sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Tragédias das últimas décadas não têm servido para prevenir

"É preciso responder agora quantas mortes poderão ser evitadas com as chuvas no próximo verão. Ou será que a eleição municipal de 2012 vai atrapalhar?", questiona o comentarista Alexandre Garcia.

Aqui no Brasil, a gente não liga muito para alerta meteorológico. Toma-se conhecimento, mas não se age, não se faz nada. Nem esse último aviso teve alguma consequência. As tragédias de todos os anos, nas últimas décadas, não têm servido para prevenir. Agora, por exemplo, é uma reprise de Angra e Bumba, em Niterói, na mesma época, um ano atrás.

O governador Sérgio Cabral sabe o que todos sabemos: o populismo ajudou a matar. Proibir construções nas encostas ou remover quem estiver lá é impopular. Sempre haverá um vereador para ver votos pendurados nos morros e derrubar o veto à encosta. Depois, como em todos os anos, vem a visita ao palco da tragédia, a solidariedade, a liberação de verbas, de fundo de garantia e seguro-desemprego – mas não a ressurreição dos mortos.

A presidente também sabe o que todos sabemos: moradia em área de risco é regra, e não exceção. Ela disse nesta quinta (13) que, quando não se tem política habitacional, quem ganha menos de dois salários mínimos vai morar onde não deve. Ou seja, nós sabemos tudo, só não sabemos evitar.
Eu me preocupo com a mania brasileira do papel. Essa história nós já conhecemos há séculos. No papel, assina-se, faz-se discurso, põe-se no orçamento, e aí está resolvido. É preciso ação. Por que não tem isso em Gramado, na serra gaúcha? E lá chove tanto. Porque a prefeitura não deixa construir em área de risco e fiscaliza até as árvores. Todas as árvores estão cadastradas e sob controle da prefeitura. Gramado fica no Brasil tanto quanto Friburgo. É preciso responder agora quantas mortes poderão ser evitadas com as chuvas no próximo verão. Ou será que a eleição municipal de 2012 vai atrapalhar?
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G1/Bom Dia Brasil

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