terça-feira, 26 de junho de 2012

O Que Devo Fazer Para Que Seja Salvo?

"Confessei-te o meu pecado e a minha iniquidade não mais ocultei" (Salmo 32:5)

Por PCamaral

Há muitos anos, um aflito carcereiro fez a significativa pergunta: "Senhores, que devo fazer para que seja salvo?" (Atos 16:30). Hoje também, centenas e milhares desejam saber como obter a salvação. Qual foi a resposta de Paulo ao carcereiro? Gostaria você também de harmonizar sua vida com Deus, mas não sabe como e onde começar? Consultemos então a Bíblia para obter as informações necessárias.

1 - Creia em Deus e em Jesus Cristo - Este é o primeiro passo, pois está escrito em Hebreus 11:6. "Aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe e que Se torna galardoador dos que O buscam". Devemos crer que Deus existe, que Ele nos ama e quer dar-nos uma recompensa - a vida eterna. "Crê no Senhor Jesus, e serás salvo", foi a resposta de Paulo ao carcereiro em Atos 16:31.

Mas, dirá alguém: "Eu não tenho fé". "Como posso obter essa fé em Deus?". Vejamos o que o apostolo Paulo diz a esse respeito em Romanos 10:17 "E assim, a fé vem pela pregação e a pregação pela palavra de Cristo". A palavra de Cristo, como se acha na Bíblia, traz fé se a estudamos e a conservamos em nosso coração.

2 - Reconheça que é pecador - Em segundo lugar devo reconhecer minha culpa, reconhecer que sou pecador. "Porque todos pecaram e carecem da glória de Deus". (Romanos 3:23). Mas que é pecado? Pecado, conforme as Escrituras o definem, é "transgressão da lei". (I João 3:4). Bem, dirá você: "Eu não roubo, jamais matei alguém e nunca adulterei; amo a Deus e ao meu próximo; sempre fiz o bem; não sei que pecados poderia ter".

Se queremos conhecer a nossa verdadeira condição, devemos pedir ao Céu que nos abra os olhos da alma. O salmista escreveu: "Quem há que possa discernir as próprias faltas?". Salmos 19:12. E ainda: "Sonda-me, ó Deus e conhece o meu coração: prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno". (Salmo 139:23 e 24).

3 - Arrependa-se - Este passo conduz-me a uma mudança de rumo. O verdadeiro arrependimento consiste em tristeza pelo pecado e o abandono do mesmo. Esta tristeza é pelo pecado cometido, e não simplesmente pelo sofrimento ou castigo que o pecado possa fazer. O arrependimento que Deus quer consiste em sentir tristeza por havermos agido contrariamente aos princípios divinos, tristeza por havermos ofendido a Deus. Uma velha senhora escrava disse: "Arrependimento sincero nos faz sentir tanta tristeza pelo pecado, ao ponto de ficarmos envergonhados, nos fazendo abandonar de vez essa pratica que desagrada a Deus". "Agora me alegro ... porque fostes contristados para arrependimento". (II Coríntios 7:9)

Esaú sentiu tristeza quando percebeu que havia perdido seu direito de primogenitura, mas essa tristeza não o levou ao abandono do seu erro, o de considerar levianamente as coisas divinas. O mesmo se pode dizer da tristeza de Judas: desesperado pelas futuras conseqüências do seu hediondo crime, enforcou-se. Ele não sentiu tristeza pelo pecado que cometera, apenas sentiu medo das consequências desse pecado, foi um arrependimento falso. Que contraste com o arrependimento do apóstolo Pedro: "E saindo dali, chorou amargamente". (Mateus 26:75). Ele foi sincero, verdadeiro, pois sua vida posterior (após haver traído Seu Mestre) é uma prova disto, Não há salvação sem arrependimento. Jesus disse: "Se porém, não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis". (Lucas 13:3). Disse Pedro aos seus ouvintes no Pentecostes: "Arrependei-vos". (Atos 2:38).

Convicção não é arrependimento: Uma coisa é ser despertado às cinco da manhã, mas outra coisa é levantar-se. Arrependimento é absolutamente necessário. O motivo por que muitos vivem uma vida infeliz é porque não se arrependem. Levam uma vida de cristãos frios e indiferentes, e nunca experimentaram a paz de espírito de um sincero arrependimento. "Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos". (Salmo 32:3).

4 - Confesse -  O arrependimento não é genuíno se não houver disposição de confessar o pecado. A Escritura diz: "O que encobre as suas transgressões, jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia" (Provérbios 28:13). Aquele que esconde o seu pecado e o não confessa, nada alcança de Deus. A confissão nem sempre é fácil. É necessário coragem moral e humildade para admitirmos que erramos e confessar que pecamos. Mas, só assim alcançaremos perdão. A Escritura diz: "Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça" (I João 1:9). A confissão deve ser específica. Não é bastante dizer: Senhor, perdoa os meus pecados, num sentido geral. Evidentemente Deus espera que façamos menção de cada pecado, pelo menos dos pecados de que temos consciência. "Será, pois. que sendo culpado numa destas coisas, confessará aquilo em que pecou". (Levitico 5:5)

Vejamos o exemplo de Davi: "Confessei-te o meu pecado e a minha iniquidade não mais ocultei". (Salmo 32:5). Todos os nossos pecados e faltas devem ser confessados a Deus. Se ofendemos ou lesamos o próximo, devemos ir a ele primeiro e confessar-lhe nossa ofensa. "Confessei, pois, os vossos pecados uns aos outros, também vosso Pai celeste vos perdoará" (Mateus 6:14).

5 - Consagrar-se completamente a Deus - "Buscar-Me-eis, e Me achareis, quando Me buscardes de todo o vosso coração". (Jeremias 29:13) - "Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força". (Marcos 12:30).

O coração inteiro tem de render-se a Deus, do contrário não se poderá jamais operar a transformação pela qual é restaurada em nós a Sua semelhança. Os desejos e pensamentos devem ser postos em obediência à vontade de Cristo. Ele então transformará nossa vida: "Se alguém está em Cristo, é nova criatura; as cousas antigas já passaram; eis que se fizeram novas". (II Corintios 5:17). Então, que harmonia sentiremos! Não mais acordes desafinados, numa dissonância que faz chorar os anjos.

Um estranho entrou numa catedral da antiga Áustria, onde alguém, sem talento musical, procurava, com dificuldade, tocar uma peça ao órgão. Os acordes eram dissonantes, causando uma impressão desagradável. O estranho aproximou-se do órgão e com bondade pediu que lhe fosse permitido tocar. Mas o "organista" continuou tocando, sem lhe dar atenção. Como o estranho insistisse, o que estava tocando finalmente perguntou, indignado: - Mas quem é o senhor?" respondeu, então, o estranho: Jhon Sebastiam Bach. Envergonhado, o aprendiz desculpou-se e cedeu lugar ao grande mestre, a cujo toque a catedral se encheu de uma melodia quase celeste.

Por que não entregamos nossa vida ao Mestre dos mestres para que nela tire um hino de perfeito louvor? Irá Ele nos receber? Certamente! São Suas as palavras: "Vinde a mim todos, os que estais cansados o sobrecarregados e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas. Porque o Meu jugo é suave e o Meu fardo é leve". (Mateus 11:28-30).

Medite nestes simples palavras:

"Quando olho para os meus pecados, não vejo como possa ser salvo; mas quando olho para Jesus não vejo como poderei ficar perdido. num verdadeiro encantamento só posso exclamar: muito obrigado, meu querido Senhor Jesus, pois aceitando o seu convite de amor, encontrei o que mais necessitava... a minha salvação!”

Que Deus nos abençoe e guarde!

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PCamaral

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