terça-feira, 31 de maio de 2011

INRI INRI INRI Ohhhhhhhhhh [Trad: Baby, baby, baby ohhhhhhhhhhhhh]

4 comentários:
Eu sei que você já viu este video em diversos blogs, mas... convenhamos.... é hilário e de uma "cara-de-pau" sem tamanho. Estava guardadinho em meus rascunhos. Agora, em homenagem a Nani Rezende [fã incondicional do INRI] publico no PC@maral. Você pode deixar sua opinião. Não é uma "obra prima"????? A letra é de uma "inspiração" tal e, as cantoras, nem se fala, quase não cantam no tom, e é impressionante como NÃO são afinadas....



PEGUEI VOCÊ CANTANDO JUNTO.... Ohhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh kkkkkkkkkk

As coisas pequenas

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E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte. (II Co 12:9-10)


Por Charles Spurgeon

Somos incapazes de realizar o mais humilde ato da vida cristã, se não recebemos de Deus o vigor do Espírito Santo. Com certeza, meus irmãos, é nestas COISAS PEQUENAS que geralmente percebemos, acima de tudo, a nossa fraqueza. Pedro foi capaz de andar sobre a água, mas não pôde suportar a acusação de uma criada. Jó suportou a perda de todas as coisas, porém as palavras censuradoras de seus falsos amigos (embora fossem apenas palavras) fizeram-no falar mais amargamente do que todas as outras aflições juntas. Jonas disse que tinha razão em ficar irado, até à morte, A RESPEITO DE UMA PLANTA.

Você não tem ouvido, com certa freqüência, que homens poderosos, sobreviventes de muitas batalhas, foram mortos por um acidente trivial? John Newton disse: "A graça de Deus é tão necessária para criar no crente a atitude correta diante da quebra de uma louça valiosa como diante da morte de um parente querido". Estes pequenos vazamentos precisam dos mais cuidadosos tampões. Nas coisas pequenas, bem como nas coisas grandes, o justo tem de viver pela fé!

Crente, você não é suficiente para nada! Sem a graça de Deus, não pode fazer coisa alguma. Nossa força é fraqueza - fraqueza até para as coisas pequenas; fraqueza para as situações fáceis, bem como para as complexas; fraqueza nas gotas de tristeza, como também nos oceanos de aflição. Aprenda bem o que nosso Senhor disse aos seus discípulos: "Sem mim nada podeis fazer" (João 15.5).

Divulgado pela Editora Fiel e compartilhado por Arildo Gomes e PC@maral

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Evangelismo Pessoal. Cada um de nós praticando Missões.

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“Evangelizar é um mendigo dizer a outro mendigo onde conseguir alimento”

Por PC@maral

O episódio dos dois leprosos que entraram no arraial dos sírios, encontrando grande fartura, numa época de fome na cidade, é, realmente, uma ilustração viva do que é evangelizar: “Então disseram uns para os outros: Não fazemos bem; este dia é dia de boas novas, e nos calamos; se esperarmos até à luz da manhã, algum mal nos sobrevirá; por isso agora vamos, e o anunciaremos à casa do rei”. (II Reis 7:9). Daí poder se dizer que evangelização é a ação de comunicar o evangelho, visando levar perdidos a Jesus para que sejam por Ele salvos.
Quando aqueles leprosos resolveram entrar na cidade e anunciar as boas notícias de que já havia pão para a sua fome, eles fizeram exatamente aquilo que temos que fazer com o mundo faminto de Deus.
A técnica da evangelização é ação. Ação que realiza. A palavra evangelizar é diferente de a palavra pregar. Nem toda pregação pode ser evangelização. Separei dois textos que podem mostrar o caráter de ação: "O Espírito do Senhor é sobre mim, Pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados do coração", (Lucas 4:18) - "A palavra que ele enviou aos filhos de Israel, anunciando a paz por Jesus Cristo (este é o Senhor de todos); Esta palavra, vós bem sabeis, veio por toda a Judéia, começando pela Galiléia, depois do batismo que João pregou; Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo bem, e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele". (Atos 10:36-38). Aqui, vemos a menção de evangelização acompanhada de certas realizações.

A idéia fundamental de evangelização é de passar o evangelho para alguém, de tal maneira que a pessoa viva por ele. Desse modo, deve-se entender que evangelizar é muito mais do que um mero ato de proselitismo ou comunicação de preceitos que expressam a crença de religiões e de seita. Em outras palavras, no ato da evangelização, a pessoa absorve o evangelho e ele passa a fazer parte da sua vida.

Que Deus nos abençoe!
***

domingo, 29 de maio de 2011

Eleição e Reprovação

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Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só. (Romanos 3:12)

Todos pecamos e merecemos a punição eterna de Deus e que Cristo morreu e obteve a salvação para nós. Neste artigo, vamos considerar a maneira como Deus põe em prática essa salvação na nossa vida. Damos início considerando a obra de Deus conhecida como eleição, isto é, sua decisão de nos escolher para sermos salvos desde a fundação do mundo. Evidentemente, esse ato de eleição não é (a rigor) parte da aplicação da salvação a nós, visto que se tornou disponível desde antes que Cristo obtivesse a nossa salvação, quando morreu na cruz. Mas consideraremos a eleição nesse ponto porque ela está cronologicamente no início dos tratos de Deus conosco pelos meios da graça. Portanto, ela foi concebida perfeitamente como o primeiro passo no processo através do qual Deus nos traz salvação individualmente.

Podemos definir eleição como segue: eleição é um ato de Deus, antes da criação, no qual ele escolhe algumas pessoas para serem salvas, não por causa de algum mérito antevisto delas, mas somente por causa de sua suprema boa vontade.

A. SERÁ QUE O NOVO TESTAMENTO ENSINA A PREDESTINAÇÃO?

Várias passagens no Novo Testamento parecem afirmar com muita clareza que Deus determinou de antemão quem seria salvo. Por exemplo, quando Paulo e Barnabé começaram a pregar aos gentios em Antioquia da Pisídia, Lucas escreve que “os gentios, ouvindo isto, regozijavam-se e glorificavam a palavra do Senhor, e creram todos os que haviam sido destinados para a vida eterna” (At 13.48). É significativo o fato de Lucas mencionar a eleição quase de passagem. É como se isso fosse acontecimento normal quando o evangelho era pregado. Quantos creram? “Creram todos os que haviam sido destinados para a vida eterna”.

B. COMO O NOVO TESTAMENTO APRESENTA O ENSINO DA ELEIÇÃO?

Sobre a eleição, é importante ver a doutrina da maneira como o próprio Novo Testamento a vê.

1. Como um consolo. Os autores do Novo Testamento muitas vezes apresentam a doutrina da eleição como um consolo aos crentes. Quando Paulo garante aos Romanos que “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8.28), ele apresenta a obra divina da predestinação como razão pela qual podemos estar seguros dessa verdade. Ele explica no próximo versículo: “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho [...] E aos que predestinou, a esses também chamou [...] justificou [...] glorificou” (Rm 8.29-30). Paulo quer dizer que Deus sempre age para o bem daqueles a quem chamou a si.

2. Como uma razão para louvar a Deus. Paulo diz que Deus “nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade, para louvor da glória de sua graça” (Ef 1.5-6). Semelhantemente, ele diz: “A fim de sermos para louvor da sua glória, nós, os que de antemão esperamos em Cristo” (Ef 1.12).

3. Como um incentivo à evangelização. Paulo diz: “Tudo suporto por causa dos eleitos, para que também eles obtenham a salvação que está em Cristo Jesus, com eterna glória” (2Tm 2.10). Ele sabe que Deus escolheu algumas pessoas para serem salvas e enxerga isso como um estímulo para pregar o evangelho, mesmo que signifique suportar grande sofrimento. A eleição é a garantia de Paulo de que haverá algum sucesso na evangelização, porque ele sabe que algumas pessoas com quem fala são eleitas, crerão no evangelho e serão salvas. É como se alguém nos convidasse para uma pescaria e dissesse: “Eu garanto que vocês pegarão alguns peixes – eles estão famintos e aguardando”.

C. EQUÍVOCOS A RESPEITO DA DOUTRINA DA ELEIÇÃO

1. A eleição não é fatalista nem mecanicista. Às vezes aqueles que fazem objeções à doutrina da eleição dizem que ela é “fatalista” ou que apresenta um “sistema mecanicista” do universo. Duas objeções relativamente diferentes estão envolvidas aqui. Por “fatalismo” entende-se um sistema no qual as escolhas e decisões humanas não fazem diferença alguma. No fatalismo, não importa o que façamos, as coisas continuarão seguindo seu curso previamente determinado. Portanto, é inútil tentar influenciar o resultado dos eventos ou o resultado de nossa vida esforçando-nos ou fazendo algumas escolhas importantes, porque, seja como for, não farão diferença alguma.

2. A eleição não se baseia na presciência de Deus sobre nossa fé. Geralmente as pessoas concordarão que Deus predestina alguns para serem salvos, mas dirão que ele o faz olhando para o futuro e vendo quem vai crer em Cristo e quem não vai. Se ele vê que uma pessoa chegará à fé salvadora, então predestina essa pessoa para ser salva, com base no conhecimento prévio da fé dessa pessoa. Se vê que ela não chegará à fé salvadora, então não predestina tal pessoa para ser salva. Desse modo, julga-se, a razão fundamental por que alguns são salvos e outros não encontra-se dentro das próprias pessoas, não dentro de Deus. Tudo que Deus faz na sua obra de predestinação é fornecer confirmação à decisão que ele sabe que as pessoas tomarão por si próprias. O versículo geralmente usado para sustentar esse ponto de vista é Romanos 8.29: “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho”.
a. Conhecimento prévio das pessoas, não dos fatos. Todavia, esse versículo dificilmente pode ser usado para demonstrar que Deus baseou sua predestinação no conhecimento prévio do fato de que uma pessoa creria. A passagem fala, mais propriamente, que Deus conheceu pessoas (“aos que de antemão conheceu”), não que conheceu algo a respeito delas, tal como o fato de que creriam. É um conhecimento pessoal, relacional, que se tem em vista aqui: Deus examina no futuro a intenção de determinada pessoa de preservar a intimidade com ele, e assim ele “a conhece” há muito tempo. É nesse sentido que Paulo está falando sobre Deus “conhecer” alguém, por exemplo, em 1Coríntios 8.3: “Mas, se alguém ama a Deus, esse é conhecido por ele”. Semelhantemente, ele diz: “Mas agora que conheceis a Deus, ou antes, sendo conhecidos por Deus...” (Gl 4.9).

b. Em parte alguma das Escrituras encontramos que Deus nos escolheu por causa da nossa fé. Além do mais, quando olhamos além dessas passagens específicas que falam sobre esse conhecimento prévio e prestamos atenção nos versículos que falam sobre a razão pela qual Deus nos escolheu, descobrimos que as Escrituras nunca falam que a nossa fé ou o fato de que viríamos a crer em Cristo foi a razão pela qual Deus nos escolheu. De fato, Paulo parece excluir explicitamente a consideração do que quer que as pessoas pudessem fazer na vida da sua explicação do fato de Deus ter escolhido Jacó em vez de Esaú. Ele diz: “E ainda não eram os gêmeos nascidos, nem tinham praticado o bem ou o mal (para que o propósito de Deus, quanto à eleição, prevalecesse, não por obras, mas por aquele que chama), já fora dito a ela: O mais velho será servo do mais moço.

c. A eleição baseada em alguma coisa boa em nós (nossa fé) seria o começo da salvação por mérito. Ainda outro tipo de objeção pode ser levantado contra a idéia de que Deus nos escolheu porque conhecia de antemão que viríamos a ter fé. Se o fator principal e determinante em nossa eventual salvação é nossa própria decisão de aceitar Cristo, então estaremos inclinados a pensar que merecemos algum crédito pelo fato de sermos salvos: ao contrário de outras pessoas que continuam a rejeitar Cristo, nós fomos suficientemente sábios em nosso julgamento, ou bons o bastante em nossas inclinações morais ou tivemos bastante discernimento em nossas faculdades espirituais para decidir crer em Cristo. Mas uma vez que comecemos a pensar dessa maneira, então diminuiremos seriamente a glória devida a Deus pela nossa salvação. Não nos sentiremos à vontade para falar como Paulo, que diz que Deus “nos destinou [...] segundo o beneplácito de sua vontade, para louvor da glória de sua graça” (Ef 1.5-6), e começamos a achar que Deus “nos destinou [...] segundo o fato de que ele sabia que teríamos suficientes inclinações à bondade, fé dentro de nós e que creríamos”.

d. Predestinação baseada em conhecimento prévio também não dá livre arbítrio às pessoas. A idéia de que Deus predestina algumas pessoas a crer, baseado no conhecimento prévio da fé que terão enfrenta ainda outro problema: após cuidadosa reflexão, esse sistema aniquila qualquer liberdade real do homem. Do ponto de vista desse sistema, Deus pode examinar o futuro e ver que a pessoa A vai exercer fé em Cristo, e que a pessoa B não vai exercer fé em Cristo; então esses fatos já estão fixados, já estão determinados. Se temos por verdadeiro que Deus conhece o futuro (o que tem de ser), então é absolutamente certo que a pessoa A crerá, mas não a pessoa B. Não há possibilidade de o desdobramento da vida delas ser diferente disso.

e. Conclusão: a eleição é incondicional. Parece melhor, pelas quatro razões prévias, rejeitar a idéia de que a eleição é baseada no fato de que Deus tem presciência de nossa fé. Concluímos em vez disso que a razão para a eleição é a escolha soberana de Deus – ele “nos predestinou para ele, para a adoção de filhos” (Ef 1.5). Deus nos escolheu simplesmente porque decidiu derramar seu amor sobre nós – não porque anteviu em nós alguma fé ou mérito.
D. OBJEÇÕES À DOUTRINA DA ELEIÇÃO

Deve ser dito que a doutrina da eleição apresentada aqui não é, de modo algum, aceita universalmente na igreja cristã, tanto no catolicismo como no protestantismo. Há uma longa história de aceitação da doutrina aqui apresentada, mas muitos outros também têm objetado. Entre os evangélicos conservadores, a maioria dos círculos reformados ou calvinistas (denominações presbiterianas conservadoras, por exemplo) aceitarão esse ponto de vista, bem como muitos luteranos e anglicanos (episcopais), e um grande número de batistas e membros de igrejas independentes. Por outro lado, ela será total e terminantemente rejeitada por quase todos os metodistas, bem como por muitos outros em igrejas batistas, anglicanas e independentes.

1. A eleição significa que não temos a opção de aceitar Cristo. Segundo essa objeção, a doutrina da eleição nega todos os convites do evangelho que apelam à vontade do homem e exige que as pessoas façam uma escolha ao responder ao convite de Cristo. Em resposta a isso, devemos afirmar que a doutrina da eleição é totalmente capaz de abrigar a idéia de que temos uma escolha voluntária e tomamos decisões espontâneas ao aceitar ou rejeitar Cristo.

2. Com base nessa definição de eleição, nossas escolhas não são escolhas reais. Prosseguindo com a discussão do parágrafo anterior, alguém pode objetar que se a escolha é causada por Deus, pode parecer-nos que seja voluntária e desejada por nós, mas não é uma escolha genuína ou real, porque não é absolutamente livre. Mais uma vez devemos responder desafiando a suposição de que a escolha deva ser absolutamente livre a fim de ser genuína ou válida. Se Deus nos faz de determinada maneira e nos diz que nossas escolhas voluntárias são escolhas reais e genuínas, então temos de concordar que são.

3. A doutrina da eleição faz com que sejamos marionetes ou robôs, não pessoas reais. De acordo com essa objeção, se Deus realmente é a causa de cada coisa que escolhemos com respeito à salvação, então já não somos pessoas reais. Mais uma vez deve ser respondido que Deus nos criou, e portanto devemos reconhecer que é ele quem define o que é a genuína pessoalidade. A analogia com uma “marionete” ou “robô” nos reduz a uma categoria subumana de coisas criadas pelo homem.

4. Da doutrina da eleição decorre que os incrédulos jamais têm a chance de crer. Essa objeção à eleição diz que se Deus decretou desde a eternidade que algumas pessoas não creriam, então não houve chance genuína para que cressem, e o sistema inteiro funciona injustamente. Duas respostas podem ser dadas a essa objeção. Primeiro, devemos observar que a Bíblia não nos permite dizer que os incrédulos não tiveram chance de crer. Quando as pessoas rejeitavam a Jesus, ele sempre lhes atribuía a responsabilidade pela escolha deliberada de rejeitá-lo, e não em algum decreto de Deus Pai.

5. A eleição é injusta. Algumas vezes as pessoas referem-se à doutrina da eleição como injusta, visto que ensina que Deus escolhe alguns para serem salvos e ignora outros, decidindo não os salvar. Como isso pode ser justo?
Duas respostas podem ser dadas a essa objeção. Primeiro, devemos nos lembrar de que seria perfeitamente justo que Deus não salvasse ninguém, exatamente como fez com os anjos: “Deus não poupou anjos quando pecaram, antes, precipitando-os no inferno os entregou a abismos de trevas, reservando-os para juízo” (2Pe 2.4). Seria perfeitamente justo se Deus fizesse com os seres humanos como fez com os anjos, não salvando nenhum daqueles que pecaram e se rebelaram contra ele.

6. A Bíblia diz que Deus deseja salvar todo mundo. Outra objeção à doutrina da eleição é que ela contradiz determinadas passagens das Escrituras, que dizem que Deus deseja que todos sejam salvos. Paulo escreve a respeito de Deus, nosso Salvador: “... o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (1Tm 2.4).

Uma solução comum a essa questão (oriunda da perspectiva reformada defendida neste livro) é dizer que esses versículos falam da vontade revelada de Deus (declarando o que nós devemos fazer), e não de sua vontade secreta (seus planos eternos sobre o que irá ocorrer). Os versículos simplesmente nos falam que Deus convida e ordena cada pessoa a arrepender-se e achegar-se a Cristo para a salvação, mas eles não falam o que quer que seja sobre os decretos secretos de Deus com relação a quem será salvo.

E. A DOUTRINA DA REPROVAÇÃO

Quando entendemos a eleição como ação soberana da parte de Deus de escolher algumas pessoas para serem salvas, há então necessariamente outro aspecto dessa escolha, a saber, a decisão soberana de Deus de não levar em conta outras e não salvá-las. Essa decisão de Deus na eternidade passada é chama reprovação. Reprovação é a decisão soberana de Deus, antes da criação, de não levar em conta algumas pessoas, decidindo em tristeza não salvá-las e puni-las por seus pecados, manifestando por meio disso sua justiça.

F. APLICAÇÃO PRÁTICA DA DOUTRINA DA ELEIÇÃO

Em termos de nossa própria relação com Deus, a doutrina da eleição tem uma aplicação prática importante. Quando refletimos a respeito do ensino bíblico, tanto sobre a eleição como sobre a reprovação, é certo que o apliquemos em nossa própria vida individualmente. É razoável que todo cristão pergunte a si mesmo: “Por que sou cristão? Por qual razão decisiva Deus decidiu me salvar?”.

Teologia Sistemática. Wayne Grudem, Edições Vida Nova. Parte 5 - A Doutrina da Aplicação da Redenção – p. 549 - 714

sábado, 28 de maio de 2011

Como se achar velho em apenas um click.....rs

7 comentários:
O tempo passa e nem nos damos conta. Veja as fotos e responda quantos anos tinha na época.































A Suzi me mandou por email

Principal marca de um ministro

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Por Marcia Rezende

Qual a principal característica que um ministro do evangelho deve possuir? Qual sua principal marca? O que um servo de Deus deve possuir para que mantenha a integridade do seu ministério?
Não é fácil responder a esta pergunta e talvez exista mais de uma resposta. Entretanto, quando vejo tantos pastores e obreiros do Reino de Deus se perdendo pelo meio do caminho, me obrigo a pensar sobre o assunto, na tentativa de identificar um ponto em comum, a fim de colocar-me em alerta para não tropeçar na mesma pedra. Na busca de uma resposta a esta questão, vi que muitos têm caído ou se perdido pela mesma razão que fez com que o apóstolo Pedro começasse a afundar: desviar os olhos de Jesus.

Grandes homens de Deus começaram muito bem sua jornada cristã, mas se perderam ao desviar o olhar para suas emoções. Cansaço, empolgação, ira, alegria, frustração… todos ser humano normal possui sentimentos, mas não devemos nortear nossas atitudes com base em nenhum deles. O ministro que passa a super valorizar seus sentimentos como se viessem direto do trono de Deus, ignorando por completo sua natureza carnal, perde facilmente o foco do seu chamado, e passa a agir sem sabedoria nem moderação. “O coração é mais enganoso que qualquer outra coisa…” (Jr 17:9).

Grandes homens de Deus começaram muito bem sua jornada cristã, mas se perderam ao desviar o olhar para bens materiais. Trabalhar para um reino espiritual esperando receber benefícios materiais é uma grande ilusão. O ministro que passa a super valorizar sua situação financeira, acaba se deixando dominar pela avareza e passa a orbitar em torno disso. Comparações de salário com outros pastores, inveja, ambição, busca por rentabilidade e estatus social, tudo isso faz com que os valores do Reino se diluam por entre os cifrões. “É necessário pois, que o bispo seja irrepreensível… e não apegado ao dinheiro.” (1 Tm 3:2,3)

Grandes homens de Deus começaram muito bem sua jornada cristã, mas se perderam ao desviar o olhar para a ciência humana. Estudar, se aperfeiçoar em literatura e teologia, aumentar seu cabedal de conhecimento no campo das ciências humanas e sociais, ou em qualquer outra área é um hábito bastante salutar. Mas o ministro que passa a super valorizar o seu próprio conhecimento e tenta compreender e explicar Deus sob a ótica da sabedoria humana, torna-se insensível à inspiração divina e corrói a essência da própria fé, perdendo-se em heresias, falácias, discussões tolas e falsas doutrinas. “Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apóie em seu próprio entendimento” (Pv 3:5).

Grandes homens de Deus começaram muito bem sua jornada cristã, mas se perderam ao desviar o olhar para a sua própria espiritualidade. Oração em línguas, jejum, meditação, retiros espirituais, momentos de êxtases diante da manifestação de Deus, experiências sobrenaturais… tudo isso é válido e pode fazer parte da vida cristã daqueles que buscam intensamente uma maior intimidade com o Pai. Entretanto, o ministro que passa a super valorizar sua própria espiritualidade, fundamentando nela o seu ministério, torna-se seu próprio deus e gere sua própria Lei, produzindo aberrações sob a ilusão de novas revelações. “Nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento” (1 Co 3:7).

O desvio do olhar não acontece de repente, mas de maneira sutil e quase imperceptível, precedendo o desvio e a queda. Renovar a percepção de quem somos (barro) e de quem Deus é (o Oleiro Senhor Soberano sobre todas as coisas) é o que nos livrará de cairmos e levarmos outros a caírem também.

Quanto mais vejo as bizarrices se multiplicando no meio evangélico, inclino-me a pensar que a principal característica que um ministro de Deus deve cultivar em sua vida, é a primeira bem-aventurança do primeiro sermão de Jesus: “Bem aventurados os pobres em espírito” (Mt 5:3).
***

Fonte: Ser Igreja compartilhado no PC@maral

Predestinação ou Livre-Arbitrio?

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Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie; porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas. (Efésios 2:8-10)

Por Luiz Carlos Beltran

A fé cristã apresenta-nos um dilema. De um lado, cremos que Deus nos criou moralmente responsáveis, com a capacidade de tomar decisões morais importantes. Se não fôssemos capazes de tomar decisões morais importantes, as Escrituras nos exortariam a desviar–nos do mal, ou a viver uma vida piedosa? Se não somos responsáveis pela livre escolha de nossas ações, de que maneira Deus nos recompensaria, ou nos puniria por essas ações de maneira justa? Por outro lado os crentes crêem também, que Deus detem controle soberano sobre tudo que concerne à criação. Ele é o Senhor da história e também o Senhor de nossas vidas. Vamos dormir todas as noites com a certeza de que tudo quanto acontece enquadra-se no plano de Deus. Nada pode atrapalhar Seu plano. Tudo quanto acontece está de acordo com a Sua vontade. O dilema tornou-se claro. Será que estas duas doutrinas cristãs básicas expressam a verdade? Se somos realmente capazes de tomar decisões morais relevantes, então não devemos ser competentes para agir contra a vontade de Deus? Se isto é verdade como podemos então declarar que tudo quanto acontece permanece no âmbito de Sua vontade? Se os seres humanos são livres de que maneira Deus é soberano? Por outro lado, se Deus exerce absoluto controle, de que maneira as decisões humanas são decisões verdadeiras? Em que sentido podemos ser responsabilizados por nossas ações, se Deus é responsável por tudo? Podemos ser livres e ao mesmo tempo predestinados?

PREDESTINAÇÃO

O vocábulo “predestinação” vem do grego “proordzo” que gravita por “seis vezes” em o Novo Testamento. Sua preposição grega (pró), faz com que esta palavra indique uma atividade feita de antemão. Com o passar do tempo esse vocábulo tornou – se sinônimo de “decreto divino” e, com este sentido, passou a indicar um conjunto de palavras e expressões com os seguintes resultados: “... determinado conselho e presciência de Deus...” Atos 2:23; “predestinação” Romanos 8:30; “beneplácito” Efésios 1:9; “o propósito de Sua vontade” Efésios 1:11; “eleição” I Tessalonicenses 1:4; “presciência de Deus” I Pedro 1:2; etc. Seja qual for à maneira que interpretemos esta doutrina, ela é proeminente na Bíblia. E, de fato uma das doutrinas notáveis das Escrituras Sagradas.

Necessariamente, três pontos importantes devem ser aqui anotados:

1. Predestinação Incondicional (Calvino e seus seguidores)

2. Predestinação Restrita (Arminio e seus seguidores)

3. Predestinação Condicional (Sistematizada por Paulo)


PREDESTINAÇÃO INCONDICIONAL

João Calvino

Para Calvino, o ponto principal na salvação da pessoa humana era a sua “predestinação incondicional”. Recebeu as primeiras informações por meio de Agostinho. Seu pensamento teológico era: “Deus criou o homem como um ser puro e à sua imagem e o dotou de livre – arbítrio. (Agostinho ensina que após a queda, o homem perdeu o livre – arbítrio)”. Era capaz de ser restaurado, não por si mesmo, mas sim pela graça de Deus. Esta graça não vem porque o homem crê, antes precede a fé e é dada para que o homem creia. Por meio desta graça se chega ao estado de arrependimento, deste se passa à conversão e depois é a perseverança final. Calvino então delineou a “predestinação incondicional” da seguinte maneira:
“Predestinação é o decreto divino com referência aos seres morais – os anjos e os homens”.

Que é calvinismo?

Calvinismo é o sistema teológico das igrejas reformadas cuja expressão doutrinária oficial é a confissão de fé de Westminster, redigida por determinação do parlamento inglês. Os trabalhos tomaram cinco anos e meio, terminando em 1648, deles participando 120 ministros ou teólogos, 11 “lords”, 20 “comuns” (alguns eram das universidades de Oxford e Cambridge e 7 delegados da Escócia). Mas foi o Sínodo de Dort [1], em Dertrecht, na Holanda, reunido em 1618 – 1619, que teve o objetivo de contra–atacar o arminianismo. Foi ali que surgiram os “cinco pontos do calvinismo” em resposta aos cinco pontos do memorial arminiano.

Cinco pontos do Calvinismo:

1. Total depravação – O homem natural não pode apreciar sequer as coisas de Deus. Menos ainda salvar–se. Ele é cego, surdo, mudo, impotente, leproso espiritual, morto em seu pecado, insensível à graça comum. Se Deus não tomar a iniciativa, infundindo–lhe fé salvadora e fazendo – o ressuscitar espiritualmente, o homem natural continuará morto eternamente. (Sl.51:5; Jr.13:23; Rm 3:10-12; 7:18; I Cor. 2:14; Ef.1:3, 12; Col.2:11-13)

2. Eleição incondicional – Deus elegeu alguns para a salvação, reprovando os demais. Deus não tem obrigação de salvar ninguém, nem homem nem anjos decaídos. Resolveu soberanamente salvar alguns homens (reprovando todos os demais) e torna – los filhos adotivos quando eram ainda filhos das trevas: teve misericórdia de algumas criaturas e deixou as demais (inclusive os demônios) entregues as suas próprias paixões pecaminosas. A salvação é efetuada totalmente por Deus. A fé como a salvação, é dom de Deus ao homem, não do homem a Deus. (Mal. 1:2-3; João 6:65; 13:18; 17:9; At. 13:48; Rm. 8:29-33; 9:16; 11:5-7; Ef.1:4-5; 2:8-10; II Tess. 2:13; I Pe. 2:8-9; Jd.1:4)

3. Expiação limitada ou particular – Segundo Agostinho a graça de Deus é “suficiente para todos, eficiente para os eleitos”. Cristo foi sacrificado para redimir Seu povo, não para tentar redimi–lo. Ele abriu a porta para salvação para todos, porém só os eleitos querem entrar, e efetivamente entram. (João 17:6, 9, 10; At20:28; Ef.5:25; Tito 3:5)

4. Graça irresistível ou infalível – Embora os homens possam resistir à graça de Deus, ela é todavia infalível: acaba convencendo o pecador de seu estado depravado, convertendo–o e santificando–o. O Espírito Santo realiza isto sem coação. É como o rapaz apaixonado que ganha o amor de sua eleita e ela acabam casando – se com ele, livremente. Deus age e o crente reage livremente. Quem se perde tem consciência de que está livremente rejeitando a salvação.

Alguns escarnecem de Deus, outros se enfurecem, outros adiam a decisão, outros demonstram total indiferença para com as coisas sagradas. Todos porém agem livremente. (Jr.3:3; 5:24; 24:7; Ez.11:19-20; 36:26 – 27; I Cor. 4:7; II Cor.5:17; Ef.1:19-20; Col.2:13; Hb.12:2)

5. Perseveração dos salvos – Alguns preferem dizer “perseverança do Salvador”. Nada há no homem que o habilite a perseverar na obediência e fidelidade ao Senhor. O Espírito é quem persevera pacientemente exercendo misericórdia e disciplina na condução do crente. Quando ímpio, estava morto em seu pecado e ressuscitou. Cristo lhe aplicou Seu sangue remidor e a graça salvífica de Deus infundiu – lhe fé para crer em Cristo e obedecer a Deus. Se todo o processo de salvação é obra de Deus, o homem não pode perde – la! Segundo a Bíblia, é impossível que o crente regenerado venha a perder sua salvação. Poderá pecar e morrer fisicamente (I Cor. 5:1-5). Os apostatas nunca nasceram de novo, jamais se converteram. (Is.54:10; João 6:51, Rm.5:8-10, 8:28, 32, 34-39; 11:29; Fl.1:6; II Tess.3:3; Hb.7:25)

PREDESTINAÇÃO RESTRITA

Jacó Arminio

Jacó Arminio era um distinto pastor e professor holandês, cuja formação teológica havia sido profundamente calvinista. De fato, boa parte de seus estudos ocorreu em Genebra sob a direção de Tedoro de Beza, o sucessor de Calvino nessa cidade. Voltando a Holanda, ocupou um importante púlpito em Amsterdã e logo sua fama se tornou grande .Devido a essa fama e ao seu prestigio como estudioso da Bíblia e da teologia, os dirigentes da igreja de Amsterdã lhe pediram que refutasse as opiniões do teólogo Dirck Koornhert que havia atacado algumas das doutrinas calvinistas, particularmente a predestinação.

Surge a predestinação restrita. Como sugere o termo, se entende “a predestinação” ou “a eleição” mais ocasionada por parte de “livre–arbítrio” humano, do que ocasionada pela soberana vontade de Deus. Diverge, portanto, da “predestinação incondicional” que ensina que a salvação humana depende de uma “eleição absoluta e soberana” de Deus: onde a vontade do homem fica excluída. E de igual modo, da “predestinação condicional” que ensina que na salvação humana existe uma espécie de “cooperação mútua” tanto por parte de Deus (o doador) como por parte do homem (recipiendário). “Chegai–vos a Deus e Ele se chegará a vós. Portanto os dois cooperam para tal fim” (Tg.4:8). Por fim, depois de profundas lutas de consciência, chegou–se à conclusão de que Koornhert tinha razão. Arminio passou a fazer objeções as idéias calvinistas sobre a “predestinação incondicional”.

Memorial Arminiano

Eis uma exposição resumida dos cinco pontos do memorial arminiano:

1. O decreto divino de predestinação é condicional, não absoluto. Deus escolheu as pessoas para a salvação antes da fundação do mundo, baseado em Sua presciência. Ele previu quem aceitaria livremente a salvação e predestinou os salvos. A salvação ocorre quando o pecador escolhe a Cristo; não é Deus quem escolhe o pecador. O pecador deve exercer sua própria fé para crer em Cristo e salvar – se.
Os que perdem, perdem – se por livre escolha: não quiseram crer em Cristo, sujeitaram a graça auxiliadora de Deus. (Dt.30:19; João 5:40, 8:24; Ef.1:5-6, 12; 2:10; Tiago 1:14; I Pedro 1:2; Apoc. 3:20;22:17).

2. A expiação é universal – O sacrifício de Cristo torna possível a toda e qualquer pessoa, salvar – se pela fé, mas não assegura a salvação de ninguém. Só os que crêem nEle, e todos quantos crêem, serão salvos. (João 3:16; 12:32; 17:21; I João 2:2; I Cor. 15:22; I Tim.2:3-4; Hb.2:9; II Pe.3:9)

3. Livre–arbítrio ou capacidade humana – Embora a queda de Adão tenha afetado seriamente a natureza humana, as pessoas não ficaram num estado de total incapacidade espiritual. Todo pecador pode arrepender – se e crer por livre – arbítrio cujo uso determinará seu destino eterno. O pecador precisa da ajuda do Espírito e só é regenerado depois de crer porque o exercício da fé é a participação humana no novo nascimento. (Is.55:7; Mt.25:41, 46; Mc.9:47-48; Rm.14:10, 12; II Cor.5:10)

4. O pecador pode eficazmente rejeitar a graça - Deus faz tudo que pode para salvar os pecadores. Se o pecador não reagir positivamente, o Espírito não lhe pode conceder vida. Portanto, a graça de Deus não é infalível, em irresistível. O homem pode frustrar a vontade de Deus para sua salvação. (Lc.18:21; 19:41-42; Ef.4:30; I Tess.5:19)

5. Os crentes regenerados pelo Espírito podem cair da graça e perder–se eternamente - Embora o pecador tenha exercido fé, crido em Cristo e nascido de novo para crescer na santificação, ele poderá cair da graça. Só quem perseverar até o fim será salvo. (Lc.21:36; Gal.5:4; Hb.6:6; 10:26-27; II Pe.2:20-22; Rm.11:22)


PREDESTINAÇÃO CONDICIONAL

Trata–se dos fundamentos do apóstolo Paulo. Segundo o pastor Severino Pedro da Silva, autor do livro A Doutrina da Predestinação - CPAD, esse modelo mantem um “equilíbrio bíblico”. A doutrina da predestinação condicional sempre se refere “ao meio” da salvação e nunca ao “destino eterno” irrevogável de cada pessoa. No contexto da promessa divina esta predestinação é vista englobando a igreja como um todo, e, quando se refere a uma “eleição individual” ou “pessoal”, refere-se a chamada diretiva de Deus para um serviço no seu reino.

a) Sentido individual – Deus escolheu Abrão para que fosse pai de uma multidão de nações (Gn.12:1 e 53; Ne.9:7); Arão para o sacerdócio (Sl.105:26); Moisés como libertador (Sl.106:23); Davi para ser rei de Israel (I Reis 8:16); Salomão para continuidade de seu nome (I Cr.28:5); Isaías como profeta (Is.49:1-6); figura profética de Paulo (At.9:15-16; 13:47; Jeremias (Jr.1:5); João Batista (Lc.1:76); Pedro (At.15:7); Rufo (Rm.16:13). Nesse mesmo sentido Jesus é também denominado como tendo sido escolhido de Deus (Is.42:1; Mt.12:18).

b) Eleição coletiva – Rm.8:29-30; Ef.1:5,11. Deus não predestina alguns para a condenação sem antes lhes oferecer oportunidades para a salvação.

c) O propósito de Deus – Rm.9:15. Deus tolerou os vasos da ira, mas preparou os vasos da misericórdia.


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Auxilio:

[1] O sínodo de Dort foi um sínodo nacional que teve lugar em Dordrecht, na Holanda em 1618/19, pela Igreja Reformada Holandesa, com o objectivo de regular uma séria controvérsia nas Igrejas Holandesas iniciada pela ascensão do Arminianismo. A primeira reunião do sínodo foi tida a 13 de Novembro de 1618 e a última, a 154ª foi a 9 de Maio de 1619. Foram também convidados representantes com direito de voto vindos de 8 países estrangeiros. O nome "Dort" era um nome usado na altura em inglês para a cidade holandesa de Dordrecht. O sínodo é por vezes chamado de Sínodo de Dordt, ou Sínodo de Dordrecht.

O sínodo decidiu pela rejeição das idéias arminianas, estabelecendo a doutrina reformada em cinco pontos: depravação total, eleição incondicional, expiação limitada, vocação eficaz (ou graça irresistível) e perseverança dos santos. Estas doutrinas, descritas no documento final chamado Cânones de Dort, são também conhecidas como os Cinco pontos do calvinismo.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

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Quando você tiver seu iPad vai usar assim como o "cara" do filme???? HELLOOOOOOOOO!!!!!!!


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quinta-feira, 26 de maio de 2011

John Stott: 90 anos de vida com Deus

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Por Marcio Rogério Gomes David

Nascido em 27 de abril de 1921, na Inglaterra, John Stott completou 90 anos de vida, dos quais, a maior parte ele tem dedicado ao Senhor Jesus. Considerado um dos evangélicos mais respeitados em todo o mundo, Stott tem dado uma contribuição decisiva para a Igreja Cristã e Evangélica nas últimas décadas. Sem dúvida, a sua maior colaboração tem sido na produção e distribuição em larga escala de seus livros, tais como o best seller A Cruz de Cristo, A Mensagem de Romanos e Cristianismo Básico.

Ele foi apontado em 2005 pela revista Time como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo. Segundo site da Editora Mundo Cristão, John Stott se tornou ainda mais conhecido depois do Congresso de Lausanne, em 1974, quando se destacou na defesa do conceito de Evangelho Integral, uma abordagem cristã mais ampla, abrangendo a promoção do Reino de Deus também na transformação da sociedade a partir da ética e dos valores cristãos.

Em nossos dias, quando vemos que tantas pessoas gastam o seu precioso tempo com leituras de livros e outras literaturas que pouco ou nada contribuem para a edificação cristã, é reconfortante saber que Deus tem preservado a vida de um homem valoroso como John Stott. Como pastor e escritor cristão, tem sido certamente uma das vidas mais dedicadas à causa do Evangelho no século XX e início do século XXI. Oremos para que Deus continue lhe concedendo saúde e que ele se mantenha exercendo a função de importante defensor da Teologia Ortodoxa.

Seguem algumas afirmações de Stott, extraídas de algumas de suas obras:

“Apesar da grande importância do seu ensino, exemplo e obras de compaixão e poder, nenhuma destas coisas ocupava o centro da missão de Jesus. O que lhe dominava a mente não era viver, mas dar a sua vida”. A Cruz de Cristo, Editora Vida, p. 25.

“O amor não é egoísta. A essência do amor é abnegação. O mais miserável dos homens pode ocasionalmente demonstrar nobreza de caráter, mas isso resplandecia na vida de Jesus como uma chama cujo brilho é inextinguível” - Cristianismo Básico, Ed. Ultimato, p. 56.

“Ressentimo-nos das intrusões de Cristo à nossa vida privada, sua exigência de nossa homenagem, sua expectativa de nossa obediência. Por que é que Ele não cuida de seus próprios negócios, perguntamos petulantemente, e nos deixa em paz? A essa pergunta Ele instantaneamente responde dizendo que nós somos o seu negócio e que jamais nos deixará sozinhos” – A Cruz de Cristo, Ed. Vida, p. 47.

“Confesso ser crente na necessidade indispensável da pregação, tanto para o evangelismo quanto para o crescimento saudável da igreja. A situação contemporânea torna mais difícil a pregação, mas não a torna menos necessária” - Eu Creio na Pregação, Ed. Vida, p. 9.
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quarta-feira, 25 de maio de 2011

A Maravilhosa Graça de Deus

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Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens, (Tito 2:11)

Um dos mais belos aspectos da fé cristã é o da graça de Deus. A palavra graça vem do grego charis (ocorre 156 vezes no Novo Testamento) e significa favor imerecido, referindo-se sempre ao infinito amor de Deus e a tudo que Seu amor O levou a fazer para a nossa salvação. A graça de Deus não somente abrange o imerecido favor estendido aos pecadores, mas também a dádiva de poder habilitar Seus filhos a cumprirem a Sua vontade. Sobre este assunto existem três posições teológicas, sendo que duas são extremas, e uma moderada.

I- DOUTRINAS SOBRE A GRAÇA.

1 - A doutrina da segurança eterna: Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante? De modo nenhum! Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos? (Rm 6:1-2); Pois certos indivíduos se introduziram com dissimulação, os quais, desde muito, foram antecipadamente pronunciados para esta condenação, homens ímpios, que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo. (Jd 4) Esta doutrina garante que, uma vez aceito o pecador como filho de Deus, nada do que ele venha fazer o pode arrebatar de Suas mãos. Se assim fosse, a graça de Deus não passaria de simples licença para pecar.

2 - A doutrina da salvação pelas obras: De Cristo vos desligastes, vós que procurais justificar-vos na lei; da graça decaístes. (Gl 5:4). Há os que temem a graça de Deus; que suspeitam da bondade divina. Para eles a santificação é resultado de um esforço de sua própria vontade, condicionada a sua salvação na obediência à lista de proibições e regulamentos ensinados pela sua igreja.

3 - A doutrina da salvação pela graça: pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza, vos tornásseis ricos. (II Co 8:9). Em Adão todos nós herdamos o pecado e perdemos o direito da vida eterna . Porém, Jesus Cristo veio a este mundo para atribuir-nos este direito.

II- A IMPORTÂNCIA DA GRAÇA NA VIDA CRISTÃ.


1 - A salvação vem pela graça: pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, (Rm. 3:23,24). Tão somente através da graça vem a salvação. O pecador é incapaz de ajudar-se a si próprio, quanto mais pensar em sua própria salvação. A idéia da salvação foi concebida por Deus, e do céu ele enviou Seu Filho para nos salvar. Portanto, salvação é obra divina, completa e perfeita; Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. (Ef. 2:8,9). A graça é “Dom” de Deus, ou seja, uma dádiva, um presente para a humanidade: porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor. (Rm. 6:23). A razão de sermos salvos pela graça é “(...) para que ninguém se glorie”. Pessoa alguma, por mais santa que seja, recebe a salvação de seus pecados por seus méritos: Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal. (I Tm. 1:15).

2 - A vida cristã depende da Graça (Tt. 2:11-14): Ignorar a graça de Deus na vida cristã é um grave erro, pois é pela graça que somos salvos, e é através dela que vivemos. Veja o que Paulo diz em Col. 2:6: “Ora, como recebestes Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nele”. Como se recebe Jesus como salvador? Pela graça. A sua salvação depende única e exclusivamente da graça e toda a sua vida deve ser baseada nela.

3 - A graça é liberdade para crescer (II Pd. 3:18): Um aspecto fundamental para a compreensão da vida cristã é o de que todo mundo nasce débil, pequeno e ignorante (sem conhecimento). A graça então nos proporciona o ambiente ideal para o crescimento espiritual.

4 - A graça enriquece e informa (I Co. 1:4,5, 26): A vida dos coríntios é marcada pela graça de Deus. Embora os coríntios sejam, em sua maioria, materialmente pobres, pela graça de Deus, são espiritualmente ricos, porque foram enriquecidos em “toda Palavra e em todo conhecimento (compreensão espiritual)”.

5 - A graça é o poder pelo qual os cristãos realizam boas obras (II Co. 9:8,14): Paulo afirma que Deus nos propicia os meios para agirmos generosamente, corretamente com relação às outras pessoas. A lição do texto é de que só podemos dar aquilo que recebemos diretamente de Deus.

III- LEI E GRAÇA NO ANTIGO TESTAMENTO

Muitas pessoas não conseguem perceber que a lei e a graça revelam o mesmo aspecto da natureza divina. Se por um lado a Lei revela a justiça e santidade de Deus, por outro, a Graça revela o seu lado misericordioso, amoroso e benigno. A graça sempre se manifestou aos homens, mesmo no Antigo Testamento:

1 - A graça no jardim do Éden (Gn. 3:15; II Tm. 1:9): A graça já era plano de Deus antes mesmo da queda do homem. No Éden encontramos a promessa de um Salvador e Redentor da humanidade. Este Salvador poria fim ao poder de Satanás em enganar a humanidade, conduzindo-a ao pecado.

2 - A graça de Deus na morte do cordeiro (Gn. 3:21; Ap. 13:8): Por causa do pecado do homem um cordeiro teve de ser sacrificado. O sangue de um inocente foi derramado e a pele do animal serviu como vestimenta (justiça). Este cordeiro, de acordo com João, é a prefiguração de Jesus Cristo que morreria em nosso lugar (Jo. 1:29), manifestando dessa forma a graça de Deus (perdão, clemência, favor divino imerecido pelo homem).

3 - A graça de Deus na vida de Davi (Sl. 32:1,2; 51:1-12): Estes dois salmos foram escritos por Davi. Ao perceber o pecado que havia cometido e a iminência de perder a presença do Espírito Santo ele clama pela misericórdia de Deus. Misericórdia (hessed, no hebraico) tem o seu correspondente etimológico na palavra grega charis. Isto é, “misericórdia” no hebraico é a mesma palavra “graça” do Novo Testamento.

IV- DEBAIXO DA GRAÇA E NÃO DA LEI

Há dois erros contra os quais os filhos de Deus devem precaver-se: O primeiro é o de tomar em consideração as suas próprias obras, confiando em qualquer coisa que possam fazer, a fim de conseguirem a salvação (Ef. 2:5-9; Rm. 11:6). O erro oposto é o de que a crença em Cristo isente o homem da observância da Lei de Deus; que, visto como só pela fé é que nos tornamos participantes da graça de Cristo, nossas obras nada têm que ver com nossa redenção.

1 - Debaixo da lei (Rm. 6:14 a): Que significa a frase “debaixo da lei”? É evidente que em certo sentido todos os homens, a raça humana toda, estão debaixo da lei de Deus, debaixo de sua jurisdição, de seu domínio, uma vez que a Terra pertence a Deus e é parte de seu universo. Certamente Paulo não queria dizer que os cristãos não estão debaixo da lei neste sentido. Logo a frase “não estais debaixo da lei” deve significar “não debaixo da condenação da lei” já que a pessoa está em Cristo (Rm. 8:1).

2 - Debaixo da graça (Rm. 6:14 b): Que significa estar “debaixo da graça”? Uma vez que a graça é definida como favor, disposição de mostrar bondade, clemência, misericórdia, perdão, favor divino imerecido pelo homem, o estar “debaixo da graça” significa estar sob o favor de Deus, sob Sua misericórdia, sob Seu perdão.
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DEC
PCamaral

terça-feira, 24 de maio de 2011

Reconhecendo Jesus em Toda a Bíblia Sagrada

Um comentário:
"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez" (João 1:1-3)

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Mantenha Distância Destes! Afasta-te! Sai do meio Deles!

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Por Pr. Edmilson Mendes

Ainda criança os avisos nas traseiras de caminhões e ônibus me intrigavam. Sonhava ser motorista de ônibus, era um veículo que me fascinava. Queria mais era me aproximar, não me distanciar. Paciente, toda vez que eu repetia a pergunta, meu pai respondia: Devemos manter distância para evitar acidentes. Insatisfeito, eu fingia entender a resposta.

Quando escreveu à Timóteo, num certo trecho da sua segunda carta, no capítulo 3 de 1 a 5, Paulo deixou bem visível a placa para se manter uma segura distância de determinados tipos de pessoas: Nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.

Alguns anos atrás, logo cedo, pronto para sair de casa, o telefone tocou trazendo uma notícia que mudaria toda minha agenda naquele dia. Um dos meus sobrinhos tinha acabado de afundar o carro na traseira de um caminhão. Os bombeiros levaram quase meia hora serrando as ferragens para poder retirá-lo do carro. No hospital, médicos não deram nenhuma chance, aliás, deram apenas uma certeza: Se sair daqui, se sobreviver, será com seqüelas no cérebro, na memória e no corpo para o resto da vida. Toda família, amigos e igreja colocaram-se num intenso clamor. Contrariando todos os prognósticos, em uma semana ele teve alta, em dois meses recuperou toda memória, nenhum osso quebrou, hoje leva uma vida absolutamente normal. Mesmo já tendo passado tanto tempo é difícil para mim escrever sobre esta experiência sem me emocionar.

Um senhor, desconhecido de toda família, fez questão de ir até a casa do meu sobrinho para vê-lo recuperado, pois viu todo o trabalho de resgate feito pelos bombeiros. Depois de ver e abraçar meu sobrinho, ele disse: Você ressuscitou rapaz, foi um milagre, você nasceu de novo! Naquele dia eu estava na casa e testemunhei toda a emoção daquele senhor. Naquele dia todas as respostas e explicações do meu pai ficaram claras, devemos manter distância para evitarmos acidentes, em muitos casos acidentes mortais e irreparáveis.

A tragédia física na vida do meu sobrinho também fez aguçar minha percepção das tragédias espirituais que podem acontecer se não mantivermos a devida distância. A lista detalhada por Paulo a Timóteo parece ter sido escrita ontem. Dá a impressão que Paulo pegou as últimas pesquisas comportamentais, os últimos estudos sociológicos, se conectou aos canais mais antenados com nosso tempo, leu jornais, assistiu TV, respirou o clima nas corporações e partidos políticos, checou o que se anda fazendo nas noites, cruzou dados e informações e concluiu, pronto, esta é a lista.

Todas as características e comportamentos listados por Paulo se relacionam com a gente diariamente. Ao menor descuido podemos ser engolidos. Destes, disse o apóstolo, afasta-te! Sem dúvida, Paulo teve fortes razões para assim alertar a Timóteo. Ficar junto seria como aceitar as práticas das pessoas listadas por ele. Ficar junto seria como abrir mão da liberdade conquistada em Cristo para viver numa libertinagem escravizante. O afastar-se recomendado por Paulo aponta para se evitar o mínimo indício de comunhão com tais visões e filosofias. O afastar-se não significa fugir tão somente, também significa denunciar e confrontar, afinal, são tempos trabalhosos.

Enfim, regule os freios das suas ações, certifique-se que as luzes do farol que iluminam seus pensamentos não se queimaram. Ou seja, revista-se todo dia do Senhor e da força do seu poder, então saia, vá a luta, encare o mundo, memorize a lista e não se esqueça: mantenha distância.

Paz!
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Fonte: Guiame

domingo, 22 de maio de 2011

O Culto Cristão e suas Perigosas Transformações!

Um comentário:

No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi também ao Senhor assentado sobre um alto e sublime trono; e o seu séquito enchia o templo. Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas; com duas cobriam os seus rostos, e com duas cobriam os seus pés, e com duas voavam. E clamavam uns aos outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória. E os umbrais das portas se moveram à voz do que clamava, e a casa se encheu de fumaça. Então disse eu: Ai de mim! Pois estou perdido; porque sou um homem de lábios impuros, e habito no meio de um povo de impuros lábios; os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos. Porém um dos serafins voou para mim, trazendo na sua mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; E com a brasa tocou a minha boca, e disse: Eis que isto tocou os teus lábios; e a tua iniqüidade foi tirada, e expiado o teu pecado. Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim. Então disse ele: Vai, e dize a este povo: Ouvis, de fato, e não entendeis, e vedes, em verdade, mas não percebeis. Engorda o coração deste povo, e faze-lhe pesados os ouvidos, e fecha-lhe os olhos; para que ele não veja com os seus olhos, e não ouça com os seus ouvidos, nem entenda com o seu coração, nem se converta e seja sarado. Então disse eu: Até quando Senhor? E respondeu: Até que sejam desoladas as cidades e fiquem sem habitantes, e as casas sem moradores, e a terra seja de todo assolada. E o SENHOR afaste dela os homens, e no meio da terra seja grande o desamparo. Porém ainda a décima parte ficará nela, e tornará a ser pastada; e como o carvalho, e como a azinheira, que depois de se desfolharem, ainda ficam firmes, assim a santa semente será a firmeza dela. (Isaías 6)

Por Marcos Sampaio

O culto cristão hoje tem sofrido sérias transformações. Arrisco em dizer que são mudanças perigosas e, em alguns casos, até antibíblicas. Igrejas que tem procurado elaborar um tipo de “culto-show” para agradar e satisfazer o ego do auditório. Parece que a mentalidade hoje é dar o que as pessoas querem! Insistem em dizer que o povo precisa de um culto diferenciado e atrativo. Com isso as pessoas estão desesperadas em busca de satisfação pessoal nos cultos do que qualquer outra coisa. A pregação da verdade, a reverência e o santo temor já foram abandonadas. E isso tudo me faz pensar como reagiria, por exemplo, o profeta Isaías [cf. Is 6] em nossos cultos contemporâneos prestados a Deus. Será que Isaías encontraria nessas adorações extravagantes um senso de temor, assombro, reverência e admiração pela glória de Deus?
Robert L. Dickie escreveu certa vez: “Vemos cultos de adoração sem qualquer reverência, temor, respeito ou admiração. Em muitas das nossas igrejas, já não existe uma exortação ao arrependimento, à santidade de vida, a levarmos nossa cruz, à abnegação ou a reconhecermos Cristo como nosso Senhor. Parece que muitos pastores têm medo de ofender as suas congregações e, por isso, pregam para agradar os ouvintes, em vez de pregarem para agradar a Deus. É aconselhável todos os pastores lembrarem as palavras do apóstolo Paulo, em Gálatas 1.10: ‘Procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo’.” E diz mais: “Que aspecto da adoração produz esse senso de temor reverente e admiração? Não devemos esquecer que adorar a Deus significa aproximar-nos dEle e sentir a sua presença. É interessante notar que, ao conhecermos exemplos de pessoas que se aproximaram de Deus ou se acharam em sua presença, percebemos que a atitude delas era de temor, assombro e reverência. Nas Escrituras, as pessoas sobre quais lemos que estavam na presença de Deus nunca eram levianas, irreverentes ou apáticas. Quando a verdadeira adoração na sala do trono estiver acontecendo, haverá esse espírito de reverência e de santo temor da grandeza de Deus”.
No entanto, o que se percebe em algumas reuniões evangélicas são inovações superficiais e tolas substituindo a adoração a Cristo e pessoas buscando para si mesmas a glória que somente ao Senhor é devida. A. W. Tozer em The Pursuit of God é incisivo sobre isso: “Grande parte da igreja perdeu completamente a arte da adoração e no seu lugar surgiu aquela coisa estranha e alheia chamada o ‘programa’. Esta palavra foi emprestada do teatro e aplicada com uma sabedoria lastimável ao tipo de culto público que agora é aceito como adoração entre nós”.

Tozer tem razão. Os cultos dominicais repletos de inovações e atrações espetaculares têm desviado a nossa atenção do culto genuinamente cristão. Lamentavelmente, as pessoas hoje já não estão mais interessadas em contemplar a glória e a beleza de Cristo e ouvir a pregação e a verdade do evangelho das Escrituras. O querem são emoções vazias e superficiais, anestésicos para os seus problemas cotidianos.

Creio que precisamos de forma genuinamente bíblica nos voltar para o culto que arranca o orgulho do nosso coração e nos constrange a dizer: ai de mim, pecador! Assombrar-nos pela presença poderosa de Deus com um santo temor reverente e profunda admiração pela Sua glória e livre graça soberana.

Portanto, o meu apelo e minha oração é que a igreja de Cristo em nossos dias se volte de fato para o genuíno culto cristão encontrado nas Escrituras. Certificando-nos se o nosso culto a Deus na terra tem refletido o exemplo e a direção da adoração celestial.

Pense nisso!

Fonte: Conversa Protestante

Um pastor moderno entre os radicais

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Um dos líderes da Assembleia de Deus, a maior e uma das mais conservadoras igrejas evangélicas do Brasil, Samuel Ferreira rompe tradições, libera costumes e atrai fiéis para o seu templo
Por Rodrigo Cardoso
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O evangélico desavisado que entrar no número 560 da ave­nida Celso Garcia, no bairro paulistano do Brás, poderá achar que não está entrando em um culto da Assembleia de Deus. Maior denominação pentecostal do País – estima-se que tenha 15 milhões de adeptos, cerca de metade dos protestantes brasileiros –, historicamente ela foi caracterizada pela postura austera, pelo comedimento na conduta e, principalmente, pelas vestimentas discretas de seus membros. Por conta dessa última particularidade, tornou-se folclórica por forçar seus fiéis a celebrarem sempre, no caso dos homens, de terno e gravata e, entre elas, de saia comprida, camisa fechada até o punho e cabelos longos que deveriam passar longe de tesouras e tinturas. Era a igreja do “não pode”. Não podia, só para citar algumas interdições extratemplo, ver tevê, praticar esporte e cultuar ritmos musicais brasileiros. A justificativa era ao mesmo tempo simples e definitiva: eram coisas do capeta.

No templo do Brás, porém, às 19h30 do domingo 15, um grupo de cerca de vinte fiéis fazia coreografias, ao lado do púlpito, ao som de uma batida funkeada. Seus componentes – mulheres maquiadas e com cabelos curtos tingidos, calça jeans justa e joias combinando com o salto alto; homens usando camiseta e exibindo corte de cabelo black power – outrora sofreriam sanções, como uma expulsão, por conta de tais “ousadias”. Mas ali eram ovacionados por uma plateia formada por gente vestida de forma parecida, bem informal. Palmas, também proibidas nas celebrações tradicionais, eram requisitadas pelo pastor Samuel de Castro Ferreira, líder do templo e um dos responsáveis por essa mudança de mentalidade na estrutura da Assembleia de Deus, denominação nascida em Belém, no Pará, que irá festejar seu centenário no mês que vem. “Muitos chamam de revolução, mas o que eu faço é uma pregação de um evangelho puro, sem acessórios pesados”, afirma ele, 43 anos, casado há vinte com a pastora Keila, 39, e pai de Manoel, 18, e Marinna, 14. “A maior igreja evangélica do País está vivendo um redescobrimento.”

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Novos tempos - Com roupas de grife, Ferreira lê a Bíblia e consulta o iPad no mesmo culto
 Sentado em uma cadeira logo ao lado do coral, Ferreira, que assistiu à televisão pela primeira vez na casa do vizinho, aos 7 anos, escondido do pai, Manoel Ferreira, pastor assembleiano, desliza o dedo indicador em um iPad segunda geração enquanto o culto se desenrola. Acessa a sua recém criada página no Twitter por meio da qual, em apenas um mês, amealhou mais de 110 mil seguidores. Quando se levanta para pregar a palavra, deixa visível o corte alinhado de seu terno e a gravata que combina com o conjunto social. Não que o pastor se furte em pregar de jeans, tênis e camisa esporte – tem predileção por peças da Hugo Boss –, como faz em encontros de jovens. “Samuel representa a Assembleia de Deus moderna, com cara de (Igreja) Renascer (em Cristo)”, opina o doutorando em ciências da religião Gedeon Alencar, autor de “Assembleias de Deus – Origem, Implantação e Militância” (1911-1946), editora Arte Editorial. “Os mais antigos, porém, acham o estilo dele abominável.”

Natural de Garça, interior de São Paulo, formado em direito e com uma faculdade de psicologia incompleta, Ferreira é vice-presidente da Convenção de Madureira, que é comandada por seu pai há 25 anos e da qual fazem parte 25 mil templos no Brasil, entre eles o do Brás. Os assembleianos não são uma comunidade unificada em torno de um líder. Há, ainda, os que seguem a Convenção Geral, considerada o conglomerado mais poderoso, e o grupo formado por igrejas autônomas. Ferreira assumiu o templo da região central da capital paulista há cinco anos e passou a romper com as tradições. Ao mesmo tempo, encarou uma cirurgia de redução de estômago para perder parte dos 144 quilos. “Usar calça comprida é um pecado absurdo que recaía sobre as irmãs. Não agride a Deus, então liberei”, diz o pastor, 81 quilos, que até hoje não sabe nadar e andar de bicicleta porque, em nome da crença religiosa, foi proibido de praticar na infância e na adolescência.

Sua Assembleia do “pode” tem agradado aos fiéis. “Meu pai não permitia que eu pintasse as unhas, raspasse os pelos ou cortasse o cabelo”, conta a dona de casa Jussara da Silva, 49 anos. “Furei as orelhas só depois dos 40 anos. Faz pouco tempo, também, que faço luzes”, afirma Raquel Monteiro Pedro, 47 anos, gerente administrativa. Devidamente maquiadas, as duas desfilavam seus cabelos curtos e tingidos adornados por joias pelo salão do Brás, cuja arquitetura, mais parecida com a de um anfiteatro, também se distingue das igrejas mais conservadoras.
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Alivio -  Os fiéis João Gilberto e Raquel: liberdade para cuidar da  aparência sem sofrer sanções da igreja
 A relativização dos costumes da Assembleia de Deus se dá em uma época em que não é mais possível dizer aos fiéis que Deus não quer que eles tenham vaidade. A denominação trabalha para atender a novas demandas da burguesia assembleiana, que, se não faz parte da classe média, está muito perto dela, é urbana e frequenta universidades. É esse filão que está sendo disputado. Uma outra igreja paulista já promoveu show no Playcenter. No Rio de Janeiro, uma Assembleia de Deus organiza o que chama de Festa Jesuína, em alusão à Festa Junina. Segundo o estudioso Alencar, as antigas proibições davam sentido ao substrato de pobreza do qual faziam parte a grande maioria dos membros da Assembleia de Deus. “Era confortável para o fiel que não tinha condição de comprar uma televisão dizer que ela é coisa do diabo. Assim, ele vai satanizando o que não tem acesso.”

Importante figura no mundo assembleiano, o pastor José Wellington Bezerra da Costa, 76 anos, presidente da Convenção Geral, não é adepto da corrente liberal. “Samuel é um menino bom, inteligente, mas é liberal na questão dos costumes e descambou a abrir a porta do comportamento”, afirma. Ferreira, por outro lado, se diz conservador, principalmente na questão dos dogmas. Em suas celebrações, há o momento do dízimo, do louvor, da adoração e um coral clássico. Ao mesmo tempo, é o torcedor do Corinthians que tuita pelo celular até de madrugada – dia desses, postou que saboreava um sorvete às 4h30 –, viaja de avião particular e não abre mão de roupas de grife. Um legítimo pastor do século XXI.
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Fonte Revista ISTOÉ Independente

Michael Jackson Medley

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Vi no Cristão Confuso

sábado, 21 de maio de 2011

A Justiça de Deus! A diferença entre o que serve e o que não serve a Deus!

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Por PC@maral

“Então vereis a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não serve” (Ml 3:18)

Nos dias atuais, assim como no passado, apesar da propagação do evangelho, muitas verdades bíblicas são deturpadas e contestadas, inclusive por parte de pessoas que se confessam cristãs, que alegam ter aceito o Senhor Jesus como fiel e único salvador de suas vidas. É de se lamentar que grande parte ainda esteja duvidando do poder criador e redentor de nosso Senhor Jesus Cristo.

Quando Deus se revela amável e bondoso com todos, como se todos fossem igualmente dignos dessas benesses, acaba dando a impressão de que “qualquer que faz o mal passa por bom aos olhos do Senhor” (Ml 2:17). Alguns até chegam a pensar que Deus já entregou este mundo e os seus moradores à sua própria sorte!

E, com a multiplicação da maldade, infelizmente, muitos estão tirando conclusões errôneas a respeito disso, ao dizerem: “Inútil é servir a Deus” (Ml 3:14), uma vez que não vêem diferença aparente na forma de retribuição dada a cada um. Por isso muitos perdem a motivação para servir a Deus, voltando as costas para Ele, embora continuem sendo religiosos.

Neste século de duvidas e incertezas é difícil de notar a linha divisória que separa os que servem a Deus dos que não O servem, porque todos são, sem muitas diferenças, atormentados ou favorecidos. Uma coisa é certa: Há um registro na memória de Deus e perante Ele todos comparecerão um dia. Ele não acerta contas cada dia, mas fará isto no fim dos dias.

A resposta será dada finalmente, aos que ainda põem em dúvida a justiça divina.

Que Deus nos abençoe!
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PC@maral

quinta-feira, 19 de maio de 2011

O Amor de Deus por Todos nós!

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Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.(João 3:16)

Por PCamaral

Na primeira carta de João, no capitulo 4, versículo 8, lemos: Deus é amor. Esse texto evidencia que esse atributo de Deus já existia, antes da criação, entre os membros da Trindade. Jesus fala ao Pai: da glória que me conferiste, porque me amaste antes da fundação do mundo (João 17:24), indicando, assim, que o Pai já amava e honrava o Filho desde a eternidade. E continua até hoje, pois também lemos: “O Pai ama ao Filho, e todas as coisas tem confiado às suas mãos”! (João 3:35).

Grudem assim define esse atributo divino: Dizer que Deus tem o amor como atributo é dizer que ele se doa eternamente aos outros. Esse atributo de Deus mostra que faz parte da sua natureza doar-se a fim de distribuir bênçãos, ou o bem aos outros. [GRUDEM, Wayne. Teologia Sistemática Atual e Exaustiva. São Paulo: Vida Nova, 2009, p.145].

Tanto no Evangelho quanto nas cartas de João encontramos, repetidas vezes, provas do amor de Deus (Jo 15:24, 3:35, 14:31,; IJo 4:10, 4:19, 5:3). Bancroft apresenta o amor de Deus como um atributo pelo qual ele se inclina a buscar os melhores interesses de suas criaturas e a comunicar-se com elas a despeito do sacrifício nisso envolvido. [BANCROFT, E. H. Teologia Elementar. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1992, p. 73]. Deus sempre deseja o bem de suas criaturas e se deleita nisso.

A Bíblia Sagrada apresenta três definições acerca de Deus: 1) Deus é espírito (Jo 4:24), 2) Deus é luz (I Jo 1:5) e 3) Deus é amor (I Jo 4:8). Esse amor de Deus é eterno, soberano, infinito, imutável, santo e pleno de graça, [PINK, W.A. Os Atributos de Deus. São Paulo: PES, 2001, p.118]. O maior amor de Deus por nós foi manifestado na pessoa gloriosa de Jesus Cristo, que foi enviado pela Triunidade para nos resgatar de nossos pecados. Para nos salvar, Jesus Cristo morreu na cruz do Calvário, esse é o maior amor de que a humanidade já ouviu falar. Mas será que a morte de Cristo era mesmo necessária? [GRUDEM, Wayne A. Teologia Sistemática. São Paulo: Vida Nova, 1999, PP.482-483]. Sim, era necessária! Por quatro razões:

1ª RAZÃO: Era necessário que Cristo morresse para pagar a pena de morte que merecemos por causa dos nossos pecados. Os efeitos do pecado não atingiram somente Adão e Eva, pois a Bíblia diz o seguinte: (...) é verdade que, por causa de um só homem e por meio do seu pecado, a morte começou a dominar a raça humana (Rm 5:17 – NTLH). Por causa do pecado de Adão, viemos ao mundo com uma natureza inteiramente depravada e sob a condenação de Deus. Então, Jesus se manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de si mesmo, o pecado.

2ª RAZÃO: Era necessário que Cristo morresse para nos livrar da ira de Deus, que sempre se revela para castigar aquele que se rebela contra a sua vontade. Em seu grande amor por nós, o próprio Deus ofereceu o substituto, Jesus, o seu único e amado Filho. Assim, na cruz, Jesus sofreu para absorver e desviar a profunda e furiosa ira de Deus, de nós para si mesmo: Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados (I Jo 4:10). A palavra “propiciação”, no grego, é hilasmos, [ἱλασμὸν] que tem o sentido de sacrifício que afasta ou aplaca a ira de Deus e, dessa forma, torna Deus propicio ou favorável a nós.

3ª RAZÃO: Era necessário que Cristo morresse para nos reconciliar com Deus, de quem estávamos separados e distanciados pelo pecado. Ao pecar, Adão voltou suas costas para Deus. A comunhão e a amizade que havia entre ambos foram rompidas e quebradas, por causa do pecado. Mas, a despeito disso, Deus mesmo tomou a iniciativa de amar os seres humanos, ao ponto extremo de enviar-lhes seu Filho, como a Bíblia declara: Mas Deus nos mostrou o quanto nos ama: Cristo morreu por nós quando ainda vivíamos no pecado (Rm 5:8 – NTLH). A morte de Cristo satisfez as exigências de Deus, reconciliando-nos com ele: (...) nós éramos inimigos de Deus, mas ele nos tornou seus amigos por meio da morte do seu Filho (Rm 5:10a).

4ª RAZÃO: Era necessário que Cristo morresse para nos redimir ou para nos resgatar da servidão e do cativeiro do pecado e de Satanás. Jesus afirmou que a razão da sua vinda era dar a sua vida em resgate de muitos (Mt 20:28; Mc 10:45). “Resgate” é a tradução da palavra grega lutron, [λύτρον], que, quando usada, fazia a pessoa pensar no dinheiro de compra usado para alforriar ou libertar um escravo. Nota-se que a morte de Cristo é mostrada como pagamento de um preço ou de um resgate, em vários textos da Bíblia (Lc 21:28; Rm 3:24, 8:23; I Co 1:30; Ef 1:7, 14, 4:30; Cl 1:14; Hb 9:15, 11:35). De fato, Deus nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados (Cl 1:13-14).

Agora, deve-se frisar que Deus resolveu salvar os pecadores não por necessidade, mas por misericórdia e amor. Ele poderia, naturalmente, dispensar aos seres humanos pecadores o mesmo tratamento dispensado aos seres angelicais rebeldes: Ora, se Deus não poupou anjos quando pecaram, antes, precipitando-os no inferno, [inferno; no original, tártaro] os entregou a abismos de trevas, reservando-os para juízo; (II PE 2:4). Ele, sem dúvida, poderia ter escolhido não resgatar do pecado um ser humano sequer. Contudo, a Bíblia Sagrada afirma que a misericórdia de Deus é muito grande, e o seu amor por nós é tanto que, quando estávamos espiritualmente mortos por causa da nossa desobediência, ele nos trouxe para a vida que temos em união com Cristo (Ef 2:4-5).

O amor, portanto, foi a razão de Deus ter enviado seu Filho, que, por sua vez, também nos amou e deu a sua vida por nós, como uma oferta de perfume agradável e como um sacrifício que agrada a Deus! (Ef 5:2b – MTLH).

Como afirma Hodge: O Pai não estava obrigado a prover um substituto para os homens apostatados, nem o Filho obrigado a assumir tal oficio. Foi um ato de pura graça que Deus suspendesse a execução da pena da lei, e consentisse nos sofrimentos e morte vicários de seu Filho unigênito. E foi um ato de amor sem paralelo que o Filho consentisse em assumir nossa natureza, levar nossos pecados e morrer, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus. Portanto, todos os benefícios que se creditam em favor dos pecadores como conseqüência da satisfação realizada por Cristo são para eles simples dádivas; bênçãos às quais eles mesmos não tem direito algum. Requerem nossa gratidão e excluem toda a jactância. [HODGE, Charles. Teologia Sistemática. São Paulo: Hagnos, 2001, p.835-836].

Deve-se frisar, ainda, que, ao morrer por amor, Cristo pagou a pena dos pecados de todos e não apenas dos que seriam, por fim, salvos; ele sabia de antemão quais seriam. Os benefícios da morte de Cristo se estendem a todos, homens e mulheres do mundo inteiro, como nos mostram os textos de Jo 1:29; 3:16; 6:51; II Co 5:19; I Jo 2:2; I Tm 2:6; Hb 2:9. Para receber esses benefícios espirituais, a pessoa precisa crer em Cristo. Jesus Cristo mesmo afirma: (...) o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora (Jo 6:37b). Foi esse atributo, que faz parte da natureza de Deus, o seu eterno amor, que levou Jesus Cristo para a cruz do Calvário e nos salvou da condenação eterna.

O que está esperando para aceitar este amor tão maravilhoso que Deus tem por você?

Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve. (Mt 11:28-30)