sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Pessoas nascidas entre 1980 e 2000 não são muito interessadas em religião, aponta estudo

A geração Millennium, aqueles nascidos entre 1980 e 2000, não são anti-cristãos ou anti-religião, mas eles, em geral, apenas não estão interessados em religião, afirma um novo livro baseado em uma pesquisa sobre os membros dessa geração.

Uma atitude apática em relação às questões religiosas e espirituais é comum entre os membros desta geração, de acordo com A geração Millennium por Thom Rainer, presidente e CEO da LifeWay Christian Research, e Jess, seu filho, um Millennium nascido em 1985. Os membros desta geração tendem a se importar menos com as questões espirituais do que as gerações anteriores, escreveram os Rainers.

Quase dois terços (65 por cento) desta geração nunca ou raramente frequentam cultos religiosos, de acordo com a pesquisa realizada pela LifeWay em 1.200 da geração Millennium. E a questão espiritual foi classificada em sexto lugar, abaixo de amigos e educação, em uma lista baseada em uma pergunta sobre o que é importante para os entrevistados.
“Os [Baby]boomers começaram o declínio [em se preocupar com a religião], logo após a geração Builder. Depois veio a Geração X, onde voltou a diminuir. E a geração Millennium está muito menos (religiosa),” explicou Thom Rainer ao The Christian Post.
Rainer sugeriu que a Igreja tem se tornado menos eficiente no alcance da geração Millennium, porque os membros deste grupo tendem a ser uma geração muito compromissada e vêem mais do que acontece nas Igrejas, com baixo compromisso que eles não estão interessados. Outra possível razão é que três quartos dos milênios vêm de um histórico sem Igreja, o que significa que eles não têm nenhuma base para a fé cristã.
“Eles não são anti-religiosos ou anti-cristãos, mas eles tendem a ser totalmente ambivalentes em relação a algo religioso ou cristão,” disse ele.
Livros relacionados: The Millennials (A geração Millennium): Conectando-se à maior geração de América (Hardback)

A pesquisa também descobriu que os Millenniums são “uma geração confusa espiritualmente.” Embora 65 por cento desta geração se descrevam como Cristãos – notavelmente, muitos deles não sabem ou não praticam os ensinamentos básicos da fé – apenas 26 por cento dizem acreditar que eles vão para o céu quando morrer, porque eles aceitaram Cristo como seu salvador.

Os Milenniums estão confusos sobre quem é Jesus. Eles estavam divididos se Jesus era o único caminho para salvação e se ele não tinha pecado. “Em resumo, podemos dizer que o desafio da Igreja não é a superação de uma atitude contraditória da geração Milennium. O verdadeiro desafio é superar a apatia,” dizem os Rainers no livro. “O Cristianismo não é a crença da grande maioria desta geração. E eles acreditam que a Igreja americana seja uma das instituições menos relevantes na sociedade.”

Um percentual espantoso de 70 por cento da geração Milennium concorda que as Igrejas americanas de hoje são irrelevantes. Mas os Rainers estão otimistas sobre o futuro do Cristianismo na América, porque eles acreditam que os 15 por cento da geração Milennium que são os verdadeiros Cristãos, com base em seu estudo, pode ter o maior nível de compromisso cristão de qualquer geração na história dos Estados Unidos.

Katie Davis, por exemplo, mudou-se para Uganda, inicialmente, para ensinar crianças em um orfanato aos 19 anos. Mas ela já começou um ministério onde patrocinadores americanos ajudam e dão suporte à educação e à alimentação das crianças pobres no país. Ela também adotou 14 crianças de Uganda quando tinha 21 anos.
“[A] mentalidade de Katie Davis é difundida entre os Cristãos da geração Milennium. E apesar da população cristã desta geração talvez não seja superior a 15 por cento, estes jovens podem muito bem virar o mundo de cabeça para baixo com os seus compromissos e suas causas.”
Os Rainers declararam que a maioria da geração Milennium vê as Igrejas como “um negócio” e centrado internamente, o que desaninma. Os membros desta geração estão procurando Igrejas radicais que se dedicam a viver a vida dos discípulos no primeiro século.
“A geração Milennium não pergunta o que a comunidade pode fazer para a Igreja, eles perguntam o que podem fazer para a comunidade,” sublinham os autores. “Os cristãos da geração Milennium procuram estar o mais perto possível do Cristianismo do Novo Testamento.”
Em outros resultados, geração Milennium não está tão ambientalmente orientada como se pensava anteriormente, pois eles têm uma relação surpreendentemente estreita com seus pais, eles respeitam as pessoas mais velhas, e que consideram a família a coisa mais importante em suas vidas.
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Fonte: Dica do @JeppoMusic por email

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