sábado, 31 de julho de 2010

A Fé Que Aguarda A Vinda Do Senhor

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Sede, pois, irmãos, pacientes, até à vinda do Senhor. Eis que o lavrador aguarda com paciência o precioso fruto da terra, até receber as primeiras e as últimas chuvas. (Tg 5:7)

Por Izaias dos Reis

Um dos assuntos mais comentados pelos cristãos de todos os tempos refere-se à volta de Cristo. A Bíblia Sagrada é riquíssima em detalhes sobre esse grande evento que ocorrerá neste planeta. Para os cristãos fiéis, o retorno de Jesus será o dia mais glorioso, quando terá início o desenrolar definitivo de uma nova era de paz. A volta do Senhor Jesus será pessoal, visível e audível. Em Lc 21:27, é-nos dito que Jesus virá com poder e grande glória. Será algo jamais visto, ouvido e sentido por alguém, e a espera por esse dia deve fazer-nos aguardá-lo com toda diligência, na certeza de que esse glorioso dia vai chegar; afinal, essa promessa não foi feita por qualquer pessoa, mas pelo próprio Senhor Jesus (Jo 14:1-3).

É importante afirmar que a vinda de Cristo também foi profetizada por Enoque, quando ele disse que o Senhor virá com milhares de seus anjos (Jd 14-15), sendo que a Bíblia afirma, em Apocalipse 1:7, que ele vem sobre as nuvens e todo olho o verá, cada qual a seu tempo. Que Deus dê a cada um de nós a graça de participar, com alegria, desse grande dia. Neste estudo, o apóstolo Tiago nos ensinará que precisamos manter uma fé perseverante que nos capacite a aguardarmos a volta do Senhor Jesus.

I - ENTENDENDO A MENSAGEM

Como já demonstrado em artigos anteriores, o apóstolo Tiago foi usado pelo Espírito Santo para orientar os cristãos de sua época, e, por extensão, os da atualidade, sobre vários aspectos da vida cristã; no trecho em estudo (Tg 5:7-12), ele alerta seus leitores sobre a importantíssima volta do Senhor. O escritor sagrado orienta os irmãos a aguardarem com paciência a volta de Cristo, não querendo dizer, contudo, que eles deveriam ficar parados esperando o tempo passar; pelo contrário, eles deveriam buscar forças em Deus, a fim de que pudessem continuar firmes na jornada da fé.

O apóstolo declara: Sede, pois, irmãos, pacientes, até à vinda do Senhor (Tg 5:7a). Ser paciente é ter a capacidade de suportar, de perseverar firme diante das lutas e das dificuldades; é manter-se em constante fidelidade e comprometimento com Deus e sua palavra. Quando Tiago diz que os irmãos precisam ser pacientes até a vinda de Jesus, deixa patente que existe um intervalo, um período que os separa, até o aparecimento do Senhor, e é justamente nesse intervalo que eles devem estar de prontidão, isto é, em total alerta e submissão aos ensinamentos divinos. A expressão “Sede pacientes” é makrothymía, em grego, que significa “grande disposição”, revelando uma disposição que não se abate nem mesmo diante das piores catástrofes da vida.

Os ricos ímpios que os maltratavam, impondo-lhes sofrimentos e humilhações (Tg 5:1-6), não deveriam servir de desculpas para possíveis desesperanças, uma vez que o juiz está às portas para julgá-los (Tg 5:9b – cf. Mt 24:37-39). Tiago quer que os irmãos estejam certos de que a justiça divina está próxima, e por essa razão, não haveria motivos para impaciências. É nesse contexto que o apóstolo oferece o exemplo da paciência do lavrador que espera o fruto da terra (5:7b). Ele mostra que, para tudo, existe um tempo, e que nada deve ser atropelado. Segundo Champlin na Palestina as primeiras chuvas ocorriam nos fins de outubro e começo de novembro, cujo objetivo era fazer com que a terra ficasse úmida para germinar as sementes recém plantadas. As últimas chuvas ocorriam entre abril e maio na primavera, as mesmas eram necessárias a fim de que a semente amadurecesse [1]. Assim como os lavradores esperavam e dependiam das chuvas para a sua sobrevivência, como ocorre até os dias de hoje, aqueles irmãos deveriam aguardar, com paciência, a volta do Senhor Jesus Cristo, sem reclamação, sem lamentação, com regozijo, com muita alegria.

Tiago exorta os irmãos a, além de aguardarem com paciência, fortalecerem seus corações, pois a vinda do Senhor está próxima (5:8b). O termo grego usado para “vinda” é parousia, que, no Novo Testamento, significa “a presença ou a aparição do Senhor ressurreto que virá em glória”. Em outras palavras, aqueles fiéis não foram encorajados a aguardar qualquer pessoa, mas alguém que virá em glória e poder. Daí a necessidade de levarem a sério a perseverança, enquanto esperavam a volta de Cristo. Quem virá é o Rei da Glória! E, no tempo em que Tiago escreveu sua epístola, os escritores sagrados acreditavam estar vivendo os últimos dias da história, e, por isso, instavam seus leitores a estarem preparados, apegados à prática da palavra de Deus e com toda fé e ânimo na volta gloriosa de Cristo.

Evidentemente, hoje, há, aproximadamente, dois mil anos depois de Tiago, cá estamos nós, com a mesma certeza e convicção de que Jesus Cristo vai voltar brevemente para buscar a sua igreja querida. É bom que ninguém duvide, pois, em Mt 24:4-14, o próprio Cristo relata os acontecimentos dos finais dos tempos dizendo que surgiriam falsos cristos, guerras, fomes, pestes, terremotos em vários lugares, falsos profetas e tantos outros sinais. Estamos vivendo tudo isso que Jesus predisse! Mais do que antes, é preciso perseverança na fé: aquele que perseverar até o fim será salvo (Mt 24:13).

A volta do Senhor deveria ser o mais alto anelo daqueles cristãos; entretanto, eles ainda não haviam sido plenamente transformados, e, como nós, dependiam exclusivamente da graça e do amor de Deus para evitarem erros e fracassos a que estavam sujeitos. Em razão disso, o apóstolo Tiago os orientou a não se queixarem injustamente dos seus irmãos, a fim de não serem julgados pelo Juiz que está às portas (Tg 5:9). Tiago viu que muitos irmãos, oprimidos pelos ricos, ignorando que o juízo divino chegaria, estavam descarregando suas amarguras em outros irmãos em igual situação. Não podendo atingir os opressores, queixavam-se dos oprimidos, aumentando a sensação de injustiça geral. O apóstolo percebeu que a queixa injustificada e persistente pode levar a julgamentos injustos. A respeito disso, Paulo nos ensina a suportarmos o nosso irmão em amor e a sermos pacientes na tribulação (Ef 4:2; Rm 12:12). Por sua vez, o Senhor Jesus declara que, para que não sejamos julgados, é melhor que não julguemos a quem quer que seja (Mt 7:1), a não ser pela reta justiça (Jo 7:24).

Para mostrar que vale a pena todo e qualquer tipo de sacrifício que resulte na participação feliz que a volta do Senhor proporcionará aos obedientes, Tiago busca referência nos profetas do Antigo Testamento que foram pacientes e não se furtaram a pregar a Palavra e a falar em nome de Deus (Tg 5:10). Para cumprir essa missão, entretanto, eles foram perseguidos, mas se mantiveram fiéis, honrando, com suas próprias vidas, o nome do Senhor (cf. Am 5:10; Jr 2:30; Ne 9:26; Mt 5:12; At 7:52). A perseverança e a paciência dos profetas deveriam servir de exemplo de fé e de coragem para aqueles irmãos e para todos nós, pois eles nunca desistiram do ideal que tinham a cumprir. Deus espera de nós, seus filhos, a mesma postura. Infelizmente muitos têm vacilado na fé e fracassam; se estes se arrependerem, porém, Jesus está pronto a ajudá-los e a fazer-lhes vencedores outra vez.

Além de usar o exemplo de fé viva e verdadeira dos profetas, o apóstolo Tiago foi buscar inspiração na vida de Jó, homem que soube suportar as provações e as aflições, mediante a paciência e a fé no Deus Todo-Poderoso (5:11). Diante do terrível sofrimento por que passou, e muito embora tenha reclamado algumas vezes, ele jamais abandonou a fé em Deus; pelo contrário, apegou-se mais ao Senhor e soube esperar no seu criador, conforme lemos em Jó 1:21: ... e disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei; o SENHOR o deu e o SENHOR o tomou; bendito seja o nome do SENHOR!. E em Jó 2:9-10: Então, sua mulher lhe disse: Ainda conservas a tua integridade? Amaldiçoa a Deus e morre. Mas ele lhe respondeu: Falas como qualquer doida; temos recebido o bem de Deus e não receberíamos também o mal? Em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios.

Assim como Jó teve um final de vida feliz, restaurando Deus a sua saúde, a sua família e as suas riquezas (Jó 42:12-16), em razão de sua lealdade e de sua fidelidade, o Senhor deseja conceder uma vida com final feliz para todos aqueles que não negarem o seu nome, e, com paciência, perseverarem na obediência e na fidelidade a sua Palavra. Serão bem-aventurados, receberão a misericórdia e a compaixão do Senhor (Tg 5:11) e ouvirão dele: Vinde, benditos de meu pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo (Mt 25:34). A estes, Tiago exorta a permanecerem firmes na esperança da volta de Cristo, sem usarem irreverentemente o seu santo nome e sem empenharem as suas próprias palavras por coisas que não podem cumprir, pois tal atitude se constitui pecado e pode levá-los à condenação (Tg 5:12).

II - APLICANDO O CONHECIMENTO EM NOSSA VIDA

Pela fé, devemos estar preparados para a volta do Senhor - Diante das opressões da vida, alguns leitores de Tiago fraquejaram e passaram a viver uma fé desordenada: impaciência, fraqueza de fé, queixas injustas, julgamentos injustos e palavras não cumpridas viam-se entre eles. Distraídos pelas tribulações, esqueceram que há um dia para o acerto de contas. O apóstolo admoestou-os a mudarem de atitude, a fim de não serem julgados e condenados, no dia da vinda do Senhor (Tg 5:9,12).

Não é de qualquer maneira que teremos um encontro feliz com o Senhor Jesus. A parábola das dez virgens deixa bem claro que é preciso preparo, pois ninguém sabe o dia e nem a hora em que o Senhor virá para buscar a sua noiva; a única coisa certa é que devemos estar preparados para que este dia não nos pegue de surpresa (Mt 25:1-13). O apóstolo Pedro garante que Jesus virá como o ladrão que não avisa a ninguém (II Pe 3:10), confirmando o que lemos em I Tessalonicenses 5:2-6: ... porque vós mesmos sabeis muito bem que o Dia do Senhor virá como o ladrão de noite, Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então, lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida; e de modo nenhum escaparão. Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele Dia vos surpreenda como um ladrão; porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas. Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos e sejamos sóbrios.

Prezado leitor, será que, devido às tribulações da vida, você não está vivendo uma fé demasiadamente descompromissada com a palavra de Deus e, conseqüentemente, aproximando-se demais do padrão de vida do mundo? As lutas estão lhe esfriando a fé? E o que é pior: Não estaria você desejando ardentemente as coisas mundanas, achando que o mais importante é viver o momento, desfrutar dos prazeres pecaminosos? Vivendo assim, seu encontro com o Senhor não será nada feliz. Como conhecedor das verdades bíblicas, você deve estar atento, para não cair no laço do diabo e sofrer as dolorosas conseqüências. Para que você não seja julgado e condenado na volta de Cristo, prepare-se! Comece a colocar em prática, hoje mesmo, estas palavras de Cristo: Acautelai-vos por vós mesmos, para que nunca vos suceda que o vosso coração fique sobrecarregado com as conseqüências da orgia, da embriaguez e das preocupações deste mundo, e para que aquele dia não venha sobre vós repentinamente, como um laço. Pois há de sobrevir a todos os que vivem sobre a face de toda a terra. Vigiai, pois, a todo tempo, orando, para que possais escapar de todas estas coisas que têm de suceder e estar em pé na presença do Filho do Homem. (Lc 21:34-36)

Pela fé, devemos aguardar com esperança a vinda do Senhor - A opressão infligida pelos ricos estava deixando muitos irmãos desesperados; cada vez mais os oprimidos tinham menos recursos e os opressores, mais. Como disse Asafe: Eis que são estes os ímpios; e, sempre tranqüilos, aumentam suas riquezas (Sl 73:12). A falta de recursos materiais afetou a vida espiritual dos irmãos, causando-lhes a sensação de injustiça generalizada. Então Tiago lhes garantiu: Eis que o juiz está às portas (Tg 5:9). Com isso concorda o escritor aos Hebreus: Porque ainda um poucochinho de tempo, e o que há de vir virá e não tardará (10:37). Essa deve ser a nossa esperança. A nossa fé, como a dos demais cristãos fiéis que aguardam, com esperança, a volta do Senhor, deve estar robustecida e viva, assim como Jesus Cristo, que vive e está à direita do Pai, aguardando somente o momento de vir buscar o seu povo para estar sempre ao seu lado. Brevemente, aparecerá, no céu, o sinal do Filho do Homem vindo sobre as nuvens, a fim de colher os seus escolhidos, nos quatro cantos da terra. Enquanto muitos colocam suas expectativas nos bens desta terra, nós devemos estar aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus (Tt 2:13).

Portanto, sempre que os ricos ímpios nos oprimirem e oprimem a nosso povo, criando a sensação de que a injustiça e a corrupção são invencíveis, causando, em nosso coração, nervosismo, queixas, desesperanças, vontade de fazer justiça com as próprias mãos, lembremo-nos: Eis que o juiz está às portas! Confie e espere no Senhor! (Sl 37:3-5) Ele fará sobressair a tua justiça como a luz e o teu direito, como o sol ao meio-dia (Sl 37:6). Saiba que a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória, segundo a eficácia do poder que ele tem de até subordinar a si todas as coisas (Fp 3:20).

Desta forma, nós devemos investir a nossa vida e a nossa esperança no reino dos céus, onde está a nossa pátria e onde ninguém poderá roubar nada do que é nosso (Mt 6:19-20). Estejamos firmes nesse propósito.

Pela fé, devemos aguardar, em obediência, a vinda do Senhor - A opressão dos ricos havia causado desesperança, e esta, desobediência; uma frieza quanto à prática da palavra de Deus tomou conta da vida de muitos irmãos. Foi quando Tiago alertou: a vinda do Senhor está próxima (Tg 5:8). Havia o perigo iminente de muitos serem pegos em total desobediência aos mandamentos de Deus.

Amados, brevemente, veremos o céu sendo enrolado, os anjos de Deus tocando a trombeta; presenciaremos o Filho do Homem vindo sobre as nuvens dos céus, com toda glória e autoridade, para arrebanhar seus servos e suas servas que vivem na face da terra. Para os obedientes, será um dia em que a perpétua alegria lhes coroará a cabeça; o regozijo e a alegria os alcançarão, e deles fugirão a dor e o gemido; sobre os que em Sião estão de luto [se lhes dará] uma coroa em vez de cinzas, óleo de alegria, em vez de pranto, veste de louvor, em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem carvalhos de justiça, plantados pelo SENHOR para a sua glória (Is 51:11, 61:3); mas, para os desobedientes, um dia de alvoroço, de atropelamento e confusão é este da parte do Senhor; dia de indignação, dia de angústia e dia de alvoroço e desolação, dia de escuridade e negrume, dia de nuvens e densas trevas (Is 22:5; Sf 1:15).

Para que encaremos esse dia com alegria e regozijo, precisamos obedecer ao Senhor e a sua palavra. Jesus chama de bem-aventurado aquele servo que, quando ele voltar, achar fazendo assim (Mt 24:46). Nossa vida deve ser santa, piedosa, imaculada e irrepreensível (II Pe 3:11-14). Portanto, enquanto o Senhor permitir que vivamos nesta terra, devemos continuar obedecendo aos seus mandamentos e aos seus preceitos, sem jamais desviarmos os nossos passos, pois obedecer-lhe não é algo impossível, uma vez que tudo posso naquele que me fortalece (Fp 4:13). Paulo pediu a Timóteo: ... guardes o mandato imaculado, irrepreensível, até à manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo (1 Tm 6:14). Essa recomendação paulina serve para nós, cristãos da atualidade, que, em vez de tristeza e dor, queremos alegria e prazer, quando nos encontrarmos com o Senhor.

CONCLUSÃO

A fé que deve nos sustentar firmes até a vinda do Senhor Jesus Cristo não deve, em hipótese alguma, estar firmada nas coisas que se vêem, mas, sim, naquelas que não se vêem, pois lutamos e buscamos aquilo que não vemos na nossa dimensão, que é a nossa morada celestial. Tamanha e indescritível será, para todos os santos, a alegria daquele dia em que o Filho do Homem aparecerá nas nuvens dos céus, com milhares de seus anjos. Então, nós o veremos face a face: Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos (1 Jo 3:2).

Temos, portanto, um desafio pela frente, que é vivermos e praticarmos tudo o que foi ensinado no presente estudo. Nada neste mundo deve ofuscar a nossa esperança de estarmos de pé naquele grande dia. A mesma certeza que os irmãos da igreja primitiva tinham, em relação à volta do Senhor, nós também devemos ter.

Que o Espírito Santo sempre conserve em nós o desejo de nos encontrarmos com o nosso Salvador, como foi prometido, quando de sua ascensão aos céus: E, estando eles com os olhos fitos no céu, enquanto Jesus subia, eis que dois varões vestidos de branco se puseram ao lado deles e lhes disseram: Varões galileus, por que estais olhando para as alturas? Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu virá do modo como o vistes subir. (At 1:10-11)


Referências Bibliográficas:

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[1] CHAMPLIN, R. N. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. São Paulo: Candeia, 1995, vol. 6, p. 76.

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Fonte: Texto de autoria da Pr. Izaias dos Reis - Estudo sobre a fé baseado na epístola de Tiago - Reproduzido e divulgado no PC@maral

Teoria das Cordas e Multiversos Paralelos

Um comentário:
Separei cinco videos sobre esta "Teoria das Cordas" e "Multiversos Paralelos". Os cientista podem descobrir o que for, claro que a ciência tem seu crédito, mas, a cada descoberta, a cada teoria, a cada tese e experimento, mais aumenta a minha fé e a minha crença no Deus Todo Poderoso que criou todas as coisas que existem.

É inconcebível que uma criação tão complexa e tão cheia de detalhes tenha sido obra do acaso, de uma explosão, ou que nós viemos de uma "ameba". Eu me recuso a aceitar essa interpretação.

Recomendo a "eles" um livro que tem todas as respostas para suas indagações: A Bíblia Sagrada. Eu não sou fruto de evolução, eu fui criado "à imagem e semelhança de Deus" e disso, eu, não abro mão jamais.











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Fonte: YouTube - Compartilhado no PC@maral

Físico Michio Kaku é um defensor da controversa teoria das cordas

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Vi esta reportagem no PavaBlog, e como sou vidrado em tecnologia não poderia deixar de publicar aqui no PC@maral. Como bem escreveu o Sérgio Pavarine "a entrevista é instrutiva e fluente". O jornalista Luis Fernando Silva Pinto apresenta o programa da Globo News - Espaço Aberto Ciência e Tecnologia - "Nota para a jornalista Leila Sterenberg, que mostrou estar preparada e dominando os temas propostos, não desperdiçando a visita do físico ao Brasil".

Recomendo o vídeo até o finalzinho! Assuntos empolgantes, além de uma “chamada” do Kakun para a sociedade brasileira!



Doutor Kaku é pop. Ele tem site, frequenta os principais talk shows americanos, faz séries de TV e escreve best sellers. Seu livro mais recente explora, a sério, conceitos que mais parecem assuntos de ficção, como viagens no tempo, teletransporte, campos de força e mantos de invisibilidade.

Separei cinco videos sobre esta "Teoria das Cordas" e "Multiversos Paralelos" - Veja aqui neste link.

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Fonte: Globo News - Vi primeiro no PavaBlog

Adolescência - Evangélico Também Copia Moda?

5 comentários:

Modinha entre adolescentes
evangélicos. Será que tem ?? Faça esse teste


Os que fazem uso de "Modinhas", são pessoas que sempre seguem ou se adaptam a qualquer coisa inútil nova que aparece. Em geral, são seres irritantes. Veja, abaixo, as características deles. E o pior é que isso está até entre jovens e adolescentes evangélicos. Que dirá o cabelinho, copiado e assumido por muitos jovens, do Justin Bieber, ou, como já está amplamente conhecido no Brasil, "Justin Biba".

Quais desses subpontos abaixo se qualifica a você ?

◙ Gosta ouvir Restart, Cine, Hori.
◙ Assiste Malhação.
◙ EexXxcklevY aAaSsýin.
◙ Ouve Lady Gaga.
◙ É fã de Justin Bieber.
◙ Ama Fiuk, Robert Pattinson, Taylor Lautner e Kristen Stewart.
◙ Não entende, mas ouve músicas internacionais.
◙ Usa o termo team fulano pra dizer que o prefere a sicrano.
◙ Foi pra estreia de Eclipse.
◙ Chorou por não ter ido à estreia de Eclipse.
◙ Participa de várias comunidades Crepúsculo, Lua Nova, Eclipse e Amanhecer.
◙ Usa Ray Ban Wayfarer não por um motivo racional, mas porque os coloridos usam.
◙ Só assiste MTV.
◙ É fã de Rebelde/RBD, Quase Anjos, Isa TKM e afins.
◙ Usa óculos sem lente, só com armação.
◙ Trocou All Star por Nike.
◙ Tem caderno da Capricho.
◙ Virou fã de Michael Jackson no dia em que ele morreu.
◙ Passa o dia online no Orkut, MSN, Twitter, Facebook, Formspring…
◙ Acha Chico Buarque, Milton Nascimento, Elis Regina, Nelson Rodrigues, Gal Costa, Luiz Gonzaga, Peninha (enfim, cultura) bregas.
◙ Não faz ideia de quem sejam!
◙ Usa termos bem in.
◙ Tem franja, cabelo liso, roupa justíssima e (se for do sexo masculino) é confundido com menina.
◙ Acha que rock é Nx Zero e Fresno.
◙ Ouve a Jovem Pan.
◙ Fora a MTV, a única coisa que assiste é Pânico na TV.
◙ Seus perfis online são copiados de algum lugar.
◙ Não sabe quem é, nunca leu nenhum livro, mas usa frases de Clarice Lispector.
◙ É fã de Robert Pattinson mas o único personagem que conhece dele é o de Edward Cullen.
◙ É fã de Kristen Stewart mas o único personagem que conhece dela é o de Bella Swan.
◙ É fã de Stephenie Meyer, mas só leu a Saga Crepúsculo.
◙ Torce pra o time que tá ganhando.
◙ Lê a Capricho.
◙ Possui um celular com 5372 funções.
◙ Usa correntes e boné de aba reta.
◙ Posta vídeos “agressivos” no YouTube.
◙ Faz academia.
◙ Acha que Photoshop, PhotoFiltre e PhotoScape só serve pra tirar espinhas.
◙ Coloca fotos no Orkut com as mesmas poses (fazendo paz e amor, biquinho, de óculos escuros dentro de casa/com flash, hang loose, olhando para o nada, tentando aumentar os músculos/os seios, sem camisa, no espelho, fingindo espontaneidade, mostrando a roupa de marca, deitado no chão, fazendo olhar sexy, etc.)
◙ Fica na colheita feliz o dia inteiro colhendo e roubando.
◙ vai na escolinha dominical só quando ta afim de alguém.

Se você se inclue em mais de 12 itens dessa lista, já sabe precisa se converter de verdade.

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Fonte: www.spacaberto.blogspot.com Via UMAP Vitoria da Conquista/BA

sexta-feira, 30 de julho de 2010

O Americano o Argentino... e o Brasileiro

Um comentário:

Estavam na China, um brasileiro, um americano e um argentino.
Estavam bebendo na praça. Só que na China isso é proibido e eles foram pegos em flagrante. Presos, foram mandados ao Juiz pra receberem sua sentença.
O Juiz deu uma bronca enorme e disse que cada um ia receber 20 chicotadas como punição. Só que estavam em transição entre o ano do cão e o do rato, então cada prisioneiro tinha direito à um pedido:

- Você americano! Seu país é racista, capitalista e eu odeio vocês, mas promessa é promessa! Qual o seu desejo, desde que seja não escapar da punição?

- Quero que amarrem um travesseiro nas minhas costas!

- Que assim seja!

E tome as chicotadas com o travesseiro nas costas. Lá pela décima chicotada o travesseiro cedeu e o americano levou 10 chicotadas.

- Sua vez argentino! Seu povo é muito arrogante e trapaceiro. Odeio vocês, mas promessa é promessa!! Qual o seu desejo?

- Que amarrem 2 travesseiros nas minhas costas!

E assim foi. Lá pela décima quinta chicotada os travesseiros cederam e o argentino tomou 5 das 20 chicotadas. Mas ficou feliz porque passou a perna no americano!

Foi a vez do brasileiro.

- Ora, ora, você é brasileiro... povo simpático, bom de futebol, humilde... como eu gosto do seu povo você terá 2 pedidos!!

- Bem, eu queria levar 100 chicotadas...

- Espantoso!! Ainda por cima é corajoso!! Seu pedido será realizado!!

- Qual é o próximo?

- Amarra o argentino nas minhas costas!!!

***

Me mandam por email e eu.... publico... kkkkkkkkkkkkkkkk CARA #RIMUITO - PC@maral

Obs: Se quiser rir mais leia Os Dois Argentinos

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Os Novos Construtores Da Torre De Babel

Um comentário:

Por PCamaral

“Disseram: Vinde, edifiquemos para nós uma cidade e uma torre cujo tope chegue até aos céus e tornemos célebre o nosso nome, para que não sejamos espalhados por toda a terra.” – Gênesis 11.4

Bem que poderia ser uma história do passado, mas infelizmente não é. Todas as gerações são afetadas por construtores petulantes que tentam recomeçar a construção da Torre, mesmo que o final seja sempre, como define o nome Babel (confusão). Muitos, inconscientemente, continuam lançando mão da argamassa e dos tijolos humanos e numa loucura desvairada construir o que acham a primeira vista ser algo relevante, mas que não passa de uma nova versão da lamentável e fracassada Torre.

Vejamos as motivações e tiremos as conclusões.

Motivação humana. “Vinde, edifiquemos nós”. O homem sempre vai ser homem. Quando o lado espiritual é deixado de lado a “carne” prevalece. Salvação nunca foi e nunca será por méritos próprios – Efésios 2.8-10. Construir algo na vontade humana sempre trará resultado lamentável. Toda e qualquer capacidade humana é pequena para construir algo sustentável. Esta motivação também revela o que é condenável: O egoísmo. Nunca devemos considerar que somente nós estamos certos. Precisamos viver na dependência do Senhor.

Motivação megalomaníaca. “uma torre cujo tope chegue até aos céus” Progredir, pensar no futuro é louvável, mas querer ser o maior, “o cara”, isto sim é por demais perigoso, principalmente quando é feito de forma inconseqüente, fazendo sofrer quem está ao redor. Tentar chegar ao céu por si próprio não é sonho, é pesadelo. Impérios, países e grandes nomes viraram cinza quando buscaram ser o maior e o melhor de todos. Nosso maior sonho deve ser o de conquistar mais os valores espirituais ensinados e vividos por Jesus.

Motivação da egolatria. “e tornemos célebre o nosso nome”. Ter uma boa reputação é fundamento indispensável do cristianismo, porém, desejar ter um nome destacado na história é idolatria de si mesmo, uma cobiça pela fama. Quem dever ser glorificado e adorado sempre é o Senhor através de nossas obras. João Batista disse acerca de Jesus: “Importa que ele cresça e que eu diminua” – João 3.30. O que ouvimos pelas ações humanas é o contrário: “Que todos diminuam e que eu cresça”. Que os nomes sejam apagados e a honra seja somente minha. Mas, como servos do Altíssimo, devemos trabalhar para que a Sua grandeza seja mais reconhecida.

Motivação do comodismo. “para que não sejamos espalhados por toda a terra”, Construir um lugarzinho para nós e ficar ali, vendo a vida passar, não é a vontade de Deus. Nos dias da construção da Torre era para que multiplicassem e enchessem a terra, mas tentaram fazer o contrário. Uma das últimas palavras de Jesus antes da ascensão foi “ide” – Mateus 28.18-20. No entanto, os construtores atuais da Torre praticam o “vinde”. O certo é sairmos da área de conforto e espalharmos o amor, a graça, a fé, a esperança, as promessas de Deus.

Que Deus nos ajude!

Twittar Não Tem Idade

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Morre, aos 104 anos, a usuária mais velha do Twitter

Falecimento foi comunicado no próprio perfil de Ivy Bean, que tinha 58 mil seguidores na rede social

Quarta-feira, 28 de julho de 2010 às 18h35

A usuária mais velha do Twitter morreu na madrugada desta quarta-feira, 28/07, aos 104 anos. Segundo informações do jornal Daily Mail, Ivy Bean já estava doente há certo tempo, vítima de um tumor não especificado.

O perfil de Ivy no Twitter já contabilizava mais de 58 mil seguidores e no Facebook a sua conta já totalizava cerca de 5 mil amigos. Em decorrência do seu estado de saúde, nos últimos tempos Pat Wright, gerente do asilo em que a usuária vivia, passou a realizar as atualizações no microblog. Na manhã desta quarta, Wright comunicou o falecimento de Ivy Bean em post no Twitter.

A internauta morava em um pensionato britânico, no qual os residentes tinham acesso à internet e até mesmo videogames.

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Fonte: Olhar Digital

Os Quatro Amigos de um Paralítico

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Por PCamaral

No evangelho de Marcos, capitulo dois, encontramos uma comovente história: Jesus estava em sua casa, na cidade de Cafarnaum, ministrando a um grande numero de pessoas. Quatro amigos resolveram levar um paralítico, para que recebesse a cura. A casa estava repleta e não puderam entrar pela porta. Destelharam, então, o telhado e baixaram o pobre homem próximo de onde estava Jesus.

Naquele instante, o homem recebeu dois tipos de cura: A espiritual foi a primeira, quando ouviu do Mestre: Filho, os teus pecados estão perdoados, e a física, quando com autoridade Jesus lhe disse: Levanta-te, toma o teu leito e vai para a tua casa.

Mas, não basta conhecer o milagre, é preciso mergulhar na história e perceber os detalhes. Quando olhamos para os quatro amigos, podemos ver muitas virtudes:

Amor, com certeza, foi a motivação primária. Ninguém sem amor, lembraria de alguém que estivesse sofrendo. Basta percebermos que a casa estava repleta de pessoas, mas quem lembrou do paralítico?

Esforço e Resignação estavam presentes: Carregar um paralítico com cama e tudo, o que não é para qualquer um, e ainda puxar o homem para cima e descobrir o telhado são atitudes de quem realmente está disposto a tudo.

Diligência foi outra qualidade: Para carregar um paralitico e fazê-lo descer por cima do telhado, justamente onde Jesus estava, com uma multidão embaixo, foi necessário muito cuidado.

Companheirismo, não poderia esquecer isso: O trabalho exigia uma equipe. Muitas coisas conseguimos resolver sozinhos, mas não todas, temos de ser humildes o suficiente para dizermos: “Por favor, me dê uma mãozinha”. Mas, no texto Bíblico, percebemos a qualidade fundamental para que o milagre ocorresse, a .

A que foi percebida foi a dos amigos e não a do paralítico: E Jesus, vendo-lhes a fé... É, sem dúvida, no terreno da fé que brotam as maravilhas de Deus. Quanta alegria tiveram aqueles quatro amigos, quando viram o paralítico levantar-se, carregar a cama e ir para casa; e tudo isso de camarote, de cima do telhado. Sorrisos largos e corações cheios de hosanas, de glórias a Deus, foram o que tiveram.

Se perguntar não ofende, então responda, querido leitor: Você já teve um encontro com o Cristo que morreu e hoje vive? Se, sua resposta foi já, quantos você tem levado a presença do Salvador? Se ainda não levou uma alma, não se preocupe: Aprenda com os quatro amigos do paralítico. Você está atrasado apenas dois mil anos em relação à história.

Que Deus nos ajude a cumprir a nossa parte na missão de alcançar vidas para o reino de Deus.

Deus nos abençoe!

Ainda Vazio?

2 comentários:
“Tudo fez formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem...”. (Eclesiastes 3.11)

Por Elias Alves Ferreira

Muitas perguntas povoam a nossa mente. Porque nasci? Quem sou eu? Qual o meu objetivo nesta vida? A vida é somente isto? São pensamentos que muitas vezes pesam e alteram nosso comportamento.

O Rei Salomão também sofreu com estes sentimentos e concluiu que a vida não passava de uma grande vaidade. Que tudo não passava de um “correr atrás do vento”. O livro de Eclesiastes afirma que ele construiu casas e palácios, plantou vinhas, criou milhares de animais, teve incontáveis empregados, acumulou o maior tesouro pessoal e nacional. Pela sua capacidade de administração teve as fronteiras de Israel alargadas formando a maior configuração geográfica desse País, um verdadeiro império. E ainda assim, sentia um enorme vazio interior.

A conclusão é que a felicidade não está na capacidade de ter e sim de ser. A verdadeira satisfação não é exterior, mas interior. Está em descobrir o verdadeiro amor. Não basta conquistar na terra se não for conquistado pelos céus. Não basta subir se primeiro não descer as escadarias da humildade. Não basta crescer se não aprender a viver como criança.

O sábio Salomão concluiu brilhantemente: “Tudo fez formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem...”. (Eclesiastes 3.11). Em outras palavras, Deus criou o ser humano e deixou um lugar em sua existência que somente Ele pode preencher. Sem saber, todas as pessoas possuem o desejo inato de encontrar o seu Criador. Somente nEle é possível uma real e completa satisfação.

Quantos, infelizmente, não percebem isto e procuram a felicidade em seus próprios caminhos. Não é por acaso que muitos se encontram em verdadeiros abismos psicológicos, físicos e espirituais. Ao invés de viverem, vegetam. São seres humanos que mais parecem animais.

No entanto, outros descobrem, como Paulo, o verdadeiro sentido da vida: “... o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo”. (Efésios 3.8). Jesus é rico em paz, amor, alegria, esperança, fé, libertação e salvação. Quem mais, por exemplo, pode fazer um convite universal com as seguintes palavras: “Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviareis?”

Jesus é rico porque num instante da eternidade se fez gente como nós, traduziu os eternos desejos secretos do Pai e pagou o preço do resgate espiritual morrendo numa terrível cruz. E hoje; vivo para sempre, intercede para que todos sejam Seu povo.

Basta somente um passo, uma atitude de fé, uma abertura do coração para que tenhamos a maior das experiências. Nossa mente e coração estão onde estiver nosso prazer, nosso tesouro. Nosso amor e alegria estão onde estiver nossa razão de viver. Mas tudo isso: Nosso prazer, nosso tesouro e nossa vida, devem repousar na pessoa maravilhosa de Cristo.

Por que continuarmos vazios se podemos ser cheios e viver em plenitude a graça e a paz do Senhor?


Fonte: Devocional de autoria do Pr Elias Alves Ferreira  | Compartilhado no PCamaral

terça-feira, 27 de julho de 2010

As Nossas Dores

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“Verdadeiramente Ele tomou sobre si as nossas dores”. Isaías 53.4.

Muitas são as dores humanas, mas das principais podemos separar três: A dor física, a moral e a espiritual. A dor física é a mais comum e podemos detectá-la facilmente, sendo que a moral e a espiritual são abstratas atingindo as emoções.

Sentimos a dor física, quando sofremos um acidente ou quando somos atingidos por alguma doença. Esta dor além de ser medida pode ser diagnosticada e tratada por mãos humanas. As mais comuns das reações, além de poder ser fatal, é o grito espontâneo, a febre e as convulsões.

A dor moral é sentida, quando a nossa moral é ofendida. Esta dor atinge o ego, o orgulho próprio o caráter. A reação pode ser amargura, ressentimento, ódio e vingança.

A mais dolorida das dores é aquela que atinge a essência do nosso ser, o lado espiritual. Ela se manifesta quando perdemos um ente querido. A dor da separação é sem retorno, a saudade será constante e o choro além do físico e do emocional é espiritual.

Mas todas estas dores precisam ser tratadas, superadas. Em caso de permanência demorada pode traumatizar, envelhecer e extinguir a vida. Se porventura, uma ou mais destas dores estiver envolvendo seu Ser, medite em Jesus que sofreu com todas elas e por isso pode ser seu Salvador em qualquer área.

Jesus sentiu dor física, quando foi açoitado, esbofeteado, coroado de espinhos e teve as mãos e os pés pregados na cruz. Mateus 27.26-35.

A dor moral foi sentida por Cristo, quando foi blasfemado, cuspido e zombado como Rei dos Judeus e desafiado a descer da cruz se fosse Filho de Deus. Mateus 27.29, 30, 39-43.

A pior das dores a espiritual, Jesus sentiu, quando às três horas da tarde exclamou: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? E logo em seguida expirou... Mateus 27.46, 50.

Mas a vitória cabal sobre as dores se deu depois de três dias e noites e quando algumas mulheres aproximaram do sepulcro, ouviram a mensagem angelical: “Ele não está aqui, já ressuscitou”. Mateus 28.6

A cruz de Cristo é a matéria mais profunda para os limites do pensamento humano. Ela existiu e não foi por acaso, ou por acidente. É um projeto que antecede a fundação do mundo.

Se a dor, que tem a função de alertar, deseja fazer morada definitiva em sua vida, e você não sabe o que fazer com ela, por que não experimenta o maior dos analgésicos? Este remédio não tem prazo de validade, custa apenas a fé. A fórmula original foi elaborada pelo coração de Deus e pode ser adquirido aí, onde você está. Chama-se Jesus Nazareno Rei dos Judeus.

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Fonte: Devocional de autoria do Pr Elias Alves Ferreira compartilhado no PC@maral

Igreja Universal do Reino de Deus construirá réplica do Templo de Salomão, com pedras trazidas de Israel [2]

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Deu no New York Times: A réplica do Templo de Salomão fará de São Paulo a chacota gospel mundial!

Danilo Fernandes

Esta semana, enquanto judeus ao redor do mundo observam o dia de jejum de Tishá Be Av, comemorando a destruição do Primeiro e Segundo Templo judeu em Jerusalém antiga, uma mega igreja brasileira recebeu a permissão para construir uma réplica do Templo de Salomão (com capacidade para 10.000 pessoas) na cidade de São Paulo.

Foi com a introdução acima que um dos mais prestigiados jornais do mundo, o New York Times deu a notícia do novo empreendimento megalomaníaco de Edir Macedo. Muito feliz e orgulhoso do seu projeto, o empresário da (s) fé (zes) estampou em seu orgão oficial, a Arca Universal, e com muito orgulho, a menção no The New York Times e também no The Guardian, este o mais conhecido dos periódicos ingleses.

O que eu não sei explicar é se o orgulho de aparecer nestes veículos tão importantes é maior do que a ignorância da turma da IURD (aqui desnudada na falta de proficiência da língua inglesa); ou se a cara de pau desta corja está tão lustrada que eles nem mesmo ligam de indicarem para seus leitores fieis estes dois artigos. Afinal de contas, os mesmos se demonstram assombro com a grandiosidade do projeto, não escondem o sarcasmo e uma clara ironia indicando o ridículo da empreitada.

Ademais, nos artigos, NYT e Guardian mencionam quase todas as porqueiras destes meliantes da IURD, incluindo: os escândalos financeiros da “empreja”, suas práticas medievais de exorcismo, a esquadrilha de aviões da igreja, a teologia da prosperidade, além de outras vergonhas que tão bem conhecemos.

Sorte do bispo Macedo que a maioria dos fieis da IURD, além de não compreender o inglês, também mal domina a própria lingua pátria, afora o QI abaixo da média e uma fé utilitária... Portanto devem achar tudo lindo e estão loucos para jogar na roleta da "arca" no futuro Macumbódromo, Resort & Cassino do Macedão.


No blog do Macedo: Com bases nas orientações bíblicas, a Igreja Universal do Reino de Deus construirá a réplica do Templo de Salomão, aqui no Brasil, na cidade de São Paulo (SP). Será uma mega igreja, com 126 metros de comprimento e 104 metros de largura, dimensões que superam as de um campo de futebol oficial e as do maior templo da Igreja Católica da cidade de São Paulo, a Catedral da Sé. São mais de 70 mil metros quadrados de área construída num quarteirão inteiro de 28 mil metros. A altura de 55 metros corresponde a de um prédio de 18 andares, quase duas vezes a altura da estátua do Cristo Redentor. Com previsão de entrega para daqui a 4 anos, a obra será um marco na história da Igreja Universal do Reino de Deus.

O complexo também contará com 36 Escolas Bíblicas com capacidade para comportar aproximadamente 1,3 mil crianças, estúdios de tevê e rádio, um auditório para 500 pessoas, além de um estacionamento para mais de mil carros.

De acordo com o arquiteto e autor do projeto, Rogério Silva de Araújo, o empreendimento é arrojado e emprega tecnologia de ponta, para que quando as pessoas entrem no local, viajem pelo tempo e sintam-se como se estivessem no primeiro templo construído por Salomão. “Começando pela fachada, passando pelo átrio e chegando internamente na nave, criamos uma visão de maneira a remeter as pessoas ao passado. Para tanto, estamos nos valendo de toda tecnologia de ponta associada ao bom senso na arquitetura de maneira a não criar este choque de épocas”, diz Araújo.

Ainda dentro da Igreja, uma arca representando a Arca da Aliança será colocada sobre o altar com o objetivo de proporcionar um efeito tridimensional, que, quando aberta, poderá ser observada totalmente em seu interior e também refletirá no batistério, criando a sensação, durante o batismo, de que a pessoa estará se batizando dentro da Arca. Na face frontal do altar serão aplicadas doze pedras representando as doze tribos de Israel, e todo o altar será ladeado por duas colunas diferenciadas chamadas Joaquim e Boaz, nomes também citados na Bíblia. A Igreja será no Brás (zona leste da capital paulista) e terá capacidade para mais de 10 mil pessoas sentadas.
Me assombra que este momento estabelece oficialmente a Universal como seita não cristã e, na verdade, anti-cristã. Afinal, arcas, templos, sacrifícios são heresias que assumem o “costurar do véu que Jesus rasgou”. Argumentos, os quais, nem me dou mais ao trabalho de repetir, deixando a quem ainda não os conhece, os links ao final da matéria.

Quando penso em uma "igreja" dita cristã que RECOMENDA ABORTO em casos de gravidez não planejada, fico pensando se não pensaram em ter tais clinicas (entre as facilidades proclamadas do futuro templo, conforme acima) a prática deste pecado ediondo, caso um dia a lei brasileira o permita. Não duvidaria!

Quanto a mim, profetizo (risos) que tal templo, uma vez construído, lotado, no dia de sua inauguração, recheado de todos os líderes apostatas da IURD, dos seus mais ardorosos fieis e das autoridades públicas que tenham a pachorra de comparecer, seja fechado à chave, transformando-se na mais grandiosa e suntuosa prisão do mundo.

Se cumprirão assim as Escrituras, no que dizem acerca da Arca, que não era para ser tocada, vista novamente ou refeita, bem como, acerca do Templo, que segundo o decreto do próprio Senhor Jesus Cristo foi destruido, de tal maneira que não sobrasse pedra sobre pedra. Ao que, só não peço bis pela vida das pessoas, me se ainda fosse na construção, estando o mesmo vazio, que seja BIS!

Que Deus tenha misericórdia!


Genizah


LEIA SE TIVER ESTÔMAGO:


Herodes desta geração!


Vou baixar a ripa nestes saduceus da vila tatu...

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Comentário PC@maral:

Eu já havia publicado matéria aqui no PC@maral sobre a Igreja Universal do Reino de Deus construirá réplica do Templo de Salomão, com pedras trazidas de Israel e alguns, como sempre, "anônimos" me xingou até de "hipócrita" [talvez ele nem soubesse o sentido da palavra já que a usou fora de contexto].

O texto e as informações do Danilo Fernandes no Genizah confirmam a preocupação e a repulsa por este desejo "nada gospel edificante" para o povo de Deus, a não ser para os bolsos de seus "proprietários" empreendedores do ramo da construção civil "evangelica"[?].

Pense bem: Como deu certo a réplica da cidade de Jerusalém na Catedral da IURD aqui no Rio de Janeiro, e já que iriam construir mesmo um mega templo em São Paulo, por que não usar essa obra para arrancar mais e mais dinheiro dos incaltos? Ao invés de construir um templo, alguém, alguém, [repeti de propósito] teve a brilhante idéia de uma réplica do Templo de Salomão.

Isso é para edificação do crente? De forma alguma! Mas para edificação da conta bancária desses "senhores".

Acordem crentes!

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Fonte: Genizah Virtual - As matérias do NYT e The Guardian foram dicas do @sandrowagner - compartilhado no PC@maral

A Fé Que Produz Separação Do Mundo

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Ter uma fé consagrada a Deus, capaz de vencer os desejos da carne, os valores do mundo e as tentações do diabo.
Humilhai-vos na presença do Senhor e ele vos exaltará. (Tg 4:10)

Tiago escreve esta epístola, como já vimos, nos artigos anteriores, às doze tribos que se encontravam na Dispersão. O capítulo quatro trata de um assunto de relevância tal que não podemos deixar de mencioná-lo nesta série. A palavra-chave é “mundanismo”, e o texto alerta quanto ao desgaste causado pelos desejos mundanos numa vida que se dedica ao Senhor, mas que tem dificuldade de separar-se completamente de tudo o que não se relaciona com abnegação, submissão ou compromisso cristão.

Como cristãos renascidos, somos raça escolhida, sacerdotes do Rei, nação completamente dedicada a Deus, povo que lhe pertence (I Pe 2:9). Fomos escolhidos para anunciar os atos poderosos de Deus, que nos chamou da escuridão para a sua maravilhosa luz (I Pe 2:9b). Essa é a razão por que não podemos nos abrir para o mundanismo, que tenta nos conformar aos seus padrões pecaminosos e diabólicos. A fé que produz separação do mundo conhece e obedece Rm 12:2: Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês (NTLH).

I - ENTENDENDO A MENSAGEM

Quando se fala na igreja do primeiro século, muita gente imagina uma igreja sem imperfeições, sem impiedades, sem desajustes, sem complicações. Alguns crentes inconformados e decepcionados com a igreja de hoje, chegam a dizer: como seria bom fazer parte da igreja do tempo de Paulo, Pedro e Tiago. Aquilo que era igreja! Que bom se a igreja de hoje, que é tão vacilante, tão imperfeita, fosse igual! Vale dizer, porém, que esta visão da igreja do início é profundamente equivocada e fantasiosa. Nunca houve, em tempo e lugar algum, uma igreja perfeita.

Basta atentar para as epístolas dos apóstolos, dirigidas a cristãos. Todas elas foram escritas com o propósito de resolver problemas nas igrejas. Até a igreja dos filipenses, que recebeu a mais afetuosa das epístolas paulinas, sofria por causa de competição (Fp 1:15), de partidarismo (Fp 1:20) e de rivalidade (Fp 4:2). E o que dizer dos crentes da carta de Tiago? Vamos notar, ao longo deste estudo, que é espantoso e assustador o que se diz deles! O leitor desta carta quase chega a pensar que Tiago está se referindo a gente do mundo, que não tem nada a ver com a igreja de Deus e com o Deus da igreja.

No texto de Tiago 4:1-10, vemos o pavoroso estado de depravação moral daqueles irmãos da diáspora: um povo dotado de uma herança maligna, cheio de contenda, auto-indulgência, concupiscência, assassínio, cobiça, adultério, inveja, orgulho e calúnias que o tornou insatisfeito, competitivo, desobediente vivendo em constantes guerras e conflitos, deixando-se levar pelas coisas mundanas a ponto de se esquecer da fé que transforma pessoa e a separa do mundo.

De onde procedem guerras e contendas que há entre vós? De onde, senão dos prazeres que militam na vossa carne? (Tg 4:1a). Sem rodeios, Tiago aponta a fonte: De onde, senão dos prazeres que militam na vossa carne? (Tg 4:1b). Por causa de seus desejos ilícitos, os crentes estavam se agredindo verbalmente e fisicamente. Não se trata de guerras com armamentos bélicos, de nação contra nação. A guerra, aqui, não é de ímpio contra ímpio; é de irmão contra irmão! Atente para o que crentes que se deixam levar pela carne podem fazer com outros crentes – eles se devoram mutuamente com impressionante animosidade e agressividade (Gl 5:14).

A seguir, Tiago mostra que, por não conseguirem satisfazer os seus desejos cobiçosos e invejosos, os crentes reagiam com extrema violência, a ponto de brigarem e matarem: Cobiçais e nada tendes; matais, e invejais, e nada podeis obter; viveis a lutar e a fazer guerras (Tg 4:2). Por trás de muitos homicídios, escondem-se desejos frustrados. Um pecado, a inveja, sempre desperta outro pecado, o homicídio. Por inveja, o Senhor da Igreja foi assassinado (Mc 15:10) e a Igreja do Senhor foi perseguida (At 5:17). Agasalhar a inveja no coração é perigosíssimo: ... nós não devemos (...) ter inveja uns dos outros (Gl 5:26 – NTLH).

Antes de usarem a briga para conseguir a satisfação dos seus desejos, os crentes tentaram a oração, mas não foram atendidos por Deus: ... pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres (Tg 4:3). Eles pediam bens, valores, destaque social e dinheiro para gastar em seus prazeres, em forma banalizada, sem escrúpulos, sem preconceitos ou regras. Essa era uma maneira de fomentar a ganância. As suas orações visavam apenas ao seu próprio bem-estar. Queriam usar Deus para satisfazer seus próprios prazeres e vontades. Isto é pedir mal! Deus não atende orações egoístas. Deus só atende orações de pessoas que pedem segundo a sua vontade (I Jo 5:14).

As suas orações eram egocêntricas e materialistas porque estavam emocionalmente encantados e envolvidos com os valores mundanos. Não eram mais fiéis a Deus, com quem tinham feito uma aliança de amor. Mundanismo é adultério espiritual: Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus (Tg 4:4). Tiago mostra que o afeto do cristão não pode estar dividido entre Deus e o mundo. O Senhor exige exclusividade: Ou supondes que em vão afirma a Escritura: É com ciúme que por nós anseia o Espírito, que ele fez habitar em nós? (Tg 4:5).

Conquanto, eles estivessem em profundo adultério espiritual, Tiago lhes mostra que o Deus amoroso e bondoso ainda estava interessado em restaurar a relação. Mas, para haver restauração do relacionamento de intimidade, Tiago requer uma profunda e sincera tristeza pelo pecado. O arrependimento teria de ser radical interno e externo, eles teriam de se despojar das impurezas e das incertezas abrigadas no coração: Purificai as mãos, pecadores; e vós que sois de ânimo dobre, limpai o coração. Afligi-vos, lamentai e chorai. Converta-se o vosso riso em pranto, e a vossa alegria, em tristeza (Tg 4:8-9). Se eles se sujeitassem (Tg 4:7) e se humilhassem, diante do Senhor (Tg 4:10), seriam exaltados, ou seja, venceriam as forças da carne, do mundo e do diabo.

II - APLICANDO O CONHECIMENTO EM NOSSA VIDA

A fé consagrada somente a Deus não se deixar levar pelos valores do mundo - Os leitores de Tiago se deixaram levar pelos valores do mundo e se tornaram soberbos e invejosos. Quem quer manter a sua amizade com Deus, não deve se enamorar pelos valores do mundo (I Jo 2:15), porque nada que é deste mundo vem do Pai. Os maus desejos da natureza humana, a vontade de ter o que agrada aos olhos e o orgulho pelas coisas da vida, tudo isso não vem do Pai, mas do mundo (I Jo 2:16). Uma fé consagrada somente a Deus não vive mais de acordo com o curso deste mundo, cujos valores são temporários e passageiros: ... e o mundo passa, com tudo aquilo que as pessoas cobiçam; porém aquele que faz a vontade de Deus vive para sempre (I Jo 2:17).

Além de estar poluído ecologicamente, o mundo está poluído espiritualmente: ... o mundo inteiro jaz no Maligno (I Jo 5:19). A cultura no meio da qual todos os seres humanos nascem vive e morre é influenciada e governada não por santos, mas por ímpios, que vivem em função do prazer carnal. O cristão verdadeiro não pertence mais a este mundo. Seus interesses e seus desejos não são mais os de outrora. A nossa pátria, agora, está em outro lugar: está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo (Fp 3:20). Se você quer agradar apenas ao Pai, não seja nem amigo nem amante do mundo. Paulo ensina que, para vencer o mundo, o crente tem de se voltar para a cruz de Cristo: ... por meio da cruz, o mundo está morto para mim, e eu estou morto para o mundo (Gl 6:14).

A fé consagrada somente a Deus não se deixar levar pelos desejos da carne - Embora o crente nascido de novo receba a nova vida do Espírito Santo, tem, em si, a natureza pecaminosa, com suas perversas inclinações e seus impulsos. De acordo com Paulo, é ela que gera desejos contrários à vontade de Deus: Porque o que a nossa natureza humana quer é contra o que o Espírito quer, e o que o Espírito quer é contra o que a natureza humana quer. Os dois são inimigos, e por isso vocês não podem fazer o que vocês querem. (Gl 5:17, NTLH) Nesta mesma linha, Tiago ensina que as pessoas são tentadas quando são atraídas e enganadas pelos seus próprios maus desejos. Então esses desejos fazem com que o pecado nasça, e o pecado, quando já está maduro, produz a morte (Tg 1:15).

Mas a fé consagrada somente a Deus se esforça e se empenha para não viver debaixo da ditadura do pecado (Rm 6:12), por que sabe que, se viver de acordo com os desejos natureza humana, ela morrerá espiritualmente; mas, se pelo Espírito de Deus matar as suas ações pecaminosas, ela viverá espiritualmente (Rm 8:13). Este esforço inclui negar-se a si mesmo diariamente (Mt 16:24; Rm 8:13; Tt 2:11,12), deixar todo impedimento ou pecado (Hb 12.1) e resistir a todas as inclinações pecaminosas (Rm 13.14; Gl 5:16; I Pe 2:11). Este esforço deve persistir até a volta de Cristo, quando, então, seremos salvos da presença do pecado, por meio do novo corpo (I Co 15:49-53). A vitória sobre a carne está na cruz de Cristo: E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências (Gl 5:24).

A fé consagrada somente a Deus não se deixa levar pelas tentações do diabo - Os crentes do tempo de Tiago estavam se “sujeitando ao diabo’ e “resistindo a Deus”. Tiago lhes ordenou o contrário: Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós (Tg 4:7). O diabo a ser resistido diz respeito a um ser espiritual, superior e anterior ao ser humano, inimigo de Deus. Trata-se de uma pessoa inteligente, perspicaz e insistente, que usa e abusa da mentira para fazer grandes estragos nos seres humanos. O tempo todo se prepara e se empenha para matar, roubar e destruir. Ao contrário do que muita gente pensa, a sua liberdade é controlada pela soberania de Deus (Jó 1:12, 2:6; Lc 22:31). A fé consagrada somente a Deus não se deixar levar pelas tentações malignas, pois vive em sujeição a Deus. Ela reconhece que, sujeitando seus desejos e suas vontades ao senhorio de Deus, torna-se capaz de resistir a satanás.

Com nossas próprias forças, não temos condições de prevalecer contra um inimigo tão poderoso e astucioso, e Deus não nos dará a sua graça, enquanto estivermos nos opondo a ele. Para vencer as tentações diabólicas, temos de deixar de lado o orgulho e a altivez e fortalecer-nos no Senhor e na força do seu poder (Ef 6:10). Assim, quando chegar o dia de enfrentarmos as forças do mal, poderemos resistir aos ataques do inimigo e, depois de lutar até o fim, continuaremos firmes, sem recuar (Ef 6:13).

CONCLUSÃO

Cristo amou as pessoas do mundo, mas não amou os valores do mundo. Ele mesmo disse: o meu reino não é deste mundo (Jo 18:36). Ao viver entre o seu povo, o seu único desejo era fazer e cumprir a vontade do Pai. Certa vez, disse que sua comida consistia em fazer a vontade daquele que o enviara e realizar a sua obra (Jo 4:34). Por causa da sua fidelidade ao Pai, o Senhor pôde dizer no seu discurso de despedida aos discípulos: Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo (Jo 16:33).

Querido leitor, você quer ter uma fé que produz separação do mundo? Então viva pela fé no Filho de Deus, que se entregou a si mesmo pelos nossos pecados, para nos desarraigar deste mundo perverso, segundo a vontade de nosso Deus e Pai (Gl 1.4). Vencemos os valores do mundo, os desejos da carne e as tentações do diabo, quando conservamos firmemente os nossos olhos fixos em Jesus, pois é por meio Dele [Jesus] que a nossa fé começa, e é Ele quem a aperfeiçoa (Hb 12:2, NTLH). Em Cristo, somos mais que vencedores!

***


Fonte: Texto de autoria da Dsa Eunice Laplaca - Estudo sobre a fé baseado na epístola de Tiago - Reproduzido e divulgado no PC@maral

Pelo retorno à Palavra

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Consultor teológico e doutrinário da maior igreja evangélica do Brasil, o pastor assembleiano Antônio Gilberto ressalta a essencialidade da Bíblia

Por Carlos Fernandes

Enquanto aguardam a liberação de uma sala para a entrevista, Antônio Gilberto e o repórter conversam sobre a Igreja Evangélica e assuntos relativos à fé cristã no Brasil. O pastor folheia um exemplar de CRISTIANISMO HOJE. “Não há mais muito temor a Deus”, comenta, a respeito do conteúdo de uma reportagem. Ele dá uma olhada pela janela e balbucia, como se falasse consigo mesmo: “Quem de nós tem buscado ao Senhor em espírito e em verdade?”. Em dado momento, a secretária lhe traz as informações que solicitou sobre um evento. A procura não é tão grande como o esperado. “É impressionante, irmão”, diz. “Antigamente, eram comuns campanhas de oração de uma semana, cultos de consagração que duravam um dia inteiro. Agora, o pessoal não quer orar nem por cinco minutos.”

Não, Antônio Gilberto da Silva não vive do passado, embora admita que os tempos idos lhe trazem ótimas recordações. É um homem ativo e perspicaz, para quem a chegada dos 80 anos de idade parece ter trazido apenas mais experiência. Sobe com desenvoltura os três lances de escada na sede da Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD), no Rio. Ali, ele sente-se mesmo em casa. Respeitado por seu profundo conhecimento das Escrituras, é professor e consultor teológico e doutrinário não só da editora, mas da denominação. Integrante da Diretoria da Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil (CGADB), é presença certa em seminários e congressos sobre Escola Bíblica Dominical, assunto em que é especialista. “O crente deve estudar, estudar e estudar a Palavra de Deus”, afirma. “Só quem está ao lado da Bíblia pode manter-se espiritualmente de pé.”

Ao longo desta entrevista, por diversas vezes Antônio Gilberto assumiu uma postura de contrição. “Glórias a Deus, irmão, glórias a Deus”, disse, erguendo os braços e fechando os olhos, todas as vezes que foi solicitado a falar acerca de suas realizações na obra do Senhor. Elas não têm sido poucas ao longo dos últimos 65 anos, desde que se converteu, ainda adolescente. Casado, com quatro filhos e oito netos, o pastor diz que quer servir ao Senhor enquanto lhe der graça e força. “Minha oração é para permanecer fiel. A fidelidade traz felicidade.”

CRISTIANISMO HOJE – Como está a Assembleia de Deus hoje, às portas do centenário?

ANTÔNIO GILBERTO – Eu digo que ela está caminhando bem, pela graça de Deus. O início de nossa igreja e seu crescimento são provas de que esta obra não pode ser dos homens. Como o trabalho daqueles dois obreiros estrangeiros [N.da Redação: os missionários suecos Gunnar Vingren e Daniel Berg, oriundos dos Estados Unidos, fundaram a Assembleia de Deus no Pará, em 1911] poderia despertar espiritualmente o país se não fosse pela ação do Espírito Santo? Hoje, a Assembleia de Deus é querida e acatada, tem comunhão com as igrejas coirmãs e é uma referência em sentido geral.

Quantos membros tem a denominação?

É uma pergunta muito difícil de ser respondida, inclusive por causa de seu tamanho. Há mais de quinze anos, fizemos um levantamento amplo. Embora não tenha havido o retorno de todas as informações solicitadas, projetamos com segurança uma membresia da ordem de 11 milhões. O levantamento baseou-se apenas nos membros batizados, sem levar em conta as crianças e os frequentadores eventuais. Claro que não podemos afirmar este número com rigor científico, mas serve para dar uma noção da amplitude de nossa igreja.

Durante muito tempo, a Assembleia de Deus foi vista como uma igreja conservadora em relação a usos e costumes. Hoje, percebe-se maior liberalidade, sobretudo no contexto urbano. Houve exageros no passado?

Acontece que muitos irmãos e irmãs do passado, com pouco conhecimento do assunto à luz das Escrituras, praticaram excessos, estabelecendo regras individuais e regionais desnecessárias. Usos e costumes bons e santos devem fazer parte do testemunho cristão.

O uso da TV, por exemplo. Dizia-se que o crente não podia assistir à televisão, mas hoje os evangélicos usam-na largamente para anunciar o Evangelho.

Exato. Já se disse que a TV era anátema e pecaminosa. Aqueles irmãos do passado eram sinceros em sua fé, mas a ignorância e o exagero levam ao erro de muitas maneiras. Sabemos também que a mera observação de usos e costumes na igreja, de modo legalista, sem o lastro e a prática da doutrina bíblica, leva o cristão ao farisaísmo, ao legalismo, ao fanatismo religioso, à falsa santidade e à pretensa salvação pelas obras. Só que hoje vem ocorrendo o abandono de bons costumes que têm origem na doutrina cristã. Hoje, há pessoas que dizem que a Bíblia não trata de costumes. É que a palavra “costumes” nem sempre é traduzida pelo emprego deste termo na Bíblia. Se a doutrina bíblica for compreendida e observada com sabedoria e discernimento, ela certamente levará à prática de bons costumes. A doutrina é a garantia de perenidade de qualquer igreja.

Diversas igrejas independentes têm usado o nome “Assembleia de Deus”, mesmo sem qualquer ligação com a CGADB. A denominação cogita alguma medida contra isso?

Quem pode pronunciar-se sobre este ponto é a Direção nacional da igreja. Esses chamados “pentecostais” ou “neopentecostais” leem a Bíblia, mas não a estudam no sentido estrito deste termo. Eles só querem saber de manifestações humanas, como gritar, rolar, pular, expulsar demônio, praticar exorcismo. É um inominável erro cuidar só de manifestações e não do verdadeiro relacionamento com Deus, aquele que transforma a vida das pessoas. Primeiro, a predominância do Espírito Santo segundo as Escrituras; depois, os efeitos de sua manifestação. No início do movimento neopentecostal no Brasil, por volta dos anos 1960, várias igrejas que surgiram me convidavam para lhes ministrar sobre as doutrinas fundamentais da fé cristã. Esse interesse arrefeceu, como é fácil detectar nos seus escritos e programas de rádio e televisão. Esses grupos precisam despertar a tempo para, em primeiro lugar, dar espaço contínuo e amplo ao estudo sistemático da Palavra de Deus. A Assembleia de Deus está correndo o mesmo perigo; muito pouco estudo da Bíblia, priorizando suas doutrinas básicas.

E quais são as doutrinas básicas observadas pela Assembleia de Deus?

O assunto é muito extenso para tratar numa entrevista, mas eu poderia destacar algumas. A inspiração divina da Bíblia, que é específica, única e plenária. Quando o apóstolo João encerrou o Apocalipse e guardou a sua caneta, encerrou-se também, na providência divina, o cânon das Sagradas Escrituras. Sua inspiração é plenária no sentido de que Deus colocou na mente dos santos escritores sagrados não só a ideia ou o conceito da mensagem recebida dele, mas além disso guiou-os sobrenaturalmente na escolha das palavras. Também enfatizamos a salvação pela graça divina, quando o homem carente da salvação aproxima-se de Deus pela fé em Cristo. Ninguém tem mérito algum para ser salvo. Ser moralista, caridoso e altruísta é agradável a Deus, mas nada disso leva à salvação. Também cremos no Deus trino e triúno. Essa é uma verdade bíblica e doutrinária que transcende a mente humana, por mais capacitada que ela seja. Nem gênios como Newton e Einstein foram capazes de entender a triunidade de Deus. O que nos cabe é aceitar pela fé o que o Senhor diz na sua Palavra. O Pai é Deus, o Filho é Deus, o Espírito Santo é Deus. E também várias outras doutrinas fundamentais, como a do pecado, a da santificação, a da volta de Jesus em breve…

A doutrina do pecado não tem sido muito falada…

O assunto pecado é antipático e tem sido evitado, mas é real, assim como são reais o céu e o inferno. Quem crê em Cristo, segundo as Escrituras, está salvo da condenação eterna; quem não crê, já está condenado. É esse o Evangelho que eu prego com amor; o amor com que Deus nos ama.

Como a Igreja Evangélica deve agir em face do mundo?

A Igreja de Jesus – a verdadeira Igreja, aquela que teme ao Senhor e segue a sua Palavra – não pode se coadunar com a filosofia do mundo, que cada vez mais afunda no pecado. A Igreja neotestamentária é necessariamente diferente do mundo; de modo que, no dia em que a Igreja se coadunar com o mundo, e vice-versa, será o fim. Quando o mundo diz sim, a Igreja diz não. É assim que deve ser.

Essa diferença tem se diluído?

Infelizmente, a Igreja está muito mais parecida com o mundo do que deveria. Nós devemos enxergar esse processo como sinal dos tempos – e, sem querer ser pessimista ou negativo, tudo que tem acontecido ao redor do mundo faz parte de um panorama profético. E haverá choques tremendos entre o povo de Deus e o mundo. Veja esse pacote de leis que hoje tramitam no Congresso Nacional e nas Assembleias Legislativas. Refiro-me a temas como a chamada união civil de homossexuais, a legalização do aborto, a descriminalização do uso de drogas hoje ilegais e as restrições ao trabalho de evangelização, entre tantos outros pontos. Mais do que nunca, o crente precisa manter-se fiel. A segunda vinda de Jesus ao mundo é um acontecimento iminente. A qualquer momento, o Senhor virá. Que bom seria se o mundo despertasse para buscar ao Senhor enquanto é tempo!

O senhor prevê uma perseguição contra a Igreja no Brasil?

Mas sem dúvida nenhuma. A propósito, eu faço parte de uma comissão em nossa denominação encarregada de redigir posições bíblico-doutrinárias sobre assuntos como união de homossexuais, família, casamento e o divórcio, inclusive o de obreiros. Queremos dar orientação clara ao nosso povo. Estamos nos debruçando sobre isso já prevendo que, se este pacote de leis for aprovado, perseguições tremendas virão, como já tem acontecido aos cristãos em outras partes do globo. Somente uma Igreja neotestamentária, ortodoxa, que teme ao Senhor e respeita a Bíblia no sentido correto, estará preparada para enfrentar estes novos tempos. A profecia de Daniel, nos capítulos 2 e 7 de seu livro, sem dúvida abarca o que estamos a responder. Tudo começou com “ouro”, mas terminou com “ferro misturado ao barro”. Não haverá inversão disso, como querem os homens que pensam sem Deus. A Palavra do Senhor é fiel e infalível. Há uma degradação crescente e geral no mundo, conforme I João 4.3.

Esse panorama de degradação o deixa chocado?

Não, eu não me choco com isso. Vejo tudo como uma advertência espiritual. O Senhor advertiu a todos sobre isso em textos como o de Mateus 24. O mundo está posto no maligno. Todas as instituições seculares sofrem com a influência e ação malignas. Não estou dizendo que todas as pessoas que não conhecem o Senhor agem deliberadamente de má-fé. Mas o secularismo da sociedade as afasta de Deus. E neste contexto, a Igreja de Cristo deve proceder como dela está escrito em I Pedro 2.11, como peregrina e forasteira. Isto é, ela não pertence a este mundo. E por falar nisso, ela está perdendo sua identidade bíblica. E como recuperá-la? Voltando à Palavra de Deus e, ao mesmo tempo, clamando por um avivamento genuíno, soberano, irresistível, como já aconteceu tantas vezes na Bíblia e também na história da Igreja.

Como definir avivamento?

Há quem pense que o avivamento espiritual da Igreja caracteriza-se apenas pela manifestação de dons sobrenaturais e operação de milagres. Segundo as Escrituras, avivamento é uma renovação espiritual soberana da parte de Deus, uma sobrenatural intervenção divina entre o seu povo. E isso se caracteriza inicialmente pela fome incontida pela Palavra de Deus. Sempre que uma igreja é despertada pelo Espírito de Deus, ela busca sem cessar a renovação espiritual, a santificação e o conhecimento constante e profundo da Palavra de Deus, tanto na congregação como na vida de cada crente.

Mas então como a Igreja Evangélica tem crescido tanto no país?

Não é bem assim no presente momento. O número de genuínas decisões por Cristo vem diminuindo nas igrejas. A Igreja tem crescido em quantidade. Não sou contra a quantidade – quanto mais pessoas se tornarem crentes em Jesus, melhor. Mas, quanto aos seus, o Senhor conta primeiro com a qualidade de vida espiritual, moral, social e familiar. Lembre-se do caso de Gideão: Deus só permitiu que ele fosse acompanhado por 300 homens à guerra, ao invés dos milhares que havia. Ora, do dia para a noite você consegue encher um templo ou um estádio de gente; basta dizer o que as pessoas gostam e querem ouvir. No início da Igreja, praticamente não havia necessidade de apelo e convite para o povo vir a Cristo. O poder de Deus era tão manifesto que as pessoas, por livre iniciativa, procuravam os apóstolos com a pergunta: “Que devo fazer para ser salvo?”.

A situação está assim por culpa da liderança?

Nesta resposta, eu gostaria de substituir a palavra “liderança” por “pastores”. Liderança tem a ver com direção, mas, em termos de igreja prefiro abordar o assunto partindo dos pastores, aqueles que receberam de Deus o chamado e o ministério de apascentar. O pastor torna-se líder porque antes já era pastor; ele não é pastor simplesmente porque é líder de uma obra. Nem todo líder cristão é obreiro do Senhor só pelo fato de ser líder. O pastor que apenas é líder torna-se um profissional, e não um vocacionado da parte do Senhor. E os pastores precisam enfatizar a importância primordial da Bíblia Sagrada. Está faltando a Palavra em nossos púlpitos. Hoje, nos cultos evangélicos, 80% do tempo é gasto com assuntos e atividades que nada têm a ver com a exposição da Palavra de Deus. Veja as músicas de hoje – não têm nada de Bíblia, é só passatempo. Muitas vezes, quem compõe nem salvo por Cristo é. O resultado está aí: carência espiritual, pobreza de fé, crentes sem vida. Nossos pastores precisam despertar para semear a Bíblia. O povo está sem alimento. Se a ovelha recebe comida fraca, ou adulterada, pobre dessa ovelha!

A solução seria o incentivo à Escola Bíblica Dominical (EBD), uma instituição que atravessa uma crise em tantas igrejas?

Repito que uma igreja, um povo, uma família, quando despertados por Deus, mediante o Espírito Santo e a Palavra, procurarão com perseverança conhecer a Bíblia. A EBD deve enfatizar o estudo da Palavra de maneira metódica, atingindo desde o bebê até ao ancião, com professores treinados, de maneira sistemática. É preciso haver currículos definidos, senão o assunto fica a esmo. É claro que, mesmo se for ministrada de maneira precária, a Palavra sempre trará resultados na vida das pessoas, pois ela é viva e não volta vazia. Contudo, não atingirá o objetivo de construir uma igreja forte. No passado, a luta do inimigo era para destruir a Bíblia. Quantas bíblias foram queimadas na Idade Média, nas fogueiras da Inquisição? Hoje, como o diabo sabe que não há como fazer isso, sua luta é para corromper a mensagem da Palavra. E está conseguindo!

Em 1989, a Assembleia de Deus dividiu-se em dois grandes segmentos, a CGADB e a Convenção de Madureira (Conamad). Passados vinte anos, os dois grupos estão mais próximos ou mais distantes?

Não chamaria o que aconteceu de divisão, e sim, de cisão administrativo-eclesiástica. Acompanhei bem de perto o processo e sei que havia desde algum tempo certas discordâncias, mas não desavenças espirituais, religiosas e doutrinárias. As igrejas Assembleias de Deus professam a mesma doutrina. Eu integro a CGADB e, regularmente, sou gentil e honrosamente convidado por colegas obreiros da Conamad para participar de eventos e ministrar a Palavra de Deus. Sinto-me honrado e também grato a esses companheiros de ministério por essas solicitações. Da mesma forma, temos regularmente pastores e outros líderes de Madureira em eventos da CGADB. Eu, pessoalmente, mantenho a expectativa de desaparecimento desta cisão.

O que o senhor experimentou no passado e sente falta nos dias de hoje?

Ah! Do movimento dinâmico e sempre crescente de evangelização; da inflexível e intensa disposição e vontade de todos os crentes de ganhar pessoalmente almas para Jesus. Logo que Jesus me converteu, aos 14 anos de idade, Deus me usou para evangelizar uma família inteira, ajudado por outros irmãos. Aquelas sete pessoas se entregaram a Cristo e se tornaram crentes fiéis, perseverantes e frutíferos para a glória de Deus. Que alegria! Sinto falta também dos cultos de oraçao e de vigília daquela época. Hoje, o tempo que passamos na presença do Senhor, buscando a sua face em cultos coletivos, é tão curtinho… Outra coisa maravilhosa era a comunhão cristã fortíssima entre os irmãos. Todos na igreja eram unidos. O que acontecia a um era compartilhado por todos.

A esta altura da vida, qual a sua prioridade?

Permanecer fiel. Fiel a Deus; fiel à sua Palavra; fiel à doutrina; fiel à família; fiel aos compromissos assumidos; e fiel à minha igreja e aos colegas de ministério. A fidelidade só pode trazer felicidade. Imagine a alegria de, conforme Paulo disse em II Timóteo 2.15, podermos nos apresentar a Deus como obreiros aprovados! Mas Deus dá-nos da sua graça. “A minha graça te basta”, disse Deus ao apóstolo.

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Fonte: Cristianismo Hoje - Entrevista com o pastor Antônio Gilberto reproduzida na íntegra - compartilhada no PC@maral

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Estudante confundida com Eliza recebe ameças pela internet

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Jeize Fernandes disse não se achar parecida com ex-amante de goleiro

A estudante Jeize Fernandes, confundida com Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno Fernandes, desaparecida desde 9 de junho, diz que sofreu ameaças ao ter sua foto divulgada na televisão e na internet. Ela foi fotografada em um shopping do Rio de Janeiro e suas fotos divulgadas pelo advogado de Bruno, Ércio Quaresma, como sendo da ex-amante do jogador.

- Quando eu vi, já estava na televisão. Minha mãe e minha avó ficaram desesperadas.

Jeize diz não se achar parecida com Eliza. Ela é loira, tem 20 anos e afirmou que, após a divulgação das fotos, teve de bloquear seu Orkut, já que centenas de pessoas começaram a visitar sua página na rede social e compará-la com Eliza. Jeize disse que não conhece o goleiro Bruno.

- Não me acho nada parecida com ela. Teve somente uma foto, de perfil, que é um pouco parecida. Mas é muito pouco.

Para evitar mais ameaças, Jeize evitou sair nas ruas. Ela disse que seu noivo também ficou transtornado com a situação.

- Fiquei com medo. Assim que fiquei sabendo fui para delegacia. Olhei na internet o comentário das pessoas. [Na internet] dizem que tenho conchavo com advogado do Bruno para fazer esse papel. Me chamam de miserável.

Jeize afirmou que não deu autorização para ser fotografada no shopping e sua advogada está analisando a situação para entrar com um possível processo contra os responsáveis pela divulgação de suas fotografias.



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Fonte: R7.com

domingo, 25 de julho de 2010

Parece Cordeiro, Mas Fala Como Dragão

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Por Marcos Samuel em Sociedade de Pensadores Cristãos

Vivemos dias terríveis, dias que jamais imaginei contemplar. Não digo isso apenas por causa da maldade que prolifera exponencialmente na vida daqueles que abertamente vivem longe de Cristo. Infelizmente, até nos acostumamos a ouvir histórias cruéis como de filhos que matam seus pais, pais que jogam seus filhos pela janela, mães que abandonam recém-nascidos no lixo, goleiros suspeitos de assassinar namoradas, padres pedófilos, políticos corruptos, etc.

Entretanto, a assustadora maldade, que outrora ficava à espreita em lugares escusos, mudou ousadamente sua abordagem. O mal deixou suas trincheiras para caminhar em plena luz do dia e, vorazmente, avançar sobre todos. A perversidade, o engano, os desvios de conduta como homossexualismo, homicídios, idolatrias, imoralidades, adultérios, divórcios, mentiras e ensinos enganosos, coisas tão comuns na vida daqueles que se perdem sem Cristo, deixaram de ser algo “exclusivo” deles!

O mal é sagaz, perseverante e astuto como uma serpente. Ele abandonou sua real aparência (2 Co 11.14), banhou-se e adentrou as melhores universidades, conquistou títulos e diversos doutorados, dominou com fluência muitos idiomas, visitou inúmeros países e, quando estava pronto, deu seu mais cruel golpe: colocou sua melhor roupa e assumiu o púlpito de muitas igrejas. Na forma de um intelectual poderoso, o mal descobriu que para matar a presa, nem sempre é necessário dilacerá-las ferozmente. Não! Ele as mata por dentro, aos poucos, pelo coração. Como? É simples. Com palavras bonitas e poder de persuasão, ensina mentiras, oferecendo, sistematicamente, porções doces de intelectualidade vazia e filosofias meramente humanas.

Já ouvi de púlpitos brasileiros lições que ensinaram que Abraão foi um “banana” por entregar seu filho Isaque em sacrifício sem lutar com Deus; que sexo fora do casamento é lícito, desde que seja feito com respeito e fidelidade; que os crentes precisam “se libertar de Jesus”, deixando de ser tão dependentes dele; e que o relacionamento amoroso entre crente e incrédulo não é pecado, mas apenas falta de sabedoria.

Esses argumentos trocam a verdade das Escrituras por uma intelectualidade vazia, porém diplomada, a qual é ovacionada por crentes rasos e falsos irmãos. Nada há de errado em ser intelectual. Errado é colocar a mente humana acima das Escrituras, desprezando o que nos é ensinado, como: “Confia no Senhor de todo o teu coração e não te apoies no teu próprio entendimento” (Pv 3.5).

Essa realidade, que me causa tanta tristeza, não deveria ser motivo de espanto. Deus nos alertou de que o mal entraria na igreja e não pouparia o rebanho e que viriam tempos em que os líderes falariam coisas pervertidas. O apóstolo disse: “Eu sei que, depois da minha partida, entre vós penetrarão lobos vorazes, que não pouparão o rebanho. E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens falando coisas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles” (At 20.29-30).

Portanto, não devemos julgar um pregador, mestre, intelectual pela sua aparência ou oratória. Se fizermos assim, certamente incorreremos no erro. Julguem os irmãos e os falsos irmãos à luz do que eles ensinam e não à luz do resultado que eles transitoriamente alcançam. Em Apocalipse, João nos diz que o falso profeta, aquele que por seus prodígios e discursos irá seduzir milhares de pessoas, levando-as a adorar o anticristo, tem uma característica muito semelhante à de muitos pastores e intelectuais da atualidade. Apocalipse 13.11-14 diz: “Vi ainda outra besta emergir da terra; possuía dois chifres, parecendo cordeiro, mas falava como dragão. [...] Faz com que a terra e os seus habitantes adorem a primeira besta [...] Seduz os que habitam a terra”.

O dragão e o cordeiro são conhecidos e diferenciados pela sua fala. O mal na igreja não será identificado se olharmos para quantos membros ela possui, para o valor financeiro que ela arrecada, para os diplomas que seus líderes ou pastores têm pendurados na parede, para quão intelectual ou filosófico eles demonstrem ser ou para o tamanho do prédio da igreja. A igreja é reconhecida pelo que é ensinado do seu púlpito, pois dali jorrará vida ou morte. Lucas escreveu: “Ora, os de Bereia eram mais nobres que os homens de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim” (At 17.11).

Examine todos os dias as Escrituras para ver se o ensino do púlpito confere com a Bíblia. Os verdadeiros mestres não ficarão intimidados com isso, mas os falsos intelectuais sim, visto que alguém sabiamente disse: “A verdade quer ser testada...”. “MAIS CRISTO, MENOS INTELECTUALIDADE VAZIA.”

Soli Deo Gloria