segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Quem é Deus?

Nenhum comentário:
Esta e outras perguntas intrigantes povoam muitas vezes a nossa mente. Não podemos pôr Deus em um laboratório e dissecá-Lo. Podemos olhar para a natureza e reconhecer que houve uma origem, um autor. Nada veio a existir por obra do acaso. O nada absoluto não existe. É bem verdade que nós seres finitos, não poderemos conhecer plenamente o infinito. Mas quando estamos em íntima comunhão com o Senhor, deixamos as questões e queremos desfrutar da Sua companhia e mergulharmos no puro oceano da presença Divina. Deixamos o racional pelo experimental. Foi assim que os filhos de um regente hebreu descreveram um pouco do Senhor baseados em três posições (Salmo 46):

Deus é - Vs.1-4. “Refúgio, fortaleza, socorro na angústia, presente nos momentos de tempestades.” Com isto descobrimos que Ele é magnífico, majestoso, grande, único, tremendo e soberano rei. Logo, ao lado dEle não existe lugar para o temor, derrota, preocupação, ansiedade e desânimo. Nada é maior que a graça e misericórdia que vem do trono celeste.

Deus está - Vs.5-7. “Deus está no meio”, “Deus ajudará”, “O Senhor dos Exércitos está conosco”. O Senhor das plenitudes intervém, participa, não se omite, não fica à margem, não cruza os braços. Como régio dominador nunca se ausenta, tem as rédeas da história, tem tudo sob controle. Seus olhos acompanham os nossos passos. É o Iavé Shamá revelado pelos profetas antes de Cristo, o Emanuel do Novo Testamento, O Deus Conosco, não importando as aventuras ou desventuras.

Deus faz - Vs.8-10. “Contemplai as obras do Senhor”, “Acaba com a Guerra”, “Quebra o arco, despedaça as lanças, queima os carros de combate”. Deus fez, faz e sempre fará. Nada ou ninguém O impedirá. Podemos não ter uma experiência teológica, filosófica ou científica, mas, ao abandonarmos o preconceito e o orgulho passamos viver a realidade de um Deus vivo.

Deixe Deus substituir a melancolia pelo louvor, a tristeza pela alegria, a incerteza pela fé, a tensão pelo descanso, o desespero pela esperança, as correntes da prisão pelas asas da liberdade, a baixa estima pela auto-estima, a dor pelo bálsamo, o choro pelo riso, a tempestade pelo orvalho, a mágoa pelo perdão, a perturbação pela paz, a orfandade espiritual pela família de Deus, a pobreza de espírito pela riqueza do Espírito Santo, a carência pelo amor eterno, o caos pela decência, as trevas pela luz, a derrota pela vitória, a morte pela vida.
***

Fonte: Sou da Promessa

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Rob Bell Universalista

12 comentários:
Li este artigo no blog Púlpito Cristão, e não poderia deixar de compartilhar com vocês, queridos leitores, principalmente porque tenho uma opinião bem clara em torno deste assunto. Sobre Rob Bell posso dizer que até agora não havia encontrado nada que "desabonasse" [risos] sua conduta cristã. Tenho a pregação/palestra dele Everything is Spiritual (Tudo é Espiritual) que considero excelente, e outras mais. Abaixo o texto do pastor Leonardo Gonçalves , no final meus comentários.
Por Leonardo Gonçalves
Rob Bell, pastor da mega igreja Mars Hill Bible Church em Michigan (não confundir com a Mars Hill de Seatle, liderada por Mark Driscoll), um dos nomes mais importantes dentro do movimento de igrejas emergentes, teria escrito um livro no qual faz-se apologia ao universalismo, doutrina herética que afirma que todos os homens serão salvos, independente da sua relação com Cristo. Segundo essa concepção, o inferno simplesmente não tem sentido: Todos viverão para sempre com o Senhor Jesus no céu.

O livro que gerou toda essa polemica ainda não foi lançado no mercado. Por causa disso, muitos dos seus seguidores estão indignados com a postura “inquisidora” da liderança norteamericana, a qual tem batido forte nele este fim de semana. Embora nenhum dos algozes tenha lido o livro, todos tiveram acesso a uma propaganda promovida pela editora do Bell, que diz o seguinte:

"Agora, em “Love Wins: Céu, inferno e o destino de cada pessoa que já viveu”, Bell aborda um dos temas mais controversos da fé, e argumenta que um Deus amoroso nunca entregará as almas dos homens ao sofrimento eterno. Com uma visão apaixonante, Bell coloca o inferno á prova, e sua mensagem é verdadeiramente otimista: A vida eterna não começa quando morremos, mas agora, e em última instancia, o amor vencerá”

Instantes após a propaganda surgir no twitter no dia 26 de fevereiro, vários representantes da teologia crista norteamericana se mostraram indignados e demonstraram seu repúdio a estranha doutrina através do Twitter, levando o pastor a aparecer nas TTs durante várias horas.

Veja a seguir alguns dos comentários:

“Adeus Rob Bell http://dsr.gd/fZqmd8” John Piper
(O link é de um artigo do Justin Taylor que questiona o universalismo do ícone emergente)


“O inferno não é mal. Enviar um homem inocente para morrer na cruz quando sequer existe um inferno, isso sim seria mal. Separada do inferno, a cruz não tem nenhum sentido” Matt Carter


“Não há amor em pregar um evangelho falso. Isso parte o meu coração. #orando por Rob Bell” Joshua Harris


“Voce merece o inferno. Tudo além disso é um presente” Mark Driscoll

Em seu artigo intitulado “Rob Bell, Universalist?”, Justin Taylor começa com uma citação do John Piper: “A má teologia desonra a Deus e destrói as pessoas. As igrejas que cortarem a raiz da verdade podem florescer por um tempo, mas logo murcham o se convertem em algo além de uma igreja crista”. Sem dúvida, uma frase contundente e profética. Sem a verdade como pressuposto principal, a igreja desmorona.

Só resta saber como vão reagir os engomadinhos relacionais quando souberem do desvio do nosso amigo estadunidense. Quem sabe, ao ver que o cara teve “coragem para por as cartas na mesa” (como disse Justin Taylor) e saiu do armário, eles também decidem sair do armário e confessar que toda essa pataquice relacional e inclusivista é apenas uma maneira de introduzir as bases de um universalismo cristão, propalado por um Deus que, sentindo-se culpado por perder o controle da história, pretende limpar toda sujeira cósmica que fez, ao permitir que pessoas não renascidas entrem no céu.

Comentário do PC@maral

Sempre gostei das preleções de Rob Bell, eram diferentes bem dinâmicas, e prendiam a atenção de sua plateia. Não sei o quanto esta "novidade" pode prejudicar seus leitores e ouvintes. Talvez seja apenas uma "jogada" polêmica para vender mais livros, e isso, por si só,  já "queima o filme" do Rob Bell.

Eu concordo com a opinião do Leo sobre o assunto, e também concordo com o argumento de que: O nosso Deus é: um Deus amoroso nunca entregará as almas dos homens ao sofrimento eterno. Vou explicar por que:

Eu não creio no inferno como o descrito como um local de sofrimento eterno. Na minha opinião isso é invenção da igreja catolica primitiva para ter em suas mãos, usando de terror, as pessoas da época. Infelizmente essa doutrina do inferno foi assimilada pelo protestantismo, e, hoje, temos crentes que tem medo de irem para o inferno.

Já publiquei estudo sobre esse tema que você pode ler AQUI.
Não entra na minha cabeça um Deus que é amor condenar pessoas, das quais Jesus Cristo deu sua vida na cruz, a viverem eternamente em aflição e tormento. Eu me recuso a aceitar isso. Este não é o Deus que morreu por mim.
Eu não creio neste inferno, creio em aniquilamento total. Ou seja, na volta de Jesus, ao soar as trombetas (...) o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. (I Ts 4: 16-17) e os que ficarem na terra serão aniquilados, ou seja, os impios vivos serão todos mortos: Isto acontecerá quando do céu se manifestar o Senhor Jesus. Neste dia, o Senhor tomará vingança contra aqueles que se recusam a agir com base naquilo que sabem a respeito de Deus e aqueles, que mais especificamente, rejeitam a revelação em Cristo. (II Ts 2:7-8)

A terra ficará desolada: Olhei para a terra e ela era sem forma e vazia; e para os céus, e a sua luz tinha desaparecido. Olhei para os montes e eles estavam tremendo; todas as colinas estavam oscilando.Olhei, e não havia mais gente; todas as aves do céu tinham fugido em revoada. Olhei, e a terra fértil era deserto; todas as suas cidades estavam em ruínas por causa do Senhor, por causa do fogo da sua ira. Assim diz o Senhor: "Toda esta terra ficará devastada, embora eu não vá destruí-la completamente. (...) Naquela dia, os mortos pelo Senhor estarão em todo lugar, de um lado ao outro da terra. Ninguém pranteará por eles, e não serão recolhidos e sepultados, mas servirão de esterco sobre o solo. (Jr. 4:23-27; 25:33) A vinda do Senhor Jesus desencadeará o fim da ordem mundial da maneira como os homens a conhecem agora. O mundo não está destinado a durar para sempre. A ordem pecaminosa atual está condenada à destruição. Neste tempo, a visão de Jeremias se cumprirá em uma escala mundial.

Os salvos passarão mil anos com Jesus na Jerusalém Celestial e satanás ficará na terra totalmente desolada e vazia sem ter ninguem para tentar, junto com seus demônios. Até que se completem, os mil anos e Jesus volte pela segunda vez e os mortos impios ressuscitem e junto com Satanás marchem para a Cidade Santa e Deus faça descer fogo do ceu e destrua todos, esta é a segunda morte.  Quando terminarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão e sairá para enganar as nações que estão nos quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, a fim de reuni-las para a batalha. Seu número é como a areia do mar. As nações marcharam por toda a superfície da terra e cercaram o acampamento dos santos, a cidade amada; mas um fogo desceu do céu e as devorou. (Ap 20:7-9)

Por isso não creio em inferno, a não ser se referindo a sepultura ou lugar inferior, debaixo da terra. E creio, firmemente que os salvos fazem parte da primeira ressurreição e que os impios, os que não eceitaram Jesus e nem se deixaram ser transformados por Ele, serão aniquilados na segunda ressurreição. (...) os que fizeram o bem ressuscitarão para a vida, e os que fizeram o mal ressuscitarão para serem condenados. (João 5:29). Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição. Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos. (Ap 20:5-6)

Sendo assim, discordo totalmente do argumento de que Deus salvará todos os homens [humanidade] independente da sua relação com Cristo.
***

Postou Leonardo Gonçalves, no Púlpito Cristão - com comentário do PC@maral

A Perseguição da Igreja de Jesus Cristo

Nenhum comentário:
Por PC@maral

Vão! Eu os estou enviando como cordeiros entre lobos. Lucas 10:3

No brasil é muito fácil ser crente. Bater no peito e anunciar que é cristão, que é evangelico. Poder ir ao templo e adorar ao Senhor abertamente, e até mesmo nas praças e ruas de nossas cidades. Muito fácil, seguro e revigorante. Mas, existem lugares no mundo onde a perseguição é implacavel. Lugares onde a simples suspeita de que você é um cristão pode ser uma condenação a morte fisica.

Pessoas são espancadas, torturadas, igrejas são queimadas, casas são destruidas e pessoas são mortas sem nenhum remorso ou qualquer piedade.

Você é brasileiro? Graças a Deus. O que pede a Deus nas suas orações em sua igreja? Prosperidade, carros, casa luxuosa, riquezas? Quando foi a ultima vez que orou a Deus por essas pessoas que são perseguidas no mundo por serem cristãs iguais a você e eu? Pessoas que não tem a mesma sorte de morar em um pais que tem liberdade religiosa?

Quando foi a ultima vez que oramos para que Deus guarde, proteja e mantenha essas pessoas firmes em sua fé para que resistam até ao fim, mesmo que corram o risco de morte, para que, se assim for inevitável, morram salvas em Jesus Cristo?

Quando foi? E até quando vamos ignorar que cenas como a do video abaixo acontecem todos os dias no mundo?

Com que armas podemos lutar contra isso? Com nossa oração! Todos os dias!



Vocês serão traídos até por pais, irmãos, parentes e amigos, e eles entregarão alguns de vocês à morte. Todos odiarão vocês por causa do meu nome. Contudo, nenhum fio de cabelo da cabeça de vocês se perderá. É perseverando que vocês obterão a vida.(Lc 21:16-19)

***

PC@maral

Coração compungido e contrito

Nenhum comentário:
Por Ricardo Barbosa de Sousa

Uma das marcas do nosso tempo é o abandono do temor a Deus. Temor é uma palavra que a cultura contemporânea excluiu do dicionário. No lugar dela, cresce a busca pela autoconfiança. Uma vez que não temos nenhum referencial fora de nós, assumimos que somos nosso próprio deus. Num mundo assim, não existem limites ou fronteiras. Tudo é possível, permitido e aceitável. Surge então um desequilíbrio perigoso.

A oração do rei Davi no Salmo 51 é uma das pérolas da Bíblia. Não posso imaginar a vida sem essa oração, que nos conduz às profundezas da alma humana. Encontramos nela o espelho dos movimentos mais profundos de nossas emoções. Ela descreve a anatomia da alma humana e demonstra um equilíbrio maduro entre o temor a Deus e uma autoestima saudável.

O contexto é bem conhecido. Trata-se do terrível adultério do rei Davi com Bate-Seba, seguido da trama para matar seu marido, Urias. O plano perverso de Davi acontece. Depois da morte de Urias, ele se casa com Bate-Seba e o filho nasce. Porém, Davi não consegue conviver em paz com seu pecado. Graças a Deus por isso. Ele tentou esquecer, remendar, mas nada adiantou. Seu corpo começou a sentir o peso do pecado. Por mais que a cultura moderna nos tente convencer que o pecado não existe, seus sinais estão por toda parte.

Não havia sacrifício para o pecado de Davi, já que o crime que cometeu fora premeditado. É por isso que ele diz: “Pois não te comprazes em sacrifícios; do contrário, eu tos daria; e não te agradas de holocaustos”. Davi então entende que o sacrifício com o qual Deus se agrada é um espírito quebrantado e um coração compungido e contrito. Pouca coisa descreve melhor a necessidade humana do que essa declaração. Algumas razões:

Um espírito quebrantado e um coração contrito nos conduzem à realidade sobre quem somos. Observe os pronomes usados por ele: “minhas transgressões; minha iniquidade; meu pecado; eu pequei contra ti; eu fiz o que é mau, eu nasci na iniquidade”.

Davi tem consciência de quem ele é. Isso nos ajuda a parar de jogar e brincar com a vida -- a nossa e a dos outros. Por causa desse coração e espírito, ele assume seu erro e pecado. Não busca justificar seu erro com o erro dos outros, com aquelas desculpas conhecidas: “todo mundo faz o mesmo”, “não tive escolha”, “fui pressionado”. Ele não diz que foi “consensual”. Adultério é adultério, mesmo sendo consensual. Ele sabe que sua ofensa atinge primeiramente a Deus: “Pequei contra ti, contra ti somente, e fiz o que é mal perante os teus olhos; esconde o rosto dos meus pecados; não me repulses da tua presença, nem me retires teu Santo Espírito”. É a Deus que ele ofendeu, antes de Bate-Seba e Urias. É isso que o temor a Deus produz.

Essa oração nos conduz também a uma compreensão real sobre Deus. Veja a forma como ele se refere a Deus: compaixão, benignidade, misericórdia, amor, justiça, santidade. Ao pedir para ver a glória de Deus, Moisés ouviu a seguinte resposta: “Farei passar toda a minha bondade diante de ti... terei misericórdia e compaixão”. Davi volta-se para essa revelação, para o amor eterno, amor da aliança. É nesse amor que ele se apega. É nessa compaixão que ele deposita sua confiança.

É uma oração que nos conduz a um milagre. Encontramos nela afirmações enfáticas: “Purifica-me, lava-me, faze-me ouvir júbilo e alegria, cria em mim um coração puro, renova dentro em mim um espírito inabalável, apaga as minhas transgressões, restitui-me a alegria da salvação, sustenta-me com um espírito voluntário, livra-me dos crimes, abre meus lábios”. Ao suplicar pelo milagre de um coração puro, Davi usa a mesma palavra de Gênesis 1: Deus criando a partir do nada. Somente ele pode criar uma nova realidade, uma nova criação. É exatamente o que Jesus veio fazer: “Eis que faço novas todas as coisas”.

Deus não despreza um espírito quebrantado e um coração contrito. É somente com um temor sincero para com ele que podemos desenvolver uma compreensão clara sobre nós. É essa atitude que torna possível ao ser humano construir uma autoconfiança saudável.
***

• Ricardo Barbosa de Sousa é pastor da Igreja Presbiteriana do Planalto e coordenador do Centro Cristão de Estudos, em Brasília. É autor de “Janelas para a Vida” e “O Caminho do Coração”.

Fonte: Ultimato

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Jesus Cristo é aquele que intercede por nós!

2 comentários:
Não peço que os tire do mundo, e sim que os guarde do mal. Eles não são do mundo, como também eu não sou. Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade. (Jo 17:15 17)

Em João 15, Jesus ensinou que é somente estando e permanecendo nele que o cristão pode frutificar de forma que agrade a Deus. Em João 16, ele prometeu a vinda do Consolador, que chegaria para auxiliar os seus discípulos, na tarefa de permanecer nele. Em João 17, capítulo-base do presente estudo, Jesus, pouco antes de concluir sua missão salvadora, através de sua morte na cruz, intercede, não somente por seus discípulos, mas por todos os salvos, incluindo eu, você e todos aqueles que vierem a crer por intermédio da Palavra de Deus.

I – OLHANDO PARA JESUS

Os quatro evangelhos da Bíblia mostram Jesus orando muitas vezes, de muitas maneiras e por muitos motivos. Mas, em João 17, encontramos a oração mais emocionante e marcante feita pelo Filho de Deus. Sua missão estava por ser concluída e se aproximava a hora da sua crucificação. Antes, porém, Jesus passaria momentos dolorosos no Getsêmani, onde em agonia (Lc 22:44), suaria sangue. Foi com a imagem do Getsêmani, da via dolorosa, da indigna cruz, da morte atroz, na mente, que Jesus deixou escapar de seus lábios esta magnífica oração. A poucas horas da morte, ele intercede por si próprio, por seus discípulos e por sua Igreja.

1. Intercessão por si próprio: Jesus estava se despedindo de seus discípulos, quando disse: No mundo, tereis aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo (16:25-33). Cristo deixa claro que o propósito de Deus havia sido alcançado por ele e teria continuidade e conclusão pela ação poderosa do Espírito Santo, que usaria os discípulos e a Igreja (16:1- 24). Para que assim fosse feito, Jesus ficou em pé, abriu os olhos, fixou-os no céu e começou a interceder, primeiramente, por si: Pai é chegada a hora; glorifica a teu Filho, para que o Filho te glorifique a ti (v.1). É uma conversa íntima com seu Pai. Até o versículo cinco, Jesus pede a glória mútua, dele e do Pai: ...glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que eu tive junto de ti, antes que houvesse mundo (v.5). Por que Jesus pede a glorificação? Porque ele completou, na terra, a obra que o Pai lhe confiou! O Filho recebeu autoridade para dar a vida eterna a todos os que o Pai lhe deu, e, por causa disso, estes conheceriam o Pai e o Filho (v.3). Na verdade, tudo isso seria concretizado na terrível cruz e na gloriosa ressurreição, mas Cristo fala como se tudo já fosse fato consumado, uma vez que enfrentaria o ódio, a corrupção, a traição, o abandono, a afronta, a ignomínia, a impiedade, enfim, tudo e todos, e iria fazê-lo sem recuar, por amor aos homens pecadores. Por isso, pede ao Pai que lhe dê a glória que tinha antes que houvesse mundo.

Que significado tem essa glória? Ele está afirmando que seu Pai é o Deus eterno e que ele, por ser seu Filho, é preexistente, é eterno, é divino, uma verdade que João já declarara no início de seu evangelho, quando afirma que o Filho é antes de todas as coisas e que todas as coisa foram feitas por ele (Jo 1:1-14). Portanto, as naturezas, divina e humana, de Jesus, bem como sua obra expiatória e tudo o que ele fez, estavam na mente de Deus, desde a fundação do mundo, e, por isso, chegara o momento em que tudo seria consumado no Filho. E porque todas as ações do Filho produziriam grande glória a seu Pai, em sua volta para casa, ele seria entronizado e glorificado.

2. Intercessão pelos discípulos: A intercessão continua. Agora, Cristo ora por seus discípulos (Jo 17:6-19). Conversa com o Pai sobre eles. Jesus fitava os seus discípulos e comovia-se por deixá-los, preocupando-se com o que aconteceria com eles após sua morte. Nesse clima, ele dialoga com seu Pai. Seu profundo afeto por seus discípulos não era de então; ele já lhes havia revelado o Pai a eles (v. 6-7) e entregue as palavras do Pai (v. 8-14), orado por eles (v. 9-10); já os havia protegido (v.12) já havia se santificado para a santificação deles (v.19) e já os havia enviado ao mundo (v.18).2 Ele sempre demonstrou preocupação com a vida e com a história dos discípulos. Veja que cena comovente: Jesus está perto de passar pela experiência mais cruel de toda a história humana, e, ainda assim, encontra forças para amar e cuidar de seus discípulos. Assim como o Pai deu-lhe um ministério vigoroso e vitorioso, Jesus quer que o Pai dê aos discípulos um ministério frutífero e alegre, que expresse a continuidade do seu (v.13). Por isso, ele pede que o Pai os una (v.11), que o pai os conceda paz (v.13), que o Pai os proteja (v.15-16) e que o Pai os santifique (v.17).

A chave da intercessão de Jesus por eles é a perseverança. O fato de Ele orar por perseverança sugere que isso não é algo automático para os crentes; depende deles continuarem crendo em Jesus e guardando sua palavra, e, sobretudo, em última instância, do poder de Deus. Jesus iria voltar para casa, mas queria que os discípulos entendessem que seu Pai não é um Deus distante, um ser intocável, insensível, mas Deus presente. Ao rogar que seu Pai não os tire do mundo, ele não lhes prometeu uma vida utópica, uma vida sem problemas e contrariedades. Pelo contrário, almejava que os percalços da existência pudessem lapidá-los. Sabia que o oásis é mais belo quando construído no deserto, e não nas florestas. Desta forma, Jesus não queria tirar do caminho as pedras que perturbavam as trajetórias de seus discípulos, mas desejava que elas se tornassem tijolos para desenvolver neles uma humanidade elevada. Por tudo isso, Jesus roga que seu Pai cuide deles, especialmente nos dias maus.

3. Intercessão pela Igreja: Por último, Jesus intercede por aqueles que vão crer na mensagem pregada pelos discípulos (17:20-26). Ele vê antecipadamente a conversão de milhões ou bilhões de pessoas (v.20). A evangelização do mundo não fracassaria! A intercessão de Cristo tem dois grandes alvos: 1) que os salvos, ao longo da história, sejam um, unidos num só propósito espiritual; 2) que a Igreja esteja sempre unida a Cristo e ao Pai, na forma como estes estão unidos eternamente (v.21). Com isso, Jesus ora por uma unidade mundial (cf. Ap 7:9-10) e revela seu desejo de preservar a pureza da Igreja até que ele volte. O Senhor da Igreja faz cinco pedidos ao Pai em favor dela. Ele pede que o Pai a unifique (v.20-22), que a Igreja honre o Filho (v.21b), que demonstre o amor de Cristo (v.23), que desfrute do amor de Deus (v.25 e 26) e que desfrute a glória de Cristo nos céus para sempre (v.24).7 Seu desejo é que a Igreja participe com ele da glória que ele tinha, antes que o mundo fosse criado por ele (v.24). Jesus deseja que sua unidade com seu Pai contagie os discípulos e se espalhe por toda a Igreja em todos os tempos (v.21).

Não é a unidade organizacional, denominacional, institucional, mas orgânica, a unidade do corpo vivo de Cristo. Jesus termina sua intercessão afirmando que o mundo não conheceu ao Pai, mas os discípulos o conheceram, através do Filho (v.25). Ele declara que ainda vai revelar o Pai com mais intensidade aos discípulos, e, por extensão, ao mundo, em seu último e decisivo ato messiânico, na cruz (v.26). Seu desejo final e mais relevante é que o amor de Deus esteja nos discípulos e em todos os que nele crerem. Antes de exigir dos salvos obediência às suas próprias regras, leis, estatutos e juízos, ele quer que seu amor transborde neles para que possam cumprir espontânea e prazerosamente todos os seus preceitos.

II – PRATICANDO A PALAVRA DE DEUS

Interceda pela verdade e pela santidade da Igreja - Jesus orou: Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade (v.17). Sua intercessão revela que, se o Pai não guardar os salvos em seu nome, estes se desviam da verdade e se corrompem no pecado. Precisamos ser um povo fiel ao nome de Deus! Carregamos seu nome, sua reputação, suas obras, suas promessas, suas bênçãos. Ore para que a igreja onde está seja o reflexo desta oração de Cristo. Interceda ao Pai, pedindo-lhe que o ajude a superar os enganos doutrinários e a impureza moral (v.15), a fim de que o mundo conheça a igreja que se santifica em Cristo Jesus e que ama e vive na verdade de Deus.

Interceda pela missão evangelizadora da Igreja - Jesus orou: Assim como me enviaste ao mundo, eu os enviei ao mundo (v.18). Sua intercessão revela que ele faz de sua missão o modelo para a nossa, pois assim como ele entrou em nosso mundo, devemos entrar no mundo das pessoas. Ele orou por aqueles que creriam nele, por intermédio da sua palavra (v.20). Ele viu você ouvindo a pregação, fazendo o estudo bíblico, sendo salvo! Interceda pela missão evangelizadora da Igreja! Que o Espírito Santo incomode você e sua família a entrarem no mundo dos pecadores, e com ousadia espiritual, pregar-lhes a palavra de Cristo. Abra os olhos espirituais e, pela fé, veja os pecadores sendo salvos e entrando na Igreja!

Interceda pela unidade espiritual da Igreja - Jesus orou: ...a fim de que todos sejam um, e como és Tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que Tu me enviaste (v.21). Sua intercessão revela que ele pede unidade entre os apóstolos e os que serão salvos até a sua volta (v.20 e 21). É uma oração para que haja uma continuidade histórica entre os apóstolos e a igreja pós-apóstolos, para que a igreja em todas as eras seja genuinamente apostólica, leal [à Bíblia Sagrada e tenha unidade] com o Pai e o Filho. Interceda para que a Igreja tenha essa unidade dupla: com a doutrina dos apóstolos (uma verdade comum) e com o Pai e o Filho (uma vida comum). Oremos para que a unidade baseada na verdade e na vida, ou seja, a unidade espiritual seja mais substanciosa do que a unidade denominacional.

CONCLUSÃO

De fato, é impressionante a oração feita por Jesus em João 17. Momentos antes da pior hora, a hora do gemido, da dor, da morte, ele deixa sair do fundo de sua alma palavras profundas, emocionantes, vibrantes, que enchem nossos corações de esperança. Sua íntima comunhão com o Pai é manifestada como o modelo para a nossa comunhão uns com os outros e com eles. Sua eterna unidade com o Pai é revelada como o molde da nossa comunhão com os salvos e com eles. Sua misericordiosa compaixão para com os ainda não salvos é a inspiração para o nosso mover em direção a estes, repartindo-lhes o Pai e o Filho. Que as profundas e ricas palavras de Jesus nessa extraordinária oração entrem profundamente em nossos corações e transformem nossa vida substancialmente.

Amém!

DEC
PCamaral

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Liberdade no Egito?

Nenhum comentário:
Então Jesus declarou: "Eu sou o Messias! Eu, que estou falando com você". (João 4.26 - NVI)

Confiados em sua própria força, os egípcios comemoram a vitória sobre a ditadura. Mas que desafios vão enfrentar: um mar para atravessar ou uma longa caminhada no deserto?

Por Marco Murta

Houve um tempo, centenas de anos antes de Cristo, em que a nação dos hebreus viveu sob regime de escravidão, no Egito, sob a tirania do faraó Ramsés. Naquela época, incapaz de uma iniciativa eficaz para dar fim ao sofrimento, o povo foi liderado por um profeta, que recebera do próprio Deus tal incumbência. A liberdade, enfim, chegava aos israelitas. Não pelas próprias forças, tampouco empunhando armas – visto que pouco podiam fazer diante do poder do exército de Ramsés. Mas pela mão daquele que decidira libertá-los: o próprio Deus.

Moisés, hebreu de nascimento e egípcio de criação, foi o instrumento escolhido pelo Todo-Poderoso para a missão que parecia impossível. Como não há barreira que seja intransponível para Deus, os hebreus marcharam para fora dos domínios de faraó e puderam comemorar com grande festa. Aquele dia foi para eles como um memorial para ser lembrado através das gerações (Êx 12:40-42), porque os tirou da terra do Egito.

A história está se repetindo, num certo sentido. Mas, desta vez, não são os israelitas que comemoram a libertação, mas os próprios filhos da nação egípcia. Na data que entra para a história como o “Dia da Vitória”, centenas de milhares de pessoas comemoram com uma oração na praça Tahrir, no Cairo, o fim da opressão vivida sob a ditadura de Hosni Mubarak.

Os egípcios do nosso tempo lutaram trinta anos até conseguirem a liberdade – que hoje em dia atende pelo nome de “democracia”. Agora que acreditam tê-la alcançado, pergunto se estão, realmente, livres. Quais os próximos passos da caminhada? Que desafios os aguardam? Há um mar para atravessar ou uma longa caminha a ser feita no deserto? Há uma cidade que mana leite e mel a ser habitada? Há promessas de um nova e definitiva liberdade a ser conquistada no futuro?

São duas grandes vitórias, certamente. A dos hebreus, no passado e, agora, a dos egípcios. O paralelo que desejo construir entre esses dois diferentes momentos históricos, contudo, apresenta uma diferença essencial, que põe fim a qualquer comparação. Falta aos egípcios contemporâneos a figura do profeta Moisés e a presença do Deus de Israel, que promoveu com força e poder incomparáveis a alforria dos oprimidos do passado. Falta a noção da ação sobrenatural, do mover de Deus enquanto, por outro lado, sobra autoconfiança e crença na conquista pelo mérito meramente humano – a julgar pela euforia orgulhosa dos personagens históricos do feito mais recente, amplamente exibida em todos os meios de comunicação.

A ocasião nos faz lembrar que lutar por nossos direitos, resistir à opressão e ser vitorioso na batalha são coisas que devemos buscar sempre. Mais importante que isso, porém, é entender que muito melhor é encarar os desafios da vida com a ajuda de Deus, reconhecendo que é ele quem cuida, dirige e luta por nós.

Com Deus, a comemoração dos egípcios certamente seria mais alegre e completa. Como Moisés, eles poderiam dizer: “cantarei ao Senhor, porque gloriosamente triunfou (...). O Senhor é a minha força, e o meu cântico; ele se tem tornado a minha salvação; é ele o meu Deus, portanto o louvarei; (...) O Senhor é homem de guerra; Jeová é o seu nome. Lançou no mar os carros de Faraó e o seu exército; (...) Quem entre os deuses é como tu, ó Senhor?”. (Êx 15:1-4, 11)
***

Fonte: texto de autoria do Pb. Marco Murta compartilhado no PCamaral

Sete motivos para abandonar sua Igreja

3 comentários:
Texto que serve de base para este estudo: Lucas 24:13-35

Por Anderson Guarnieri

A cada ano milhares de brasileiros se convertem e ingressam numa igreja evangélica. Mas, também, a cada ano, muitos abandonam suas igrejas, fazendo-as parecer um imenso corredor: muitos entrando pela porta da frente; um bom tanto deles saindo pela porta dos fundos.

Este fenômeno, no entanto, não é novo. Se considerarmos que após a morte de Jesus na cruz, e, passados os três dia e três noites de seu sono no seio da terra, e, havendo Jesus ressuscitado, naquele dia, no dia em que Jesus ressuscitou, à tarde, já tinha dois “desviados”: OS DOIS DISCÍPULOS NO CAMINHO DE EMAÚS!

1º Motivo: Dar ouvidos à conversa fiada – vs. 13-14:

Para que alguém se converta e una-se a uma igreja evangélica, muitas pessoas, de muitas igrejas diferentes, colaboram para isso: Um lhe fala de Jesus pela primeira vez, outro lhe entrega alguma literatura, alguém ora por ele e com ele, outro o socorre numa hora de aflição, alguém o convida, outro o traz ao templo, e assim por diante. No entanto, quando alguém chega a se afastar do Caminho, geralmente é pelas mãos de uma única pessoa. Muitas vezes pelas mãos de alguém que ele conheceu na própria igreja e que se fez seu amigo. Alguém que conversa muito com ele, mas, ao invés de o encorajar, como recomendam as Escrituras, leva-o a se desviar.

Repare no texto bíblico:“Naquele mesmo dia, dois deles estavam de caminho para uma aldeia chamada Emaús, distante de Jerusalém sessenta estádios. E iam conversando a respeito de todas as coisas sucedidas”.

O que havia em Emaús? Nada! A verdade é que, enquanto a igreja estava reunida lá em Jerusalém, tentando assimilar os últimos acontecimentos e esclarecer o sumiço do corpo de Jesus, estes dois discípulos estavam voltando para sua antiga vidinha, lá em Emaús. Abandonaram a igreja. Por que? Por vários motivos e um deles foi por causa de conversa fiada, pois, como o texto bíblico relata, eles “... iam conversando” pelo caminho. O texto bíblico não diz quem desviou quem, mas, não corremos muito risco em afirmar que Cleopas era o conversador e, o outro, aquele que lhe deu ouvidos.

Ter amigos na igreja é muito saudável e recomendável, mas, cuide-se, há muitos “Cleopas” em nosso meio; pessoas mal resolvidas em sua fé em Nosso Senhor Jesus, pessoas que querem sair da igreja, mas, como seus motivos são meras desculpas, precisam de alguém que lhe dê ouvidos, alguém que concorde com ele e, de preferência, que saia da igreja junto com ele, para que ele se sinta menos mal e culpado.

2º Motivo: Cegueira espiritual – vs. 15-16:

O texto fala de uma espécie de “cegueira espiritual”. Repare.“Aconteceu que, enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e ia com eles. Os seus olhos, porém, estavam como que impedidos de o reconhecer”. Eles estavam tão compenetrados em si mesmos, tão envolvidos em suas próprias desculpas e justificativas, tão convictos em sua discussão, que nem puderam notar que era o Cristo ressurreto que caminhava com eles. Observe outra coisa muito interessante: eles (que estavam cegos) julgaram-se mais informados que o próprio Cristo: “És o único, porventura, que, tendo estado em Jerusalém, ignora as ocorrências destes últimos dias?”.

As pessoas que abandonam o Caminho encontram-se em condições espirituais semelhantes, isto é, cegos. Estão tão preocupadas consigo mesmas que, literalmente, se tornam incapazes de perceber a realidade. Pior que isso, além de estarem cegas, acreditam que são as únicas que enxergam. Enchem o peito de razão, mas, fazem papel de ridículos ao discutirem temas sobre os quais não tem o menor conhecimento e ao classificarem como fanáticos ou histéricos os que ficaram firmes em suas igrejas.

3º Motivo: Tristeza – vs. 17 “Então, lhes perguntou Jesus: Que é isso que vos preocupa e de que estão tratando à medida que caminhais? E eles pararam entristecidos”.

Porque eles estavam tristes? Pela morte de Jesus, é claro! Mas, também, pela injustiça praticada pelas autoridades (Como puderam colocar Jesus e Barrabás lado a lado?). Pela ingratidão do povo de Israel (Como puderam escolher Barrabás?). E, pelos problemas do grupo de Jesus (Como é que Pedro, que era tão valente, não morreu de vergonha por negar o Mestre três vezes? E quanto aos demais, não se acovardaram também, deixando o Cristo padecer sozinho? E as mulheres, então, que na hora da crucificação até que foram valentes, mas, agora, vêm com esta história de que viram e conversaram com anjos, parecendo loucas, alucinadas?).

Estavam tristes por muitos motivos. Por isso não puderam suportar a pressão. A Bíblia diz que “... a alegria do Senhor é a nossa força”. Crente triste é crente fraco! E, quando estamos fracos, temos a tendência de nos isolarmos, de fugir, de virar a mesa, de abandonar a carreira da fé.

Cuide-se, meu irmão. Não se entristeça! Nem com as autoridades, nem com a ingratidão do povo e, muito menos ainda, com sua igreja, pois todas as igrejas do mundo são iguais: são formadas por seres humanos fracos e frágeis; valentes numa hora, covardes noutra; maravilhosos num instante, desprezíveis noutro; inspiradores em certas atitudes, desastrosos em outras.

4º Motivo: Saudosismo – vs. 19: “És o único, porventura, que, tendo estado em Jerusalém, ignora as ocorrências destes últimos dias? Ele lhes perguntou: Quais? E explicaram: O que aconteceu a Jesus, o Nazareno, que era varão profeta, poderoso em obras e palavras”.

Jesus falou diversas vezes que iria voltar para o Pai e que seus discípulos iriam fazer obras maiores do que as que ele fez, mas, mesmo assim estes dois abandonaram a Igreja, pois aquele “... que era varão profeta, poderoso em obras e palavras...” havia morrido. Jesus já era. Estava morto. Suas obras pertenciam ao passado.

O dicionário define saudosismo como culto ao passado. Este é um dos principais motivos pelos quais muitas abandonam suas igrejas: Eles vivem do passado. Ah! No tempo daquele outro pastor, sim, a gente via o poder de Deus. Ah! Antigamente a Igreja orava mais, buscava mais a presença de Deus. Ah! No tempo dos apóstolos é que havia poder. Ah! No tempo de Jesus... E, assim vão caminhando e se distanciando, sem entender que o poder de Deus está à disposição de todo aquele que se santifica e que Deus se manifesta hoje em dia no meio do seu povo com a mesma graça e misericórdia de outrora. É interessante observar que foi exatamente no momento do maior dos milagres de todos os tempos, a ressurreição, que este dois pensavam que o poder de Deus havia cessado.

Meu irmão, você acha que sua Igreja anda sem poder? Cuidado! Pode ser que você esteja virando as costas e esteja perdendo de ver as maravilhas de Deus. Dedique-se ao estudo da Palavra de Deus, à oração e ao jejum, às boas obras e ao amor fraternal. Pague o preço. Não use isto como desculpa, pois, pode ser que quem está frio e sem poder seja você mesmo.

5º Motivo: Decepção – vs. 21 “Ora, nós esperávamos que fosse ele quem havia de redimir a Israel; mas, depois de tudo isto, é já este o terceiro dia desde que tais coisas sucederam”.

Quantas vezes Jesus afirmou que seu reino não é deste mundo? Ele deixou claro que não veio para formar um exército, para ser o governador ou o rei de uma nação, para criar uma dinastia ou qualquer destas coisas que os poderosos tanto apreciam. Apesar disto, os apóstolos pensavam que Jesus iria ser coroado e enfrentar os romanos e “redimir” (libertar) Israel. Havia, é claro, um interesse pessoal em cada um deles, para acreditar nisso. Como amigos íntimos do Mestre, certamente eles seriam nomeados generais, ministros, secretários. Imagine, um grupo de pescadores analfabetos nomeados para os altos escalões do novo governo, o governo de Jesus. Fantástico, não é mesmo? Mas, eles estavam confusos. Jesus nunca disse isso, nunca lhes deu qualquer esperança neste sentido. Eles deixaram de ouvir as palavras de Jesus e passaram a acreditar em suas próprias ambições e devaneios.

Muitas pessoas abandonam suas Igrejas quando se decepcionam com alguma coisa. Mas, como chegam a este ponto? Quando deixam de ouvir as verdades de Deus para ouvir seus próprios corações. Quando enganam a si mesmos, afirmando e acreditando que Deus lhes prometeu alguma coisa, quando, no fundo, eles estão apenas tentando satisfazer suas ambições pessoais. A Bíblia diz que só há um mediador entre Deus e os homens, Jesus. Porém, infelizmente, muitos se decepcionam porque deixam de procurar em Jesus as respostas para suas vidas e vão atrás de certos “homens e mulheres de Deus”, mendigando oração e em busca de “revelação”. Passam a dar ouvidos aos profetas e profetizas de plantão. Passam a dar mais valor a sonhos, visões e sinais, que à presença de Deus e seus ensinos.

Decepcionado? A culpa é sua, se acreditou em suas próprias ambições. É hora de reconhecer os erros, para não cair mais.

6º Motivo: Perda da esperança – vs. 20-21 “Ora, nós esperávamos que fosse ele quem havia de redimir a Israel; mas, depois de tudo isto, é já este o terceiro dia desde que tais coisas sucederam”.

Naquela época aqueles que tinham dinheiro compravam sepulcros escavados em rocha, os entes destes eram colocados em cavernas e não enterrados, como fazemos hoje em dia, e a morte era oficialmente confirmada somente após três dias do sepultamento. Tudo isso para evitar que alguém fosse enterrado vivo, pois não tinham como diagnosticar os casos de morte aparente. Mas, depois de três dias, a morte era decretada e acabava-se qualquer raio de esperança dos amigos e parentes. Cleopas e seu amigo haviam depositado todas as suas esperanças em Jesus, mas ele morreu. E, após três dias do seu sepultamento, suas esperanças se foram.

Muitas pessoas abandonam suas igrejas porque perderem a esperança. Toda igreja passa por crises e nestas épocas, ao invés de procurar levantar o moral dos membros, muitos se apresentam como profetas, “Profetas-Só-De-Coisas-Ruins”.

Desconhecem a história da Igreja Cristã, que já passou por verdadeiras crises e superou cada uma delas, pois “Maior é o que está em nós, que aquele que está no mundo”. Esquecem que “... em Cristo, somos mais que vencedores”. A esperança é a última que morre, mas, quando morre, mata o homem. Cuide-se para não perder a esperança!

7º Motivo: Falta de fé, descrença – vs. 22-25 “... mas, depois de tudo isto, é já este o terceiro dia desde que tais coisas sucederam. É verdade também que algumas mulheres, das que conosco estavam, nos surpreenderam, tendo ido de madrugada ao túmulo; e, não achando o corpo de Jesus, voltaram dizendo terem tido uma visão de anjos, os quais afirmam que ele vive. De fato, alguns dos nossos foram ao sepulcro e verificaram a exatidão do que disseram as mulheres; mas não o viram”.

Quase que dá para ouvir o tom de desprezo deles em relação ao testemunho das mulheres, quando se referiram a elas como "algumas mulheres". Mas, sua descrença não parou por aí. Descreram, também, do testemunho dos homens: “De fato, alguns dos nossos foram ao sepulcro e verificaram a exatidão do que disseram as mulheres; mas não o viram”. Esses alguns eram nada mais e nada menos que Pedro e João. Não apenas descreram das mulheres como também dos dois apóstolos mais respeitados do grupo.

Descreram da própria ressurreição, apesar dela ter sido apregoada por Jesus. Em resumo, descreram das mulheres, dos homens e do poder de Deus. Não é à toa que a repreensão de Jesus foi tão severa.

Um dos motivos que levam as pessoas a abandonar suas igrejas é quando elas passam a agir de modo semelhante. Perdem a fé nos testemunhos das pessoas, perdem a fé na Palavra de Cristo e no próprio Cristo. Alguém certa vez disse: “Para quem quer crer, nenhuma prova é preciso; para quem não quer crer, nenhuma prova basta”.

Seja crente, de verdade. Seja sábio e prudente, mas crente... O crente vive pela fé.

Conclusão:

Como voltar? Como sentir de novo a mesma alegria que eu sentia no início? A própria passagem bíblica nos mostra uma lista dos eventos que motivaram aqueles dois a voltar correndo para Jerusalém:

1) Jesus foi atrás deles (v.15);

2) Jesus ouviu suas queixas (v.17);

3) Jesus falou aos seus corações(v.27, 32):

4) Eles convidaram Jesus a entrar em sua casa (v.29);

5) Jesus restaurou a comunhão (v.30 - no partir do pão);

6) Jesus abriu seus olhos (v.31 - tirou a cegueira espiritual);

7) Eles voltaram correndo para Jerusalém (v.33).

O caminho certo é Cristo! Volte-se para o Senhor! Ele está te chamando!


Fonte: Sou da Promessa compartilhado no PCamaral

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Mais doce que o mel!

2 comentários:
Satanás sempre investiu pesado na desvalorização da Palavra, fazendo prevalecer a opinião da maioria, da grande massa, e não da Palavra.

Ainda hoje satanás procura desacreditá-la e corrompe-la com interpretações pervertidas da verdade. Somos informados e formados todos os dias por sinais externos que recebemos seja da parabólica, TV a cabo, ou da internet, entretanto, estes devem ser confrontados com os princípios puros, limpos e santos da Palavra de Deus.

Vivemos uma época, onde as certezas estão virando incertezas, o errado transformando-se em certo, o mal em bem, as coisas essenciais tornando-se desnecessárias, um mundo onde contratos são ignorados e a palavra humana não tem mais valor. Não se engane! A Palavra de Deus continua a mesma. Portanto, dependa da Palavra! È o manual de Deus para você. Não apenas um manual de promessas, quando na hora da angustia se lê um salmo parcialmente e pronto, mas um manual de vida. Não um manual para os outros, ou ainda uma fabrica de mensagens, mas uma manual para a nossa vida pessoal.

Acredite, nenhum conselho, nenhuma teoria, nem mesmo nossas “experiências espirituais” são suficientes para substituir a palavra de Deus.

È maravilhoso e inexplicável, mas em pleno século XXI, no terceiro milênio, ainda somos transformados sobrenaturalmente por ela. Ela corrige, ensina, orienta. Portanto ela é o nosso alimento.

Você é desafiado hoje!

1° Leia a Palavra

Hoje você precisa tomar decisões sobre sua vida emocional, material e espiritual; o que devo pensar? O que devo falar? O que devo sentir? Seu desafio é: verifique o que a bíblia diz! Há uma direção de Deus para você!

2° Guarde a Palavra

Que efeito a mensagem teve sobre você? Deus falou comigo! E daí? O que mudou? Quais os resultados sobre o meu comportamento?

Guardar a Palavra é se sujeitar a ela, é obedecê-la incondicionalmente. Como é feliz a família, a igreja, o ministério, a vida pessoal de quem guarda a Palavra.

3° Pregue a Palavra.

Compartilhe hoje uma verdade da Palavra com alguém e não se preocupe, a Palavra de Deus se torna compreensível através do Espírito Santo.

Ela produz efeitos por si só: Ela é viva e eficaz, é cortante, é penetrante.

Stanley Jones um missionário metodista que morou na Índia durante 50 anos, encostava os lábios nos textos que mais falavam ao seu coração. Ele parece entender o que diz o salmista no Sl 119:103 “Oh quão doces são as tuas palavras ao meu paladar! Mais doces do que o mel a minha boca”.

Sob a graça de Deus, sinta esse gosto.

Fonte: Sou da Promessa compartilhado no PC@maral

A turma de Jesus

Nenhum comentário:

Enquanto viveu aqui como Filho de Deus e como Filho do homem, Jesus nunca esteve sozinho, nem em seu nascimento, nem em seu ministério, tampouco na sua morte e ressurreição.

Ele estava cercado de anjos, desde o anúncio da concepção dado à Maria -- “Você ficará grávida e dará à luz um filho, e lhe porá o nome de Jesus” (Mt 1.23) -- até o anúncio da ressurreição, dado às mulheres que foram ao túmulo para embalsamar o seu corpo -- “Sei que vocês estão procurando Jesus que foi crucificado [mas] ele não está aqui; ressuscitou como havia dito” (Mt 28.5-6).

Ele estava cercado de pessoas prontas para servi-lo em qualquer circunstância: Maria emprestou-lhe o ventre, o colo e o seio; certo morador de um povoado próximo a Betfagé emprestou-lhe uma jumenta e o seu jumentinho para a entrada triunfal; outro proprietário emprestou-lhe uma grande sala mobiliada e arrumada em Jerusalém para ele comer a Páscoa com os discípulos; e mulheres da Galileia, curadas e perdoadas por ele, davam-lhe assistência com seus bens. Até as crianças o rodeavam e gritavam espontaneamente: “Viva o Filho de Davi!” (Mt 21.15, BV).

Jesus estava cercado de pecadores, considerados, na época, os piores de todos, como os publicanos e as prostitutas.

Pessoas de certo prestígio e de posses se aproximavam de Jesus e lhe prestavam algum benefício. Entre elas está Joana, mulher de Cuza, que era procurador de Herodes Antipas. Outros dois são Nicodemos e José de Arimateia, ambos ricos, conceituados e membros do Sinédrio. Inicialmente discípulos ocultos de Jesus, eles saíram corajosamente do armário quando solicitaram a Pilatos o corpo do Senhor e o desceram da cruz para embalsamá-lo e dar-lhe sepultura.

A natureza também esteve ao lado de Jesus. Na escuridão da noite em que ele nasceu, houve imensa claridade, porque a luz gloriosa do Senhor brilhou nos céus de Belém. Na claridade do dia em que ele morreu, houve densas trevas sobre a face da terra, porque “o sol parou de brilhar” do meio-dia às 3 horas da tarde. Para tornar aquela tarde ainda mais sinistra, a terra tremeu e as rochas se partiram.

É muito significativo que, depois de quase dois milênios, o nome de Jesus não caiu no esquecimento e suas palavras e milagres são continuamente lembrados em todo o mundo. Havia tanto assunto sobre Jesus que João temia que o mundo inteiro não seria suficiente para caber todos os livros a serem escritos (Jo 21.25). O fenômeno persiste até hoje: três dias antes do Natal de 2002, o “Jornal do Brasil” publicou um artigo de Deonísio da Silva, professor da Universidade de São Carlos, o qual mencionava que haviam sido publicados mais livros sobre Jesus entre o final do segundo milênio e o alvorecer do terceiro, do que em todos os séculos anteriores.

Porém, Jesus não é e nunca foi unanimidade. No correr do tempo, ele tem sido o centro da atenção de muitos e também o centro da repulsão para outros tantos. Todavia, quando se anuncia o evangelho com autoridade, coerência e convicção, muitos se convertem e fazem questão de se chamar “a turma de Jesus”!

Fonte: Ultimato

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Local onde teria nascido Jesus pode virar Patrimônio da Humanidade

Nenhum comentário:

O Centro histórico de Belém, o Caminho da Peregrinação e a Basílica da Natividade, construída no local onde Jesus nasceu, poderão ser em breve reconhecidos como Patrimônio da Humanidade.

A cidade palestina, que a cada ano recebe milhares de peregrinos que desejam conhecer onde viveu o Messias, apresentou sua candidatura para ser incorporada à lista da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) e reforçar a proteção de um lugar sagrado para grande parte da Humanidade.

Hamdan Taha, vice-ministro de Turismo e Antiguidades da Autoridade Nacional Palestina (ANP), explicou que esse reconhecimento internacional reflete o quanto “Belém é um lugar de importância inquestionável” e que tal ato beneficiará a conservação da cidade.

Dentro da Basílica encontra-se uma gruta na qual o lugar do nascimento de Cristo está marcado por uma cruz de 14 pontas.

Sua história se remonta no século IV, quando Helena, mãe do imperador romano Constantino, fez uma peregrinação à região e identificou o lugar no qual, conforme a Bíblia relata, Maria “deu à luz a seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem”, Lc 2.7.

Constantino ordenou ao bispo Makarios de Jerusalém no ano 325 a edificação de uma igreja, muito pequena, com uma planta octogonal diretamente sobre a gruta, que foi incendiada e destruída quase totalmente na revolta samaritana do ano 529 e reconstruída com sua atual estrutura 36 anos depois pelo imperador Justiniano I.

Ao longo de sua longa trajetória, a Basílica sofreu diversos danos e uma deterioração geral que alertou sobre a importância de frear este processo e fez com que em 2008 o Fundo Mundial de Monumentos a incluísse em sua lista dos 100 lugares em maior perigo.

Restauradores especialistas estudam atualmente as renovações necessárias e preparam um projeto para realizar a maior restauração de sua história, que apresentarão no dia 25 de março.

“O relatório analisará o estado de todos os elementos, tanto os estruturais (teto, colunas, muros) como os decorativos (pinturas e mosaicos)”, explicou o engenheiro chefe do projeto, Issa Murra. A principal preocupação é o teto de madeira, em estado precário há 200 anos.

Embora ainda não se conheçam os detalhes do projeto restaurador, se sabe que sua fase inicial terá um custo de US$ 1 milhão, que serão recolhidos em todo o planeta.

A candidatura é a primeira deste tipo que prepara a ANP, já que até o momento a única cidade palestina reconhecida como Patrimônio da Humanidade pela Unesco é a cidade de Jerusalém, ocupada por Israel e que obteve essa denominação em 1981.

Os palestinos já anunciaram que, após Belém, proporão uma distinção igual para outras cidades históricas, como Jericó, Hebron, Nablus e Sebastia.

Fonte: CPAD news

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Além da Realidade... Virtual?!?!?!?!?!

Nenhum comentário:
A cidade onde coisas incriveis acontecem o tempo todo!

Para não estragar a surpresa não vou contar nenhum detalhe para vocês. Quase tudo o que se pode, tentar, imaginar, acontecer em uma grande metrópole está resumnido em nos três minutos deste video

Dirigido por Alex & Steffen da Spy Films , esta vinheta para Batelco (Bahrain Telecommunications Company), mostra uma cidade cujas ruas e edifícios são familiares, mas cujos habitantes e leis da física são alimentados exclusivamente pelo subconsciente. Impossível? Claro que sim. Mas isso não significa que não podemos sonhar.



Making of Batelco




Direção: Alex & Steffen
DP: Coull Simon
Produtor: Peter Oad
Pós-produção: inesperado GmbH, Stuttgart
VFX Supervisor: Alex & Steffen
Chumbo Artistas 3D: Badea Sebastian, Jörg Häberle, Celebi Harun, Kiesl Alexander, Kühn Marcel, Kleindienst Stefan, Johannes Wünsch
Chumbo Artistas 2D: Claus Rudolph, Hacker Steffen
Paris AOC: Música


Eu gosto muito disso!!!!!!!!!

Fonte: O Jefferson Pedro me mandou esa por email também.

O Milagre do Corcel? amarelo!

2 comentários:
Para você que tem pouca fé e não acredita em milagres, aí está: O homem que foi curado graças ao milagre do Corcel??? Amarelo!!!

Vejam este flagrante com seus próprios olhos...


Milagre!!! Está curado em nome do Corcel Amarelo
***

Fonte: O Jefferson Pedro, que não tinha nada para fazer, me enviou esta por email

Carnaval: história e atualidade

Nenhum comentário:
Festa popular, o carnaval ocorre em regiões católicas, mas sua origem é obscura. No Brasil, o primeiro carnaval surgiu em 1641, promovido pelo governador Salvador Correia de Sá e Benevides em homenagem ao rei Dom João IV, restaurador do trono de Portugal. Hoje é uma das manifestações mais populares do país e festejado em todo o território nacional.
Carnaval de Veneza
Conceito e origem. 

O carnaval é um conjunto de festividades populares que ocorrem em diversos países e regiões católicas nos dias que antecedem o início da Quaresma, principalmente do domingo da Qüinquagésima à chamada terça-feira gorda. Embora centrado no disfarce, na música, na dança e em gestos, a folia apresenta características distintas nas cidades em que se popularizou.

O termo carnaval é de origem incerta, embora seja encontrado já no latim medieval, como carnem levare ou carnelevarium, palavra dos séculos XI e XII, que significava a véspera da quarta-feira de cinzas, isto é, a hora em que começava a abstinência da carne durante os quarenta dias nos quais, no passado, os católicos eram proibidos pela igreja de comer carne.
A própria origem do carnaval é obscura. É possível que suas raízes se encontrem num festival religioso primitivo, pagão, que homenageava o início do Ano Novo e o ressurgimento da natureza, mas há quem diga que suas primeiras manifestações ocorreram na Roma dos césares, ligadas às famosas saturnálias, de caráter orgíaco. Contudo, o rei Momo é uma das formas de Dionísio — o deus Baco, patrono do vinho e do seu cultivo, e isto faz recuar a origem do carnaval para a Grécia arcaica, para os festejos que honravam a colheita. Sempre uma forma de comemorar, com muita alegria e desenvoltura, os atos de alimentar-se e beber, elementos indispensáveis à vida.

Cálculo do dia de Carnaval

Todos os feriados eclesiásticos são calculados em função da data da Páscoa, com exceção do Natal. Como o domingo de Páscoa ocorre no primeiro domingo após a primeira lua cheia que se verificar a partir do equinócio da primavera (no hemisfério norte) ou do equinócio do outono (no hemisfério sul), e a sexta-feira da Paixão é a que antecede o Domingo de Páscoa, então a terça-feira de Carnaval ocorre 47 dias antes da Páscoa.

Período de duração.

Os dias exatos do início e fim da estação carnavalesca variam de acordo com as tradições nacionais e locais, e têm-se alterado no tempo. Assim, em Munique e na Baviera (Alemanha), ela começa na festa da Epifania, 6 de janeiro (dia dos Reis Magos), enquanto em Colônia e na Renânia, também na Alemanha, o carnaval começa às 11h11min do dia 11 de novembro (undécimo mês do ano). Na França, a celebração se restringe à terça-feira gorda e à mi-carême, quinta-feira da terceira semana da Quaresma. Nos Estados Unidos, festeja-se o carnaval principalmente de 6 de janeiro à terça-feira gorda (mardi-gras em francês, idioma dos primeiros colonizadores de Nova Orleans, na Louisiana), enquanto na Espanha a quarta-feira de cinzas se inclui no período momesco, como lembrança de uma fase em que esse dia não fazia parte da Quaresma. No Brasil, até a década de 1940, sobretudo no Rio de Janeiro, as festas pré-carnavalescas se iniciavam em outubro, na comemoração de N. Sra. da Penha, crescia durante a passagem de ano e atingia o auge nos quatro dias anteriores às Cinzas — sábado, domingo, segunda e terça-feira gorda. Hoje em dia, tanto em Recife (Pernambuco), quanto em Salvador (Bahia), o carnaval inclui a quarta-feira de cinzas e dias subseqüentes, chegando, por vezes, a incluir o sábado de Aleluia.

Carnaval no Brasil.

Nem um décimo do povo participa hoje ativamente do carnaval— ao contrário do que ocorria em sua época de ouro, do fim do século XIX até a década de 1950. Entretanto, o carnaval brasileiro ainda é considerado um dos melhores do mundo, seja pelos turistas estrangeiros como por boa parte dos brasileiros, principalmente o público jovem que não alcançou a glória do carnaval verdadeiramente popular. Como declarou Luís da Câmara Cascudo, etnólogo, musicólogo e folclorista, "o carnaval de hoje é de desfile, carnaval assistido, paga-se para ver. O carnaval, digamos, de 1922 era compartilhado, dançado, pulado, gritado, catucado. Agora não é mais assim, é para ser visto".

Entrudo.

O entrudo, importado dos Açores, foi o precursor das festas de carnaval, trazido pelo colonizador português. Grosseiro, violento, imundo, constituiu a forma mais generalizada de brincar no período colonial e monárquico, mas também a mais popular. Consistia em lançar, sobre os outros foliões, baldes de água, esguichos de bisnagas e limões-de-cheiro (feitos ambos de cera), pó de cal (uma brutalidade, que poderia cegar as pessoas atingidas), vinagre, groselha ou vinho e até outros líquidos que estragavam roupas e sujavam ou tornavam mal-cheirosas as vítimas. Esta estupidez, porém, era tolerada pelo imperador Pedro II e foi praticada com entusiasmo, na Quinta da Boa Vista e em seus jardins, pela chamada nobreza... E foi livre até o aparecimento do lança-perfume, já no século XX, assim como do confete e da serpentina, trazidos da Europa.

O Zé-Pereira.

Em todo o Brasil, mas sobretudo no Rio de Janeiro, havia o costume de se prestar homenagem galhofeira a notórios tipos populares de cada cidade ou vila do país durante os festejos de Momo. O mais famoso tipo carioca foi um sapateiro português, chamado José Nogueira de Azevedo Paredes. Segundo o historiador Vieira Fazenda, foi ele o introdutor, em 1846, do hábito de animar a folia ao som de zabumbas e tambores, em passeatas pelas ruas, como se fazia em sua terra. O zé-pereira cresceu de fama no fim do século XIX, quando o ator Vasques elogiou a barulhada encenando a comédia carnavalesca O Zé-Pereira, na qual propagava os versos que o zabumba cantava anualmente: E viva o Zé-Pereira/Pois que a ninguém faz mal./Viva a pagodeira/dos dias de Carnaval! A peça não passava de uma paródia de Les Pompiers de Nanterre, encenada em 1896. No início do século XX, por volta da segunda década, a percussão do zé-pereira cedeu a vez a outros instrumentos como o pandeiro, o tamborim, o reco-reco, a cuíca, o triângulo e as "frigideiras".

As fantasias.

O uso de fantasias e máscaras teve, em todo o Brasil, mais de setenta anos de sucesso — de 1870 até início do decênio de 1950. Começou a declinar depois de 1930, quando encareceram os materiais para confeccionar as fantasias — fazendas e ornamentos –, sapatilhas, botinas, quepes, boinas, bonés etc. As roupas de disfarce, ou as fantasias que embelezaram rapazes e moças, foram aos poucos sendo reduzidas ao mais sumário possível, em nome da liberdade de movimentos e da fuga à insolação do período mais quente do ano.

E foram desaparecendo os disfarces mais famosos do tempo do império e início da república, como a caveira, o velho, o burro (com orelhões e tudo), o doutor, o morcego, diabinho e diabão, o pai João, a morte, o príncipe, o mandarim, o rajá, o marajá. E também fantasias clássicas da commedia dell’arte italiana, como dominó, pierrô, arlequim e colombina — de largo emprego entre foliões e que já não tinham razão de ser, depois que a polícia proibiu o uso de máscaras nos salões e nas ruas... Aliás, desde 1685 as máscaras ora eram proibidas, ora liberadas. E a proibição era séria, bastando dizer que as penas, já no século XVII, eram rigorosíssimas: um proclama do governador Duarte Teixeira Chaves mandava que negros e mulatos mascarados fossem chicoteados em praça pública, e brancos mascarados fossem degredados para a Colônia do Sacramento...
Mas, na década de 1930, muitas daquelas fantasias ainda eram utilizadas, inclusive com máscaras. Entre elas estavam as de apache, gigolô, gigolete, malandro (camiseta de listras horizontais, calça branca, chapéu de palhinha, lenço vermelho no pescoço), dama antiga, espanhola, camponesa, palhaço, tirolesa, havaiana, baiana.
Aos poucos, os homens foram preferindo a calça branca e a camisa-esporte, até chegar à bermuda e ao busto nu, mas isso só depois da década de 1950; as mulheres passaram às fantasias mais leves, atingindo, depois, o maiô de duas peças e alguns colares de enfeite, logo o biquíni, o busto descoberto etc.

Bailes de carnaval.

O carnaval europeu começou, na rua, com desfiles de disfarces e carros alegóricos; e, em ambiente fechado, com bailes, fantasias e máscaras. O carnaval carioca, certamente o primeiro do Brasil, surgiu em 1641, promovido pelo governador Salvador Correia de Sá e Benevides em homenagem ao rei Dom João IV, restaurador do trono de Portugal. A festa durou uma semana, do domingo de Páscoa em diante, com desfile de rua, combates, corridas, blocos de sujos e mascarados. Outro carnaval importante foi o de 1786, que coincidiu com as festas para comemorar o casamento de Dom João com a princesa Carlota Joaquina. Mas o primeiríssimo baile de máscaras aconteceu em 22 de janeiro de 1840, no hotel Itália, no largo do Rocio, no mesmo local em que se ergueria depois o teatro e depois cinema São José, na praça Tiradentes, no Rio. A entrada custava dois mil réis, com direito à ceia.

No entanto, a voga dos bailes carnavalescos em casas de espetáculos só se generalizou na década de 1870. Aderiram à moda o teatro Pedro II, o teatro Santana, e aí até os estabelecimentos populares entraram na dança, no Skating Rink, o Clube Guanabara, o Clube do Rio Comprido, a Societé Française de Gymnastique, em teatros que se alinhavam ao lado dos bailes públicos, mas em área social selecionada.

O carnaval se alastra:

Surgem "arrastados" em casas de família, bailes ao ar livre, bailes infantis e os pré-carnavalescos, bailes em circos, matinês dançantes. Afinal, certos bailes ganharam fama nacional e até internacional, realizados em grandes clubes, hotéis ou teatros: em 1908 houve o primeiro dos bailes do High-Life, que chegaram ao fim nos anos 40; em 1918 iniciou-se a tradição do baile dos Artistas, no teatro Fênix; em 1932, o primeiro grande baile oficializado, o do teatro Municipal, abriu caminho para muitos outros; e logo vieram os do Glória, Palácio Teatro, Copacabana Palace, Palace Hotel, Cassino da Urca, Cassino Atlântico, Cassino Copacabana, Quitandinha (em Petrópolis), Automóvel Clube do Brasil.

Em 1935, o Cordão dos Laranjas construiu um salão, em forma de navio, que "atracou" na Esplanada do Castelo, e ali se realizariam alguns dos mais alegres bailes de três ou quatro carnavais. E enquanto o Municipal iniciava concursos de fantasias de luxo (a princípio só femininas, e, depois dos anos 50, masculinas), os bailes que atraíam multidões eram os do Botafogo, Fluminense, Flamengo, Vasco da Gama, América. Bem familiares em suas primeiras versões, reunindo a sociedade abastada em trajes de gala, foram-se tornando cada vez menos bailes de fantasia. Já não se conseguia dançar, apenas pular, e à casaca e ao smoking juntavam-se o traje-esporte e o mulherio semidespido. E existiam os bailes gremiais como o das Atrizes, o Vermelho e Negro, o dos Pierrôs etc.

Banho de mar à fantasia.

Nos bailes, as danças variavam, de polca, lundu e tanguinho a sambas, marchinhas, frevos, jongos e cateretês, com todos os participantes cantando, pulando e "fazendo cordão". Já nos banhos de mar à fantasia, porém, os foliões cantavam a plenos pulmões as músicas de sua preferência e também aquelas que eram divulgadas por discos e nos coretos municipais animados por bandas de música.
Os banhos de mar à fantasia criaram hábito no intervalo entre a primeira e a segunda Guerra Mundial. Os blocos e foliões trajavam fantasias de papel crepom e, após desfilarem nas praias, caíam na água, tingindo-a por horas, pois as fantasias de papel desbotavam fortemente. Havia, é claro, outro traje de banho, normal, sob aqueles carnavalescos e efêmeros.

Batalha de confete e corsos.

O confete, a serpentina e o lança-perfume — os três elementos que, entre o início do século e a década de 1950 animaram o carnaval brasileiro de salão — também cooperaram para o maior êxito dos corsos que deram vida ao carnaval de rua. E neste, as batalhas de confete constituíam o momento culminante. A moda do corso, iniciada timidamente logo após a chegada dos primeiros automóveis, atingiria seus momentos de glória entre 1928 e a década de 1940. Consistia o corso numa passeata carnavalesca de carros de passeio conversíveis, de capota arriada, enfeitados de panos coloridos e bandeirolas, conduzindo famílias ou grupos de foliões que se sentavam não só nos assentos mas também sobre a capota arriada, sobretudo as moças fantasiadas de saias bem curtas, cantando ou jogando serpentinas e confetes nos pedestres, que se amontoavam nas beiras das calçadas para vê-las passar.

Essa gente motorizada brincava também com os ocupantes dos carros vizinhos e, por vezes, com os veículos rodando lentamente, emendavam o cortejo atirando montes de confete e milhares de metros de serpentina que enlaçavam os carros e se acumulavam no asfalto das avenidas a cada noite. O lança-perfume também era usado em profusão, enquanto a confraternização com os pedestres se ampliava não só através dos jatos de lança-perfume — o que abria caminho para conhecimentos mais íntimos, namoricos etc. — como também de caronas momentâneas na disputa de músicas entoadas por uns e por outros. Cada cidade possuía seu local de corso, e o do Rio de Janeiro ocorria, principalmente, na avenida Rio Branco (antiga avenida Central), mas a certa altura, em vários carnavais o corso se prolongava à avenida Beira-Mar, atingindo o Flamengo e Botafogo até o Pavilhão Mourisco, no final da praia.

Quase conseqüência do corso — que desapareceu com o advento das limusines e carros fechados — as batalhas de confete ocorriam em locais determinados que possuíssem torcidas bairristas organizadas ou blocos fortes para desenvolver a disputa — uma competição de canto, dança na rua e corso (nem sempre). Nas semanas ou meses que antecediam o tríduo de Momo, essas torcidas ou blocos organizavam as festas em que se gastavam quilos de confete e serpentina, litros de lança-perfume, e em que se dava a disputa entre as preferidas de cada agremiação. Tais batalhas se prolongavam, às vezes, até o amanhecer, algumas superando a empolgação dos dias de carnaval "legítimo". Pois ali se exibiam os blocos, os ranchos e os foliões avulsos.

Blocos, ranchos, grandes sociedades.

No carnaval de rua era comum o "trote" e os blocos de sujos. O encontro de blocos resultava, às vezes, em batalhas campais de sopapos. Nos desfiles, entre os anos 1919 e 1939, destacavam-se os tradicionais ranchos, que desfilavam às segundas-feiras. Havia ainda as grandes sociedades, com seus carros alegóricos, repletos de mulheres bonitas, alegorias mitológicas, históricas e cívicas; carros de crítica política encerravam, no fim da noite de terça-feira gorda, os festejos. Tais agremiações se chamavam Tenentes do Diabo, Pierrôs da Caverna, Clube dos Democráticos, Fenianos, Congresso dos Fenianos, Clube dos Embaixadores etc.

A grande concentração popular se fazia na avenida Rio Branco, da Cinelândia até a rua do Ouvidor. A classe média alta preferia as imediações do Jóquei Clube, entre a avenida Almirante Barroso e a rua Araújo Porto Alegre. Alguns levavam seus próprios assentos, cadeiras e banquinhos, mais tarde substituídos por palanques e arquibancadas montados pela prefeitura. A segunda-feira era célebre não só pelo desfile de ranchos — que usavam fogos de artifícios coloridos –, mas também porque os freqüentadores do baile do Municipal eram observados pelo populacho, que ia admirar-lhes as fantasias. A Galeria Cruzeiro, hoje edifício Av. Central, era o ponto focal do trecho entre a rua São José e a avenida Almirante Barroso, a área de maior animação dos carnavalescos tradicionais, que cantavam e dançavam ao som das músicas lançadas nos palcos dos teatros de revista e nas emissoras de rádio.

Escolas de samba.

As "escolas de samba" nasceram de redutos de diversão das camadas pobres da população do Rio de Janeiro, em sua quase totalidade negros. Reuniam-se para cultivar a música e a dança do samba e outros costumes herdados da cultura africana, e quase sempre enfrentavam ostensiva repressão policial. Para a formação desses redutos contribuiu decisivamente a migração de populações rurais nordestinas, que, atraídas para a capital em fins do século XIX, introduziram um mínimo de organização e de sentido grupal ao carnaval carioca, até então herdeiro do entrudo português.
No entanto, a denominação "escola" só vai surgir em 1928, com a criação da Deixa Falar, no bairro do Estácio. Ismael Silva (1905-1978), seu fundador, explicava o termo como decorrência da proximidade da Escola Normal, no mesmo bairro, o que fazia os sambistas locais serem tratados de "professor" ou "mestre". Posteriormente surgem diversas outras escolas, entre as quais Portela, Mangueira e Unidos da Tijuca. No começo, pouco se distinguiam dos blocos e cordões, com ausência de sentido coreográfico e sem qualquer caráter competitivo. Com o tempo, transformam-se em associações recreativas, abertas, cuja finalidade maior é competir nos desfiles carnavalescos, transformados em atração máxima do turismo carioca. De tal forma agigantam-se, que seus encargos — a partir da década de 1960 — equivalem aos de uma empresa, o que as obriga a funcionar por todo o ano, promovendo rodas de samba e "ensaios" com entrada paga, maneira de amenizarem os gastos decorrentes da preparação dos desfiles.

Com a oficialização dos desfiles, a partir de 1935, as escolas passam a receber subsídios da prefeitura, transformando-se, a partir de 1952, em sociedades civis, com regulamento e sede, elegendo periodicamente suas diretorias, inclusive um diretor de bateria, que comanda os instrumentos de percussão, e um diretor de harmonia, responsável pelo entrosamento de canto e orquestra. A escola desfila precedida de um abre-alas (faixa que pede passagem e anuncia o enredo) e da comissão de frente (dez a quinze sambistas, representando simbolicamente a diretoria da escola). A seguir, pastoras (antigas dançarinas dos ranchos), fazendo evoluções; mestre-sala e porta-bandeira; destaques; academia (coro masculino e bateria). O restante divide-se em alas, geralmente com coreografias especiais, e carros alegóricos. Apresentam sempre um tema nacional — lenda ou fato histórico — expresso no samba-enredo, base de todo o desfile.

Até 1932, quando foi organizado o primeiro desfile, as escolas limitavam-se a percorrer livremente as ruas, acompanhadas por populares. Naquele ano, o jornal Mundo Esportivo organizou um desfile na praça Onze, de que participaram dezenove escolas, saindo vitoriosa a Estação Primeira de Mangueira. No ano seguinte o número de concorrentes subiu para 29 e o desfile foi promovido pelo jornal O Globo, saindo vitoriosa novamente a Mangueira. Em 1934, ano em que foi fundada a União Geral das Escolas de Samba, a competição foi realizada no dia 20 de janeiro, em homenagem ao prefeito Pedro Ernesto, e a Mangueira alcançou o tricampeonato.

O interesse em fomentar a competição com atração turística começou em 1935, quando o certame foi apoiado pelo Conselho de Turismo da Prefeitura do então Distrito Federal, obtendo a Portela sua primeira vitória, ainda com o nome de Vai Como Pode. A partir daí, já estabelecido como promoção oficial do carnaval carioca, o desfile foi realizado sem interrupção, exceto nos anos de 1938 e 1952, quando as chuvas impediram a promoção.

O modelo se estendeu a todas as capitais brasileiras, excetuando-se duas: Salvador da Bahia e o conjunto Recife-Olinda, em Pernambuco.

Carnaval de Pernambuco e Bahia.

O carnaval pernambucano, especialmente em Olinda e Recife, é um dos mais animados do país, e essa característica cresceu paralelamente à extinção do carnaval de rua na maior parte das cidades brasileiras, por causa do desfile das escolas de samba. As principais atrações do carnaval pernambucano — cujos bailes também são os mais animados — são, na rua, o frevo, o maracatu, as agremiações de caboclinhos, a imensa participação popular nos blocos (reminiscências modernizadas dos antigos "cordões") e os clubes de frevo. Em Recife e Olinda os foliões cantam e dançam, mesmo sem uniformes ou fantasias, ao som das orquestras e bandas que fazem a festa. Os conjuntos de frevo mais animados são os Vassourinhas, Toureiros, Lenhadores e outros.

Lembrando, pela cadência, os velhos ranchos, os maracatus estão ligados às tradições afro-brasileiras. Já os caboclinhos constituem outro tipo de agremiação folclórica, cujos desfiles são apenas vistos e aplaudidos.

A outra cidade em que a participação popular é costumeira, e onde todos cantam, dançam e brincam é Salvador. Uma invenção surgida na década de 1970 e que, à diferença do frevo, conseguiu contagiar outros estados e cidades, foi o trio elétrico — um caminhão monumental no qual se instalam aparelhos de som, equipados com poderosos alto-falantes que reproduzem continuamente as composições carnavalescas gravadas. Há ainda, como em Recife e Olinda, muitos populares que improvisam fantasias simples mas também adotam a postura galhofeira e vestem os disfarces de cinqüenta ou cem anos atrás. Tudo isto traduz bem o espírito momesco irreverente que impele a multidão à descontração total.

Músicas de carnaval.

Durante o império, as músicas cantadas no período carnavalesco, no Brasil, eram árias de operetas, depois lundus, tanguinhos, polcas e até valsas. No início do século XX, predominaram, nas ruas, as cantigas de cordões e ranchos e, nos bailes, chorinhos lentos, polcas-chulas, marchas, fados, polcas-tangos, toadas e canções. Logo após a primeira guerra mundial, os palcos dos teatros-de-revista tornaram-se os lançadores das músicas de carnaval e iniciou-se, então, o domínio das marchinhas, maxixes, marchas-chulas, cateretês e batucadas. E também do samba, que, na era do rádio, entre 1930 e 1960, dividiu os louros com a marchinha, embora às vezes cedesse ao sucesso de um jongo, de uma valsa ou de uma batucada. O samba, nos salões e na rua, era absoluto. Mas desde fins do decênio de 1960, com a consolidação do desfile das escolas de samba, o samba e a marcha mergulharam no ostracismo, trocados pelo samba-enredo das escolas de samba.

***

Fonte: www.miniweb.com.br - Pesquisas Barsa © Editorial Barsa Planeta, Inc. Todos os direitos reservados.

Minha fé: sofrendo até contemplar um novo amanhã

Nenhum comentário:

Rob Bell

Uma sexta-feira à noite, durante meu último ano de faculdade eu tive uma dor de cabeça horrível. Tomei algumas aspirinas, deitei no sofá, e esperei que ela fosse embora. Mas não foi; apenas piorou. Por volta da meia-noite eu agonizava e lá pelas 3 da manhã estava imaginando se iria morrer. Na manhã do dia seguinte, meu colega de quarto me levou ao hospital onde fui diagnosticado com uma meningite viral. Um neurologista explicou que o fluído que envolve meu cérebro fora infectado e o estava “espremendo” contra as paredes do meu crânio. Era isso o que causava aquela dor. O médico informou que eu ficaria várias semanas de cama em recuperação. Mas isso não se encaixava em meus planos.

Naquele tempo eu tocava em uma banda. Estávamos fazendo shows na região de Chicago havia algum tempo e tínhamos reservado datas nos maiores clubes na cidade – tudo programado para as semanas seguintes. Tivemos de cancelar todas as apresentações. Quando a realidade me atingiu, deitado numa cama de hospital a quilômetros de distância de minha casa e com uma infecção no cérebro, lembro perfeitamente de ter perguntado a mim mesmo: “E agora?”. Eu estava devastado. Aquilo não deveria estar acontecendo comigo. A banda era minha vida, meu futuro, meu único objetivo. Nós tínhamos cancelado nossos maiores shows até então.

Depois de alguns dias acabei me recuperando e voltei à faculdade, mas as coisas já não estavam iguais. Seja qual for a motivação que nos movia como banda, não estava mais tão forte como antes. Chegamos à conclusão em conjunto que tinha sido ótimo enquanto durou, mas era hora de a banda terminar. Acho que jamais tinha me sentido tão perdido. Não tinha idéia do que faria com minha vida. Eu tinha toda essa energia e paixão e queria desesperadamente me doar para algo importante, mas não tinha nenhum plano.

Eu andava por todo o campus da universidade numa espécie de transe, balbuciando o mesmo mantra sem parar, que acabou tomando a forma de “e agora?”. Sabe aquele sentimento quando estamos jogando futebol e corremos até a bola, mas não somos rápido o suficiente e o jogador do outro time já a chutou com toda a força? Aí a bola viaja com uma velocidade enorme e nos atinge na altura da virilha e capotamos, sem ar, gritando de maneira estridente… Era como se experimentasse uma versão existencial disso. Novamente as coisas tomaram um rumo estranho, mas bonito.

Nos dias e semanas depois que decidimos pelo final da banda, pessoas que mal conhecia me paravam, do nada, e diziam coisas como: “Você já pensou em ser pastor?”. Amigos com quem não falava havia meses entravam em contato e diziam: “Por alguma razão, acho que você será pastor”. Eu, um pastor? Sério? A ideia começou a tomar conta de mim e não foi embora. Um chamado brotou dentro de mim, uma direção, algo em que poderia me doar.

Conto essa história sobre o que aconteceu comigo 19 anos atrás porque suponho que você é como eu – realmente bom para fazer planos, traçar, esquematizar e elaborar só para que sua vida aconteça do modo como “supostamente” deveria. Somos mestres nisso. Sabemos exatamente como as coisas devem acabar. Então nós sofremos. Há uma ruptura, seja morte, doença, desemprego, mágoa, traição ou falência. O amanhã que esperamos desaparece. E descobrimos que não temos outros planos.

O sofrimento é traumático e horrível. Ficamos desesperados e erguemos os punhos aos céus, descarregamos a raiva, ficamos com raiva de novo e choramos. No entanto, durante o processo descobrimos um novo amanhã, algo que nunca teríamos imaginado se não fosse pelos dolorosos imprevistos da vida.

Convivi com inúmeras pessoas ao longo dos anos. Percebi que, quando alguém pede para elas identificarem momentos-chave, viradas e marcos em suas trajetórias, normalmente falam sobre dificuldades terríveis e coisas dolorosas. Em geral, dizem algo como “nunca poderia imaginar que isso fosse acontecer comigo”.

Imaginando é uma palavra importante aqui. Sofrimento, ao que parece, requer imaginação profunda. Um novo futuro tem que ser evocado, pois o velho futuro não existe mais.

Agora sei que o que aconteceu comigo – o fluído em torno de meu cérebro que o espremia contra as paredes do meu crânio – não é nada comparado com a dor e a tragédia que muitas pessoas vivenciam todos os dias. Mas essa experiência alterou minha vida permanentemente. Nada mais continuou sendo igual. Meus planos desmoronaram. Isso me abriu para um futuro completamente novo.

Essas sementes ocultas da criatividade sendo plantadas em meio ao sofrimento nos levam para o cerne da fé cristã. Somos convidados a confiar nos momentos em que estamos mais inclinados ao desespero, quando tudo parece perdido e não conseguimos imaginar uma saída. É justamente nesses períodos que algo novo pode estar nascendo.

Jesus ficou pendurado nu e ensanguentado em uma cruz. Sozinho e abandonado por seus discípulos. Desprezado pela multidão. Mesmo assim, continuou firme, confiante e persistente, sabendo que Deus estava presente em Sua agonia, trazendo um mundo totalmente novo em meio àquilo tudo.

Isto é um mistério, algo que devemos ser sábios em refletir por causa das inúmeros problemas que sofremos a toda hora. Nesses momentos, Deus está sofrendo, derramando lágrimas, sentindo aquela dor e agitação conosco. Também no convida a confiar que algo bom pode surgir até mesmo em meio às crises.

Mantenha seus olhos e coração abertos. Seja rápido para ouvir e lento em fazer julgamentos precipitados sobre como “tudo vai acabar”. Você nunca sabe quando pode se descobrir a quilômetros de distância de sua casa, deitado em uma cama de hospital com um péssimo prognóstico de cérebro espremido, todos seus planos se desfazendo e se perguntando como tudo deu errado, para só então descobrir que uma vida completamente nova está apenas começando.
***

Rob Bell é o pastor fundador da igreja Mars Hill e autor de vários livros.


Fonte: PavaBlog

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Sou evangélico, qual o problema em pular carnaval?

Nenhum comentário:
Por Renato Vargens

Alguns crentes em Jesus não vêem nenhum problema no Carnaval. Para eles, se não tiver azaração, pegação, bebidas e drogas, não existe nenhum mal desfrutar da festa de Momo, mesmo porque o que importa é a diversão. Segundo estes, o desfile na televisão é tão bonito! E outra coisa: Que mal tem se alegrar ao som dos sambas enredos do Rio de Janeiro?

Pois é, o que talvez estes crentes IGNOREM é a história, o significado e a mensagem do carnaval.

Ao estudarmos a origem do Carnaval, vemos que ele foi uma festa instituída para que as pessoas pudessem se regalar com comidas e orgias antes que chegasse o momento de consagração e jejum que precede a Páscoa, a Quaresma. Veja o que a The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997 nos diz a respeito: "O Carnaval é uma celebração que combina desfiles, enfeites, festas folclóricas e comilança que é comumente mantido nos países católicos durante a semana que precede a Quaresma.


Carnaval, provavelmente vem da palavra latina "carnelevarium" (Eliminação da carne), tipicamente começa cedo no ano novo, geralmente no Epifânio, 6 de Janeiro, e termina em Fevereiro com a Mardi Gras na terça-feira da penitência (Shrove Tuesday)." (The Grolier Multimedia Encyclopedia).

"Provavelmente originário dos "Ritos da Fertilidade da Primavera Pagã", o primeiro carnaval que se tem origem foi na Festa de Osiris no Egito, o evento que marca o recuo das águas do Nilo. Os Carnavais alcançaram o pico de distúrbio, desordem, excesso, orgia e desperdício, junto com a Bacchanalia Romana e a Saturnalia.

A Enciclopédia Grolier exemplifica muito bem o que é, na verdade, o carnaval. Uma festa pagã que os católicos tentaram mascarar para parecer com uma festa cristã. Os romanos adoravam comemorar com orgias, bebedices e glutonaria. A Bacchalia era a festa em homenagem a Baco, deus do vinho e da orgia, na Grécia, havia um deus muitíssimo semelhante a Baco, seu nome era Dionísio, da Mitologia Grega Dionísio era o deus do vinho e das orgias. Veja o que The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997 diz a respeito da Bacchanalia, ou Bacanal, Baco e Dionísio e sobre o Festival Dionisiano:
"O Bacanal ou Bacchanalia era o Festival romano que celebrava os três dias de cada ano em honra a Baco, deus do vinho. Bebedices e orgias sexuais e outros excessos caracterizavam essa comemoração, o que ocasionou sua proibição em 186dC." (The Grolier Multimedia Encyclopedia)
Pois é, no Brasil o carnaval possui a conotação da transgressão. Disfarçado de alegria, a festa de Momo promove promiscuidade sexual, prostituição infantil, violência urbana, consumo de drogas, além de contribuir para a descontrução de valores primordiais ao bem estar da família.

Isto posto tenho plena convicção de que não vale a pena enredar-se as oferendas do Carnaval. Como crentes em Jesus, devemos nos afastar de toda aparência do mal. Participar da festa de Momo significa se deixar levar por valores anti-cristãos e imorais permitindo assim que o adversário de nossas almas semeie em nossos corações conceitos absolutamente antagônicos aos ensinos deixados por Jesus.

Para terminar essa reflexão, compartilho um poema de Jerônimo Gueiros (1880-1954) que foi um ministro presbiteriano nordestino muito conhecido por seu rico ministério, no Recife, e por suas qualificações como literato e apologista da fé cristã. De sua lavra surgiram artigos penetrantes, livros inspiradores e poesias tão belas quanto incisivas e pertinentes aos temas apresentados.

"Carnaval! Empolgante Carnaval!
Festa vibrante!Festa colossal!

Festa de todos: de plebeus e nobres,
Que iguala, nas paixões, ricos e pobres.
Festa de esquecimento do passado,
De térreo paraíso simulado...

Falsa resposta à voz do coração
De quem não frui de Deus comunhão,
Festa da carne em gozo desbragado,
Festa pagã de um povo batizado,

Festa provinda de nações latinas
Que se afastaram das lições divinas.
Ressurreição das velhas bacanais,
Das torpes lupercais, das saturnais

Reino de Momo, de comédias cheio,
De excessos em canções e revolteio,
De esgares, de licença e hilaridade,
De instintos animais em liberdade!

Festa que encerra o culto sedutor
De Vênus impúdica em seu fulgor.
Festa malsã, de Cristo a negação,
Do "Dia do Senhor" profanação.

Carnaval!Estonteante Carnaval!
Desenvoltura quase universal!

Loucura coletiva e transitória,
Deixa do prazer lembrança inglória,
Festa querida, do caminho largo,
De início doce, mas de fim amargo...

Festa de baile e vinho capitoso,
Que morde como ofídio venenoso,
Que tira do homem sério o nobre porte,
E gera o vício, o crime, a dor e a morte.

Carnaval!Vitando Carnaval!
Festa sem Deus!Repúdio da moral!
Festa de intemperança e gasto insano!
Trégua assombrosa do pudor humano,

Que solta a humana besta no seu pasto:
O sensualismo aberto mais nefasto!
Festas que volve às danças do selvagem
E do africano, em fúria, lembra a imagem,

Que confunde licença e liberdade
Nos aconchegos da promiscuidade
Sem lei, sem norma, sem qualquer medida,
Onde a incauta inocência é seduzida,

Onde a mulher, às vezes, perde o siso
E o cavalheiro austero o são juízo;
Onde formosas damas, pela ruas,
Exibem, saltitando, as formas suas,

E no passo convulso e bamboleante,
Em requebros de dança extravagante,
Ouvem, no "frevo" , as chufas e os ditados
Picantes, de homens quase alucinados,

De foliões audazes, perigosos,
Alguns embriagados, furiosos!
Muitos, tirando a máscara, em tais dias,
Revelam, nessas loucas alegrias,

A vida que levaram mascarados
Com a máscara dos homens recatados...
Carnaval!Perigoso Carnaval!
Que grande festa e que tremendo mal!

Brasil gigante, atenção! Atenção!
O Carnaval é festa de pagão!
Repele-o! Que te traz só dor e morte!
Repele-o! E inspira em Deus a tua sorte."


Pense nisso!

***

Fonte: Texto do pastor Renato Vargens no Pulpito Cristão