sexta-feira, 31 de agosto de 2012

A Benção de Desligar-se

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"O sol sabe a hora de se por" (Sl 104.19)

Por Ricardo Barbosa

O sol sabe a hora de sair de cena. E, ao sair de cena, permite que aqueles por ele afetados também "se ponham". A luz e o calor do sol e a sua ausência marcam padrões diferenciados do nosso dia-a-dia.

Quando o sol aparece, as pessoas saem para o serviço e trabalham até a tarde. Quando o sol se põe as pessoas se desligam do trabalho e dos afazeres domésticos e descansam. Apenas as corujas e alguns animais selvagens 'trabalham' durante a noite, mas mesmo estes sabem a hora de se por. O que há de errado conosco quando não conseguimos nos desligar? Que prejuízo causamos a nós mesmos, aos nossos queridos e aos que estão ligados a nós no ambiente de trabalho quando não respeitamos estes padrões impostos pela natureza, por Deus?

Aqueles que estão à frente de ministérios, de organizações sociais ou de igrejas, muitas vezes, sofrem com a insônia, aquele tipo de insônia decorrente da preocupação com prazos, com tarefas a cumprir, com a falta de recursos, com o aumento das demandas por causa das histórias tristes de que se tornam conhecedores e coadjuvantes; por causa de problemas de relacionamento.

Corremos o risco de negligenciar o descanso físico e a calma espiritual, na prática ocupando um lugar que não é nosso. Cada noite de descanso é uma reafirmação de que Deus está no controle e de que somos simples cooperadores. O único remédio para este tipo de ansiedade, intranquilidade ou angústia é descansar em Deus, pois Ele “não nos chamou para sermos operários agitados do seu reino, mas para amá-lo e amar ao próximo de todo o coração.”

Fonte: Ultimato Online | compartilhado no PCamaral

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

O Pecado Imperdoável - “Este sou eu?”

2 comentários:
Se alguém proferir alguma palavra contra o Filho do Homem, ser-lhe-á isso perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será isso perdoado, nem neste mundo nem no porvir. (Mateus 12:32)


Por Edward T. Welch

Colocando todos os textos numa balança, a passagem que fala sobre o pecado imperdoável é a que consegue fazer-nos sentir mais culpa em toda a Bíblia.

Isso é suficiente para chamar a atenção tanto do libertino quanto do escrupuloso. Eu imagino quantos de nós preferem pular esta passagem. Como no assassinato de Kennedy ou no 11 de Setembro, nós conseguimos lembrar do dia em que nós encontramos essa passagem problemática pela primeira vez. A maioria de nós pôde seguir em frente e focar em outras partes mais suaves para a consciência na Bíblia. Mas sempre fica aquela pergunta toda vez que encontramos Mateus 12 - “Este sou eu?”.

Para outros, esta passagem se tornou uma coisa pegajosa, talvez uma assombração. O “Este sou eu?” deixou de ser uma pergunta para virar uma confissão, “Este sou eu.” Se houver qualquer dúvida, a simples leitura da passagem pode trazer um pensamento fugaz que diz algo desagradável sobre o Espírito Santo. Lá está, se você não tinha cometido o pecado imperdoável antes, você acabou de fazer isso agora. Claro, você não quis dizer isso – ou será que quis? Parece até com o resultado comum de “Não pense em elefantes cor-de-rosa.” O elefante aparece magicamente. De qualquer forma, o pensamento blasfemo emergiu e você se sente condenado. A lista daqueles que são assombrados por este medo é bem comprida.

O consolo oferecido por amigos bem-intencionados já é bem conhecido: se você pensa que cometeu o pecado imperdoável e se sente miserável a respeito disso, então você não cometeu. Já que você se sente mal a respeito disso, então você não é culpado desse pecado, portanto, não se preocupe. Apenas aqueles que não se importam é que são potencialmente culpados. Esta resposta realmente faz sentido no contexto maior da passagem. O problema é que ela funciona para aqueles que só ficam presos nesse texto temporariamente e provavelmente já seguiram em frente de qualquer forma. Para aqueles que estão profundamente atribulados, o conselho no mínimo precisa de mais substância. Então o que fazemos com essa passagem? Aqui há alguns recursos.

O contexto imediato da passagem - Os fariseus tinham acabado de testemunhar Jesus curando um homem possesso por um demônio que estava cego e mudo. Outros que testemunharam esta demonstração de poder tiveram uma resposta apropriada. “E toda a multidão se admirava e dizia: É este, porventura, o Filho de Davi? ” (12:23). Os fariseus, no entanto, continuavam com o coração endurecido, “Este não expele demônios senão pelo poder de Belzebu, maioral dos demônios.” Esta era a segunda vez que eles diziam algo assim (conforme Mateus 9:34). Sem dúvida, eles estavam comprometidos em seu desprezo por Jesus. O pecado imperdoável é claro: é blasfemar ou falar contra o Espírito Santo, e blasfêmia, nesta situação, significa atribuir o poder do Espírito Santo às obras de Satanás.

Então, se você quer dar o primeiro passo na aplicação desta passagem, leia a história do milagre de Jesus. Você acredita que Jesus conseguiu realizar o milagre por causa de uma associação com o próprio Satanás? Não preste atenção em dúvidas passageiras. Os fariseus não tinham dúvida. Você verdadeiramente acredita, de coração, que Jesus fez este milagre com o poder de Satanás? Não, você não acredita nisso. Uma pessoa que acreditasse nisto não estaria lendo nada a respeito do pecado imperdoável.

Isso é um início, mas ainda é uma passagem difícil de interpretar. Para podermos desenhar conclusões mais precisas desta passagem, eu vou juntar alguns princípios gerais que são ou óbvios nas Escrituras ou claros no próprio texto. Então, como faríamos com qualquer texto difícil, para conseguir mais ajuda eu vou considerar como o contexto maior, tanto no Evangelho de Mateus como na Bíblia em geral, dá suporte e refina estes princípios.

Primeiro, a passagem é a respeito dos líderes do povo. A Bíblia claramente coloca os líderes em um padrão diferente porque seus pecados têm consequências maiores. Moisés foi o primeiro exemplo de um líder levado a um padrão mais alto, e houve muitos exemplos depois dele (conforme Ezequiel 34 e Jeremias 23). Tiago escreve “Meus irmãos, não vos torneis, muitos de vós, mestres, sabendo que havemos de receber maior juízo.”(3:1). Se você não é um líder oficial de uma igreja, esta passagem não é primariamente direcionada a você.

Segundo, a passagem é sobre líderes de coração endurecido que não são tocados pelo que Jesus disse e estão determinados a minar seu ministério. Se você tem uma consciência (e você tem) você pode facilmente encontrar episódios de coração endurecido na sua vida, o que faz com que você novamente pense que esta passagem está falando sobre você. Mas o endurecimento de coração dos fariseus é agressivo. Ele inclui resistir à obra do Espírito (Atos 7:51), falar blasfêmias contra o Senhor e influenciar outros a fazerem o mesmo. Você não tem uma estratégia intencional de derrubar a fé de outras pessoas. Seus pensamentos condenatórios, no máximo, são temporários. Eles ficam presos na sua mente quando você preferia que eles simplesmente passassem.

A passagem, então, não está mesmo falando de você. Tudo o que Jesus disse é verdade, é claro, mas há muitas passagens que são endereçadas a pessoas específicas nas Escrituras que não são palavras de Deus para você em particular. Mas essa passagem ainda pode nos prender. A pergunta recorrente é esta: é possível que alguns pecados não possam ser perdoados? Esta é, de fato, A pergunta preocupante. Para respondê-la, vamos precisar considerar o contexto maior.

O contexto geral do Evangelho de Mateus - No Evangelho de Mateus, dois temas são relevantes para esta passagem: o conflito com os líderes judeus e o perdão de pecados. Quando se trata dos líderes, Mateus não tem nada de bom para dizer. No início, João Batista confronta os líderes como “raça de víboras” (3:7). A briga de João não era com todas as pessoas. Ele focava nos líderes. Mais tarde, Jesus novamente faz uma distinção entre os líderes e o povo. O povo era caracterizado como ovelha perdida (9:36), mas os líderes – os fariseus e saduceus – eram os pastores enganosos, opressivos e egoístas. Ao longo de Mateus, as linhas da batalha vão sendo desenhadas, e os líderes continuam firmes em sua oposição a Jesus. Sem exceção, todas as menções dos líderes em Mateus são negativas. O Evangelho de Mateus chega a uma conclusão com sete “ais” de Jesus direcionados aos líderes (23), as parábolas de Jesus, que são acusações veladas aos líderes (25), e o estratagema dos líderes para encobrir qualquer evidência da ressurreição (28:11-15).

Dada esta ênfase de Mateus neste antagonismo, você fica com a impressão de que uma pessoa comum não ficaria sob a carga do pecado imperdoável. Esta impressão se encaixa no conteúdo do Evangelho. A carga é contra os líderes que estavam firmemente engajados em sua blasfêmia e oposição. Eles não estavam lutando contra pensamentos passageiros a respeito de elefantes cor-de-rosa. Ao contrário, sua blasfêmia vinha com um pacote que incluía um comprometimento de todo o coração a levar as pessoas para longe de Jesus. De todo o coração. E antagonistas ‘de todo o coração’ não se importam com o que Jesus diz.

O outro tema relevante em Mateus é o perdão dos pecados. “e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles.” (1:21). É assim que começa o Evangelho. Em vez de dizer a um paralítico que ele estava curado, Jesus escolheu dizer “Seus pecados estão perdoados” (9:2). Desta forma ele proclamou que tinha autoridade para perdoar pecados. Mateus fecha seu Evangelho de uma forma parecida com a que começou. Imediatamente antes do Getsêmani, Jesus revelou o significado mais profundo da Páscoa quando disse “isto é o meu sangue, o sangue da aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados.” (26:28). Perdão de pecados é o coração do Evangelho de Mateus, como também é o coração das Escrituras. Não há nada de mesquinho na oferta de perdão que Jesus faz.

Quando você pede perdão, Deus perdoa. Isso é fundamental para o evangelho de Cristo. Então como esta clara verdade ajuda neste texto?

Jesus disse que haveria perdão para palavras ditas contra ele. Então porque ele diria que não haveria perdão para os pecados contra o Espírito? Parece que há algo de singular acontecendo aqui. Jesus normalmente não leva os insultos e acusações blasfemas pessoalmente (Lucas 23:33, 1 Pedro 2:23-24). Ele resolveu viver na dependência de seu Pai e do poder do Espírito (Lucas 4:14). Quando ele tomou uma posição, foi em nome do Pai (João 2:14-17) e, neste caso, em nome do Espírito Santo. Jesus estava consciente de que seus milagres eram uma consequência do poder do Espírito trabalhando nele (Lucas 5:17). Então, para ele, os Fariseus eram, em última instância, contrários ao Espírito.

Jesus estava mesmo dizendo “Vocês podem mexer comigo, ao menos neste momento da história, mas não é pra brincar nem com o Pai nem com o Espírito”? Ele estava dizendo pelo menos isso. Ele estava falando de blasfêmia persistente em vez de um momento blasfemo? Sim. Ele estava dizendo que, uma vez que os líderes não tinham nenhuma inclinação para pedir perdão, eles não receberiam perdão algum? Sim.

O contexto maior da Bíblia como um todo confirma estas direções, e nós descobrimos, como esperávamos, que as palavras de Jesus expressam o já bastante conhecido ensino do Antigo Testamento.

O contexto do restante das Escrituras - O precedente óbvio é o Faraó do Êxodo. Como os fariseus, ele viu sinais milagrosos do Senhor e se recusou a acreditar. Disse o SENHOR a Moisés: Quando voltares ao Egito, vê que faças diante de Faraó todos os milagres que te hei posto na mão; mas eu lhe endurecerei o coração, para que não deixe ir o povo. (Êxodo 4:21) Então, disseram os magos a Faraó: Isto é o dedo de Deus. Porém o coração de Faraó se endureceu, e não os ouviu, como o SENHOR tinha dito. (Êxodo 8:19) Endurecerei o coração de Faraó, para que os persiga, e serei glorificado em Faraó e em todo o seu exército; e saberão os egípcios que eu sou o SENHOR. (Êxodo 14:4)

A interação entre o Faraó endurecendo seu coração e Deus endurecendo o coração de Faraó tem mantido os intérpretes ocupados, mas pelo menos podemos dizer que o processo foi uma decisão mútua. Faraó não estava queimando de desejo de ouvir ao Senhor. Em vez disso, ele estava comprometido com a glória do Egito e os propósitos de Deus não serviam para ele.

Agora Jesus, o “Moisés” maior e verdadeiro libertador, veio com sinais milagrosos, e a história se repete. A dureza do coração de Faraó antecipou os corações dos Fariseus. Ele não queria deixar o povo livre de seu cativeiro; os Fariseus não queriam libertar o povo para a liberdade que Jesus estava dando. O opressor foi primeiro o Egito, depois Roma, mas ambos estavam prefigurando o cativeiro do pecado e da morte. Apesar da oposição, Deus vai libertar seu povo, e a resistência dos líderes a esta liberação vai apenas dar mais glória ao resgate efetuado por Deus. Nenhum poder humano pode conter o livramento final alcançado por Jesus. Esta é a verdadeira mensagem contida na interação entre Jesus e os Fariseus: Deus endurece os líderes de coração endurecido e liberta o povo. O exemplo foi no Egito; com Jesus é a coisa em si. Quando você localizar a si mesmo na passagem, localize-se entre os que são libertos.

Isso transforma completamente aquela nossa interpretação condenatória de “Este sou eu?”. Com esta história maior em vista, quando líderes endurecem seus corações e se distanciam do perdão dos pecados, e quando eles tentam influenciar outros a fazerem o mesmo, algo está prestes a acontecer. Estes eventos acontecem logo antes da glória de Deus ser mostrada para o mundo. Libertação está a caminho. A oposição dos fariseus é um sinal de que Deus está prestes a agir de forma decisiva.

Estamos agora no lado mais distante desta libertação. Jesus foi para a cruz e ressuscitou dos mortos. Agora não há hada que possa te manter longe do perdão dos pecados. A Ceia do Senhor, que nos assegura perdão dos pecados e plena comunhão com o próprio Deus, substitui a refeição da Páscoa. Alegria, e não condenação, é a ordem do dia. Ainda assim, esta libertação acontece no meio da história e não no final. No final, não haverá mais pecado, mas por enquanto, depois que Jesus foi para a cruz mas antes do retorno dele para dar um fim à injustíca, ao pecado e à morte, nós estamos todos familiarizados com o pecado. Para ser mais preciso, à medida que crescemos no conhecimento de Deus, nós vemos em nossas vidas mais pecados do que em qualquer outro tempo. O pecado pode não ser aparente em nossas ações externas, mas o Espírito Santo nos ajuda a ver que todas as nossas boas obras são, de fato, contaminadas com segundas intenções. Esta percepção pode não ser agradável no começo, mas ela não existe para nos levar ao desespero. Ao contrário, somente pecadores podem conhecer a beleza do perdão. Somente pecadores podem amar assim (Lucas 7:47)

Conclusões.

Junte todo este material, e nós podemos tirar estas conclusões.

1 - Os líderes do povo estão claramente em vista. Mateus não tem nada de bom para dizer sobre os líderes. A linguagem severa de seu Evangelho é sempre direcionada contra os líderes, não contra o povo. As pessoas comuns nunca foram os destinatários de tais castigos. Por exemplo, Pedro, quando não era ainda um líder, negou Jesus, o que certamente foi uma forma de blasfêmia, mas ele foi completamente perdoado. Em contraste, os fariseus não apenas endureceram seus corações, mas também tentaram liderar as pessoas para longe de Jesus. Uma coisa é se afastar de Jesus. Outra coisa é afastar as pessoas dele.

2 - O pecado imperdoável é “arrogante”. Ele não é o resultado de pensamentos intrusivos ou compulsivos que nós preferiríamos restringir ou apagar. Ele vem de um coração que despreza a Cristo tanto em palavras quanto em atos. Essa arrogância não é um pensamento passageiro. É um desafio firme e constante. Se você vacila na sua fé, mas não está ativamente levando as pessoas para longe de Cristo, esta passagem não está falando com você.

3 - Os fariseus são um sinal. Eles são os faraós do Novo Testamento e simbolizam a oposição do mundo às obras de Deus. No caso do Faraó, a narrativa diz que sua dureza não foi somente “imposta” nele pelo Senhor. Faraó estava mais do que disposto a endurecer seu próprio coração; e Deus cooperou dando a Faraó o que ele quis.

4 - Os fariseus são um aviso. É difícil identificar como se parece o pecado imperdoável hoje. Esta única interseção do ministério terreno de Jesus, milagres, e uma liderança judaica recalcitrante, torna uma aplicação pessoal desta passagem algo desafiador. Nós podemos aplicar a passagem a líderes da igreja que caíram em pecado, mas a maioria não leva outros intencionalmente ao mesmo pecado, e muitos se arrependem. Estes não se encaixariam no padrão do pecado imperdoável. O caso mais claro poderiam ser os teólogos e pregadores que negam a divindade de Jesus, seu sacrifício expiatório e ressurreição, e tentam influenciar outras pessoas a fazerem o mesmo. Uma aplicação é certeira. Os fariseus e outros líderes são sinais e avisos para nós. Receba o encorajamento do evangelho com frequência, e acredite na verdade das Escrituras.

5 - Deus perdoa aqueles que vão até ele. Onde quer que haja alguém se voltando para Cristo em arrependimento, sempre há perdão. Não há nenhum caso nas Escrituras de alguém que sentiu a tristeza segundo Deus e se arrependeu, mas não foi perdoado. Nenhum. Nem sequer um.

6 - Se você ainda luta com o medo de ter cometido o pecado imperdoável, deixe a sua igreja te ajudar. Se você fez uma profissão de fé pública, e se você continua contando com a aprovação da sua igreja, então leve o julgamento de sua igreja a sério. Deus trabalha por meio do seu povo. Se seus líderes conhecem você e não disciplinaram você, conforte-se sob a supervisão deles e acredite neles quando eles disserem que você não cometeu este pecado. Além disso, não se esqueça de tomar a Ceia do Senhor. A questão 81 do Catecismo de Heidelberg pergunta “Quem deve vir à mesa do Senhor? Aqueles que estão realmente descontentes consigo mesmo por causa de seus pecados.” Isso se aplica a você.



Traduzido por Daniel TC | iPródigo | Texto original aqui. | Compartilhado no PCamaral

domingo, 26 de agosto de 2012

Sexualidade Virtualidade Espiritualidade

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A terra está cheia de adúlteros, por causa da maldição a terra chora, e os pastos do deserto se secam, o caminho dos adúlteros é a maldade e a sua força injustiça. (Jeremias 23:10)

"A Bíblia declara que a terra está cheia de adúlteros, adúlteros, pessoas que tem transgredido a orientação de Deus no tocante a área da sexualidade. Quando Jesus amplia o conceito de adultério ele estava chegando a essência da vida humana e não apenas aos atos e a aparência. Um dia desses alguém escreveu na internet: quem nunca adulterou mentalmente? Qual de nós teria condições de erguer a mão e afirmar isto? Qual de nós? Quem de nós? Quem seria o primeiro justo a erguer sua mão?

Hoje nós vivemos um processo de declínio social tão profundo onde nós estamos vivendo e vendo com nossos próprios olhos a sodomização do mundo. Falta pouco para chegarmos a podridão que Sodoma e Gomorra viviam, falta pouco.

Satanás não precisa levar você ao adultério físico para fazer você perder o céu, se ele conseguir implantar o adultério mental em você ou o adultério virtual ele está tirando você do céu. Por isso que Romanos 12:2 diz que nós precisamos de uma reprogramação mental. Porque a nossa mente está podre e suja.

Tudo começa na mente humana. Todas a boas escolhas e a más escolhas começam na mente humana. A batalha entre o bem e o mal está aqui em nossa mente. Se os meus pensamentos forem puros os meus olhos serão puros as minhas atitudes serão puras (...)"

Por favor, querido leitor, não pare nesta frase. Eu te convido a assistir todo o vídeo abaixo. Não feche seus olhos para este problema que pode estar assolando até mesmo a sua igreja, e se você não for cristão, assolando a sua família agora.

Examinai tudo. Retende o bem. (1 Tessalonicenses 5:21)



2,5 bilhões de e-mails pornográficos são enviados por dia, todos os dias. 47% das crianças recebem mensagens pornográficas não desejadas. 9 anos é a idade média em que uma criança tem acesso pela primeira vez a pornografia na internet... Apesar de todo esse bombardeio é possível vencer a pornografia pelo poder de Deus.

Fonte: Semana Jovem 2012 - Sexo é o Casamento? | Compartilhado no PCamaral

sábado, 25 de agosto de 2012

Estamos Sempre à Procura de Algo Maior

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"... levantou-se e foi para seu pai ..." (Lucas 15:20)

Li uma história interessante sobre um gato que um dia decidiu sair de casa. Seus proprietários pensaram que nunca mais o veriam, mas oito anos depois, ouviram um barulho na porta e um gato entrou. Ele começou a miar como se fosse o dono do lugar... Com certeza, era o antigo gato. Como ele encontrou o caminho para sua casa, eu não sei. Mas ele tinha algum tipo de instinto natural.

Nós vemos esse instinto em muitos animais. Por exemplo, todos os anos em San Juan Capistrano, nos EUA, as andorinhas retornam. Milhares de turistas se reúnem para assistir isso acontecer. E apesar de o reino animal ter essa capacidade, ainda assim muitos seres humanos falham quando se trata de retornar ao Deus que um dia se esqueceram? Cada um de nós, em certo sentido, sente falta de casa, ou seja, do paraíso. Mas nós não sabemos o que isso significa. Tudo o que sabemos é que estamos sempre à procura de algo maior.

Talvez você definiu metas quando era jovem e disse: "Eu sei que vou ser feliz quando possuir uma casa e um carro, casar e ter filhos." Bem, agora você tem a casa, o carro, o cônjuge e os filhos. E então você diz: "Se eu tivesse uma casa maior, mais alguns filhos e dois carros, então eu seria feliz." Ainda falta algo.

A Bíblia diz que Deus colocou a eternidade em nossos corações (Eclesiastes 3:11), o que significa que dentro de nós há um sentido, há algo a mais, uma unidade espiritual. Por que? Porque você e eu fomos criados para conhecer a Deus. E como filhos pródigos, não seremos felizes enquanto não retornarmos à casa do Pai.

Fonte: Devocionais Diários

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Jeremias - A Missão Modelando a Vida do Profeta

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Assim veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta. Então disse eu: Ah, Senhor DEUS! Eis que não sei falar; porque ainda sou um menino. Mas o SENHOR me disse: Não digas: Eu sou um menino; porque a todos a quem eu te enviar, irás; e tudo quanto te mandar, falarás. Não temas diante deles; porque estou contigo para te livrar, diz o SENHOR. (Jeremias 1:4-8)

Por Sérgio Paulo Ribeiro Lyra

O estudo do livro do profeta Jeremias foi um dos que mais marcou a minha formação pastoral durante o tempo do seminário. Além de me deixar estimulado pelo profundo conhecimento de hebraico que o professor possuía, a mensagem ali revelada é empolgante. Mostra o soberano agir de Deus na vida de um de seus servos e como aquele profeta desempenhou adequadamente o seu ministério.

Jeremias exerceu seu ministério no período que antecedeu o cativeiro babilônico e se estendeu até alguns poucos anos depois da destruição de Jerusalém por Nabucodonosor. Porém, Jeremias não foi levado como escravo para a Babilônia. É importante registrar que, ao contrário do que muitos cristãos pensam, o livro de Jeremias não obedece a um registro cronológico. Um leitor desavisado pode cometer erros graves de interpretação, pois a primeira parte do livro é o resumo dos discursos e profecias do profeta, e a segunda parte apresenta as mesmas profecias e discursos inseridos nos fatos e episódios em que foram proferidos. Com o propósito de ajudar a leitura cronológica, oferecemos o quadro a seguir classificando os escritos segundo os reis de Judá:

Reinado de JosiasReinado de JeoaquimReinado de Zedequias
1.1-92.1-6.3011.1-8,18-23
17.19-27
12.1-6
22.10-12
22.1-9,13-237.1 a 8.326.1-24
18.1-23
19.1 a 20.18
13.1-17
25.1-38
36.1-32
45.1-5
35.1-19
14.1 a 15.21
16.1 a 17.18
9.2-26
10.17-25
11.9-17
12.7-17
22.24-3013.18-2724.1-10
29.1-32
27.1 a 28.17
23.9-40
23.1-8
10.1-16
21.1-14
34.1-7
37.1-10
34.8-22
37.11-21
38.1-28
39.15-18
32.1 a 33.25
39.1-14
40.1 a 41.18
30.1 a 31.40
42.1 a 44.30
Do capítulo 46 ao 51 encontramos as mensagens dirigidas as nações, e no capítulo 52 um resumo dos fatos históricos da queda de Jerusalém. Voltando a nossa atenção para a proposta de identificar o profeta Jeremias como um servo que soube adequadamente modelar sua vida para ser fiel a missão que recebera, destacamos cinco ações:

1. Deus mostra o campo ministerial e Jeremias aprende - Antes do início do seu ministério, Jeremias se deparou com o chamado vocacional. Ele deveria ter sido um sacerdote, mas o Senhor tinha outros planos. No seu chamado, ele aprendeu que não estava em condições de barganhar com Deus, nem mesmo quando o assunto era a sua própria vida (Jr 1.1-4). Também foi claramente exposta a importância que Deus dá ao que Ele ordena. A amendoeira era uma planta conhecida como a “vara de acordar”, pois é a primeira a colocar suas flores após o inverno. Daí o paralelo simbólico que o Senhor fez: “Viste bem, porque eu velo sobre a minha palavra para a cumprir” (Jr 1.11-12).

Fato marcante e digno de destaque é a quantidades de vezes que o próprio Deus utiliza cenas do cotidiano do povo para melhor se fazer compreendida a Sua Palavra, o que levou o profeta a aprender e também utilizar meios visuais contemporâneos nas suas pregações, tonando-as uma espécie de “sermão ilustrado”. Como exemplo, apresentamos: (1) O cinto enterrado na beira do rio - Jr 13; (2) Os vasos do oleiro – Jr 18; (3) A botija quebrada – Jr 19; (4) Os cestos de figos – Jr 24. Entretanto, em se tratando de ministério, Deus expôs ao profeta uma adequada compreensão da realidade do povo (Jr 2 a 5), afinal, o povo de Israel era o seu público alvo principal. O Senhor mostrou a Jeremias o seguinte: Deus é Deus de Seu povo, mas este se tornou infiel (cap 2); Deus exigirá responsabilidade individual (cap 3); Deus alerta contra os falsos pregadores (cap 4); A depravação de todos (cap 5).

2. O uso de mensagem ilustradas - Levou milênios para que a ciência médica viesse a descobrir que a visão é o sentido pelo qual o nosso cérebro recebe o maior número de informações e o meio mais efetivo para guardar informações. A visão de uma cena, uma paisagem e até mesmo uma fisionomia é fator de melhor e mais duradouro armazenamento de informações em nossa mente. Não foi sem propósito que Deus deu sinais e manifestações visuais ao seu povo. O profeta Jeremias entendeu e aprendeu não só a necessidade missionária de se fazer bem compreendido, mas também usou esses instrumentos no exercício de sua missão para fazer gravar a verdade. O melhor exemplo que podemos destacar são os canzis simbólicos (Jr 27 e 28). Obedecendo a ordem de Deus, Jeremias fez para si uma canga e tiras de couro que eram utilizadas nos bois para puxar carroças e as colocou em seu pescoço. Sua pregação ocorria no meio do povo e dizia que os israelitas deveriam se submeter ao julgo do rei da Babilônia, pois o Senhor havia determinado isto. Ele pregou assim na cidade por cinco meses (Jr 27.1 e 28.1). Foi quando o sacerdote Hananias lhe tirou a canga, a quebrou e fez uma mensagem profética contrária a pregação de Jeremias (Jr 28.10-11). O que fazer? Como contra-argumentar? O texto nos leva a entender que o profeta foi buscar orientação em Deus (Jr 28.12) e o próprio Deus ordenou outra forma visual: Agora a canga deveria ser de ferro (Jr 28.14).

Acredito que muitos meios visuais podem ser utilizados no nosso presente tempo para a pregação do evangelho e das verdades das Escrituras Sagradas. Eis o que proponho:

- O primeiro instrumento visual deve ser a vida pessoal e a vida familiar do pregador.
- Uso de ilustrações visuais reais e não apenas relatadas verbalmente durante a pregação. Por exemplo: (1) A mensagem do profeta Joel pode ser ensinada através de uma pequena planta e uma faca que vai impondo na planta os danos das pragas, à medida que a profecia é exposta; (2) Utilização de vídeos, testemunhos e até cenários como ilustração.
- O uso de instrumentos visuais criativos para evangelização tais como o “evangecube”, “a sua vida é uma folha de papel” e muitos outros (procure por “evangelização criativa” no Youtube).

3. Colocar a vida na missão - Desde o começo, Jeremias sabia que o chamado de Deus não era uma proposta para apenas uma área ou atividade de sua vida, mas um projeto para a vida como um todo. A missão ministerial do profeta não foi fácil. Ele recebeu de Deus instruções para denunciar a idolatria do povo, a corrupção dos sacerdotes, as mensagens falsas preferidas em nome de Deus e ainda que o Senhor destruiria a cidade de Jerusalém através do império babilônico. É fácil perceber que ele não foi uma pessoa que teve seus sermões elogiados. Acredito que denunciar o pecado é um dos ministérios mais árduos. Entretanto, se estamos consciente da missão para a qual fomos chamados, assim como Jeremias, nossa vida será moldada para obedecer a Deus e cumprir a missão. Colocar a vida na missão implica em não fazer a obra do Senhor relaxadamente (Jr 48.10). Por causa disso, e por sua fidelidade para com o Senhor, Jeremias viveu seus mais de quarenta anos ministeriais sem desfrutar de muito conforto, prestígio popular, reconhecimento religioso e várias vezes correu risco de morte (Jr 37.20; 38.6). Não defendo a ideia de que a vida missionária é sempre de sofrimentos e perdas. Todavia, o missionário que não estiver disposto a passar pelo sofrimento por amor a Cristo, não conhece a sua vocação. Seguir a Jesus é projeto de vida, e cumprir a missão é moldar a vida para obedecer ao chamado de Deus. Indago e me incluo: Quanto de nossa existência foi e está dedicada ao cumprimento da missão que o Deus Eterno nos deu?

4. Não desprezar o lugar da emoção - Alguns comentaristas chamam Jeremias de “o profeta chorão”. É verdade que ele, através do livro de Lamentações, chora e se entristece muito com o que estava para acontecer e com o que aconteceu com o seu próprio povo. Ele teve a oportunidade de presenciar o cumprimento de parte de suas mensagens proféticas. Considerando que seus sermões apontavam para o castigo de Deus, como vivenciar isto sem fazer as emoções aflorarem? Como ver pessoas sofridas, outras levadas escravas, milhares mortas e a cidade queimada e saqueada e o templo destruído (Jr 52) e não ser tomado pela emoção? Sim, ele chorou e lamentou a idolatria e desobediência do povo e de seus líderes e sentiu profunda tristeza ao viver o cumprimento do juízo divino sobre pecadores não arrependidos.

Lembro-me da história recente de uma missionária presbiteriana na Índia, que com sua emoção abriu uma porta para a evangelização. Ela presenciou a morte da vaca de sua vizinha, animal que era considerado sagrado e por isso fora criado dentro de casa. A senhora chorava incontrolável e desesperadamente dizendo: “meu deus morreu!” A missionária emocionou-se com o desespero e chorou junto com a senhora, mesmo sabendo que vaca não era deus algum. Após alguns dias, a senhora indiana procurou a missionária e disse: “o meu deus morreu e eu estou sem deus. Ouvi dizer que o seu Deus é eterno, Ele me aceita?”. A identificação emocional do profeta Jeremias com o seu povo mostra que ele foi sensível à desgraça da nação de Israel. Seus sermões não estavam cheios de repulsa e discriminação contra o povo, nem tão pouco buscavam exaltação da sua santidade de vida ou publicação de sua comunhão com o Senhor. Não há problema de chorar ou se emocionar quando se prega. Não é errado se deixar sentir a dureza do impacto do juízo de Deus na vida de algumas pessoas. No cumprimento da missão em nosso tempo, a igrejas e também as pessoas não cristãs, via de regra, estão abertas para quem delas se aproxima com empatia.

5. O lugar para a palavra de esperança - Deus nunca enviou seus servos para missões sem esperança. Mesmo sabedor que o Senhor traria o castigo sobre os israelitas, Jeremias também sabia que Deus era bondoso e misericordioso, e isto significava esperança. Nos capítulos 30 a 33 de Jeremias encontramos o “Livro da Esperança”. O Senhor anunciou a “restauração espiritual do seu povo” (30), a “Nova Aliança” (31 e 32), e o “retorno a Jerusalém” (33). Independente da situação, da desgraça gerada pelo pecado ou juízo que se imponha nessa vida, Deus sempre tem uma mensagem de convite ao arrependimento e de esperança. O servo missionário tem sempre uma mensagem divina de esperança firmada na graça bondosa do Senhor. Isto significa ter a visão missionária de Deus no meio de um mundo onde o pecado deixa suas marcas desastrosas nas pessoas e nas estruturas sociais, políticas e econômicas.

Jeremias foi um missionário contextualizado à sua cultura e povo. Entretanto, a sua principal característica ministerial foi a obediência a Deus e uma vida modelada para cumprir a missão e agradar ao Senhor, mesmo quando não agradava a si mesmo. O relato sagrado registra que o Senhor tomava conta do seu servo e respondia às suas orações (Jr 32; 39.11-12); relata que ele sofreu por ser fiel; registra que ele foi poupado do cativeiro; registra que o profeta moldou sua vida para servir a Deus até o fim.

Como somos carentes de missionários como Jeremias! Que o Senhor seja misericordioso e perdoe nossas distrações missionárias, os desvios não autorizados e as muitas vezes que moldamos a vida para nós mesmos.

___________
Sérgio Paulo Ribeiro Lyra é pastor e coordenador do Consórcio Presbiteriano para Ações Missionárias no Interior. Autor do livro “Cidades para a Glória de Deus” (Visão Mundial). É missiólogo e professor do Seminário Presbiteriano em Recife (PE).

Fonte: Ultimato Online | Compartilhado no PCamaral

Você “adicionaria” o apóstolo Paulo?

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Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos. (João 15:13)

Por Mike Pohlman

Precisamos de mais gente como Onesíforo na igreja de hoje. Ele é um desses personages bíblicos que são facilmente esquecidos por causa de nossa tendência a focar nos “gigantes” das Escrituras (por exemplo, Abraão, Moisés, Davi, Pedro, Paulo, etc).

Considere, por exemplo, o que aprendemos sobre Onesíforo em 2 Timóteo 1:15-18: Estás ciente de que todos os da Ásia me abandonaram; dentre eles cito Fígelo e Hermógenes. Conceda o Senhor misericórdia à casa de Onesíforo, porque, muitas vezes, me deu ânimo e nunca se envergonhou das minhas algemas; antes, tendo ele chegado a Roma, me procurou solicitamente até me encontrar. O Senhor lhe conceda, naquele Dia, achar misericórdia da parte do Senhor. E tu sabes, melhor do que eu, quantos serviços me prestou ele em Éfeso.

Três coisas sobre Onesíforo se destacam:

1. Quando todos os outros abandonaram Paulo, Onesíforo foi até ele. Onesíforo não era um daqueles que simplesmente “vão junto com a multidão”. Ele se arriscou ao ridículo, à zombaria e ao desprezo para realmente ir contra a corrente predominante da opinião popular sobre Paulo.

2. Onesíforo perseverou frente às dificuldades. Tantos de nós têm um grande idealismo – até que as coisas fiquem difíceis. Então, viramos as costas. Onesíforo não. Quando ele chegou em Roma e não conseguiu encontrar Paulo, o apóstolo fala da perseverança de Onesíforo: ” tendo ele chegado a Roma, me procurou solicitamente até me encontrar. Lindo.

3. Onesíforo se orgulhava de Paulo. Isso é muito maior do que simplesmente dizer “Onesíforo me deu ânimo”. Se Paulo só dissesse isso, poderíamos imaginar Onesíforo fazendo-o silenciosamente – talvez à noite quando ninguém pudesse ver. Teria Onesíforo entrado sorrateiramente na cela de Paulo quando ninguém estava olhando porque ele tinha vergonha de sua associação com Paulo? Não este amigo. Paulo, talvez com lágrimas, escreveu que Onesíforo “nunca se envergonhou das minhas algemas”. Onesíforo não ligava se as pessoas fofocavam ou murmuravam – ele estava orgulhoso da determinação de Paulo a sofrer por amor de Cristo.

O que capacitou Onesíforo a agir desta forma? O que faz alguém ser tão contra-cultural? Eu só posso concluir que Onesíforo estava tão consumido por seu amor por Jesus que ele agora era livre da aprovação das pessoas; livre do medo de desprezo; livre do fascínio do mundo; livre da indiferença. Onesíforo, pelo poder do Evangelho, era livre para amar.

O que eu vejo em Onesíforo é a incorporação de Gálatas 5:6, a saber, “a fé que atua pelo amor”. A fé que havia em Onesíforo tinha um impulso – e este impulso era o amor. E este amor não era fraco ou medroso ou egoísta de forma alguma.

Que Deus me ajude a amar assim.

Traduzido por Daniel TC | iPródigo | Texto original aqui | Compartilhado no PCamaral

Nota do tradutor: O título em inglês é 'Would You “Friend” the Apostle Paul'? onde o "Friend" (Amigo) refere-se a criar um vínculo na rede social Facebook.
Perde-se esta referência na tradução mais literal "Você seria amigo do Apóstolo Paulo".

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Isso é pecado

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Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos. E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro. Qualquer que comete pecado, também comete iniqüidade; porque o pecado é iniqüidade. (1 João 3:2-4)

Por Julian Freeman

Você já teve a experiência de ficar com a consciência inquieta? Não é culpa, porque você não tem certeza de que pecou, mas também não fica claro, porque você não tem certeza de que não pecou. É apenas inquietude.

Você já tentou identificar o pecado em sua vida, de modo a confessá-lo a Deus ou aos outros? Você já considerou se uma ação específica é algo do qual você precisa se arrepender, ou tudo é aceitável? Você já tentou contestar alguém amorosamente em algo que parece errado na vida dela, mas não foi capaz de apontar para onde realmente estava o problema?

Estou convencido de que em muitas vezes que falta clareza nas nossas conversas e em orações sobre o pecado, é porque não estamos nos esforçando para pensar em categorias bíblicas. Há muitos anos, alguém me desafiou a tentar manter minhas conversas sobre pecado atadas às palavras bíblicas. Dessa maneira, podemos falar sobre pecado como pecado… e, se alguma coisa não é pecado, então devemos lidar com ela no campo da preferência ou simplesmente liberdade.

Para ver o que o Novo Testamento chama de “pecado”, confira as seguintes passagens. Essas são algumas das que são comumente chamadas de “listas de pecado” do Novo Testamento.

Marcos 7.21-22; Romanos 13.8-14; 1 Coríntios 5.9-11; 1 Coríntios 6.9-10; Gálatas 5.19-2; Efésios 4.25-31; Efésios 5.3-5; Colossenses 3.5-9; 1 Timóteo 1.8-11; 2 Timóteo 3.1-5; Apocalipse 9.20-21; Apocalipse 21.8; Apocalipse 21.17

Eu achei útil classificar os vários pecados nos tipos: “Coração”, “Boca”, e “Corpo”. Curiosamente, quando os autores do NT falam sobre pecado, eles estão geralmente falando sobre o seu coração, até mesmo antes de suas palavras ou ações.

Pecados do coraçãoPecados da bocaPecados do corpo
Pensamentos maldososEnganação\MentiraImoralidade sexual
Cobiça\CiúmeCalúniaRoubo
PerversidadeBrigas (no sentido de discussão)Assassinato
LuxúriaRixasAdultério
Inveja\GanânciaDissensõesOrgias
Orgulho\ArrogânciaDiscórdiaEmbriaguez
ToliceInsultosFeitiçaria
ImpurezaConversas tolasAtaques de raiva
IdolatriaConversas corruptasEnganação
InimizadeBrincadeira rude\ conversas obscenasHomossexualidade
RivalidadesPerda de domínio próprioComportamento abusivo
MurmurarBrutalidade
Amargura\iraPerda de domínio próprio
Vociferar\gritar
Malícia
Paixão mundana
Desejo maligno
Amor próprio
Amor ao dinheiro
Não amar a Deus
Amar os prazeres, não Deus
Desobediência aos pais
Ingratidão
Ser insaciável
Crueldade
Ser traidor
Ser imprudente
Adoração a ídolos e a demônios
Ser covarde
Ser incrédulo
Perda do domínio próprio


Assim, minha sugestão é essa: procure saber sobre esses pecados, então você poderá ficar atento em relação a eles em sua própria vida. Use essas palavras para confessar seus pecados a Deus e aos outros. Use essa lista de pecados para ajudar a aliviar ou agir de acordo com os sinais da sua consciência. E use essas palavras que descrevem pecados em suas conversas com os outros, você poderá servi-los ajudando-os a pensar mais em categorias bíblicas também.

Traduzido por Fernanda Vilela | iPródigo.com | Original aqui | Compartilhado no PCamaral e no Hospital da Alma.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

O pecado é uma doença mortal.

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Texto publicado em Palavra da Verdade com o titulo Evangelização, a urgência de uma tarefa

Por Hernandes Dias Lopes

Jesus concluiu sua obra na cruz. Triunfou sobre o diabo e suas hostes e levou sobre si os nossos pecados. Agora, comissiona sua igreja a levar essa mensagem ao mundo inteiro. O projeto de Deus é o evangelho todo, por toda a igreja, a toda criatura, em todo o mundo. Três verdades devem ser destacadas sobre a evangelização.

1. A evangelização é ordem de Deus. O mesmo Deus que nos alcançou com a salvação, comissiona-nos a proclamar a salvação pela graça mediante a fé em Cristo. Todo alcançado é um enviado. Deus nos salvou do mundo e nos envia de volta ao mundo, como embaixadores do seu reino. Jesus disse para seus discípulos que assim como o Pai o havia enviado, também os enviava ao mundo. Isso fala tanto de estratégia como de ação. Jesus não trovejou do céu palavras de salvação; ele desceu até nós. A Palavra se fez carne; o Verbo de Deus vestiu pele humana. A evangelização não é uma tarefa centrípeta, para dentro; mas centrífuga, para fora. Não são os pecadores que vêm à igreja, mas é a igreja que vai aos pecadores. Deus tirou a igreja do mundo (no sentido ético) e a enviou de volta ao mundo (no sentido geográfico). Não podemos nos esconder, confortavelmente, dentro dos nossos templos. Precisamos sair e ir lá fora, onde os pecadores estão. Jesus, antes de voltar ao céu e derramar seu Espírito, deu a grande comissão aos seus discípulos. Essa grande comissão está registrada nos quatro evangelhos e também no livro de Atos. Não evangelizar é um pecado de negligência e omissão. Na verdade, é uma conspiração contra uma ordem expressa de Deus.

2. A evangelização é tarefa da igreja. Nenhuma outra entidade na terra tem competência e autoridade para evangelizar, exceto a igreja. A igreja é o método de Deus. Não podemos nos calar nem nos omitir. Se o ímpio morrer na sua impiedade, sem ouvir o evangelho, Deus vai requer de nós, o sangue desse ímpio. Em 1963, quando John Kennedy foi assassinado em Dalas, no Texas, em doze horas, a metade do mundo ficou sabendo de sua morte. Jesus Cristo, o Filho de Deus, morreu na cruz, pelos nossos pecados, há dois mil anos e, ainda, quase a metade do mundo, não sabe dessa boa notícia. O que nos falta não é comissionamento, mas obediência. O que nos falta não é conhecimento, mas paixão. O que nos falta não é método, mas disposição. Encontramos o Messias, e não temos anunciado isso às outras pessoas. Encontramos o Caminho e não temos avisado isso aos perdidos. Encontramos o Salvador e não proclamamos isso aos pecadores. Encontramos a vida eterna e não temos espalhado essa maior notícia aos que estão mortos em seus delitos e pecados. Precisamos erguer nossos olhos e ver os campos brancos para a ceifa. Precisamos ter visão, paixão e compromisso. Precisamos investir recursos, talentos e a nossa própria vida nessa causa de consequências eternas.

3. A evangelização é uma necessidade do mundo. O evangelho de Cristo é o único remédio para a doença do homem. O pecado é uma doença mortal. O pecado é pior do que a pobreza. É mais grave do que o sofrimento. É mais dramático do que a própria morte. Esses males todos, embora sejam tão devastadores, não podem afastar o homem de Deus. Mas, o pecado afasta o homem de Deus no tempo, na história e na eternidade. Não há esperança para o mundo fora do evangelho. Não há salvação para o homem fora de Jesus. As religiões se multiplicam, mas a religião não pode levar o homem a Deus. As filosofias humanas discutem as questões da vida, mas não têm respostas que satisfazem a alma. As psicologias humanas levam o homem à introspecção, mas nas recâmaras da alma humana não há uma fresta de luz para a eternidade. O mundo precisa de Cristo; precisa do evangelho. Chegou a hora da igreja se levantar, no poder do Espírito Santo e proclamar que Cristo é o Pão do céu para os famintos, a Água viva para os sedentos e a verdadeira Paz para os aflitos. Jesus é o Salvador do mundo!

Fonte: Palavra da Verdade | Compartilhado no PCamaral

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Hábeis na Palavra de Deus

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“Pois Esdras tinha decidido dedicar-se a estudar a Lei do Senhor e a praticá-la, e a ensinar os seus decretos e mandamentos aos israelitas.” (Esdras 7:10)

Nos tempos de Esdras, nem todo mundo saiba ler e escrever. Aqueles que sabiam geralmente eram escribas. Escribas normalmente trabalhavam para o governo, mantendo registros escritos e sendo responsáveis por questões administrativas.

Um escriba era também um intelectual e uma figura política. Esdras era tudo isso e muito mais. Esdras foi um escriba que estudava as leis de Deus, era conhecido porque “era escriba hábil na lei de Moisés” (7.6), em referência aplicou quando ensinava o povo. Esdras amava a Palavra de Deus. Ele havia preparado seu coração para “buscar a lei do Senhor e para cumpri-la e para ensinar em Israel os seus estatutos e seus juízos” (7.10).

Nem é preciso dizer que estudar a Palavra de Deus sem obedecer a ela é perda de tempo. Jesus disse que pessoas que o ouvem e não lhe obedecem são como quem constrói sua casa na areia. Quando a tempestade vem, as casas são destruídas. Em contraste, aqueles que se interessam em estudar e obedecer à sua palavra são como pessoas que constroem suas casas com fundações firmes na rocha. Nada poderá derrubar aquela casa (Mt 7.21-27).

Observe a sequência em que Esdras 7.10 – buscar, cumprir e ensinar. Seu estilo de vida virá daquilo que você buscar e da obediência àquilo que descobrir. Na medida em que praticamos os ensinamentos práticos de Deus aprendidos em nosso manual de instruções – ensinaremos através do nosso exemplo e das nossas palavras. Deus pode fazer de nós hábeis na Palavra para ele.

Esdras coloca grande ênfase na leitura em voz alta (Ne 8.2,3). Ele lia para todos aqueles que podiam entender – crianças, adolescentes e adultos. A leitura acontecia “desde a alva até o meio dia” (Ne 8.3) – e, ainda assim, conseguia manter a atenção de todos. Depois disso, os lideres levitas explicavam claramente o significado do que havia sido lido, ajudando as pessoas a entenderem cada passagem.

É assim que deve ser. Leia, marque, aprenda e , secretamente, em seu pensamento, medite nas escrituras e, depois, ajude outras pessoas a fazerem o mesmo. Também ouça atentamente aqueles que estão a sua frente nesse propósito e aprenda com os ensinamentos deles. Os resultados para Israel foram dramáticos. Eles choraram pelos seus pecados, mas foram encorajados a encontrar alegria no entendimento renovado da Palavra de Deus (Ne 8.9-12).

Que privilégio para todos nós podermos ser hábeis na Palavra para Deus, trazendo nossas habilidades para nos sustentar enquanto buscamos, cumprimos e ensinamos a Palavra de Deus!

Fonte: Bíblia de Estudo Diário da Mulher | Compartilhado no PCamaral

domingo, 19 de agosto de 2012

Contabilidade de Almas

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Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade. (Mateus 7:22-23)

Publicado originalmente em Blog do Esquizilton com título: Quantas almas você já ganhou para Jesus?

Por Zilton Alencar

Hoje eu acordei lembrando do filme Titanic, que assisti há bastante tempo! Superprodução ganhadora de muitos Oscars, sem dúvida foi um dos mais bem produzidos filmes de Hollywood. Em dado instante, veio-me à lembrança a cena onde o capitão recebe a informação de que o navio está afundando, sem condições de se deter a tragédia. Preocupado e desorientado, ele pergunta ao imediato quantas pessoas estão a bordo. Recebe imediatamente a resposta: “Duas mil duzentas e tantas almas, senhor!”.

Hoje também é costume se contar almas. Isto é muito feito no interior das igrejas, onde a quantidade de discípulos atraídos é sinal de status e a prova definitiva de que Deus está operando naquele lugar, aprovando o que lá acontece. Quando há qualquer questionamento doutrinário ou comportamental, alguém logo sai em defesa de seu “ungido” e pergunta quantas almas o questionador já ganhou; caso ele já tenha ganho algumas ou muitas, vamos comparar as quantidades para ver quem tem mais poder, mais autoridade, mais credibilidade, mais unção...

Eu não me preocupo com quantidade de almas ganhas, porque a parábola do servo inútil parece ter sido contada pelo Senhor Jesus exatamente para ilustrar esta situação (Lc 17:7-10). Não importa quantas almas eu já ganhei ou quantas vou ainda ganhar pois almas não podem e nem devem ser computadas em estatísticas de poder ou credibilidade. Mesmo ganhas aos milhares, o objetivo de ganhar almas jamais poderá ser para o engrandecimento do pregador, e sim do Reino. Pregar o Evangelho é nossa obrigação; ganhar almas é tarefa não nossa, mas do Espírito Santo. Assim, quando eu "ganho uma alma para Jesus" nada mais fiz que simplesmente pregar o Evangelho. Coube ao Espírito Santo convencer o ouvinte e conduzi-lo a Cristo. Fui apenas um "moleque de recados". A obra foi TOTALMENTE feita por Deus, o plano de salvação, a vinda do Salvador, Sua morte expiatória e Sua ressurreição. A mensagem do Evangelho não é minha, nem da minha igreja, nem do meu ministério. As almas, finalmente, não são ganhas para a nossa glória, mas para a glória de Deus!

Além disto, há pessoas que não as ganham, mas ajudam almas ganhas por terceiros a crescer (1 Co 3:1-9). Paulo não vê diferença entre um e outro. Outras, ganham almas e nem tomam conhecimento disto. Tenho um amigo que é exemplo disto. Ele é pastor e trabalha secularmente em ambiente hospitalar. Todos os dias ele tem acesso à UTI e prega o Evangelho os enfermos. Apresenta-lhes rapidamente a Palavra de Deus, mostra-lhes Jesus como o único que pode lhes trazer a salvação após a morte, faz um apelo para que o enfermo O aceite como único salvador e ora por ele. Às vezes ele percebe, por um movimento de lábios ou de olhos, uma tênue resposta; na maioria dos casos nenhum sinal se percebe, principalmente no caso de enfermos inconscientes. Mas ele não desiste. Prega o Evangelho a todos, conscientes ou não! Ele chama seu ministério como “o evangelismo da última hora”. Não sabe quantas almas já ganhou para Cristo. Não as congrega na igreja aonde é pastor. Não se torna um grande pastor, com uma multidão de seguidores após si. Só tomará conhecimento de quantas almas ganhou apenas no Último Dia. E o melhor: não tem do que se gloriar da quantidade de almas que já ganhou. Sabe que não passa de um servo inútil, que está fazendo não mais que a sua obrigação. As almas só lhe serão computadas para efeito de galardão!

Quantidade, no aspecto de “contabilidade de almas”, não significa nada! Não nos compete contá-las para usar seu número para nossa própria glória. Aliás, esta parece ser a grande causa do castigo divino sobre o recenseamento promovido por Davi em Israel (2 Sm 24). Que explicação melhor encontraríamos para tão grande castigo, senão o orgulho de ser rei sobre uma grande multidão?

Uma multidão não referenda um ministério. Muitos seguidores não significam a aprovação divina para o ministério ou para o obreiro! Sinais, milagres e maravilhas nada significam, uma vez que falsas religiões os praticam, e que Jesus foi categórico que muitos que fizeram tais sinais serão rejeitados no juízo (Mt 7:21-23). O uso de almas como contabilidade ministerial só revela a falta de escrúpulos do obreiro, sua tentativa forçada de ser reconhecido e respeitado pelos seus opositores e sua incompreensão ao verdadeiro sentido de ganhar almas para Deus!

Desde os tempos dos apóstolos, vemos pessoas arrastando após si multidões (At 5:35-37), sem contudo isto referendar sua pregação ou ministério. O mesmo acontece nos nossos dias. Religiões pseudocristãs, como o Espiritismo, o Mormonismo, as Testemunhas de Jeová, batem recordes de crescimento a cada ano, e nem por isso têm a aprovação divina, já que distorcem a Palavra de Deus e afastam o homem da plena comunhão com Jesus Cristo. O conselho de Gamaliel (se é de Deus, ninguém vai impedir, e o crescimento é a prova da anuência divina) não referenda estes ministérios.

E nem adianta afirmar-se que faz parte de uma religião evangélica! O objetivo da religião, como o próprio nome afirma, é religar o homem a Deus, e este religamento, à luz da fé cristã genuína, só pode ocorrer quando conduzimos o homem pecador a viver de conformidade com as Escrituras. Quando alguém, mesmo sob o signo do evangelicanismo, ganha uma multidão, mas afasta esta multidão da Palavra de Deus, não está ganhando almas para Jesus, e sim para si mesmo, para sua igreja, para sua denominação! É o caso explícito da parábola do cego guiando outro cego (Lc 6:39-40), quando ambos cairão inexorável e inevitavelmente na cova.

A parábola do guia cego nos dá pelo menos duas grandes lições: “E dizia-lhes uma parábola: Pode porventura o cego guiar o cego? Não cairão ambos na cova? O discípulo não é superior a seu mestre, mas, todo o que for perfeito será como o seu mestre“.

A primeira é que não adianta atrair ninguém para si ou supostamente para Cristo, se não temos condições de guiar os que se achegam à luz da Palavra de Deus e da sã doutrina dos apóstolos. Se Fulano ou Sicrano tem atraído multidões, mas afasta estas multidões da pura Palavra de Deus, não está ganhando ninguém para Cristo!

A segunda é que a maioria das pessoas está, no desempenhar de seus “ministérios”, querendo na verdade ser maiores ou melhores que o próprio Mestre. Este é o problema central da coisa! Queremos ser maiores e melhores! Nosso Mestre, na opinião destes obreiros fraudulentos, deixou de ensinar muitas coisas... Assim, acrescentam-se novos ensinamentos ao puro ensino que Ele deixou, e os ensinamos como se fossem ensinamentos do próprio Senhor... Revelações... Doutrinas... Práticas... Novidades e mais novidades... Tudo isto transforma o Evangelho em uma colcha de retalhos, numa caricatura que se afasta das Escrituras e serve de chacota para o mundo.

Quantas almas você já ganhou para Jesus? Espero que tenham sido muitas... Espero também que tenham sido ganhas REALMENTE para Jesus, e não para seu próprio ego, e não para engordar as suas estatísticas pessoais e ministeriais, e não para se tornar um líder mais poderoso, e não para referendar seu ministério e dar a ele e o status de ministério aprovado por Deus com certificação ISO e tudo o mais, e não para afastar estas almas ainda mais da pura Palavra de Deus...

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, pois que percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós. Ai de vós, condutores cegos!...” (Mt 23:15-16)

Fonte: Blog do Esquizilton | vi no Genizah | compartilhado no PCamaral

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

O Pecado Quer Ser Seu Amigo

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Quando alguém for tentado, jamais deverá dizer: "Estou sendo tentado por Deus". Pois Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta.Cada um, porém, é tentado pela própria cobiça, sendo por esta arrastado e seduzido.Então a cobiça, tendo engravidado, dá à luz o pecado; e o pecado, após ter-se consumado, gera a morte. (Tiago 1:13-15)

Por Tim Challies

Um amigo meu tem ministrado aulas baseadas no meu livro The Next Story (A próxima história). Ele me mandou um email há uns dias atrás para dizer que estava se preparando para ensinar “Privacidade e Visibilidade”, duas áreas nas quais o mundo digital trouxe grande transformação nas nossas vidas. Antes de ir dar sua aula ele se deparou com mais uma triste história de outro pastor que destruiu seu ministério para seguir seus desejos. Isso foi uma exata ilustração das novas realidades nesse novo mundo. Também foi uma ilustração de algo que transcende o mundo digital.

Até a terça-feira, Jack Schaap era pastor da Primeira Igreja Batista de Hammond, fora de Chicago. A Primeira Batista era a maior igreja no Estado com algo em torno de 15.000 pessoas comparecendo a cada domingo. O pastorado de Schapp veio a um brusco e vergonhoso fim na terça-feira. Jack Schaap deixou seu celular no púlpito e um diácono viu e pegou para devolver a ele” Trisha Kee, que mantém um grupo de ex-membros da congregação no Facebook, disse à emissora: “Pelo que entendemos, o diácono viu uma mensagem vinda de uma adolescente da igreja e era uma foto de Jack Schaap e a garota se beijando.

Oficiais da igreja anunciaram que ele foi demitido por “um pecado que o fez perder o direito de ser nosso pastor”. Desde então Schapp confessou que estava envolvido com uma garota de dezesseis anos que veio até ele para um aconselhamento.

O que se destaca para mim nessa história não é nem tanto que Schapp tenha se aproveitado da jovem garota, que ele tenha abusado da sua posição de autoridade, ou ele arriscar seu casamento cometendo adultério. Todas essas coisas são horrendas, mas tristemente, de modo doentio, todas muito comuns. Há uma longa e crescente história de homens que usam o pastorado na intenção de satisfazer seus desejos pecaminosos e egoístas. O que se destaca pra mim nesse caso é a maneira como o pecado do pastor foi descoberto.

O pecado faz tantas promessas. O pecado promete alegria, promete realização. O pecado quer ser amigo. Quando você encontra um novo amigo, você revela pequenas porções de quem você é, no que você acredita, o que é importante pra você. Mas com o tempo, se essa amizade crescer, é preciso revelar mais e mais de si mesmo, você precisa se ​​abrir. A amizade cresce na vulnerabilidade de permitir que outra pessoa veja quem você realmente é por baixo da superfície educada. O pecado pede para você dar um pedaço de si a ele o tempo todo. Só mais um pouco. E depois, só mais um pouco. Mas com o tempo o pecado vem dominar você. Ele vem para saber tudo que há para saber sobre você. E então ele te apunhala pelas costas e ri de satisfação enquanto você é deixado agonizando, humilhado e destruído. Ele ri enquanto seu casamento é destruído, enquanto sua igreja é envergonhada, enquanto seus amigos são traídos. Esse é o tipo de amigo que ele é.

Consegue enxergar o pecado dando sua ultima risada aqui? Schaap não tinha que deixar o telefone no púlpito. O diácono não tinha que pegá-lo. A garota não tinha que mandar a mensagem de texto naquele momento. A mensagem não tinha que conter nada explícito. O diácono não tinha que ser um homem de integridade que iria tornar o fato conhecido para o restante da igreja. Nenhum dessas coisas tinha que ter sido do jeito que foi. Mesmo assim foi exatamente como a história se desenrolou. O diácono pegou o telefone, olhou a mensagem que apareceu e viu a foto do pastor e a garota. E o pecado se rebentou em gargalhadas. O pecado se alegrou quando seu amigo foi exposto como hipócrita, um adúltero, uma fraude. O pecado riu por último.

Isso é o que o pecado faz. Isso é o que o pecado é. O pecado é o amigo pior que o inimigo.

(Apêndice: Aqui o anel de Tolkien (O Senhor dos Anéis) é uma poderosa ilustração do pecado. No momento em que uma pessoa coloca aquele anel no dedo, o anel o domina e o destrói. O anel tem mente própria, uma mente empenhada na destruição. O anel será satisfeito somente quando ele tiver certeza que seu portador está dominado, oprimido e destruído. Todas as suas promessas levam meramente a um tipo maior de escravidão que leva à morte)

Traduzido por Débora Batista | iPródigo.com | Original aqui | Compartilhado no PCamaral

terça-feira, 14 de agosto de 2012

O Pragmatismo Evangélico e o Declínio da Mensagem Bíblica

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Publicado originalmente em Refletindo.com

Pragmatismo é a noção de que o significado ou o valor é determinado pelas consequências práticas. É muito similar ao utilitarismo, a crença de que a utilidade estabelece o padrão para aquilo que é bom. Para um pragmatista/utilitarista, se uma determinada técnica ou um curso de ação resulta no efeito desejado, a utilização de tal recurso é válida. Se parece não produzir resultados, então não tem valor.

O pragmatismo tem suas raízes no darwinismo e no humanismo secular. É inerentemente relativista, rejeitando a noção dos absolutos – certo e errado, bem e mal, verdade e erro. Em última análise, o pragmatismo define a verdade como aquilo que é útil, significativo e benéfico. As ideias que não parecem úteis ou relevantes são rejeitadas como sendo falsas.

Quando o pragmatismo é utilizado para formularmos juízos acerca do certo e do errado ou quando se torna a filosofia norteadora da vida, da teologia e do ministério, acaba, inevitavelmente, colidindo com as Escrituras. A verdade espiritual e bíblica não é determinada baseando-se no que “funciona” ou no que não “funciona”. Sabemos por intermédio das próprias Escrituras, por exemplo, que o evangelho frequentemente não produz uma resposta positiva (I Co 1:22-23; 2:14). Por outro lado, as mentiras satânicas e o engano podem ser bastante eficazes (Mt 24:23-24; II Co 4:3-4). A reação da maioria não é um parâmetro seguro para determinar o que é válido (Mt 7:13-14), e a prosperidade não é uma medida para a veracidade (Jó 12:6). O pragmatismo como uma filosofia norteadora do ministério é inerentemente defeituoso e como uma prova para a veracidade é satânico.

Para muitos, a quantidade de pessoas nos cultos tornou-se o principal critério para se avaliar o sucesso de uma igreja, aquilo que mais atrai o público é aceito como “bom”, sem uma análise crítica. Isso é pragmatismo.

Pior ainda, a teologia concede à metodologia lugar de honra. Na igreja contemporânea, tudo parece estar na moda, exceto a pregação bíblica! Assim, o pragmatismo representa para a igreja de hoje exatamente a mesma ameaça sutil que o modernismo representou há quase um século. O modernismo começou como uma metodologia, mas logo se tornou uma teologia singular.

Ao menosprezar a importância da doutrina, o modernismo abriu a porta para o liberalismo teológico, o relativismo moral e a incredulidade aberta! Se existe algo que a história nos ensina é que os ataques mais devastadores desfechados contra a fé sempre começaram com erros sutis surgidos dentro da própria igreja.

Por viver em uma época tão instável, a igreja não pode se dar ao luxo de vacilar. Ministramos a pessoas que buscam desesperadamente respostas; por isso, não podemos amenizar a mensagem ou abrandar o evangelho. Se fizermos amizade com o mundo, nos tornaremos inimigos de Deus. Se nos dispusermos a crer em artifícios mundanos, estaremos automaticamente abrindo mão do poder do Espírito Santo.

A fraqueza da pregação em nossos dias não brota de lábios excêntricos e frenéticos que discursam sobre o inferno; resulta de homens que comprometem a mensagem e temem proclamar a Palavra de Deus com poder e convicção. A igreja certamente não manifesta uma superabundância de pregadores sinceros e objetivos; de fato, ela parece repleta de ministros que adulam os homens (Cf. Gl 1:10).

Sutilmente, em vez de uma vida transformada, é a aceitação por parte do mundo e a quantidade de pessoas presentes aos cultos o que vem se tornando o alvo maior da igreja contemporânea.

Contudo, devemos estar conscientes de que tamanho de igreja não é sinônimo da bênção de Deus; e a popularidade não é barômetro de sucesso. O verdadeiro sucesso não é prosperidade, poder, proeminência, popularidade ou qualquer outro conceito mundano de sucesso. Sucesso genuíno é fazer a vontade de Deus apesar das consequências!

Muitos cristãos professos aparentam se importar mais com a opinião do mundo do que com a de Deus. As igrejas manifestam tanta preocupação em agradar os não-crentes, que muitas esqueceram que seu primeiro propósito é agradar a Deus (II Co 5:9). A igreja se contextualizou a tal ponto, que se deixou corromper pelo mundo.

Nós, que amamos o Senhor e à sua igreja, não devemos ficar assentados enquanto a igreja ganha ímpeto em direção ao declínio que leva ao mundanismo e ao comprometimento do evangelho. Homens e mulheres pagaram com seu próprio sangue o preço de passarem a nós uma fé genuína. Agora é a nossa vez de preservarmos a verdade; e esta é uma tarefa que requer coragem, sem compromisso com o erro. Trata-se de uma responsabilidade que exige devoção inabalável a um propósito muito específico!

Bibliografia:

John McArthur, Com Vergonha do Evangelho, (São José dos Campos, SP. Editora Fiel, 1997). Trechos selecionados dos três primeiros capítulos.

Fonte: Refletindo.com  | via Minha vida em Cristo sem heresias | via no Púlpito Cristão | Compartilhado no PCamaral

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

De que Está cheio o Nosso Coração?

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E eles serão o meu povo, e eu lhes serei o seu Deus; e lhes darei um mesmo coração, e um só caminho, para que me temam todos os dias, para seu bem, e o bem de seus filhos, depois deles. E farei com eles uma aliança eterna de não me desviar de fazer-lhes o bem; e porei o meu temor nos seus corações, para que nunca se apartem de mim. (Jeremias 32:38-40)

Por PCamaral


"Não se pode encher um copo que já está cheio" – a frase ilustra um diálogo do filme Avatar. O filme, por sinal, sucesso de bilheteria, foi visto por milhões de pessoas no mundo inteiro. A frase, dita por Mo’at (Carol Christine Hilaria Pounder), responde uma pergunta feita pelo intruso Jake Sully (Sam Worthington). Mo’at é rainha e líder espiritual do clã Omaticaya do povo Navi que habita o planeta Pandora. Apesar de estar inserida em um contexto de ficção cientifica, traz consigo uma verdade espiritual de que "não se pode encher algo que já está cheio pois não há espaço para mais nada"; e podemos, facilmente, utiliza-la no contexto do coração do homem.

A Bíblia nos diz que “o coração é mais enganoso que qualquer outra coisa e sua doença é incurável. (...)” (Jeremias 17:9). Esta é a natureza do coração do homem. Nosso coração é inclinado para o pecado desde que nascemos e está cheio de malícia e engano. Com um coração assim é muito fácil esquecer-se de Deus. Por outro lado é muito difícil mas, podemos optar se queremos, ou não continuar pecando. Podemos ceder a uma tentação ou, podemos pedir a Deus que nos ajude a resistir.

A questão é: Do que está cheio o nosso coração, sejamos nós crentes ou não crentes? Será de orgulho, de soberba, de arrogância ou outras mais paixões carnais? Se assim o for, jamais haverá lugar para o amor de Deus que é oferecido pela mensagem do evangelho de Jesus Cristo. Será necessário, primeiro, ser esvaziado, para só assim, dar lugar a esta outra medida, a medida do amor que excede todo o entendimento, o amor de Deus.

Mas isto não é uma coisa simples de ser feita. E também não pode ser feito pelo homem, “é dom, de Deus”,(Efésios 2:9) ou seja, é um “presente” de Deus. É a graça! A misericórdia! O homem por si só não consegue fazer. Não tem forças. Não tem méritos. Não conseguirá fazê-lo por conta própria, por obras. Deus assim decidiu para que ninguém possa gloriar-se diante d’Ele. O homem é totalmente dominado por seu coração corrupto e cheio de perversidade e, é incapaz de se reconciliar com Deus.

Para que o amor de Deus penetre esse coração, cheio de pecado e, duro de entendimento, é necessário que Deus intervenha e quebre a dureza, quebre o orgulho, quebre a vaidade, quebre a soberba, quebre as paixões e esvazie esse coração. Somente assim, vazio, o amor de Deus é derramado e o coração se enche de amor. Amor por Deus e pelo próximo.

Agora, com o coração cheio do amor de Deus, a frase de Mo’at mantém o sentido, mudando apenas a condição do homem. Agora não está mais cheio do pecado, que vorazmente o devora, agora está cheio do amor de Deus que é derramado, sem medida, neste coração. Não se pode encher um copo [coração] que já está cheio do amor de Deus. Não há mais lugar para o pecado. Somos novas criaturas: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” (2 Coríntios 5:17)

Se o nosso coração estiver cheio desse amor não haverá mais espaço para os prazeres mundanos, eles não nos atraem mais, não tem mais poder, agora sou de Cristo, vivo por Cristo e Cristo vive em mim. Agora está ocupado pelo sangue do Senhor Jesus que nos purificou de todo pecado, nos justificou, nos reconciliou, nos salvou e nos deu a vida eterna.

Me dirijo agora as pessoas que não são crentes em Jesus Cristo. Só existe um nome pelo qual importa que sejamos salvos da ira de Deus, e este nome é Jesus Cristo. Não há outro nome, nem no céu, nem na terra nem debaixo da terra. Apenas Jesus Cristo é o autor e consumador de nossa fé. Por Ele, e somente por Ele foram criadas todas as coisas, no céu na terra e debaixo da terra e sem Ele nada do que foi feito se fez.

Então olhe para Ele, pois Ele está lhe chamando. Só Ele pode mudar seu coração. Ele vai retirar tudo aquilo que o impede de amar a Deus. Vai transformar o coração de pedra em um coração de carne, restaurando assim sua vida e sua comunhão com o Senhor. Creia nisto! Creia em Jesus Cristo e serás salvo.

Para os que já são crentes em Jesus Cristo, que agora possuem um coração conforme o coração de Deus não há mais espaço para as velhas coisas. As coisas velhas já passaram tudo se fez novo. Continue olhando para Cristo. Continue no caminho ensinado por Jesus, não se desvie nem para a direita nem para a esquerda. E dia a pós dia prossiga em conhecer e saber quem é o Senhor. Lembre-se, seu coração agora está cheio do amor de Deus.

Existem corações que estão cheios de perversidade, mas para estes existe a justificativa de que não conhecem o amor de Deus, por isso praticam obras abomináveis aos olhos do Senhor. Pior do que isto são corações que se dizem cheios do amor de Deus e mesmo assim continuam a praticar obras terríveis, se deixando levar por seus antigos desejos carnais.

De que está cheio o seu coração? Se não for do amor de Deus apresse-se e olhe para o Senhor Jesus. Ele é o nosso restaurador. Esta obra maravilhosa só Ele pode realizar. Ele vai quebrar, esmiuçar, jogar tudo de ruim fora, para depois restaurar, um novo coração, e ocupará todo o espaço vazio em nosso peito e nos dará a vida eterna.

De uma forma ou de outra, não se pode encher um copo que já está cheio. Por favor, encha seu copo (coração) do amor do Senhor Jesus.

Que Deus nos ajude sempre!


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

O Pai dos pais

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Por Justin Holcomb em iPródigo

Muitas pessoas estão familiarizadas com o conceito de Deus como Pai. A teologia modernista progressista dos últimos séculos popularizou o conceito da “paternidade universal de Deus” juntamente com a “fraternidade dos homens”. Entretanto, se olharmos para as Escrituras, talvez nos surpreendamos com que descobrimos sobre a paternidade de Deus.

O Pai de Israel

Deus é raramente tratado como Pai no Antigo Testamento. Quando o é, é normalmente no sentido de que ele é o Pai da nação de Israel (Deuteronômio 32.6, por exemplo), um termo que, primariamente, traz um senso de autoridade. Como o Dicionário Teológico do Antigo Testamento explica: "Na família israelita, o pai tem autoridade quase ilimitada. Ele é o mestre da casa; os filhos são ensinados a honrá-lo e temê-lo (Malaquias 1.6). Ele controla os outros membros da família como o oleiro controla o barro (Isaías 64.7). Ainda assim, ele não é um déspota isolado, mas o centro de onde emana a força e a vontade de toda a esfera que pertence a ele e a qual ele pertence… Para o israelita, o nome do pai sempre se traduz em autoridade.

Deus também é comparado a um pai para explicar algumas das formas características em que ele age com seu povo, como sua compaixão, sua disciplina e seu cuidado para com os fracos e indefesos: Como um pai tem compaixão de seus filhos, assim o Senhor tem compaixão dos que o temem (Salmo 103.13). O Senhor disciplina a quem ama, assim como o pai faz ao filho de quem deseja o bem (Provérbios 3.12). Pai para os órfãos e defensor das viúvas é Deus em sua santa habitação (Salmo 68.5)

Entretanto, no Antigo Testamento, Deus normalmente, não é referido como o pai de pessoas individuais, e os judeus não o tratavam como “Pai”. É por isso que, quando Jesus chegou, a intimidade com que ele se referia a Deus era tão chocante.

O Pai de nosso Senhor Jesus Cristo

As frequentes referências de Jesus a Deus como “Pai” não eram comuns em seu contexto. “Pai” foi sua forma preferida de se referir a Deus. Vemos Jesus usando essa palavra para Deus 65 vezes nos evangelhos sinóticos e mais de 100 vezes no evangelho de João, em grande contraste com as 15 vezes que o termo é usado para se referir a Deus em todo o Antigo Testamento.

A palavra específica que Jesus usava era Abba, a palavra em aramaico para “Pai”. É uma palavra que crianças pequenas poderiam usar quando se referiam aos seus pais, mas que crianças mais velhas e adultos também usavam (então deve ser traduzida como “Pai”, não “Papai”). Se dirigir a Deus como Abba traz um senso de intimidade com Deus que não foi demonstrado por ninguém antes de Jesus: apenas um filho natural usaria esse tipo de tratamento. O uso de Jesus de Abba era chocante o suficiente para que muitas vezes os autores bíblicos incluíssem o aramaico original junto com o termo traduzido para o grego, pater, “Pai”.

O relacionamento de Jesus com Deus como Pai é único. Para Jesus, diferente de qualquer outra pessoa, Deus é “meu Pai”. Ainda assim, ele a ensinou seus discípulos (e a nós) a nos dirigirmos a Deus como “nosso Pai” (Mateus 6.9). É assim porque, pela fé na morte e ressurreição de Jesus em nosso lugar, somos adotados por Deus em sua família. Deus se torna nosso Pai amoroso porque somos unidos a Jesus Cristo e recebemos os mesmos privilégios e bênçãos familiares que Jesus tem, como o filho fiel.

Por causa de nossa adoção na família de Deus, agora temos acesso completo ao nosso Pai. Hebreus 4.14-16 diz: Portanto, visto que temos um grande sumo sacerdote que adentrou os céus, Jesus, o Filho de Deus, apeguemo-nos com toda a firmeza à fé que professamos, pois não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, mas sim alguém que, como nós, passou por todo tipo de tentação, porém, sem pecado. Assim, aproximemo-nos do trono da graça com toda a confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade.

Nós compartilhamos da intimidade com o Pai por meio de nossa união com Cristo, e pelo Espírito Santo que habita em nós. Por causa do nosso relacionamento com o Filho e com o Espírito Santo, podemos vir a Deus em oração e dependência a qualquer momento. Seus braços estão sempre abertos a nós.

Paulo escreve em Romanos: “Pois vocês não receberam um espírito que os escravize para novamente temerem, mas receberam o Espírito que os adota como filhos, por meio do qual clamamos: ‘Aba Pai’” (Romanos 8.15). A figura da adoção significa que os crentes não são filhos naturais de Deus, mas se tornam filhos de Deus por causa de Cristo. Seguindo o exemplo de Jesus na Oração Dominical, nós nos dirigimos a Deus como “nosso Pai” para enxergarmos duas coisas: nosso relacionamento íntimo com Deus, como seus filhos, e a segurança que temos nele, baseada em suas promessas para nós. Como Lutero pregava, a pequena palavra “Abba” ultrapassa toda a eloquência e combate o ensino perverso de que deveríamos nos sentir incertos quanto ao nosso status perante Deus.

“Abba” é um resumo da mensagem de cada página da Escritura: que Deus é misericordioso, amoroso e paciente; que ele é fiel e verdadeiro e que ele cumpre suas promessas. Todas as promessas de Deus foram cumpridas na entrega de seu único Filho, para que “todo aquele que nele creia não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Paternidade Bíblica

A paternidade humana é modelada conforme a paternidade de Deus. Como Paulo escreve, “toda a família nos céus e na terra” recebe o nome de Deus, o Pai (Efésios 3.14-15). Quais são algumas das características de um pai descritas nas Escrituras?

1 - Gentileza e compaixão: Como um pai tem compaixão de seus filhos, assim o Senhor tem compaixão dos que o temem. (Salmo 103.13)

2 - Sabedoria e instrução: Ouçam, meus filhos, a instrução de um pai; estejam atentos, e obterão discernimento. O ensino que lhes ofereço é bom; por isso não abandonem a minha instrução. (Provérbios 4.1,2)

3 - Disciplina: Pois o Senhor disciplina a quem ama, assim como o pai faz ao filho de quem deseja o bem. (Provérbios 3.12)

4 - Amor: Respondeu Jesus: “Se alguém me ama, obedecerá à minha palavra. Meu Pai o amará, nós viremos a ele e faremos morada nele.” (João 14.23) Pois o próprio Pai os ama, porquanto vocês me amaram e creram que eu vim de Deus. (João 16.27) Vejam como é grande o amor que o Pai nos concedeu: sermos chamados filhos de Deus, o que de fato somos! (1 João 3.1)

5 - Exortação e Encorajamento: Tanto vocês como Deus são testemunhas de como nos portamos de maneira santa, justa e irrepreensível entre vocês, os que crêem. Pois vocês sabem que tratamos cada um como um pai trata seus filhos, exortando, consolando e dando testemunho, para que vocês vivam de maneira digna de Deus, que os chamou para o seu Reino e glória. (1 Tessalonicenses 2.10-12)

6 - Proteção: O Senhor protege o estrangeiro e sustém o órfão e a viúva, mas frustra o propósito dos ímpios. (Salmo 146.9)

7 - Provisão: Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta. Pois todo o que pede, recebe; o que busca, encontra; e àquele que bate, a porta será aberta. Qual de vocês, se seu filho pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou se pedir peixe, lhe dará uma cobra? Se vocês, apesar de serem maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o Pai de vocês, que está nos céus, dará coisas boas aos que lhe pedirem! (Mateus 7.7-11)

Ser um pai é um grande chamado, uma forma de refletir a imagem de nosso Pai celestial amoroso, que ama e cuida de seus filhos melhor do que qualquer pai terreno almeja fazer. Aqueles de nós que são pais deveriam sentir o peso desse chamado. Não deixemos de amar como nosso Pai celestial nos ama, continuemos a nos arrepender e confiar em Jesus, que nos adotou na família de Deus, o Pai.

Traduzido por Filipe Schulz | iPródigo.com | Original aqui

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

De onde vim, para onde vou e o que estou fazendo aqui?

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Perguntas que não podem ser respondidas com “a verdade de cada um”

Por Genésio Mendes Junior

Essas três perguntas acompanham a humanidade há muito tempo. A religião, a ciência, a filosofia e mesmo o senso comum tentam responder essas questões para trazer algum sentido para a vida humana. Alguns mestres, cientistas e pensadores buscam tais respostas com frequência e afinco. Nós, pessoas comuns, fazemos essas perguntas quando nos deparamos com o inexplicável, com os becos sem saída que a vida nos coloca. Quando problemas, dos mais diversos, nos atacam, sem perceber, perguntamos: qual a minha origem? Para onde minha vida está indo? O que eu tenho que fazer com tudo isso que está acontecendo? Muitas são as respostas, depende de como e onde você vai procurar.

Vivemos em um tempo em que cada um tem uma pretensa verdade. A frase mais comum é: “eu tenho a minha verdade, que vale para mim”. No caso dessas perguntas não podem existir verdades. A verdade só pode ser uma. Não pode haver várias origens, não há varias versões finais, como se a vida fosse um filme que podemos assistir à versão do cinema, à versão estendida e à versão do diretor. O início, o fim e, portanto, o meio deste filme chamado vida, só tem uma versão: essa é a verdade. Afinal, se é assim, quais são as respostas verdadeiras para as famosas perguntas?

A verdade para essas três perguntas não se encontram em teorias bem construídas, mas em uma pessoa: Jesus Cristo. Quando Ele estava para partir desse mundo, através de sua morte e ressurreição, Jesus se reuniu com seus discípulos e disse: “Não tenham medo, não fiquem perturbados nem apavorados. Eu vou agora, mas vocês não podem ir comigo, mas um dia vocês estarão comigo para sempre, pois vocês sabem o caminho”. Nesse momento, um dos discípulos o interrompe e pergunta: “não sabemos para onde você vai, como saberemos o caminho?” A incompreensão do momento presente e a preocupação com o futuro fez com que os discípulos questionassem suas origens, seu futuro e sua missão. É nesse contexto que Jesus, de maneira simples e objetiva, apresenta a resposta para as três perguntas.

Jesus diz: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. Leia João 14 e você verá todo o diálogo. Jesus é a verdade. O mesmo evangelho de João diz que todas as coisas foram criadas por ele e sem ele nada do que existe estaria aqui.

Qual a sua origem? Você veio de Deus, ele é o criador de todas as coisas. Nenhuma outra resposta é a verdade. Por isso você não pertence a nenhum santo, a nenhuma entidade, e nem é fruto do acaso, de um erro ou lapso. Sua origem é Deus, o Pai, Jesus Cristo, o Filho e o Espírito Santo.

Jesus é a vida. Ele diz que veio para dar vida e vida abundante. Diz também que quem está nele tem a vida eterna e estará com ele para sempre! Qual o seu destino? A vida eterna, desde que você se aproxime de quem é a própria vida: Jesus Cristo que, por meio de sua morte na cruz, conquistou para mim e para você o direito da eternidade.

Com essas duas respostas, podemos responder a última: o que você está fazendo aqui? Você está aqui para amadurecer diante de Deus, aprendendo a romper com as estruturas falidas deste mundo e se aproximar dos valores do reino de Deus, os valores e a maneira de viver ensinada por Jesus. Ele é o caminho. A vida com Deus não é um ponto de chegada somente. Mais do que isso, é uma estrada que precisa ser trilhada, obstáculos precisam ser superados, lições precisam ser aprendidas e você precisa amadurecer até parecer-se mais e mais com Cristo.

Esse é o caminho verdadeiro da vida: Jesus. Nele está a sua origem, ele é o seu destino e enquanto você vive a sua vida, ele também é o seu referencial de transformação, de coragem para enfrentar as lutas, de fé e esperança diante do sofrimento e de certeza que você não está só. No seu caminho, por mais difícil que ele esteja, Cristo está com você construindo o seu caráter, moldando sua mente e coração para que você trilhe o caminho da verdade e da vida. Essa é a verdade. Cristo é a resposta. Creia nele, viva por ele, caminhe em seus passos! Amém.

Fonte: Guiame compartilhado no PCamaral