quinta-feira, 11 de outubro de 2012

O Crente Cai Cai

Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas estas coisas que hão de acontecer, e de estar em pé diante do Filho do homem. (Lucas 21:36)

Por Edmilson Mendes

Os pedidos de socorro não param de chegar. Estou perplexo. São pedidos feitos por jovens, casais, consagrados, tanto novos como velhos na fé. É muita gente gemendo de dor, medo e fraqueza. Fecho os olhos e imagino a cena: Centenas encurralados num paredão enquanto apenas um, com uma metralhadora, vai fulminando a todos. Tudo lembrando o efeito dominó com um crente caindo após o outro.

As seduções, as armadilhas, as ciladas, as tentações, os erros, os pecados em que se cai são os mesmos a cada geração, drogas, sexo, dinheiro, poder, inveja, ódio, raiva, ciúme, traição. É incrível, histórias diferentes narram tragédias provocadas sempre pelos mesmos esquemas e situações.

Olho ao meu redor e percebo aumentar o número do crente cai-cai. A expressão cai-cai lembra antigas músicas e brincadeiras, e é por isso que a escolhi. As repetidas quedas pelos mesmos motivos através de pessoas, desculpas e interesses diferentes, acabaram por provocar mais deboche do que pena, dó ou compaixão.

O pecado para um bom número de pessoas virou farra, ficou engraçado mesmo sem ter a menor graça. Não será incomum você encontrar rodinhas de crentes fazendo piada por conta das intermináveis quedas do próximo. No lugar do choro, deboche. No lugar da oração, piada. No lugar de estender a mão para ajudar, um empurrão para afundar um pouco mais. Ou seja, a figura do cai-cai se tornou rotineira como rotineiro se tornou o pecado.

Uma citação de G. K. Chesterton facilita nossa compreensão: É sempre fácil cair, há um número infinito de ângulos que levam alguém a cair, mas apenas um que mantém de pé.

É fato. As variáveis para cairmos são muitas. E por vezes caímos, tornando-nos, nós mesmos, o crente cai-cai da vez, aí, a misericórdia que talvez não tivemos se voltará contra nós em forma de julgamentos e zombarias. O que em nada ajuda, só faz aumentar a zoação com os que são chamados de cai-cai, quando na verdade muitos são vítimas de fraquezas que carecem de ajuda, compreensão e perdão.

O manter-se em pé, no entanto, não oferece alternativas, somente andando nAquele que é o caminho, a verdade e a vida, o Senhor Jesus. E mesmo assim, andando com Jesus, vale, e vale muito, o conselho de Paulo: Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe que não caia. I Coríntios 10.12.

Paz!

Fonte: Cálice de Vida | Compartilhado no PCamaral

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