terça-feira, 31 de agosto de 2010

O Equilíbrio entre Carisma e Caráter - Série Carisma e Caráter [5]

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Cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; e, de repente, veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuosos, e encheu toda a casa em que estavam assentados (...) E perseveravam na doutrina dos apóstolos (At 2:1-2, 42)

Por Genilson Soares

Sempre houve diferentes compreensões quanto ao equilíbrio da espiritualidade cristã. A história da igreja é marcada por movimentos de santidade e de avivamento. Nos movimentos de santidade, havia gente que só valorizava o “caráter”, com o seguinte pensamento: a igreja espiritual é aquela que tem santidade. Nos movimentos de avivamento, havia gente que só enfatizava o “carisma”, crendo da seguinte forma: a igreja espiritual é aquela que tem entusiasmo. Como enxergamos esses dois tipos de visão espiritual? A igreja de hoje precisa de carisma ou de caráter? Posso responder enfaticamente que precisa dos dois!

Sim, na experiência da igreja o “carisma” não pode excluir o “caráter” nem o “caráter” excluir o “carisma”. Os dois devem ser cultivados equilibradamente em nossa espiritualidade. Podemos reconhecer isso analisando a festa de Pentecostes que produziu “carisma” (At 2:1-4), e seu efeito que produziu “caráter” (At 2:40-42).

I – CARISMAS NO PENTECOSTES

O evento do pentecostes envolveu aquelas pessoas numa experiência carismática (At 2:1-3). Podemos observar algumas características dessa experiência estabelecendo algumas reflexões práticas sobre a busca do carisma na igreja.

Primeiro: A experiência carismática bíblica não pode ser produzida por homens. Nas palavras de Lucas, o poder, o “carisma”, não veio dos homens. Ele diz que “de repente veio do céu” v2 este é um ponto fundamental que precisamos compreender: O carisma é algo que está nas mãos de Deus. Temos que o esperar vir “do céu”. Os homens não podem forjar poder espiritual na igreja. Agora, observe a expressão “de repente”. Ela quer dizer que o poder de Deus não pode ser pré datado, programado, pois a espiritualidade verdadeira está sob o controle de Deus, a ação do Espírito Santo é como o vento que “sopra onde quer” (Jo 3:8).

Segundo: A experiência carismática bíblica é uma experiência pessoal com o Deus pessoal. A Palavra diz: “Todos ficaram cheios do Espírito Santo”. Não ficaram somente cheios de energia, de poder, de força, de alegria, de empolgação. Ficaram cheios do Espírito Santo: um ser pessoal! E, aqui, precisamos refletir sobre um grande problema da nossa vida espiritual, que é o seguinte: Muitas pessoas apenas querem “ver coisas”. Querem ver um pregador que pula, que grita, que chora, que valoriza o “eu”, que conta vantagens espirituais do seu ministério. Querem ver “louvor ungido”. Querem ver “milagres” a toda hora.

Acontece que “ver” é diferente de “experimentar”. O cre3nte em Jesus nunca terá experiências carismáticas com Deus só porque vê milagres na experiência dos outros. Judas, por exemplo, viu muitos milagres, mas traiu Jesus. Por isso, antes de querermos apenas ver ou ouvir experiências carismáticas na vida dos outros, precisamos ficar cheios da pessoa do Espírito.

Terceiro: A experiência carismática bíblica é uma experiência comunitária. O texto de Atos capitulo dois mostra que as línguas de fogo pousaram “sobre cada um deles” e, então, “todos ficaram cheios do Espírito Santo”. Observe que as expressões “todos” e “cada um” dizem muita coisa. Deus não quer se expressar espiritualmente apenas através de algumas pessoas, mas quer usar toda a igreja, porque todos somos sacerdotes. Às vezes queremos ter uma experiência carismática parecida com a de muitos homens e mulheres do Antigo testamento; esperamos que Deus, de repente, levante entre nós um novo Moisés, um Josué, uma Rute ou um profeta que seja cheio do Espírito Santo. Mas por que desejar que Deus use outras pessoas e não eu, se o Espírito Santo está à disposição de todos?

Quarto: A experiência carismática bíblica envolve manifestação de “carismas”, isto é, de dons espirituais. Os versículos três e quatro nos informam que ocorreu uma distribuição da graça de Deus que repousou sobre cada um em forma de línguas de fogo. No Antigo testamento, o povo, em geral, não experimentava o derramamento do Espírito, visto que a concessão de carismas se limitava a alguns lideres. Mas no Novo testamento, através da nova aliança feita por Cristo na cruz, o derramamento seria dispensado a todos, e os dons espirituais também. Agora, cada pessoa é capacitada, livremente, para servir ao próximo por meio dos carismas que recebe do Senhor.

Quinto: A experiência carismática bíblica é de natureza missionária. Raramente, nos damos conta disso, mas a distribuição de línguas foi um milagre transcultural ou missionário, pois as diferentes nacionalidades, ali presentes, ouviam, miraculosamente, as grandezas de Deus em suas próprias línguas. Jesus ensina que a finalidade do poder do espírito Santo ao descer sobre nós é esta: sermos transformados em Suas testemunhas. Podemos afirmar então, que o coração do Espírito Santo é missionário. Se a igreja dos primeiros tempos era marcada pela paixão missionária e pelo fervor evangelístico, nós, também, o devemos ser.

II – CARÁTER COMO EFEITO DO PENTECOSTES

Após o evento, a festa, veio o efeito do pentecostes. O livro de Atos mostra conversões e mudanças produzidas pela exposição de um sermão totalmente cristocêntrico, feito pelo apóstolo Pedro (At 2:1-47). Somos tentados a lembrar de Atos como um livro que descreve somente experiências carismáticas como línguas de fogo sobre os discípulos, coxos andando, demônios exorcizados, anjos socorrendo os apóstolos e até a sombra de Pedro transformada em instrumento de cura. Mas há um outro lado para ser verificado, veja: Atos não só registra muitas experiências carismáticas, mas também é impressionante a posição de destaque que os discursos teológicos ou doutrinários ocupam no texto. Era esse material bíblico que produzia consciência cristã, fazendo que os primeiros cristãos mudassem suas atitudes (caráter). Aproximadamente, dezenove palestras aparecem em Atos, ou seja, quase vinte e cinco por cento do conteúdo do livro tem a ver com ensino bíblico: oito são de Pedro (1, 2, 3 ,4 , 5, 10, 11 e 15), uma de Estevão, uma de Tiago (nos capítulos 7 e 15), nove de Paulo (cinco sermões nos capítulos 13, 14, 17, 20 e 28) e quatro discursos em sua própria defesa nos capítulos 22 a 36. Mais que isso, a autoridade espiritual era praticada com uma boa didática de ensino da Palavra e, assim, o trabalho dos apóstolos era autenticado por milagres, pois Lucas nos diz que “muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos” v.43. As duas ações atribuídas aos apóstolos (doutrina, v 42 e prodígios v 43) são profundamente reveladoras: mostram o equilíbrio que deve haver entre carisma e caráter. O poder de Deus sempre deve vir acompanhado de ensino da Palavra. Isso porque não há espiritualidade genuína sem Bíblia.

III – PROPOSTAS PARA QUE HAJA EQUILIBRIO ENTRE CARISMA E CARÁTER

Valorizar as experiências carismáticas e o ensino da Palavra – Por que, na Bíblia, aparecem pessoas fazendo grandes exposições da palavra de Deus? Porque não há vida espiritual sem Bíblia! Na igreja primitiva, existia a necessidade de desenvolver novas atitudes de santidade, de honestidade, de integridade, de generosidade nos novos convertidos ao cristianismo, ou seja, o carisma haveria de produzir caráter. Assim a experiência carismática da igreja apostólica foi seguida de orientação teológica, pois, “eles perseveravam na doutrina dos apóstolos”. Não estavam somente se deliciando com uma experiência do poder de Deus que os levasse a rejeitar o ensino teológico ou doutrinário.

Não pensavam que, devido ao fato de terem recebido o Espírito Santo, deveriam dispensar a habilidade dos mestres humanos, pois tinham discernimento espiritual para saber a importância do ensino na vida cristã. Com isso, a Bíblia nos dá a seguinte lição: Jesus salva. Mas também educa. “Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-os para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente” (Tt 2:11).

Teologia e “carisma” não são incompatíveis. Pelo contrário, são interdependentes. O Espírito de Deus leva o povo a submeter-se à Palavra de Deus. Uma igreja cheia do Espírito é uma igreja neotestamentária, no sentido de que ela estuda, vivencia o Novo testamento e se submete às suas instruções teológicas, que falam de “carisma” e de “caráter”, muitas vezes num mesmo contexto bíblico (Ef 4:1-32; Rm 12:1-22).

Utilizar os “carismas” e o ensino da Palavra de forma equilibrada na evangelização – A expansão missionária da nossa igreja deve ser acompanhada de conteúdo bíblico equilibrado. O problema não é só fazer a evangelização, mas, como fazê-la. Não precisamos de mais ação evangelística, mas de mais reflexão na hora de falar de Jesus. Quando a igreja adota uma estratégia evangelística pensando apenas nos resultados (uma espécie de vale tudo espiritual), consegue muitas decisões. É verdade, mas acaba estragando o seu testemunho por causa do caráter fragilizado da sua pregação. Conclusão: o novo convertido é mal nutrido espiritualmente e vai embora.

Tenhamos o discernimento de, na evangelização, não valorizarmos apenas as experiências carismáticas (libertações, renovações, decisões), que acontecem em nossos templos, mas, semelhantemente, valorizemos o testemunho que precisamos espalhar na sociedade (na escola, nos negócios, na família, no namoro). A ordem bíblica é que sejamos como astros e luzeiros no meio de uma geração eticamente corrompida e perversa (Fp 2:15; Cl 1:22; I Ts 3:13, 5:23; I Pe 3:15). Preguemos sobre a influência dos carismas mas, alicerçados no caráter.

Ter uma visão de espiritualidade integral – Aprendamos que “carisma” sem “caráter” tem um efeito danoso no testemunho da igreja. A igreja de Corinto, por exemplo, possuía todos os carismas, todavia, era imatura espiritual e moralmente (I Co 3:1, 5:1, 6:15, 8:1, 11:8). Não conseguia equilibrar “carisma” e “caráter” no seu dia-a-dia. Acreditavam que Deus só estava interessado nas coisas espirituais, olhando somente para a vida de trabalho na igreja, sem observar os negócios, a família, os estudos, as amizades, o namoro com o mesmo interesse. Quando há muito “carisma”, mas pouco “caráter”, vivemos uma espiritualidade sem limites éticos e “o nome de Deus é blasfemado” (Rm 2:24). O Espírito de Deus age também fora dos cultos. Os dons que Ele distribui devem ser utilizados em todas as esferas da vida.

Utilizar os “carismas” para as grandes mudanças pessoais e coletivas – As experiências carismáticas devem ser seguidas por profundas mudanças políticas, econômicas, sociais e morais dentro das igrejas e fora delas. Os carismas não devem levar a igreja à fuga da ética, mas ao enfrentamento da corrupção humana. A história da igreja cristã ajuda-nos a entender como isso pode ocorrer. João Calvino, considerado um homem carismático, atacou com veemência os juros extorsivos praticados sobre o povo pelo governo de Genebra. O grande avivalista Jonh Wesley lutou pelas causas sociais na Inglaterra, ao mesmo tempo que pregou influenciado pelos carismas do Espírito Santo. Finney, grande pregador do século XIX, pregou ardorosamente contra a escravidão nos Estados Unidos e foi reconhecido como o pregador mais carismático do seu país.

A igreja de hoje não pode correr alucinadamente apenas atrás de sinais e maravilhas para mostrar à sociedade, mas deve buscar e apresentar santidade ao mundo. Como filhos de Deus, não podemos cometer o erro de nos empolgar mais com o poder do Espírito e menos com o fruto do espírito (Gl 5:22-25).

CONCLUSÃO

A visão correta de espiritualidade nos mostra o “carisma” e o “caráter” como relacionalmente inseparáveis e necessários para uma vida cristã saudável. Na prática, essas duas realidades (carisma e caráter) são inseparáveis e não se trata de optar por um ou por outro. Em lugar de estarem em competição, o “carisma” e o “caráter” se fortalecem e se sustentam mutuamente. A opção por apenas um aspectos é reprovada por Deus, pois o evangelho do “carisma” é também, o evangelho do “caráter”.

Que o Senhor, portanto, use o “caráter” e o “carisma” para a salvação de muitos perdidos, e para a santificação e edificação da igreja, a fim de que ela seja sal e luz neste mundo tenebroso.

Que Deus nos abençoe!

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Fonte:
Texto de autoria do Pastor Genilson Soares reproduzido e adaptado para a série Carisma e Caráter no blog PCamaral

Astronauta tira foto de furacão visto do espaço e publica no Twitter

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Earl está ganhando força e deve chegar aos EUA antes do fim de semana


O astronauta norte-americano Douglas H. Wheelock, que está em missão na ISS (Estação Espacial Internacional), um laboratório que fica a cerca de 400 km da Terra, postou no Twitter uma imagem do furacão Earl, que está ganhando força. Wheelock usa a conexão de internet instalada no complexo para publicar fotos tiradas a partir do espaço.

Ele disse que é "incrível a diferença que um dia faz quando se lida com essa força da natureza". O furacão está se afastando de Porto Rico nesta terça-feira (31), com ventos de 215 km/h, e poderá alcançar a costa leste dos Estados Unidos antes do fim de semana, onde poderá causar danos catastróficos.

Earl é um furação de categoria quatro na escala Saffir Simpson, que vai até cinco, e tem potencial de causar "danos catastróficos" e estruturais por onde passar.

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Do R7.com

Assim Caminha a Humanidade [26]

7 comentários:
Jovem é filmada jogando cachorrinhos em rio
Segundo jornal, vídeo teria sido filmado na Croácia.
A partir das imagens, grupos de defesa dos animais tentam identificá-la.



Depois daquela senhora britânica que "queria aprender a jogar basquete e usou um gato para treinar, acertando o bichano na cesta do lixo", agora aparece essa doida treinando arremesso de cachorrinhos lá na Croácia!

Um vídeo publicado na internet que mostra uma garota jogando cachorrinhos em um rio provocou indignação. Segundo o jornal inglês "Daily Mail", o vídeo teria sido filmado na Croácia. Nas imagens chocantes, a jovem é flagrada arremessando filhotes dentro do rio.

As imagens já foram retiradas de sites como o YouTube [algumas ainda resistem] e Live Leak. Mas uma página criada no Facebook para tentar identificar a agressora traz uma cópia para expressar sua revolta. O vídeo é chocante, mas, caso queira assisti-lo, CLIQUE AQUI para ir para pagina do Facebook ou assista abaixo:


Cara, como pode fazer uma coisa dessas? A maldade do ser humano, sem Deus no coração, não tem limites, e comete uma atrocidade dessas. Os animais nem pode se defender. Terrivel! Lamentavel! Deveria ser presa e jogada a chave da cela fora! Lá no rio, onde ela arremessou os filhotes!


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Do G1.com

Assim Caminha a Humanidade [25]

Um comentário:
Por R$ 20, fãs ganham direito de apalpar seios de atrizes pornôs
Evento beneficente [?] foi realizado por canal adulto japonês.
Dinheiro arrecadado será destinado à prevenção contra a Aids.


O canal adulto japonês "Paradise" realizou um evento inusitado para arrecadar dinheiro para um programa de prevenção contra a Aids. Com uma doação mínima de mil ienes (R$ 20,5), os fãs puderam apalpar os seios de atrizes pornôs da emissora em Tóquio, no Japão.

Segundo a agência "Barcroft", há oito anos o canal realiza o evento beneficente entre suas atrizes e o público.

Fãs tinham que doar, pelo menos, mil ienes. (Foto: Barcroft/Getty Images)


Dinheiro arrecadado será destinado à prevenção contra a Aids. (Foto: Barcroft/Getty Images)


Olha a cara do japa! O cara tá todo alegre. E pode esse monte de adolescente [menor de idade?] comparecer [e apalpar?] em um evento destes?

Assim Caminha a Humanidade! Vai indo de mal a pior! Deus nos livre dessas coisas!

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Fonte: G1.com

A Igreja Medieval

Um comentário:

O termo "papa", significa simplesmente "papai", sendo, portanto, um termo de carinho e respeito, este termo era usado para qualquer bispo, sem importar se ele era de Roma. Como Roma era, pelo menos de nome, a capital do Império, a igreja e o bispo desta cidade logo se viram em posição de destaque. Quando os bárbaros invadiram o Império, a igreja de Roma começou a seguir um rumo bem diferente Constantinopla. No Ocidente, o Império desapareceu, e a igreja veio a ser a guardiã do que restava da velha civilização. Por isto, o papa, chegou a ter grande prestígio e autoridade. Porém, enquanto que no Oriente duvidava-se de sua autoridade, em Roma e vizinhanças esta autoridade se estendia até além dos assuntos religiosos. Tudo isto nos mostra que em uma época em que a Europa estava em caos, o papado preencheu o vazio, proporcionando certa estabilidade.

O período de crescimento do poder papal começou com o pontificado de Gregório I, o Grande, e teve o apogeu no tempo de Gregório VII, mais conhecido por Hildebrando. Hildebrando reformou o clero que se havia corrompido, elevou as normas de moralidade, exigiu celibato dos sacerdotes, libertou a igreja da influência do estado, pondo fim à nomeação de papas pelos reis e imperadores. Hildebrando impôs a supremacia da igreja sobre o Estado.

ORIGEM E DESENVOLVIMENTO DO PAPADO

A autoridade monárquica do papa é fruto de um longo processo. De um bispo igual aos outros, o de Roma passa a ser o primeiro entre os demais e finalmente cabeça incontestável da Igreja. Vários papas de grande envergadura, dos quais devemos citar: Inocêncio (402-417); Celestino (422-432); Leão I (440-461); e Gregório I (590-604).

1. Até Constantino

Os antigos autores católicos tenham insistido que a Igreja de Roma foi fundada por Pedro e que tenha tido uma linha de papas, vigários de Cristo, desde então. Oscar Cullmann, teólogo protestante, examina detalhadamente a questão de Pedro ter estado em Roma. Conclui que estava lá e lá foi martirizado. Nega, entretanto que tenha fundado a Igreja ou passado seus direitos aos bispos subseqüentes. A lista dos primeiros bispos consta destes nomes: Lino, Cleto ou Anacleto, Clemente (91-100), Evaristo, Alexandre (109-119), Sixto I (119-127), Telesforo (127-138), Higino (139-142), Pio I (142-157), Aniceto (157-168), Soter (168-177), Eleutero (177-193). Estas datas são aproximadas e temos poucas informações do seu pontificado.

Vitor (193--202). Parece ser o primeiro a procurar estabelecer a autoridade papal além das fronteiras de sua igreja.

Cipriano. Bispo em Cartago durante o pontificado de Cornêlio e Estevão, contribuiu bastante para fortalecer a autoridade do bispo de Roma. Defendeu as reivindicações petrinas (Mt:16:18) sem entretanto colocar o papa sobre os demais bispos.

Estevão (253-257). Procurou forçar as demais igrejas a seguir o costume romano quanto ao cálculo da data da páscoa.

Um outro elemento que contribuiu para fortalecer a posição de Roma neste período foi a crescente prática das igrejas rurais ou de pequenas cidades serem relacionadas a alguma igreja em cidade grande ou incorporadas num sistema diocesano. Esta prática começou no século II como resultado do sistema missionário das igrejas mães.

2. De Constantino a Gregório Magno

A oficialização da Igreja trouxe em seu bojo rápido desenvolvimento hierárquico. Constantino se considerava bispo e até bispo dos bispos em coisas formais e até doutrinárias. Sem sua permissão não se pode reunir um sínodo. Roma surge como árbitro entre as igrejas. No conflito entre os arianos e Atanásio, este contribuiu para fortalecer Júlio por ter recorrido ao bispo de Roma, pedindo que convocasse um concílio. Esta e outras questões entre as igrejas do leste e da África foram exploradas pelos papas para fortalecer suas próprias posições. Assim questões religiosas seriam resolvidas pelo "sumo-pontífice" de religião e não pelos magistrados civis.

Siricius (354-398). Conseguiu que um concílio realizado em Roma decretasse que nenhum bispo deve ser consagrado sem o conhecimento e consentimento do bispo de Roma. Mesmo que seja um decreto falso, é muito antigo e exerceu grande influência.

Inocêncio I (402-417). Demonstrou grande ousadia em explorar as reivindicações de Roma, exigindo submissão universal a sua autoridade. Insistia que era a obrigação de todas as igrejas ocidentais se conformarem aos costumes de Roma.

Celestino (422-432). Durante o exercício do seu papado foi resolvido a mui agitada questão do direito de apelar a Roma decisões nas províncias. Celestino manipulou as questões de uma maneira que sempre saía ganhando o prestígio de Roma, até o ponto de dispensar os cânones de um concílio geral.

Leão I (440-461). Homem humilde insistia que era sucessor de Pedro e que não se pode infringir a autoridade deste. Conseguiu do jovem e fraco imperador Valentino III um edito em que este reconhece a primazia da sé de Pedro e insiste que ninguém pode agir sem a permissão desta sé.

Gregório I (589-604). Possivelmente o maior papa deste período. Filho de um senador adotou o costume monástico. Pretendia ser missionário aos ingleses quando foi consagrado papa aos 49 anos de idade. Reclamou que Máximo foi eleito patriarca de Constantinopla no lugar de seu candidato e suspendeu todos os bispos que o consagraram sob pena de anátema de Deus e do apóstolo Pedro. Repreendeu o patriarca de Constantinopla por ter assumido o título de bispo ecumênico.

A coroação de Carlos Magno

Abriu a história política e eclesiástica da Europa um novo período, no qual os dois poderes o civil e o papal aparecem intimamente ligados, em busca de ideal comum de poderio e domínio.

Leão III (795-816). O período começa com Leão III assentado na cadeira pontificial. Foi ele quem colocou Carlos Magno como imperador no ano 800.

Estevão IV (816-817). Este papa coroou o Rei Luiz o Pio, em Roma ato que elevou ainda mais a posição do papa.

Gregório IV (827-844). Foi nos dias desse papa que apareceram falsos documentos a favor da prerrogativa papal. Gregório defendeu Roma contra os sarracenos.

Nicolau I (858-867). Ascendeu à cadeira papal num momento de agitação e desordens, aproveitando-se dos documentos falsos a favor da absoluta soberania e irresponsabilidade do papado, procurou firmar os direitos de supremacia do papa e de sua jurisdição suprema.

Adrião II (867-872). Trabalhou principalmente à sombra a influencia atingida pelo seu antecessor.

João VIII (872-882). O maior problema durante o papado de João VIII foi a ameaça sarracena, forçando-o a pedir ao novo imperador Carlos a sua proteção, mas Carlos e o papa aceitou o tratado humilhante com os sarracenos.

O período de 882 a 903 caracteriza-se pela torpe degradação do poder papal. O poder papal enfraqueceu-se notadamente. As eleições pontifícias feitas nesse período são memoráveis pela torpeza que as acompanhou. O papa Formoso subiu ao poder em 891 e, dois anos depois de sanguinolento pontificado, morreu provavelmente envenenado. Estevão VI, foi aprisionado e morto. E depois foi eleito o Papa Marino, cujo pontificado durou apenas meses. João X, feito papa, procurou abrogar os atos de Estevão, e de fato abrogou muitos deles. Leão V, depois de um breve pontificado, foi morto por seu próprio capelão seu sucessor, Mas ao assassino coube o mesmo fim trágico, decorrido apenas oito meses.

No período de 903 a 963 Com Sergio III, começa a influência perniciosa de uma aventureira de alta linhagem sobre o governo papal. De 936 a 956 o papado esteve sob inf1uência de Alberico que nomeou quatro papas. Um filho do mesmo, sob o nome de João XIII, assumiu o ofício papal sendo o seu pontificado havido como um dos mais imorais e licenciosos. Este papa morreu assassinado, Otão, O Grande, fez sentir a sua interferência no papado em 983, com a convocação de um sínodo para depor o imoral João XIII e substituí-lo por Leão VIII. Durante este período, até 1073, foram nomeados vários papas e os imperadores ficaram no direito de nomear e controlá-los para evitar a dissolução completa do clero.

Hildebrando (1073). Foi inquestionavelmente o maior estadista eclesiástico da Idade Media. Seu objetivo foi tornar um fato o domínio universal e absoluto do papado, e sua política subordinou-se completamente a este propósito. Este papa tomou o nome de Gregório VII.

Concílio de Roma em 1059

1- A nomeação do papa pelos bispos cardeais sancionadas pelo clero cardeal e depois aprovada pelo clero inferior e os leigos.

2- Nenhum oficial da igreja, sob pretexto algum, pode aceitar benefício algum de qualquer leigo ou ser chamado a contar ou dar conta a jurisdição.

3- Nenhum cristão pode assistir a missa rezada por padre de quem se sabia ter concubina, apesar da renhida oposição, Hildebrando executou a risco esses decretos. No entanto a vitória de Hildebrando, nunca foi completa e permanente.

Inocêncio III (1198-1216) - aproveitou as prerrogativas papais firmando umas e alargando outras. Foi durante seu papado que o poder papal, que evoluía gradativamente através dos séculos chegou ao auge. Ele foi o maior papa do século.

Declínio do poder papal

Do século treze em diante começa o suave declínio do poder papal para o que concorreram fatos e circunstâncias históricas diferentes.

1- Com o século XIII desapareceu completamente o gosto pelas cruzadas.

2- A corrupção constante na corte de Roma, o favoritismo e o mercantilismo que presidiam as decisões do Papa e da Curia, igualmente estimulava a dissidência.

3- Á imoralidade dominava o clero.

4- A cadeira papal era objeto de ambição mais desenfreada.

5- A influência adquirida pelos franceses na Itália e Sicília após queda dos imperadores germânicos foi sobremodo prejudicial ao papado.

Bonifácio VII (1294-l303) - subiu a cadeira pontifica no meio destas condições tão favoráveis ao papado, mas sem se adaptar a elas conservou aquele espírito de arrogância e mandonismo, muito característico de seus antecessores.

Em 1305, foi eleito um francês, Clemente V, como papa. Este não foi a Roma, mas estabeleceu sua corte Papal em Avignon e tornou se subserviente de Felipe rei da França. Aqui, ele e seus sucessores todos franceses serviram durante setenta anos. Tão notório se tornaram as condições que os historiadores católicos estigmatizaram o período de cativeiro babilônico do papado.

Em virtude da presença da corte papal de Roma em Avignon, na França, a Europa conseguiu muitas inimizades. O catolicismo dividiu-se, ficando uma parte com a França e outra com a Itália. Aparecem então dois papas um lançando maldições sobre o outro e cada qual se julgando legitimo chefe da cristandade.

Em 1408, houve uma conferência em Livorno, entre representantes dos dois papas e um ano depois se reunia um concílio geral em Pisa. Discutida largamente a questão, ambos os papas foram declarados heréticos e excomungados. O concílio elegeu então o cardeal de Milão que tomou o nome de Alexandre V. A questão não ficou resolvida, pois, três papas levantaram-se disputando a cadeira pontificia, cada um formando em torno de si um considerado número de admiradores. O pontificado de Nicolau V (l448-1455) foi notável, tendo sido construído nesse tempo o Vaticano e a Basílica de São Pedro, considerados como duas magníficas obras de arte. Talvez nesta época tenha-se resolvido o problema dos três papas.

Inocêncio VIII (l484-l492) - para melhorar a fortuna de seus filhos ilegítimos, pelejou contra Nápoles e recebia tributo anual de Sultão, por manter seu irmão e rival na prisão em vez de enviá-lo como cabeça de um exercito contra os inimigos da cristandade. Isto se deu numa época de ignorância, senão no período do renascimento literário e quando a Europa tinha entrado numa era de invenções e descobrimentos destinados a transformar a civilização. O estado de desmoralização em que a Igreja Romana se achava na véspera da reforma era um fato geralmente reconhecido.

Conheça toda a série AQUI

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

A Grande Festa

Um comentário:

“Alegremo-nos, exultemos, e demos-lhe glória, porque são chegadas as bodas do cordeiro, cuja esposa a si mesma já se ataviou”. Apocalipse 19. 7.

Muitas são as festas que participamos. Algumas são pessoais, outras sociais e ainda há, as festas públicas, acompanhadas normalmente de feriados. Nestas festas participamos muitas vezes com forte motivação e outras por obrigação social. O resultado nem sempre é alegria.Mas há uma festa maravilhosa, imperdível e que ocorrerá em breve, descrita em Apocalipse 19 que vale a pena refletir.

O Anfitrião desta festa é o Senhor Jesus Cristo, recebendo o nome de Cordeiro, Rei dos Reis e Senhor dos Senhores. O nome Cordeiro revela o meio pelo qual Ele ofereceu ao mundo como único meio de salvação. E devido o seu ressurgimento dentre os mortos podemos chamá-Lo de Rei dos Reis e Senhor dos Senhores. Foi no Calvário, de braços abertos, que derramou Seu precioso sangue. Porém, para a nossa perpétua alegria, ressuscitou após três dias.

O local desta festa não é na terra, mas no Céu. O Versículo um diz “Ouvi no Céu uma grande voz”. A terra contaminada não será o palco, mas sim o lugar do Trono de Deus, do Paraíso Eterno, o mais lindo, glorioso e perfeito lugar do universo. Os músicos deste evento serão os Anjos e todos os que foram salvos pela graça e misericórdia do Senhor. O Versículo 6 anuncia “Então ouvi uma como voz de numerosa multidão, como de muitas águas, e como de fortes trovões, dizendo: Aleluia ! pois reina o Senhor nosso Deus, o Todo-Poderoso.”

A Família Terrestre, membros do Corpo de Cristo, de todos os tempos, tribos e nações juntamente com a família Celeste (os seres angelicais) estarão presentes. A festa em si é o casamento de Cristo com a Sua noiva a Igreja. “Alegremo-nos, exultemos, e demos-lhe glória, porque são chegadas as bodas do cordeiro, cuja esposa a si mesma já se ataviou”. V. 7.

O Convite é desde os tempos antigos, assinado pelo sangue da Cruz e destinado a todos sem acepção. Embora, infelizmente, nem todos estarão lá, porque preferiram o desprezo eterno ao invés da festa.

E você já se arrumando para esta festa?

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Fonte: Texto de autoria do Pastor Elias Alves Ferreira compartilhado no PC@maral

Homem dá nota de 1 milhão de dólares no banco

Um comentário:

Qual é o problema? A maior nota de dólar em circulação é apenas de cem...

Um homem foi preso por tentar passar notas de um milhão de dólares no Banco Central de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. O problema? Atualmente, a maior nota de dólar em circulação é a de cem.

Eram duas notas. Elas traziam o retrato do ex-presidente George Washington na frente, que costumeiramente aparece nas notas de um dólar, e eram bicolores: pretas de um lado, verdes de outro.

A atendente do banco não quis, obviamente, aceitar a nota. O sujeito, identificado como A. B., da Costa do Marfim, tentou convencer uma caixa a trocar o "dinheiro" por 30% do seu valor, ou seja, 300 mil dólares.


As notas na verdade são brindes do Clube Mundial de Milionários, sediado nos EUA, para membros selecionados. Segundo Hammad Ahmed al-Hammadi, diretor do Departamento de Investigação Criminal da polícia de Abu Dhabi, o marfinense, que estava vivendo ilegalmente no país do Oriente Médio, disse à funcionária do banco que as notas estavam sendo aceitas no mercado formal.

"Ele disse não saber que as notas não têm valor e que estava fazendo um favor para um negociador de diamantes, que lhe prometera outras 154 notas iguais", comentou a autoridade policial ao jornal "National", de Abu Dhabi.

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Fonte: R7.com e Jornal The National online

Assim Caminha a Humanidade [24]

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Entre os convidados estavam a Melancia e a Moranguinho. Ainda bem que ninguém convidou a Magali...



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O Soldado e o Jipe

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Um jovem cumpria o seu dever cívico prestando serviço ao exército, mas era ridicularizado por ser cristão. Um dia o seu superior hierárquico, na intenção de humilhá-lo na frente do pelotão, pregou-lhe uma peça...

- Soldado Coelho, venha até aqui!
- Pois não Senhor.
- Segure essa chave. Agora vá até aquele jipe e o estacione ali na frente.
- Mas senhor, o senhor sabe perfeitamente que eu não sei dirigir.
- Soldado Coelho, eu não lhe perguntei nada. Vá até o jipe e faça o que eu lhe ordenei...
- Mas senhor, eu não sei dirigir!
- Então peça ajuda ao seu Deus. Mostre-nos que Ele existe.

O soldado não temendo, pegou a chave das mãos do seu superior e foi até o veículo. Entrou, sentou-se no banco do motorista e imediatamente começou sua oração. "Senhor, tu sabes que eu não sei dirigir. Guie as minhas mãos e mostre a essas pessoas a sua fidelidade. Eu confio em Ti e sei que podes me ajudar. Amém." O garoto, manobrou o veículo e estacionou perfeitamente como queria o seu superior. Ao sair do veículo, viu todo o pelotão chorando e alguns de joelhos...

- O que houve gente? - perguntou o soldado.
- Nós queremos o teu Deus, Coelho. Como fazemos para tê-lo? Perguntou o seu superior.
- Basta aceitá-lo como seu Senhor e Salvador. Mas porquê todos decidiram aceitar o meu Deus?

O superior pegou o soldado pela gola da camisa, caminhou com ele até o jipe enxugando suas lágrimas. Chegando lá, levantou o capô do veículo e o mesmo estava sem o motor!

É claro que isso é uma fábula, com o propósito de trazer a mensagem de que Deus cuida dos seus e não permite que ninguém nos humilhe. Seja você também uma semente de Jesus e você sempre colherá o bem!

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Por email de Robson Fantin

Igreja de Maradona continua crescendo

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Nos últimos dias sugirão escarnecedores


A despeito do fracasso de Maradona e sua seleção na Copa do Mundo, a Igreja Maradoniana continua crescendo. Fundada em Rosário, na Argentina, em 1998, já conta com mais de dezesseis mil seguidores, somente no Brasil.

Tudo começou na madrugada de 30 de outubro daquele ano, quando dois amigos se encontraram: o jornalista Hernan Amez e seu amigo Hector Campomar. Um olhou para o outro e disse: “Feliz Natal!”, numa alusão ao aniversário de Maradona, o maior jogador de futebol argentino — para muitos, o melhor do mundo. Essa brincadeira escarnecedora evoluiu para uma ideia que a dupla chamou de mágica. Convidaram outro amigo e fanático por Maradona, Alejandro Verón, e juntos resolveram fundar a Igreja Maradoniana.

Desde então, para esses zombeteiros, o calendário passou a ser dividido em a.M. e d.M., isto é, antes e depois de Maradona. Nesse caso, estamos hoje no ano 50 d.M. Todos os anos, desde 1998, os seguidores de Maradona festejam o seu Natal, a 30 de outubro, e o que chamam de Páscoa, a 22 de junho, numa referência ao gol que consideram milagroso contra a Inglaterra, na Copa de 1986, quando o jogador driblou vários adversários. No mesmo jogo, o craque argentino fez um gol com a mão e respondeu aos jornalistas, após a partida, cinicamente: “Gol com a mão? Foi a mão de Deus”.

No lugar onde os maradonianos se reúnem há um altar ao seu ídolo, onde os sacerdotes, com trajes similares aos dos padres católicos, acendem velas. Além disso, há uma bola “ensanguentada”, com uma coroa de espinhos, como se vê na foto acima.

Numa entrevista ao jornal Lance!, o fundador do movimento afirmou que é possível ser católico e maradoniano, pois um é o deus do coração, e o outro da razão, numa demonstração de que não está brincando quando endeusa o ex-jogador. E concluiu: “Não queremos mudá-lo, o adoramos como ele é”.

Zombando do cristianismo e idolatrando Maradona, o maradonianismo já conta com mais de cem mil seguidores pelo mundo. Desse número, como já mencionei, mais de quinze por cento são brasileiros, entre eles alguns famosos, como: Ronaldinho Gaúcho, Deco (que atua pela Seleção de Portugal e pelo Fluminense) e o ex-jogador Careca (grande amigo de Maradona). Este declarou, endeusando o atual técnico da Seleção Argentina: “Ele é mesmo um Deus. É a maneira do povo retribuir tudo o que ele já fez pela Argentina, e mostrar sua admiração. Sou um desses admiradores também” (Lance!, 4 de setembro de 2009, p.26).

Sei que, para muitos, tudo isso não passa de uma brincadeira. Mas, como diz a Palavra do Senhor, “Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6.7).


Tem momentos em que dá vontade de chutar o balde e sumir do mapa quando se tem conhecimento de fatos assim. Mas é isso que o capeta quer, nos deixar revoltados com o deboche, a heresia, a extrema falta de temor que essas pessoas tem de Deus. O pior, é que, nem tem idéia, nem sabem o que estão fazendo, das consequencias que terão de enfrentar no Dia da volta do Senhor Jesus se não se arrependerem e retrocederem deste caminho. A nós, cabe permanecer firmes e inabaláveis, suportar e continuar orando, clamando a Deus para que tenha misericórdia dessas pessoas e de seus "seguidores". Estes são guias cegos que levam para perdição milhares de outros cegos.

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Fonte: Ciro Sanches Zibordi

Mapa da Amazônia dividida é mentira deliberada, diz diplomata brasileiro

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Mapa adulterado da floresta circula na rede há uma década.
Governos dos EUA e do Brasil já investigaram e detectaram a montagem.


Na origem de um longo debate em que os brasileiros acham que os Estados Unidos querem invadir a Amazônia, e os americanos acham que o Brasil é paranoico está uma lenda urbana de mais de uma década, espalhada pela internet e reciclada periodicamente com popularidade surpreendente. Trata-se da história de que escolas dos EUA usam livros didáticos de geografia com um mapa da América do Sul adulterado, em que a região a amazônica aparece como “território internacional”. Por mais que a história já tenha sido desmentida oficialmente uma dúzia de vezes, muitos brasileiros ainda mencionam este caso sem saber exatamente se era verdade ou não, e até políticos brasileiros volta e meia pedem explicações oficiais do Ministério das Relações Exteriores sobre o assunto.

Desde as primeiras menções ao caso, ainda no ano 2000, representantes diplomáticos brasileiros nos Estados Unidos começaram a investigar as origens do que aparecia como mais um boato, uma lenda da internet. O diplomata Paulo Roberto de Almeida, que então trabalhava como ministro conselheiro na Embaixada do Brasil em Washington, averiguou rapidamente que a história circulava em listas universitárias de discussão, mas que suas bases factuais eram frágeis, praticamente inexistentes. Logo em seguida, ao pesquisar em bases de dados e examinar os materiais disponíveis, concluiu por uma montagem feita no próprio Brasil.”"Esta 'notícia' aparentemente tão alarmante não tem base", diz, em um longo dossiê que publicou sobre os boatos. "Posso, sem hesitar, afirmar que os Estados Unidos não querem amputar um pedaço da nossa geografia nas escolas do país e que os supostos mapas simplesmente não existem." LEIA MAIS

Textos na internet sobre a Amazônia são falsos
Detetive virtual diz que floresta não foi invadida.

Arkhos Biotech é o nome da empresa. O assunto despertou atenção. Teve agência de notícias que divulgou o fato. Políticos fizeram alertas defendendo a soberania nacional. E aí, eu pergunto: Isso não é verdade? É aqui que entra em ação o detetive virtual.

Esse vídeo era de um jogo, que fazia parte de uma campanha promocional de um fabricante de refrigerante. A empresa nunca existiu, a não ser na brincadeira. Mas ganhou a internet como se fosse prova do interesse imperialista americano. LEIA MAIS

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Fonte: G1 e Fantástico

domingo, 29 de agosto de 2010

A Igreja Reformada

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De Constantinopla, 1453 Até Ao Fim Da Guerra Dos Trinta Anos, 1648

A Reforma na Alemanha

Neste período de duzentos anos, o grande acontecimento foi a Reforma; iniciada na Alemanha, e teve como resultado o estabelecimento de igrejas nacionais que não prestavam obediência nem fidelidade a Roma. Anotemos algumas das forças que conduziram à Reforma e ajudaram o seu progresso. Uma dessas forças foi o movimento conhecido como Renascença, ou despertar da Europa para um novo interesse pela literatura, pelas artes e pela ciência, isto é, a transformação dos métodos e propósitos medievais em métodos modernos. A maioria dos estudiosos italianos desse período eram homens destituídos de vida religiosa; até os próprios papas dessa época destacavam-se mais por sua cultura do que pela fé. No norte dos Alpes, na Alemanha, na Inglaterra, e na França o movimento possuía sentimento religioso, despertando novo interesse pelas Escrituras, pelas línguas, grega e hebraica, levando o povo a investigar os verdadeiros fundamentos da fé, independente dos dogmas de Roma. Por toda parte, de norte a sul, a Renascença solapava a igreja católica romana.

A invenção da imprensa veio a ser um arauto e aliado da Reforma que se aproximava. A imprensa possibilitou o uso comum das Escrituras, e incentivou a tradução e a circulação da Bíblia em todos os idiomas da Europa. As pessoas que liam a Bíblia, prontamente se convenciam de que a igreja papal estava muito distanciada do ideal do Novo Testamento. Os novos ensinos dos Reformadores, logo que eram escritos, também eram logo publicados em livros e folhetos, e circulavam aos milhões em toda a Europa. O patriotismo dos povos começou a se manifestar, mostrando-se inconformado com a autoridade estrangeira sobre suas próprias igrejas nacionais; resistindo à nomeação de bispos, abades e dignitários da igreja feita por um papa que vivia em um país distante. O povo não se conformava, com a contribuição do "Óbolo de S. Pedro", [Chama-se Óbolo de São Pedro a ajuda econômica que os fiéis oferecem ao Santo Padre, como sinal de adesão à solicitude do Sucessor de Pedro relativamente às múltiplas carências da Igreja universal e às obras de caridade em favor dos mais necessitados] para sustentar o papa e para a construção de majestosos templos em Roma. Havia uma determinação de reduzir o poder dos concílios eclesiásticos, colocando o clero sob o poder das mesmas leis e tribunais que serviam para os leigos.

Enquanto o espírito de reforma e de independência despertava a Europa, a chama desse movimento começou a arder primeiramente na Alemanha, no eleitorado da Saxônia, sob a direção de Martinho Lutero, monge e professor da Universidade de Wittenberg. O papa reinante, Leão X, em razão da necessidade de avultadas somas para terminar as obras do templo de S. Pedro em Roma, permitiu que um seu enviado, João Tetzel, percorresse a Alemanha vendendo bulas, assinadas pelo papa, as quais, dizia, possuíam a virtude de conceder perdão de todos os pecados, não só aos possuidores da bula, mas também aos amigos, mortos ou vivos, em cujo nome fosse a bula comprada, sem necessidade de confissão, nem absolvição pelo sacerdote. Tetzel fazia esta indagação ao povo: "Tão depressa o vosso dinheiro caia no cofre, a alma de vossos amigos subirá do purgatório ao céu." Lutero, por sua vez, começou a pregar contra Tetzel e sua campanha de venda de indulgências, denunciando como falso esse ensino.

A data exata fixada pelos historiadores como início da grande Reforma foi registrada como 31 de outubro de 1517. Na manhã desse dia, Martinho Lutero afixou na porta da Catedral de Wittenberg um pergaminho que continha noventa e cinco teses ou declarações, quase todas relacionadas com a venda de indulgências; porém em sua aplicação atacava a autoridade do papa e do sacerdócio. Os dirigentes da igreja procuravam em vão restringir e lisonjear Martinho Lutero. Ele, porém, permaneceu firme, e os ataques que lhe dirigiam, apenas serviram para tornar mais resoluta sua oposição às doutrinas não apoiadas nas Escrituras Sagradas.

Após longas e prolongadas controvérsias e a publicação de folhetos que tornaram conhecidas as opiniões de Lutero em toda a Alemanha, seus ensinos foram formalmente condenados. Lutero foi excomungado por uma bula do papa Leão X, no mês de junho de 1520. Pediram então ao eleitor Frederico da Saxônia que entregasse preso Lutero, a fim de ser julgado e castigado. Entretanto, em vez de entregar Lutero, Frederico deu-lhe ampla proteção, pois simpatizava com suas idéias. Martinho Lutero recebeu a excomunhão como um desafio, classificando-a de "bula execrável do anticristo". No dia 10 de dezembro, Lutero queimou a bula, em reunião pública, à porta de Wittemberg, diante de uma assembléia de professores, estudantes e do povo. Juntamente com a bula, Lutero queimou também cópias dos cânones ou leis estabelecidas por autoridades romanas. Esse ato constituiu a renúncia definitiva de Lutero à igreja católica romana.

Em 1521 Lutero foi citado a comparecer ante a do Concílio Supremo do Reno. O novo imperador Carlos V concedeu um salvo-conduto a Lutero, para comparecer a Worms. Apesar de advertido por seus amigos de que poderia ter a mesma sorte de João Huss, que nas mesmas circunstâncias, no Concílio de Constança, em 1415, apesar de possuir um salvo-conduto, foi morto por seus inimigos, Lutero respondeu-lhes: "Irei a Worms ainda que me cerquem tantos demônios quantas são as telhas dos telhados." Finalmente, no dia 17 de abril de 1521 Lutero compareceu ao Concílio. Em resposta a um pedido de que se retratasse, e renegasse o que havia escrito, após algumas considerações respondeu que não podia retratar-se, a não ser que fosse desaprovado pelas Escrituras e pela razão, e terminou com estas palavras: "Aqui estou. Não posso fazer outra coisa. Que Deus me ajude. Amém." Instaram com o imperador Carlos para que prendesse Lutero, apresentando como razão, que a fé não podia ser confiada a hereges. Contudo, Lutero pôde deixar Worms em paz.

Enquanto viajava de regresso à sua cidade, Lutero foi cercado e levado por soldados do eleitor Frederico para o castelo de Wartzburg. Ali permaneceu durante um ano, enquanto as tempestades de guerra e revoltas rugiam no império. Entretanto, durante esse tempo, Lutero não permaneceu ocioso; nesse período traduziu o Novo Testamento para a lingua alemã, obra que por si só o teria imortalizado, pois essa versão é considerada como o fundamento do idioma alemão escrito. Isto aconteceu no ano de 1521. O Antigo Testamento só foi completado alguns anos mais tarde. Ao regressar do castelo de Wartzburg a Wittenberg, Lutero reassumiu a direção do movimento a favor da igreja Reformada, exatamente a tempo de salvá-la de excessos extravagantes.

Em 1529 a Dieta reuniu-se na cidade de Espira, com o objetivo de reconciliar as partes em luta. Nessa reunião da Dieta os governadores católicos, que tinham maioria, condenaram as doutrinas de Lutero. Os príncipes resolveram proibir qualquer ensino do luteranismo nos estados em que dominassem os católicos. Ao mesmo tempo determinaram que nos estados em que governassem luteranos, os católicos poderiam exercer livremente sua religião. Os príncipes luteranos protestaram contra essa lei desequilibrada e odiosa. Desde esse tempo ficaram conhecidos como protestantes, e as doutrinas que defendiam também ficaram conhecidas como religião protestante.

A Contra-Reforma

Logo após haver-se iniciado o movimento da Reforma, um poderoso esforço foi também iniciado pela igreja católica romana no sentido de recuperar o terreno perdido, para destruir a fé protestante e para enviar missões a países estrangeiros. Esse movimento foi chamado Contra-Reforma. Tentou-se fazer a reforma dentro da própria igreja por via do Concílio de Trento, convocado no ano de 1545 pelo papa Paulo III, principalmente com o objetivo de investigar os motivos e pôr fim aos abusos que deram causa à Reforma. O Concílio era composto de todos os bispos e abades da igreja, e durou quase vinte anos, durante os governos de quatro papas, de 1545 a 1563. Todos esperavam que a separação entre católicos e protestantes tivesse fim, e que a igreja ficaria outra vez unida. Contudo, tal coisa não sucedeu. Fizeram-se, porém, muitas reformas na igreja católica e as doutrinas foram definitivamente estabelecidas. Os próprios protestantes admitem que depois do Concílio de Trento os papas se conduziram com mais acerto do que os que governaram antes do Concílio. O resultado dessa reunião pode ser considerado como uma reforma conservadora dentro da igreja católica romana.

De ainda maior influência na Contra-Reforma foi a Ordem dos Jesuítas, fundada em 1534 pelo espanhol Inácio de Loyola. Era uma ordem monástica caracterizada pela combinação da mais severa disciplina, intensa lealdade à igreja e à Ordem, profunda devoção religiosa, e um marcado esforço para arrebanhar prosélitos. Seu principal objetivo era combater o movimento protestante, tanto com métodos conhecidos como com formas secretas. Tornou-se tão poderosa a Ordem dos Jesuítas, que teve contra ela a oposição mais severa, até mesmo nos países católicos; foi suprimida em quase todos os países da Europa, e por decreto do papa Clemente XIV, no ano de 1773, a Ordem dos Jesuítas foi proibida de funcionar dentro da igreja. Apesar desse fato, ela continuou a funcionar, secretamente durante algum tempo, mais tarde abertamente, e foi reconhecida pelo papa em 1814. Hoje é uma das forças mais ativas para divulgar e fortalecer a igreja católica romana em todo o mundo.

A perseguição ativa foi outra arma poderosa usada para impedir o crescente espírito da Reforma. É Certo que os protestantes também perseguiram, e até mataram, porém geralmente isso aconteceu por sentimentos políticos e não religiosos. Entretanto, no continente europeu, todos os governos católicos preocupavam-se em extirpar a fé protestante, usando para isso a espada. Na Espanha estabeleceu-se a Inquisição, por meio da qual inumerável multidão sofreu torturas e muitas pessoas foram queimadas vivas. Nos Países-Baixos o governo espanhol determinou matar todos aqueles que fossem suspeitos de heresias. Na França o espírito de perseguição alcançou o clímax, na matança da noite de São Bartolomeu, 24 de agosto de 1572, e que se prolongou por várias semanas. Segundo o cálculo de alguns historiadores, morreram de vinte a setenta mil pessoas. Essas perseguições nos países em que o governo não era protestante não só retardavam a marcha da Reforma, mas, em alguns países, principalmente na Boêmia e na Espanha, foi sufocada e eliminada.
Os esforços missionários da igreja católica romana devem ser reconhecidos, também, como uma das forças da Contra-Reforma. Esses esforços eram dirigidos em sua maioria pelos jesuítas, e tiveram como resultado a conversão das raças nativas da América do Sul, do México e de grande parte do Canadá. Na Índia e países circunvizinhos estabeleceram-se missões por intermédio de Francisco Xavier, um dos fundadores da sociedade dos jesuítas. As missões católicas, nos países pagãos, iniciaram-se séculos antes das missões protestantes e conquistaram grande número de membros e bem assim poder para a respectiva igreja.

Como resultado inevitável de interesses e propósitos contrários dos estados da Reforma e católicos na Alemanha, iniciou-se então uma guerra no ano de 1618, isto é, um século depois da Reforma. Essa guerra envolveu quase todas as nações européias. Na história ela é conhecida como a Guerra dos Trinta Anos. As rivalidades políticas e religiosas estavam ligadas a essa guerra. Ás vezes estados que professavam a mesma fé, apoiavam partidos contrários. A luta estendeu-se durante quase uma geração, e toda a Alemanha sofreu ou seus efeitos terríveis. Finalmente, em 1648, a guerra terminou, com a assinatura do tratado de paz de Westfália, que fixou os limites dos estados católicos e protestantes, que duram até hoje. O período da Reforma pode ser considerado terminado nesse ponto.

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PCamaral

Seitas e Heresias na Igreja Cristã Primitiva

Um comentário:

Nos primeiros séculos da Igreja Primitiva, juntamente com o desenvolvimento da doutrina teológica, desenvolviam-se também as seitas, ou como lhes chamavam as heresias na igreja cristã. Os cristãos não só lutam contra as perseguições, mas contra as heresias e doutrinas corrompidas.

Os Gnósticos - Do grego "Gnósis = Sabedoria, Conhecimento" Acreditavam que Deus Supremo é espírito absoluto e causa de todo bem, enquanto a matéria é completamente má criada por um ser inferior que é Jeová. O propósito é então escapar deste corpo que aprisiona o espírito. A fim de chegar a libertação, é necessário que venha um mensageiro do reino espiritual: Cristo. Cristo, portanto não era matéria, possuía somente a natureza divina.

Os Ebionitas - Do hebraico que significa "Pobre" eram judeus-cristãos que insistiam na observância da lei e dos costumes judaicos. Rejeitavam as cartas escritas por Paulo. Os ebionitas eram considerados como apostatas pelo Judeus não convertidos.

Os Maniqueus - O maniqueísmo, de origem persa, foram chamados por esse nome, em razão de seu fundador ter o nome de Mani. Acreditavam que o universo compõe-se do reino das trevas e da luz e ambos lutam pelo domínio do homem. Rejeitavam a Jesus, porém criam em um "Cristo celestial".

Marcion - Nativo de Porto, foi a Roma perto de 138 e se tornou membro da Igreja de Roma. Não conseguiu levar a igreja a aceitar seu ponto de vista, e assim organizou os seus seguidores numa igreja cismática e expandiu a obra até ter congregações em quase todas as províncias. Embora talvez não seja correto chamar Marcion de gnóstico, ele compartilhou vários de seus pontos de vista: judaísmo é mau. Jeová não é o mesmo Deus do NT. Baseou-se quase que exclusivamente em Paulo. Contrastou a imoralidade e crueldade do AT, com a espiritualidade, misericórdia, bondade e alta moral do NT. Embora conceba o nascimento, vida e morte de Jesus como apenas aparente, Marcion insiste na obra redentora de Cristo como necessária para a salvação dos homens. O marcionismo achou fácil aceitação na Mesopotâmia e na Pérsia e sobreviveu lá durante alguns séculos.

Montanismo - É uma reação às inovações que foram introduzidas nas igrejas pelo gnosticismo e paganismo em geral às custas da fé e da moral. Foi organizado na Frígia entre 135 e 160 por Montano com Priscila e Maximinia (profetizas do movimento) em resposta a uma iluminação do Paracletos, para proclamar o estabelecimento do reino de Cristo e pregar contra o mundanismo das igrejas. Algumas das doutrinas desenvolvidas (e pelas quais foram rejeitados) tornaram-se ensino básico da Igreja católica dois séculos depois: exaltação da castidade e viuvez; divisão dos pecados em mortal e venial, exaltação do martírio. Tornou-se o precursor do cristianismo ascético. Suas doutrinas em geral eram as mesmas do cristianismo católico. Reivindicaram ter recebido revelações divinas enquanto em estado de êxtase. O espírito lhes dava a interpretação ascética de certas passagens bíblicas. O montanismo é uma explosão de profetismo, dando importância especial a visões e revelações. Tem caráter essencialmente escatológico. Para eles o período do Parácletos (Espírito Santo) se iniciou com Montano. A nova Jerusalém será inaugurada para o reino de mil anos. Assim é necessário viver em continência e preparar-se para tanto. Nenhum dos que escreveram contra o montanismo vê neles uma heresia. Ao contrário vê nele "tendências arcaicas".

O Novacionismo - Foi o montanismo reaparecendo numa outra época, sem as reivindicações proféticas que desapareceram. Novaciano foi condenado em 251 por um concílio romano que reunia sessenta bispos. Após a perseguição de Décio, quando muitos negaram a fé, Novaciano liderou os que queriam muito rigor para os que cairam. Este movimento cismático encontrou muita recepção na África e na Ásia Menor, onde absorveu o que restou dos montanistas. Sua doutrina era igual à das igrejas católicas. Foi apenas a questão de disciplina que questionavam: condições para ser membro da igreja e perdão de certos pecados específicos. Enquanto Cipriano admitia a reconciliação dos caídos "após uma penitência severa e prolongada”; Novaciano considerava que "reconciliação alguma lhe pode ser concedida". Para Novaciano a igreja se identificava com um pequeno grupo de espirituais que estava em conflito obrigatório com a cidade terrena. Crendo que as igrejas católicas eram apóstatas, os novacianos rejeitaram as ordenanças delas. A crença na regeneração batismal era quase universal nesta época. Os novacianos deram tanta importância à necessidade do batismo ser ministrado por pessoa devidamente qualificada que rebatizavam os que vieram das igrejas católicas.

Os Donatistas - Como os montanistas e novacionistas, estavam preocupados principalmente com questões de disciplina. O movimento surgiu após a perseguição de Diocleciano e especificamente em relação ao que entregaram as Escrituras as autoridades. Os donatistas insistiram numa disciplina eclesiástica rigorosa e numa membresia pura. Rejeitaram ministros indignos (os "lapsi" traidores). O donatismo não trata dos caídos em geral e sim apenas da sorte dos bispos que teriam consentido na entrega das Escrituras imposta pelo primeiro edito de Dioclesiano. O simples fato de estar em comunhão com um dos culpados bastava para contrair mancha e tornar-se traídos, apóstata. Todos os sacramentos administrados ou recebidos pelos "traditores" eram considerados nulos. Quanto a regeneração batismal, foram além dos católicos, crendo que a natureza humana de Cristo também precisava ser purificada pelo batismo. Naturalmente rebatizaram os católicos que vieram a eles como condição de comunhão.

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PC@maral

STF suspende censura a programas de humor durante campanha eleitoral

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O principal argumento do STF é que não existe democracia pela metade e a medida caracterizava censura prévia. O órgão atendeu um pedido da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão.

Fonte: Globo Videos

Enquanto Isso no Reino Animal [2]

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sábado, 28 de agosto de 2010

Policia usa foto da web e cria falso candidato para agir na favela.

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Policiais se passaram por cabos eleitorais em favela de SP. Objetivo era combater o tráfico. Quatro homens foram presos.

O chefe dos investigadores do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra), Rodrigo Fukuoka, considerou neste sábado (28) um “sucesso” a operação policial que infiltrou por dois meses na favela de Heliópolis, na Zona Sul de São Paulo, agentes que se apresentavam como cabos eleitorais. De acordo com ele, como este ano é de eleições, surgiu a ideia de criar um candidato falso para que as equipes conseguissem andar livremente pela comunidade.

"Pegamos a foto de um rosto na internet", contou Fukuoka, explicando como "criaram" a imagem do falso candidato a deputado estadual. A informação inicial passada pela polícia era de que esse "candidato" é um agente do Garra e estava infiltrado na favela, mas Fukuoka contou que "ele não existe" e somente os cabos eleitorais foram à comunidade. A região foi mapeada por meio de câmeras escondidas em cada visita que os supostos integrantes do partido PLM (também falso) faziam ao local. O objetivo era combater o tráfico e quatro possíveis traficantes foram presos na sexta-feira (27), quando ação teve fim. Para não levantar suspeitas depois de tanto tempo, o "candidato" apareceria no local. Mas, em vez dele, os policiais apareceram e realizaram as prisões.

Entre os presos está um homem apontado pela polícia como o gerente do tráfico de drogas na favela. “A operação foi um sucesso. Ele foram pegos de surpresa”, contou Fukuoka ao G1. Para ele, “o mais interessante” foi descobrir o volume de entorpecente vendido e a quantidade de compradores.

'Drive thru' da droga

“(A boca de fumo) Funcionava como um ‘drive thru’, 24h. Rende R$ 80 mil só em um fim de semana”, relatou o policial. Heliópolis é considerada a maior favela de São Paulo. “É muito bem vigiada. Tínhamos que infiltrar o maior número possível de policiais porque eles (traficantes) usam de 10 a 15 pessoas que ficam estrategicamente distribuídas e se comunicando por rádio”, disse ele, justificando a ação.

Candidato 171

Por ser ano eleitoral, a delegacia decidiu inventar o candidato Cosme da Vila, que tinha número 70.171. Os três últimos dígitos representam o crime de estelionato no Código Penal. Fukuoka contou que o suposto político apareceria na comunidade na sexta, como os "cabos eleitorais" começaram a anunciar.

Durante os dois meses, os falsos representantes do partido chegaram a distribuir santinhos de Cosme da Vila para não levantar suspeitas. “Mas ele (o candidato) não apareceu porque não existe. Só marcamos que ele iria lá na favela”, explicou o policial, contando como os agentes surpreenderam os criminosos.

Apesar de prender quatro pessoas, Fukuoka disse que “alguns” suspeitos conseguiram fugir. O homem apontado como gerente do tráfico em Heliópolis foi pego em flagrante vendendo a droga, como informou o policial. Durante a operação, os agentes apreenderam duas armas, 0,5 kg de maconha 50 trouxinhas de cocaína.

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Fonte: G1.com

A Política é uma piada? É! Respondeu o Tiririca....

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Dica do Augusto Elias de Seixas no FaceBook

Quando tirar uma foto salva uma vida.

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Entre as nobres missões do jornalismo está a de ajudar as pessoas. É com esse espírito que muitos profissionais encaram a profissão. E como um anjo da guarda, o repórter fotográfico Epitácio Pessoa mais do que ajudou um rapaz. Pela história, Epitácio salvou-lhe a vida. O caso aconteceu na cidade de Lorena, no Vale do Paraíba.

Foto: Epitácio Pessoa/AE

A equipe do “Estado” que contava também com o repórter José Maria Tomazela e o motorista Antônio Julio Filho, fazia um reportagem sobre as condições do Rio Paraíba do Sul. Eis que um rapaz, amarrado e aos gritos, tentava se livrar de duas pessoas no meio da estrada de terra. Com a chegada do veículo do jornal, os homens desistiram de cumprir o plano, que segundo a vítima, seria a execução. Adriano Carlos Gonçalves da Silva, de 19 anos, foi retirado do local pelos próprios jornalistas e conduzido à delegacia.

Foto: Epitácio Pessoa/AE

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Fonte: Entre cliques

Turistas "hi-tech" mantêm Twitter e Facebook mesmo em férias

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Pesquisa diz que 77% das pessoas pretendem se manter conectadas na folga

As pessoas costumavam sair de férias para se desligarem do mundo. Agora, elas exigem se manter conectadas. A ideia de férias em uma ilha isolada e deserta pode em breve ficar tão distante quanto os slides que turistas costumavam usar para narrar suas aventuras, agora que eles usam e-mail, Facebook e Twitter para se manterem conectados mesmo quando estão longe de tudo.

Amelie Hurst, do site de viagens TripAdvisor, diz que, "para muitos viajantes, descobrir como se manter conectado é parte tão integral da viagem quanto fazer as malas sem esquecer do traje de banho e protetor solar".

– No passado isso simplesmente não era opção. Viajar significava estar desconectado.

Amelie afirma que seus clientes, ao planejarem viagens, geralmente levam em conta a melhor maneira de se manterem antenados.

– Os viajantes perguntam sobre a qualidade do serviço de telefonia móvel, sobre planos internacionais de dados. Manter-se online pode ser confortante para quem viaja.

Uma recente pesquisa da American Express com 2.000 turistas constatou que 77% dos norte-americanos pretendem se manter conectados durante as férias, por meio de telefone, e-mail, redes sociais e outros canais. As motivações são sociais, e não de negócios. Apenas 14% das pessoas disseram que se manteriam conectadas em viagens de trabalho.

Audrey Hendley, da American Express Travel, conta que 89% das pessoas querem conversar com a família e os amigos e manter contato em tempo real. A conectividade quer dizer mais que simplesmente verificar e-mails, diz ela.

– Compartilhar informações e publicar fotos são mudanças de estilo de vida. São as pessoas querendo contar às outras o que estão fazendo.

A pesquisa revelou que 20% dos entrevistados atualizavam seus perfis em redes sociais durante as viagens. Audrey diz que os turistas querem checar seus e-mails mesmo em cruzeiros marítimos. E não importa a distância ou o tempo de suas jornadas.

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Fonte: portal R7.com

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

A Bíblia nos Ensina a Encontrar a Verdadeira Riqueza.

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Mais digno de ser escolhido é o bom nome do que as muitas riquezas. (Pv 22:1)

Prevalece, em nosso tempo, provavelmente mais do que em qualquer outra época do passado, uma corrida desesperada em busca de dinheiro e riquezas. Para sermos sinceros, não vejo nenhum mal em as pessoas revelarem tanto interesse pelo dinheiro, já que não se pode viver sem o concurso dele. As Escrituras não condenam as riquezas e nem as pessoas ricas tão somente por serem ricas; o que efetivamente condenam é a ganância configurada no apego demasiado ao dinheiro, como se, para consegui-lo, todos os meios fossem justificáveis.

Por isso, se dinheiro e riquezas representam algum mal, este consiste na maneira de lidar com essas coisas, e não em possuí-las. Portanto, nenhuma pessoa será salva por ser pobre, assim como também nenhuma pessoa será condenada por ser rica. Com base no que as Escrituras ensinam, podemos encontrar algumas considerações gerais sobre a riqueza, com lições que possam ser aproveitadas por nós.

I - A Riqueza Segundo A Palavra de Deus

Houve uma época em que as pessoas podiam viver sem dinheiro. Nessa época, trocava-se mercadorias por mercadorias. Com o passar do tempo, porém, o dinheiro foi se tornando cada vez mais necessário e importante. Atualmente, é praticamente impossível alguém viver sem ele. Trocamos mercadorias e serviços por dinheiro e dinheiro por mercadorias e serviços. Cada vez mais cresce o interesse pela sua aquisição. Para conseguirmos dinheiro, só há duas maneiras diferentes: Uma honesta e outra desonesta. Chegamos a um ponto em que muitas pessoas, na sua ambição pelo dinheiro, utilizam qualquer meio para o conseguirem.

Embora não seja esta a maneira certa de se ganhar dinheiro, são muitos os que se valem de expedientes imorais e desonestos para tirarem deles vantagens financeiras. Por dinheiro, uma mulher pousa nua para a capa de uma revista masculina ou um homem pousa nu para a capa de uma revista feminina; um homem chega a trair, roubar e matar, pelo mesmo motivo; outros há que mentem, dão falso testemunho, deixam-se subornar, etc. O seqüestro de empresários e autoridades é uma forma de crime muito comum nos dias de hoje; e isto é feito por dinheiro.

Para que uma pessoa enriqueça honestamente, é preciso que conte com, pelo menos, uma das situações indicadas a seguir: herança em bens ou dinheiro deixados pelos ancestrais (Pv 13:22); sábio aproveitamento das oportunidades oferecidas (Lc 12:40-46); trabalho e muita perseverança (Ef 4:28; I Ts 4:11-12); sábia administração de economias (Pv 31:13,16,19,27). E isto é o que deve ser feito, em obediência à Palavra do Senhor: Andemos honestamente, como de dia, não em glutonarias, nem em bebedeiras, nem em desonestidades (Rm 13:13).

Mas por que a riqueza é tão buscada e desejada? Podemos dizer que não somente para suprimento de necessidades materiais. Há uma razão emocional: respeitabilidade. Todos querem ter dinheiro porque este está associado a status, fama e poder, sem contar que serve para atrair muitos amigos: As riquezas multiplicam os amigos (Pv 19:4). Todavia, amizades conseguidas por meio do dinheiro nem sempre são sinceras e duráveis. Quando a riqueza acaba, elas somem. Quem não se lembra do filho pródigo? Enquanto detinha a herança recebida do pai, estava cercado de inúmeras amizades, mas assim que os recursos acabaram, ficou sozinho e faminto (Lc 15:13-14).

Em face dessa discussão sobre dinheiro e riquezas, é importante lembrarmos que, por diversos fatores, nem todas as pessoas conseguem prosperar financeiramente. No Livro de Deuteronômio, afirma-se que nunca cessará o pobre do meio da terra (15:11). Numa declaração semelhante, Jesus disse: Porque sempre tendes convosco os pobres (Mt 26:11). Isto não significa que devemos nos acomodar a qualquer situação, como se tivéssemos sido previamente destinados à pobreza, em caráter definitivo. O que ambos os textos estão dizendo é que sempre existirão pessoas pobres na terra.

Todavia, os que querem ficar ricos devem tomar cuidado com a ambição. A excessiva ambição pelo dinheiro poderá provocar inúmeros prejuízos espirituais. Os cuidados deste mundo e a sedução das riquezas, de acordo com o ensino de Cristo, sufocam a palavra, e fica infrutífera (Mt 13:22), impedindo o crescimento espiritual das pessoas. Os que querem ficar ricos caem em muitas armadilhas e tentações: e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores (I Tm 6:9-10). Porém, há um risco ainda maior: uma pessoa dominada pelo desejo de riqueza pode ser impedida de entrar no reino de Deus (Mc 10:23-25). Os bens terrenos tendem a escravizar os seus possuidores, atrofiando seus interesses espirituais, impedindo-os de pensar em outra coisa.

Salomão, um dos homens mais ricos do seu tempo, afirmou que quem confia na riqueza cairá (Pv 11:28). Ele mesmo foi um bom exemplo disso: Orando, pediu a Deus sabedoria, e este lhe deu sabedoria e riqueza (I Rs 3:11-13; 4:29-30). Salomão fez um bom uso da sabedoria, em diversas situações – uma delas está em I Rs 3:16-28 –, mas não da riqueza. Usou-a abusivamente, entregando-se aos prazeres extravagantes, deixando-se corromper (I Rs 11:1-3). A experiência pela qual passou Salomão vale como advertência aos que querem adquirir, de qualquer maneira, dinheiro e riquezas, sem estarem suficientemente preparados para administrar essas coisas com sabedoria e inteligência.

Para que os servos e as servas do Senhor não sejam espiritualmente prejudicados pelo mau uso da riqueza, não devem colocar nelas o coração. Isto significa que aqueles que possuem riquezas – ou deseja possuí-las – e querem continuar sendo servos de Deus, precisam decidir urgentemente atender ao inspirado conselho do salmista Davi: Se as vossas riquezas aumentam, não ponhais nelas o coração (Sl 62:10). Não podemos confiar nelas ou fazer delas o nosso escudo, pois não duram para sempre (Pv 27:24). Em sua época, Salomão observou que as riquezas que os seus donos guardam (...) se perdem por qualquer má aventura (Ec 5:13-14). Além disso, no dia da ira de Deus, as riquezas não livrarão os seus possuidores (Pv 11:4; Ez 7:19).

Considerando que as riquezas não duram para sempre, que não satisfazem todas as necessidades humanas, que podem ser desfeitas de um momento para outro, sem que nada reste delas, que não protegem e nem livram seus possuidores, no dia em que Deus manifestar contra eles a sua ira; considerando, ainda, que a felicidade de um homem não reside na soma dos bens que possui, que estes podem induzir à prática da corrupção e a todo tipo de atos criminosos, que podem dificultar o crescimento espiritual do crente e o acesso ao reino de Deus, não podemos fazer das riquezas uma prioridade, embora nos sintamos no direito de possuí-las, como filhos de Deus que somos. Não podemos, porém, pôr a nossa esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus, que tudo nos proporciona ricamente para nosso aprazimento (I Tm 6:17).

II – Praticando a Palavra do Senhor

1. Em nossa relação com o dinheiro, não podemos abrir mão da honradez.

Nos últimos anos, a sociedade brasileira tem ficado perplexa com a enxurrada de denúncias de corrupção, subornos e propinas envolvendo inúmeros parlamentares do Congresso Nacional, em Brasília. O que mais chocou, porém, foi ver a liderança e os deputados de um dos partidos que mais pregou sobre ética, ao longo de seus vinte e cinco anos de história, acusados gravemente de receberem, ilicitamente, em suas contas, milhares e milhares de reais. Homens, que tinham a absoluta confiança do seu eleitorado trocaram honradez por dinheiro. Em nome do dinheiro, sacrificaram a integridade.

Não estamos, como vimos, impedidos de buscar riquezas, até porque Deus não as condena. Porém, se, impelidos pelo desejo de adquiri-las, nos sentimos tentados a utilizar meios ilícitos, devemos reconhecer que chegou o momento de frear nossos impulsos e pedir a ajuda do Senhor. Os bens materiais são importantes, dão-nos conforto e bem-estar, mas, para adquiri-los, não podemos negociar a nossa honradez, pois, de acordo com Provérbios 22:1, mais vale o bom nome do que as muitas riquezas; e o ser estimado é melhor do que a prata e o ouro; ou, como diz outro Provérbio: É melhor ser pobre e honesto do que rico e desonesto (Pv 28:6 – NTLH). De fato, uma pobreza honrosa é preferível às riquezas mal-ganhas e mal-usadas.

2. Em nossa relação com o dinheiro, não podemos abrir mão do altruísmo.

No mundo de hoje, marcado pelo egocentrismo e pelo individualismo, os pobres são cada vez mais desprezados e os ricos cada vez mais favorecidos. Em Provérbios 14:20, lemos o seguinte: o pobre é odiado até do vizinho, mas o rico tem muitos amigos (Pv 14:20). Para Deus, porém, tratar o pobre com deboche é pecado: Desprezar os outros é pecado, mas aquele que faz o bem aos pobres é feliz (Pv 14:21). Quem trata o pobre com indiferença sofrerá sérias conseqüências: ... quem faz de conta que os pobres não existem será muito amaldiçoado (Pv 28:27 – NTLH). Diante disso, a melhor riqueza é aquela que pode ser partilhada com as pessoas que nada têm.

Com o mesmo interesse com que costumamos correr atrás do dinheiro e de outras coisas do nosso interesse material, devemos buscar também os valores espirituais, manifestados em ações de altruísmo e bondade em relação ao próximo. Quando fazemos isto, recebemos, em retribuição, muitas bênçãos materiais e espirituais da parte do Senhor, como está escrito, em Provérbios 19:17: ... ao SENHOR empresta o que se compadece do pobre, e ele lhe pagará o seu benefício. Outro Provérbio declara: ... o que dá ao pobre não terá necessidade (Pv 28:27). O altruísmo não está somente em se dar um pouco do muito que se tem, mas também na disposição de dividir o pouco que se tem: Quem é bondoso será abençoado porque reparte a sua comida com os pobres (Pv 22:9 – NTLH).

3. Em nossa relação com o dinheiro, não podemos abrir mão do equilíbrio.

Estas foram as palavras da oração de Agur: Duas coisas te peço; não mas negues, antes que eu morra: afasta de mim a falsidade e a mentira; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; dá-me o pão que me for necessário (Pv 30:7-9). Ele pede para que o Senhor lhe dê uma vida financeira moderada e equilibrada. Não quer para a sua vida nem os “excessos da riqueza”, nem as “privações da pobreza”. Ele reconhece que os dois extremos são perigosos para a sua espiritualidade. Ambas as situações poderiam prejudicar comunhão de Agur com o seu Deus. Que oração sábia!

Na verdade, quem desfruta os “excessos da riqueza” está sujeito a enveredar pelos caminhos da auto-suficiência, negando a necessidade e a dependência da ajuda de Deus: se eu tiver mais do que o necessário, poderei dizer que não preciso de ti (Pv 30:9a – NTLH). Por outro lado, quem vivencia os “excessos da pobreza”, que tem o mínimo para comer, beber, vestir e morar pode, mais facilmente, optar pelo caminho da delinqüência: E, se eu ficar pobre, poderei roubar e assim envergonharei o teu nome, ó meu Deus (Pv 30:9b – NTLH). Este é o propósito de Deus a nosso respeito: Não que sejamos endinheirados ou ricos, mas em que tenhamos o suficiente para atendermos as nossas necessidades de sobrevivência.

Conclusão

O dia virá, e talvez não esteja muito distante, em que todos terão que prestar contas daquilo que fizeram. Nesse dia, cada um receberá, com justiça, o que seus atos merecem (II Co 5:20). No dia do juízo, serão excluídos: Aqueles que, durante toda a sua vida, não tiveram tempo, senão para correr atrás do dinheiro; aqueles que, por amor ao dinheiro, prejudicaram a saúde de muitos, vendendo bebida forte e todos os outros tipos de drogas, que aumentaram o sofrimento das pessoas e diminuíram suas a vidas; aqueles que, amparados pela força do dinheiro, perverteram o direito do justo, favoreceram o culpado e condenaram o inocente; aqueles que diminuíram ou retiveram o salário do trabalhador, para ter menos despesas e mais lucros; aqueles que, por amor ao dinheiro, enveredaram pelo caminho do crime, fraudando, roubando e matando para roubar.

Naquele dia, a verdade será posta a descoberto e, então, será conhecida a verdadeira riqueza. Nesse dia, serão considerados ricos aqueles que a buscaram.

Que Deus nos abençoe!

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Fonte: Texto de autoria do Pastor Valdeci Nunes de Oliveira compartilhado no PC@maral