quarta-feira, 18 de maio de 2011

Benção para Todas as Famílias da Terra

Por PC@maral

Deus prometeu abençoar todas as famílias da terra através de Abraão. Sabemos que isso não aconteceu na pessoa física de Abraão, o que não quer dizer que o patriarca falhou. Embora Deus tenha tratado individualmente com ele, a promessa era referente à linhagem ou descendência do seu servo, Quanto a mim, eis a minha aliança contigo: serás o pai de muitas nações; E não se chamará mais o teu nome Abrão, mas Abraão será o teu nome; porque por pai de muitas nações te tenho posto; E te farei frutificar grandissimamente, e de ti farei nações, e reis sairão de ti; E estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência depois de ti em suas gerações, por aliança perpétua, para te ser a ti por Deus, e à tua descendência depois de ti. E te darei a ti e à tua descendência depois de ti, a terra de tuas peregrinações, toda a terra de Canaã em perpétua possessão e ser-lhes-ei o seu Deus. Disse mais Deus a Abraão: Tu, porém, guardarás a minha aliança, tu, e a tua descendência depois de ti, nas suas gerações. (Gn 17:4-9). Abraão foi escolhido para ser o patriarca da fé, ou “pai da fé”, da promessa e da tarefa de abençoar todas as famílias da terra pela palavra de Deus. Abraão, como pessoa, não alcançaria todas os povos do mundo; mas como nação, poderia fazê-lo. O problema, todavia, é que a nação de Abraão, Israel, também falhou em cumprir e em levar o conhecimento de Deus a toda a terra.

Entendemos, agora, que uma nação movida somente pela “Lei” não dispunha das armas espirituais necessárias para cumprir esta magnífica tarefa. Jesus ainda não havia trazido a graça; Ele ainda não havia destruído as portas do inferno. Há uma ligação direta entre a magnitude da tarefa conferida a Abraão em Gn 12:3 E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra., E a necessidade da graça e do poder conferidos por Jesus a seus discípulos em Mc 16:17-18 . E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas; Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão. E tudo diz respeito a nós, pois, além de sermos filhos de Abraão na fé, também somos os atuais discípulos de Jesus.

Podemos, aqui, fazer uma analogia com o treinamento de recrutas no exército. Primeiramente, eles recebem treinamento simples e, depois, os mais complicados e difíceis. Um longo tempo de testes e provas de capacitação física e intelectual deve ser concluído, antes que eles possam pegar em armas de verdade. Desde o recrutamento de Abraão até o fornecimento das armas, o povo de Deus passou por um longo treinamento. Agora é tempo de tomar o reino do inimigo através de um trabalho sério de evangelização.

Pensando neste aspecto, podemos dizer que a execução final da tarefa, segundo a mente de Deus, não estava a cargo da pessoa de Abraão, nem da sua descendência física, Israel, mas, sim, da sua descendência espiritual: a amada Igreja, comprada com o próprio Sangue do Senhor , que agora milita em toda a terra, Portanto, é pela fé, para que seja segundo a graça, a fim de que a promessa seja firme a toda a posteridade, não somente à que é da lei, mas também à que é da fé que teve Abraão, o qual é pai de todos nós, (Rm 4:16).


PC@maral

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