quinta-feira, 7 de abril de 2011

O Massacre de Realengo - Prefeito do Rio decreta luto de 7 dias por vítimas de tiroteio em escola

Na manhã de quinta-feira (7), um homem de 24 anos invadiu a escola Tasso da Silveira, em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, e atirou contra vários alunos. A Secretaria Estadual de Saúde confirmou a morte de 11 estudantes. Outras 13 crianças e adolescentes ficaram feridos e foram levados para cinco hospitais. Segundo a polícia, o atirador, identificado como Wellington Menezes de Oliveira, se matou após efetuar os disparos. Policiais encontraram uma carta em que ele avisava que iria se suicidar.

Logo pela manhã sai para trabalhar. Seria um dia como outro qualquer. Saí por volta das sete e quarenta da manhã, pois trabalho perto de minha casa. Abri a loja e iniciei minha jornada diária. Sem saber que enquanto trabalhava calmamente, do outro lado da cidade acontecia uma tragédia sem precedentes e que, com certeza, marcaria para sempre o povo do Rio de Janeiro e do Brasil.

Sempre ouvia noticias assim vindas dos Estados Unidos. Jovens invadindo escolas e atirando contra alunos indefesos. Agora a noticia tinha um toque diferente, agora acontecia no meu país, na minha cidade, em um bairro não tão longe daqui. Os noticiários não paravam: "Homem invade escola e atira contra alunos, contra crianças". Meu Deus, baubuciei de boca aberta sem poder acreditar nas imagens que via pela TV de uma loja vizinha a minha. Meu Deus do céu!

Que loucura! Só posso pensar que seja extrema loucura o que motivou este jovem a cometer ato tão bárbaro e bizarro. Muitos falam de "motivação religiosa" eu prefiro continuar com "loucura" e extrema! Se foi um motivo religioso ele estava sendo muito mal ensinado, pois na sua "carta de perdão" fala de coisas que jamais aconteceriam para alguem que comete um crime tão ediondo como esse, como, depois de morto alguem orar pedindo a Deus perdão pelo que ele fez, para que na vinda de Jesus seja salvo por Ele. Jamais Deus perdoará esse rapaz pelo que fez afinal Deus é bem claro, enquanto há vida há esperança, findando-se a vida não resta nada a não ser juizo. Não adianta pedir perdão para um morto.

Outro indicio de extrema loucura é este rapaz ter mais preocupação com um animal e ter tamanho desprezo pela vida humana. E mais ainda, pela vida de crianças com todo um futuro pela frente, o qual ele ceifou sem lhes dar a minima chance.

Muito triste o acontecido. Que Deus console o coração dos pais que tiveram seus filhos mortos por este louco. Aos pais das vitimas meus sinceros pesares.

Abaixo a "carta" do assassino e as imagens da tragédia:

Na carta encontrada com o atirador que abriu fogo dentro da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na Zona Oeste do Rio, na manhã desta quinta-feira (7), Wellington Menezes de Oliveira fala de questões religiosas e dá indícios de que o ataque foi premeditado, além de pedir perdão pelo crime. Segundo o hospital para onde foram levadas vítimas, 11 crianças morreram e 13 estão feridas, sendo 4 em estado grave.

Wellington Menezes de Oliveira, Foto: Reprodução/TV Globo

Leia a íntegra da carta:

“Primeiramente deverão saber que os impuros não poderão me tocar sem luvas, somente os castos ou os que perderam suas castidades após o casamento e não se envolveram em adultério poderão me tocar sem usar luvas, ou seja, nenhum fornicador ou adúltero poderá ter um contato direto comigo, nem nada que seja impuro poderá tocar em meu sangue, nenhum impuro pode ter contato direto com um virgem sem sua permissão, os que cuidarem de meu sepultamento deverão retirar toda a minha vestimenta, me banhar, me secar e me envolver totalmente despido em um lençol branco que está neste prédio, em uma bolsa que deixei na primeira sala do primeiro andar, após me envolverem neste lençol poderão me colocar em meu caixão. Se possível, quero ser sepultado ao lado da sepultura onde minha mãe dorme. Minha mãe se chama Dicéa Menezes de Oliveira e está sepultada no cemitério Murundu. Preciso de visita de um fiel seguidor de Deus em minha sepultura pelo menos uma vez, preciso que ele ore diante de minha sepultura pedindo o perdão de Deus pelo o que eu fiz rogando para que na sua vinda Jesus me desperte do sono da morte para a vida eterna.”
"Eu deixei uma casa em Sepetiba da qual nenhum familiar precisa, existem instituições pobres, financiadas por pessoas generosas que cuidam de animais abandonados, eu quero que esse espaço onde eu passei meus últimos meses seja doado a uma dessas instituições, pois os animais são seres muito desprezados e precisam muito mais de proteção e carinho do que os seres humanos que possuem a vantagem de poder se comunicar, trabalhar para se alimentarem, por isso, os que se apropriarem de minha casa, eu peço por favor que tenham bom senso e cumpram o meu pedido, por cumprindo o meu pedido, automaticamente estarão cumprindo a vontade dos pais que desejavam passar esse imóvel para meu nome e todos sabem disso, senão cumprirem meu pedido, automaticamente estarão desrespeitando a vontade dos pais, o que prova que vocês não tem nenhuma consideração pelos nossos pais que já dormem, eu acredito que todos vocês tenham alguma consideração pelos nossos pais, provem isso fazendo o que eu pedi."
Reprodução carta atirador (Foto: Reprodução)

A carta deixada pelo atirador Wellington Menezes de Oliveira, que matou 11 estudantes em uma escola de Realengo, zona oeste no Rio de Janeiro, tem inúmeras semelhanças com aquela deixada por Mohammed Atta, o terrorista egípcio que sequestrou um avião e o atirou contra o World Trade Center, em Nova York, em 11 de setembro de 2001. Ambas as cartas possuem orientações típicas de um funeral muçulmano. A irmã de Oliveira disse que o atirador, que era recluso e passava boa parte do dia na internet, fazia menção frequente a temas islâmicos. Em carta, atirador pede perdão a Deus.

O presidente da União Nacional das Entidades Islâmicas do Brasil, Jamel El Bacha, negou nesta quinta-feira (7) que Wellington fosse muçulmano. Veja algumas das semelhanças entre as cartas do terrorista do 11 de Setembro e do atirar do Realengo.

Roupas para o enterro

Na carta de Atta, o terrorista fez recomendações sobre a roupa que deveriam vesti-lo para seu enterro.

- Devem me vestir em roupas novas, não me deixando nas roupas em que morri.

Wellington, por sua vez, pede aos que cuidarem de seu sepultamento que devem “retirar toda a minha vestimenta, me banhar, me secar e me envolver totalmente despido em um lençol branco que está neste prédio”.

Luvas para quem os tocar

Atta disse na carta: “quem lavar meus genitais deve usar luvas, para que eu não seja tocado nessa região”. Já Wellington também pede o uso de luvas para os que o tocarem.

- Somente os castos ou os que perderam suas castidades após o casamento e não se envolveram em adultério poderão me tocar sem usar luvas.

“Pessoas impuras” no funeral

Na carta-testamento, Atta também faz menção à presença de “pessoas impuras” em seu funeral.

- Mulheres grávidas ou pessoas impuras não devem se despedir de mim - eu rejeito isso. Mulheres não devem rezar para que eu alcance o perdão.

Wellington também menciona pessoas “impuras”.

- Nenhum fornicador ou adúltero poderá ter um contato direto comigo, nem nada que seja impuro poderá tocar em meu sangue, nenhum impuro pode ter contato direto com um virgem sem sua permissão.

Repartição dos bens

Atta diz que “os bens que deixo para trás devem ser divididos como mandam as regras islâmicas”.

Wellington também faz recomendações sobre a divisão de uma casa, que lhe pertenceria.

- Eu deixei uma casa em Sepetiba da qual nenhum familiar precisa, existem instituições pobres, financiadas por pessoas generosas que cuidam de animais abandonados, eu quero que esse espaço onde eu passei meus últimos meses seja doado à uma desses instituições.


O ataque





Wellington, de 23 anos, entrou em uma escola municipal nesta manhã, atirou contra alunos em salas de aula lotadas, foi atingido por um policial e se suicidou. O crime foi por volta das 8h30.

Segundo autoridades, Wellington é ex-aluno, como era conhecido na escola, e entrou sob alegação de que iria fazer uma palestra. Seu corpo foi retirado por volta das 12h20, segundo os bombeiros. De acordo com a polícia, Wellington não tinha antecedentes criminais.

A polícia diz que ele portava dois revólveres calibre 38 e equipamento para recarregar rapidamente a arma. Esse tipo de revólver tem capacidade para seis balas. Segundo testemunhas, Wellington baleou duas pessoas ainda do lado de fora da escola e entrou no colégio dizendo que faria uma palestra. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, ele falou com uma professora e seguiu para uma sala de aula. O barulho dos tiros atraiu muitas pessoas para perto da escola.


O sargento Márcio Alves, da Polícia Militar, fazia uma blitz perto da escola e diz foi chamado por um aluno baleado. "Seguimos para a escola. Eu cheguei, já estavam ocorrendo os tiros, e, no segundo andar, eu encontrei o meliante saindo de uma sala. Ele apontou a arma em minha direção, foi baleado, caiu na escada e, em seguida, cometeu suicídio", disse o policial.

A escola foi isolada, e os feridos foram levados para hospitais. Os casos mais graves foram levados para o hospital estadual Albert Schweitzer, que fica no mesmo bairro o colégio.



Sobrevivente conta como foi

Uma das alunas lembra os momentos de terror na unidade. A menina de 12 anos disse que viu o atirador entrar na escola. Ela estava dentro da sala de aula quando ele abriu fogo contra os alunos.
“Ele começou a atirar. Eu me agachei e, quando vi, minha amiga estava atingida. Ele matou minha amiga dentro da minha sala”, conta ela, que afirma que estava no pátio na hora em que o atirador entrou na escola.

“Ele estava bem vestido. Subiu para o segundo andar e eu ouvi dois tiros. Depois, todos os alunos subiram para suas salas. Depois ele subiu para o terceiro andar, onde é a minha sala, entrou e começou a atirar”, completou.
















Um comentário:

  1. fico muito feliz por esse policia ter feito um bom trabalho e ter impedido que esse maluco matasse mas criancas,nao nem palavra e muito triste tudo isso, meus deusssssss

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