri do casal, acusado de matar Isabella em 2008. Veja cada um deles.

Quesitos

1A - A esganadura causou a morte? 1B - Ela (vítima) foi lançada ela janela?

2A - Alexandre deixou de socorrer a vítima durante a esganadura? 2B - Foi ele (Alexandre) que a jogou pela janela?

3 - O jurado absolve o réu?

4A - O crime foi cometido de forma cruel (esganadura)? 4B - O crime foi cometido de forma cruel (lançamento pela janela)?

5A - Houve emprego de recurso que impossibilitou a defesa da vítima durante a esganadura? 5B - Houve emprego de recurso que impossibilitou a defesa da vítima durante o lançamento pela janela?

6 - O crime foi cometido para esconder a esganadura?

7 - O crime doi cometido contra menor de 14 anos?

8 - Mexeram no local do crime?

9 - Eles lavaram a roupa para impedir a coleta de prova?

10 - O jurado absolve o réu?

11 - Ele (Alexandre) fez isso para eximir-se da culpa?

O veredicto - absolvição ou condenação, será proferido após a apuração da votação secreta. Em seguida, o magistrado fará a leitura da decisão do júri no Plenário, o que está previsto para o início da madrugada de sábado, de acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo. Caso Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá sejam condenados, estabelecerá a pena ao casal.

Debates

Ao contrário do promotor Francisco Cembranelli, que usou as quatro horas e meia permitidas para ambos os lados, a equipe de Podval utilizou apenas duas horas - pouco mais de uma hora na primeira explanação e 45 minutos da tréplica.

Na tréplica, Podval fez usou o in dubio pro reo para pedir a absolvição dos acusados. A expressão latina significa literalmente que, na dúvida ou insuficiência de provas, o júri deve agir a favor do réu, como princípio da legalidade. "Não há prova (contra o casal). Vocês (jurados) condenarão sem prova?", disse.

Antes, na sua primeira explanação, o advogado comparou o desaparecimento de Madeleine McCann com a morte de Isabella para fazer uma crítica à sociedade brasileira. A menina inglesa sumiu em Portugal, durante as férias da família, e os pais chegaram a ser apontados como suspeitos. "Lá na Inglaterra, a sociedade foi contra a perícia, contra a polícia e não condenou os pais (de Madeleine)", afirmou.

Acusação

Em sua argumentação, o promotor Cembranelli, afirmou que não há possibilidade de um dos réus ser condenado e o outro ser inocentado. "Temos de condenar o casal não a uma pena de 30 anos, como apavorou a defesa, mas a uma pena justa", disse.

Ao falar da madrasta de Isabella, Anna Carolina Jatobá, Cembranelli explorou o perfil da acusada, citando um histórico agressivo da acusada. "Do mesmo jeito que estraçalhou uma vidraça com a mão, Jatobá esganou Isabella como a uma miniatura de Ana Carolina (de Oliveira, mãe da menina)", afirmou.


Leia mais sobre o julgamento do casal Nardoni:


Casal Nardoni é considerado culpado pela morte da garota Isabella
Juiz Maurício Fossen leu o veredicto do júri à 0h28
No quarto voto pela condenação do casal, contagem foi interrompida.





Madrasta pode voltar às ruas em 8 anos e pai, em 10
Lei permite que casal solicite regime semiaberto depois de cumpridos dois quintos da pena.





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Fonte: Li primeiro no Genizah - Reportagem O Galileo via Terra - Demais noticias G1.com e R7.com.

sexta-feira, 26 de março de 2010

A Morte do Filho Amado

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Valdeci Nunes de Oliveira


"E disse o Senhor da vinha: Que farei? Mandarei o meu filho amado; talvez que, vendo-o o respeitem. Mas vendo-o os lavradores, arrazoaram entre si, dizendo: Este é o herdeiro; vinde, matemo-lo, para que a herança seja nossa." (Lc 20:13-14)

A parábola dos trabalhadores maus retrata a situação de Israel, desde a sua organização no deserto (Sl 80:8-9), até a primeira vinda de Jesus Cristo a este mundo. Um paralelo da situação narrada nessa parábola, nós encontramos em Isaías 5:1-7, em que Israel aparece como a vinha do Senhor. Como Senhor da vinha, Deus sempre ouviu e atendeu seu povo nas suas necessidades; sempre enviou profetas para alertá-lo contra o perigo de um desvio do plano original. O escritor da epístola aos Hebreus afirma: “Havendo Deus, outrora falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo.” (Hb 1:1-2) Porém, o próprio Israel, a quem o Senhor trata como seu povo (II Cr 7:14), encheu-se de orgulho e de arrogância, a ponto de não reconhecer o próprio Messias, o enviado de Deus. O presente estudo tem como propósito esclarecer como tudo isto aconteceu, e como foi a reação manifestada pelo Senhor da vinha, ante a conduta demonstrada pelos seus trabalhadores.

Para entendermos o propósito da parábola, precisamos, primeiramente, entender seu significado. Vamos ler, então, o início da narrativa: “E começou a dizer ao povo esta parábola: Certo homem plantou uma vinha, e arrendou- a a lavradores, e partiu para fora da terra por muito tempo; e no tempo próprio mandou um servo aos lavradores, para que lhe dessem dos frutos da vinha; mas os lavradores, espancando-o, mandaram-no vazio.” (Lc 20:9-10) Como as parábolas, normalmente, têm sentido simbólico, a vinha representa o povo de Deus; o dono da vinha, Deus, e os trabalhadores, os líderes religiosos do povo de Deus. Os versículos 11 e 12 demonstram que, não sendo bem sucedido, junto aos trabalhadores, quando lhes enviou o primeiro emissário, o dono da vinha ainda lhes enviou outros, na esperança de que, por meios destes, pudesse obter os frutos esperados. Os trabalhadores deram igual tratamento a todos os que lhes foram enviados, isto é, desprezaram, espancaram e até feriram alguns deles. Isso constrangeu o dono da vinha a lhes enviar seu próprio filho. Em mais uma demonstração de boa vontade, imaginando que, sendo este o filho, talvez o respeitassem. A este, mataram, sob a alegação de que era o herdeiro. O texto afirma: “E disse o Senhor da vinha: Que farei? Mandarei o meu filho amado; talvez que, vendo-o o respeitem. Mas vendo-o os lavradores, arrazoaram entre si, dizendo: Este é o herdeiro; vinde, matemo-lo, para que a herança seja nossa.” (Lc 20:13 14) E assim fizeram. Chegou, portanto, o momento de o dono da vinha tomar uma decisão, no sentido de punir esses trabalhadores.

Quando Jesus proferiu a parábola dos lavradores maus, a parte final dela, a que dizia respeito à morte do filho do dono da vinha, ainda não havia se cumprido. Jesus é o Filho do dono da vinha, que, no “tempo próprio”, foi enviado ao mundo, com a finalidade de resgatar para Deus os frutos dela. Porém, mesmo sendo Jesus o Filho, não o respeitaram. Assim, cumpriu-se o que fora dito: “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam” (Jo 1:11). Cumpriu-se, também, o que Pedro declararia, algum tempo depois, no tocante aos judeus: “Vós sois os filhos dos profetas e do concerto que Deus fez com nossos pais, dizendo a Abraão: Na tua descendência serão benditas todas as famílias da terra. Ressuscitando Deus a seu Filho Jesus, primeiro o enviou a vós, para que nisso vos abençoasse, e vos desviasse, a cada um, das vossas maldades.” (At 3:25-26)

Como exemplo desse cuidado de Deus para com o seu povo, temos um paralelo no Antigo Testamento: “E o Senhor, Deus de seus pais, lhes enviou a sua palavra pelos seus mensageiros, madrugando, e enviando-lhos, porque se compadeceu do seu povo e da sua habitação. Porém zombaram dos mensageiros de Deus, e desprezaram as suas palavras e mofaram dos seus profetas até que o furor do Senhor subiu tanto, contra o seu povo, que mais nenhum remédio houve.” (II Cr 36:15-16). Depois de tantas tentativas mal sucedidas, temos a pergunta: “Que lhes fará, pois, o senhor da vinha?” E a resposta não poderia ser outra: “Irá, e destruirá estes lavradores, e dará a outros a vinha” (v.16). Portanto, o propósito da parábola foi mostrar aos judeus e, especialmente, a seus líderes, duas coisas, entre outras: (1) O quanto Deus fora misericordioso para com o seu povo e (2) o quanto esse mesmo povo fora ingrato para com o Senhor.

Se, quando Jesus proferiu a parábola dos trabalhadores, a parte final desta narrativa ainda não havia se cumprido, os guias religiosos a quem Jesus especialmente se dirigira, ainda poderiam ter se arrependido e evitado o desfecho que ela teve, já que haviam sido avisados. Porém, a despeito da advertência que lhes fora dada pelo Senhor, continuaram com seus corações endurecidos e não se arrependeram. Então, lançaram mão do Filho de Deus e o mataram. Entretanto, deveria ter ficado bem claro para esses líderes que um crime tal como esse não poderia ficar impune. Daí a decisão do dono da vinha de destruir os lavradores e confiar a outros essa responsabilidade. A resposta, neste caso, não poderia ser outra: “Irá, e destruirá estes lavradores, e dará a outros a vinha” (v.16). Quando Jesus fala dos “outros” lavradores (v. 16), a quem a vinha, finalmente, seria entregue, em razão da rejeição dos primeiros, faz alusão aos novos líderes, constituídos por ele mesmo, para continuarem cuidando da lavoura de Deus (Cl 1:6). A partir daí, o antigo Israel de Deus deixa de ser reconhecido como o único povo de Deus, e a igreja, fundada por Jesus Cristo e formada por judeus e não-judeus, passa a ser considerada o verdadeiro Israel de Deus. Todos os privilégios de que, até então, Israel era detentor, como povo peculiar de Deus, passam, agora, a ser da Igreja. Começa, assim, uma nova fase na história do povo de Deus. Agora, fazem parte da vinha do Senhor, os que aceitam o Filho de Deus. E foi justamente isso que a maioria dos judeus não fez, com exceção de apenas alguns que, depois, aceitaram a fé em Jesus Cristo (At 6:7).

Essa parábola denuncia o grave pecado cometido pelos guias religiosos de Israel, e Jesus fala disso em outra ocasião, de maneira bem mais direta, como lemos em Mateus 23:29-31: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que edificais os sepulcros dos profetas e adornais os monumentos dos justos, e dizeis: Se existíssemos no tempo de nossos pais, nunca nos associaríamos com eles para derramar o sangue dos profetas. Assim, vós mesmos testificais que sois filhos dos que mataram os profetas.” Há fortes indícios de que esses guias estavam bem próximos de Jesus, quando ele proferiu a parábola dos trabalhadores maus. O versículo 16 termina assim: “E, ouvindo eles isto, disseram: “Não seja assim” ou “Tal não aconteça”.

Quando, na parábola, Jesus se refere às diversas tentativas feitas pelo dono da vinha, no sentido de obter os frutos que dela esperava, está se referindo ao amor e à paciência de Deus, demonstrados para com o seu povo. Esse amor e essa paciência de Deus atingiu o seu ponto mais alto, quando o Senhor se dispôs a enviar o seu próprio Filho para salvar o mundo: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado.” (Jo 3:16-18)

Na linguagem usada na Escritura, a transferência do arrendamento da vinha para outros lavradores veio como resultado da ingratidão e da desobediência de muitos dos filhos de Israel, que, além de rejeitarem a mensagem trazida ao mundo por Jesus Cristo, o Filho de Deus, zombaram dele, escarneceram-no e mataram-no. Ele foi “a pedra que os edificadores rejeitaram” (Lc 20:17). A rejeição da pedra e a morte do Filho têm o mesmo significado. Tanto o herdeiro da vinha como a pedra rejeitada representam o Filho de Deus.

O Senhor pedirá contas do que seus trabalhadores fizerem - O trabalhador da vinha do Senhor não é o dono da vinha. O trabalhador é apenas um “arrendatário”. A vinha pertence ao Senhor. Por isso, cada trabalhador precisa estar ciente de que, certo dia, deverá prestar contas do que realizou. Os líderes religiosos do povo de Israel não levaram a sério a tarefa que lhes fora confiada por Deus, quando deixaram de ouvir aos profetas que, da parte de Deus, lhes foram enviados. Então Deus os tratou como deveriam ser tratados: foram punidos com a substituição. O Senhor da vinha tirou-os dos lugares que então ocupavam, dando-os a outros. Isso ocorreu porque a vinha que lhes fora confiada não produziu os devidos frutos. A lição ficou para os novos lavradores e está expressa nesse texto: “Se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus” (Mt 5:20). Você é um trabalhador da Igreja do Senhor? O Senhor lhe pedirá contas do seu trabalho.

O Senhor acompanha com interesse a maneira como desempenhamos a tarefa que nos deu - É enganoso pensarmos que o Senhor não se importa com as coisas que fazemos e como as fazemos. Aos que trabalham na vinha do Senhor, lembramos que, ao nos atribuir uma tarefa qualquer, o Senhor acompanha, com o mais absoluto interesse, a maneira como a desempenhamos. A advertência resultante do ensino de Jesus, na parábola, vale também para os atuais líderes da igreja, que é considerada hoje como o “Israel de Deus”. Os novos lavradores devem trabalhar denodadamente, para que a vinha do Senhor produza muitos frutos, pois é com estes que o Senhor será glorificado: frutos de paz, de justiça e de santidade. Jesus declarou: “Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto” (Jo 15:8). O Senhor em breve virá. Que contas lhe prestaremos?

O Senhor é paciente, mas também é justo - A parábola ensina-nos muitas coisas, e uma delas diz respeito aos cuidados que Deus tem para com o seu povo. Pedro diz: “Humilhai-vos pois debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte; lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.” (I Pe 5:7) O salmista já dizia: “Lança o teu cuidado sobre o Senhor, e ele te susterá” (Sl 55:22). “Mas tu, Senhor, és um Deus cheio de compaixão, e piedoso, sofredor, e grande em benignidade e em verdade” (Sl 86:15). Contudo, não podemos abusar da piedade e da benignidade do Senhor. O texto de Gn 6:3 parece indicar que a paciência e a benignidade do Senhor também têm limites: “Não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem.” Você é líder na igreja do Senhor? Cumpra o seu ministério com santidade, integridade, humildade, fidelidade e responsabilidade, pois, como Pai, o Senhor da igreja é paciente, mas é, também, justo e não se deixa escarnecer.

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Autor: Pastor Valdeci Nunes de Oliveira divulgado no PC@maral