segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Google Street View Flagra Marketeiro Herege em Copacabana

Um comentário:
Quando você pensa que já viu de tudo, vem o PC@maral e o Google Street View e dá um flagrante desses em um "renomado" blogueiro herege, encapetado e escarnecedor!
Clique na imagem para ampliar

Essa é uma contribuição do PC@maral Repórter kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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PELA MISÉRIA DE  3 X 9,90


A montagem é do PC@maral e o jabá é do Danilo

Terça-Feira do Milagre Urgente

2 comentários:
Você pode até não acreditar mas... isso é verdade. O folheto e o "óleo da unção" foi conseguido por um irmão de nossa igreja que mora em Austin no Rio de Janeiro. Pelo jeito, Jesus não é lembrado há muito tempo em algumas igrejas.

Abaixo a transcrição do texto do folhetinho
Fure esse saquinho, pegue o algodão com o azeite e toque na sua cabeça. Depois coloque o algodão de volta no saquinho e traga no altar de Deus, pois a equipe do Apóstolo Valdemiro Santiago estará orando por você em Austin.
Este é o saquinho de óleo distribuido na igreja


  E na oportunidade você participárá do PÃO e da ÁGUA.

Servireis ao SENHOR, vosso Deus, e ele abençoará o vosso pão e a vossa água; e tirará do vosso meio as enfermidades. (Êxodo 23:25)

MISERICREDO! E o povo ainda vai atrás dessas coisas. Depois ficam reclamando da vida!

domingo, 30 de janeiro de 2011

Jesus Cristo é Aquele que Pastoreia

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Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim, assim como o Pai me conhece a mim, e eu conheço o Pai (Jo 10:14-15a).

Era uma das vocações mais simples de toda a Palestina, e por sinal, uma das mais antigas também. Havia um ditado popular, que a incluía na lista de profissões que um judeu não devia ensinar a seu filho [ROPS, Henri Daniel. A vida diária nos tempos de Jesus. São Paulo: Vida Nova, 1986 Pág. 150]. Não era fácil trabalhar nessa área. Calor de dia, frio de noite, além das noites e noites sem dormir (Gn 31:40). Em termos monetários, o salário era quase inexpressivo [AZEVEDO, Irland de. Imagens bíblicas do ministério pastoral. São Paulo: Vida, 2004 Pág. 119]. As casas em que eles moravam eram frágeis (cf. Is 38:11). As roupas, muito simples. O trabalho perigoso (I Sm 17:34-36). Apesar de tudo isso, quando falava de si mesmo, a figura predileta de Jesus não era a de um rei, de um general, mas a de um trabalhador dessa profissão: Eu sou o bom pastor (Jo 10:11), disse ele. O que isso nos ensina? Vejamos.

I – OLHANDO PARA JESUS

A figura do pastor, com certeza, está entre as favoritas de Jesus. Ela aparece quase cinquenta vezes em toda a Bíblia e, na maioria das vezes, referindo-se a ele. Só no capítulo 10 de João, que se desenvolveu a partir do confronto de Jesus com os líderes judeus (Jo 9), encontramos seis referências à palavra “pastor”. O cego de nascença, que foi curado por Jesus, esperou em vão o cuidado pastoral dos seus líderes. Na verdade, eles o expulsaram do rebanho (Jo 9:34). Porém, depois disso, ele encontrou em Jesus “um pastor de verdade” [BRUCE, F. F. João: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova e Mundo Cristão, 1987 Pág. 194]. Neste estudo, baseado na metáfora pastor-ovelha, iremos meditar em quatro características do ministério de Jesus.

1. Um ministério orientador: Jesus conta um enigma sobre o ministério pastoral (Jo 10:6). Ele é o personagem principal: O pastor das ovelhas (Jo 10:2). Jesus utiliza-se da metáfora pastor-ovelha para ressaltar algumas características importantes do seu ministério. Logo de cara, enxergamos a primeira: a orientação. Veja o que diz o texto: E quando tira para fora as suas ovelhas, vai adiante delas, e elas o seguem (Jo 10:4). Observe a expressão “ir adiante” das ovelhas. Esse é um detalhe importante. As ovelhas não podem caminhar sozinhas. Falta-lhes senso de direção. Uma ovelha tem que seguir alguém [AZEVEDO, Irland de. Imagens bíblicas do ministério pastoral. São Paulo: Vida, 2004 Pág. 126]. A alguns metros do caminho certo, são incapazes de encontrá-lo. Se não houver um pastor que as oriente, as ovelhas tendem a perambular perto dos rios; o que é muito perigoso, visto que sua lã se molha, pesa, e elas podem se afogar [LUCADO, Max. Deus chegou mais perto. São Paulo: Vida Cristã, 1998 pág. 47]. Ter um pastor para orientá-las é extremamente importante para preservar-lhes a vida e deixá-las sempre no caminho certo. É por isso que as ovelhas são talentosíssimas para discernir a voz do seu pastor: ...ouvem a sua voz (...) conhecem a sua voz (Jo 10:3-4). Jesus é apresentado no texto como aquele que vai adiante. Aquele homem que foi rejeitado pelos seus líderes (Jo 9:35) não ficaria sem rumo! Jesus estava ali: Ele orienta! Quem o segue, acerta o caminho.

2. Um ministério cuidador: Quando Jesus lhes falou este enigma, eles não entenderam o que era que ele lhes dizia (Jo 10:6b). Jesus começa a explicar de modo mais claro, e, na sua explicação, encontramos a segunda característica do ministério “pastoral” de Jesus: o cuidado. Dois pontos podem ser ressaltados. Primeiro, o cuidado protetor de Jesus. Leia com atenção o versículo 9a: Eu sou a porta; todo aquele que entrar por mim, salvar-se-á (Jo 10). Outra figura entre em cena aqui: A porta. Jesus é a porta do aprisco. Todo aquele que entra por ele salvar-se-á. O verbo “salvar” significa “livrar de perigo e entregar em segurança” [WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico expositivo: NT, vl. I. Santo André, SP: Geográfica, 2006 pág. 424]. Jesus estava mostrando que cuida da segurança das suas ovelhas. Ele as protege. Um segundo ponto que pode ser ressaltado diz respeito ao cuidado provedor de Jesus. O texto conclui: Eu sou a porta. Quem entrar por mim (...) poderá entrar e sair e achará comida (Jo 10:9b – NTLH). Para uma ovelha dormir, tudo precisa estar na mais perfeita ordem, inclusive, o estômago tem de estar cheio. Como não podem encontrar comida, as ovelhas precisam de ajuda. Era o pastor que cuidava da alimentação do rebanho [LUCADO, Max. Deus chegou mais perto. São Paulo: Vida Cristã, 1998 pág. 27]. Eles davam o melhor de si para encontrarem a erva mais fresca, pastos ricos em nutrientes, água limpa, etc. Assim é Jesus, nosso pastor. Podemos esperar confiantes por sua proteção e provisão.

3. Um ministério sacrificial: Continuando a analisar essa metáfora rica em significados, descobrimos uma terceira característica do ministério “pastoral” de Jesus: a sacrifical. Veja o versículo 11: Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas (Jo 10). Jesus está mostrando que o “bom” pastor não é aquele que se preocupa primeiramente com o seu bem-estar, mas o que se preocupa com o bem-estar das suas ovelhas. Esse até arrisca a sua vida para salvá-las. Os pastores da palestina, de fato, colocavam a vida das ovelhas acima da sua [YOUSSEF, Michael. O estilo de liderança de Jesus. Belo Horizonte: Betânia, 1987 pág.32]. O mercenário, não. Este cuida das ovelhas com outros fins. Quando o lobo vem, deixa as ovelhas e foge (Jo 10:12). Não perca de vista que Jesus está falando com os fariseus, com os líderes da religião judaica. Eles só pensavam nos seus próprios interesses. Ao dizer: Eu sou o bom pastor, Jesus estava enfatizando sua excelência como tal e contrastando- se com os falsos pastores daquela época. Jesus já os havia chamado de “ladrões e salteadores” (Jo 10:1, 10) e, no versículo 11, os descreve como “mercenários”. Eles não tinham interesse real nas ovelhas (Jo 10:13 – BV). Jesus, sim! Ele morreu por elas. Deu sua vida, espontaneamente (Jo 10:18). Jesus, o verdadeiro pastor, não somente cuida das ovelhas, mas comprou-as com seu precioso sangue (I Pe 1:19-20). Seu pastoreio é sacrificial.

4. Um ministério relacional: Veja o que diz o versículo 14 de João capítulo 10: Eu sou o bom pastor, eu conheço as minhas ovelhas. Neste versículo, nós descobrimos a quarta característica do ministério de Jesus: A relacional. O termo “conhecer”, no Evangelho de João, não está ligado a conhecimento intelectual. O significado é bem mais abrangente. Refere-se a relacionamento íntimo entre Deus e seu povo [WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico expositivo: NT, vl. I. Santo André, SP: Geográfica, 2006 pág. 425]. É conhecer no sentido de relacionar-se, conviver, sentir. É justamente esse o sentido que tem a palavra “conhecer”, empregada por Jesus em João capítulo 10, versículo 14. O pastor, na palestina, levava os seus rebanhos para as pastagens e ficava o dia inteiro com eles, e, às vezes, até a noite. Os rebanhos do oriente, em geral, não eram grandes demais, e o pastor conhecia cada ovelha, individualmente. Entretanto, havia rebanhos que consistiam de milhares e até de dezenas de milhares desses animais. Nestes, as ovelhas que ficavam mais próximas do pastor tinham, cada uma, o seu nome dado por ele, e recebiam cuidados especiais [DAVIS, John D. Dicionário da Bíblia. Rio de Janeiro: JUERP, 1987 pág. 447]. Os pastores amavam as suas ovelhas e estas correspondiam ao seu amor [ROPS, Henri Daniel. A vida diária nos tempos de Jesus. São Paulo: Vida Nova, 1986 pág. 151]. Assim é Jesus: ele conhece, convive, ama as suas ovelhas. Seu ministério é relacional. Os fariseus não se importaram nem um pouco com aquele cego que fora curado. Enquanto os fariseus o “expulsaram”, Jesus o “acolheu” (Jo 9:35-38) e mostrou que muitas outras ovelhas ainda seriam agregadas (Jo 10:16). Quando ele terminou de dizer estas palavras, os judeus se dividiram novamente em suas opiniões a respeito dele: Muitos diziam: Está possuído por um demônio (...). Mas outros diziam: Estas palavras não são de um endemoninhado. Pode um endemoninhado abrir os olhos dos cegos? (Jo 10:20-21). Esse último grupo tinha razão; eles não estavam diante de um endemoninhado, mas diante de um pastor, “o verdadeiro pastor”.

II – OLHANDO PARA NÓS

1. Você está desorientado? Conte com a direção de Jesus, seu pastor - Precisa tomar uma decisão que pode mudar radicalmente a sua vida? A vida é assim mesmo. Hora ou outra nos deparamos com algumas decisões inquietantes. Uma nova proposta de trabalho, uma mudança inesperada, a futura profissão, o futuro esposo, a futura esposa. Dependendo do que for decidido, as coisas podem melhorar ou piorar. Para acertar mais e errar menos, lembre-se sempre de Jesus, o seu pastor. Ore, peça-lhe sabedoria para acertar na escolha. Estude sua palavra, familiarize-se com a sua vontade, seu jeito de decidir as coisas. Deixe-o andando na frente (Jo 10:4); Siga-o com submissão. Assim, você nunca estará desorientado.

2. Você está preocupado? Conte com o cuidado de Jesus, seu pastor - Está preocupado com o dia de amanhã? O que comer, o que beber, o que vestir? Como pagar a faculdade do filho? E se o emprego faltar? E se a doença chegar? Tranquilize-se! Seu pastor é cuidadoso: Todo aquele que entrar por mim, entrará, sairá e achará pastagens. O ladrão [O “ladrão” é uma indicação aos fariseus, cf. Jo 9:35-41; 10:20-21 (HENDRIKSEN, William. Comentário do Novo Testamento: O Evangelho de João. São Paulo: Editora Cristã, 2004 pág. 461)], só vem para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância (Jo 10:10). Diante dos ataques dos lobos ou em meio a pastos verdejantes, o cuidado de Jesus, o nosso pastor, é certo! As minhas ovelhas(...) eu as conheço (Jo 10:27). Não andemos ansiosos (Mt 6:25); lancemos sobre ele toda a nossa ansiedade, porque ele tem cuidado de nós (I Pe 5:7)!

3. Você está desamparado? Conte com a proteção de Jesus, seu pastor - Enquanto as ovelhas estavam dentro do aprisco, os muros as protegiam. Mas, depois que elas saíam de lá, a sua única proteção era o pastor. Hienas, chacais, lobos e até ursos surgiam com frequência, não sendo incomum a luta entre o pastor e uma fera selvagem [ROPS, Henri Daniel. A vida diária nos tempos de Jesus. São Paulo: Vida Nova, 1986 pág. 150]. Você já se sentiu desamparado alguma vez? Sem proteção? Alguma vez já teve a impressão de estar sozinho, de que ninguém se importa com você, de que ninguém o pode ajudar? Se esse sentimento quiser ganhar lugar no seu coração, lembre-se de Jesus, o seu pastor (Jo 10:14). Ele está com você todos os dias (Mt 28:20). Com ele ao seu lado, tudo termina bem: As minhas ovelhas (...) ninguém poderá arrebatá-las da minha mão (Jo 10:27a, 28b).

CONCLUSÃO

A figura do pastor não combina com a figura do mercenário. Existe uma incompatibilidade entre elas, uma barreira intransponível. O pastor guia, protege, alimenta, cuida das ovelhas. O mercenário se aproveita, explora, rouba, dispersa as ovelhas. O pastor enfrenta o perigo; o mercenário foge do perigo. O pastor se preocupa com as ovelhas; o mercenário se preocupa consigo mesmo. Jesus é o nosso pastor, ele não é mercenário. Quando estivermos desorientados, desamparados e necessitados, podemos contar com a sua direção, seu cuidado e sua presença. É encorajador saber disso!
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DEC – PC@maral

sábado, 29 de janeiro de 2011

Igreja Presbiteriana do Brasil jogou a água e agora passa o rodo!

2 comentários:

Depois que o supremo concilio da IPB determinou que a Universal, Mundial e Internacional, entre outros cassinos intergaláticos são seitas, não igrejas cristãs, a IPB começa a passar o rodo  na pajelança nacional que contamina a IPB, inclusive. Demorou. MUITO:

O uso da dança na liturgia do culto e a consagração de apóstolos estão proibidos na Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB). É o que decidiu o Supremo Concílio no final do ano de 2010.

As discussões giraram em torno do culto público e seus elementos. Os líderes debateram a celebração do culto de ação de graças nos cultos dominicais. “A decisão do Supremo Concílio foi não proibir as ações de graças como parte do culto no dia do Senhor, e que o culto deve ter Deus como centro. Ou seja, declarou que as ações de graças fazem parte do culto a Deus, como está na Confissão de Fé da IPB (Westminster) e que o culto não deve virar culto à personalidade, mas Deus é sempre o centro do mesmo”, divulgou o reverendo Augusto Nicodemos em seu blog.

A dança e a nomeação de apóstolos continua proibida. Segundo o Concílio Supremo, na Bíblia, a dança e a coreografia não fazem parte do culto público, por isso, devem ser excluídas da liturgia. Quanto aos apóstolos, a resposta foi de que só são reconhecidos como tais, os Doze Apóstolos de Jesus e Paulo.

Já os cultos de gratidão a Deus aos domingos a noite são permitidos. A decisão é de que todos os cultos devem ter Deus como o centro e que a gratidão a Ele deve estar sempre presente nos domingos.

Ainda foram discutidas questões acerca da comemoração do natal, de práticas neopuritanas e de cantatas com representações teatrais. Segundo o Supremo Concílio, é importante discutir tais detalhes por conta da invasão de novos elementos trazidos pelo neopentecostalismo.

Com informaões da ADIBERJ

Fonte: Genizah

A árvore e as quatro estações

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Por Vanessa Pozati

Um homem morava no deserto e tinha quatro filhos. Querendo que seus filhos aprendessem a valiosa lição da não precipitação nos julgamentos, os enviou para uma terra um onde tinha muitas árvores. Mas ele os enviou em diferentes épocas do ano. O primeiro filho foi no inverno, o segundo na primavera, o terceiro no verão e o mais novo foi no outono.

Quando o último deles voltou, o pai os reuniu e pediu que relatassem o que tinham visto. O primeiro filho disse que as árvores eram feias, meio curvadas, sem nenhum atrativo. O segundo filho discordou e disse que na verdade as árvores eram muito verdes e cheias de brotinhos, parecendo ter um bom futuro. O terceiro filho disse que eles estavam errados, porque elas estavam repletas de flores, com um aroma incrível e uma aparência maravilhosa! Já o mais novo discordou de todos e disse que as árvores estavam tão cheias de frutos que até se curvava com o peso, passando a imagem de algo cheio de vida e substância.

Aquele pai então explicou aos seus filhos adolescentes que todos eles estavam certos. Na verdade eles viram as mesmas árvores em diferentes estações daquele mesmo ano. Ele disse que não se pode julgar uma árvore ou pessoas por apenas uma estação ou uma fase de sua vida. Ele explicou que a essência do que elas são, a alegria, o prazer, o amor, mas também as fases aparentemente ruins que vem daquela vida, só podem ser medidas no final da jornada quando todas as estações forem concluídas.

Se você desistir quando chegar o inverno, você vai perder as promessas da primavera, a beleza do verão e a plenitude do outono. Não permita que dor de apenas uma “estação” destrua a alegria de todas as outras. Não julgue a vida por apenas uma fase. Persevere através dos caminhos dificultosos e épocas melhores virão com certeza!

Fonte: Duas Asas copartilhado no PCamaral

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Na Espanha, crise estimula criação de rede social para desempregados

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Abalada pela crise econômica européia, foi lançada na Espanha a Parobook, paródia do Facebook que abriga desempregados



Abalada pela crise econômica européia, foi lançada na Espanha, no início da semana, a rede social Parobook, paródia do Facebook, que abriga desempregados.

No site estão os desempregados que procuram compartilhar suas experiências e fazer contatos, ou simplesmente pessoas e empresas querendo repassar oportunidades de emprego.

A utilização da página é gratuita e os criadores já anunciaram o aperfeiçoamento do site, que ainda está na versão beta.

O Parobook tem 100 mil visitas diárias e, a cada minuto, sete novos usuários são cadastrados.

EU PERGUNTO: É MOLE?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!

Indicados do Oscar 2011 - versão LEGO

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Artista recria com LEGO algumas cenas dos indicados a melhor filme do Oscar 2011. O resultado você confere abaixo


Fã de cinema, o artista Alex Eylar recriou algumas cenas famosas dos indicados a melhor filme do Oscar 2011 com bonequinhos de LEGO. O site Forever Geek publicou as fotos e, apesar de no Brasil alguns filmes ainda não terem chegado nos cinemas, abaixo você confere os títulos e as fotos das recriações de cada um deles.



The Social Network (A Rede Social)
The King’s Speech (O Discurso do Rei)
The Kids Are Right (Minhas Mães e Meu Pai)
True Grit (Bravura Indômita)
127 Hours (127 Horas)
Toy Story 3
Inception (A Origem)
Winter’s Bone (Inverno da Alma)
Black Swan (Cisne Negro)
The Fighter (O Vencedor)

Fonte: Olhar Digital

Pessoas nascidas entre 1980 e 2000 não são muito interessadas em religião, aponta estudo

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A geração Millennium, aqueles nascidos entre 1980 e 2000, não são anti-cristãos ou anti-religião, mas eles, em geral, apenas não estão interessados em religião, afirma um novo livro baseado em uma pesquisa sobre os membros dessa geração.

Uma atitude apática em relação às questões religiosas e espirituais é comum entre os membros desta geração, de acordo com A geração Millennium por Thom Rainer, presidente e CEO da LifeWay Christian Research, e Jess, seu filho, um Millennium nascido em 1985. Os membros desta geração tendem a se importar menos com as questões espirituais do que as gerações anteriores, escreveram os Rainers.

Quase dois terços (65 por cento) desta geração nunca ou raramente frequentam cultos religiosos, de acordo com a pesquisa realizada pela LifeWay em 1.200 da geração Millennium. E a questão espiritual foi classificada em sexto lugar, abaixo de amigos e educação, em uma lista baseada em uma pergunta sobre o que é importante para os entrevistados.
“Os [Baby]boomers começaram o declínio [em se preocupar com a religião], logo após a geração Builder. Depois veio a Geração X, onde voltou a diminuir. E a geração Millennium está muito menos (religiosa),” explicou Thom Rainer ao The Christian Post.
Rainer sugeriu que a Igreja tem se tornado menos eficiente no alcance da geração Millennium, porque os membros deste grupo tendem a ser uma geração muito compromissada e vêem mais do que acontece nas Igrejas, com baixo compromisso que eles não estão interessados. Outra possível razão é que três quartos dos milênios vêm de um histórico sem Igreja, o que significa que eles não têm nenhuma base para a fé cristã.
“Eles não são anti-religiosos ou anti-cristãos, mas eles tendem a ser totalmente ambivalentes em relação a algo religioso ou cristão,” disse ele.
Livros relacionados: The Millennials (A geração Millennium): Conectando-se à maior geração de América (Hardback)

A pesquisa também descobriu que os Millenniums são “uma geração confusa espiritualmente.” Embora 65 por cento desta geração se descrevam como Cristãos – notavelmente, muitos deles não sabem ou não praticam os ensinamentos básicos da fé – apenas 26 por cento dizem acreditar que eles vão para o céu quando morrer, porque eles aceitaram Cristo como seu salvador.

Os Milenniums estão confusos sobre quem é Jesus. Eles estavam divididos se Jesus era o único caminho para salvação e se ele não tinha pecado. “Em resumo, podemos dizer que o desafio da Igreja não é a superação de uma atitude contraditória da geração Milennium. O verdadeiro desafio é superar a apatia,” dizem os Rainers no livro. “O Cristianismo não é a crença da grande maioria desta geração. E eles acreditam que a Igreja americana seja uma das instituições menos relevantes na sociedade.”

Um percentual espantoso de 70 por cento da geração Milennium concorda que as Igrejas americanas de hoje são irrelevantes. Mas os Rainers estão otimistas sobre o futuro do Cristianismo na América, porque eles acreditam que os 15 por cento da geração Milennium que são os verdadeiros Cristãos, com base em seu estudo, pode ter o maior nível de compromisso cristão de qualquer geração na história dos Estados Unidos.

Katie Davis, por exemplo, mudou-se para Uganda, inicialmente, para ensinar crianças em um orfanato aos 19 anos. Mas ela já começou um ministério onde patrocinadores americanos ajudam e dão suporte à educação e à alimentação das crianças pobres no país. Ela também adotou 14 crianças de Uganda quando tinha 21 anos.
“[A] mentalidade de Katie Davis é difundida entre os Cristãos da geração Milennium. E apesar da população cristã desta geração talvez não seja superior a 15 por cento, estes jovens podem muito bem virar o mundo de cabeça para baixo com os seus compromissos e suas causas.”
Os Rainers declararam que a maioria da geração Milennium vê as Igrejas como “um negócio” e centrado internamente, o que desaninma. Os membros desta geração estão procurando Igrejas radicais que se dedicam a viver a vida dos discípulos no primeiro século.
“A geração Milennium não pergunta o que a comunidade pode fazer para a Igreja, eles perguntam o que podem fazer para a comunidade,” sublinham os autores. “Os cristãos da geração Milennium procuram estar o mais perto possível do Cristianismo do Novo Testamento.”
Em outros resultados, geração Milennium não está tão ambientalmente orientada como se pensava anteriormente, pois eles têm uma relação surpreendentemente estreita com seus pais, eles respeitam as pessoas mais velhas, e que consideram a família a coisa mais importante em suas vidas.
***

Fonte: Dica do @JeppoMusic por email

Quando foi que nos transformamos neste bando de bostas?

Um comentário:

Cenário 1: João não fica quieto na sala de aula. Interrompe e perturba os colegas.
Ano 1959: É mandado à sala da diretoria, fica parado esperando 1 hora, vem o diretor, lhe dá uma bronca descomunal e volta tranquilo à classe.
Ano 2010: É mandado ao departamento de psiquiatria, o diagnosticam como hiperativo, com trastornos de ansiedade e déficit de atenção em ADD, o psiquiatra lhe receita Rivotril. Se transforma num Zumbi. Os pais reivindicam uma subvenção por ter um filho incapaz.

Cenário 2: Luis quebra o farol de um carro no seu bairro.
Ano 1959: Seu pai tira a cinta e lhe aplica umas sonoras bordoadas no traseiro… A Luis nem lhe passa pela cabeça fazer outra nova “cagada”, cresce normalmente, vai à universidade e se transforma num profissional de sucesso.
Ano 2010: Prendem o pai de Luis por maus tratos. O condenam a 5 anos de reclusão e, por 15 anos deve abster-se de ver seu filho. Sem o guia de uma figura paterna, Luis se volta para a droga, delinque e fica preso num presídio especial para adolescentes.

Cenário 3: José cai enquanto corria no patio do colégio, machuca o joelho. Sua professora Maria, o encontra chorando e o abraça para confortá-lo…
Ano 1959: Rapidamente, João se sente melhor e continua brincando.
Ano 2010: A professora Maria é acusada de abuso sexual, condenada a três anos de reclusão. José passa cinco anos de terapia em terapia. Seus pais processam o colégio por negligência e a professora por danos psicológicos, ganhando os dois juízos. Maria renuncia à docência, entra em aguda depressão e se suicida…

Cenário 4: Disciplina escolar
Ano 1959: Fazíamos bagunça na classe… O professor nos dava uma boa “mijada” e/ou encaminhava para a direção; chegando em casa, nosso velho nos castigava sem piedade.
Ano 2010: Fazemos bagunça na classe. O professor nos pede desculpas por repreender-nos e fica com a culpa por fazê-lo . Nosso velho vai até o colégio se queixar do docente e para consolá-lo compra uma moto para o filhinho.

Cenário 5: Horário de Verão.
Ano 1959: Chega o dia de mudança de horário de inverno para horário de verão. Não acontece nada.
Ano 2010: Chega o dia de mudança de horário de inverno para horário de verão. A gente sofre transtornos de sono, depressão, falta de apetite, nas mulheres aparece celulite.

Cenario 6: Fim das férias.
Ano 1959: Depois de passar férias com toda a família enfiada num Gordini, após 15 dias de sol na praia, hora de voltar. No dia seguinte se trabalha e tudo bem.
Ano 2010: Depois de voltar de Cancún, numa viagem ‘all inclusive’, terminam as férias e a gente sofre da síndrome do abandono, pânico, attack e seborréia…

Pergunto eu …

QUANDO FOI QUE NOS TRANSFORMAMOS NESTE BANDO DE BOSTAS?
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Fonte: Vi no PAVABLOG -- Flavinho, no Mundo in Flavio.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Código de Hamurabi

Um comentário:

Por Juliano Pozati

Quem tem a oportunidade de visitar o Museu do Louvre, em Paris, vai encontrar por lá uma peça bastante interessante: O Código de Hamurabi. Um dos mais antigos conjuntos de leis escritas já encontrados, e um dos exemplos mais bem preservados deste tipo de documento da antiga Mesopotâmia. Segundo os cálculos, estima-se que tenha sido elaborado pelo rei Hamurabi por volta de 1700 a.C.. Foi encontrado por uma expedição francesa em 1901 na região da antiga Mesopotâmia correspondente a cidade de Susa, atual Irã. (Wikipedia) Eu estive por lá, e dou minha versão: É uma pedrona preta, cheia de ícones talhados. (risos)


É um monumento monólito talhado em rocha de diorito, sobre o qual se dispõem 46 colunas de escrita cuneiforme acádica, com 282 leis em 3600 linhas. A numeração vai até 282, mas a cláusula 13 foi excluída por superstições da época. A peça tem 2,5 m de altura, 1,60 metro de circunferência na parte superior e 1,90 na base.[1]

Na parte superior do monólito, em alto relevo, Hamurabi é mostrado em frente ao trono do rei Sol Shamash (Deus dos Oráculos), recebendo dele as leis. Logo abaixo estão escritos, em caracteres cuneiformes acadianos, os artigos regulando a vida cotidiana. (Wikipedia)

Duas coisas curiosas sobre ele: o código ficava numa câmara – como se fosse uma capela. Quando as pessoas na Babilônia queriam buscar sabedoria, entravam nessa câmara e ficavam lendo e meditando o código. Outra curiosidade das leis e regras registradas no código é que ele é um dos primeiros registros escritos da lei de talião(do latim lex talionis: lex: lei e talis: tal, aparelho que reflete tudo), também dita pena de talião, que consiste na reciprocidade do crime e da pena — apropriadamente chamada retaliação. Esta lei ficou bem conhecida pela máxima olho por olho, dente por dente.

Nós que crescemos com o padre/pastor falando que Jesus nos manda amar nossos inimigos e oferecer a outra face, deixamos passar um detalhe interessante aqui.

Quando essa lei de talião foi criada, a prática de retaliação era brutal. Se um cara matasse o irmão do outro, este outro juntava mais cinco, matava o cara, sua mulher, filhos, punha fogo na casa dele e roubava o resto. A coisa era bárbara. Neste contexto, a Lei de Talião foi um grande avanço moral. Se o sujeito de cortou um braço, corta o braço dele e ponto. Deixa mulher, mãe, periquito e papagaio fora dessa. O cara matou sua mulher, mata a mulher dele. Era justo e ponto final. (Hum, me peguei pensando em estupradores… – bom, deixa isso pra depois.)

Agora um outro detalhe: o código apareceu 1700 anos antes de Cristo, a na sua época representou uma revolução. Daí vem Jesus.

Jesus não quer falar só do que é justo ou não. Jesus fala do que é pleno. Do que pode transformar. O sujeito te bateu? O justo seria devolver a bofetada. O pleno é oferecer a outa face.

O problema da retaliação espelhada é que o mal nunca cessa. Eu lembro que quando éramos crianças minha mãe ensinou pro meu irmão uma versão adaptada da lei de Talião. Era simples: nunca comece uma briga, mas se alguém te bater, desconte na mesma medida. Só que o tiro saiu pela culatra. Meu irmão virou uma máquina automática de retaliar. Eu não podia esbarrar sem querer nele (juro que era sem querer), que ele disfarçadamente devolvia o esbarrão. Eu eu devolvia outro, afinal o primeiro fora sem querer, e numa fração de segundos estávamos rolando na porrada.

Porque descontar/revidar gera um ciclo vicioso. A proposta revolucionária de Jesus é interromper o ciclo com amor. É um xeque-mate surpresa. Se alguém te faz um mal ele espera reação. Se você surpreende com o amor e oferece a outra face, o amor constrange o ato inicial. O amor é um basta.

Meu, cá pra nós, o Cara é Mestre mesmo. Agora, levou 1700 anos para a humanidade captar o Código de Hamurabi. Nós já estamos com quase 2000 anos de cristianismo. Quanto tempo será que ainda falta pra gente entender o basta do amor?
***

Texto de autoria de Julino Pozati | Compartilhado no PCamaral

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Ilusão de Ótica [1]

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Não, não tem truque nenhum! Essas imagens é que são mesmo muito doidas. São ilusões de ótica. Fixe bem o olho nas imagens que, de repente, tudo começa a rodar...


Gostou? Amanhâ tem mais! Fiquei tonto....

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Jesus Cristo é Aquele que Ampara

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Ouvindo Jesus que o tinham expulsado, encontrando-o, lhe perguntou: Crês tu no Filho do Homem? (Jo 9:35)



Não é surpreendente encontrarmos pessoas em total desamparo, pelas ruas de nossas cidades. Principalmente nas metrópoles, há um grande número de indivíduos com problemas físicos ou psiquiátricos, que não desfrutam de qualquer cuidado por parte de instituições públicas, ONGs, igrejas ou de familiares. Mas o surpreendente é encontrarmos indivíduos em completo abandono, dentro das igrejas. São pessoas que vivem em total isolamento, quer sejam deficientes físicos, quer sejam pessoas que se achegam à igreja com alguma conduta moral questionável. Infelizmente, ainda há preconceito, por parte de quem se acha numa situação mais confortável.

No capítulo 9 do Evangelho de João, aprendemos com Jesus como devemos tratar os indefesos, os inválidos, os rejeitados e os excluídos.

I – OLHANDO PARA JESUS

Enquanto caminhava pelas ruas de Jerusalém, Jesus viu um homem cego de nascença, [Preferimos adotar o mesmo termo utilizado no texto bíblico, em lugar de “deficiente visual”], pedindo esmolas. Os discípulos quiseram saber quem seria o culpado por aquela situação: Mestre, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? (Jo 9:2). Jesus, porém, viu, naquele homem, uma razão para que Deus fosse glorificado: Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi para que se manifestem nele as obras de Deus (v. 3). Ao contrário dos discípulos, Jesus foi sensível o bastante para perceber que ali estava alguém que precisava de amparo, não de julgamento. É essa atitude acolhedora do Senhor que iremos analisar a partir de agora.

1. Jesus ampara os socialmente indefesos: Se, nos dias atuais, uma deficiência física deixa um ser humano indefeso, nos tempos de Jesus, na região da Palestina, o problema era bem maior: não havia proteção alguma, por parte do poder público ou da sociedade em geral, aos portadores de deficiência física. Os cegos, os surdos ou os paralíticos que não tinham família com bons recursos financeiros eram condenados a implorar sempre pelo favor alheio para sobreviver. Para esses, não havia perspectiva alguma de dias melhores. Antes de Jesus se manifestar em carne, não havia quem se interessasse pela dignidade dessas pessoas. O homem do relato de João nove, descrito como cego de nascença vivia nessas condições. Além de nunca ter visto, não conhecia amparo algum por parte da sociedade. Vivia, dia após dia, assentado, pedindo esmolas (v. 8). Uma moeda ou outra era tudo que recebia, nada mais que isso. Ninguém procurava saber como ele se sentia, se tinha o que comer ou onde dormir. Nem seu nome era conhecido. Porém, sua situação não foi mais a mesma, depois que Jesus o viu. O texto bíblico diz que o Senhor não apenas o viu, mas decidiu devolver àquele homem a dignidade e o respeito que lhe haviam sido negados pela sociedade (vv. 1-7).

2. Jesus ampara os fisicamente inválidos: A deficiência visual [Aqui, estamos nos referindo à deficiência visual em seu grau máximo, conhecida como cegueira] não apenas impede seu portador de ver a luz, contemplar paisagens belas, discernir cores, ver as pessoas, distinguir gestos e olhares, mas o torna incapaz para muitas atividades. Aquele homem, desde que nascera, fora condenado a ser inútil. Certamente, ele possuía talentos que sequer foram descobertos, porque não lhe foram dadas as oportunidades necessárias para que desenvolvesse suas habilidades, percebesse seu valor e desfrutasse de algum reconhecimento. Para os outros e para si próprio, ele não passava de um inválido. Essa condição era humilhante; fazia-o sentir-se inferior às pessoas normais, que podiam trabalhar para se sustentar. Nesse sentido, a atitude de Jesus de fazer lodo com a saliva e aplicar aos olhos do cego foi fundamental (vv. 6-7). Ao usar a própria saliva, Jesus estava doando algo de si mesmo, de seu corpo àquela pessoa e deixando claro que se importa com a integridade física do ser humano. O Senhor sabia o quanto a cegueira machucava a auto-estima daquele homem. Por isso, teve grande prazer em restaurá-lo fisicamente.

3. Jesus ampara os afetivamente rejeitados: Não há rejeição maior para o ser humano do que a dos próprios pais. O texto de João nove, versículos 18 a 23, mostra que o homem curado por Jesus não desfrutava do amor de seus pais, pois estes, ao serem interrogados pelos líderes judeus, não lhe demonstraram afeto. Cuidaram de preservar a si mesmos. Para eles, parecia não importar que seu filho fosse expulso da sinagoga, contanto que eles não o fossem. Por isso, disseram: Ele idade tem, interrogai-o (v.23). O peso dessas palavras é de rejeição. Aqueles pais foram incapazes de se arriscar por seu próprio filho. Tudo indica que sabiam como havia sido curado, mas o deixaram à mercê dos fariseus. A covardia foi maior que o amor materno e paterno (v 22). Além disso, aquele homem não pôde contar com qualquer manifestação de compaixão por parte de seus líderes religiosos, que o expulsaram da sinagoga. Jesus não se conteve, ao saber dessas coisas: Foi ao encontro do ex-cego e se revelou a ele (vv. 35-38). Jesus deu àquele homem o acolhimento e o amor que lhe haviam sido negados pelos próprios pais.

4. Jesus ampara os espiritualmente excluídos: Além do desamparo social e familiar, aquele homem tinha de lidar com o desamparo espiritual. Para ele, só havia sentença de condenação, pois, aos olhos de sua comunidade espiritual, uma pessoa que nascia com alguma deficiência estava debaixo de maldição, por seus próprios pecados ou pelos de seus pais. Foi essa a razão de os discípulos perguntarem a Jesus: Mestre, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? (v. 2). A resposta do Senhor corrigiu aquele preconceito e mostrou, não a causa, mas o propósito daquela deficiência: Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi para que se manifestem nele as obras de Deus (v. 3). A cura foi a confirmação do acolhimento espiritual que o Senhor lhe deu (v. 6). Mas o problema da exclusão espiritual ainda não estava definitivamente resolvido. Por ter se mantido firme em seu testemunho a respeito de Jesus (vv. 15-17,25-33), o ex-cego foi banido da sinagoga, o lugar onde deveria sentir-se acolhido. Para um judeu, não havia coisa pior. Aquele homem estava desamparado de sua comunidade espiritual. Aos olhos dos demais judeus, ele estava perdido, desvinculado de Deus. Mas Jesus não pensava assim. Ao encontrar-se com o homem, o Senhor lhe ofereceu amparo afetivo e espiritual. Ele creu em Jesus e passou a fazer parte da família de Deus. Ao restaurar a visão daquele homem num sábado, Jesus não quis simplesmente fazer um prodígio ou causar polêmica. O Senhor quis mostrar que veio para restaurar o ser humano em todas as suas dimensões. Em Jesus, aquele que fora cego de nascença teve sua dignidade restaurada: sua integridade física e seu valor social foram restabelecidos; seu valor afetivo e espiritual, restituído. Jesus é aquele que ampara o indefeso, o inválido, o rejeitado e o excluído. Foi para esses que ele veio e é com esses que ele mais se importa. Todo aquele que se achega a Cristo é feito nova criatura e pode desfrutar de acolhimento, pois o nome do Senhor é uma torre forte para onde as pessoas direitas vão e ficam em segurança (Pv 18:10 – NTLH).

II – OLHANDO PARA NÓS

1. Você desfruta o amparo de Jesus, quando o ouve - O apóstolo Paulo tinha toda razão, quando disse: De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus (Rm 10:17). No caso daquele cego de nascença, ouvir fez mesmo toda diferença, pois, antes de ser curado, ouviu de Jesus: Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo (Jo 9:5). Ele creu naquele que lhe dizia tais palavras. Talvez você nunca tenha experimentado o acolhimento em seu ambiente social, jamais tenha provado o aconchego de um lar ou vivido em comunhão com irmãos de fé. Mas, hoje, o mesmo Jesus que devolveu a vista àquele cego de nascença deseja amparar você. Se o ouvir, você será bem acolhido e desfrutará da comunhão com o Pai e com a família espiritual que ele lhe dará.

2. Você compartilha o amparo de Jesus, quando o anuncia - Depois de ser restaurado fisicamente por Jesus, o ex-cego de nascença passou a ser notado por seus vizinhos e conhecidos. O amor de Deus lhes foi transmitido, pois o homem não hesitava em dizer a todos quem o havia curado (vv. 9-11) e testemunhou a respeito de Jesus também diante dos fariseus (vv. 15,17,24-33). E você? Tem compartilhado o amor de Jesus? O que tem respondido, quando lhe perguntam sobre a razão da sua fé? Não tenha medo da rejeição dos outros! Anuncie a pessoa de Cristo, seu amor, sua salvação. Não se envergonhe daquele que ampara!

3. Você reconhece o amparo de Jesus, quando o adora - Desde que fora curado, até ser expulso da sinagoga, o ex-cego ainda não havia visto Jesus. Mas, quando o Senhor soube do que os fariseus lhe haviam feito, encontrou-o e revelou-se ao homem, que se prostrou diante de Jesus e o adorou (vv. 35-38). O que Cristo representa para você, querido irmão? Ele é simplesmente aquele de quem você busca benefícios ou é o único Senhor da sua vida? Aquele excego reconheceu que Jesus é muito mais que um benfeitor ou um profeta. Faça o mesmo: Reconheça-o como o Filho de Deus, o único que merece a sua adoração.

CONCLUSÃO:

À semelhança dos discípulos, que viram a cegueira como consequência de pecado, nós nos ocupamos demais em julgar situações de sofrimento. Mas a vontade de Deus é tão somente que desfrutemos, compartilhemos e reconheçamos o seu amparo, ao nos sentirmos indefesos, desvalorizados, rejeitados ou excluídos. O Senhor também deseja que ofereçamos às pessoas que sofrem o mesmo tratamento que ele nos dispensa. Devemos, portanto, tratá-las com respeito, zelar pelos seus direitos e fazer o melhor para que se sintam acolhidas e valorizadas. Acima de tudo, devemos conduzi-las a Jesus, a fim de que o ouçam, o anunciem e o adorem.
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DEC - PC@maral

domingo, 23 de janeiro de 2011

No princípio era a graça

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Cercada por críticas de dentro e de fora, Igreja Evangélica precisa redescobrir o valor do favor divino.


Por Mark Galli

Há dois anos, recebi um e-mail que dizia: “Um novo sabor de igreja está na cidade! Se você prefere uma comunidade cristã com uma mistura mais tradicional, ou com um sabor mais forte e contemporâneo, na igreja tal temos o estilo perfeito para você! Atmosfera casual, mensagens relevantes, boa música, programas infantis dinâmicos e, sim, você pode escolher seu próprio sabor!” Os tais “sabores” foram descritos na medida certa para atrair pessoas avessas à pregação evangélica tradicional, oferecendo um ambiente familiar, boas instalações e eventos muito bem elaborados. Quem poderia resistir?

Pode soar ridículo, mas é preciso cautela na análise. Em primeiro lugar, não se deve desmerecer o desejo de alcançar os não cristãos, seja por qual meio for. O próprio apóstolo Paulo disse que fez-se de tudo um pouco, para ganhar alguns para Cristo. Além disso, é preciso admitir que todo evangélico pelo menos alguma vez já sucumbiu à pressão cultural. Contudo, nos dias de hoje, usamos várias maneiras para manter a mensagem do Evangelho, digamos, adocicada. Tendemos a torná-la mais convidativa para o máximo de pessoas possível. Os resultados têm sido diversos. Quem nunca conheceu um novo convertido que veio à fé em Jesus Cristo, miraculosamente, através dos meios mais superficiais? Assim, devemos ser sempre gratos pela misericórdia de Deus em nossas tentativas tolas de contextualização.

Isso, todavia, não nos isenta da difícil tarefa de autocrítica. Acontece que, nas duas últimas décadas, nossa autocrítica tem se tornado praticamente um vício. Mas ensaiar algumas das mais devastadoras objeções ao movimento evangélico vale a pena, seja para lembrar da maravilhosa misericórdia de Deus ou para contextualizar nossos esforços em várias reformas. Alguns usam definições mais restritas, que incluem um conjunto complexo de crenças e comportamentos específicos – e, assim, definem o crente como alguém superior ao mortal comum. Outros preferem o emprego de definições mais amplas, nas quais o evangélico parece não passar do estereótipo de uma pessoa boa e religiosa. Por estas definições, os crentes em Jesus saem-se muito mal quando comparados com o resto do mundo.

Mais coerente seria adotar uma definição mais flexível e abrangente. Poderíamos até nos sentir melhor conosco mesmos se restringíssemos o termo “evangélico” apenas aos mais comprometidos com a fé – o que eliminaria o problema do nominalismo de uma vez por todas. Porém, converse com qualquer pastor de qualquer igreja evangélica, e ele lhe dirá a definição ampla mais usada atualmente: embora as pessoas se considerem a si mesmas como “crentes”, ou "nascidas de novo", ou “salvas”, mas têm crenças e comportamentos que estão, exceto para os poucos comprometidos, muito longe dos ideais do Novo Testamento. E se cada um dos pastores, professores, missionários e líderes eclesiásticos resolverem ser totalmente honestos, admitirão que, muitas vezes, o inimigo que a Igreja tem encontrado está dentro dela própria.

Na verdade, as críticas não surgem apenas de dentro do segmento. O movimento evangélico está sob controle rigoroso dos sociólogos da religião – e seus estudos confirmam as piores suspeitas. Pesquisa da alma, pesquisa de Christian Smith e Melinda Lundquist Denton publicada em 2005, foi realizada mediante extensas entrevistas com 267 adolescentes americanos. Uma das conclusões é de que a fé cristã tem tido novíssimas abordagens, como a de que Deus, que vigia e governa tanto o mundo como a vida humana, quer que as pessoas sejam boas, agradáveis e justas umas com as outras, como é ensinado na Bíblia e pela maioria das religiões mundiais. Quem fizer assim, vai para o céu após a morte. Por outro lado, essa corrente é extremamente hedonista. Diz-se que o objetivo central da vida é ser feliz e se sentir bem sobre si mesmo, e que Deus não precisa estar particularmente envolvido na vida das pessoas, exceto quando sua presença é necessária para solucionar um problema.

A conclusão é de que a fé ensinada pelos pais daqueles jovens forma apenas crentes superficiais, quando comparados com a verdadeira tradição histórica cristã; porém, tal cristianismo tem cada vez mais se transformado em uma prima bastarda, a terapia deísta com moralismo cristão. Tal análise ressoa profundamente para a Igreja Evangélica norte-americana e seus líderes eclesiásticos. Enquanto Smith e Denton procuravam descobrir o estado da fé na adolescência, acabaram desvendando segmentos maiores da fé evangélica.

Individualismo e consumismo – As preocupações com o estado espiritual dos evangélicos não são novas. A segunda geração de puritanos norte-americanos presenciou uma “decadência” no fervor religioso e começou a adotar estratégias para travá-la. Uma dessas ações foi a lamentação, um sermão que expunha os pecados do povo e o juízo de Deus, chamando todos ao arrependimento. Quando essa estratégia falhou, eles reuniram os líderes da Igreja para o Sínodo de Reforma de 1679, que produziu um documento intitulado A necessidade de reforma. Ele dizia que “Deus tinha uma discórdia com seu povo da Nova Inglaterra”. O Grande Despertamento consistiu em respostas divinas para estas alegações iniciais. Assim como as cruzadas evangelísticas de George Whitefield e, mais tarde, de pregadores como Dwight L.Moody, Billy Sunday e Billy Graham foram feitas para os incrédulos, muitos cristãos foram aos seus eventos para reavivar a própria fé. Este ritmo de declínio, seguido por avivamento, tem sido uma característica regular da prática evangélica nos EUA – só que, à medida que o século 21 avança, mais fica evidente a parte descendente do ciclo.

Uma das razões para esse ritmo é a cultura distinta da América. Após sua visita ao continente, em 1831, Alexis de Tocqueville descreveu em termos contemporâneos dois aspectos da vida norte-americana e as tensões religiosas que produziram. Apesar de elogiar a ênfase norte-americana sobre a liberdade e a igualdade, ele identificou algumas tendências que considerou “muito perigosas”. Uma delas era concentrar a atenção de cada homem sobre si mesmo, abrindo, nas suas palavras, “a alma a um amor desmedido pela gratificação material”. Tocqueville previu o individualismo e o consumismo que contaminariam o cristianismo americano, mas teve uma confiança indevida na capacidade de os crentes resistirem a essas tentações.

Ainda existem outros aspectos problemáticos do nominalismo evangélico: eclesiologia pobre, falta de atenção à doutrina, racismo, indiferença à injustiça e assim por diante. Devido a tantas dimensões, um excesso de movimentos surgiu para definir as diferentes visões da questão central. Alguns desses movimentos focam na falta de moralidade pessoal, e assim grupos de responsabilização ou disciplinas espirituais são apontados como a chave para renovação. Outros atacam o individualismo e esforçam-se para tornar a vida da Igreja mais significativa, partindo da noção de “igreja doméstica” para a “igreja simples”, para a “igreja profunda”, a “igreja missionária” e para a “igreja orgânica” e por aí vai.

Alguns estão mais preocupados com a falta de fervor espiritual, e colocam a sua esperança no Espírito Santo como o perito em dons carismáticos. Alguns acreditam que não estamos pensando direito, e experimentam novas formas de enquadramento da fé, da teologia pós-moderna para a nova perspectiva, para o neocalvinismo e para uma teologia do Reino. Alguns dizem que os evangélicos estão prisioneiros da cultura branca e, por isso, defendem o multiculturalismo. Há até aqueles que simplesmente defendem a volta ao básico, ou seja, seguir Jesus.

 Reinvenção – Um desenvolvimento promissor no evangelismo contemporâneo tem sido uma reinvenção da formação espiritual apregoado por escritores como Richard Foster e Dallas Willard, com ênfase em práticas que disciplinam a mente e o corpo, com objetivo de abrir mentes e corações à obra transformadora do Espírito Santo. A renovação do interesse social também tem sido uma correção essencial para a existência da Igreja Evangélica. Esse despertamento que leva em direção ao próximo – cumprindo o apelo de Jesus, tão bem expresso no “tive fome, e me destes de comer” – tem transformado muitos cristãos e igrejas, que passaram de uma espiritualidade egoísta para uma fé caracterizada pela justiça e misericórdia.

Essa nova ênfase na teologia do Reino – uma visão escatológica que conduzirá nossas preocupações de justiça social – é um útil corretivo vertical. Mesmo assim, ainda existe otimismo nesta correção, que sugere que tudo ficará bem se as pessoas simplesmente passarem a pensar corretamente. Assim, a teimosia da vontade humana não passaria de um pequeno problema. Mas, na verdade, é uma fraqueza da humanidade decaída, do desejo profundo que deu errado. Os líderes mais maduros do movimento de justiça social sabem muito bem desta realidade. Eles assistiram a muitos ativistas caírem porque não conheciam a dimensão vertical da justiça social. Entretanto, a linguagem que usamos para descrever nossos objetivos e persuadir os outros pode facilmente degenerar. A transformação de muitas igrejas liberais em agências de serviço social com um verniz religioso é um resultado da fixação na horizontal.

As múltiplas soluções sugerem uma confusão de línguas. Alguns dizem que isso sinaliza a fragmentação irreversível de evangelismo. Não existe mais um centro evangélico, e, se existir, ele não pode durar. Muitos temem já não ter muito em comum, poder muito bem seguir caminhos separados. Não somente não ouvimos mais uns aos outros, como também, quando o fazemos, não somos capazes de nos compreendermos. No entanto, mesmo neste momento crucial da história do movimento evangélico, ouvidos minimamente atentos à voz de Deus há de ouvi-lo dizer: “Não temam, porque eu estou com vocês”. A maneira como o Senhor está tornando sua presença conhecida ilumina não apenas a esperança de que o movimento sobreviverá – o que, em uma visão mais ampla, não importa para aquele para quem as nações são apenas uma gota no oceano –, mas, ainda mais importante, na renovação do povo de Deus pela fé e pela obediência.

É fácil apontar o dedo para os outros, acusando as disfunções do segmento cristão – às vezes, pretensamente espiritual; ou muito politizado, muito institucionalizado etc. Mas é cada vez mais difícil encontrar um líder honesto o bastante para identificar-se com os homens descritos em Gênesis 11, que fizeram tijolos e os queimaram bem, tentando construir uma torre de justiça, visando a nada menos que “poder tocar o cume dos céus” (Gênesis 11.4). Assim, seria mesmo surpreendente notar que estamos vivendo no meio de uma Babel, com cada vez mais dificuldade de ouvir e entender um ao outro? Essa cacofonia é nada menos que o juízo de Deus contra cada vertente dentro do movimento evangélico, e cada indivíduo nele. É um julgamento contra nossa criação de um ídolo horizontal, contra a leviandade da nossa fé em Deus.

Atos de amor – O julgamento do Senhor está onde sua misericórdia também habita, e onde nossa esperança se manifesta. Estamos juntos diante de Deus em ambos: julgamento e graça. Portanto, a confusão de línguas de Babel pode muito bem transformar-se no milagre das línguas do Pentecostes – uma maravilhosa manifestação na qual é possível a cada um ouvir ao outro claramente, sem enxergar estrangeiros, e sim uma variedade de carismas, talentos e dons do Espírito Santo. Um espaço onde a incessante e irritante intimidação, o fazer e o esforçar-se por si próprio, podem ser transformados em atos de amor motivados pela inexprimível gratidão. É assim que nossa dispersão pode se transformar no cumprimento da missão de Deus no mundo. É onde a horizontal pode se tornar não uma negação da vertical, mas a expressão dela. Onde estamos, em suma, é o Gólgota, na sombra da cruz, um sinal do julgamento de Deus em nossas pretensões e do perdão do Senhor sobre nossos pecados.

A palavra da cruz nos convida a nos medirmos não de encontro “ao resto do mundo”, mas de encontro à justiça de Deus. Somos chamados não ao esforço por fazer, mas a reconhecer o quanto nosso esforço não passa de uma tentativa vã de autojustificação ou, pior ainda, de fazer o bem somente a nós mesmos. Somos chamados a reconhecer que o problema com o evangelismo não é a religiosidade da formação espiritual das pessoas, nem a justiça social dos grupos de ativismo, e muito menos a eclesiologia deste ou daquele segmento. Não, a palavra da cruz nos diz que o problema com o evangelismo, para aludir a G.K. Chesterton, “sou eu”. Ao mesmo tempo, é chamada de loucura porque assume que a visão vertical, comprometida pela horizontal, é dedicada às próprias pessoas cujos hábitos negam a presença e a força da graça. A elas é dada a graça que torna todas as coisas novas. Então, se tornarão novas criaturas, abençoadas com uma vida vertical e com energia e graça para realizar as obras horizontais a que somos chamados e dotados para fazer.

Palavra que transforma

Bastante minimizada nestes tempos de comunicação de massa, a pregação da Palavra é tida pela maioria dos teólogos como disciplina prioritária para a formação espiritual. A pregação – particularmente a pregação expositiva, que visa a transmitir o significado da verdade bíblica – resgata o ouvinte de seus enganos e da cegueira espiritual, levando os ouvintes à obediência coletiva, e não apenas individual. Portanto, é uma disciplina coletiva única, que a igreja faz em conjunto com a comunidade, construindo os indivíduos e a comunidade ao mesmo tempo.

A boa pregação contribui para a humildade espiritual, disciplinando o crente a estar sob o ensinamento, correção e exortação de outras pessoas. Este ponto, a propósito, atinge diretamente o coração do individualismo. Por outro lado a mensagem bíblica dá lugar para que uma pessoa espiritualmente qualificada possa proteger os fiéis do perigo do erro. Usando a metáfora bíblica, os cristãos são as ovelhas; os falsos mestres são lobos; e os pregadores são pastores da guarda. O pregador é uma pessoa chamada e dotada por Deus com autoridade espiritual para o cuidado das almas no contexto da Igreja de Deus.

Ouvir uma pregação não envolve limites altos ou restrições de público. Enquanto muitas disciplinas espirituais soam como exercícios para uma elite espiritual, jovens e velhos, incultos e letrados, ricos e pobres, todos podem ouvir um sermão sem problemas.

Existe uma razão para que a pregação seja uma constante na vida da igreja. Ao dizer a seus discípulos coisas como “Quem vos der ouvidos, ouve-me a mim” (Lucas 10.16), Cristo prometeu estar presente na sua pregação. Se quisermos garantir que nossas vidas e ministérios estejam fundamentados na graça de Deus, não existe modo melhor para começar do que escutando humildemente a Palavra pregada.
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Fonte: Cristianismo Hoje

Por que o anjo removeu a pedra?

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E eis que houve um grande terremoto; porque um anjo do Senhor desceu do céu, chegou-se, removeu a pedra e assentou-se sobre ela. O seu aspecto era como um relâmpago, e a sua veste, alva como a neve. E os guardas tremeram espavoridos e ficaram como se estivessem mortos. Mas o anjo, dirigindo-se às mulheres, disse: Não temais; porque sei que buscais Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito. Vinde ver onde ele jazia. Ide, pois, depressa e dizei aos seus discípulos que ele ressuscitou dos mortos e vai adiante de vós para a Galiléia; ali o vereis. É como vos digo! E, retirando-se elas apressadamente do sepulcro, tomadas de medo e grande alegria, correram a anunciá-lo aos discípulos. E eis que Jesus veio ao encontro delas e disse: Salve! E elas, aproximando-se, abraçaram-lhe os pés e o adoraram. Então, Jesus lhes disse: Não temais! Ide avisar a meus irmãos que se dirijam à Galiléia e lá me verão. (Mt 28:2-10)

Por que o anjo removeu a pedra (Mat 28:2-4)? Para quem ele tirou aquela pedra do lugar? Para Jesus? Foi isso que eu sempre pensei. Sempre achei que o anjo tinha removido a pedra para que Jesus pudesse sair. Mas pense um pouquinho sobre isso. Será que a pedra realmente precisava ser removida para que Jesus saísse? Deus precisava de alguma ajuda naquele momento? Seria o Conquistador da morte tão fraco que nãofosse capaz de empurrar uma pedra? ("Ei, alguém aí fora poderia empurrar a pedra para eu sair?")

Acho que não. O texto nos dá a impressão de que Jesus já estava fora do túmulo quando a pedra foi removida! Em nenhum lugar dos evangelhos lemos que o anjo removeu a pedra para Jesus. Para quem, então, a pedra foi removida?

Ouça o que o anjo diz: "Vinde e vede o lugar onde o Senhor jazia" (v. 6).
A pedra foi removida, não para Jesus, mas para as duas mulheres; não para que Jesus pudesse sair, mas para que as mulheres pudessem olhar para dentro!

Maria olha para Maria, e esta tinha no rosto o mesmo sorriso que esboçou quando o pão e o peixe estavam saindo do cesto. A antiga paixão estava de volta. De repente, não havia nenhum problema em sonhar de novo.

"Ide, pois, imediatamente, e dizei aos seus discípulos que já ressuscitou dos mortos. E eis que ele vai adiante de vós para a Galiléia; ali o vereis" (v. 7).

Maria e Maria não precisaram ouvir aquilo outra vez. Elas se viraram e começaram a correr para Jerusalém. A escuridão se fora. O sol estava brilhando.


Max Lucado - "Ele Ainda Remove Pedras", Editora CPAD, 2003.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Jesus Cristo é Aquele que nos Satisfaz

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Declarou-lhes, pois, Jesus: Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede. (Jo 6:35)

Além da famosa frase: “O coração tem razões que a própria razão desconhece”, foi o conhecido físico e filósofo religioso, Blaise Pascal, quem também disse que existe um vazio em forma de Deus no coração de cada pessoa, e que somente ele (Deus) pode preenchê-lo [ROGERS, Adrian. Creia em milagres, mas confie em Jesus. São Paulo: Eclésia, 2000 pág 94]. Pascal tem razão. Todo ser humano precisa de Deus e nunca estará satisfeito sem ele.

I – OLHANDO PARA JESUS

Assentado, como os mestres da época costumavam fazer, Jesus estava ensinando (Jo 6:3). O lugar era deserto. As horas iam se passando, minuto a minuto, segundo a segundo. O dia estava acabando, e toda a multidão que o havia seguido não tinha nada para comer. Os discípulos ficaram preocupados. Ao olharem para aquela circunstância, não lhes restaram dúvidas: aproximaram-se de Jesus e disseram: Manda embora o povo (Mc 6:36). Essa era a vontade dos discípulos, não a de Jesus. Vejamos, como ele age diante desse problema. Esse texto tem muito a nos ensinar sobre a prontidão, a avaliação, a provisão e a instrução de Jesus, aquele que satisfaz.

1. A prontidão: De seis meses a um ano [HENDRIKSEN, William. Comentário do Novo Testamento: O Evangelho de João. São Paulo: Editora Cristã, 2004 pág. 285] depois de curar o paralítico do tanque Betesda (Jo 5), Jesus e seus discípulos atravessaram o mar da Galiléia (Jo 6:1) e foram para um lugar deserto, nas redondezas de uma cidade chamada Betsaida (Lc 9:10). Essa viagem tinha objetivos: descanso e reflexão. Os discípulos haviam acabado de retornar de uma viagem missionária; estavam “fisicamente exaustos”; precisavam descansar: Não tinham tempo nem de comer (Mc 6:31). Além disso, haviam acabado de receber a terrível notícia da morte de João Batista (Mt 14:12); estavam “emocionalmente abalados”. Era um dia triste, tanto para eles como para Jesus. Quando eles chegaram ao outro lado do mar, para o merecido momento de descanso e meditação, foram surpreendidos: uma grande multidão os havia seguido (Jo 6:2). E o que é pior, seguia de maneira superficial: ... porque tinham visto os sinais miraculosos que ele operava (Jo 6:2) [BRUCE, F. F. João: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova e Mundo Cristão, 1987 pág. 130]. Como Jesus reagiu? Irritou-se? Mandou-os ir embora? Não! Longe de considerar isso uma perturbação, Jesus mostrou-se pronto a atender os anseios da multidão. Ele teve compaixão deles (...) passou a ensinar-lhes muitas coisas (Mc 6:34), ... curou os seus enfermos (Mt 14:14), e ainda faria muito mais (Jo 6:10-12).

2. A avaliação: A situação era crítica. O dia se findava e o lugar era deserto. Diante de quase cinco mil homens, famintos e cansados, Jesus tomou uma atitude, a princípio, estranha. Erguendo os olhos e vendo a grande multidão, disse a Felipe: Onde compraremos pão para toda essa gente comer? (Jo 6:5). Jesus pediu uma sugestão a Felipe. Todavia, não se engane: Ele estava experimentando Felipe (Jo 6:6a – BV). Jesus não precisa de conselhos para tratar de emergências, ele já sabia o que ia fazer (Jo 6:6). Jesus não estava “apenas” pedindo uma sugestão. Através dessa avaliação, queria experimentar a fé do discípulo [PFEIFFER, F. C. e HARRISSON, E. F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Bíblica Regular, volume 4, 1980 pág.192]. Não foi só porque Felipe era de Betsaida (Jo 1:44), cidade mais próxima dali, que Jesus lhe dirigiu a pergunta. Felipe tinha de aprender a incluir Jesus nos seus planos. Diante do problema, a primeira coisa que lhe veio à mente foi o “dinheiro”: Duzentos denários não comprariam pão suficiente (Jo 6:7). Duzentos denários era o salário de 200 dias de trabalho! Eles não tinham esse dinheiro. Ele olhou para aquilo que lhes faltava, “em vez de ver aquilo que Deus poderia dar” [SWINDOLL, Charles R. Jesus, o maior de todos. São Paulo: Mundo Cristão, 2008 pág. 146]. Felipe esqueceu que o poder de Jesus “ultrapassava qualquer cálculo que ele pudesse fazer” [HENDRIKSEN, William. Comentário do Novo Testamento: O Evangelho de João. São Paulo: Editora Cristã, 2004 pág. 289]. Mas nem tudo estava perdido. O método humano (de Felipe) era defeituoso; o divino (de Jesus), não.

3. A provisão: Depois de Felipe, André chamou a atenção de Jesus para um rapaz que encontrara no meio da multidão: Está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada pequenos e dois peixinhos (Jo 6:9a). Atente para os detalhes: pães “pequenos” e dois “peixinhos”. Esses detalhes enaltecem ainda mais o milagre! Agora, veja a continuação da frase: ...mas o que é isso para tantos? (Jo 6:9b). André não olhou para o “poder” de Jesus. Ele olhou a “escassez” dos recursos. André iria aprender, naquela ocasião, que, quando os recursos humanos se acabam, Jesus continua tendo poder suficiente para satisfazer as nossas necessidades. O pouco na mão dele é muito. Jesus começa a agir: Manda o povo assentar-se (...). Então Jesus tomou os pães, deu graças, e repartiu-os com os que estavam assentados. E fez o mesmo com os peixes (Jo 6:11). O texto paralelo, no Evangelho de Marcos, diz que todos comeram e se fartaram (Mc 6:42); e não parou por aí: Os discípulos recolheram dozes cestos cheios de pedaços dos pães de cevada, que sobraram aos que haviam comido (Jo 6:13). Cristo realmente satisfaz! Esse episódio foi um exemplo para Felipe, para André, para toda a multidão presente e para nós, hoje: Em vez de nos queixarmos daquilo que não temos, devemos agradecer a Deus por aquilo que temos. Jesus pode multiplicar esses recursos [WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico expositivo: NT, vl. I. Santo André, SP: Geográfica, 2006 pág. 399].

4. A instrução: Depois do milagre, a multidão ficou extasiada, fascinada, maravilhada com o poder de Jesus, que, sabendo que viriam arrebatá-lo para o fazerem rei, tornou a retirar-se sozinho (Jo 6:15). Jesus partiu com seus discípulos, sem avisar a multidão (Jo 6:22). No outro dia, todos saíram à procura de Jesus (Jo 6:24). Dois grupos diferentes de pessoas saíram em busca dele; todavia, a motivação dos dois grupos era bem semelhante. O primeiro grupo era o dos barqueiros [Segundo Josefo, aproximadamente 330 barcos de pesca trabalhavam nas extremidades norte do mar da Galileia (RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2008 pág.212)], que devem ter gostado bastante dessa procura desesperada da multidão, afinal, representava um ótimo dinheiro para eles. O segundo grupo de pessoas é a própria multidão em si. Agora veja o que a motivou. Quando se encontraram com Jesus, ele lhes diz: O fato é que vocês querem estar comigo porque Eu lhes dei de comer, e não porque crêem em mim (Jo 6:26 – BV). A motivação da multidão não era razoável. “Ele lhes dera o jantar no dia anterior, e agora, passada a noite, eles queriam tomar café” [ALLEN, Clinfton J. (ed.). Comentário Bíblico Broadmam: NT. Rio de Janeiro: JUERP, vol. 9, 1983 pág. 319]. Eles não buscaram Jesus por quem ele era, mas pelo que ele podia dar. Além do milagre, eles precisavam enxergar Jesus: Eu sou o pão da vida. Aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim jamais terá sede (Jo 6:35). Atente para a palavra “crer”, do texto citado. Crer, neste contexto, significa “ir” a ele. O sentido consiste “em ir como alguém que não tem nada (só pecado) e precisa de tudo” [HENDRIKSEN, William. Comentário do Novo Testamento: O Evangelho de João. São Paulo: Editora Cristã, 2004 pág. 306]. Jesus estava querendo mostrar que é o verdadeiro pão que sustenta a alma humana! Ele disse: Vossos pais comeram o maná no deserto e morreram, mas quem comer este pão viverá para sempre. Muitos acharam esse discurso muito pesado. A partir desse dia, voltaram atrás e já não andavam mais com ele. Uma minoria entendeu o recado: ...para quem iremos nós? Tu tens as palavras de vida eterna (Jo 6:68). Amém! Satisfação? Só em Jesus!

II – OLHANDO PARA NÓS

1. Você pode encontrar satisfação em Jesus, apesar de pessoas superficiais - Uma das grandes características da multidão que seguia a Cristo era a superficialidade. Eles o procuravam sem compromisso. Não havia profundidade no relacionamento. Eles o buscavam pelo que ele podia “dar”, não pelo que ele “era”. Tanto é verdade que, com apenas um sermão, a multidão o deixou: Duro é este discurso (Jo 6:60). Aquelas pessoas queriam os milagres de Jesus, e não “Jesus”. Gente assim, ainda existe. Talvez você até conheça alguém. Entretanto, anime-se. Os verdadeiros discípulos, aqueles que buscavam e focavam Jesus, que entendiam que os milagres podem ou não acontecer, não foram prejudicados. O milagre aconteceu (Jo 6:11). Jesus agiu, “apesar” dos superficiais.

2. Você pode encontrar satisfação em Jesus, apesar de problemas repentinos - Tudo estava tranquilo. De repente, o desemprego apareceu. Tudo estava na mais perfeita paz. De repente, a doença chegou. Tudo estava em ordem. De repente, ele(a) não te ama mais. O que fazer? Acalme-se! No capítulo seis do Evangelho de João, os discípulos também foram surpreendidos. Ao entardecer daquele dia, o problema mostrou-se evidente. Sem dinheiro e sem comida para alimentar o povo, os discípulos não pensaram duas vezes: Despede-os (Mc 6:36). Essa era a solução mais simples. Eles só esqueceram um detalhe, que faz toda a diferença: apesar de não terem comida, tinham Jesus! Se tivermos Cristo, temos tudo. Se não tivermos Cristo, não temos nada.

3. Você pode encontrar satisfação em Jesus, apesar de recursos insuficientes - A pergunta que Jesus fez aos seus discípulos é extremamente relevante: Quantos pães tendes? (Mc 6:38a). A resposta que os discípulos deram a Jesus foi extremamente preocupante: Cinco pães e dois peixes (Mc 6:38b). Cinco pães de cevada pequenos e dois peixinhos eram muito pouco para alimentar a multidão. André tinha razão (Jo 6:9). O problema de André é registrado para mostrar como são insuficientes os recursos do ser humano, quando comparados com as suas necessidades [BRUCE, F. F. João: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova e Mundo Cristão, 1987]. Você está sem forças? Desanimado? Já não vê mais saída? Seus recursos se acabaram? Confie; você ainda tem Jesus! Ele agiu, “apesar” da escassez dos recursos.

CONCLUSÃO:

A resposta dos discípulos frente à pergunta de Jesus é uma pérola de grande valor, um tesouro da Bíblia Sagrada. Essa resposta traz consigo uma verdade indiscutível: Senhor, para quem iremos nós? (Jo 6:68). Não existe outro caminho. Não há meio termo. Ele é a única saída: Para quem iremos nós? É só Jesus! O único capaz de preencher o vazio que existe dentro de cada ser humano. O único capaz de dar significado real à vida. A resposta para os nossos maiores anseios. Por isso, não desanime: apesar de pessoas superficiais, problemas repentinos e recursos insuficientes, Cristo, realmente, satisfaz!
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DEC
PCamaral

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

O Último Folheto

2 comentários:

Todos os domingos à tarde, depois do culto da manhã na igreja, o pastor e seu filho de 11 anos saíam pela cidade e entregavam folhetos evangelísticos. Numa tarde de domingo, quando chegou à hora do pastor e seu filho saírem pelas ruas com os folhetos, fazia muito frio lá fora e também chovia muito. O menino se agasalhou e disse:

"Ok, papai, estou pronto".

E seu pai perguntou: "Pronto para quê?"

"Pai, está na hora de juntarmos os nossos folhetos e sairmos".

Seu pai respondeu: "Filho, está muito frio lá fora e também está chovendo muito".

O menino olhou para o pai surpreso e perguntou: "Mas, pai, as pessoas não vão para o inferno até mesmo em dias de chuva?"

Seu pai respondeu: "Filho, eu não vou sair nesse frio".

Triste, o menino perguntou: "Pai, eu posso ir? Por favor!"

Seu pai hesitou por um momento e depois disse: "Filho, você pode ir. Aqui estão os folhetos. Tome cuidado, filho",

"Obrigado, pai!"

Então ele saiu no meio daquela chuva. Este menino de onze anos caminhou pelas ruas da cidade de porta em porta entregando folhetos evangelísticos a todos que via. Depois de caminhar por duas horas na chuva, ele estava todo molhado, mas faltava o último folheto. Ele parou na esquina e procurou por alguém para entregar o folheto, mas as ruas estavam totalmente desertas. Então ele se virou em direção à primeira casa que viu e caminhou pela calçada até a porta e tocou a campainha.

Ele tocou a campainha, mas ninguém respondeu. Ele tocou de novo, mais uma vez, mas ninguém abriu a porta. Ele esperou, mas não houve resposta. Finalmente, este soldadinho de onze anos se virou para ir embora, mas algo o deteve. Mais uma vez, ele se virou para a porta, tocou a campainha e bateu na porta bem forte. Ele esperou, alguma coisa o fazia ficar ali na varanda. Ele tocou de novo e desta vez a porta se abriu bem devagar. De pé na porta estava uma senhora idosa com um olhar muito triste. Ela perguntou gentilmente:

"O que eu posso fazer por você, meu filho?"

Com olhos radiantes e um sorriso que iluminou o mundo dela, este
pequeno menino disse:

"Senhora, me perdoe se eu estou perturbando, mas eu só gostaria de dizer que JESUS A AMA MUITO e eu vim aqui para lhe entregar o meu último folheto que lhe dirá tudo sobre JESUS e seu grande AMOR."

Então ele entregou o seu último folheto e se virou para ir embora.

Ela o chamou e disse: "Obrigada, meu filho!!! E que Deus te abençoe!!!"

Bem, na manhã do seguinte domingo na igreja, o Papai Pastor estava no púlpito. Quando o culto começou ele perguntou: "Alguém tem um testemunho ou algo a dizer?"

Lentamente, na última fila da igreja, uma senhora idosa se pôs de pé. Conforme ela começou a falar, um olhar glorioso transparecia em seu rosto.

"Ninguém me conhece nesta igreja. Eu nunca estive aqui. Vocês sabem antes do domingo passado eu não era cristã. Meu marido faleceu a algum tempo deixando-me totalmente sozinha neste mundo. No domingo passado, sendo um dia particularmente frio e chuvoso, eu tinha decidido no meu coração que eu chegaria ao fim da linha, eu não tinha mais esperança ou vontade de viver. Então eu peguei uma corda e uma cadeira e subi as escadas para o sótão da minha casa. Eu amarrei a corda numa madeira no telhado, subi na cadeira e coloquei a outra ponta da corda em volta do meu pescoço. De pé naquela cadeira, tão só e de coração partido, eu estava a ponto de saltar, quando, de repente, o toque da campainha me assustou. Eu pensei:

'Vou esperar um minuto e quem quer que seja irá embora.'

Eu esperei e esperei, mas a campainha era insistente; depois a pessoa que estava tocando também começou a bater bem forte. Eu pensei: 'Quem neste mundo pode ser? Ninguém toca a campainha da minha casa ou vem me visitar.'

Eu afrouxei a corda do meu pescoço e segui em direção à porta, enquanto a campainha soava cada vez mais alta.

Quando eu abri a porta e vi quem era, eu mal pude acreditar, pois na minha varanda estava o menino mais radiante e angelical que já vi em minha vida. O seu sorriso, ah, eu nunca poderia descrevê-lo a vocês! As palavras que saíam da sua boca fizeram com que o meu coração que estava morto há muito tempo saltasse para a vida quando ele exclamou com voz de querubim: 'Senhora, eu só vim aqui para dizer QUE JESUS A AMA MUITO.'

Então ele me entregou este folheto que eu agora tenho em minhas mãos. Conforme aquele anjinho desaparecia no frio e na chuva, eu fechei a porta e atenciosamente li cada palavra deste folheto. Então eu subi para o sótão para pegar a minha corda e a cadeira. Eu não iria precisar mais delas. Vocês vêem - eu agora sou uma FILHA FELIZ DO REI!!!

Já que o endereço da sua igreja estava no verso deste folheto, eu vim aqui pessoalmente para dizer OBRIGADO ao anjinho de Deus que no momento certo livrou a minha alma de uma eternidade no inferno."

Não havia quem não tivesse lágrimas nos olhos na igreja. E quando gritos de louvor e honra ao REI ecoaram por todo o edifício, o Papai Pastor desceu do púlpito e foi em direção a primeira fila onde o seu anjinho estava sentado. Ele tomou o seu filho nos braços e chorou copiosamente.

Provavelmente nenhuma igreja teve um momento tão glorioso como este e provavelmente este universo nunca viu um pai tão transbordante de amor e honra por causa do seu filho...

Exceto um. Este Pai também permitiu que o Seu Filho viesse a um mundo frio e tenebroso. Ele recebeu o Seu Filho de volta com gozo indescritível, todo o céu gritou louvores e honra ao Rei, o Pai assentou o Seu Filho num trono acima de todo principado e potestade e lhe deu um nome que é acima de todo nome.

Bem aventurados são os olhos que vêem esta mensagem. Não deixe que ela se perca, leia-a de novo e passe-a adiante.

Lembre-se: a mensagem de Deus pode fazer a diferença na vida de alguém próximo a você.

Por isso...

- Me perdoe se eu estou perturbando, mas eu só gostaria de dizer que JESUS TE AMA MUITO e eu vim aqui para lhe entregar o meu último folheto.



Dica do @JeppoMusic

Adoração que Deus não aceita

2 comentários:

Deus é exigente quanto á adoração que prestamos a Ele. Veja que na Antiga Aliança as ofertas prestadas a Deus tinha que ser de qualidade, mesmo se tratando de alguém de baixa renda. “Nenhuma coisa em que haja defeito oferecereis, porque não seria aceita a vosso favor. O cego, ou quebrado, ou aleijado, ou verrugoso, ou sarnoso, ou cheiro de impigens, este não oferecereis ao Senhor e deles não poreis oferta queimada ao Senhor sobre o altar”. Levítico 22. 20 e 22.

O estilo de adoração mudou, hoje não adoramos a Deus através de animais e sim com os nossos corpos. “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional”. Rm. 12.1.

Mesmo que não apresentemos a Deus animais para a adoração, os nossos louvores, serviços e cultos devem ser da melhor qualidade – Claro que dentro das condições de cada um. Porém, não nos iludamos, nem toda adoração Deus aceita. Veremos agora com base bíblica algumas adoções que Deus rejeita.

EM PECADO

Deus não recebe a adoração de alguém que está em pecado. Lemos em Isaias 59. 1 que as nossas iniqüidades fazem um muro de separação entre Deus e o homem, todo e qualquer trabalho espiritual realizado por uma pessoa que está em falta com Deus, é considerado sacrifício em vão, pois, Deus não irá aceitar. Um exemplo disso é Caim. Você sabe por que Deus não recebeu a oferta de Caim ? Saiba que a própria bíblia nos dá a resposta: “ao passo que de Caim e de sua oferta não se agradou. Irou-se, pois, sobremaneira, Caim, e descaiu-lhe o semblante. Então, lhe disse o SENHOR: Por que andas irado, e por que descaiu o teu semblante? Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo.”. (Gênesis 4:5-7). O fato de Deus não atentar para a oferta de Caim, não é porque os frutos estavam podres como dizem alguns, e sim porque ele não fazia o bem. Tanto que Deus lhe dá um conselho: “Se procederes bem, não é certo que serás aceito?”. Se quisermos ter a nossa adoração recebida pelo o Senhor precisamos andar em santidade diante a sua presença, assim como fez Abel e alcançou testemunho de que era justo. Hebreus 11:4.

SEM COMUNHÃO COM O IRMÃO

Veja o que o próprio Jesus fala a respeito disso: “Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem, e apresenta a tua oferta”. (Mateus 5:23-24). O Apóstolo João completa escrevendo: “Mas aquele que aborrece a seu irmão esta em trevas, e anda em trevas, e não sabe para onde deva ir; porque as trevas lhes cegaram os olhos.” (I João 2:11). Para que o Senhor receba a nossa oferta, precisamos estar em comunhão não só com Deus, mas também com o próximo.

CORAÇÃO ENDURECIDO

Esta frase “Coração Endurecido“ se refere ao estado sentimental de uma pessoa em relação as coisas de Deus. “Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração, como na provocação.“ Hebreus 3. 15. Este é um exemplo de um coração duro, por causa da rejeição a palavra de Deus.

Na adoração acontece o mesmo. Precisamos chegar na presença de Deus com um coração quebrantado, em um estado de total dependência e carência dele. O Rei Davi era um exímio adorador, e ele nos dá uma receita para que a nosso louvor seja aceito por Deus. “Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezaras ó Deus.” Salmos 51. 17.

DE QUALQUER JEITO

"Ninguém aparecerá diante de mim de mãos vazias". Êxodo 34:20. Deus deseja que seus servos sempre tragam alguma oferta a ele para assim o agradar, Deus sempre exige o melhor, dentro das condições de cada um.

Quando Deus falou a Moises no monte Sinai, de muitas coisas que Deus exigiu de seu povo, uma delas foi a qualidade no sacrifício oferecido. “Nenhuma coisa em que haja defeito oferecereis, porque não seria aceita a vosso favor. O cego, ou quebrado, ou aleijado, ou verrugoso, ou sarnoso, ou cheiro de impigens, este não oferecereis ao Senhor e deles não poreis oferta queimada ao Senhor sobre o altar” Levítico 22. 20 e 22.

O mesmo vale para o “Israel espiritual” de hoje, a IGREJA. Não é porque estamos em outra dispensação que vamos fazer a obra de Deus de qualquer maneira. De maneira nenhuma! Deus continua exigindo dos seus servos o melhor que eles podem fazer. “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpo em sacrifício vivo, santo, e agradável a Deus, que é o vosso culto racional”. Romanos 12. 1

Todo empregado de uma empresa está acostumado a ouvir o seu patrão sempre lhe exigir o melhor, e na maioria das vezes o empregado atende ao pedido do patrão dando o melhor de si para alcançar as metas e os objetivos traçados pela empresa.

Porque não fazer o mesmo ou ainda melhor para o Senhor? Pois ele está acima de toda e qualquer empresa, é ele quem nos dá a saúde necessária para executarmos todo o trabalho diário e tantos outros benefícios que já foram citados, que a partir de agora quando o seu pastor lhe der uma tarefa para ser realizada faça da melhor forma possível, para que esta oferta seja aceita pelo Senhor.

UMA ADORAÇÃO DIVIDIDA

A nossa adoração deve ser voltada unicamente a Deus, pois no decorrer da história bíblica vemos Deus condenar de maneira clara que seus servos dividissem a sua atenção com outros deuses. O interesse de Deus é que venhamos a tomar uma decisão quanto a nossa posição de adoradores. Exemplo disso foi a palavra transmitida a Israel por intermédio do profeta Elias. “Então, Elias se chegou a todo o povo e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; e, se Baal, segui-o”. I Reis 18.21.

A mesma decisão ele exigiu na Nova Aliança. “Eu sei as tuas obras, que nem és frio nem quente. Tomara que foras frio ou quente”! Apocalipse 3. 15. Deus aborrece a duplicidade (Salmos 119. 113). Ele deseja que venhamos servi-lo e adorá-lo de todo o coração, e não dividir com mais ninguém. Deus não aceitará a adoração de alguém, que louva a dois Senhores (Mateus 6.24).

ADORAÇÃO SEM FÉ

Fé é crer naquilo que não se vê, e ter certeza naquilo que ainda vai acontecer (Hebreus 11.1). Deus não aceita a adoração de alguém que se aproxima dele sem fé. “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que é galardoador dos que o buscam”. Hebreus 11.6.

Todas as vezes que nos aproximarmos de Deus para adorá-lo não podemos fazê-lo como se estivermos apresentando um trabalho de escola ou algum serviço na empresa. Devemos entender que o nosso serviço prestado ao Senhor não é material e sim espiritual, vemos uma longa lista dos Heróis de Fé em hebreus capitulo 11, e todos alcançaram o favor do Senhor mediante a fé.
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Extraído do livro – A Verdadeira Igreja de Weslei Pinha

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