terça-feira, 3 de julho de 2012

A Incompreensível Benção da Aflição

E disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o SENHOR o deu, e o SENHOR o tomou: bendito seja o nome do SENHOR. (Jó 1:21)

Por Edmilson Mendes

Num de seus livros, Spurgeon faz uma afirmação que algumas vezes consideramos linda, outras, assustadora. Diz ele: "As jóias de um cristão são as suas aflições". Das aflições uns saem melhores, outros saem piores e totalmente destruídos, daí minha percepção sobre aflições serem lindas ou assustadoras.

Jesus, sem rodeios, em João 16:33 faz uma certeira e inequívoca afirmação: No mundo tereis aflições. Notou o plural? Aflições. De todo tipo e intensidade, sem aviso prévio e nos períodos mais inesperados. Não dá para fugir. Estampar uma cara de feliz o tempo todo também não dá, ou seja, não dá para fingir. Sofremos. É inescapável que assim seja.

Para intensificar ainda mais as aflições, os sofrimentos que sofremos são acompanhados de injustiças. Pelo menos na maioria das vezes. Injustiças para as quais não encontramos nenhuma explicação. Até porque, se algo é injusto, já não resta nenhuma explicação satisfatória, apenas a dor do abuso, da exploração, da intimidação, da humilhação.

E por que as aflições são comparadas a jóias na opinião de Spurgeon? Vamos deixar ele mesmo responder. Num outro texto, veja o que ele diz sobre as aflições na vida do crente: "O melhor dos santos de Deus deve beber o fel; o mais precioso de seus filhos deve carregar a cruz". Nenhum cristão desfrutou perpétua prosperidade.
Deus nunca disse que a jornada seria fácil, mas ele disse que a chegada seria compensadora. (Max Lucado)
Talvez o Senhor tenha destinado a você, de início, uma vereda plana e desanuviada, porque você era fraco e tímido. Mas, agora que você está mais forte na vida espiritual, deve passar pelas experiências mais maduras e mais ásperas dos filhos adultos de Deus. Precisamos de ventos e tempestades para exercitar nossa fé, que arranquem o galho seco da autoconfiança e nos tornem mais firmemente enraizados em Cristo. O dia do mal revela-nos o valor de nossa gloriosa esperança.

Para mim, muitas vezes as aflições são incompreensíveis. Por que? Para que? Até quando? O que faço? Enfim, nada de resposta, apenas incompreensão. Uma coisa sei: isso é aflição. Insuportável muitas vezes.

Pela fé, e só pela fé, consigo me juntar a Jó: Bendito seja o nome do Senhor! Dando, tirando, curando, permitindo a dor, castigando, silenciando, revelando, multiplicando, subtraindo, não importa como seja, com ou sem compreensão, bendito seja o nome do Senhor!

Paz!


Fonte: Sou da Promessa compartilhado no PCamaral

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