sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Que as Bençãos Maravilhosas do Senhor Jesus Sejam com Todos neste novo Ano de 2012.

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Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória.

Mortificai, pois, os vossos membros, que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, o afeição desordenada, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria; pelas quais coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência; nas quais, também, em outro tempo andastes, quando vivíeis nelas. Mas agora, despojai-vos também de tudo: da ira, da cólera, da malícia, da maledicência, das palavras torpes da vossa boca.

Não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do velho homem com os seus feitos, e vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou; onde não há grego, nem judeu, circuncisão, nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre; mas Cristo é tudo em todos. Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade; suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também.

E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição. E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos. A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração.

E, quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.

Colossenses 3:1-17

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

2012 como vai ser ?

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Por Augustus Nicodemus Lopes

Quando olho o atual cenário da igreja evangélica brasileira – estou usando o termo “evangélica” de maneira ampla – confesso que me sinto incapaz de prever o que vem pela frente. Há muitas e diferentes forças em operação em nosso meio hoje, boa parte delas conflitantes e opostas. Olho para frente e não consigo perceber um padrão, uma indicação que seja, do futuro da igreja.

Há, em primeiro lugar, o crescimento das seitas neopentecostais. Embora estatísticas recentes tenham apontado para uma queda na membresia de seitas como a Universal do Reino do Deus, outras estão surgindo no lugar, como na lenda grega da Hidra de Lerna, monstro de sete cabeças que se regeneravam quando cortadas. A enorme quantidade de adeptos destes movimentos que pregam prosperidade, cura, libertação e solução imediata para os problemas pessoais acaba moldando a imagem pública dos evangélicos e a percepção que o restante do Brasil tem de nós. Na África do Sul conheci uma seita que mistura pontos da fé cristã com pontos das religiões africanas, um sincretismo que acaba por tornar irreconhecível qualquer traço de cristianismo restante. Temo que a continuar o crescimento das seitas neopentecostais e seus desvios cada vez maiores do cristianismo histórico, poderemos ter uma nova religião sincrética no Brasil, uma seita que mistura traços de cristianismo com elementos de religiões afro-brasileiras, teologia da prosperidade e batalha espiritual em pouquíssimo tempo.

Depois há o movimento “gospel”, que recentemente mostrou sua popularidade ao ter o festival “Promessas” veiculado pela emissora de maior audiência do país. Não me preocupa tanto o fato de que a Rede Globo exibiu o show, mas a mensagem que foi passada ali. A teologia gospel confunde “adoração” com pregação, exalta o louvor como o principal elemento do culto público, anuncia um evangelho que não chama pecadores e crentes ao arrependimento e mudança de vida, que promete vitórias mediante o louvor e a declaração de frases de efeito e que ignora boa parte do que a Bíblia ensina sobre humildade, modéstia, sobriedade e separação do mundo. Para muitos jovens, os shows gospel viraram a única forma de culto que conhecem, com pouca Bíblia e quase nenhum discipulado. O impacto negativo da superficialidade deste movimento se fará sentir nesta próxima geração, especialmente na incapacidade de impedir a entrada de falsos ensinamentos e doutrinas erradas.

Em Brasília, temos os deputados e senadores evangélicos que, gostemos ou não, têm conseguido retardar e mesmo impedir as tentativas de grupos ativistas LGTB de impor leis como o famigerado PL 122. O lado preocupante é que eles “representam” os evangélicos nestes assuntos e acabam, por associação, nos representando de maneira generalizada diante do grande público e da grande mídia. Por um lado, lamento que foram líderes de seitas neopentecostais e pastores de teologia e práticas duvidosas, em sua maioria, que conseguiram alcançar uma posição de destaque a ponto de serem ouvidos em Brasília. Esta é uma posição que deveria ter sido ocupada pelos reformados, como aconteceu em outros países. Mas, falhamos. E a bem da justiça, não posso deixar de reconhecer que Deus usa quem Ele quer para refrear, ainda que por algum tempo, a rápida deterioração da nossa sociedade. O que isto representará no futuro, é incerto.

Notemos ainda o rápido crescimento do calvinismo, não nas igrejas históricas, mas fora delas, no meio pentecostal. Não são poucos os pentecostais que têm descoberto a teologia reformada – particularmente as doutrinas da graça, os cinco slogans (“solas”) e os chamados cinco pontos do calvinismo. Boa parte destes tem tentado preservar algumas idéias e práticas características do pentecostalismo, como a contemporaneidade dos dons de línguas, profecia e milagres e um culto mais informal, além de uma escatologia dispensacionalista. Outros têm entendido – corretamente – que a teologia reformada inevitavelmente cobra pedágio também nestas áreas e já passaram para a reforma completa. Mas o tipo de movimento, igrejas ou denominações resultantes desta surpreendente integração ainda não é previsível. O que existe de mais próximo é o movimento neocalvinista, mas este é por demais vinculado à cultura americana para ser reproduzido com sucesso aqui, sem adaptações. Estou curioso para ver o que vai dar este cruzamento de soteriologia calvinista com pneumatologia pentecostal.

O impacto das mídias sociais também não pode ser ignorado. E há também o número crescente de desigrejados, que aumenta na mesma proporção da apropriação das mídias sociais pelos evangélicos. Com a possibilidade de se ouvir sermões, fazer estudos e cursos de teologia online, além de bate-papo e discipulado pela internet, aumenta o número de pessoas que se dizem evangélicas mas que não se congregam em uma igreja local. São cristãos virtuais que “freqüentam” igrejas virtuais e têm comunhão virtual com pessoas que nunca realmente chegam a conhecer. Admito o benefício da tecnologia em favor do Reino. Eu mesmo sou professor a quinze anos de um curso de teologia online e sei a benção que pode ser. Mas, não há substituto para a igreja local, para a comunhão real com os santos, para a celebração da Ceia e do batismo, para a oração conjunta, para a leitura em uníssono das Escrituras e para a recitação em conjunto da oração do Pai Nosso, dos Dez Mandamentos. Isto não dá para fazer pela internet. Uma igreja virtual composta de desigrejados não será forte o suficiente em tempos de perseguição.

Eu poderia ainda mencionar a influência do liberalismo teológico, que tem aberto picadas nas igrejas históricas e pentecostais e a falta de maior rapidez e eficiência das igrejas históricas em retomar o crescimento numérico, aproveitando o momento extremamente oportuno no país. Afinal, o cristianismo tem experimentado um crescimento fenomenal no chamado Sul Global, do qual o Brasil faz parte.

Algumas coisas me ocorrem diante deste quadro, quando tento organizar minha cabeça e entender o que se passa.

1 – Historicamente, as igrejas cristãs em todos os lugares aqui neste mundo atravessaram períodos de grande confusão, aridez e decadência espiritual. Depois, ergueram-se e experimentaram períodos de grande efervescência e eficácia espiritual, chegando a mudar países. Pode ser que estejamos a caminho do fundo do poço, mas não perderemos a esperança. A promessa de Jesus quanto à Sua Igreja (Mateus 16:18) e a história dos avivamentos espirituais nos dão confiança.

2 – Apesar de toda a mistura de erro e verdade que testemunhamos na sincretização cada vez maior das igrejas, é inegável que Deus tem agido salvadoramente e não são poucos os que têm sido chamados das trevas para a luz, regenerados e justificados mediante a fé em Cristo Jesus, apesar das ênfases erradas, das distorções doutrinárias e da negligência das grandes doutrinas da graça. Ainda assim, parece que o Espírito Santo se compraz em usar o mínimo de verdade que encontra, mesmo em igrejas com pouca luz, na salvação dos eleitos. Não digo isto para justificar o erro. É apenas uma constatação da misericórdia de Deus e da nossa corrupção. Se a salvação fosse pela precisão doutrinária em todos os pontos da teologia cristã, nenhum de nós seria salvo.

3 – Deus sempre surpreende o Seu povo. É totalmente impossível antecipar as guinadas na história da Igreja. Muito menos, fazer com que aconteçam. Há fatores em operação que estão muito acima dos poderes humanos. Resta-nos ser fiéis à Palavra de Deus, pregar o Evangelho completo – expositivamente, de preferência – viver uma vida reta e santa, usar de todos os recursos lícitos para propagar o Reino e plantar igrejas bíblicas e orar para que nosso Deus em 2012 seja misericordioso com os seus eleitos, com a Sua igreja, com aqueles que Ele predestinou antes da fundação do mundo e soberanamente chamou pela Sua graça, pela pregação do Evangelho.
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Fonte: O Tempora, O Mores via Hospital da Alma

Pequenos gestos que fazem a diferença.

Um comentário:
Quando pequenos atos do nosso cotidiano fazem uma diferença incrivel no final. Compartilhe você também: 


O filme inicia com a uma boa ação de uma pessoa para com outra. A câmera, então acompanha o resultado deste ato de bondade que vai passando de um indivíduo para o outro até o momento em que essa atitude, iniciada alguns instantes antes, volta para a pessoa que iniciou a boa ação para com o seu próximo. Muito bom! Jesus nos alerta sobre isso: "E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim?" (Mateus 5:47)
Pratique amor e compaixão pelo próximo. Todo o amor e compaixão empregados retornam em dobro para aquele que pratica diáriamente essas ações.

Dica do Zé Luís Jr o "Zé Confuso" no Facebook

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Em busca de algo novo

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Movimento alternativo hipster cresce defendendo uma fé que não vire as costas para o mundo.

Por Brett McCracken

Por fora, o edifício parece algo que lembra um armazém degradado e abandonado. Dentro, luz ambiente, música marcada pela batida pesada do contrabaixo e um grupo de jovens usando jeans e adereços em excesso. Um bar oferece alguma coisa para beber e uma luz frenética no palco é encoberta pelo efeito do gelo seco. Telas enormes projetam o que parecem ser vídeos musicais. Para todo lado, vê-se gente usando iPhones. Uma moça ostentando um piercing no nariz e vistosa tatuagem aparece e se apresenta a um recém-chegado. Ela fala de forma meio desajeitada, ainda que com seriedade, sobre a sua paixão por hortas comunitárias e cooperativas de alimentos. Enquanto pergunta se o visitante conhece o novo álbum do Arcade Fire, ela pede informações sobre seu endereço para contato.
Os hipsters preferem ser chamados de “seguidores de Cristo”,ao invés de cristãos, nutrem repulsa à ideia dos tradicionais apelos para as pessoas irem à frente da igreja confessar a Jesus e, só de pensar em distribuir folhetos nas ruas, sentem arrepios.
Para quem estranhou a descrição do espaço e a forma de abordagem, é bom dizer que aquela é uma reunião cristã e dar as boas-vindas ao mundo do cristianismo alternativo, ou “descolado”, na falta de terminologia mais apropriada – nos Estados Unidos, eles foram classificados como hipsters. É um mundo onde os filmes da série Deixados para trás, adesivos de parabrisas com a palavra “Jesus” e o tradicional evangelismo de porta em porta são apenas curiosidades ultrapassadas. Mais nova encarnação de décadas de colisão entre o que pode ser chamado de “legal” e a prática cristã, o movimento alternativo é, em grande parte, uma rebelião contra a subcultura que o originou – uma reação ao evangelicalismo da velha escola e ao legalismo cristão antiquado, sua apatia sobre as artes e lamentável falta de interesse social. Nos EUA, é também uma rejeição contra o cristianismo ao estilo do ex-presidente George W.Bush, aquele das bandeiras americanas nas igrejas, da exposição dos dez mandamentos nas salas de tribunal e dos ataques a outros povos sob a bandeira de uma cruzada pelos princípios do Ocidente.

A nova subcultura de jovens evangélicos cresceu junto com música cristã contemporânea, flanelógrafo, Escola Bíblica de Férias e histeria sobre o fim do mundo. Agora, eles riem de tudo isso e tentam queimar toda essa “escória brega” do cristianismo de megaigreja para pôr no lugar alguma coisa que gravite em torno do mundo real. Esses alternativos preferem ser chamados de “seguidores de Cristo”, ao invés de cristãos, nutrem repulsa à ideia dos tradicionais apelos para as pessoas irem à frente da igreja confessar a Jesus e, só de pensar em distribuir folhetos nas ruas, sentem arrepios. Essa maneira de viver a fé, ainda misteriosa para a maioria, alarma muitos líderes evangélicos –porém, também aparece como uma revolução interessante. E há quem prefira vê-lo não como manifestação de rebeldia, mas uma maneira de reabilitar a imagem da Igreja.

Convém lembrar que o movimento alternativo – leia-se hipster – nos Estados Unidos não surgiu do nada. Ele é, na verdade, desdobramento de uma série de outras vertentes que surgiram no cenário evangélico desde os anos 1960, como o Jesus People. A reboque, vieram os ministérios evangelísticos com jovens, as organizações paraeclesiásticas e o sentimento geral de que, para alcançar cada vez mais essa crescente cultura de rebeldia adolescente, o cristianismo teria de se tornar um pouco mais ousado e sábio em relação às tendências dos seus dias. Muitos líderes evangélicos nos anos 80 e 90 buscaram ativamente se tornar “legais”. Eles começaram a alcançar a cultura jovem e formar igrejas que atendessem suas necessidades, motivados por um desejo renovado de fazer a obra de Deus de maneira contemporânea, atual e relevante.

Os cristãos alternativos de hoje estão fazendo o inverso. Eles procuram romper com a subcultura cristã, mas preservando sua fé e mantendo-se compatíveis, e não contrários, à contracultura secular. Sua missão é a de dar novos significados à própria crença, para que se torne, se não totalmente desprovida de seus próprios significados, ao menos associada com tudo aquilo que anteriormente era considerado oposição: arte, pensamento acadêmico, política liberal, moda, e por aí vai. A lista de atividades deste grupo pode tanto envolver a comunidade na luta por justiça social e pela preservação ambiental como usar as modernas tecnologias de comunicação e relacionamento virtual – e, até mesmo, patrocinar visitas a cervejarias e conviver bem com palavrões.

OPERAÇÃO SECRETA

Afinal, o que transforma uma congregação cristã numa “igreja descolada”? Uma das características do segmento é que está sempre em busca de um choque de valores. Nos Estados Unidos, por exemplo, a Igreja Mars Hill, em Seattle, é uma meca cristã hipster pastoreada por Mark Driscoll. O líder tem aparência metrossexual, envergando, por exemplo, camiseta justa e cordão com crucifixo. Algumas igrejas fazem seus cultos em bares e casas noturnas. A Mosaico, em Los Angeles, se reúne na boate Mayan, e a North Brooklin Vineyard, de Nova Iorque, prega o Evangelho num lugar chamado Trash Bar. Algumas comunidades hipster, como a Grace Chicago, permitem-se a requintes como degustações de vinhos. Outras focam mais no choque de valores através dos sermões aprofundados em assuntos delicados tais como homossexualismo, abuso infantil, tráfico sexual, Aids, algumas vezes usando uma ou duas palavras mais explosivas – postas, é claro, em boa medida.

Como resultado de uma fusão intencional entre o cristão e o secular, esse cristianismo descolado frequentemente tem aparência de uma operação secreta. Não se consegue decifrar facilmente os elementos cristãos de um crente alternativo – ele é, na verdade, complexo nas suas encarnações, muito embora não seja tão diverso nos aspectos étnicos e socioeconômicos. Trata-se de um estreito subconjunto da fé, composto por uma maioria de evangélicos brancos e economicamente privilegiados. Outra marca distintiva do grupo é a música em seus cultos de adoração. Mantendo o pensamento universal de “evitar fazer o que todo mundo está fazendo”, muito comum entre eles, a maior parte das igrejas dessa linha foge ao estilo dominante das megacongregações com seu louvor estilo show de auditório – ao invés disso, preferem cânticos de louvor contemporâneos, muitos deles usando hinos bem antigos. Na Igreja Presbiteriana da Ressurreição em Williamsburg, no Brooklyn (o coração da cultura hipster mundial), onde a maioria dos membros têm menos de 25 anos, a música é intimista, acústica e reverente, com apenas um cantor e um instrumentista no altar.

Nas pregações alternativas, ideias como a da salvação final da alma e da ida para o céu são postas de lado em favor da noção de que o céu é que vai baixar à Terra e renovar a Criação partida. Tudo isso atrai a atenção dos adeptos para elementos como justiça social, meio ambiente e artes, porque, se Deus está construindo seu Reino na terra, então tudo aqui tem importância. Crentes descolados quase sempre defendem a causa dos oprimidos, como imigrantes e minorias, numa tentativa de trazer tais temas de volta à agenda religiosa. Eles também demonstram uma saudável apreciação pelas coisas boas da Criação, pelo detalhe e pela arte de filmes, músicas, livros e artesanato que sejam criativos e bem produzidos.

Em contrapartida, alguns se perguntam se esse tipo de cristianismo alternativo não está indo longe demais ao abraçar as chamadas coisas do mundo – especialmente quando essas coisas podem se tornar, indiscutivelmente, uma pedra de tropeço. Há quem suspeite que a receptividade rebelde de comportamentos reconhecidos como tabus, na verdade, em longo prazo, fará mais mal do que bem. Isso porque, para se tornar um alternativo, é preciso ser um rebelde. A despeito do fato de que, ironicamente, a cultura alternativa normalmente opere e seja sustentada dentro das estruturas às quais ela se opõe, a lógica do movimento é a rebelião contracultural que está sempre pressionando os limites. Por isso, principalmente nos Estados Unidos, a existência do grupo é frequentemente cheia de vícios. Se eles não podem superar completamente as estruturas que os amarram, eles podem ao menos desestabilizá-las, ao engajar-se num comportamento hedonista. A idéia é de valorizar a liberdade, a festa, a transgressão. Os hipsters americanos ridicularizam o que consideram preocupações burguesas, tais como “cigarros causam câncer” e “beba com moderação”, optando-se, ao invés disso, por aceitar tais vícios de forma imprudente, dizendo simplesmente “por que não?”.

SENSO CRÍTICO X SUPERFICIALIDADE

No Brasil, o movimento alternativo ainda não chegou com força. Mas já há ministérios com proposta parecida. Localizada no centro de São Paulo, a comunidade evangélica Projeto 242 oferece um modelo de fé contextualizada. O grupo é ligado à associação de igrejas Steiger, organização missionária internacional dedicada a alcançar jovens com um Evangelho que ofereça alternativas ao secularismo. “Compartilhamos de uma linguagem cultural e artística parecida, atenta à cultura jovem global”, define o pastor Sandro Baggio, 42 anos. Oriundo da Igreja do Evangelho Quadrangular, ele coordena uma congregação que reúne artistas em geral e gente ligada ao estilo de vida urbano. “Vivemos a tensão de ser uma comunidade conservadora teologicamente e liberal culturalmente, mantendo as crenças essenciais do cristianismo”.

O amálgama, segundo Baggio, tem dado certo. “Somos um grupo de pouco mais de 100 pessoas que se reúnem para os cultos e se identificam como membros. Nossa motivação não é a de sermos descolados, mas praticar um estilo de vida que tem atravessado 2 mil anos – às vezes se adaptando à cultura, outras contestando-a e subvertendo-a, mas sempre fundamentado na vida, obra e mensagem revolucionárias de Jesus Cristo”. Na mesma linha, embora em dimensões maiores, trabalha a igreja Caverna de Adulão, em Belo Horizonte (MG). O perfil alternativo, que atrai muitas pessoas consideradas desajustadas – integrantes de tribos urbanas, viciados em drogas e jovens rebeldes – já é expresso pelo nome da comunidade: segundo o Antigo Testamento, foi numa caverna na cidade de Adulão que Davi, fugindo da morte pelas mãos de Saul, refugiou-se com centenas de outros homens perseguidos e desesperados. Hoje, a comunidade é referência em missões urbanas.

“A Caverna tem duas características principais: informalidade e diversidade. Nós nos contrapomos à rigidez de modelos fortemente marcados por hierarquização e misticismo”, destaca o pastor Geraldo Luiz da Silva, um dos líderes da igreja. “Fugimos dos modelos que abusam de conceitos como autoridade, submissão ou cobertura espiritual”. Evangelista experiente, Geraldo tem longa trajetória no trabalho entre o público que encontra dificuldades de adaptação no sistema eclesiástico tradicional. “O conceito que temos buscado é o da busca da simplicidade na vida cristã”. No entanto, assinala, não se pode confundir uma atitude considerada descolada com superficialidade e falta de compromisso na vida cristã. “Precisamos incentivar os crentes a terem um senso crítico perante todas as questões da sociedade, inclusive com relação à Igreja. Isso não é, necessariamente, rebeldia”, opina o pastor. “Mas trabalhos alternativos cujo discurso se sustenta, prioritariamente, na crítica, costumam ser imaturos e infrutíferos. Creio que o trabalho sério e dedicado seja a melhor resistência àquilo que rejeitamos.”

Encontrar a medida certa entre a rebelião pura e simples e a liberdade em Cristo parece ser o desafio da juventude cristã alternativa tanto no Brasil como nos Estados Unidos. Contudo, até que ponto o flerte com coisas consideradas pecaminosas pela grande maioria dos evangélicos pode ser arriscada? E se a correção de rota que os alternativos de Jesus propõem não for melhor do que os modelos vigentes? No final das contas, o que significa mais esse movimento para a Igreja de Jesus Cristo? Quem atua no evangelismo entre a juventude reconhece o valor de iniciativas que levem a uma conscientização maior perante a sociedade, mas desde que não se abra mão de princípios basilares. “A Igreja, como a conhecemos, não é o modelo ideal, até foge a princípios bíblicos”, aponta Elias de Oliveira, pastor evangélico e idealizador do Vivos, ministério virtual que se apresenta na internet como um canal que oferece suporte aos que estão necessitados de avivamento pessoal e retorno à verdade da Palavra de Deus, dentro ou fora dos modelos eclesiásticos. “No entanto, essa Igreja é o que temos, e é possível que ela seja santa e se enquadre verdadeiramente na visão de Deus e desenvolva com êxito a sua missão maior, a de anunciar o Evangelho.”

Esse tipo de cristianismo vai trazer de volta o jovem e os decepcionados com a igreja, ou, ao invés disso, vai alienar ainda mais uma geração farta de ser alvo do mercado? Ele terá a capacidade de corrigir problemas do cristianismo face à cultura e a sociedade ou irá desaparecer como mais uma moda passageira? Essas são questões que permanecem abertas. “O que vemos na história da Igreja é o surgimento de movimentos os mais diversos. Jesus Cristo afirmou que tudo passa, mas que a sua Palavra permanece para sempre”, lembra o teólogo e educador cristão Jorge Rocha Gonçalves, membro da Igreja Batista Missionária em Pernambuco. “Já Paulo defendia que o Evangelho fosse pregado de qualquer jeito. Nada escapa aos olhos do Senhor”. Enquanto isso, o cristianismo alternativo é, algumas vezes, encorajador; outras, ameaçador – porém, desponta como um fenômeno fascinante, que desafia a compreensão fácil do tipo “sim” ou “não”. E é precisamente assim que ele prefere se manifestar.
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Fonte: Cristianismo Hoje

Doze Dicas de Como Acabar com Sua Igreja.

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Para aquele que anseia em acabar com a igreja em que congrega siga os seguintes passos:

1. Não freqüente a Igreja, mas quando for lá, procure algo para reclamar;

2. Se comparece a qualquer atividade, encontre falhas no trabalho de quem está lutando pela obra de Deus, entretanto sem indicar o caminho para corrigir as mesmas;

3. Nunca aceite incumbência, lembre-se de que é mais fácil criticar do que realizar;

4. Se algum líder pedir a sua opinião sobre determinado assunto da igreja, responda que não tem a dizer. Depois, espalhe como deveriam ser as coisas;

5. Não faça mais do que somente o necessário. Porém, quando os líderes estiverem trabalhando com boa vontade e com interesse para que tudo corra bem, afirme que sua Igreja está dominada por um grupinho;

6. Não leia o boletim da Igreja e muito menos ouça os avisos. Afirme que ambos não trazem nada de interessante, e, melhor ainda, diga que não os recebe regularmente;

7. Se for convidado para um departamento qualquer, recuse alegando falta de tempo e depois critique com afirmações do tipo : "Essa turma quer é ficar sempre nos mesmos cargos ...;

8. Quando tiver divergência com um líder, procure com toda intensidade impor-se.

9. Coloque-se sempre na posição defensiva ou de ataque;

10. Sugira, insista e cobre a realização de cursos e palestras. Quando a Igreja realizá-los, não se inscreva nem compareça;

11. Se tiver oportunidade de dar sugestões, não o faça. Se a liderança não adivinhar as suas idéias e pontos de vistas, critique e espalhe a todos que é ignorado.

12. Após toda essa colaboração espontânea, quando cessarem as publicações, as reuniões e todas as demais atividades, enfim, quando a Igreja morrer, estufe o peito e afirme com orgulho:

Eu não disse?

Se você se identificou com alguma das dicas acima faça urgentemente uma reflexão sobre como anda sua vida espiritual e sua postura na Igreja de Cristo. Ainda dá tempo de mudar. Deus está com os braços estendidos em sua direção. Aceite a ajuda do Senhor Jesus agora mesmo.
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Fonte: Curso de Liderança Cristã do Instituto Teológico Gamaliel "Teologia levada a sério."

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

O Poder do Evangelho de Jesus Cristo!

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Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego. (Romanos 1:16)

Por Rubem Amorese

Neste segundo semestre de 2011 participo, pela décima vez, de um curso sobre Romanos. A primeira vez foi há uns 25 anos, com o pastor Dewey Mulholland, na Faculdade Teológica Batista de Brasília. Nessa oportunidade aprendi também a fazer “estudo indutivo”, método interpretativo ensinado por Dewey para nos ajudar a caminhar com as próprias pernas no estudo bíblico.

Depois disso, passei a formar turmas de estudo bíblico em minha igreja conforme a necessidade. Claro, estudamos outros livros da Bíblia. Porém sempre volto a Romanos; agora na companhia do presbítero Alberto Diniz.

Minha motivação: cada vez mais acredito que o evangelho é “poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu e também do grego” (Rm 1.16). Essa convicção cresce na proporção inversa da aparente indiferença da sociedade em relação à igreja e da perplexidade da igreja em relação à viabilidade de sua missão evangelizadora.

Ouço vozes confusas. Há quem diga que a igreja cristã está com os dias contados; que sua mensagem tornou-se irrelevante para o homem pós-moderno; que ela se perdeu em seu “cristianismo”, em seu anseio por poder, prosperidade e sucesso (de audiência); e que na busca dessas coisas tornou-se sincrética e desprezível. Ouvi até que ela quer responder a perguntas que não se fazem mais e que não tem respostas para as perguntas e os dilemas que atormentam a alma moderna.

Não desejo contestar essas vozes. Concordo que vivemos dias difíceis. No entanto, quando volto a esse enunciado de Paulo, tudo se tranquiliza dentro de mim. E penso, em sã consciência: sim, ainda hoje o evangelho é poder de Deus para a salvação.

Passo a prestar atenção aos sinais à minha volta e percebo que, juntamente com os desânimos e descaminhos, correm subterraneamente, quase imperceptíveis, muitas manifestações de poder: transformações tão profundas que só posso chamá-las de “salvação”. Vidas renovadas pelo poder do evangelho anunciado, compreendido, crido e vivido em fidelidade; salvação para todo o que crê.

Não sei se entendo bem, mas me parece que essas transformações têm uma medida: a medida da fé de quem crê. Um evangelho “light” (baixos teores) tem efeitos cosméticos. Quem pouco crê pouco muda. Talvez por isso o evangelho chegue mais “fraco” aos “judeus”, aos filhos da igreja, e mais “forte” aos desesperados “gregos”, gente de fora.

A geração atual é, ao mesmo tempo, consumidora, crítica e exigente. Talvez, por isso, tenha a tendência de “crer menos” e de desanimar com as mazelas da igreja. Muitos perdem de vista o evangelho transformador e deixam de crer nele, transformando-se, paradoxalmente, em “crentes de igreja”. Triste rótulo.

Porém, sou testemunha de que esse evangelho ainda salva e transforma vidas e famílias inteiras. Quando o crente (ou descrente) resolve crer (falo de mim) com fé operante e obediente, crer em um evangelho genuíno (como este exposto aos Romanos), então as transformações acontecem e se acumulam, formando uma escada de santificação. Sim, de glória em glória. Até ser formada em nós a imagem do Filho, a viver entre muitos irmãos (Rm 8.29).
Rubem Amorese é presbítero na Igreja Presbiteriana do Planalto, em Brasília, e foi professor na Faculdade Teológica Batista de Brasília por vinte anos. Antes de se aposentar, foi consultor legislativo no Senado Federal e diretor de informática no Centro de Informática e Processamento de Dados do Senado Federal. É autor de, entre outros, Louvor, Adoração e Liturgia e Fábrica de Missionários -- nem leigos, nem santos.
ruben@amorese.com.br
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Fonte: Ultimato / edição 332 /Colunas — Ponto final

domingo, 25 de dezembro de 2011

Jesus Viria a Este Culto?

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Por Christianity Today International.


Viajar me dá a oportunidade de ver um pouco de vários tipos de igrejas. Lembro do primeiro culto ortodoxo russo de que participei. O objetivo era expressar o mistério e a majestade. Tem a duração de três a quatro horas e as pessoas possuem toda liberdade para entrar e sair na hora que quiserem. Ninguém convida os participantes a saudarem os que estão à sua volta com “a graça e a paz”, nem mesmo com um sorriso. Todos ficam em pé – não há bancos – observam os profissionais, que são mesmo, muito profissionais. Não entendi uma palavra sequer, mas depois fiquei sabendo que ninguém entendeu: os cultos russos são celebrados em eslavônico antigo, língua que apenas os sacerdotes conhecem. No Egito, participei de um culto dirigido em copta, língua que nenhum dos sacerdotes falava.

Enquanto que nos Estados Unidos os editores lançam uma nova versão da Bíblia, mais ou menos a cada seis meses, em grande parte do mundo os fiéis não entendem uma palavra sequer do que é lido no púlpito. As igrejas dos Estados Unidos, na tentativa de atingir a sensibilidade das pessoas, chegam a programar cultos destinados a faixas etárias específicas, como as “igrejas geração X”, que se reúnem em galpões ou shopping centers vazios. Dispensam as formalidades e reduzem o culto a músicas de louvor, anúncios, e a “palavra”. Algumas inovam com teatro ou “lições objetivas” que fazem a Bíblia ganhar vida. Já vi cerca de mil jovens presos às palavras do pastor que jogava sangue sobre um “sacerdote” a caráter, que segurou uma pilha de madeira durante todo sermão para demonstrar a tarefa dos levitas.
Sendo um dos países mais religiosos do mundo, os Estados Unidos oferecem opções para todos. Algumas igrejas armênias dirigem o culto na mesma língua e estilo que usavam há um milênio. Em uma igreja cristã reformada perto de Chicago, perguntei se poderia pregar na plataforma e não no púlpito elevado. A reação foi de choque, como se eu tivesse pedido para pregar só com as roupas de baixo. No Colorado, meu pastor caminha pela plataforma, vestindo jeans e uma camisa pólo.

Visitei, em uma pequena vila nas Filipinas, uma igreja ao ar livre, construída com varas e sapê. Porcos e galinhas tinham toda liberdade para passar. Um casal de missionários escoceses idosos havia estabelecido dezenas de igrejas semelhantes nas montanhas remotas. Fundadas segundo o modelo da Irmandade de Plymouth, não tinham pastores – na verdade, a maioria daqueles crentes não tinha a menor idéia de que em outros lugares do mundo os cristãos contratam profissionais para dirigir o culto.
Para mim, a Europa é o local onde o culto é mais deprimente. As catedrais magníficas atraem multidões de turistas e pouquíssimos crentes. Em Praga, cidade natal do grande reformador Jan Hus, fui a uma das poucas igrejas evangélicas, que se reúne no salão de conferências de um hotel. A igreja de Hus é atualmente um museu, raramente usado. A igreja de João Calvino ainda domina o cenário em Genebra, mas a maioria dos suíços a considera uma relíquia, não uma fonte de sustento e vida. Até em Roma os cafés atraem mais pessoas nas manhãs de domingo do que as igrejas.

No Japão, uma congregação de 200 membros já é uma megaigreja. Conheci adultos convertidos que iam à igreja, e depois a Cristo, porque queriam exercitar o inglês ou aprender a tocar piano. À medida que a cultura ocidental abandona sua herança cristã, a asiática a adota, acumulando orquestras sinfônicas, colecionando nossa arte e, em alguns casos, abraçando nossa fé.

Uma professora, minha amiga, dá aulas na região norte de Chicago. Ela me disse que os alunos judeus e protestantes não conhecem mais os nomes bíblicos, como Sansão e Daniel. Os coreanos conhecem.

Aprendi a ver força, e também confusão, nesses vários estilos de culto. Por exemplo, alguns missionários criticam o culto russo por ser distante e impessoal. Porém, durante o regime comunista, em que não havia lugar para Deus, a igreja ortodoxa continuou a colocar Deus no centro e sobreviveu ao ataque ateísta mais violento de toda a história.

De toda forma, como devemos parecer estranhos para quem tenta compreender nossa fé com base em traços diversos. Todas as igrejas – da sacramental a “ao gosto do freguês” – têm sua lógica interna, e de modo misterioso, todas estão ligadas a um rabino palestino que pregava em sinagogas ou em campos.

Minhas viagens levaram-me a algumas conclusões. Primeiro, pouca gente nas igrejas parece estar gostando do que faz ali. Segundo, o cristianismo costuma manifestar seu lado melhor quando é uma fé minoritária. Vejo mais unidade e criatividade em lugares como o Reino Unido e a Austrália, onde os cristãos têm pouca esperança de afetar a cultura e, por isso se concentram em amar uns aos outros e adorar da forma correta. Terceiro, Deus “se move” de formas misteriosas. Para visitar as igrejas florescentes da época do apóstolo Paulo, é necessário contratar um guia muçulmano ou um arqueólogo. A Europa ocidental, onde ficava o Sacro Império Romano e onde aconteceu a Reforma, é hoje um dos lugares menos religiosos da terra. Na América Latina, enquanto os católicos pregavam a “opção preferencial de Deus pelos pobres”, os pobres adotaram o pentecostalismo. Enquanto isso, o maior reavivamento numérico já acontecido na história tem lugar na China, um dos últimos Estados ateus e um dos mais opressivos. Não dá para entender.

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Fonte: Solomon via Meninas do Reino

É Tempo de voltar às Raízes.

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Por Aiden Wilson Tozer

O povo de Deus voltou-se para as diversões do mundo, tentando espremer um pouco do suco delas para alívio dos seus corações áridos e destituídos de alegria. O "Evangelho" em canções populares agora fornece a muitas pessoas a única alegria religiosa que elas conhecem. Outros limpam os olhos enternecidamente com as películas do "evangelho", e incontáveis divertimentos florescem por toda a parte, pagos pelos consagrados dízimos de pessoas que deviam ter melhor conhecimento.

Os nossos mestres levaram embora o nosso direito de sermos felizes em Deus, e o coração humano descarrega a sua terrível vingança indo para uma pilha de escória carnal da qual a igreja evangélica não se recobrará tão cedo, se é que chegará a recobrar-se. Para multidões de cristãos professos hoje, o Espírito Santo não é uma necessidade. Aprenderam a alegrar o coração e a aquecer as mãos noutros tipos de fogo. E vintenas de editores e vários graus de "produtores" estão engordando graças aos delitos deles.

O coração humano capacitado por Deus para o santo prazer não deve permitir-se mais permanecer vítima do medo e do mau ensino. Cristo morreu por nossos corações e o Espírito Santo quer vir satisfazê-los. Imitemos Isaque e abramos os poços que os nossos pais cavaram e que foram tapados pelo inimigo. As águas estão ali, frescas, doces e satisfatórias. Voltarão a brotar ao toque da nossa pá honesta.

Quem começará a cavar?
***

Texto de autoria do Dr. A.W. Tozer escrito a cerca de 50 anos atrás.

sábado, 24 de dezembro de 2011

O Nascimento de Jesus - Sobre o Natal

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Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz; (Isaías 9:6)

é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor. (Lucas 2:11)

A base mais sólida sobre a qual se fundamenta o Cristianismo é o nascimento de Jesus. Todos os cristãos expõem sua fé e credo neste fato incontestável. O mais triste, e lamentável, é que a maioria dos líderes religiosos simplesmente ignoram o tempo exato do nascimento de Jesus.

Os profetas desde os tempos mais remotos previam a vinda do Messias, de forma que a necessidade de resgatar e salvar a humanidade de seus pecados estava no Plano de Deus. Ainda no Éden, o homem quebrou sua relação normal com Deus e um abismo separou-o do ideal para o qual foi colocado nesta terra, “viver para sempre e livre de qualquer sofrimento.” O amor eterno de Deus através do seu Filho fez com que Ele formulasse um projeto de salvação (Hb. 2:14,15). Para salvar o homem de seus pecados enviou seu próprio Filho, que tomou a natureza humana para esta finalidade.

I- OS PROFETAS E O NASCIMENTO DE JESUS

Dentre tantos exemplos do Antigo Testamento citaremos apenas alguns que mais nos interessam para comprovar a vinda do Messias.

1 - Nasceria em Belém (Mq. 5:2; Lc. 2:4,5,7): 726 anos a.C. Miquéias mencionou com precisão geográfica a cidade onde o Filho de Deus nasceria. Poderia alguém saber há 726 anos atrás, que a mãe do Messias, se dirigiria precisamente nesses dias à cidade de Belém? Somente Deus poderia saber disso. Foi Ele quem, através do Espírito Santo, o revelou ao profeta Miquéias 7 séculos antes. É completamente impossível que a profecia possa ter sido escrita depois de ter acontecido estes fatos, visto que o Antigo Testamento finalizou aproximadamente 397 anos a.C., e este foi traduzido ao grego 264 anos a.C. Estas são provas históricas inconfundíveis.

2 - Seria o Salvador (Gn. 49:10; Mt. 1:21): Desde o primeiro livro Antigo Testamento encontram-se promessas a respeito do Messias, o Filho de Deus. Shiloh ou Siló é um termo hebraico sinônimo de Yehoshua, ambos querem dizer “Salvador”. Esta profecia foi cumprida assim que Jesus nasceu. Jesus significa Salvador.

3 - Nasceria de uma virgem (Is. 7:14; Mt. 1:18-23): Esta declaração do profeta Isaías foi feita no ano 742 a.C. No I século da Era Cristã, muitos cristãos usavam a tradução grega, chamada “Septuaginta” ou “LXX” (uma versão feita por setenta eruditos no século IV a.C.), para pregar e convencer seus patrícios e provar definitivamente que Jesus era o Cristo, o Messias prometido. “Tal procedimento exasperava os judeus nacionalistas, em função do grande número de prosélitos que os discípulos do Nazareno conseguiam fazer até no meio deles mesmos, usando os próprios profetas que os judeus usavam para pregar sua fé. Neste versículo, a LXX traduziu a palavra hebraica “almah” pela grega “partenos”, que significa virgem.

4 - Nasceria num lugar simples (Lc. 2:7). O Messias prometido, o Rei de Israel, era esperado pelo seu povo como alguém que surgiria rodeado do Status do poder real, pompa e privilégios, mas nasceu numa condição de extrema humildade. Seu primeiro leito foi num estábulo, no meio ao gado provavelmente, sua mãe o deitou no lugar donde o gado comia “porque não havia lugar para eles na estalagem”.

II- A CRONOLOGIA DO NASCIMENTO DE JESUS

O Calendário Gregoriano, que nos ajuda a dividir o nosso tempo em dias, semanas, meses e anos e que usamos até hoje, não existia na época de Jesus, pois o mesmo só foi elaborado no ano de 1.582 d.C., em homenagem ao Papa Gregório XIII. Depois de vários estudos, ele ordenou que o dia posterior a 4 de Outubro de 1.585 seria 15 de Outubro, resolvendo assim o atraso de 10 dias do Calendário Juliano (o qual vigorava desde 45 a.C.).

A fim de que todos possam compreender a ordem de distribuição de sacerdotes é necessário mostrar a equivalência do Calendário hebraico com o Calendário Gregoriano (o atual).
Os meses bíblicos se iniciam sempre com a lua nova, (I Sm. 20:24-27). Desta forma, o primeiro mês do ano hebraico, começa também com a lua nova, próximo do “equinócio de primavera” (ponto da órbita da terra em que se registra uma igual duração do dia e da noite, o que sucede nos dias 21 de Março a 23 de Setembro). O primeiro mês hebraico, Nisã ou Abibe (Et. 3:7), começa, de acordo com o nosso Calendário (o atual), no dia 21 de Março.

Tendo-se isso em mente, vejamos a ordem dos acontecimentos para descobrirmos quando se deu o nascimento de Jesus, aqui na terra.

1 - O sacerdócio de Zacarias (I Cr. 24:1,5,7-10,19; Lc. 1:5,11-13): Na época de Jesus ainda estava vigente o Antigo Sistema Sacerdotal. - Zacarias, sendo ele um descendente de Abias, ocupava o turno (ou ordem) do sacerdócio de seu pai, que era precisamente “o oitavo turno”. O Livro de Crônicas diz que a oitava (sorte) pertencia a Abias. De modo que, ao sacerdote Abias, correspondia-lhe ministrar no Tabernáculo na segunda quinzena do quarto mês bíblico, que correspondia ao mês de Tamuz (Junho/Julho), segundo sua sorte. A ordem, conforme o rei Davi a projetou, compunha-se de 24 sacerdotes que, durante o ano, ministravam no Tabernáculo. Deduzimos então que Zacarias começou os ofícios sagrados no dia 6 de Junho e findou no dia 20 do mesmo.

2 - A gravidez de Isabel (Lc. 1:23,24): De acordo com o relato de Lucas, podemos ver que Isabel ficou grávida depois do dia 20 de Junho.

3 - A gravidez de Maria (Lc. 1:26,27,31,36): Na época em que o anjo Gabriel visitou Maria para lhe anunciar a vontade do Altíssimo, o versículo 36 claramente afirma que era “o sexto mês” de gestação de Isabel, a qual havia ficado grávida nos últimos dias do mês de Junho. Se contarmos os 6 meses, desde os últimos dias de Junho, como já vimos, a contagem nos levará para à primeira quinzena do mês de Janeiro (tebete). A partir desse momento devemos contar os noves meses do processo intra-uterino. Nossa conta nos levará a primeira quinzena do mês de Outubro (Bul), quando então nasce Jesus Cristo, o Salvador.

4 - O nascimento de Jesus (Lc. 2:1-14): A Bíblia nos informa que quando Jesus nasceu “havia... pastores que estavam no campo, e guardavam durante as vigílias da noite o seu rebanho”. Nunca os pastores se encontravam nos campos no mês de Dezembro. Estes recolhiam seus rebanhos das montanhas da Palestina a finais de Outubro, para protegê-los da fria temporada de chuvas que se seguia (Ed. 10:9,13; Jr. 36:22). Entre os pastores se acostumava enviar ovelhas aos desertos ao redor da Páscoa (Abril) e trazê-los ao começo das primeiras chuvas. As primeiras chuvas começavam a princípios do mês de Bul (Outubro/Novembro). Por conseguinte nosso Senhor não nasceu em 25 de Dezembro, quando não havia rebanhos no campo.
III- AS ENCICLOPÉDIAS E A ORIGEM DA FESTA DE NATAL

Como foi introduzida a festa de natal nas igrejas cristãs? Documentos históricos, que são uma autoridade nesta questão, nos informam que o Natal não foi comemorado por nenhum cristão durante os primeiros cem, duzentos ou trezentos anos da Era Cristã. O Natal se introduziu na Igreja durante o século IV proveniente do paganismo. Vejamos o que nos dizem algumas enciclopédias:
1 - A Nova Enciclopédia Católica: Sendo que a celebração do Natal foi introduzida no mundo pela Igreja Católica, não tem outra autoridade senão ela mesma, vejamos o que diz a respeito: “A data do nascimento de Jesus Cristo pode ser calculada apenas aproximadamente”. Sobre a data atribuída ao nascimento de Cristo, ela diz: “A data de 25 de dezembro não corresponde ao nascimento de Cristo, mas à festa do NATALIS SOLIS INVICTI (Nascimento do Vitorioso Sol), o festival romano do sol, no solstício... A festa do Natal não estava incluída entre as primeiras festividades da Igreja... os primeiros indícios dela são provenientes do Egito... os costumes pagãos relacionados ao inicio do ano se concentram na festa do Natal”. Na mesma enciclopédia encontramos que Orígenes, um dos chamados pais da Igreja, reconheceu a seguinte verdade: “Não vemos nas Escrituras alguém que haja celebrado uma festa ou um grande banquete no dia do seu natalício. Somente os pecadores (como Faraó e Herodes) celebraram com grande regozijo o dia em que nasceram nesse mundo”.

2 - Enciclopédia Britânica: “O Natal não constava entre as antigas festividades da Igreja... O Imperador Aureliano estabeleceu, em 275 d.C. a comemoração obrigatória da natividade do Sol Invicto no dia 25 de dezembro, data que foi adotada pela Igreja Romana a partir do ano 336 d.C. para a comemoração do Nascimento de Jesus, e como reação ao paganismo. O 25 de dezembro aparece pela primeira vez, no calendário de Philocalus (354 d.C.)... Não foi instituído por Jesus Cristo nem pelos apóstolos, nem pela autoridade bíblica... A partir do ano de 354 alguns latinos puderam mudar de 6 de janeiro para 25 de dezembro a festa que até então era chamada de Mitráica, o aniversário do invencível sol... os sírios e os armênios, apegando-se a data de 6 de janeiro acusavam os romanos de idólatras e adoradores do sol, sustentando que a festa de 25 de dezembro havia sido sustentada pelos discípulos de Corinto”.

3 - Enciclopédia Americana: “O Natal, de acordo com muitas autoridades, não se celebrou nos primeiros séculos da Igreja Cristã. O costume do cristianismo não era celebrar o nascimento de Jesus Cristo, mas sua morte (a comunhão instituída por Jesus no Novo Testamento é uma comemoração da Sua morte). Em memória do nascimento de Cristo se instituiu uma festa no século IV d.C. No século V d.C., a Igreja Oriental deu ordem de que fosse celebrada para sempre, e no mesmo dia da antiga festividade romana, em honra ao nascimento do deus Sol, já que não se conhecia a data exata do nascimento de Cristo”.

4 - A Nova Enciclopédia de Conhecimento Religioso de Schaff-Herzog: Sobre o artigo “Natal” explica o seguinte: “Não se pode determinar com precisão até que ponto a data desta festividade teve sua origem na pagã Brumália (25 de Dezembro), que se seguiu a Saturnália (17 a 24 de Dezembro) e comemora o dia mais curto do ano e do nascimento do deus sol. As festividades pagãs de Saturnália a Brumália estavam demasiadamente arraigadas aos costumes populares para serem suprimidas pela influencia crista. Estas festas agradavam tanto que os cristãos viram com simpatia uma desculpa para continuar celebrando-as sem maiores mudanças no espírito e na forma de sua observância. Pregadores cristãos do ocidente e do oriente próximo protestaram contra a frivolidade indecorosa com que se celebrava o nascimento de Cristo, enquanto os cristãos da Mesopotâmia acusavam os seus irmãos orientais de idolatria e culto ao sol por aceitar como cristã essa festividade pagã”.
IV- A ORIGEM DO NATAL

O natal é uma das principais tradições do sistema corrupto chamado Babilônia e, como tal, tem suas raízes na antiga Babilônia de Ninrode. Assim, o natal data da época imediatamente posterior ao diluvio.

1 - Ninrode e a idolatria: Ninrode, neto de Cão, filho de Noé, foi o verdadeiro fundador do sistema babilônico, sistema organizado de impérios e governos humanos, do sistema econômico do lucro, o qual tem se apoderado do mundo desde então. Ninrode construiu a torre de Babel, a Babilônia original, Nínive e muitas outras cidades. Organizou o primeiro reino deste mundo. O nome Ninrode deriva da palavra “marad”, que significa “rebelar”. De escritos antigos, aprendemos que foi este homem que começou a grande apostasia mundial organizada, que tem dominado o homem deste tempos antigos até agora. Ninrode era tão perverso que, segundo escritos antigos, casou-se com sua própria mãe cujo nome era Semíramis.

2 - Semírames e o natal: Morto prematuramente, a chamada mãe-esposa, Semiramis propagou a perversa doutrina da reencarnação de Ninrode em seu filho Tamuz. Ela declarou que em cada aniversário de seu nascimento, Ninrode desejaria presentes em uma árvore. A data de seu nascimento era 25 de dezembro. Aqui está a verdadeira origem da árvore de Natal. Semiramis se converteu na “rainha do céu” e Ninrode , sob diversos nomes, se tornou o “divino filho do céu”. Depois de várias gerações desta adoração idólatra, Ninrode também se tornou em falso messias, filho de Baal, o deus-sol. Neste falso sistema babilônico, a “mãe e o filho” (Semiramis e Ninrode encarnado em seu filho Tamuz) se converteram nos principais objetos de adoração. Esta veneração da “mãe e do filho” se estendeu por todo o mundo, com variação de nomes, segundo os países e línguas. Por surpreendente que pareça, encontramos o equivalente da “Madona” muito antes do nascimento de Jesus Cristo.

3 - O paganismo na Igreja: Antes do século IV d.C., os cristãos eram poucos, embora estivessem aumentando em número, eram perseguidos pelo governo e pelos pagãos. Porém com a “conversão” do imperador Constantino, que se declarou cristão, elevou-se o cristianismo a um nível de igualdade com paganismo. O mundo romano passou a aceitar este cristianismo popularizado e os novos adeptos apareceram a centenas de milhares, trazendo consigo suas antigas crenças e costumes pagãos, dissimulando-os sobre nomes cristãos. Foi quando se popularizou também a idéia da “mãe e do filho”, especificamente na época do Natal. Os cartões de Natal, as decorações e as cenas do presépio refletem este mesmo tema. Nos costume pagãos, a principal festa idólatra era a que se comemorava no dia 25 de dezembro. No Egito sempre se creu que o filho de Ísis (nome egípcio da “rainha do céu”) nasceu no dia 25 de dezembro. Os pagãos em todo o mundo conhecido celebram esta data antes do nascimento de Cristo. É importante ressaltar que, nesse período, o cristianismo perdeu sua identidade e ordem de valores. A observância do Domingo por parte de Constantino, dia em que antes os pagãos adoravam o sol, e a influência do maniqueísmo, que identificava o Filho de Deus com o sol, deram motivos aos pagãos, agora convertidos em massa ao cristianismo, para adaptar à sua festa o dia 25 de dezembro (dia do nascimento do deus sol), dando título de dia do nascimento do Filho de Deus. O que se comemora hoje no dia 25 de dezembro é então o culto ao “deus sol”, só que de uma maneira adaptada. É ainda hoje herança que o paganismo trouxe para dentro do cristianismo. Foi assim que o Natal se introduziu no nosso mundo ocidental! Ainda que tenha outro nome, continua sendo, em espírito, a festa pagã de culto ao deus sol.

V- OUTROS COSTUMES PAGÃOS

Além dos principais costumes natalinos de cada povo, tem-se adotado outros que são de origem pagã.

1 - A coroa verde: A coroa verde adornada com fitas e bolas coloridas que enfeitam as portas de tantos lares é de origem pagã. Ela remonta aos costumes pagãos de se adornar edifícios e lugares de adoração para a festividade que se celebrava ao mesmo tempo do Natal.

2 - As velas: Também as velas, símbolo tradicional do Natal, são uma velha tradição pagã, pois se acendiam ao ocaso para reanimar o deus sol, quando este se extinguia para dar lugar à noite.

3 - O papai Noel: Papai Noel é o São Nicolau, bispo católico do século V d.C., santo venerado pelos gregos e latinos em 6 de dezembro. Conta-se uma lenda segundo a qual presenteava ocultamente a três filhas de um homem pobre e isso deu origem ao costume de se dar presentes, em segredo, na véspera do dia de São Nicolau, data que depois foi transferida para o dia do Natal. Daí a associação do Natal com São Nicolau.

4 - A árvore de natal: Os povos, desde a antigüidade, possuíam o costume de utilizar a madeira bem como as árvores, com fins de idolatria (Jr. 40:2-6; Is. 44:14-17; Os. 4:13; Dt. 16:21). Muitas dessas árvores ou pedaços de madeira serviam para adoração e culto doméstico. O cristianismo originário de Roma avançou tanto na sua tentativa de cristianizar o natal pagão, que acabou consagrando até mesmo o pinheiro como símbolo natalino, não desconhecendo, por certo, que era esta a árvore preferida de Tamuz (Ez. 8:14-18). Segundo algumas autoridades no assunto, a Bíblia refere-se à celebração do natal pagão no livro de Jeremias (Jr. 10:3,4). A árvore de Natal, no Cristianismo, é de origem germânica, datando do tempo de São Bonifácio. Foi adotada para substituir os sacrifícios ao carvalho sagrado de Odin, adorando-se uma árvore, em homenagem ao Deus-menino. A história nos diz que a árvore de Natal foi de igual forma conhecida no Império Romano e no antigo Egito. No Egito essa árvore era uma palmeira, em Roma era um pinheiro; a palmeira simbolizava o Messias pagão como Baal-Tamar, o pinheiro se referia a ele como Baal-Berith. A mãe de Adonis, o Deus Sol, uma grande divindade mediadora, pretendia-se misticamente que ele tivesse sido mudado à uma árvore, e que seu filho deveria conhecer-se como “o homem real daquela árvore”.

5 - A troca de presentes: A troca de presentes, entre amigos, é característico tanto do Natal como da Saturnália, e os cristãos seguramente a tomaram dos pagãos, como o demonstra com clareza o conselho de Tertuliano. A verdade é que o costume de trocar presentes com parentes e amigos durante a época natalina, não tem absolutamente nada a ver com o cristianismo! Com respeito aos presentes que os magos levaram quando Jesus nasceu (Mt. 2:1-11), não foi por ser o dia do seu nascimento, pois eles chegaram vários dias depois do seu nascimento. No Oriente não se costuma entrar na presença de reis ou pessoas importantes com as mão vazias. Este costume ocorre com freqüência no Velho Testamento e ainda persiste no Oriente em algumas ilhas do Pacífico Sul. Os magos procederam de acordo com este costume oriental, que consistia em levar presentes ao apresentar-se perante um rei. Eles foram pessoalmente à presença do rei do judeus. Portanto , levaram oferendas da mesma maneira que a rainha de Sabá levou a Salomão e assim como levam aqueles que hoje visitam chefes de estado.

VI- OS CONSELHOS DA BÍBLIA

Agora vejamos um argumento utilizado com freqüência para justificar a observância do Natal, pois há quem insista que apesar de suas raízes em um costume pagão, agora não se observa o Natal para honrar um falso deus, o deus sol, senão para honrar Jesus Cristo. O que nos diz a palavra de Deus a respeito?

1 - Não devemos imitar as festas pagãs (Dt. 12:30,31; Jr. 10:2,3): Deus nos diz claramente, na Bíblia, que não aceitará este tipo de culto ainda que seja com a intenção de honrá-lo. Disse-nos que isso é abominável e não o honra, e sim aos falsos deuses pagãos. Deus não quer que o honremos “como manda nossa própria consciência”. Jesus Cristo nos disse claramente: “Deus é Espirito; e importa que os que O adoram O adorem em espirito e em verdade” (Jo. 4:24). O que é a verdade? Jesus disse que a sua palavra, a Bíblia , é a verdade (Jo. 17:17) . A Bíblia diz que Deus não aceitará o culto de pessoas que, querendo honrar a Cristo, adotem um costume pagão.

2 - Não devemos observar preceitos humanos (Mt. 15:6,9): Jesus disse: “Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceito dos homens”.

A comemoração do Natal é um mandamento de homens e isso não agrada a Deus. Isto é o que fazem hoje milhões de pessoas. Desprezam o mandamento de Deus. Seu mandamento com respeito a celebração de tradições pagãs para honrar e adorar a Deus é claríssimo. Sem dúvida a maioria das pessoas invalida este mandamento seguindo a tradição dos homens ao comemorar o Natal.


PCamaral

Aleluia - Michely Manuely e Jotta A - Programa Raul Gil - Talentos Kids

Um comentário:


Michely Manuely canta 'Aleluia' no quadro Talentos Kids do Programa Raul Gil



Jotta A e Michely Manuely - Aleluia

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Deixamos Tudo por Ti para Cumprir o Seu Chamar

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Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; (Mateus 28:19)



Pra Cumprir o seu chamar
Cantata Vivo Está

Ninguém parou pra nos aplaudir
Desde do inicio chamou-nos para um caminho sem fama
Quando ouvimos sua voz
Dizendo segui após mim nossas redes deixamos pra trás
Seguindo o mestre em paz
Nossas redes ficaram jogadas lá
Recontando uma história que poucos acreditariam
Pescadores sem pensar escolhem seguir a Jesus sem saber
Se algo iriam ganhar
Dispostos a homens salvar
Respondemos:

Tudo deixamos por ti
Pra cumprir teu chamar
Não temos outras razões
Mas cumprir teu chamar
Chamados para viver ou morrer
Mas cumprir teu chamar

Impulsionados tal qual um rio
Que corre pro mar, pois suas águas não voltam atrás.
Seu chamado deu-nos paz então decidimos
Seguir por causa do amor que mostrou
Pois por nosso nome chamou
Respondemos:

Tudo deixamos por ti
Pra cumprir teu chamar
Não temos outras razões
Mas cumprir teu chamar
Chamados para viver ou morrer

Não por amor de uma causa qualquer
Nem ideal ou um sonho, mas por que foi Jesus Cristo a chamar.
Iremos sua voz atender

Tudo deixamos por ti
Pra cumprir teu chamar
Não temos outras razões
Mas cumprir teu chamar
Chamados para viver ou morrer
Mas cumprir teu chamar

***

E seu coração como está? Ardendo para atender ao chamado do Senhor Jesus e servi-lo acima de todas as coisas? Que bom! Deu te abençoe muito!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Como Podemos Definir Igreja?

2 comentários:
"E sujeitou todas as coisas a seus pés, e sobre todas as coisas o constituiu como cabeça da igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos". (Ef 1:22-23)
Em grego, o termo correspondente a igreja é ekklesia, cujo significado é “assembleia”, “reunião”, “qualquer tipo de reunião” ou “ajuntamento de pessoas”. Atualmente, porém, o termo “igreja” assumiu um significado tanto mais específico quanto mais glorioso. Passou a significar o corpo de Jesus Cristo, a comunidade dos santos, a reunião do povo de Deus e o próprio povo de Deus. Neste artigo, algumas informações gerais a respeito da igreja de Jesus Cristo, que foi chamada pelo apóstolo Paulo de "a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade" (I Tm 3:15). Cumpre, pois, ao crente, como um dos seus integrantes, interessar-se por conhecer cada vez melhor tudo aquilo que a ela se refere: história, estrutura, funcionamento, etc., para satisfazer a sua própria necessidade de saber e para se certificar do papel que lhe cabe como membro desse corpo. A seguir alguns aspectos da igreja, que abordo neste post. Relacionei conceito, visibilidade, alcance e distinção.

O conceito de igreja: A igreja é o conjunto de todos os verdadeiros cristãos: os que se arrependeram e foram perdoados e justificados, mediante a fé em Jesus Cristo. As Escrituras chamam-na de "corpo de Cristo" (I Co 11:3; Ef 5:23; Cl 1:18), e cada um dos seus filiados é "um membro desse corpo" (I Co 12:27). É importante salientar que, quando o Novo Testamento se refere, dentre os judeus e gentios, a alguns que são chamados a fazer parte do corpo celestial de Cristo, a palavra igreja é empregada como um termo próprio. A palavra grega ekklesia que tem “igreja” como sua correspondente em português, indica, em sua língua de origem, uma assembléia, ou ajuntamento de pessoas para tratar de algum assunto de interesse comum. A “Septuaginta” usa a palavra ekklesia para se referir às multidões de modo geral (Gn 49:6; Nm 22:4) e à “assembléia dos israelitas perante Deus para ouvir a lei, confessar pecados, mostrar arrependimento e renovar a aliança (Dt 4:10, 33; Js 8:33-35; Jz 20:1 e 2; I Cr 28:8; II Cr 20:5, 23:3, 29:20-31; Ne 8)”.
“igreja invisível é a igreja como Deus a vê (I Sm 16:7b), uma igreja que só contêm crentes, ao passo que a igreja visível é a igreja como o homem a vê...” (cf. I Sm 16:7b; I Rs 8:39b).
A visibilidade da igreja: Considerada do ponto de vista de quem a vê, a igreja cristã é classificada em: igreja invisível e igreja visível. Primeiramente, vejamos o que é a igreja invisível. Em um dos seus aspectos, a igreja de Cristo é chamada de invisível “porque é essencialmente espiritual e, em sua essência espiritual, não a pode discernir o olho humano; e porque é impossível determinar infalivelmente quem não lhe pertence”; corrobora isso o fato de as bênçãos da salvação, tais como a regeneração, a conversão, a fé verdadeira e a comunhão espiritual serem invisíveis. Como a maneira de ver do homem nem sempre coincide com a maneira de ver de Deus, concluímos que, neste caso, somente o Senhor conhece os que são seus (II Tm 2:19), porque, ao contrário do homem, que julga pela aparência, Deus vê e conhece o que está no interior de cada pessoa. Ainda sobre a igreja invisível e a igreja visível, conforme já afirmamos, a “igreja invisível é a igreja como Deus a vê (I Sm 16:7b), uma igreja que só contêm crentes, ao passo que a igreja visível é a igreja como o homem a vê...” (cf. I Sm 16:7b; I Rs 8:39b).
Lembremo-nos também que o termo “igreja” não deve ser aplicado ao templo, mas aos que nele se reúnem.
O alcance da igreja: É comum classificar-se a igreja quanto ao seu alcance em dois tipos: universal e local. A igreja universal é constituída por todos os fiéis cristãos de todos os tempos e lugares, independentemente de estarem ou não reunidos em algum lugar. Quando o Novo Testamento se refere à igreja no seu sentido universal, emprega o termo “igreja” no singular, tal como podemos ver em I Co 10:32: "Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de Deus". Outro exemplo é Atos 20:28: "Olhai por vós e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus". Todavia, igreja local é o nome que damos a um agrupamento de cristãos circunscritos a uma determinada área geográfica. Para distingui-la da universal, o Novo Testamento normalmente usa o termo no plural, como nos exemplos seguintes: "Mas, se alguém quer ser contencioso, nós não temos tal costume, nem as igrejas de Deus" (I Co 11:16; cf. At 9:31, 15:41, 16:5; I Co 14:33; Ap 2:11). Devo advertir, porém, que o fato de usarmos designações diferentes não significa que estamos nos referindo a duas igrejas, mas, sim, a dois aspectos diferentes da mesma igreja. Lembremo-nos também que o termo “igreja” não deve ser aplicado ao templo, mas aos que nele se reúnem.

A distinção da igreja: A igreja pode ser uma instituição ou um organismo, dependendo da maneira como for considerada. Há distinção entre instituição e organismo, mas a distinção aí existente difere da que fazemos (por exemplo: entre igreja visível e igreja invisível). Tratam-se de dois aspectos diferentes da igreja visível, pois, dependendo da maneira como for considerada, pode ser tanto uma instituição como um organismo. “Sociologicamente, é ingenuidade dizer que a igreja não é uma instituição em nenhum sentido. Qualquer padrão de comportamento coletivo que se torna habitual e costumeiro já é uma instituição”. Quando vemos a igreja como um organismo, destacamos principalmente, o seu funcionamento, através dos ofícios que Deus instituiu. Tanto a igreja-instituição como a igreja-organismo têm o seu pano de fundo na igreja invisível. A igreja como organismo é a união ou comunhão dos fiéis, unidos pelo vínculo do Espírito Santo, enquanto a igreja como instituição é a mãe dos fiéis, um instrumento de salvação, uma agência para a conversão dos pecadores e para o aperfeiçoamento dos santos (I Co 12:12,14,25-28).

Até aqui, abordei questões gerais relacionadas à igreja. Esta é o conjunto de todos os crentes fiéis e verdadeiros. A igreja invisível é vista sob a ótica de Deus; a igreja visível é como o homem a vê: exteriormente; a igreja universal é a união espiritual de todos os fiéis cristãos, no tempo e no espaço; a igreja local é o agrupamento de crentes circunscritos numa determinada área geográfica; a igreja-organismo e a igreja-instituição são aspectos diferentes da igreja visível, mas que têm como pano de fundo a igreja invisível.

Podemos, então, afirmar que a Igreja de Cristo é uma instituição gloriosa, e listamos as razões para esta afirmação:

A igreja de Cristo é gloriosa porque tem um dono incomparável. Não é correto associar o nome da igreja ao de um ser humano, por mais célebre que seja essa pessoa; também não se deve confundi-lo com uma denominação religiosa. A igreja é o corpo de Jesus Cristo, e ele mesmo é a cabeça desse corpo (Ef 1:22-23). Somente Cristo deve ser honrado pelo que fez e continua fazendo pela igreja. Ele é o dono da igreja. Foi ele quem se sacrificou a Deus por ela para a "apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível" (Ef 5:27).

A igreja de Cristo é gloriosa porque tem um preço incalculável. O apóstolo Pedro diz: "Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa maneira de viver que por tradição recebestes dos homens, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado" (I Pe 1:18-19). Por isso, Cristo, que a comprou com o seu próprio sangue, a constituiu como a responsável pela disseminação do conhecimento de Deus no mundo, pois só ela sabe quanto é preciosa aos olhos daquele que a resgatou (Ef 3:7-12).

A igreja de Cristo é gloriosa porque tem um segredo admirável. Uma das coisas que tornou a igreja uma instituição confiável foi o fato de Deus lhe ter feito compreender os mistérios do seu reino, constituindo-a como despenseira desses mesmos mistérios. Portanto, a compreensão e a comunicação desse segredo fez da igreja uma instituição gloriosa. Paulo escreve sobre o papel que lhe coube, como parte desse corpo, sobretudo, para com o mundo gentio, para que pudesse "demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério que desde os séculos esteve oculto em Deus, que tudo criou" (Ef 3:8-12).

Qual tem sido o nosso papel, nesse sentido? A igreja representa o corpo de Cristo, a grande família de Deus, aqui na terra. Todos nós, que a ela pertencemos, somos membros desse corpo e irmãos uns dos outros, inclusive do próprio Jesus Cristo, que é o fundador e a cabeça da igreja (Ef 2:11-12). Nela nascemos espiritualmente e nela temos recebido toda a orientação espiritual necessária ao nosso crescimento. Que as palavras de Paulo aos Efésios sejam aplicadas a nós também:

"Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus" (Ef 2:19).

***

DEC - PCamaral

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

O que na Verdade Somos

3 comentários:
Neste mundo dos homens não vemos nada que se aproxime pelo menos um pouco das virtudes que Jesus mencionou logo no início de Seu famoso Sermão do Monte. No lugar da humildade de espírito, encontramos o orgulho em seu mais alto grau; em lugar de pranteadores, encontramos somente os que buscam, os prazeres; em vez de mansidão, por toda a parte nos cerca a arrogância, ao contrário de fome e sede de justiça, só se ouve os homens exclamando: “Estou rico de bens, e de nada tenho necessidade”;

Por Aiden Wilson Tozer

Para fornecer um quadro fiel da raça humana a alguém que a desconhecesse, bastaria que tomássemos as bem-aventuranças e invertêssemos o seu sentido. Então poderíamos dizer: “Eis aqui a raça humana.” Pois a verdade é que as características que distinguem a vida e a conduta dos homens são justamente o oposto das virtudes enumeradas nas bem-aventuranças.

Neste mundo dos homens não vemos nada que se aproxime pelo menos um pouco das virtudes que Jesus mencionou logo no início de Seu famoso Sermão do Monte. No lugar da humildade de espírito, encontramos o orgulho em seu mais alto grau; em lugar de pranteadores, encontramos somente os que buscam, os prazeres; em vez de mansidão, por toda a parte nos cerca a arrogância, ao contrário de fome e sede de justiça, só se ouve os homens exclamando: “Estou rico de bens, e de nada tenho necessidade”; em vez de misericórdia, contemplamos a crueldade; ao invés de pureza de coração, abundam os pensamentos corruptos; em vez de pacificadores, os homens são irascíveis e rancorosos; em lugar de regozijo em face das injúrias, vemos os homens revidando afronta com todas as armas ao seu alcance.

É esta a substância moral que se compõe o chamado mundo civilizado. Todo o ambiente está contaminado; nós o respiramos a cada momento e bebemos dele juntamente com o leite materno. A cultura e a educação refinam apenas superficialmente essas qualidades negativas, mas deixam-nas basicamente intactas. Todo um munido literário foi criado para defender a tese de que esta é a única maneira normal de se viver. E isso se torna ainda mais estranho quando percebemos que são justamente esses os males que tanto amarguram a existência de todos nós. Todas as nossas preocupações e muitas de nossas mazelas físicas originam-se diretamente dos nossos pecados. O orgulho, a arrogância, o ressentimento, os maus pensamentos, a malícia, a cobiça essas são as fontes de todas as enfermidades que afligem a nossa carne.

Em um mundo como este, as palavras de Jesus soam de um modo maravilhoso e totalmente novo, como uma visitação do alto. Foi bom que Ele tivesse dito aquelas palavras, porque ninguém poderia tê-lo feito tão bem quanto Ele, e nós deveríamos dar ouvidos à Sua voz. Suas palavras são a essência da verdade. Ele não estava apenas exprimindo Sua opinião; Jesus jamais apresentou opiniões. Ele nunca fazia conjecturas; pelo contrário Ele sabia e sabe todas as coisas.

O mundo inteiro está a ponto de sucumbir sob esse fardo tremendo de orgulho e dissimulação. Ninguém pode ser liberto dessa carga a não ser através da mansidão de Cristo. Uma racionalização inteligente pode ajudar, mas muito pouco, pois esse hábito é tão forte, que, se o abafarmos aqui, ele surgirá mais adiante. Jesus diz a todos: “Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei." O descanso oferecido por ele é o descanso da mansidão, aquele alívio bendito que sentimos quando admitimos o que realmente somos, e deixamos de lado todo o fingimento. É preciso bastante coragem a princípio, mas a graça necessária nos será dada, pois veremos que estamos partilhando esse outro jugo com o Filho de Deus. Ele mesmo o chama de “meu jugo”, e leva-o ombro a ombro conosco.

Senhor, torna meu coração como o de uma criança. Livra-me do impulso de competir com os outros, buscando posição mais elevada entre os homens. Desejo ser simples e ingênuo como uma criança. Livra-me das atitudes fingidas e da dissimulação. Perdoa-me por haver pensado tanto em mim. Ajuda-me a esquecer a mim mesmo e a encontrar minha verdadeira paz na Tua contemplação. A fim de que possas responder a esta oração, eu me humilho perante Ti. Coloca sobre mim Teu fardo suave do autodesprendimento, para que eu possa encontrar descanso. Amém.

***
Fonte: TOZER, A. W., O Melhor de A.W. Tozer.
Fonte: Púlpito Cristão

É impressionante como textos como este, que enfiam o dedo na ferida mais profunda do ser humano em sua relação com a palavra e o testemunho eficaz - da palavra produzindo frutos dignos de arrependimento - tenha "nenhum" comentário todo esse tempo no blog do pastor Leonardo Gonçalves, o Pulpito Cristão. Quando se publicam as mazelas da igreja todos dão pitaco. Mas quando as mazelas estão dentro do coração do leitor só se lê "silêncio". Faz-se necessário abandonar o velho homem. Deixar para trás tudo aquilo que nos condena e viver uma vida nova. Uma vida digna do Evangelho de Jesus Cristo.

Que DEUS continue tendo misericórdia de todos nós.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Saiu o Ganhador do Livro "Gotas de Sabedoria para a Alma" do Rev Hernandes Dias Lopes

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O blog PC@maral sorteou um exemplar do livro "Gotas de Sabedoria para a Alma" do Rev Hernandes Dias Lopes. O método utilizado para o sorteio foi o seguinte: Cada participante registrou um comentário no post da promoção. Os comentários são datados e seguem uma sequencia de publicação recebendo um numero pela ordem em que foi postado. O sorteio foi realizado às 20:00h do dia 20 de dezembro de 2011, através do site http://www.random.org.
O felizardo ganhador do livro foi o nosso querido irmão Presbitero André Sanchez. Ele foi o numero 7 [sete] a deixar seu comentário para participar do sorteio.
O ganhador será noficado via email e/ou twitter e terá até 27/12/2011 para informar, via email, o endereço para envio do livro. Decorrido esse prazo, perderá o direito e novo sorteio será realizado entre os participantes já cadastrados.

Parabéns André! Deus continue te abençoando cada vez mais!

Gotas de Sabedoria para a Alma é um passeio pelo livro de Provérbios. É andar pelos jardins de Deus,passeando com o sábio rei Salomão para ouvir seus oportunos conselhos. É receber a cada dia porções preciosas desse orvalho que vem do céu; é receber o refrigério dessas gotas que emanam das Escrituras. Leia estas devocionais com a mente aberta à verdade divina, com o coração sedento de ouvir a voz de Deus por meio da Palavra e com a alma disposta a receber tudo quanto Deus preparou para você. Essas gotas podem se tornar torrentes que fluem do trono de Deus para a sua vida,conduzindo seus passos pelos caminhos aplanados da obediência e da bem-aventurança.

O Autor

Hernandes Dias Lopes é pastor de confissão presbiteriana e considerado, hoje, referência em diversos ambientes denominacionais, sendo frequentemente requisitado para pregações e conferências em eventos e igrejas de linha histórica, reformada e pentecostal. Começou a carreira ministerial com a graduação em teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul, em Campinas (SP), em 1981. No ano seguinte, assumiu o púlpito da 1ª Igreja Presbiteriana de Bragança Paulista (SP). Em 1985, tornou-se titular da 1ª Igreja Presbiteriana de Vitória (ES), onde permanece até hoje. Dono de sólida formação acadêmica – é doutor em Ministério tem doutorado em Ministério pelo Reformed Theological Seminary, de Mississippi (EUA) -, Hernandes é um dos escritores cristãos mais prolíficos da atualidade. Tem mais de 100 obras publicadas, com destaque para a série Comentários Expositivos Hagnos, títulos na área de família, como Casamento, Divórcio e Novo Casamento, Casados e Felizes e Mães Intercessoras, obras de teologia e espiritualidade como A Segunda Vinda de Cristo e sucessos editoriais, como Morte na Panela, Escolhas Perigosas e Pregação Expositiva. O pastor Hernandes Dias Lopes exerce ainda a presidência do Presbitério Central do Espírito Santo, da Comissão Nacional de Evangelização da Igreja Presbiteriana do Brasil e de Luz Para o Camiho. Ele vive entre São Paulo e Campinas com sua mulher, Udemilta Pimentel Lopes e dos dois filhos adolescentes, Thiago e Mariana.
EDITORA HAGNOS
Título: Gotas de sabedoria para a alma
Formato: 11 x 15 cm
Páginas: 380
Peso: 220 g.
Acabamento: Brochura
ISBN: 9788563563354
Categorias: Espiritualidade
Edição: 2011
Selo: Voxlitteris

domingo, 18 de dezembro de 2011

Trabalho junto a ONU rende Prêmios e Reconhecimento Mundial ao PCamaral

Um comentário:
Anunciado o Prêmio Global de Inovação


"Com uma história de conquistas ao longo dos anos, PCamaral dá como responsável pelo seu sucesso a sua formação acadêmica em uma conceituada universidade. PCamaral primeiro trabalhou na ONU com soluções de sustentabilidade, seu projeto é definido desta forma: 'É uma solução que vai mudar a forma como vemos o mundo para sempre'"

Quer fazer parte, você também, desta premiação? Acesse o link original do vídeo. Aguarde carregar a linha do tempo até 2022 e assista até ao final. Ali aparecerá a opção de você fazer o seu vídeo. Muito legal este programa. Você pode até presentear uma pessoa amiga com um video desses, basta colar a foto do amigo ou amiga digitar o nome e pronto. Vamos lá experimentar??????

Dica de meu irmão Cláudio Amaral para o PCamaral

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Ortodoxia e Narcisismo (parte 2)

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Narcisismo

Por Ricardo Barbosa De Sousa - Ultimato Online


O narcisismo é a marca do século. Se o século 19 foi marcado pela cultura racional, o século 20 foi o século da cultura terapêutica. Uma cultura que, ao intensificar o individualismo, legitimou uma forma de “divinização do self”. A saúde mental e o bem-estar tornaram-se substitutos para a salvação. O que o ser humano busca hoje não é a salvação através do arrependimento e fé, mas o sentir-se bem e confortável. A cultura terapêutica introduziu um modelo de relacionamento que rejeita qualquer forma de julgamento, fazendo com que o indivíduo crie sua própria realidade.

Não existem limites para o “ego” narcisista, carente e faminto. A consciência de dever para com o outro foi substituída pelo “dever que tenho para comigo”. A busca pela autorrealização, autossatisfação, autossuficiência, descrevem o frágil reconhecimento do outro. Tudo isto nos leva a viver a partir daquilo que é aparente. Nós nos preocupamos mais com o exterior e não com o interior. Esta preocupação nos leva a fugir de nossa realidade pessoal mais profunda, das frustrações decorrentes de relacionamentos superficiais e frágeis, vivendo numa agitação constante, agenda cheia, negando a realidade interior e pessoal.

Os desdobramentos deste espírito narcisista e secularizado é grande e profundo para a igreja de Jesus Cristo. Os líderes cristãos estão cada vez mais ocupados com suas agendas e projetos pessoais na busca frenética de autoafirmação. Seus relacionamentos não são nem pessoais, nem profundos, o que os leva a cultivarem uma forma de “irrealismo ministerial”. Acham que estão “conectados” por participarem de redes sociais, mas a família encontra-se fragmentada e adoecida. Fazem comentários, declarações, que não tem nenhuma relação com a forma que vivem. É justamente aqui que muitos líderes caem porque vivem a partir de uma fantasia e não da realidade.

A afirmação de João Batista em relação a Cristo é invertida pelo espírito narcisista. Ao invés de dizer: “convém que ele cresça e que eu diminua”, passamos a dizer: “convém que ele diminua para que eu cresça”. Os modelos de ministério e de espiritualidade têm por objetivo aumentar o senso de autoimportância, e não o contrário. Queremos ser nosso próprio “messias”. Frutos do Espírito como humildade, mansidão, bondade, não são buscados, muito menos desejados. A necessidade de autoafirmação é tão intensa que preferimos ser cercados de bajuladores do que de irmãos e irmãs que nos ajudam a viver de forma mais verdadeira diante de Deus.

O maior obstáculo para a igreja de Jesus Cristo viver em unidade como povo de Deus somos nós mesmos. Nos critérios diagnósticos para o Transtorno da Personalidade Narcisista encontramos algumas características que refletem bem o perfil da liderança cristã. Segundo a Dra. Elaine Marini (com base no Manual de Diagnósticos de Transtornos nº 4), este transtorno descreve “Um padrão invasivo de grandiosidade (em fantasia ou comportamento), necessidade de admiração e falta de empatia, que começa no início da idade adulta e está presente em uma variedade de contextos, indicado por pelo menos cinco dos seguintes critérios:

(1) sentimento grandioso da própria importância (por exemplo, exagera realizações e talentos, espera ser reconhecido como superior sem realizações comensuráveis);

(2) preocupação com fantasias de ilimitado sucesso, poder, inteligência, beleza ou amor ideal;

(3) crença de ser "especial" e único e de que somente pode ser compreendido ou deve associar-se a outras pessoas (ou instituições) especiais ou de condição elevada;

(4) exigência de admiração excessiva;

(5) sentimento de intitulação, ou seja, possui expectativas irracionais de receber um tratamento especialmente favorável ou obediência automática às suas expectativas;

(6) é explorador em relacionamentos interpessoais, isto é, tira vantagem de outros para atingir seus próprios objetivos;

(7) ausência de empatia: reluta em reconhecer ou identificar-se com os sentimentos e necessidades alheias;

(8) frequentemente sente inveja de outras pessoas ou acredita ser alvo da inveja alheia;

(9) comportamentos e atitudes arrogantes e insolentes.

O curioso é que no próximo Manual de Diagnósticos de Transtornos (nº 5) que será publicado em 2012, o Transtorno de Personalidade Narcisista será retirado. Deixará de ser uma patologia. Imagino que para estes “cientistas”, quando uma patologia torna-se um padrão de comportamento, deixa de ser patologia e passa a ser um comportamento normal. Por este critério, muitos líderes cristãos deveriam estar numa clínica, e não num púlpito.

É este espírito, ao meu ver, o maior inimigo à identidade comum que precisamos ter como povo de Deus. Existem duas afirmações de Paulo em sua carta a Tito que descrevem posturas distintas em relação aos líderes cristãos e a formação do povo de Deus:

1. “No tocante a Deus, professam conhecê-lo; entretanto, o negam por suas obras; é por isso que são abomináveis, desobedientes e reprovados para toda boa obra” (1.16) – A negação do conhecimento de Deus vem pela ausência da prática das boas obras. A fé sem obras é morta. Conhecimento de Deus sem a ética e a espiritualidade adequada a este conhecimento é vazio. Estes líderes falam muito, agitam-se muito, mas permanecem vazios e negam a doutrina de Cristo e dividem o povo de Deus. São líderes narcisistas. Pensam mais em si do que no “corpo de Cristo”.

2. “Não furtem; pelo contrário, dêem prova de toda a fidelidade, a fim de ornarem, em todas as coisas, a doutrina de Deus, nosso Salvador” (2.10). O apelo de Paulo é para que os líderes cristãos embelezem a verdade do evangelho com a prática das boas obras e da vivência real do “fruto do Espírito”. Adornamos a doutrina de Deus na medida em que o mundo, ao ver a forma como amamos e servimos e a unidade do povo de Deus, reconhecerá a verdade acerca de Jesus Cristo.
É isto que o historiador Eusébio de Cesaréia (265-339) afirma ao descrever o comportamento dos cristãos em meio a uma terrível peste. “Eles eram, efetivamente, os únicos que nesta circunstância calamitosa demonstravam com suas próprias obras, compaixão e o amor aos homens. Uns perseveravam todo dia no cuidado e no enterro dos mortos (pois eram milhares os que não tinham quem se ocupasse deles) e outros, reunindo num mesmo lugar a multidão dos que em toda a cidade estavam esgotados pela fome, repartiam pão para todos, de forma que o fato correu de boca em boca, e todos os homens glorificavam o Deus dos cristãos, e convencidos pelas próprias obras, confessavam que estes eram os únicos verdadeiramente piedosos e temerosos a Deus”.
***
Ricardo Barbosa De Sousa
Pastor da Igreja Presbiteriana do Planalto e coordenador do Centro Cristão de Estudos, em Brasília. É autor de Janelas para a Vida e O Caminho do Coração.
Nota
Parte final do artigo baseado na preleção do autor feita no 1º Fórum da Aliança Evangélica no dia 24 de novembro de 2011, em Brasília (DF).
Fonte: Revista Ultimato - Ultimato Online


Leia mais
Ortodoxia e Narcisismo (Parte 1)

Ortodoxia e Narcisismo (Parte 1)

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Ortodoxia
Por Ricardo Barbosa De Sousa - Ultimato Online


Talvez em virtude de nossa formação racional leiamos as cartas de Paulo como tratados sistemáticos de teologia. O tema principal da carta aos Romanos é a “justificação pela fé”. O da carta aos Gálatas é a “graça de Deus”, e por aí vai. No entanto, sou muitas vezes levado a reconhecer que, embora os tratados teológicos sejam fundamentais em suas cartas, Paulo está profundamente preocupado com um outro assunto: a formação do povo de Deus. Este é o grande tema das cartas de Paulo.

Como que judeus, com sua longa tradição religiosa e, romanos com sua bagagem pagã e sincrética, iriam se encontrar, na grande capital do Império Romano, e ter uma identidade comum como povo de Deus? Como que numa cidade como Corinto, com sua população híbrida formada de ex-soldados romanos, escravos, escravos livres, gregos, judeus, comerciantes, marinheiros, prostitutas cultuais, todos com suas tradições, moral, hábitos, que agora se encontram num mesmo lugar para cultuar o mesmo Deus e afirmar que Jesus Cristo é seu Senhor? A formação da identidade cristã sempre foi uma grande preocupação dos autores do Novo Testamento.

A argumentação teológica de Paulo é a forma como ele estabelece os alicerces desta nova identidade. Sua intenção é a formação da identidade do povo da nova aliança. Para os cristãos de Roma ele diz: “não vos conformeis com este século…”. Para os de Éfeso: “não andem como andam os gentios…”. Para os de Colossos: “dispam-se do velho homem…”. O povo de Deus é o povo da nova aliança, a nova humanidade inaugurada em Cristo, a nova criação. Este povo é chamado para um novo modo de ser, um novo jeito de viver. A teologia e a doutrina dão o fundamento para isto.

Por outro lado, a igreja encontra-se constantemente sob o olhar e o juízo do mundo. Paulo afirma que ela é o corpo de Cristo, a representação visível do Senhor não visível. Suas obras e palavras devem refletir e revelar ao mundo algo do caráter e da natureza divina, algo do amor e santidade. É por esta razão que Paulo se preocupa com o comportamento dos cristãos. O conhecimento de Deus era, muitas vezes, negado pelo comportamento dos cristãos. A forma como viviam negava aquilo que criam e afirmavam sobre Deus. A fórmula de Tiago era muito simples: A fé sem as obras decorrentes dela é morta. Não se demonstra a fé sem um comportamento adequado a ela. O apelo que Paulo faz aos crentes de Creta é para que “embelezem a doutrina de Deus com um comportamento apropriado" (Tt 2.10).

Jesus afirma que o mundo nos reconhecerá como seus discípulos pelo amor que demonstramos para com o próximo (Jo 13.34,35). Afirma também, em sua oração de despedida, que o mundo haveria de crer que ele é o Salvador pela comunhão e unidade que os discípulos dele haveriam de demonstrar (Jo 17.21). Jesus oferece ao mundo o direito de julgar a identidade do seu povo pela forma como amam e respondem à missão do Filho. O chamado de Deus envolve a doutrina e o comportamento ou, nas palavras de Francis Schaeffer, a ortodoxia da doutrina e a ortodoxia da comunidade. Só podemos compreender a importância e a influência da igreja nos primeiros séculos por estas duas realidades combinadas.

As igrejas sempre enfrentaram dificuldades, ora com a doutrina, ora com o comportamento. Na maioria das vezes, com ambos. Líderes gananciosos e enganadores, cristãos insolentes e desobedientes comprometem a integridade e a identidade da igreja de Cristo. Ser povo de Deus, reconhecer que temos um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai, que fazemos parte de um mesmo corpo onde, embora sendo distintos, formamos uma só realidade, nunca foi tarefa fácil.

Exatamente por ser uma tarefa difícil é que Paulo exorta os cristãos a serem diligentes e a se esforçarem para preservar sua identidade comum. É uma tarefa que requer humildade, mansidão, compaixão, submissão, e muitas outras virtudes que são rejeitadas pela cultura moderna. No passado, um grande obstáculo à unidade da igreja eram as barreiras denominais e institucionais. Hoje, as muralhas que foram construídas ao redor das denominações vem sendo ruídas, mas enfrentamos uma outra muralha, talvez ainda maior. Nós mesmos.
***
Ricardo Barbosa De Sousa
Pastor da Igreja Presbiteriana do Planalto e coordenador do Centro Cristão de Estudos, em Brasília. É autor de Janelas para a Vida e O Caminho do Coração.
Nota
Primeira parte do artigo baseado na preleção do autor feita no 1º Fórum da Aliança Evangélica no dia 24 de novembro de 2011, em Brasília (DF).
Fonte: Revista Ultimato - Ultimato Online

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Ortodoxia e Narcisismo (Parte 2)