sábado, 30 de junho de 2012

Ombro amigo. Mais que palavras, isso precisa ser realidade na igreja.

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Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo. (Gl 6:2)

Ele pecou e nunca mais conseguiu se reerguer. Esta tem sido a história de muitos. História que seria outra, se as ajudas necessárias tivessem chegado em tempo hábil. Ainda é tempo de ajudar, para que muitas histórias sejam diferentes e melhores. Falhas podem ser transformadas em valiosos testemunhos daquilo que Deus pode fazer nas pessoas, e ele o faz por intermédio de seus filhos, pessoas que foram lavadas e purificadas pelo sangue de Cristo. Quando ajudar, como e a quem, bem como os requisitos para quem ajuda, são questões a serem tratas neste estudo.
COMPREENDENDO O MANDAMENTO DE DEUS
Legalistas infiltraram-se entre os cristãos da Galácia, ensinando questões que consistiam em fardos pesados sobre os outros (cf. At 15:10). Isso levou Paulo a escrever a estes irmãos sobre as verdades do cristianismo. No capítulo 6 da Carta aos Gálatas, o apóstolo dá orientações seguras sobre a ajuda aos que falharem e caírem em pecado. Diferentemente dos legalistas que se utilizavam das fraquezas do outro para se promoverem, Paulo mostra o quanto é “justo” e “santo” o cristão que não se porta com arrogância, mas com compaixão, humildade e amor genuíno, para ajudar aquele que caiu.
Precisamos ajudar os irmãos que caírem: O capítulo 6 começa assim: Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta. A palavra “surpreendido” tem, aqui, o sentido de colhido ou agarrado desprevenidamente. Refere-se àquelas situações inesperadas, quando o cristão é apanhado por uma situação pecaminosa ou por um elemento surpresa, sem condições de se defender, e logo se vê pisando fora do caminho. [1] Situações assim precisam de intervenção e, geralmente, são momentos difíceis para o irmão que sofreu o fato. Ele precisa de ajuda; porém, ajudar em tais circunstâncias não é fácil.
A carga a que Paulo se refere, em Gálatas 6:2, é o terrível peso da culpa que pressiona o cristão para baixo e o escraviza no pecado. [2] A tentação o pegou e, de imediato, outros cristãos precisam encontrar meios para restaurá-lo. Levar as cargas uns dos outros significa que o fardo que era apenas daquele que caiu, agora, passa a ser também dos outros irmãos, que conseguem olhar para este com misericórdia. Isso não é missão para uma pessoa, mas para a comunidade. Por isso, Paulo usa a figura do corpo para ilustrar a igreja (1 Co 12:12). O que afeta um membro torna-se responsabilidade de todos. O cristão tem responsabilidade, quando o outro peca, no sentido de fazer o possível para ajudá-lo a se levantar.
A igreja jamais deve ignorar a sua responsabilidade para com os faltosos. É questão de obediência à palavra de Deus. Levar as cargas uns dos outros é um mandamento cristão. E obedecer-lhe sempre traz bons resultados, pois, quando se trata um caso no momento certo e na forma correta, escândalos, dores, sofrimentos e mal-entendidos podem ser evitados. O mais importante é que pessoas podem ser restauradas para a glória de Deus. Vale dizer que o texto trata sobre os cristãos espirituais, e Paulo se inclui entre eles (Gl 5:25). Crentes espirituais são distinguidos pela evidência do fruto do Espírito em suas vidas (Gl 5:22-23). Estes estão de pé, firmes e vigilantes e, portanto, podem levar as cargas dos outros. Somente crentes maduros conseguirão lidar com pecados mais sérios, sem se prejudicar e esmorecer na fé (Lc 6:39,41-42).
Devemos ter o máximo de cuidados na ajuda aos que caírem: Nem todos estão aptos para ajudar os faltosos, razão pela qual Paulo se refere aos cuidados necessários para esse tipo de ajuda. Em primeiro lugar, é preciso ter maturidade cristã: Vós que sois espirituais (Gl 6:1). Nestas palavras, fica claro o contraste entre os crentes que obedecem à palavra de Deus e os que não lhe obedecem. Em segundo lugar, é preciso ter acompanhamento: Paulo declara: ... corrigi-o (Gl 6:1). No texto grego, o tempo está no presente, o que indica ação continuada, ou seja, ações persistentes, até a restauração da pessoa. Corrigir significa levar ou restaurar algo ou pessoa à posição anterior de pureza ou integridade.
Em terceiro lugar, é preciso ter ternura e humildade: ... com espírito de brandura (Gl 6:1). Inferiorizar o outro não ajudará, em nada, o processo de restauração. Quem se dispõe a ajudar, precisa ter consciência de que não é merecedor de tal honra e de que é apenas instrumento da graça de Deus. Paulo convida o crente a olhar para trás e relembrar de onde veio (Tt 3:3-5). Quem realmente entende que foi salvo exclusivamente pela graça de Deus, jamais se aproximará de outra pessoa (salva ou não), com arrogância, superioridade ou orgulho. [3] A ajuda aos fracos deve ser feita com genuína humildade.
Em quarto lugar, é preciso ter exame pessoal: Diz-nos o texto: guarda-te (Gl 6:1). É importante notar que, aqui, Paulo muda do plural para o singular, o autoexame tem que ser individual. O verbo grego skopeo indica consideração firme, como o atirador que contempla seu alvo, antes de dar o tiro. [4] Em quinto lugar, é preciso ter vigilância: ... para que não sejas também tentado (Gl 6:1). É fundamental cuidar-se, para não cair em armadilha, ao tentar ajudar. Sempre que possível, é bom ter mais de uma pessoa envolvida na restauração, porque a carne pode engendrar processos enganosos e atraentes, que se tornam verdadeiras armadilhas para quem está atuando no processo de restauração de um irmão.
Restauração é o objetivo principal da ajuda aos que caírem: É preciso ser cuidadoso e não ser muito rápido em julgar os outros. Quando se julga com rapidez, sem conhecer detalhes sobre os acontecimentos e sem conhecer as motivações de quem pecou, corre-se o risco de não se conseguir o resultado necessário, que é a restauração, e isto por falta de bondade, humildade, compaixão e mansidão, requisitos que, conforme as orientações de Paulo, são fundamentais na ajuda aos faltosos. Sem estes requisitos, é possível ter bons acertos na avaliação do pecado, mas poucos resultados positivos na restauração da pessoa em sua vida espiritual.
Apesar de todos os cuidados tomados, haverá situações em que o crente carnal não reagirá positivamente às abordagens. Em situação semelhante, Paulo deu aos seus leitores oportunidade de escolha: Que preferis? Irei a vós outros com vara ou com espírito de mansidão? (1 Co 4:21). Alguns estão envolvidos demais no pecado e não conseguem reagir; outros estão enganados, com a visão comprometida pelo pecado e não conseguem visualizar a necessidade de mudança, ainda que as abordagens sejam feitas com amor e humildade. A igreja não pode mudar o coração das pessoas, mas o seu papel é ajudar.
Ainda que os cuidados com a restauração dos faltosos sejam uma responsabilidade da igreja local, geralmente não há necessidade de envolver cada uma das pessoas da comunidade no processo, pois nem todas estão preparadas e nem todas foram afetadas. Por prudência, o aconselhável é que somente o corpo de conselho da igreja e as pessoas que foram afetadas sejam envolvidos, e mais ninguém. O problema deve ser tratado com amor compassivo e com maturidade cristã para ter solução. O verbo “corrigir” tem também o sentido de reparar, consertar. É quando um osso do corpo é fraturado e o médico age para que seja curado. Essa é a visão que devem ter todos os envolvidos no processo de restauração de faltosos.
APLICANDO E PRATICANDO A PALAVRA DE DEUS EM NOSSA VIDA
Devemos carregar os fardos dos outros com sensibilidade - Somente com sensibilidade será possível compreender o infrator e suas necessidades e também só assim se pode perceber e seguir as orientações do Espírito Santo, como fazem os crentes espirituais. A omissão e a indiferença são graves erros. Fazem com que o crente não entenda ou não se envolva com as necessidades dos outros. Neste momento, existem pessoas debatendo-se para não serem vencidas pelo pecado, pessoas com problemas familiares e problemas emocionais. Levar as cargas uns dos outros é colocar o ombro debaixo da carga que o outro está levando para aliviar-lhe o peso. Só quem tem um coração sensível pode fazer isso. Seus ombros estão sendo instrumentos de ajuda?
Devemos carregar os fardos dos outros com responsabilidade - Alguns se colocam a ajudar, até por causa da função que ocupam na igreja local. Contudo, aproveitam-se da ocasião em que o outro está fragilizado para ofendê-lo, sendo ríspidos e injuriosos; aproveitam o momento para ir à forra por alguma situação anterior. Nesses casos, boatos tornam-se mais importantes que fatos. Isso é horrível e pecaminoso! Foge completamente do objetivo bíblico de carregar as cargas dos fracos. A ajuda deverá sempre ser de natureza positiva e nunca negativa. Nunca pode ter o objetivo de prejudicar, mas sempre de ajudar o infrator. Sua ajuda tem sido como objetivo de aliviar as cargas do irmão ou oprimi-lo ainda mais? Pense sobre isso.
Devemos carregar os fardos dos outros com complacência - Quando levamos as cargas uns dos outros, cumprimos a lei de Cristo, que é o amor (Jo 13:34). Observe a ternura com que Cristo tratou a mulher adúltera (Jo 8:1-11); veja a compaixão dispensada por ele ao ladrão da cruz (Lc 23:43); note a misericórdia demonstrada por ele à mulher pecadora (Lc 7:36-50). O crente carnal geralmente é muito exigente com os outros e pouco ou nada exigente consigo mesmo; mas o crente espiritual exige muito de si e sabe ser complacente com os outros. Aquele que caiu no pecado é como o osso que foi fraturado. Colocar o osso no lugar e esperar que ele se calcifique pode ser um processo longo e doloroso. Você tem sido complacente e misericordioso com os irmãos que falharam? Você tem oferecido seus ombros para estes?
CONCLUSÃO
Ombro amigo. Mais que palavras, isso precisa ser realidade na igreja. Todos precisam de um ombro amigo e precisam também ser um ombro amigo. Ajudar os outros a carregar suas cargas é nobre, produz a experiência de se sentir útil, para que aquele “osso fraturado” seja colocado no lugar e se calcifique. Essa é uma tarefa a ser realizada por muitos ombros; uma missão que, quando bem cumprida, traz honra e glória ao Senhor da igreja, fortalece a unidade e a confiabilidade da igreja, aumenta o conforto e a fé nos seus membros, em especial, naqueles que falharam e experimentaram o poder restaurador do sangue de Cristo.
Que Deus nos ajude!

Bibliografia:
1. GUTHRIE, Donald. Gálatas: introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão e Vida Nova, 1988. Pág. 183
2. GETZ, Gene A. Um por todos, todos por um. Brasília: Palavra, 2006. Pág. 109
3. GETZ, Gene A. Um por todos, todos por um. Brasília: Palavra, 2006. Pág. 113
4. GUTHRIE, Donald. Gálatas: introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão e Vida Nova, 1988. Pág. 184

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Obrigado, Pai, pelo que NÃO me deu

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Regozijai-vos sempre. Orai sem cessar. Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco. (1 Tessalonicenses 5:16-18)

Texto de Mauricio Zagari publicado em seu blog pessoal APENAS

Quando você é convertido pelo Senhor, aprende a ser cristão imitando outros cristãos, da mesma maneira que uma criança aprende a falar: copiando os mais antigos. Por isso, aprendemos a orar do modo que ouvimos os outros orar. E, em nossos dias, a oração tem sido basicamente ególatra: eu, eu, eu e, por fim, eu. “Deus, o meu emprego, a minha casa, a minha família, a minha filha, o meu carro, a minha vida espiritual, o dom que eu quero receber, me dá, me dá, me dá, EU QUERO DE VOLTA O QUE É MEU!!!”. Perdemos o hábito de interceder. Orar pelos outros parece um negócio secundário na igreja egoísta em que vivemos. Por isso, sempre que agradecemos ao Pai é pelo que ganhamos, pela “bênção recebida”, pela “graça alcançada”, pela “MINHA VITÓRIA!!!”. E esquecemos de agradecer pelo que Deus NÃO nos deu.

“Ahn?! Como assim, Zágari?! Como é que vou agradecer pelo que NÃO recebi?”. Primeiro, meu irmão, minha irmã, porque é bíblico: Paulo nos ensina em 1 Tessalonicenses 5.18: “Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco“. E tudo é tudo, não é só naquilo em que fomos atendidos. O autor da carta aos Hebreus cita no capítulo 11 uma lista de homens e mulheres que são dignos de nota por sua fé, e acerca deles afirma: “Todos estes morreram na fé, sem ter obtido as promessas; vendo-as, porém, de longe, e saudando-as, e confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra“.

Uau. Repare que esses servos de Deus morreram sem obter as promessas. Ou seja: não as experimentaram em vida. E ainda assim foram elogiados. Se o autor aos Hebreus vivesse em nossos dias, possivelmente diria “Todos estes morreram sem fé, pois não obtiveram as promessas; vendo-as, porém, de longe, ficaram fulos da vida com Deus, pois decretaram a vitória, tomaram posse da bênção mas não receberam o que queriam e se esqueceram de que eram peregrinos sobre a terra”.

Certa vez voei de helicóptero sobre o Rio de Janeiro, cidade na qual, graças ao bom Deus, vivo há 40 anos. E me impressionei como, vista de cima, havia tantos e tantos lugares que eu não conhecia, nunca tinha reparado, passagens entre ruas, comunidades e casas escondidas… foi revelador. Deus vê as coisas assim, de um modo que não enxergamos. Por isso, muito do que pedimos não recebemos. “Deleita-te no Senhor e Ele satisfará os desejos do teu coração“, diz o salmista no Salmo 37.4, fazendo parecer que Deus nos dará tudo o que nós, seus filhos mimados, pedirmos. Mas nos esquecemos de continuar a leitura e ver alguns versículos à frente: “Mais vale o pouco do justo que a abundância de muitos ímpios“.

Se Deus te dá pouco, glorifique-o. Se Deus não te dá o que você pediu em oração, glorifique-o. Se Deus parece não escutar teus apelos, glorifique-o. Se pedes, buscas e bates e não recebes, glorifique-o. Você o tem e Ele te tem – quer mais do que isso? Se você não recebe o que pediu é porque Deus, de seu helicóptero de onisciência, enxerga o que você não enxerga. Vê o que há depois da curva. Por isso, faça como o homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal: quando sua oração não é atendida, prostre-se, adore o Altíssimo e diga: “Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei; o SENHOR o deu e o SENHOR o tomou; bendito seja o nome do SENHOR!“.

Peça. É bíblico. Jesus nos ensinou a fazê-lo no Pai Nosso. Mas peça sabendo que pode nunca ser atendido. E fique feliz por isso. Pois se você, que tem a visão do futuro e das circunstâncias limitadas, ora e o Pai não te concede, pode ser que seja Deus concedendo o que você pediu em outra oração sua: “Mas livra-nos do mal…“. E, principalmente, esta: “Faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu“. Queremos e solicitamos a Deus que faça Sua vontade – que é boa, perfeita e agradável – mas se Ele faz e ela contraria a nossa vontade nos chateamos. Ou seja: pedimos uma coisa mais excelente do que outra que pedimos depois. O Criador nos atende. E ficamos chateados. Quem nos entende?

Meu irmão, minha irmã, peça. Ore. Clame. Suplique. Mas se sua oração não for atendida, erga as mãos para o Céu, agradeça, adore a Deus e saiba que não recebeu o que pediu porque você tem um Pai que cuida de ti. Pois, afinal, como Paulo deixa muito claro em Romanos 8.28: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito“. Você ama a Deus? Foi chamado segundo o seu propósito? Então o fato de o Senhor não atender tua oração é a maior bênção que Ele poderia te dar. Seja grato. E ore, agradecido: “Obrigado, Pai, pelo que NÃO me deu”.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Fonte: Apenas compartilhado no PCamaral

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Morri na Cruz Por Ti

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"Morri na cruz por ti:
Morri pra te livrar!
Meu sangue, ali, verti,
E posso te salvar."

Coro
"Morri! morri na cruz por ti:
- Que fazes tu por mim?
Morri! morri na cruz por ti:
- Que fazes tu por mim?"

"Vivi assim por ti,
Em dor, em dissabor,
E tudo fiz aqui
Pra ser teu Salvador."

"Sofri na cruz por ti, -
A fim de te salvar.
A vida consegui,
Que tu irás gozar."

Eu trouxe a salvação,
Dos altos céus louvor.
É certo meu perdão,
É grande o meu amor!"


Harpa cristã

terça-feira, 26 de junho de 2012

O Que Devo Fazer Para Que Seja Salvo?

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"Confessei-te o meu pecado e a minha iniquidade não mais ocultei" (Salmo 32:5)

Por PCamaral

Há muitos anos, um aflito carcereiro fez a significativa pergunta: "Senhores, que devo fazer para que seja salvo?" (Atos 16:30). Hoje também, centenas e milhares desejam saber como obter a salvação. Qual foi a resposta de Paulo ao carcereiro? Gostaria você também de harmonizar sua vida com Deus, mas não sabe como e onde começar? Consultemos então a Bíblia para obter as informações necessárias.

1 - Creia em Deus e em Jesus Cristo - Este é o primeiro passo, pois está escrito em Hebreus 11:6. "Aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe e que Se torna galardoador dos que O buscam". Devemos crer que Deus existe, que Ele nos ama e quer dar-nos uma recompensa - a vida eterna. "Crê no Senhor Jesus, e serás salvo", foi a resposta de Paulo ao carcereiro em Atos 16:31.

Mas, dirá alguém: "Eu não tenho fé". "Como posso obter essa fé em Deus?". Vejamos o que o apostolo Paulo diz a esse respeito em Romanos 10:17 "E assim, a fé vem pela pregação e a pregação pela palavra de Cristo". A palavra de Cristo, como se acha na Bíblia, traz fé se a estudamos e a conservamos em nosso coração.

2 - Reconheça que é pecador - Em segundo lugar devo reconhecer minha culpa, reconhecer que sou pecador. "Porque todos pecaram e carecem da glória de Deus". (Romanos 3:23). Mas que é pecado? Pecado, conforme as Escrituras o definem, é "transgressão da lei". (I João 3:4). Bem, dirá você: "Eu não roubo, jamais matei alguém e nunca adulterei; amo a Deus e ao meu próximo; sempre fiz o bem; não sei que pecados poderia ter".

Se queremos conhecer a nossa verdadeira condição, devemos pedir ao Céu que nos abra os olhos da alma. O salmista escreveu: "Quem há que possa discernir as próprias faltas?". Salmos 19:12. E ainda: "Sonda-me, ó Deus e conhece o meu coração: prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno". (Salmo 139:23 e 24).

3 - Arrependa-se - Este passo conduz-me a uma mudança de rumo. O verdadeiro arrependimento consiste em tristeza pelo pecado e o abandono do mesmo. Esta tristeza é pelo pecado cometido, e não simplesmente pelo sofrimento ou castigo que o pecado possa fazer. O arrependimento que Deus quer consiste em sentir tristeza por havermos agido contrariamente aos princípios divinos, tristeza por havermos ofendido a Deus. Uma velha senhora escrava disse: "Arrependimento sincero nos faz sentir tanta tristeza pelo pecado, ao ponto de ficarmos envergonhados, nos fazendo abandonar de vez essa pratica que desagrada a Deus". "Agora me alegro ... porque fostes contristados para arrependimento". (II Coríntios 7:9)

Esaú sentiu tristeza quando percebeu que havia perdido seu direito de primogenitura, mas essa tristeza não o levou ao abandono do seu erro, o de considerar levianamente as coisas divinas. O mesmo se pode dizer da tristeza de Judas: desesperado pelas futuras conseqüências do seu hediondo crime, enforcou-se. Ele não sentiu tristeza pelo pecado que cometera, apenas sentiu medo das consequências desse pecado, foi um arrependimento falso. Que contraste com o arrependimento do apóstolo Pedro: "E saindo dali, chorou amargamente". (Mateus 26:75). Ele foi sincero, verdadeiro, pois sua vida posterior (após haver traído Seu Mestre) é uma prova disto, Não há salvação sem arrependimento. Jesus disse: "Se porém, não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis". (Lucas 13:3). Disse Pedro aos seus ouvintes no Pentecostes: "Arrependei-vos". (Atos 2:38).

Convicção não é arrependimento: Uma coisa é ser despertado às cinco da manhã, mas outra coisa é levantar-se. Arrependimento é absolutamente necessário. O motivo por que muitos vivem uma vida infeliz é porque não se arrependem. Levam uma vida de cristãos frios e indiferentes, e nunca experimentaram a paz de espírito de um sincero arrependimento. "Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos". (Salmo 32:3).

4 - Confesse -  O arrependimento não é genuíno se não houver disposição de confessar o pecado. A Escritura diz: "O que encobre as suas transgressões, jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia" (Provérbios 28:13). Aquele que esconde o seu pecado e o não confessa, nada alcança de Deus. A confissão nem sempre é fácil. É necessário coragem moral e humildade para admitirmos que erramos e confessar que pecamos. Mas, só assim alcançaremos perdão. A Escritura diz: "Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça" (I João 1:9). A confissão deve ser específica. Não é bastante dizer: Senhor, perdoa os meus pecados, num sentido geral. Evidentemente Deus espera que façamos menção de cada pecado, pelo menos dos pecados de que temos consciência. "Será, pois. que sendo culpado numa destas coisas, confessará aquilo em que pecou". (Levitico 5:5)

Vejamos o exemplo de Davi: "Confessei-te o meu pecado e a minha iniquidade não mais ocultei". (Salmo 32:5). Todos os nossos pecados e faltas devem ser confessados a Deus. Se ofendemos ou lesamos o próximo, devemos ir a ele primeiro e confessar-lhe nossa ofensa. "Confessei, pois, os vossos pecados uns aos outros, também vosso Pai celeste vos perdoará" (Mateus 6:14).

5 - Consagrar-se completamente a Deus - "Buscar-Me-eis, e Me achareis, quando Me buscardes de todo o vosso coração". (Jeremias 29:13) - "Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força". (Marcos 12:30).

O coração inteiro tem de render-se a Deus, do contrário não se poderá jamais operar a transformação pela qual é restaurada em nós a Sua semelhança. Os desejos e pensamentos devem ser postos em obediência à vontade de Cristo. Ele então transformará nossa vida: "Se alguém está em Cristo, é nova criatura; as cousas antigas já passaram; eis que se fizeram novas". (II Corintios 5:17). Então, que harmonia sentiremos! Não mais acordes desafinados, numa dissonância que faz chorar os anjos.

Um estranho entrou numa catedral da antiga Áustria, onde alguém, sem talento musical, procurava, com dificuldade, tocar uma peça ao órgão. Os acordes eram dissonantes, causando uma impressão desagradável. O estranho aproximou-se do órgão e com bondade pediu que lhe fosse permitido tocar. Mas o "organista" continuou tocando, sem lhe dar atenção. Como o estranho insistisse, o que estava tocando finalmente perguntou, indignado: - Mas quem é o senhor?" respondeu, então, o estranho: Jhon Sebastiam Bach. Envergonhado, o aprendiz desculpou-se e cedeu lugar ao grande mestre, a cujo toque a catedral se encheu de uma melodia quase celeste.

Por que não entregamos nossa vida ao Mestre dos mestres para que nela tire um hino de perfeito louvor? Irá Ele nos receber? Certamente! São Suas as palavras: "Vinde a mim todos, os que estais cansados o sobrecarregados e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas. Porque o Meu jugo é suave e o Meu fardo é leve". (Mateus 11:28-30).

Medite nestes simples palavras:

"Quando olho para os meus pecados, não vejo como possa ser salvo; mas quando olho para Jesus não vejo como poderei ficar perdido. num verdadeiro encantamento só posso exclamar: muito obrigado, meu querido Senhor Jesus, pois aceitando o seu convite de amor, encontrei o que mais necessitava... a minha salvação!”

Que Deus nos abençoe e guarde!

***

PCamaral

sábado, 23 de junho de 2012

Nestes últimos tempos, Deus continua falando conosco, por meio de Jesus Cristo.

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Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo. O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas; (Hebreus 1:1-3)

Em nenhuma outra carta ou livro da Bíblia, a obra de Cristo é tão enfatizada e destacada como em Hebreus. Quando lemos Hebreus do inicio ao fim, constatamos que, para o autor, Jesus é superior a tudo; ele é melhor. Logo no início, nos três primeiros versículos, o autor apresenta uma descrição sobre Cristo simplesmente fantástica. O que é dito nas frases deste pequeno trecho é “uma das declarações cristológicas mais completas do Novo Testamento”. [1]

Em Amós, é dito que o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem revelar aos seus servos, os profetas (Am 3:7). Nos primeiros versículos de sua carta, o autor de Hebreus menciona os profetas. Seu objetivo é mostrar que estes servos de Deus, tidos na mais alta consideração pelo povo judeu, eram menores do que Jesus Cristo, que é superior a todo e qualquer profeta. Como ficará evidenciado, Jesus é a “fonte, o centro e o fim de tudo o que Deus tem para dizer”. [2] No decorrer deste estudo, entenderemos isso mais claramente.

O nosso Deus é o Deus que fala

Apesar de ser uma carta, o autor de Hebreus não inicia seu texto como uma carta. Ele dispensa a saudação e vai direto à mensagem: No passado, por meio dos profetas, Deus falou aos pais muitas vezes e de muitas maneiras (Hb 1:1). O nosso Deus é um Deus que fala, isto é, um Deus que se revela. Se ele permanecesse em silêncio e “não tivesse falado, a raça humana teria perecido na escuridão do pecado e da ignorância. Para nossa felicidade, Deus escolheu falar”. [3] Falou no passado aos pais, uma referência à nação hebraica e seus antepassados.

Por meio dos profetas, Deus falou muitas vezes e de muitas maneiras (Hb 1:1). Cada profeta apresentou algum aspecto da vontade de Deus. Uns clamaram por justiça social; outros, por santidade; outros, por fidelidade a Deus; outros, ainda, se destacaram pelo seu anúncio do messias etc. Mas o fato é: Deus falou! Ele comunicou sua vontade aos seres humanos. E quem eram os profetas? Eram pessoas que falavam com autoridade e proclamavam as mensagens de Deus: Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo. (2 Pd 1:20-21). Não formulavam sua mensagem, mas eram inspirados pelo Espírito Santo.

A mensagem não nascia no desejo do profeta, mas vinha do próprio Deus. A Bíblia A Mensagem traduz esse versículo da seguinte forma: Passando por uma longa linha de profetas, Deus falou aos nossos antepassados séculos a fio. Infelizmente, nem sempre as pessoas davam crédito aos profetas, “e muito menos obedeciam aos seus ensinos. Muitas vezes, os profetas eram ridicularizados e rejeitados”. [4] O próprio Jesus mencionou as vezes em que Deus quis ajuntar o povo, mas este, além de recusá-lo, matou os profetas, apedrejou os que eram enviados por Deus (Mt 23:29,37).

Mesmo assim, Deus continuou falando ao seu povo. É interessante que o autor de Hebreus acrescenta que Deus falou muitas vezes e de muitas maneiras. Deus se revelou progressivamente, “pouco a pouco, primeiro para um profeta e então para outro”. [5] É importante dizer que ele se revelou aos seus instrumentos, mas respeitou suas limitações; não revelou mais do que eles podiam entender. Por isso, desde o primeiro versículo de sua carta, o autor de Hebreus deixa claro que existe algo a mais. No versículo seguinte, ele mostra que há uma mensagem que supera tudo o que havia sido revelado aos profetas, até então.

O Filho a revelação máxima de Deus

Depois de discorrer sobre Deus ter se revelado por meio de profetas, o autor de Hebreus escreve: ... nestes últimos dias, porém, ele nos falou pelo Filho, a quem designou herdeiro de todas as coisas e por meio de quem também fez o universo (Hb 1:2). Jesus Cristo é a revelação máxima de Deus. Toda revelação de Deus por intermédio dos profetas era incompleta. O soberano escolheu revelar-se a si mesmo de modo completo através de Jesus Cristo. A história “da revelação divina é uma história de progressão até Cristo, mas não há progressão além dele”. [6]

Há algumas informações relevantes neste texto de Hebreus 1:2.

Em primeiro lugar, sobre o tempo da revelação. Há um nítido contraste entre os versículos 1 e 2 sobre esta questão: “No passado (...) nestes últimos dias”. “No passado” diz respeito à era do Antigo Testamento, antes da vinda do Messias. Os “últimos dias”, mencionado pelo autor de Hebreus, iniciaram-se com a encarnação de Cristo e só terminarão com a sua segunda vinda. A era messiânica começou com Jesus. Neste tempo, que, inclusive, compreende o que estamos vivendo, Deus continua falando por meio de Jesus Cristo.

Em segundo lugar, precisamos tratar dos destinatários da revelação. Novamente, há um contraste interessante, nos versículos 1 e 2: “... falou aos pais (...) nos falou”. Deus se comunicou com as pessoas que viveram antes de Cristo, antes da cruz. Elas tiveram porções da revelação de Deus. Os que viveram depois da cruz, depois da encarnação de Jesus, continuam tendo a revelação da parte de Deus. Ele escolheu que fosse assim. Não foram apenas Abraão, Moisés, Elias etc. que puderam entender a vontade de Deus. Ele continua falando conosco, por intermédio de Jesus Cristo.

Em terceiro lugar, devemos mencionar a pessoa da revelação. O contraste, aqui, é entre “por meio dos profetas (...) pelo Filho”. Os profetas “eram simplesmente servos de Deus, mas Deus escolheu seu Filho como revelação suprema aos homens”. [7] Os profetas trouxeram a revelação de Deus “em parte”; Jesus a trouxe na totalidade. Por isso, de certa maneira, somos privilegiados. Tudo o que veio antes de Jesus era parcial e preparatório. Através dele, contudo, “Deus vem pessoalmente a nós. Em Cristo reside a plenitude de Deus. (...) Não é possível que Deus chegue mais perto de nós seres humanos do que chegou na pessoa de Jesus”. [8] Jesus é a perfeita e última revelação de Deus aos seres humanos. Por isso, quem não o recebe e não dá ouvidos a essa “fala” de Deus através do Filho, está perdido.

A exaltação do Filho

Conforme mencionado, a carta aos Hebreus destaca a superioridade de Cristo. Nos versículos 2b-3 do capítulo 1, temos sete informações gloriosas sobre Cristo. Em primeiro lugar, Jesus é herdeiro de todas as coisas. A ideia de herdeiro é a de que Jesus é o dono legítimo de tudo. O termo indica posse legal. Na verdade, nunca houve um tempo em que Jesus não fosse o dono de todas as coisas. Quando lemos que ele foi “designado”, devemos levar em conta que o escritor está apenas mencionando a realidade presente do decreto. Ele não diz nada sobre quando o filho foi decretado herdeiro, pois nunca houve um tempo em que ele não fosse herdeiro ou dono legítimo de todas as coisas. [9]

Em segundo lugar, Jesus é o criador do universo. Por meio dele foram criadas todas as coisas, inclusive o universo. O Filho estava presente na criação (cf. Jo 1:3; Cl 1:16). Em terceiro lugar, Jesus é o resplendor da glória de Deus. Assim como o sol irradia a sua luz sobre a terra, podemos ver Cristo como resplendor do brilho do Pai. Ele revela a majestade de Deus. É a imagem viva do Pai. É interessante que Paulo diz que as pessoas pecaram e carecem da “glória de Deus” (Rm 3:23). Jesus é a expressão exata dessa glória. As pessoas precisam dele. O autor de Hebreus, em quarto lugar, diz que Jesus é a representação exata do ser de Deus.

A palavra grega charakter, traduzida por “representação exata”, referia-se, na época do Novo Testamento, à marca que um carimbo deixava em um selo de cera ou moeda. A correspondência entre a impressão gravada e o carimbo era exata. [10] Assim é Jesus. Ele é o que Deus é, em seu caráter, natureza e essência. Ele é Deus. Jesus não é incompleto. Não há algo em falta na sua representação. Quem vê Jesus, vê Deus. Em quinto lugar, Jesus sustenta todas as coisas. O mundo não foi criado e, depois, abandonado. O Deus que o criou é o mesmo que o sustenta.

Em sexto lugar, Jesus é aquele que fez a purificação dos pecados. O ser humano tinha uma dívida com Deus, por causa do pecado. Não podíamos salvar a nós mesmos. Todavia, por meio de Jesus, recebemos o perdão dos pecados. A sua morte, na cruz, é o ápice da sua missão. Se ele não tivesse morrido por nós, não poderíamos ser perdoados e purificados. Não poderíamos ser justos aos olhos de Deus. Em sétimo lugar, Jesus está assentado à direita da Majestade nas alturas. Depois de sua morte, ele foi ressuscitado e ascenso aos céus. Foi exaltado e está assentado à direita de Deus. É Senhor “e segura todas as rédeas do acontecimento mundial em suas mãos misericordiosas, que foram perfuradas em nosso favor, e ele terá a última palavra no final da história”. [11] Amém!

Aplicando a Palavra de Deus em nossa vida

Dependa do sustento do Filho!

O que você faz, quando as coisas começam a dar errado em sua vida? Para onde corre, quando os seus planos se frustram e seus planejamentos vão por água abaixo? Sente medo, quando começa a ouvir nos noticiários ou jornais sobre catástrofes e guerras? Diante de tudo o que discorremos até aqui, acreditamos ter ficado bem claro o quanto Deus se importa com o ser humano. Ele sempre tem se revelado aos seus servos. E o ápice de sua revelação foi o Senhor Jesus. Ele é criador, dono legítimo e sustentador de todas as coisas. O Senhor Jesus segura as rédeas da história. Dependa de Cristo. Diante dos imprevistos, busque guarida nele. E creia: ele está e estará sempre no controle. No céu, há um trono que nunca fica vazio (Is 6:1; Hb 1:3).

Desfrute da benção do perdão oferecido pelo Filho!

O grande problema do ser humano é o pecado. Todos pecaram! Alegra-nos saber, através do autor de Hebreus, que Jesus fez a purificação dos pecados, isto é, sua “remoção” ou “limpeza”. Esta remoção foi realizada através do seu sacrifício. Na cruz ele perdoou os nossos pecados. Todos eles foram apagados. O texto diz que Jesus “fez” isso: havendo feito... No original temos uma só palavra, o verbo poiesámenos, que está num tempo grego que indica uma ação já consumada e completa. Todos que receberam a Cristo como Senhor e Salvador tiveram seus pecados definitivamente perdoados! Se você, que lê este texto, ainda não o recebeu, faça isso o quanto antes! Agora, para os que já entregaram sua vida a Jesus, não se esqueça: não precisamos mais viver aterrorizados, com pavor do passado, pois fomos lavados, santificados e justificados em nome do Senhor Jesus Cristo (1 Co 6:11). O Filho, que é a expressão exata do Pai, nos perdoou. Temos o nome limpo no céu. Desfrute desta bênção com alegria e responsabilidade.

Concluindo

Como vimos, Jesus é a representação exata do Pai. O que o Pai é, o Filho é. Portanto, continuemos olhando para Cristo. Além de criador, ele é nosso sustentador. Está assentado no trono e governa todas as coisas pelo seu poder. Perdoou-nos de maneira completa, e, por isso, não é necessária a repetição do seu sacrifício. É superior aos profetas e a todos os personagens bíblicos. Nestes últimos tempos, Deus continua falando conosco, por meio de Jesus Cristo. Nossa principal tarefa é viver de maneira obediente a essa revelação. Que assim seja.

Louvado e exaltado seja o nome do Senhor Jesus!


Bibliografia:

1. ARRINGTON, French; STRONSTAD, Roger. Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003. Pág. 1542
2. WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico Expositivo: Novo Testamento 2. Santo André: Geográfica, 2006. Pág. 361
3. ARRINGTON, French; STRONSTAD, Roger. Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003. Pág. 1541
4. HENRICHSEN, Walter A. Depois do Sacrifício: Estudo Prático da Carta aos Hebreus. São Paulo: Vida, 1985. Pág. 20
5. ARRINGTON, French; STRONSTAD, Roger. Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003. Pág. 1541
6. KISTEMAKER, Simon. Comentário do Novo Testamento: Hebreus. São Paulo: Cultura Cristã, 2003. Pág. 44
7. ARRINGTON, French; STRONSTAD, Roger. Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003. Pág. 1542
8. LAUBACH, Fritz. Carta aos Hebreus: Comentário Esperança. Curitiba: Esperança, 2000. Pág. 35
9. ARRINGTON, French; STRONSTAD, Roger. Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003. Pág. 1543
10. ARRINGTON, French; STRONSTAD, Roger. Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003. Pág. 1543
11. LAUBACH, Fritz. Carta aos Hebreus: Comentário Esperança. Curitiba: Esperança, 2000. Pág. 40


DEC
PCamaral

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Pregando como o diabo

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Por Russell D. Moore

Russell Moore
O diabo é um pregador. Do terceiro capítulo da Bíblia em diante, ele está abrindo a Palavra de Deus para as pessoas, procurando interpretá-la, aplicá-la, para oferecer um convite. A velha Serpente do Éden vai em direção à primeira mulher não como uma fumaça negra e símbolos ocultos, mas com a Palavra que ela recebeu do Deus dela – com a peculiar interpretação distorcida da serpente. Em todo o restante dos livros da Bíblia ele faz o mesmo, implicita ou explicitamente.

Em todo o Velho Testamento, ele prega a paz – assim como fazem os anjos de Belém – só que ele faz quando não há paz. Ele aponta a povo de Deus para os detalhes da adoração ordenada por Deus – sacrifícios, ofertas e dias de festa – apenas sem os preeminentes mandamentos de amor, justiça e misericórdia. Satanás até prega a Deus – sobre os próprios motivos necessários para um discipulado piedoso por parte dos servos de Deus.

No Novo Testamento, a ilusão satânica leva os escribas, fariseus, e saduceus a olhar atentamente e constantemente os textos bíblicos, mas esquecendo que eles apontam para Jesus Cristo. Eles chegam à conclusões que têm fundamentos parcialmente bíblicos – as mensagens do diabo são sempre expositivas; eles apenas evitam Jesus intencionalmente.
Assim, os escarnecedores se sentiram completamente a vontade perguntando como um homem que veio de Nazaré poderia ser o Messias, quando o Rei viria Belém. Eles se questionam como o Filho do Homem pôde ser crucificado quando a Bíblia diz que ele vive para sempre. Quando Jesus diz que aqueles que o seguem devem comer o seu corpo e beber o seu sangue, há uma pouca dúvida que o Inimigo estava lá para apontar para as multidões sobre a proibição de Levítico acerca do consumo de sangue humano. Quando a multidão inspirada por Satanás crucificou Jesus, eles fizeram isso apontando para textos bíblicos que falavam sobre a execução de blasfemadores e insurgentes (Deuteronômio 21).

Quando a Igreja primitiva extrapolou os limites de Jerusalém, Satanás está lá, com falsos ensinamentos, para pregar todos os tipos de coisas que parecem estar de acordo com a Palavra de Deus – da libertinagem ao legalismo passando por espiritualidade exacerbada e carnalidade. Ele nunca para de pregar.

Falsos ensinamentos são enfadonhos

Mas o diabo é enfadonho. Isso parece exatamente o contrário do seria verdade sobre Satanás. Pensamos no tentador – e em suas tentações – como sombriamente excitantes, tentadores, aparentemente irresistíveis.

Mas isso não é o que acontece. O falso ensinamento nas Escrituras – e nas igrejas de todos os tempos – é enfadonho. Leia as exposições dos conselheiros de Jó – e compare com a proclamação de Deus no final do livro de Jó. Leia o que Balaão foi pago para pregar comparado com o que ele anunciou através do poder do Espírito.

Pregação satânica é enfadonha porque o objetivo não é envolver as pessoas com a pregação. É deixar os “desejos da carne” em paz, para que os ouvintes possam continuar em seus cativeiros para o príncipe das potestades do ar.

Para alguns, sermões inertes são um sinônimo de piedade.

Afinal, o Apóstolo não nos adverte sobre “um discurso eloquente” (1 Coríntios 2:1)? Mas o tipo de retórica que Paulo está criticando aqui não é excitante – era a moda na época em que a retórica grega estava em todo lugar. Paulo não contrasta o discurso comprometido com o discurso inerte, mas a demonstração de habilidade humana com a “demonstração do Espírito e do Poder” (1 Coríntios 2.5). De fato, o que Paulo diz em sua mensagem é “Sabedoria de Deus, do mistério que estava oculto”(1 Co 2.7), a descoberta de um antigo mistério que revela o significado de tudo.

Jesus, muitas vezes, foi mal recebido – mas ele nunca cansava. Quando dele pregava, demônios gritavam, multidões ofegavam, e cultos, às vezes, terminam com tentativas de execução ao invés de apelos. Os profetas antes dele e os apóstolos depois dele eram assim também. Eles provocavam gritos de felicidade ou mandados de prisão, mas nunca incitavam bocejos.

Se pessoas perdidas não gostam de sua mensagem porque elas são hostis ao evangelho, você está no caminho certo. Mas se você está cansando o povo de Deus com a Palavra de Deus, alguma coisa está seriamente errada. Pode ser que você esteja pregando como o diabo, e nem sequer sabe disso.
Se você está cansando o povo de Deus com a Palavra, pode ser que esteja pregando como o diabo, e nem sabe disso.
Ouvir de Cristo não é enfadonho

Às vezes, pregadores aborrecem porque não entendem a natureza das Escrituras. A Bíblia, afinal, prende não somente o intelecto, mas também as afeições, a consciência, a imaginação. Por isso o cânon inclui histórias e parábolas, poesia e provérbios, cartas e visões. Sermões inertes muitas vezes traduzem a variedade cativante da Escritura em um tédio chato de um discurso acadêmico ou a chata banalidade de um manual de “como fazer”.

Então, se você se encontra traduzindo um salmo dentro da estrutura de uma epístola de Paulo antes de pregá-lo, você não está deixando a Escritura fazer o seu trabalho de fascinar o coração do povo. E você não entende o significado do texto – um significado que é mais do que um simples ajuntamento de ideias.

Nem mesmo a mais diretas e rigorosamente doutrinárias passagens da Escritura são apenas intelectuais. Os apóstolos são pregadores visuais. Paulo fala de arrancar os olhos (Gálatas 4.15) e de dar o seu corpo para ser queimado (1 Coríntios 13.3), e ele se compara a uma mãe que amamenta (1 Tessalonicenses 2.7). Tiago escreve de uma língua em chamas (Tiago 3.6) e de corações fartos como em dia de abate (Tiago 5.5).
A revelação bíblica está longe de ser enfadonha. É a mais excitante e envolvente história imaginável, e é por isso que é uma influência tão grande nos épicos, no teatro, na poesia e na música.

Pregadores que deveriam ter raiva desse tédio podem começar a ouvir o poder literário do texto. Isso significa, por exemplo, aprender a formar uma imaginação moral que pode ser inflamada pelas escrituras. Pelo bem da sua congregação, limite seu tempo de televisão e pare de navegar na Internet por horas a fio. Leia uma boa ficção e alguma poesia, e ouça o que as histórias têm a dizer – e assim, forme uma imaginação que reconhece estrutura, beleza, e coerência literária.

Confrontar o Diabo não é enfadonho

Alguns pregadores aborrecem porque entendem mal a natureza rebelde do homem. Sermões são chatos normalmente porque, no melhor dos casos, se baseiam em abstrações, o no pior deles, em clichês e chavões batidos. Ideias abstratas podem facilmente estar distantes do pecado do homem – e frases de efeito e slogans reciclados são familiares demais para intimidar. Satanás ama pregações assim, porque isso deixa a sua autoridade sobre a rebeldia humana livre de ameaças.

Isso é o que é frequentemente mal entendido sobre a pregação “coceira nos ouvidos” que o Apóstolo Paulo avisa a Timóteo (2 Timóteo 4:3). O que excita os ouvintes apóstatas é o ensino “para atender às suas próprias paixões”. Eles estão apaixonados por seu pecado, e os mitos que o suportam. Eles querem ensinamentos calmantes, monótonos e chatos – do tipo que os deixarão em paz.

Muitas vezes o pecado tem sido deixado em paz menos pelos pregadores que aprovam o pecado de púlpito do que pelos pregadores cujos sermões são tão vagos e abstratos que os ouvintes são capazes de se esquivar da força da proclamação. Como Saul que se convenceu que tinha conseguido o comando de Deus para destruir “todas” as propriedades dos Amalequitas (1 Samuel 15), todos nós estamos propensos a nos esquivarmos da natureza perspicaz da proclamação bíblica. Vagas abstrações não expõe a consciência. Não é o suficiente dizer, “Maridos, amem as suas esposas”; em vez disso, nós devemos apontar o que isso se parece, com a concreta aplicação, e o que isso não é.

Isso também significa que nós devemos reconhecer que nossa pregação é sempre subversiva. Toda palavra pregada é um subterfúgio na batalha espiritual contra o maligno. Devemos, então, ser como o Apóstolo Paulo, aprendendo a não ser “ignorantes em suas intenções” (2 Coríntios 2.11).

O Profeta Natã entende que as vagas abstrações não iriam expor a consciência do Rei Davi. Davi, afinal, sabe que adultério é errado; ele só acha que é justificado nisso, ou que não é adultério se o rei que o faz, ou milhares de outras possíveis desculpas. Natã ignora a auto-proteção de Davi fazendo-o concordar com o erro de um homem que rouba uma ovelha – e depois volta o holofote acusador para o monarca como agressor.
Jesus faz a mesma coisa. Ele mostra como seus ouvintes estão fugindo do texto – contraditando-os com a ideia de ser um irmão de um Samaritano, ou perguntando como demônios podem expulsar demônios, ou mostrando aos Saduceus que negavam a ressurreição como são ridículos quanto à ressurreição que não se enquadra sequer com a sua própria leitura de Moisés.

Os apóstolos dão continuidade a esse tipo de pregação. Pedro o amor de seus ouvintes pela aliança de Davi – e assinala que eles poderiam desenterrar o cadáver de Davi se quisessem, mostrando que as promessas pertenciam ao seu Maior Filho. Paulo mostrou aos Atenienses como eles realmente não acreditavam no que eles diziam que acreditavam sobre deuses desconhecidos e adoração a ídolos.

Rompendo as Fortalezas

A melhor maneira de despistar o maligno é antecipar como o poder dele procurará contrariar a sua pregação. É útil para mim, quando estou me preparando para pregar, pensar em todas as maneiras que o meu próprio coração tenta se esquivar da verdade do texto. Certa vez, quando estava estudando para pregar uma bem aventurança, percebi que estava tratando o texto exatamente como um liberal iria tratar uma passagem proibindo mulher no ministério pastoral: “Bem, não há como significar isso, o que parecer dizer, então…”

Quanto mais você conhece do seu povo, suas lutas e triunfos, e quanto mais você conhece da natureza humana, melhor você sabe como pregar sermões que podem romper as fortalezas e ganhar atenção. O que não garante que as pessoas vão gostar do que você vai dizer, mas isso ajuda a garantir que eles vão ouvir o que foi dito.
Da mesma forma, lembre-se que você está falando de Cristo. Há uma paixão e uma gravidade que deve vir com o fato de estar no lugar do Único ao qual foi concedida toda autoridade.

Um sermão de despejo de informação – com um PowerPoint esboçando pontos, sub-pontos, sub-sub-pontos – podem “seguramente” afastar as pessoas de Cristo. Um sermão que simplesmente reúne e regurgita o que você leu em comentários pode fazer da Palavra de Deus uma questão de cognição, não de submissão. Uma lista remendada de dicas para a vida podem fazer facilmente que seu povo ignore a Palavra, assim como eles ignoraram o plano de perder peso dos comerciais na televisão ou nas campanhas publicitárias de fio dental que eles vêem da cadeira do dentista

O diabo não se importa com sermões enfadonhos, contanto que você permita que ele pregue também. Ele não se importa que a Palavra seja ouvida, contanto que sejam os desejos que animem o povo. E ele não se importa que o evangelho avance, contanto que o povo de Deus ouça as acusações dele (e todas elas são expositivas e biblicamente baseadas!).

Mas se você agarra as pessoas com o drama do Evangelho de Cristo, se você choca eles para verem a antiga novidade da Palavra de Deus, então você terá uma insurreição demoníaca em suas mãos.

Você prega verso por verso do texto? Você faz bem. Os demônios pregam também – e eles são enfadonhos.

Traduzido por Marianna Brandão | iPródigo.com | Original aqui
Fonte: iPródigo.com compartilhado PCamaral

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Jesus também tinha parentes incrédulos

Um comentário:
Disseram-lhe, pois, seus irmãos: Sai daqui, e vai para a Judéia, para que também os teus discípulos vejam as obras que fazes. Porque não há ninguém que procure ser conhecido que faça coisa alguma em oculto. Se fazes estas coisas, manifesta-te ao mundo. Porque nem mesmo seus irmãos criam nele. (João 7:3-5)

Por Jon Bloom

Você, assim como eu, tem parentes que não creem em Jesus? Se sim, estamos em boa companhia. Jesus também tinha. E acho que a razão para isso ter acontecido é nos dar esperança.

De acordo com o apóstolo João, “nem os seus irmãos criam nele” (João 7.5). Isso é incrível. Aqueles que viveram com Jesus por 30 anos não o conheciam de verdade. Nenhum dos irmãos de Jesus é mencionado como um discípulo durante seu ministério pré-crucificação. Mas após sua ressurreição e ascensão, ali estão eles no cenáculo adorando-o como Deus (Atos 1.14). Por que eles não acreditavam? E o que os fez mudar? A Bíblia não responde a primeira pergunta, mas eu aposto que era difícil ter Jesus como irmão.


Primeiro, Jesus era inigualável em inteligência e sabedoria. Aos 12 anos, ele deixava os mestres no templo admirados (Lucas 2.42,47). Um irmão pecador, caído e com dons pode ser difícil de acompanhar. Imagine um irmão com dons e perfeito.

Segundo, o consistente e extraordinário caráter moral de Jesus deve ter tornado difícil e irritante ficar por perto dele. Seus irmãos deviam gradativamente ter uma autoconsciência melhor, cientes de sua própria pecaminosidade, de seus comportamentos e motivos egoístas, enquanto notavam que Jesus não exibia qualquer traço do gênero. Para pecadores, é difícil conviver com alguém assim.

Terceiro, Jesus era profunda e unicamente amado por Maria e José. Como seus pais poderiam não ter tratado-o de forma diferente? Eles sabiam que ele era o Senhor. Imagine a confiança extraordinária e a deferência a Jesus à medida que ele crescia. Sem dúvida os irmãos percebiam uma dimensão no relacionamento do irmão mais velho deles com seus pais que era diferente daquilo que eles experimentavam.
E quando contavam as histórias da família, era difícil igualar a história de uma estrela aparecendo no nascimento de seu irmão.

Jesus era superior aos seus irmãos em todas as categorias. Como alguém com uma natureza ativamente pecadora não ficar ressentido por ser apagado por um irmão-fenômeno? A familiaridade produz desprezo quando o orgulho governa o coração. Uma dor maior do que sabemos deveria estar por trás das palavras de Jesus: “Só em sua própria terra e em sua própria casa é que um profeta não tem honra” (Mateus 13.57).

Então, à medida que avaliamos o papel que nosso testemunho fraco e titubeante possui na incredulidade de nossos parentes, lembremo-nos de Jesus – nem mesmo um testemunho perfeito garante que nossos amados verão e abraçarão o evangelho. Devemos nos humilhar e nos arrepender quando pecamos. Mas lembremo-nos que o deus desse mundo e o pecado que habita no ser humano são os responsáveis por cegar a mente dos incrédulos (2 Coríntios 4.4).

A história dos irmãos de Jesus pode na verdade nos dar esperança pelos nossos amados. No momento em que os irmãos dele disseram que Jesus estava “fora de si” (Marcos 3.21), deve ter dado a impressão que provavelmente eles nunca se tornariam discípulos dele. Mas eles se tornaram! E não apenas seguidores, mas líderes e mártires da igreja primitiva.

O Deus que disse: “Das trevas resplandeça a luz”, brilhou no coração deles para dar a luz do conhecimento da glória de Deus na face do irmão deles, Jesus (2 Coríntios 4.6).

Portanto, ânimo! Não desista de orar por parentes que não creem. Não tome a resistência deles como a palavra final. Eles ainda podem crer e ser usados de maneira significativa no reino!

E enquanto eles resistem ou se eles aparentemente morreram sem crer, podemos confiá-los ao Juiz de toda a terra que será perfeitamente justo (Gênesis 18.25). Jesus não promete que todos os parentes, irmãos e filhos de um Cristão irão crer, mas promete, dolorosamente, que algumas famílias irão se dividir por causa dele (Mateus 10.34-39). Podemos confiar nele quando isso acontece.

É emocionante ouvir Tiago se referindo ao irmão dele como “nosso Senhor Jesus Cristo, o Senhor da glória” (Tiago 2.1). Você pode imaginar o que essa frase significou para Tiago? No passado, o Senhor da glória dormia do lado dele, comia na mesma mesa de jantar, brincava com seus amigos, falava com ele como irmão, suportou sua incredulidade, pagou a dívida do seu pecado e então o trouxe a fé.

Pode ter levado 20 a 30 anos de testemunho fiel e piedoso do Filho de Deus, mas o milagre aconteceu: seus irmãos creram.

Que o Senhor da glória conceda a mesma graça para os nossos amados que não creem.

Jon Bloom

Traduzido por Alex Daher | iPródigo.com | Original aqui

terça-feira, 19 de junho de 2012

Precisamos, como Cristo, aceitar e servir uns aos outros

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Portanto, acolhei-vos uns aos outros, como também Cristo nos acolheu para a glória de Deus. (Rm 15:7)
Em busca de uma conduta cristã mais correta, alguns irmãos criam regras extra-bíblicas para seguir e, infelizmente, passam a desprezar seus próprios companheiros de fé, considerando-se melhores ou mesmo julgando que os padrões daqueles sejam menos criteriosos que os seus. Os outros, por sua vez, julgam estes irmãos como legalistas ou radicais. Não há nada mais prejudicial à união do corpo de Cristo que este tipo de divisão interna, marcada por julgamentos e por uma falsa espiritualidade. Neste estudo abordaremos a importância da aceitação entre os irmãos a despeito de suas diferenças.
Para entendermos a razão de Paulo insistir com os irmãos que aceitassem uns aos outros, precisamos verificar o contexto em que tal orientação se encontra. Este assunto começou no capítulo 14, e, quando lemos o texto, vemos que os irmãos da igreja de Roma vinham discordando entre si por questões secundárias, ou seja, não referentes aos mandamentos. Ao longo do capítulo, Paulo procura exortar aos irmãos a que não criticassem ou julgassem seus companheiros na fé e conclui o ensinamento no texto destacado acima de Romanos 15, versículo 7. Veremos, então, a explicação para tal conselho do apóstolo.
Aceitar as diferenças. Este é o procedimento adequado: O texto básico diz: ... acolhei-vos uns aos outros. A palavra grega traduzida pelos verbos acolher, receber ou aceitar é proslambano e significa tomar como companheiro, receber em casa, conceder acesso ao coração, acolher em amizade. O acolhimento que Paulo ensina visa à unidade da igreja e à aceitação entre membros. Numa mesma comunidade cristã, sempre haverá diferenças entre os irmãos; entretanto, estas não devem ser relacionadas a doutrinas, ou seja, aquilo que Deus deixou claro como padrão. As diferenças normalmente estão relacionadas a tradições ou preferências pessoais. Este era o problema da igreja de Roma.
A igreja era composta por judeus e gentios convertidos a Jesus. Os judeus, os quais Paulo chama de fracos na fé, não compravam carne, porque seguidores de outras religiões ofereciam-nas aos seus ídolos e, depois, colocavam-nas à venda. Sendo assim, só se alimentavam de vegetais, pois criam que, se ingerissem carne consagrada, fariam participação na idolatria. Ainda queriam impor aos gentios a participação nas festas, feriados e jejuns. E os gentios, que são chamados de fortes na fé, sabiam que não havia problema em comer as carnes de animais limpos oferecidas, pois o ídolo em si não é nada. Isso não significa que os cristãos gentios iam ao templo pagão participar da mesa deles e comprar carnes. O fato é que, no mercado da cidade, a carne comercializada era oferecida aos ídolos primeiro, pois os comerciantes eram idólatras. Sobre as datas da tradição judaica, compreendiam que, com a morte de Cristo, estas perderam seu significado na cruz. A discussão não tem relação com a abstinência de carnes imundas de Levítico 11, nem com o sábado.
Havia desprezo de ambos os grupos devido à intolerância com os graus de maturidade espiritual. Paulo ensina que essas questões secundárias não deveriam ser motivo de brigas e julgamentos, mas insiste em que a falta de tolerância é considerada pecado, diante de Deus, pois ameaça a unidade. O ideal é que pessoas maduras na fé suportem as imaturas, compreendendo suas limitações e encorajando-as ao crescimento. As imaturas não devem julgar as maduras pelo seu procedimento. O conhecimento do forte leva à aceitação e não ao desprezo. [1] A responsabilidade é de ambas as partes, pois devem visar à união do corpo de Cristo. O verdadeiro amor implica aceitação. Quem aceita, preserva a comunhão. Assim como havia diferentes grupos entre os cristãos de Roma, hoje temos também, em nossas igrejas, grupos distintos, tais como: os jovens, os mais velhos, os mais tradicionais, os que gostam de orar mais etc. Isso pode gerar conflitos, diferença de opiniões e choque de preferências. A aceitação é a solução correta apontada pela Bíblia.
O padrão a ser seguido é Jesus Cristo, Ele é o modelo excelente: Precisamos ter em vista o modelo de aceitação, que é Jesus. A sequência do texto diz: ... como também Cristo nos acolheu. O motivo para aceitarmos o outro é que fomos aceitos primeiramente por Jesus. A palavra também indica que a aceitação deve ser feita justamente como Jesus fez. O livro de Romanos esclarece que todos são iguais, diante de Deus (Rm 10:12), e que Jesus doou a sua vida por todos, indistintamente, trazendo benefícios aos que o aceitam. Veio à terra prestar serviço; tomou o nosso lugar (Is 53:4-7; Jo 10:15); pagou o preço pelo pecado (Rm 6:23a); tornou-nos justos perante Deus (Rm 3:24-28); aceitou-nos em sua família, e nos conferiu a possibilidade de vida eterna (Rm 6:23b). Cristo não impôs condições para aceitar qualquer pessoa (Rm 5:6); não acolhe ninguém baseado em etnia, status, classe social ou sexo. Ele aceita incondicionalmente (Ef 2:8-9). [2] Não apenas nos tolerou, mas, pela graça, nos aceitou como somos; contudo, recusa-se a deixar-nos como estamos. Quando compreendemos isso, não podemos mais nos avaliar como melhores que nossos irmãos. Todos éramos pecadores; não tínhamos vantagens sobre outros irmãos. Se tivermos mais maturidade espiritual, isso irá nos conferir responsabilidade e não direitos. Precisamos, como Cristo, aceitar e servir uns aos outros (Fp 2:5-8).
Quando há lealdade a Cristo, nenhum outro padrão além da Bíblia é necessário. Quanto mais concordamos com Jesus, mais concordamos uns com os outros. Ele é o foco da nossa unidade. [3] Mesmo assim, haverá diferenças na igreja por questões de preferências que não ferem a doutrina, pois ter a mesma fé não significa que a igreja seja unânime em todos os detalhes. Neste caso, lembremos-nos do conselho de Paulo: ...aceitem uns aos outros (NTLH). Cada membro do corpo de Cristo tem sua importância (Rm 12:3-8). Nenhum deve ser tratado com menosprezo, mas com amor, respeito e tolerância. Não deve haver dissensões, favoritismos e julgamentos.
Tudo para a Glória de Deus, esta é a motivação correta: O texto se encerra desta forma: ... para a glória de Deus. A motivação que Paulo dá aos cristãos é a glorificação do único que merece tal honra e exaltação. A glória sempre será exclusiva de Deus. Portanto a busca da aceitação entre irmãos, e, consequentemente, a união da igreja nunca será para a exaltação pessoal de qualquer membro, mas somente de Deus. O mérito nunca é humano, mas divino. Todas as ações na igreja devem visar à glória de Deus, porque, se há outra intenção além desta, a motivação está errada e deve ser reavaliada.
Quando os irmãos se preocupam simplesmente com servir ao Senhor, passam a não se importar com questões não essenciais ao reino de Deus. [4] Se todos se ocupam da obra do Senhor, estarão dispostos a fazer juntos um bom trabalho para glorificar a Deus. Não haverá tempo para criticar as condutas dos irmãos, nem para questionar suas preferências. Os irmãos devem ser pacientes e amorosos com aqueles que estão em processo de crescimento espiritual. Aceitar implica buscar primeiramente os interesses do outro (Rm 15:1-2). As lutas travadas na igreja são contrárias ao modelo de aceitação e em nenhum aspecto glorificam a Deus; ao contrário, desagradam-no.
O que agrada a Deus é o culto que provém de corações unidos em amor (1 Jo 3:16, 18) e compaixão (Rm 12:15). [5] Um versículo antes do texto de Rm 15:7 usa a palavra concordemente, para referir-se ao modelo que glorifica a Deus. Essa palavra é a tradução de homothumadon (gr.), que nos ensina como deve ser a comunhão cristã que agrada a Deus. É um vocábulo composto pelas palavras impedir e em uníssono, que dão a ideia de um conjunto de notas diferentes que se harmonizam. Da mesma forma, a igreja, como vários instrumentos de uma só orquestra harmônica, é conduzida pelo Espírito Santo, de modo que pessoas diferentes se harmonizem. [6] Na igreja de Cristo, não deve haver lugar para racismo, preconceito ou discriminação. O povo de Deus é a união de diferentes. É uma unidade na diversidade (cf. 1 Co 12:12).
A igreja unida louva a Deus, dando bom testemunho, e os de fora enxergam isso. A ideia que Romanos 15:7 traz é que a aceitação deve ser prioridade na igreja de Cristo. Nenhum mandamento bíblico incentiva qualquer comportamento diferente deste. O que promove divisão é a natureza carnal e egocêntrica do homem. Jesus nunca incentivou brigas por tradições ou preferências; ao contrário, incentivou-nos a aceitar cada pessoa, tendo em vista que todos estão em processo de crescimento espiritual. O ideal de Deus para seu povo é a unidade, que não pode existir, sem, antes, haver aceitação. Afinal, que ações nos auxiliam a aceitar os outros?
APLICANDO A PALAVRA DE DEUS EM NOSSA VIDA
Para podermos aceitar o outro como ele é, precisamos reconhecer quem somos: Aprendemos que Jesus morreu por todos. Logo, não há pessoas melhores que outras. Todos eram maus (Rm 3:10,23). Sendo assim, devemos identificar nossas fraquezas ao invés de olhar somente para as dos outros. Lembre-se de que a natureza carnal é egocêntrica, ou seja, busca somente seus interesses, quer estar em evidência e fazer sobressair suas opiniões. Essa natureza não visa à aceitação dos irmãos; ao contrário, aponta-lhes os erros. Como cristãos em processo de amadurecimento espiritual, precisamos olhar mais nossas falhas e nos corrigir, pois, assim, olharemos com mais compaixão para os outros e aceitaremos as suas dificuldades (Ef 4:32).
Não julgue nem despreze ninguém: O problema da igreja de Roma não era heresia, mas tradições enraizadas no coração de alguns. Ali, os cristãos estavam se desentendendo por causa de opiniões pessoais e de questões periféricas. Com isso, julgavam e menosprezavam uns aos outros. Será que as coisas estão diferentes, em nossos dias? É lamentável, mas, ainda hoje, irmãos em Cristo brigam e se magoam com discussões sem sentido. Discutem por preferências musicais, por causa de opiniões pessoais deste ou daquele assunto, ou porque gostam mais deste ou daquele estilo de culto. E igrejas se dividem por essas razões. Querido estudante, se o seu irmão está falhando em algo crucial da fé cristã ou está desobedecendo a um dos mandamentos de Deus, exorte-o, como nos ensina a Bíblia. Contudo, por causa de opiniões pessoais e de questões periféricas, não julgue, nem despreze ninguém (Rm 2:1). Se, para você, o irmão está errado, que Deus o julgue. Não o receba como inferior a você; não brigue com ele, mas tenha paciência. Ore por ele e o aceite.
O objetivo principal é a edificação do Corpo de Cristo: Precisamos ter em vista que Deus nos confere maturidade espiritual para ajudar os outros irmãos. Não podemos viver de maneira egoísta, mas humilde e altruísta. [7] Devemos colocar os interesses do outro em primeiro lugar, como fez Jesus (Fp 2:5-11), e tomar cuidado com o favoritismo, pois é fácil aceitar alguém pelo que tem. Mas o que Deus quer é que aceitemos os que são diferentes de nós. Além disso, temos que dar suporte aos mais fracos na fé, a fim de que sejam edificados (Rm 15:2). Lembremos que, quando abrimos mão de algo que sabemos que não é errado para não ferir o outro, agradamos a Deus, pois nossa intenção é não fazer ninguém tropeçar.
CONCLUSÃO:
Todas as pessoas devem ser aceitas no corpo de Cristo, porque Deus amou a todas. Infelizmente, algumas igrejas travam batalhas por questões secundárias, que não afetam a santificação. Famílias brigam; grupos distintos se desentendem. Isso macula a comunhão da igreja e dá mau testemunho para os não crentes. Como aprendemos, temos de deixar as diferenças que não se referem a pecados de lado para que exista unidade. Isso é possível por meio da aceitação. Devemos aceitar os irmãos assim como Jesus nos aceitou para, juntos, glorificarmos a Deus. Isso é mandamento.
Que Deus nos ajude em todo o tempo!

Bibliografia:
1. LOPES, H. D. Romanos: o evangelho segundo Paulo. São Paulo: Hagnos, 2010. Pág. 458
2. GETZ, Gene A. Um por todos, todos por um. Brasília: Palavra, 2006. Pág. 61
3. STOTT, John R. W. A mensagem de Romanos. São Paulo: ABU, 2000. Pág. 449
4. WIERSBE, W. W. Comentário bíblico expositivo. Novo testamento, vol. 1. Santo André: Geográfica, 2006. Pág. 730
5. LOPES, H. D. Romanos: o evangelho segundo Paulo. São Paulo: Hagnos, 2010. Pág. 460
6. Biblioteca digital da Bíblia: Sistema de biblioteca digital Libronix. (2005).
7. LOPES, H. D. Romanos: o evangelho segundo Paulo. São Paulo: Hagnos, 2010. Pág. 459

DEC

domingo, 17 de junho de 2012

A Necessidade Urgente de União Entre os Membros do Corpo de Cristo

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Assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros (...). Então, tende o mesmo sentimento uns para com os outros. (Rm 12:5,16)
Do mesmo modo como o Pai está unido ao Filho e o Filho está unido ao Pai, os cristãos devem viver unidos entre si. Viver em união com os seus irmãos na fé constitui a melhor prova que o cristão pode dar de sua união com Deus. Esse foi o desejo expresso por Jesus em sua oração ao Pai: Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. O Mestre completa seu pedido, dizendo: Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade (Jo 17:21,23). É dessa união entre os fiéis que trata o estudo de hoje.
ENTENDENDO O MANDAMENTO
Com base nos ensinos de Cristo e dos apóstolos, trataremos a questão da união espiritual entre os cristãos. Antes de tudo, porém, cumpre-nos dizer que o viver em união constitui uma das mais importantes recomendações da palavra de Deus. O apóstolo Paulo, por exemplo, escreve aos Coríntios e solicita desses irmãos, em nome Jesus, que sejam unidos entre si. Ele diz: ... que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo sentido e em um mesmo parecer (1 Co 1:10). O cristão que ainda não aprendeu a viver em harmonia com seus irmãos de fé, ainda não entendeu a verdadeira essência do evangelho de Cristo.
Precisamos aprender a andar em unidade: Para tornar mais clara a questão da nossa unidade, temos a contribuição dada por Paulo, na comparação que fez entre a igreja e o conjunto de membros que formam o corpo humano. No corpo humano, como sabemos, cada membro tem a sua maneira própria de operar e nenhum pode dispensar a participação dos demais. Sobre isso, o apóstolo diz que, assim como, em um corpo, existem muitos membros e nem todos têm a mesma função, assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros (Rm 12:4-5).
Considerando a comparação feita entre a igreja de Cristo e o corpo humano, há algo que jamais podemos esquecer: cada membro desse corpo está de tal modo ligado aos demais que aquilo que acontece com um deles afeta, de alguma forma, os outros. A Bíblia afirma: Quando um membro sofre, todos os outros sofrem com ele; quando um membro é honrado, todos os outros se alegram com ele (1 Co 12:26 – NVI). Em virtude dessa dependência que há, entre os membros do corpo de Cristo, Paulo novamente sugere: Alegrai-vos com os que se alegram; e chorai com os que choram (Rm 12:15).
A frase anterior nos mostra que precisamos aprender a ter empatia, a ponto de sofrermos com os que sofrem e alegrar-nos com os que se alegram. Devemos nos importar e nos preocupar uns com os outros. Não estamos num campeonato dentro do corpo de Cristo (igreja), competindo para saber quem é o mais talentoso, o mais espiritual ou para saber quem é o maior ou o melhor. Somos companheiros e não concorrentes. Aos Efésios, Paulo recomendou vida cristã em união, dizendo: Façam todo o esforço para conservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz (Ef 4:3 – NVI). Isso porque a convivência dos irmãos em união é boa e agradável (cf. Sl 133:1).
O perigo de se destruir a unidade: O modo de tratamento dos membros da igreja de Cristo em relação aos outros pode fortalecer ou enfraquecer a unidade entre ambos. A atitude partidarista, por exemplo, uma vez adotada, pode destruir a comunhão, porque divide as pessoas entre si, colocando-as umas contra as outras, gerando contendas e desentendimentos. Esse tipo de atitude não pode existir entre os cristãos. Daí a recomendação do servo de Deus: Nada façais por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo (Fp 2:3).
Para que os irmãos vivam em união, é necessário, ainda, que cada um reconheça as virtudes que existem nos outros. Foi seguindo esta linha de pensamento que o apóstolo dos gentios escreveu aos filipenses as seguintes palavras: Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros (Fp 2:4). Quando subvalorizamos os outros e nos supervalorizamos, tornamo-nos egoístas, e o egoísmo leva-nos ao orgulho, que, por sua vez, pode determinar a ruína da unidade existente entre nós, igreja de Cristo. Precisamos ver e reconhecer as virtudes dos outros e evitarmos em nós qualquer sentimento de superioridade.
Além disso: não há unidade onde não há humildade! O humilde alegra-se com o bem-estar do outro e se entristece com a tristeza do outro. A partilha dos sentimentos fortalece a unidade. A palavra de Deus nos exorta: De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus (Fp 2:5-6). Se quisermos permanecer unidos, como Cristo deseja que sejamos, sigamos o exemplo do Mestre, que foi humilde por excelência. Todos nós somos iguais. Não devemos nos achar superiores, ao contrário, devemos nos ver inferiores aos demais irmãos. De outra forma, estaremos contribuindo para a destruição de nossa unidade.
Como preservar a unidade na igreja: A “unidade cristã” não é criada pelos cristãos, mas é produzida pelo Espírito Santo (cf. Ef 4:3). Portanto, é nosso dever preservá-la como algo indispensável à boa convivência entre os cristãos. O desejo que o apóstolo expressou, no tocante aos filipenses, ilustra o desejo de Deus em relação a todos nós. Paulo dizia: ... completem a minha alegria, tendo o mesmo modo de pensar, o mesmo amor, um só espírito e uma só atitude (Fp 2:1 e 2). Na carta aos Efésios, o mesmo Paulo ensina que essa preservação da unidade deve ser feita com toda diligência e amor (Ef 4:2-3), ou seja, precisamos trabalhar de maneira esforçada e amorosa pela integração da igreja.
Para conservarmos a unidade de pensamento entre os irmãos, precisamos cultivar, entre estes, uma boa relação de amizade. O apóstolo Pedro ensinou: Quanto ao mais, tenham todos o mesmo modo de pensar, sejam compassivos, amem-se fraternalmente, sejam misericordiosos e humildes. Não retribuam mal com mal, nem insulto com insulto (1 Pe 3:8-9 – NVI). Tiago, por sua vez, ensina que não devemos falar mal uns dos outros (Tg 4:11). Paulo também diz que não devemos mentir (Cl 3:9), nem invejar (Gl 5:26), nem odiar (Tt 3:3) uns aos outros. Ao contrário, devemos amar cordialmente uns aos outros com amor fraternal (Rm 12:10).
Em suma, a comunhão uns com os outros se desenvolve e prevalece através do esforço comum e da boa vontade de todos. A nossa maior prioridade deve ser cuidar de nosso irmão, e a do seu irmão deve ser cuidar de você. É assim que acontece com o corpo humano. Por exemplo: você, às vezes, gosta de um tipo de comida; todavia, o médico o proíbe de comê-la, por não ser boa para a sua saúde. Assim, você deixa de comer tal alimento. Por que você deixa de comer? Por causa da saúde do corpo! Imagine que você esteja com dor de cabeça. Você precisa tomar um analgésico. Então, as suas “mãos”, que não têm nada a ver com a sua dor de cabeça, se envolverão, levando o remédio até a boca, o que lhe produzirá o alívio. Isso quer dizer que um membro sofre pelo outro e trabalha em benefício de todo o corpo. [1]
Até aqui, tratamos sobre a necessidade de união entre os filhos de Deus. Vimos a comparação feita pelo apóstolo Paulo entre a igreja de Cristo e o corpo humano. Nesta comparação, ficou claro que, assim como no corpo humano, no corpo de Cristo, cada membro tem a sua maneira própria de operar. Só há regularidade no funcionamento geral da igreja quando cada um dos seus membros estiver operando em perfeita harmonia com os demais. Unir-nos uns aos outros é mandamento do Senhor. Por isso, no que depender de nós, devemos cultivar e preservar a unidade entre os irmãos.
APLICANDO A PALAVRA DE DEUS EM NOSSA VIDA
Não é saudável caminhar sozinho - Se “é melhor andar só, do que mal acompanhado”, muito melhor é andar bem acompanhado do que andar só. Foi isso que disse o sábio: Melhor é serem dois do que um. E ele explica a razão: ... porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só, pois caindo não haverá outro que o levante (Ec 4:9-11). Em nossa caminhada cristã, que tipo de companheiros temos sido? O que ajuda quem precisa ou o que precisa de ajuda? Biblicamente, cada um tem o dever de ajudar o outro.
Não podemos pensar que somos superiores - Em muitos casos, a comunhão da igreja é prejudicada em decorrência da falta de humildade. Há nela algumas pessoas que, por terem a seu favor uma maior experiência religiosa, por terem mais tempo de caminhada cristã, por serem financeiramente mais favorecidas, por serem intelectualmente mais esclarecidas, por serem socialmente mais bem relacionadas etc., julgam-se superioras às demais, chegando a demonstrar isso com gestos, palavras e atitudes. Essas coisas não deveriam existir entre os filhos de Deus, porque, segundo Jesus, não somos nem maiores e nem melhores do que ninguém. Todos nós somos iguais!
Não devemos provocar divisões na igreja - O apóstolo Paulo parece ter sido, entre os apóstolos, aquele que mais sofreu, em consequência das divisões entre os membros da igreja, no seu tempo. Para algumas delas, ele pediu com “rogos” que se mantivessem unidas (Rm 16:17; 1 Co 1:10; Fp 2:2). Em sua primeira carta aos Coríntios, ele diz textualmente: Para que não haja divisões no corpo; pelo contrário, cooperem os membros, com igual cuidado, em favor uns dos outros (1 Co 12:25). O cristão deve ser não só uma pessoa pacífica, mas também um pacificador, promovendo e incentivando a unidade e o bom relacionamento entre os irmãos.
CONCLUSÃO
Em todo este estudo tratamos sobre necessidade de união entre os irmãos. Na comparação feita entre os membros da igreja e os membros do corpo humano, ficou claro que Deus quer que, como irmãos que somos, vivamos em integração e dependência uns dos outros, assim como acontece com as diversas partes do corpo humano. Para que haja união entre os irmãos, é necessário também que haja humildade. Em matéria de humildade, nenhum exemplo pode ser comparado ao que Cristo nos deixou. Foi ele que, sendo Deus, fez-se homem. Fez de tudo para nos unir a ele e para nos unir uns aos outros, assim como ele está unido com o Pai.
Amém!

Bibliografia:
1. LOPES, Hernandes Dias. 1 Coríntios: Como resolver problemas na igreja. São Paulo: Hagnos, 2008. Págs. 236/237).

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sábado, 16 de junho de 2012

Por que idolatro pastores e artistas gospel

2 comentários:
Portanto, uma vez que Cristo sofreu corporalmente, armem-se também do mesmo pensamento, pois aquele que sofreu em seu corpo rompeu com o pecado, para que, no tempo que lhe resta, não viva mais para satisfazer os maus desejos humanos, mas sim para fazer a vontade de Deus. No passado vocês já gastaram tempo suficiente fazendo o que agrada aos pagãos. Naquele tempo vocês viviam em libertinagem, na sensualidade, nas bebedeiras, orgias e farras, e na idolatria repugnante. (1 Pedro 4:1-3)

Publicado originalmente no blog APENAS

Por Mauricio Zágari


É inegável o fenômeno que existe hoje em dia na Igreja brasileira da idolatria a certos pastores ou artistas. Os que os idolatram vão dizer que não, que apenas os admiram, tomam como exemplo ou coisa parecida. Mas se você for analisar a fundo o relacionamento de multidões com essas figuras verá que os idólatras de celebridades gospel têm uma coisa em comum: põem o objeto de sua idolatria acima do bem e do mal: não admitem que os critiquemos, não admitem que se discorde deles, se alguém fala algo contrário ao que os tais dizem seus fãs partem numa defesa altamente aguerrida de seus ídolos e aquilo que os ídolos dizem torna-se lei para eles. Então pode-se usar a semântica e jogos de palavras para se negar o fato, mas a verdade é que sim: esse comportamento denuncia o bom e velho pecado da idolatria. Só que praticado por cristãos no que se refere a outros seres humanos.

Tendo ficado claro isso, passamos à pergunta: por que existe essa idolatria? Vamos refletir um pouco sobre essa questão. Espero que ao final desse texto você possa olhar para dentro de si e, se for o caso, se perguntar “Afinal, por que idolatro pastores e artistas gospel?”. E, ao ver o absurdo bíblico que é isso, mude de comportamento e passe a enxergar tais pessoas pecadoras como elas são: pessoas pecadoras, como eu e você. E se identificar erros em seus ensinos, letras de música, comportamentos ou teologias, possa abandonar aquilo que transmitem e buscar a sã doutrina em outros arraiais.

A primeira explicação dessa idolatria é a mais triste de todas: falta de intimidade com Deus. Muitos começam a frequentar a igreja (convertidos ou achando que foram convertidos) e passam a cumprir a cartilha tradicional de comportamento cristão (vão aos cultos, ouvem só “música cristã”, usam jargões da igreja, assumem um visual de crentes, colam adesivos com versículos bíblicos no automóvel, entre outras coisas) e por isso acham que estão vivendo a fé em sua plenitude. Mas, infelizmente, apesar de cumprir todos esses itens, não têm intimidade com Deus. De fato não o conhecem. Conhecem superficialmente a Bíblia, a entendem puerilmente, pouco ou nada oram fora da igreja ou nas comunidades eclesiásticas que frequentam, não praticam disciplinas espirituais e, por isso, não desenvolveram um relacionamento íntimo com Jesus. Sua relação é superficial.

Com isso, por não conhecer Deus profundamente, praticam o que Freud chamou de “transferência”: transferem para certas pessoas a imagem que têm do que seria Deus em sua opinião. É comum isso acontecer com novos convertidos e seus pastores: os sacerdotes são vistos como o que há de mais divino. É por isso, por exemplo, que, quando um néscio vê um pastor num mau dia, se decepciona com a igreja e se desvia ou desigreja: não entende que o pastor não é Deus e que o Senhor não tem culpa se um sacerdote – tão humano como eu e você – o decepciona.

O mesmo ocorre com artistas. O irmão sem intimidade com Deus vê aquela pessoa no palco com toda a aparência de devoção, levantando as mãos, falando em tom de voz choroso entre as músicas frases feitas de louvor a Deus, clichês de “ministração” que sabem que dá certo, apertando os olhos…parecem estar em alfa. E pensam: “Esse aí é de Deus!”. Muitas e muitas vezes é apenas uma forma teatral de se apresentar, sem nenhuma devocionalidade real, mas o irmão sem intimidade com o Altíssimo aplica o processo inconsciente de transferência e passa a enxergar naquele cantor ou cantora o supra sumo do que seria a santidade. Passa a deificar tal pessoa. E aí já era: diga-se qualquer verdade desabonadora sobre tal celebridade que os olhos, ouvidos e coração do fã estarão blindados e lacrados para isso. Afinal, ninguém admite que se critique seus ídolos: sejam eles de gesso ou de carne e osso.

A segunda explicação é: a cultura de celebridades em que vivemos. Esse fenômeno é milenar. Muitos vinham de longe para estudar com Platão ou Aristóteles, na Grécia Antiga. Muitos eram fãs de seus gladiadores prediletos nas lutas do Coliseu. E assim foi, ao longo dos séculos, até que Hollywood soube explorar a tendência natural dos humanos em deificar outros para faturar seus milhões. A indústria do cinema, visando ao lucro, criou o chamado star system (algo como “sistema de astros”), que funciona muito bem, obrigado, até hoje. Tem como forma de agir promover atores e diretores para que o público se torne seus fãs e passe a assistir a um filme não pela história ou outra razão qualquer, mas apenas porque seu astro preferido está atuando. Você mesmo, quantas vezes não assistiu a um longa-mertragem porque “é o mais recente filme de George Clooney” ou “a nova produção de Steven Spielberg”?

E os cristãos não estão isentos disso, pois são humanos. Então têm a tendência natural de fidelizar-se a certos indivíduos. No meio artístico isso é visibilíssimo: basta você criticar a cantora que rasteja como um leão no palco ou que vai a programas de TV em emissoras anticristãs para vender mais CDs e logo multidões de fãs ardorosos daquela semideusa partirão com dentes e unhas afiados contra você, em defesa daquela que “afinal, está fazendo alguma coisa” ou que “prega o Evangelho a tempo e fora de tempo”. São tão cegos em sua idolatria que não conseguem nem ao menos cogitar que aquela diva pode muito bem estar fazendo aquilo só pra faturar uns bons trocados. Esse é um dos males da idolatria: ela cega os idólatras.

Com pastores e teólogos idem. É só você se tornar fã de uma dessas celebridades que não adianta nada alguém mostrar por A+B que o que ele ensina é heresia ou que suas motivações são mercadológicas ou escusas: o idólatra de pastores não te ouvirá. Em São Paulo há um pastor que usa mais poesia que Bíblia para pregar, que chamou os irmãos calvinistas de “malditos”, que rompeu com o movimento evangélico mas continua assinando seus artigos com um dos 5 solas dos evangélicos (Soli Deo Gloria), que afirma que Deus abriu mão de sua soberania e criou sua tresloucada Teologia Relacional, que elogia Rudolf Bultmann (teólogo que afirmou que a Bíblia é um aglomerado de mitos), que é a favor do casamento gay e que recentemente soltou a última pérola: Jesus não é o único caminho para o Céu. A vontade que dá é pedir pelo amor de Deus que alguém ponha uma silver tape em sua boca, de tão herege que ele se tornou, mas sua legião de seguidores idólatras o defende furiosamente (afinal ele fala de amor e é tão poético!) e estão cegos para as doutrinas de demônios que ensina.

Há o cavalheiro que coordena a pós-graduação de uma faculdade em São Paulo e que tuíta coisas tão lindas! Mas diz que Deus não controla forças da natureza, que isso é um conceito grego e não cristão, afinal o Evangelho “é relacional”. Meu Deus, quantos alunos esse homem não está estragando! Seu liberalismo teológico satânico vem influenciando os incautos da internet, que replicam furiosamente seus escritos heréticos. Soube que até a revista Cristianismo Hoje vai entrevistá-lo. Meus Deus…

Há o pastor que caiu em adultério, não se arrependeu, casou-se com uma terceira e obviamente não recebeu a bênção da Igreja por sua conduta – e começou a usar a web como seu púlpito principal, arrebanhando em especial os jovens que não viveram a sua época de ouro e não viram o que ele era e no que se tornou. E suas bobagens, como que não precisamos mais dar dízimo (algo que o sustentou muitos anos enquanto era pastor presbiteriano mas que agora que é um desigrejado condena, vingativamente), contaminam suas multidões de idólatras. Chama pastores sérios, homens de Deus, de “bundões” em seu programa de web, mas diz que ensina o caminho da graça. Sua postura, porém, é a coisa menos graciosa que há. Mas é o ídolo dos revoltados e dos desigrejados.

Há o herege mais terrível da TV evangélica, o telepastor com problemas graves de domínio próprio que em seu programa de TV grita, esbraveja, vende os produtos de sua editora e cospe em berros contra os que o criticam. Ensina a demoníaca, antibíblica e anticristã Teologia da Prosperidade. Mas tem batalhões de seguidores, que o idolatram cegamente, diga você o que diga. Promoveu a unção diabólica dos 900 reais, coisa que bastaria para afundar o ministério de qualquer pastor que tivesse seguidores pensantes, mas como é ídolo de massas que não pensam e se ajoelham perante qualquer absurdo que ele proponha, sai incólume de suas propostas bizarras e infernais. Resultado: a compra de um jato particular e passeios de limusine (fotos). Para o Reino de Deus? Nada. Outro dia fui a um casamento em uma igreja da denominação a que ele pertenceu antes de fundar a sua própria e ouvi de membros que ali estava sendo imitado o que ele faz pois, afinal, “dá certo”. Quase chorei quando escutei isso.

Há os mais conhecidos neopentecostais, com suas emissoras de TV, seus exorcismos, sua guerra por dizimistas e suas heresias. Mas sobre esses você já sabe tudo. Os mais conhecidos começaram a caminhada de fé numa igreja séria, a Igreja Cristã Nova Vida, e quando propuseram ao seu líder, Bispo Roberto McAlister, que os deixassem fazer na denominação um culto nos padrões dos que fazem hoje e ele não concordou abandonaram a denominação e fundaram sua própria igreja. Virou esse império do mal que é hoje – e ainda o pobre Bispo Roberto ficou conhecido, sem culpa, como o “pai dos neopentecostais”. Mas é um império com milhares de seguidores que dizem amém a qualquer campanha doida que seu ídolo bispo (ou missionário ou sei lá mais o quê) proponha. E seus clones estão seguindo pelo mesmo caminho.

Há outros de menor expressão, mas sempre sobrevivendo sob o mesmo conceito: idolatria de pessoas sem intimidade com Deus, entregues a um sistema que deifica homens e faz deles celebridades e, assim, enchem seus bolsos, destilam seu veneno herético e arrebentam homens e mulheres que tudo o que buscam… é o Evangelho simples de Jesus Cristo.

Sobre os artistas é até difícil falar. Tem o que saiu da sala da diretora da gravadora berrando palavrões porque não conseguiu o contrato como queria. Tem a ídola (não tem “bispa”? Então por favor permita-me inventar essa palavra) teen, que se atraca com músicos nas madrugadas de gravação de seus CDs “ungidos”. Tem a famosa cantora devassa que faz apelos de altar magníficos em seus shows. Tem os ministérios que se prostituem com empresas do mundo. Tem de tudo, meu irmão, minha irmã.

E o que mantém essa máquina funcionando? Idolatria.

Querido, querida, sei que você deve estar de queixo caído por coisas que escrevi aqui. E que caia. Porque a coisa está feia. Quando você diz no seminário em que dá aula há anos que a unção dos 900 reais é demoníaca e é repreendido pela direção da instituição por ter dito isso…é porque o sistema está falido mesmo, como diz Walter Mcalister no livro “O Fim de Uma Era”. Levantamos bezerros de ouro e amamos! Olhamos para homens de carne e osso, mulheres normais e achamos que eles são ungidíssimos, santíssimos e que veem Deus face a face. Mas mal sabemos nós a podridão dos bastidores.

Precisamos olhar para Deus. Olhe para Deus. Basta de ficar deificando homens. Basta dessa idolatria cega, que tem destruído vidas e afastado multidões do caminho da vida eterna. Não dê ouvidos a essas vozes que têm aparência de piedade mas por dentro são sepulcros caiados. Chega dos poetas. Chega dos artistas. Chega dos telepastores. Chega dos vaidosos, gananciosos e lobos em pele de cordeiro. Vamos voltar à simplicidade. Abandone a fama – e os famosos. Entenda, meu irmão, minha irmã: ser famoso não quer dizer absolutamente nada. Não torna biblicas as heresias que o famoso diz. Não torna suas ideias cristãs. Celebridade não é atestado de correção bíblica, de boas intenções ou de vida com Deus. Se fosse assim, todo participante do Big Brother Brasil seria o mais santo dos homens. Muitos famosos que falam lindamente sobre amor, a fé e a graça ensinam doutrinas tão demoníacas que chega a ser difícil crer que alguém que passou por um processo sólido de discipulado acredite em suas loucuras. Esqueça os outros. Olhe para a sua vida. Quem você idolatra? Que sacerdote famoso você não admite que critiquem? De quem são as ideias e teologias que você vive repetindo, retuitando ou compartilhando nas redes sociais? Que cantor ou cantora “gospel” você põe acima do bem e do mal? De quem são os shows que você “não pode perder”?

Conseguiu detectar? Agora, faça um favor a sua alma: esqueça essas pessoas… e olhe somente para a Cruz. Olhe para a Cruz e chore pelo estado calamitoso que vive a Igreja brasileira, cheia de ídolos e idólatras. Se você estiver entre os idólatras, irmão, irmã, comece a fugir dos bezerros de ouro e prostre-se aos pés do Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo. Com simplicidade, sem raio laser, sem púlpitos nababescos, sem máquina de fumaça, sem dançarinas no palco ou videocasts charmosos na Internet.

Pois tudo o que importa é um homem pregado numa Cruz, pingando sangue, dor e amor por você.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Fonte: APENAS compartilhado no PCamaral