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terça-feira, 14 de janeiro de 2014

A manutenção da obra, dízimos e ofertas.

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Por PCamaral

Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus. (Ef 5:15-16).

Deus estabeleceu três instituições no mundo: (1) a família (Gn 9:1-7; Ef 5:18-6:4), o governo (Gn 9:1-17; Rm13:1-7) e a igreja (M 16:16-19; At 2). É muito bom que o cristão entenda a importância de cada uma delas no plano soberano de Deus e que também saiba que papel deve desempenhar em cada uma delas. Neste estudo resumido destaco a doutrina que está diretamente ligada à igreja. Meu desejo, querido leitor, é levá-lo a refletir sobre este ponto de fé que trata de um dever de todo cristão: a manutenção da obra através dos dízimos e das ofertas.

Manutenção da obra de Deus: Os dízimos e as ofertas.

Creio que existem duas práticas bíblicas que foram estabelecidas por Deus como meio de manutenção de sua obra aqui na terra: os dízimos e as ofertas. Tanto a Bíblia quanto a história testemunham que a igreja de Cristo sempre foi amparada financeiramente pelas contribuições de seus membros. São esses subsídios que têm permitido que ela cumpra sua missão no mundo. Entretanto, dízimos e ofertas não são compromissos que temos com a igreja, mas, sim, com o Senhor da igreja. Portanto, é fundamental conhecermos os ensinos e princípios bíblicos que regem as contribuições do cristão.

O que a Bíblia ensina sobre os dízimos?

A palavra “dízimo” significa a décima parte ou dez por cento de um todo que deveria ser consagrado e entregue ao Senhor. (2) Foi Deus, o Criador, quem ordenou: ... todas as dízimas da terra, tanto dos cereais do campo como dos frutos das árvores, são do Senhor; santas são ao Senhor (Lv 27:31). E, posteriormente, confirmou sua ordem, dizendo: Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro (Ml 3:10a). O dízimo não é uma invenção da igreja atual, é um princípio estabelecido pelo Criador.

Não deve ser encarado como uma doação à igreja, mas como um ato de adoração e gratidão por tudo que Deus nos concede. Nem é opcional, é um dever de todo crente. (3)

A Bíblia está repleta de referências sobre dízimo. Ela nos mostra que esse ato é anterior ao monte Sinai (Gn 14:20) e está presente tanto no Antigo (Ne 12:44; Pv 3:9-10; Ml 3:8-12) quanto no Novo Testamento (Mt 23:23; Hb 7:8).

Há três princípios bíblicos relacionados a esse ato.

Primeiro: o reconhecimento de que tudo pertence a Deus (Sl 24:1).

Segundo: a gratidão a Deus pela sua generosidade (Gn 28:20-22); por isso, o dízimo não é sobra, mas primícia (Pv 3:9).

Terceiro: a destinação do dízimo é para a manutenção da obra de Deus (Ml 3:10b). Sonegar o dízimo é algo muito sério. É infidelidade e roubo contra o próprio Deus! Por outro lado, dizimar é um gesto de fé que resulta em bênçãos, principalmente espirituais.

O que a Bíblia ensina sobre as ofertas.

Outra maneira de honrarmos a Deus é entregando-lhe as ofertas. Diferentemente dos dízimos, elas são presentes que entregamos a Deus e somos nós que escolhemos o valor. Enquanto dizimar é um dever determinado pelo Criador, ofertar é um ato natural de agradecimento.

As ofertas são sempre voluntárias! Quanto ao critério para trazer a oferta, foi assim ensinado a Israel: Cada um oferecerá na proporção em que possa dar, segundo a bênção que o Senhor, seu Deus, lhe houver concedido (Dt 16:17).

No Novo Testamento, o ato de contribuir é considerado um privilégio que Deus nos concede. É a graça de participar da assistência aos santos (2 Co 8:4). Na segunda carta de Paulo aos Corintos, nos capítulos 8 e 9, encontramos importantes orientações sobre as ofertas.

Primeira: as ofertas devem ser espontâneas (2 Co 8:8).

Segunda: as ofertas devem ser proporcionais, ou seja, deve-se ofertar de acordo com as bênçãos recebidas e segundo as posses (2 Co 8:11).

Terceira: as ofertas devem ser planejadas. Disse Paulo: ... julguei conveniente recomendar aos irmãos que me precedessem entre vós e preparassem de antemão a vossa dádiva já anunciada (2 Co 9:5a). Se não planejarmos o que vamos ofertar, nossas ofertas serão sempre mirradas e impróprias.

Quarta: as ofertas devem ser generosas. Paulo completa dizendo: ... para que esteja pronta como expressão de generosidade e não de avareza (2 Co 9:5b).

Quinta: as ofertas devem ser agradáveis. Precisamos nos sentir bem quando contribuímos. Se a oferta é um presente, não podemos oferecê-la com pesar no coração. Diz-nos o texto: ... não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem doa com alegria (2 Co 9:7b).

Amém!

Os dízimos e as ofertas são igualmente atos de gratidão ao Senhor. Portanto, faça as suas contribuições não pensando no que você vai receber, mas no seu amor a Deus, como gratidão a ele, desejando agradar-lhe, não querendo que sua obra fique desamparada.

Essa é a motivação correta para dizimar e ofertar.



Bibliografia:
1. WIERSBE, W. W. Comentário Expositivo: Novo Testamento 1. Santo André: Geográfica, 2006, pág. 724.
2. DAVIS John D. Dicionário da Bíblia. 13 ed. Rio de Janeiro: JUERP, 1987, pág. 164.
3. LOPES, H. D. O melhor de Deus para sua vida. Belo Horizonte: Editora Betânia, 2005, Vol. 3. Pág. 80.

Fonte: DEC - Revista de estudos na Escola Bíblica 293 - 2010 | Adaptado para o blog por PCamaral

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

10 princípios para guiar sua oferta

Um comentário:

Por Jesse Johnson em iPródigo

No Antigo Testamento, ensinar o povo sobre ofertas financeiras à obra do Senhor era algo simples – havia ordens expressas ditando quando e quanto ofertar, e todos os fundos eram destinados à manutenção do templo e o sustento dos levitas. Porém, aquele sistema se foi juntamente com o véu do templo e, em seu lugar, surgiu uma igreja que é suportada pela generosa e sacrificial oferta dos membros.

O que significa que é uma parte básica do culto dar dízimos e ofertas à igreja que você frequenta. Isso é evidente em Atos, onde o culto corporativo tinha a oferta como um dos atributos centrais, e isso é confirmado em todas as epístolas também. Assim, ofertar é uma prática básica de piedade e o Novo Testamento ensina princípios fundamentais que deveriam guiar o modo como ofertamos. Aqui estão dez desses princípios:

quarta-feira, 20 de março de 2013

A contribuição cristã é a graça a nós concedida

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E não somente fizeram como nós esperávamos, mas a si mesmos se deram primeiramente ao Senhor, e depois a nós, pela vontade de Deus. (2 Coríntios 8:5)

Por Hernandes Dias Lopes em Palavra da Verdade

A contribuição cristã é bíblica. Não precisamos ter constrangimento em tratar do assunto. Infelizmente, muitos líderes religiosos, movidos pela ganância e regidos por uma falsa teologia, exploram o povo em nome de Deus, usando mecanismos nada ortodoxos, para vender seus produtos, criados na fábrica do misticismo, para auferirem lucro em nome da fé. Esses desvios da sã doutrina e da ética cristã, que trazem enriquecimento para uns e vergonha para todos, têm levado muitos crentes a serem refratários com respeito à mordomia dos bens. O extremo de uns, entretanto, não pode nos levar para outro polo. Devemos cingir nossa fé e nossa conduta apenas pela Palavra de Deus. Com respeito à contribuição cristã, precisamos observar duas coisas:

Em primeiro lugar, os dízimos. A entrega fiel de dez por cento de tudo quanto ganhamos para o sustento da obra de Deus é um ensino presente tanto no Antigo como no Novo Testamento. Não temos o direito de subestimar os dízimos nem de subtraí-los. Não compete a nós administrá-los. Devemos entregá-los com integralidade, alegria e gratidão para a manutenção da Casa e Deus e a expansão do seu reino.

Em segundo lugar, as ofertas. O apóstolo Paulo, na segunda epístola aos coríntios, trata dessa matéria de forma esplêndida. Ali nos oferece alguns princípios que vamos, aqui, destacar:

- A oferta é graça mais do que obrigação (2Co 8.1). Graça é um favor imerecido. É Deus quem nos dá o privilégio de assistirmos os santos, socorrermos os necessitados e sermos seus cooperadores no avanço de sua obra.

- A oferta não é resultado da abundância do que temos no bolso, mas da generosidade do nosso coração (2Co 8.2). As igrejas da Macedônia, mesmo passando por muita prova de tribulação, manifestaram abundância de alegria, e mesmo suportando profunda pobreza, superabundaram em grande riqueza de generosidade, ao contribuírem para os pobres da Judeia. A contribuição cristã é um privilégio e não um peso. Deve ser feita com alegria e não com pesar.

- A oferta deve ser voluntária e proporcional (2Co 8.3,4). Contribuir por coação ou constrangimento não tem valor aos olhos de Deus. A contribuição deve ser espontânea, e também, proporcional. Os crentes da Macedônia ofertaram na medida de suas posses e mesmo acima delas. A contribuição não é para trazer sobrecarga para uns e alívio para outros, mas para que haja igualdade. Para usar uma linguagem bíblica, “o que muito colheu não teve demais; e o que pouco, não teve falta”.

- A oferta é uma dádiva da vida, mais do que de valores financeiros (2Co 8.5). É fácil entregar uma oferta financeira a uma pessoa necessitada, sem entregar com ela o coração. Os macedônios deram-se a si mesmos primeiro ao Senhor, depois fizeram a oferta aos pobres da Judeia. Antes de trazer nossa oferta, precisamos trazer nossa vida. Primeiro Deus aceita o ofertante, depois recebe a oferta.

- A oferta é uma semeadura recompensada por Deus com farturosa colheita (2Co 9.6). Quando ofertamos para atender à necessidade dos santos, estamos fazendo uma semeadura. Quem semeia pouco, colhe pouco; quem semeia com fartura, com abundância ceifará. O bem que fazemos aos outros vem sobre nós mesmos e isso da parte do Senhor. Quem dá ao pobre, a Deus empresta. A alma generosa prosperará. A semente que se multiplica não é a que comemos, mas a que semeamos. É Deus quem nos dá semente para semear. É Deus quem supre e aumenta a nossa sementeira. É Deus quem multiplica os frutos da nossa justiça. É Deus quem nos enriquece em tudo, para agirmos com toda generosidade, a fim de que sejam tributadas a ele, as ações de graças. Quando socorremos os santos, isso não apenas supre as necessidades deles, mas também, redunda em ações de graças a Deus.

Que Deus nos mova à generosidade e nos faça mordomos fiéis na administração dos bens a nós confiados!

sexta-feira, 1 de março de 2013

Dízimo, uma prática bíblica a ser observada

Um comentário:
E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo. (Gênesis 14:20)

Por Hernandes Dias Lopes em Palavra da Verdade


Há uma enxurrada de comentários tendenciosos e distorcidos circulando as redes sociais, em nossos dias, atacando a doutrina dos dízimos. Acusam os pastores que ensinam essa doutrina de infiéis e aproveitadores. Acusam as igrejas que recebem os dízimos de explorar o povo. Outros, jeitosamente, tentam descaracterizar o dízimo, afirmando que essa prática não tem amparo no Novo Testamento. Tentam limitar o dízimo apenas ao Velho Testamento, afirmando que ele é da lei e não vigente no tempo da graça.

Não subscrevemos os muitos desvios de igrejas que, laboram em erro, ao criarem mecanismos místicos, sincréticos e inescrupulosos para arrecadar dinheiro, vendendo água fluidificada, rosa ungida, toalha suada e até tijolo espiritual. Essas práticas são pagãs e nada tem a ver com ensino bíblico da mordomia dos bens. O fato, porém, de existir desvio de uns, não significa que devemos afrouxar as mãos, no sentido de ensinar tudo quanto a Bíblia fala sobre dízimos e ofertas. Destaco, aqui, alguns pontos para nossa reflexão.

Em primeiro lugar, a prática do dízimo antecede à lei. Aqueles que se recusam ser dizimistas pelo fato de o dízimo ser apenas da lei estão rotundamente equivocados. O dízimo é um princípio espiritual presente entre o povo de Deus desde os tempos mais remotos. Abraão pagou o dízimo a Malquizedeque (Gn 14.20) e Jacó prometeu pagar o dízimo ao Senhor (Gn 28.22), muito antes da lei ser instituída.

Em segundo lugar, a prática do dízimo foi sancionada na lei. O princípio que governava o povo de Deus antes da lei, foi ratificado na lei. Agora, há um preceito claro e uma ordem específica para se trazer todos os dízimos ao Senhor (Lv 27.32). Não entregar o dízimo é transgredir a lei, e a transgressão da lei constitui-se em pecado (1Jo 3.4).

Em terceiro lugar, a prática do dízimo está presente em toda Bíblia. A fidelidade na mordomia dos bens, a entrega fiel dos dízimos e das ofertas, é um ensino claro em toda a Bíblia. Está presente no Pentateuco, os livros da lei; está presente nos livros históricos (Ne 13.11,12), poéticos (Pv 3.9,10) e proféticos (Ml 3.8-10). Também está explicitamente ratificado nos evangelhos (Mt 23.23) e nas epístolas (Hb 7.8). Quanto ao dízimo não podemos subestimá-lo, sua inobservância é um roubo a Deus. Não podemos subtraí-lo, pois a Escritura é clara em dizer que devemos trazer "todos os dízimos". Não podemos administrá-lo, pois a ordem: "Trazei todos os dízimos à casa do tesouro".

Em quarto lugar, a prática do dízimo é sancionada por Jesus no Novo Testamento. Os fariseus superestimavam o dízimo, fazendo de sua prática, uma espécie de amuleto. Eram rigorosos em sua observância, mas negligenciam os preceitos mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fé. Jesus, deixa claro que devemos observar atentamente a prática dessas virtudes cardeais da fé cristã, sem omitir a entrega dos dízimos (Mt 23.23). Ora, aqueles que usam o argumento de que o dízimo é da lei, e por estarmos debaixo da graça, estamos isentos de observá-lo; da mesma forma, estariam também isentos da justiça, da misericórdia e da fé, porque essas virtudes cardeais, também, são da lei. Só o pensar assim, já seria uma tragédia!

Em quinto lugar, a prática do dízimo é um preceito divino que não pode ser alterado ao longo dos séculos. Muitas igrejas querem adotar os princípios estabelecidos pelo apóstolo Paulo no levantamento da coleta para os pobres da Judéia como substituto para o dízimo. Isso é um equívoco. O texto de 2 Coríntios 8 e 9 trata de uma oferta específica, para uma causa específica. Paulo jamais teve o propósito de que essas orientações fossem um substituto para a prática do dízimo. Há igrejas na Europa e na América do Norte que estabelecem uma cota para cada família para cumprir o orçamento da igreja. Então, por serem endinheirados, reduzem essa contribuição a 5% ou 3% do rendimento. Tem a igreja competência para mudar um preceito divino? Mil vezes não! Importa-nos obedecer a Deus do que aos homens. 

Permaneçamos fiéis às Escrituras.

Sejamos fiéis dizimistas!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Quando o Povo de Deus se Reúne para Ofertar ao Senhor

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Dêem ao Senhor a glória devida ao seu nome, e entrem em seus átrios trazendo ofertas.(Sl 96:8 – NVI)



As duas principais contribuições financeiras requeridas por Deus para a manutenção de sua obra na terra são: os dízimos e as ofertas. Este estudo enfatiza o dever que o cristão tem de contribuir. O dízimo, como a própria palavra indica, representa dez por cento de um todo. Portanto, tem valor previamente estabelecido. Já as ofertas devem ser dadas voluntariamente, ou seja, de acordo com o propósito do coração (2 Co 9:7), com alegria e da maneira que melhor expresse a gratidão do ofertante. O tipo da oferta vai depender do fim a que se destina.

Considerando que a organização de Deus na terra, hoje representada pela igreja, teria dificuldades, financeiramente, se não contasse com as contribuições de seus membros, o Senhor estabeleceu, já desde o princípio, os meios necessários à sua manutenção: o dízimo e as ofertas. Estas duas formas de contribuição servem para sustentar aqueles que trabalham no ministério e também para atender às demais necessidades de sua obra. Essa doutrina que trata do dever de o crente contribuir está fundamentada na palavra de Deus. Ela certamente nos ajudará a compreender essa necessidade.

Tragam ofertas: Três vezes ao ano, todo o povo de Israel deveria aparecer perante o Senhor Deus, no lugar que escolhesse: na festa dos pães asmos, na festa das semanas e na festa dos tabernáculos. Porém, ninguém podia aparecer de mãos vazias: Cada qual, conforme ao dom da sua mão conforme à bênção que o Senhor teu Deus te tiver dado (Dt 16:16- 17). Essa foi a orientação dada por Deus aos filhos de Israel, no tocante às ofertas que deveriam oferecer-lhe, nas três principais festas do seu calendário religioso. Com isso, Deus estava lembrando a esse povo que as ofertas fazem parte do culto a Deus (Sl 96:8; Êx 23:15, 34:20; 2 Co 8:1-4).

As ofertas, ao contrário dos dízimos, não são feitas com base num percentual da quantia recebida. Contudo, os textos citados sugerem que, ao participar dos trabalhos na casa do Senhor, o crente deve levar algo para oferecer-lhe e que o valor dessas ofertas deve ter como base o tamanho da gratidão do crente diante das bênçãos recebidas. A palavra de Deus afirma: ... o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância também ceifará (2 Co 9:6); ... porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará (Gl 6:6).

A motivação ao ofertar: Vivemos em um tempo em que, para cada ação que praticamos, precisamos ter uma motivação. Na igreja, isso não é diferente. Precisamos de motivação para congregar, para exercer uma atividade na igreja local, para contribuir, etc. De que motivação nós precisamos para ofertar? Parece-nos que a grande motivação de que precisamos para contribuir é o amor pela causa de Deus. É o desejo que devemos ter de ver as necessidades da causa de Deus atendidas e satisfeitas.

Se houver amor, haverá disposição para contribuir. Não concordamos com aqueles que procuram motivar a prática das contribuições com a promessa de que elas serão revertidas em prosperidade material, como se a relação do crente com Deus fosse à base de troca: “É dando que se recebe”. Enfatizam tanto a questão do retorno financeiro que se esquecem de que este não é o benefício de que o crente mais precisa. O crente deve contribuir com fé, como fez a viúva pobre (Lc 21:1-4), que, ao contrário dos que ofertavam do que lhes sobejava, colocou na salva tudo que possuía. Ela tinha a certeza de que Deus não lhe deixaria faltar o necessário para o seu sustento.

Um grave problema: Um dos fatores que têm impedido a muitos crentes de contribuírem com ofertas mais significativas e, portanto, correspondentes aos benefícios recebidos de Deus, é o amor demasiado ao dinheiro (1 Tm 6:9-10). É evidente que nem todos podem contribuir com ofertas expressivas, porque estas dependem da condição financeira de cada um. Mas há aqueles que até podem contribuir, mas não o fazem, temendo, talvez, que essas contribuições lhes façam falta no futuro.

Ofertar para a causa de Deus, além de não empobrecer aqueles que contribuem, pode ser motivo de bênçãos para quem oferta com fé (Ml 3:10). Houve uma época, no passado, em que, por falta das contribuições dos dízimos e das ofertas, os que trabalhavam no serviço do templo viram-se constrangidos a abandonar o ministério, e a casa de Deus ficou fechada. Essa informação, nós encontramos no livro de Neemias: Também entendi que o quinhão dos levitas se lhes não dava, de maneira que os levitas e os cantores, que faziam a obra, tinham fugido cada um para a sua terra. Então contendi com os magistrados, e disse: Por que se desamparou a casa de Deus (Ne 13:10-11). Depois de conscientizar os omissos, Neemias restaurou o sistema (Ne 13:11-13).

Deus é o dono de tudo. Do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam (Sl 24:1). Nossa vida e tudo o que temos pertencem ao Senhor. Nós somos apenas e tão somente seus mordomos.

Um eficiente termômetro: A maneira como gastamos o nosso dinheiro pode servir como termômetro para medir o grau de comprometimento e fidelidade que temos para com a causa de Deus. Já dissemos que, dos 100% dos nossos ganhos, 10% pertencem ao Senhor e a ele devem ser devolvidos. Isto significa que Deus permitiu que administrássemos em nosso próprio benefício os 90% restantes. E a experiência nos tem mostrado que, quando os administramos com sabedoria, eles são suficientes para o atendimento de nossas necessidades e das necessidades da causa de Deus.

As dificuldades financeiras pelas quais passou a congregação de Israel, nos dias de Neemias, também são mencionadas no livro do profeta Malaquias. Então, Deus, utilizando-se deste profeta, chamou a atenção de seu povo, no sentido de trazê-lo de volta à pratica da obediência, ao dever de contribuir. Curioso é que Deus não quer que essas contribuições sejam forçadas. No tocante às ofertas, por exemplo, ele quer que cada um contribua com alegria. Portanto, a recomendação que temos da parte dele é a seguinte: Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria (2 Co 9:7).

Dízimo: Entregar ou devolver? Deus é o dono de tudo. Do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam (Sl 24:1). Nossa vida e tudo o que temos pertencem ao Senhor. Nós somos apenas e tão somente seus mordomos. Portanto, quando contribuímos com os dízimos e com as ofertas, não estamos “pagando” ao Senhor; só estamos lhe devolvendo parte daquilo que já lhe pertence. Esta é uma atitude de fé e uma prova de gratidão. E, embora não se deve ter em mente uma retribuição, esta, com certeza, virá para aqueles que contribuem com fé.

Ao devolver ao Senhor parte do que ele nos deu, devemos fazê-lo com alegria. E a razão pura e simples para isso é a seguinte: Se não contarmos com a ajuda do Senhor em nossos empreendimentos, nada conseguiremos, porque tudo o que temos, recebemos dele: nossa respiração, nossa saúde física e mental, nosso emprego, nossos ganhos, nossos bens, etc. É esse o modo de entender do cristão. Jesus declarou: Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer (Jo 15:5 ARA). Paulo afirma: Porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos.

As bênçãos da contribuição: Dissemos, anteriormente, que nunca devemos contribuir pensando numa retribuição imediata. Deus, porém, tem reservado bênçãos especiais para aquele que contribui: E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda a boa obra (2 Co 9:8). E também: Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, e pão para comer, também multiplicará a vossa sementeira, e aumentará os frutos da vossa justiça (2 Co 9:10). Esses textos mostram claramente que as bênçãos prometidas por Deus são, antes de tudo, espirituais (cf. 2 Co 9:8,10).

Nas palavras de Paulo, o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância também ceifará (2 Co 9:6). Ele também completa, no versículo sete: Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria. Sendo assim, a generosidade do ofertante deve partir da alegria de honrar a Deus. O Senhor espera que sejamos generosos em nossas contribuições, pois é com uma atitude assim que revelamos o quanto estamos agradecidos a ele pelos incontáveis benefícios materiais e espirituais que ele nos tem proporcionado.

PRATICANDO A PALAVRA DE DEUS

1. Que haja generosidade em nossa oferta ao Senhor.

Muitos cristãos têm deixado de contribuir ou têm contribuído apenas com valores simbólicos, por se apegarem ao dinheiro com mais amor do que deveriam. Aos que têm negligenciado esse dever, lembramos que as ofertas fazem parte de nossa adoração ao Senhor. Portanto, quando nos reunirmos para prestarmos a Deus o nosso culto, devemos cumprir com a recomendação do Senhor: Dêem ao Senhor a glória devida ao seu nome, e entrem em seus átrios trazendo ofertas (Sl 96:8 – NVI). E mais: Ninguém apareça vazio perante mim (Êx 23:15, 34:20; Dt 16:16). O momento da retirada das ofertas deve ser solene em nossas reuniões. É a oportunidade que temos de colaborar com a obra do Senhor. Portanto, devemos fazer isso com prazer. Um exemplo digno de imitação nós encontramos na atitude dos macedônios que, apesar da profunda pobreza, pediram a Paulo com muitos rogos que lhes permitisse participar da campanha empreendida por ele em favor dos crentes pobres de Jerusalém. Deles, Paulo deu testemunho, dizendo: E não somente fizeram como nós esperávamos, mas a si mesmos se deram primeiramente ao Senhor, e depois a nós (2 Co 8:5).

2. Que haja planejamento em nossa oferta ao Senhor.

As ofertas podem ter designações diferentes, de acordo com a finalidade a que se destinam. Em se tratando de ofertas especiais ou para fins específicos, é importante que sejam planejadas. Seria interessante, por exemplo, que o contribuinte assalariado determinasse um percentual do seu salário e o separasse para as ofertas. Estas poderiam ser devolvidas de uma só vez, se este fosse o critério adotado, ou divididas pelo número de reuniões regulares.

Há, na Segunda Epístola de Paulo aos Coríntios, algumas frases que servem como sugestão para aqueles que querem fazer suas ofertas de maneira organizada: ... segundo o que tendes (2 Co 8:11); ... preparem d’antemão a vossa contribuição (2 Co 9:5); Cada um contribua segundo propôs no seu coração (2 Co 9:7). Observemos que a Bíblia não nos ordena ofertarmos além do que temos: Segundo o que tendes. Temos também a instrução de separarmos nossa oferta com antecipação: ... preparem d’antemão. Quem contribui deve estar certo do quanto e de como vai contribuir. As ofertas devem ser entregues de acordo com o propósito do coração. Por isso, são voluntárias.

3. Que haja contentamento em nossa oferta ao Senhor.

Nunca é demais repetir que o momento da retirada das ofertas deve ser, em nossas reuniões, um momento de regozijo, porque mais bem aventurada coisa é dar do que receber(At 20:35). E como é bom estar em condições de poder oferecer ao Senhor parte daquilo que ele nos deu! Os macedônios pediram, com insistência, a oportunidade de participarem da campanha de levantamento das ofertas, que foi feita nos dias de Paulo em favor dos crentes pobres de Jerusalém (2 Co 8:4). Que exemplo digno de ser imitado!

Essas contribuições não devem ser feitas com tristeza ou por constrangimento, como se aquele que contribui fosse forçado a fazer isso. Todo sacrifício que se faz para Deus deve ser feito com voluntariedade, com prazer. Se não for assim, o sacrifício, qualquer que seja o seu tamanho, perderá a sua importância para aquele que o recebe. Há algo que precisa ser lembrado à liderança da igreja: Não se deve usar o momento da retirada das ofertas para fazer exortações ou apelações insistentes. Atitudes assim, embora, excepcionalmente, sejam necessárias, podem produzir resultados opostos.

CONCLUSÃO

Deus é o dono de tudo e nós somos apenas seus mordomos. De tudo que nos deu, ele pede de volta uma pequena parcela representada pelos dízimos e pelas ofertas. O dízimo, como a própria palavra indica, corresponde a 10% de um todo. As ofertas são voluntárias, não há percentual estabelecido. Essas contribuições fazem parte de nossa adoração a Deus, e, por isso, devem ser feitas com alegria e generosidade. Há uma recompensa de Deus aos que fizerem isso com fé.

Fonte: DEC - Revista de estudos na Escola Bíblica 295 - 2011 | Adaptado para o blog por PCamaral

sábado, 1 de janeiro de 2011

Roubará o homem a Deus?

6 comentários:
Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. (Ml 3:8)

Um dos roubos mais famosos da história aconteceu no dia 8 de agosto de 1963, e envolveu 16 pessoas de um condado da Inglaterra. Dentre essas pessoas, estava o britânico Ronald Biggs, que se tornou mundialmente famoso por ter se refugiado no Brasil, por mais de 35 anos. Na ação, o bando levou de um trem postal a incrível quantia de 2.631.784 de libras esterlinas em notas miúdas - hoje em dia, o equivalente a cerca de 92 milhões de reais!

Roubo é o assunto deste artigo. Mas não se trata de um roubo qualquer. É mais grave do que o feito contra o trem pagador. Vejamos que roubo é esse.

O livro de Malaquias é o livro das perguntas. Nele, existem vinte e seis perguntas (Ml 1:2,6-10,13, 2:10,14-15,17, 3:2,7-8,13-14). Só não estão presentes no capítulo quatro. Das vinte e seis, onze foram feitas por Deus, nove pelo povo e seis pelo profeta. As perguntas de Deus são sempre incisivas, honestas e profundas. As do profeta seguem nesta direção. Já as do povo, são absurdamente cínicas e irônicas. Mas vamos, agora, voltar nossa atenção para uma das perguntas divinas.

1. Roubará o homem a Deus?: Se esta não fosse uma pergunta divina, diríamos, sem titubear, que é uma pergunta sem sentido. Parece-nos impossível a criatura poder roubar o Criador. Mas ela não só pode roubá-lo, como rouba. Deus não acusa, mas afirma, sem rodeio algum, que o seu próprio povo o rouba: Vós me roubais (Ml 3:8b). Ele o rouba nos dízimos e nas ofertas (Ml 3:8c). O termo hebraico para “roubais” (qaba ̀) tem a ideia de “tomar à força”. Ele é usado de novo apenas em Pv 22:23, no contexto de uma agressão ao pobre. Isso nos mostra que se trata de um ato violento. Mas isso não é tudo. Alguns eruditos modernos pensam em mudar (e alguns mudam) as consoantes do verbo qaba` (roubar) de lugar para obterem o verbo `aqab (suplantar), de cuja raiz é formado o nome “Jacó” (Ya ̀aqob), que significa “suplantador” (Ml 1:2, 2:2, 3:6). A Bíblia de Jerusalém concorda [Ver nota de rodapé desse texto na Bíblia de Jerusalém], com essa alteração, mas não adota no lugar do verbo “roubar” o verbo “suplantar”. Ela optou por um verbo sinônimo: “enganar”. É bem atraente, “o jogo de palavras como nome Jacó, mas o texto hebraico tem como vantagem uma franqueza que soa real, e deve ser conservado” [BALDWIN, J. G. Ageu, Zacarias e Malaquias: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova e Mundo Cristão, 1982 pág. 206].

2. Com maldição sois amaldiçoados: Em Ml 1:14, Deus amaldiçoa o enganador, que lhe prometeu um animal perfeito do seu rebanho, mas lhe ofereceu um animal defeituoso. Em Ml 2:2, Deus garante que amaldiçoará terrivelmente os sacerdotes que não obedecerem aos seus mandamentos e não honrarem o seu nome. Agora, em Ml 3:9, Deus declara que amaldiçoou a nação toda por causa do roubo dos dízimos e das ofertas. “Insurgir-se contra Deus e violar as suas leis trazem maldição inevitável. Deus é santo e não premia a infidelidade” [LOPES, H. D. Malaquias: a igreja no tribunal de Deus. São Paulo: Hagnos, 2006 pág. 103], nem ignora a desobediência. Isso é assim desde o princípio (Gn 3:14-19). Quando houve aquele terrível terremoto no Haiti, houve quem dissesse que o desastre que matou milhares de pessoas era resultado de uma maldição divina, uma vez que os haitianos são praticantes de religiões africanas. Um bispo do país, então, se manifestou dizendo: “Nossa desolação não é uma maldição divina” [http://www.zenit.org/article-23976?|= portuguese]. Destacou que o desastre foi provocado por um fenômeno natural. Mas o mesmo não se pode dizer sobre o que ocorre com a nação de Israel. A tragédia que se abateu sobre os filhos de Israel do tempo de Malaquias não foi um fenômeno natural, foi uma maldição divina. O próprio Deus deixou isso muito claro. A causa da maldição? Desobediência!

3. Trazei todos os dízimos: Aqui, há uma ordem clara da parte Deus para todo o povo: Trazei todos os dízimos. O que essa expressão sugere? Sugere que algumas pessoas haviam deixado de trazer os dízimos. Mas não apenas isso. O “hebraico também pode ser traduzido como o ‘dízimo inteiro’, o que significa que o povo estava retendo uma parte do que deveria ser trazido” [DAVIDSON, F. O Novo Comentário da Bíblia. 3 ed. São Paulo: Vida Nova, 1997 pág. 937]. O povo, na verdade, fingia conformar-se a lei oferecendo alguns dízimos à casa do Tesouro, mas não todos os exigidos pela lei (Lv 27:30). Deus diz que os dízimos devem ser trazidos à casa do Tesouro para que haja mantimento na sua casa. Os dízimos forneciam o sustento daqueles que trabalham no templo. Quando não eram trazidos, eles não tinham outra opção senão desistir do seu ministério e ganhar o seu sustento na agricultura. E os diversos deveres que eram de responsabilidade deles deixavam de ser executados. Isso já havia ocorrido num passado recente. Na época de Neemias, os levitas e os cantores, que faziam o serviço, tinham fugido cada um para o seu campo (Ne 13:10b) porque os dízimos não estavam sendo entregues como deveriam.

4. E provai-me nisto: Deus afirma que, se o povo parasse de roubá-lo, tudo mudaria. Ele chega a chamar o seu povo a fazer um teste dele! O que mudaria, se o povo mudasse? Se o povo parasse de roubá-lo, a seca acabaria. Ele abriria as janelas do céu, não para julgar e destruir (Gn 7:11; Is 24:18), mas para abençoar sem medida, isto é, até não haver mais qualquer necessidade. Essa é, literalmente, uma promessa de chuva. Se o povo parasse de roubá-lo, os campos voltariam a produzir. Ele repreenderia o devorador, o inimigo da colheita, provavelmente um tipo de gafanhoto (Jl 1:4). Mas ainda tem mais. Se o povo parasse de roubá-lo, a vide, a mais importante das árvores frutíferas, voltaria a produzir sem falhar. O retorno dos filhos de Israel do cativeiro produziu um grande impacto sobre as nações gentias. Entre as nações se dizia: Grandes coisas o Senhor tem feito por eles (Sl 126:2). Isso poderia acontecer novamente. Quando as nações circunvizinhas vissem a prosperidade que viria depois da liberalidade do povo para com Deus, elas concluirão, acertadamente, que foi a mão do Senhor que abençoou o povo. É por isso que Deus diz: todas as nações vos chamarão felizes, porque vós sereis uma terra deleitosa (Ml 3:12). O que todas essas ações de Deus mostram? Seu senhorio na natureza. A Bíblia faz questão de frisar que Deus é Senhor da criação, do tempo e do clima (I Sm 12:18; Jó 37:10; Dt 11:17; Is 5:6; Jr 10:13). Por ser ele grande em força e forte em poder (Is 40:26b), pode se utilizar do clima, na hora que quiser e do modo que quiser, para mostrar a todas as nações da terra tanto o seu favor (Dt 11:14; Jl 2:23; At 14:17) quanto o seu juízo (Êx 9:23; Js 10:11; I Sm 7:10). Sem dúvida, “todos os poderes da natureza testemunham a existência de um poder soberano no Deus da natureza, de quem se originam e de quem dependem” [HENRY, M. Comentário bíblico Matthew Henry: Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 2008 pág.158].

PRATICANDO A PALAVRA DE DEUS

1. Jamais retenha o dízimo! Vamos voltar à ordem de Deus: Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro. Atente apenas para o verbo “trazei”. Ele está no plural: “trazei vós”. Isto quer dizer que a ordem é para todos que fazem parte do povo de Deus. Você faz parte do povo de Deus? Então, essa ordem é para você. Essa é uma ordem contra a retenção, porque “trazei” é o mesmo que “transportai para cá” ou “encaminhai para cá”. “Reter” é prender, é guardar, é manter firmemente em seu próprio poder o que não lhe pertence. O dízimo não é seu: é do seu Senhor (Lv 27:30). Não é certo ficar com o que é dos outros. Você sabe disso. Então, vamos, faça logo o que Deus manda fazer: leve-o, ainda hoje, para ele!

2. Jamais subtraia o dízimo! A ordem de Deus é para trazer não alguns, mas todos os dízimos. Talvez você já saiba disso, mas sempre vale a pena lembrar: a palavra dízimo significa dez por cento de alguma coisa ou de algum valor. Foi o próprio Deus quem determinou este percentual. Deus não está aberto para negociar este percentual. Ele exige que seja entregue em sua totalidade, não uma parte dele, e de uma só vez, não em várias vezes. Desta forma, você não pode e não deve usar alguma parte desse percentual em benefício próprio ou em benefício de outrem. “A subtração do dízimo é vista como uma violência contra Deus” [COELHO FILHO, I. G. Malaquias: nosso contemporâneo: um estudo contextualizado do livro de Malaquias. 2 ed. Rio de Janeiro: Juerp, 1994 pág. 67]. Que o seu dízimo seja sempre inteiro e que seja sempre de tudo o que você ganha!

3. Jamais administre o dízimo! Deus não institui apenas o dever e o valor da entrega dos dízimos. Ele também institui o local da entrega: a casa do Tesouro. Esta expressão designava os celeiros ou armazéns onde os dízimos eram guardados. O que isto quer dizer? Quer dizer, entre outras coisas, que outros devem administrar o que pertence ao Senhor, e não você. Você não é chamado a administrar o dízimo, mas a devolvê-lo, integralmente, ao seu legítimo dono, como ele manda e onde ele manda. E se não o administrarem responsavelmente? Terão, certamente, que prestar contas ao Senhor do dízimo.

CONCLUSÃO

Entregue o dízimo! Mas não entregue o dízimo pensando no que vai receber. Entregue o dízimo porque você ama a Deus, porque você lhe obedece, porque você lhe é agradecido, porque você não quer ver a casa dele desamparada, porque você concorda que digno é o obreiro do seu salário (I Rm 5:8). Entregue o dízimo porque você não ama o dinheiro (I Tm 6:10), porque você sabe que mais bem-aventurado é entregar do que receber (At 20:35), porque você tem sido abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo (Ef 1:3b).

Que Deus nos abençoe!
***

DEC - PCamaral

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

As Razões Dos Não-Dizimistas

8 comentários:
Por Hernades Dias Lopes em Palavra da Verdade

Então Melquisedeque, rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo, trouxe pão e vinho e abençoou Abrão, dizendo: "Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, Criador dos céus e da terra. E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou seus inimigos em suas mãos". E Abrão lhe deu o dízimo de tudo. (Gênesis 14:18-20)

A doutrina do dízimo é inaceitável para aqueles que ainda não tiveram uma experiência pessoal com Jesus Cristo. Isto porque não foram ainda marcados pela consciência da causa de Deus nem pela prioridade do Seu Reino.

No Novo Testamento a palavra dízimo aparece nove vezes e ligadas a duas situações:

1) Mt 23.23 - Partindo dos lábios de Jesus em relação aos fariseus. Jesus aqui reafirma a necessidade do dízimo, ao mesmo tempo em que denuncia sua prática como demonstração de piedade exterior (Lc 18.12) – Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho. Também Jesus denuncia a prática do dízimo como substituição de valores do Reino tais quais: justiça, misericórdia e fé (Lc 11.42).

2) Hb 7. 1-10 - Eis as lições desse texto: a) O Pai da fé deu dízimo de tudo – v. 2; b) O pai da fé deu o dízimo do melhor – v. 4; c) A entrega dos dízimos se deu não por pressão da lei, uma vez que o povo israelita ainda não existia e, portanto, muito menos a lei judaica – v. 6; d) Hebreus nos faz perceber e reconhecer a superioridade do valor do dízimo que é dado a Cristo (imortal) em relação ao dado aos sacerdotes (mortais) – v. 8; e) O autor destaca que os que administram os dízimos também devem ser dizimistas – v. 9.

Ser ou não ser dizimista é uma questão de acreditarmos na causa que abraçamos, na “pérola que encontramos.” Hoje muitos crentes não são fiéis a Deus na devolução dos dízimos. Para justificar esta atitude criam várias justificativas e desculpas. Se dependessem deles a igreja fecharia as portas. Não existiriam templos, nem pastores, nem missionários, nem bíblias distribuídas, nem assistência social. Eis, algumas das justificativas clássicas dos não-dizimistas:
 Porque este Melquisedeque, rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, que saiu ao encontro de Abraão, quando voltava da matança dos reis, e o abençoou, para o qual também Abraão separou o dízimo de tudo (primeiramente se interpreta rei de justiça, depois também é rei de Salém, ou seja, rei de paz, sem pai, sem mãe, sem genealogia; que não teve princípio de dias, nem fim de existência, entretanto, feito semelhante ao Filho de Deus), permanece sacerdote perpetuamente. Considerai, pois, como era grande esse a quem Abraão, o patriarca, pagou o dízimo tirado dos melhores despojos. Ora, os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm mandamento de recolher, de acordo com a lei, os dízimos do povo, ou seja, dos seus irmãos, embora tenham estes descendido de Abraão; entretanto, aquele cuja genealogia não se inclui entre eles recebeu dízimos de Abraão e abençoou o que tinha as promessas. Evidentemente, é fora de qualquer dúvida que o inferior é abençoado pelo superior. Aliás, aqui são homens mortais os que recebem dízimos, porém ali, aquele de quem se testifica que vive. E, por assim dizer, também Levi, que recebe dízimos, pagou-os na pessoa de Abraão. Porque aquele ainda não tinha sido gerado por seu pai, quando Melquisedeque saiu ao encontro deste. (Hebreus 7.1-10)
I. JUSTIFICATIVA TEOLÓGICA

Ah, eu não sou dizimista, porque dízimo é da lei. E eu não estou debaixo da lei, mas sim da graça.

Sim! O dízimo é da lei, é antes da lei e é depois da lei. Ele foi sancionado por Cristo. Se é a graça que domina a nossa vida, porque ficamos sempre aquém da lei? Será que a graça não nos motiva a ir além da lei? Veja: a lei dizia: Não matarás: eu porém vos digo aquele que odiar é réu de juízo, a lei dizia: Não adulterarás: eu porém vos digo qualquer que olhar com intenção impura… a lei dizia: Olho por olho, dente por dente: eu porém vos digo: se alguém te ferir a face direita, dá-lhe também a esquerda. A graça vai além da lei: porque só nesta questão do dízimo, ela ficaria aquém da lei? Esta, portanto, é uma justificativa infundada. Mt 23.23 - justiça, misericórdia e fé também são da lei. Se você está desobrigado em relação ao dízimo por ser da lei, então você também está em relação a estas virtudes.

II. JUSTIFICATIVA SENTIMENTAL

Muitos dizem: A bíblia diz em II Co 9.7, Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria - espontânea e com alegria. Só que este texto não fala de dízimo e sim de oferta. Dízimo é dívida. Não devolver o dízimo é roubar de Deus. Perguntamos também: O que estará acontecendo em nosso coração que não permite que não tenhamos alegria em dizimar? Em sustentar a Causa que abraçamos e defendemos?

III. JUSTIFICATIVA FINANCEIRA

“O que eu ganho não sobra ou mal dá para o meu sustento”.

1) O dízimo não é sobra - Dízimo é primícia. “Honra ao Senhor com as primícias da tua renda.” Deus não é Deus de sobras, de restos. Ele exige o primeiro e o melhor. 2) Contribua conforme a tua renda para que a tua renda não seja conforme a tua contribuição - Deus é fiel. Ele jamais fez uma exigência que não pudéssemos cumprir. Ele disse que abriria as janelas dos céus e nos daria bênçãos sem medidas se fôssemos fiéis. Ele nos ordenou a fazer prova Dele nesta área. Ele promete abrir as janelas do céu! Ele promete repreender o devorador por nossa causa. 3) Se não formos fiéis, Deus não deixa sobrar - Ageu diz que o infiel recebe salário e o coloca num saco furado. Vaza tudo. Foge entre os dedos. Quando somos infiéis fechamos as janelas dos céus com as nossas próprias mãos e espalhamos o devorador sobre os nossos próprios bens.

IV. JUSTIFICATIVA ASSISTENCIAL

“Prefiro dar meu dízimo aos pobres. Prefiro eu mesmo administrar meu dízimo”.

A Bíblia não nos autoriza a administrar por nossa conta os dízimos que são do Senhor. O dízimo não é nosso. Ele não nos pertence. Não temos o direito nem a permissão nem para retê-lo nem para administrá-lo. A ordem é: trazei todos os dízimos à casa do tesouro para que haja mantimento na minha casa. A casa do Tesouro é a congregação onde assistimos e somos alimentados. Mas será que damos realmente os “nossos” dízimos aos pobres? Com que regularidade? Será uma boa atitude fazer caridade com a parte que não nos pertence?

V. JUSTIFICATIVA POLÍTICA

“Eu não entrego mais os meus dízimos, porque eles não estão sendo bem administrados.”

Não cabe a nós determinar e administrar do nosso jeito o dízimo do Senhor que entregamos. Se os dízimos não estão sendo bem administrados, os administradores darão conta a Deus. Não cabe a nós julgá-los, mas sim Deus é quem julga. Cabe a nós sermos fiéis. Não será também que esta atitude seja aquela do menino briguento, dono da bola, que a coloca debaixo do braço sempre que as coisas não ocorrem do seu jeito? Deus mandou que eu trouxesse os dízimos, mas não me nomeou fiscal do dízimo.

VI. JUSTIFICATIVA MÍOPE

“A igreja é rica e não precisa do meu dízimo.”

Temos conhecimento das necessidades da igreja? Temos visão das possibilidades de investimento em prol do avanço da obra? Estamos com essa visão míope, estrábica, amarrando o avanço da obra de Deus, limitando a expansão do Evangelho? Ainda, não entregamos o dízimo para a igreja. O dízimo não é da igreja. É do Senhor. Entregamo-lo ao Deus que é dono de todo ouro e de toda prata. Ele é rico. Ele não precisa de nada, mas exige fidelidade. Essa desculpa é a máscara da infidelidade.

VII. JUSTIFICATIVA CONTÁBIL

“Não tenho salário fixo e não sei o quanto ganho.”

Será que admitimos que somos maus administradores dos nossos recursos? Como sabemos se o nosso dinheiro dará para cobrir as despesas de casa no final do mês? Não sabendo o valor exato do salário, será que o nosso dízimo é maior ou menor do que a estimativa? Porque ficamos sempre aquém da estimativa? Será auto-proteção? Será desinteresse?

VIII. JUSTIFICATIVA ECLESIOLÓGICA

“Não sou membro da igreja”

Acreditamos mesmo que os nossos deveres de cristãos iniciam-se com o Batismo e a Profissão de Fé ou com a inclusão do nosso nome num rol de membros? Não será incoerência defendermos que os privilégios começam quando aceitamos a Cristo: (o perdão, a vida eterna) e os deveres só depois que nos tornamos membros da igreja? Somos menos responsáveis pelo crescimento do Reino de Deus só porque não somos membros da igreja?

CONCLUSÃO

É hora de abandonarmos nossas evasivas. É hora de darmos um basta às nossas desculpas infundadas. É hora de pararmos de tentar enganar a nós mesmos e convencer a Deus com as nossas justificativas.

É hora de sermos fiéis ao Deus fiel. É hora de sabermos que tudo é de Deus: nossa casa, nosso carro, nossas roupas, nossas jóias, nossos bens, nossa vida, nossa saúde, nossa família. Tudo é dele. Somos apenas mordomos, administradores. Mordomos e não donos. Deus quer de nós obediência e não desculpas. Fidelidade e não evasivas.
Que atitude vamos tomar? Nosso coração está onde está o nosso tesouro. Se buscarmos em primeiro lugar o Reino de Deus, não vamos ter problemas com o dízimo.

Amém.

Nós só conseguimos compreender, sem ressalvas, a bênção que é devolver o dizimo quando a praticamos. Desta forma reconhecemos e declaramos publicamente que Deus é Dono de todas as coisas e Senhor de nossas vidas. E que tudo o que temos é Ele quem nos provê. O que fazemos, nada mais é do que devolvermos, a Ele, a décima parte do que Ele nos dá para administrar. E eu posso testemunhar aqui que Deus sempre me abençoou pela minha fidelidade. Não por interesse ou por algum tipo de troca, mas porque entendi o sentido espiritual da devolução do dizimo.

Sou fiel dizimista e não abro mão de exercer essa bênção na minha vida. Pois se devolvo com alegria, e nada me falta, muito pelo contrário, só prova que o nosso Deus é um Deus fiel e cumpre tudo o que declara!

Que Deus nos abençoe!



OUTROS ARTIGOS SOBRE DIZIMOS E OFERTAS:

- Você Enriquece Por Se Tornar Dizimista?
- Por Que Não Sou Um Bom Dizimista?
- Dizimo - Prova de Fé
- Investimento no Reino de Deus
- Dizimo - Amor ao Próximo
- Dizimo - Amor a Deus
- Dizimo - Mordomia Cristã
- Dizimo - Gratidão a Deus - [o mais comentado questionado artigo da série - visite também]
- Seis Motivos para Devolvermos o Dízimo e Ofertar na Casa de Deus
- Dízimo, uma questão de fé e amor a Deus
- As Razões Dos Não-Dizimistas

- TODOS OS ARTIGOS AQUI

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Você Enriquece Por Se Tornar Dizimista?

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Observem as aves do céu: não semeiam nem colhem nem armazenam em celeiros; contudo, o Pai celestial as alimenta. Não têm vocês muito mais valor do que elas? (Mateus 6:26)

No artigo anterior “Por Que Não Sou Um Bom Dizimista”, apresentei três razões que revelam atitudes humanas que nos impedem de termos uma vida próspera e de sermos bons contribuintes na igreja de Cristo. Neste artigo, a questão abordada é: você enriquece por se tornar dizimista?

Sempre que algum servo de Deus referir-se ao dízimo do Senhor, poderá ser alvo de críticas, isso acontece porque muitos não conhecem a palavra de Deus de forma plena. Se a pessoa não é esclarecida pelo Espírito Santo de Deus, quanto à devolução dos dízimos, terá dificuldade em cumprir essa determinação divina.

Será que o servo de Deus enriquece por se tornar dizimista? Obviamente que não! Deus não promete transformar seus servos pobres em servos ricos, só porque passaram a devolver o dízimo. O que Deus promete e cumpre é isto: (...) não te deixarei, nem te desampararei (Hb 13:5).

Sendo onisciente, Deus sabe que muitos crentes não resistiriam às tentações do dinheiro: Mas os que querem ser ricos caem em tentação e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda a espécie de males e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitos dores. (I Tm 6:9-10)

Se você vive de acordo com o evangelho do Senhor Jesus, sendo um crente fiel, tenha certeza de que Deus está cuidando de sua vida. Se você cuidar dos interesses de Deus, Deus cuidará dos seus interesses: Deleita-te também no Senhor, e ele te concederá o que deseja o teu coração (Sl 37:4).

Faça a sua parte: seja um fiel dizimista, e você verá cumprido em sua vida o que está prometido em Isaías 64:4; Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com os ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de ti, que trabalhe para aquele que nele espera.

Que Deus nos abençoe!

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DEC - PC@maral

Por Que Não Sou Um Bom Dizimista?

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Porque gastais o dinheiro naquilo que não é pão; e o vosso suor naquilo que não satisfaz? Ouvi-me atentamente, comei o que é bom, e vos deleitareis com finos manjares. (Isaías 55:2)

Quais os fatores que levam muitos cristãos a serem maus contribuintes na casa de Deus? É por vivermos num país considerado pobre? São os salários baixos a razão de muitos não contribuírem para a igreja do Senhor? A resposta é não! Sabemos que empresários, artistas famosos, grandes comerciantes e pessoas aparentemente bem sucedidas também tem seus problemas financeiros. Por que isso acontece? Entre muitas razões, destaco três atitudes humanas que impedem muitos cristãos de terem uma vida próspera e de serem bons contribuintes na igreja de Cristo.

Primeira razão: Atitude egoísta – É marca daqueles cristãos que centralizam tudo em si mesmos, em detrimento dos interesses dos outros. Tais pessoas nunca estão dispostas a ajudar a quem precisa; não abrem a mão para contribuir, porque tem o coração endurecido. São irmãos distantes da palavra de Deus, que ensina ser bem melhor dar do que receber. A atitude egoísta cria um estado de usura grande como uma rede de malha fina, em volta do individuo. Assim, a pessoa é envolvida, por essa rede maligna, que não lhe permite tirar coisa alguma do que tem, para distribuir aos outros, e que também o impede de receber a bênção de Deus.

Segunda razão: Atitude de cobiça – É característica daqueles cristãos que amam ajuntar tesouros e possuir bens descontroladamente. Na linguagem popular, têm o “olho grande”, pois tudo que vêem desejam para si, custe o que custar. A cobiça influencia o individuo a comprar o que pode e o que não pode; conduz a pessoa a tomar dinheiro emprestado, a desfazer-se de bens úteis e a viver endividada. A inveja, que é o desejo intenso de possuir o que é de outrem, também colabora para que a pessoa pratique a cobiça. Da mesma forma, a vaidade leva o individuo a achar que ter coisas o torna melhor do que outros. Assim, a atitude de cobiça impede a pessoa de contribuir e de receber bênçãos de Deus.

Terceira razão: Atitude consumista – As propagandas, as liquidações e as supostas vantagens que o mercado oferece são ofertas mundanas que enchem os olhos das pessoas, fazendo que gastem tudo o que ganham. Não há nada de errado em as pessoas se alimentarem, se vestirem e possuírem os melhores bens. O erro está em gastarem mais do que aquilo de que dispõem. Todavia, a atitude consumista lhes dá cegueira, a ponto de não enxergarem os limites do saldo bancário, e provoca desorganização na economia do lar, da empresa, dos negócios. Para evitarmos essa atitude, precisamos estar com o coração aberto para Deus, colocando à disposição do Senhor todos os bens materiais e os desejos mais íntimos de nossa alma.

Lutemos, então, contra a atitude egoísta, a atitude de cobiça e a atitude consumista. Peçamos ao Pai sabedoria para usarmos corretamente o nosso dinheiro, pois o Senhor deseja que estejamos bem, em todos os sentidos; que vivamos bem, espiritualmente, fisicamente e financeiramente.

Que Deus nos ajude.

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DEC - PC@maral

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Seis Motivos para Devolvermos o Dízimo e Ofertar na Casa de Deus [6] Prova de Fé

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Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo? E, se o irmão ou a irmã estiverem nus, e tiverem falta de mantimento quotidiano, E algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos, e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí? Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma. (Tiago 2:14-17)

Ao longo de seis postagens da série Seis Motivos para Devolvermos o Dízimo e Ofertar na Casa de Deus, discorri sobre cinco motivos para dizimarmos e para ofertarmos à obra de Deus, que são: Adoração a Deus, Gratidão a Deus, Amor a Deus, Amor ao próximo e Investimento no reino de Deus. O sexto motivo é a nossa prova de fé. A prática de dizimar e ofertar, além de ser um ato de obediência, só podem ser exercitados pela fé em Deus, especialmente em tempo de escassez de recursos financeiros.

Os períodos de achatamento e estagnação dos salários, de aumento do custo de vida, de falta de emprego são ótimas oportunidades para exercitarmos a nossa fé. A maioria dos irmãos tem consciência de que estamos atravessando um período difícil na economia de nosso país. É diante das necessidades pessoais e familiares que nossa fé é provada; é nos momentos de aperto que surge a inevitável questão: “Devo manter minha fidelidade a Deus, devolvendo meus dízimos e ofertando voluntariamente, mesmo considerando o pouco que tenho?” Ou então: “Devo estar mais preocupado comigo mesmo e com minha família e deixar o cumprimento de meu dever financeiro para com a obra de Deus para depois, quando as coisas melhorarem?”

Invariavelmente, quando a administração financeira da família cristã fica difícil, é natural que haja preocupação quanto à continuidade de suas contribuições. Por força de circunstâncias, algumas delas são diminuídas e outras caem, mas, e os dízimos? A Bíblia não diz que devemos entregá-los somente quando tudo vai bem financeiramente. Observe o elogio que Jesus fez ao mordomo, a quem foram entregues cinco talentos: Muito bem, servo bom e fiel; fostes fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor. (Mt 25:21)

Toda vez que você devolve o dízimo e que oferta ao Senhor, está dando PROVA CONCRETA DE SUA FÉ e reafirmando sua inteira dependência de Deus, crendo em que Ele suprirá todas as suas necessidades.

Querido mordomo do Senhor, desejamos que sua fé no Senhor Jesus continuasse inabalável e incondicional, para a glória de Deus. Sejamos fiéis no muito e no pouco.

Amém!

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DEC - PC@maral

domingo, 11 de julho de 2010

Seis Motivos para Devolvermos o Dízimo e Ofertar na Casa de Deus [5] Investimento no Reino de Deus

7 comentários:
Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. (Mateus 6:19-20)

O quinto motivo para entregarmos os dízimos e as ofertas à Igreja de Cristo é o investimento no Reino de Deus. Talvez você ainda não tenha avaliado profundamente essa questão de estar investindo no reino de Deus. Vivemos num tempo em que muitas pessoas estão preocupadas com suas economias e com o seu futuro. Por essa razão, investem todo o seu capital em negócios e instituições financeiras que lhes possam dar segurança e lucratividade certas.

Numa determinada ocasião, Jesus contou uma parábola aos seus discípulos sobre um homem muito rico que só pensava em si mesmo: Suas terras produziram muito, a ponto de seus armazéns tornarem-se pequenos para estocar toda a produção. Após pensar a respeito de sua prosperidade, decidiu construir armazéns maiores, porque concluiu que o seu futuro estaria bem seguro com todos aqueles bens à sua disposição. Porém, Deus se dirigiu a esse homem com estas severas palavras: Louco, esta noite te pedirão a tua vida, e o que tens preparado para quem será? (Lc 12:16-21).

Através dessa parábola, o Senhor Jesus condenou o sentimento de avareza, caracterizado pela preocupação excessiva com a aquisição de bens materiais e com os investimentos egoístas. Dízimos e ofertas são investimentos no maior projeto de natureza social e espiritual idealizado por Deus: a entrega de seu Filho para morrer em nosso lugar e nos dar vida eterna. Esse é um projeto que contempla o nosso bem-estar, a nossa felicidade e a nossa realização como seres humanos, tanto nesta vida quanto na vida futura; é um extraordinário projeto de reconstrução do homem e do mundo que o cerca.

É nesse projeto que todos nós, salvos por Jesus, devemos investir. Em Mateus 6:19-21, o próprio Senhor Jesus nos orienta a respeito desse seguro investimento no reino de Deus: Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corroem, e onde ladrões não escavam nem roubam; porque onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração.

Eis, portanto, uma das formas concretas de investimento no reino de Deus: a devolução dos dízimos e das ofertas, voluntariamente, à causa do Mestre Jesus.

Amém!

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DEC - PC@maral

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Seis Motivos para Devolvermos o Dízimo e Ofertar na Casa de Deus [4] Amor ao Próximo

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Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. (Gálatas 5:14)

O quarto motivo para entregarmos os dízimos e as ofertas à Igreja de Cristo é o amor ao próximo. Para entendermos o grau de importância deste amor, basta sabermos que ele está diretamente ligado ao terceiro motivo desta série: o amor a Deus.

O evangelista Marcos narra o momento em que um escriba se aproxima de Jesus, perguntando-lhe: Qual é o principal de todos os mandamentos? O Mestre, resumindo os dez mandamentos da lei de Deus, respondeu: O primeiro é: amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força. O segundo, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo (Mc 12:28-31).

Dizimar e ofertar são atitudes de amor ao próximo, uma vez que a finalidade dessas contribuições visa alcançá-lo com a mensagem do evangelho, tornando-o participante das mesmas bênçãos celestiais, em Cristo Jesus, que eu e você já recebemos e estamos desfrutando, com nossas famílias, graças a Deus.

João reforça esse ensino com as seguintes palavras: Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. Ora, temos da parte dele este mandamento; que aquele que ama a Deus ame também a seu irmão (I Jo 4:20-21).

O amoroso Deus concedeu a mim e a você esse alto privilégio: o de semearmos o seu reino na vida de nosso semelhante, por meio de nossa contribuição financeira. Nós não somos capazes de imaginar o número de pessoas que já foram alcançadas por Jesus, nem o número de pessoas que ainda serão alcançadas, através dessa nossa atitude de amor.

Nunca esqueça, eu e você, somos um valioso instrumento de Deus, ao praticar essa modalidade de mordomia cristã, que é entregar o dízimo e as ofertas voluntárias, por amor ao próximo.

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DEC - PC@maral

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Seis Motivos para Devolvermos o Dízimo e Ofertar na Casa de Deus [3] Amor a Deus

Um comentário:
Nisto se manifesta o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos. (1 João 4:9)

O terceiro motivo da série - Seis Motivos para Devolvermos o Dízimo e Ofertar na Casa de Deus – é o amor a Deus. Neste sentido. O amor a Deus deve ser a coisa mais importante na vida do cristão, pois é a base da relação consigo mesmo e com o próximo. Em João 3:16, lemos: Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que entregou o seu Filho unigênito para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. O apóstolo Paulo também diz que Deus prova o seu amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores (Rm 5:8).

Esses textos sagrados deixam claro que o bondoso Deus já ofereceu a maior prova de amor para conosco: seu Filho, na cruz, em nosso lugar. Esta é uma prova concreta, cujos efeitos permanecem inalteráveis, gerando fé, vida, paz e esperança, para todo aquele que nele crê.

De nossa parte, uma das formas concretas pelas quais demonstramos nosso amor a Deus é através da contribuição financeira, pois vai além da confissão falada ou escrita e só pode ser exercida por uma ação voluntária, por uma atitude de comprometimento com nosso Salvador.

No evangelho de Marcos o Senhor explica a profundidade e a amplitude do amor que a pessoa restaurada deve expressar, durante sua vida: Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força (Mc 12:30).

Como podemos perceber, essa qualidade de amor envolve tudo o que somos e temos inclusive os nossos dízimos e as nossas ofertas, sem reservas, para aquele que é sobre todas as coisas: Jesus Cristo, nosso Salvador e Senhor.

Amém!

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DEC - PC@maral

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Mordomia Cristã

Um comentário:



O termo “Mordomia” abrange várias fases da responsabilidade cristã tais como o dar o tempo e talentos tão bem quanto bênçãos materiais. Este artigo, no entanto será limitado ao que Deus ensina sobre a adoração do homem através da oferta. A Palavra de Deus tem muito a dizer a respeito disto. Nós vamos analisar os princípios básicos sobre os quais a oferta cristã repousa.

I- TODAS AS COISAS PERTENCEM A DEUS

O Senhor nos deu tudo que o amor podia prover. Sua dádiva mais generosa é o livre-arbítrio ou faculdade de escolha. Nós mesmos decidimos o que faremos com as dádivas concedidas pelo amor divino. E para tomar a decisão correta, precisamos reconhecer que tudo o que temos e somos provém de Deus. Aqui estão um pouco das coisas que a Bíblia diz pertencer a Deus.

1 - Prata e ouro (Ag. 2:8): “Minha é a prata, e meu é o ouro, disse o Senhor dos Exércitos”.

2 - Os rios (Ez. 29:9): “Porque ele disse: O rio é meu, e Eu o fiz”.

3 - Toda a terra e pessoas (Sl. 24:1,2): A Deus pertence o título de toda a terra. Ele alegremente concede ao homem o privilégio de continuar morando nela por um curto tempo. Deus relembra Israel, em Êxodo 19:5: “Porque toda a terra é minha”.

4 - Nossos corpos (I Co. 6:19,20): “Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus e que não sois de vós mesmos...”

II- TODO CRISTÃO É UM MORDOMO

O Cristão dedicado aceita o fato de que Deus é o proprietário de tudo e de que Seus filhos são os administradores dessas dádivas (Mt. 6:25-34). Um mordomo é uma pessoa que supervisiona e administra em favor de seu proprietário. Paulo diz que a principal qualificação para um mordomo é a fidelidade. “Além disso requer-se dos despenseiros que cada um se ache fiel” (I Co. 4:2).

III- MORDOMIA É ENTREGA TOTAL

No sentido mais amplo, a mordomia pode ser definida como a completa e irrestrita entrega de nós mesmos a Jesus Cristo (Lc. 12:15). nossa responsabilidade para com Deus e para com os seres humanos não depende da quantidade ou da qualidade de nossas posses materiais. Nossa mordomia se baseia em dois fatos salientados nos textos que seguem:

1 - A entrega de Jesus por nós (II Co. 8:9): A base de toda mordomia é a vida e morte de nosso Senhor Jesus Cristo. Mordomia é abnegação e altruísmo. É entregar-se completamente a Deus e prestar serviços aos semelhantes. Quando vemos a vida simples que Jesus levou e a morte horrível que Ele suportou, como podemos reter aquilo que o Salvador pede de nós? Cristo não deu somente o que tinha; deu-se a Si mesmo. Isto é mordomia da espécie mais elevada.

2 - A nossa entrega pessoal a Jesus (Rm. 12:1,2): A mordomia de entrega total da vida consiste em muito mais do que doações financeiras. Com efeito, as dádivas materiais só constituem uma pequena parte daquilo que aqueles que resolvem seguir a Deus têm o prazer de dedicar-lhe. Mas o que fazemos com os meios que Ele nos concedeu torna-se uma boa indicação de que nos entregamos, ou não, completamente a Ele.

IV- O DÍZIMO COMO FORMA DE MORDOMIA

1 - Sua prática voluntária (Gn. 14:18-20; 28:20-22): Antes que Deus revelasse uma lei escrita a Moisés, para governar os descendentes de Israel, encontramos duas ocasiões quando homens deram ou prometeram dízimos a Deus. Depois do resgate de pessoas e de bens que tinham sido tomados de Sodoma numa guerra, Abraão deu o dízimo a Melquisedeque, o sacerdote de Deus. Mais tarde, Jacó (o neto de Abraão) prometeu devolver a Deus o Dízimo de sua prosperidade. Estes dízimos parecem ter sido voluntários, o que deixa ainda mais claro quais são os atos de um coração agradecido a Deus.

2 - Sua prática ordenada por Deus (Lv. 27:30-33): É indiscutivelmente claro que Deus ordenou o dízimo na Lei que Ele deu através de Moisés. Muitas passagens mostram essa exigência. O dízimo era uma característica da relação especial entre Deus e o povo escolhido de Israel. A manutenção dessa lei era necessária para mostrar que eles eram um povo separado, escolhido.

3 - Sua prática confirmada por Jesus (Mt. 23:23; Lc. 10:7): Durante sua vida, Jesus reconheceu a autoridade da lei de Moisés. Jesus criticou os que negligenciavam outros mandamentos divinos, enquanto zelosamente aplicavam a lei do dízimo, dizendo: “deveis, porém, fazer estas coisas [dizimar], e não omitir aquelas [praticar o juízo, a misericórdia e a fé]”. Quando Jesus disse que o obreiro é digno do seu salário, Ele estava confirmando que aquele que serve à Causa, deve ter o seu sustento mantido pela Igreja.

4 - Sua prática validada no ministério Apostólico (I Co. 9:7-14; II Co. 11:8): Como já foi dito, o dízimo foi destinado à manutenção do ministério daqueles que servem na Casa de Deus. Desde que a missão principal da igreja é espiritual, não é surpresa que as igrejas do Novo Testamento usassem o dízimo e as ofertas para espalhar o evangelho. Exemplos deste emprego dos fundos arrecadados incluem o sustento financeiro de homens que pregavam o evangelho, e aos que serviam como presbíteros em tempo integral na igrejas locais (I Tm. 5:17-18).

V- AS OFERTAS VOLUNTÁRIAS COMO FORMA DE MORDOMIA

1 - Sua prática ordenada por Deus (Dt. 16:16,17; Pv. 3:9, 10): Nossa oferta deve ser constante para Deus, isto porque as bênçãos sobre nossa vida não cessam. Devemos ser coerentes para com Deus. Segundo Salomão, o fiel mordomo que oferta ao Senhor prosperará em tudo o que fizer.

2 - Sua prática confirmada pelos Apóstolos (Atos 4:34,35; II Co. 9:6-8): O Novo Testamento estimula o cristão a dar liberalmente; generosamente e alegremente. As palavras “com alegria” constituem a tradução do vocábulo grego “hilaros”, do qual proveio o adjetivo hílare (alegre, contente) em português. Deve haver alegria entusiástica e contagiante ao darmos para Deus não somente os nossos recursos, mas também todo o nosso ser.

VI- AS BÊNÇÃOS DE DEUS PARA OS MORDOMOS FIÉIS

De acordo com o profeta Malaquias, há quatro bênçãos prometidas ao dizimista (Ml. 3:7-12)

1 - Deus promete voltar-se para nós com sua graça: Quando damos um passo com fé para o Senhor, estamos dando permissão para que a Sua eterna graça nos alcance e isto em todos os aspectos. Se semearmos bênçãos materiais com certeza colheremos.

2 - Deus promete abençoar-nos de forma abundante: Quando somos fiéis a Deus nos dízimos e ofertas temos a autorização para pedirmos suas bênçãos. A promessa de Deus é que essas bênçãos serão derramadas de forma abundante sobre nós. Aqui há uma idéia de fartura. Por isso, bem parafraseou a Bíblia Viva: “Abrirei as janelas do céu e derramarei uma bênção tão grande que não terão lugar para guardá-la”.

3 - Deus promete abençoar nossos investimentos financeiros: O maior investimento financeiro naquela época era o plantio de uvas, oliveiras e outros cereais. Assim os piores inimigos seriam a seca e os gafanhotos (Jl. 1:4). Quando houvesse arrependimento e adoração com dízimos e ofertas, a bênção voltaria, pois os inimigos da colheita seriam afastados.

4 - Deus promete abençoar nossa reputação social: O que Deus quer é que sejamos “bem-aventurados”, ou seja, felizes, abençoados. Isso só ocorre mediante nossa fidelidade a Deus. Isto deve nos instigar.

Em nossas vidas é possível as pessoas verem o cuidado de Deus por nós?

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DEC - PC@maral

Seis Motivos para Devolvermos o Dízimo e Ofertar na Casa de Deus [2] Gratidão a Deus

20 comentários:
Dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo; (Efésios 5:20)

Da série - Seis Motivos para Devolvermos o Dízimo e Ofertar na Casa de Deus – O primeiro motivo abordado nesta série foi a Adoração a Deus no artigo anterior do dia 5 de julho. Hoje falarei sobre Gratidão a Deus.

O segundo motivo para entregarmos os dízimos e as ofertas à igreja de Cristo é o sentimento de gratidão a Deus. A contribuição financeira é uma das formas de expressarmos nosso agradecimento a Deus por tudo que nos faz.

Ao ofertarmos, revelamos a Deus nossa atitude de reconhecimento pelas grandes bênçãos recebidas de suas mãos; pelo dom da vida, pela salvação eterna, através da morte do Senhor Jesus Cristo na cruz, pela igreja, pela saúde, pela família, pelo trabalho, pelo pão de cada dia, por tudo o que temos e somos.

Deus fez por nós o que ninguém poderia fazer, e não existe a menor possibilidade de lhe pagarmos por esse favor imerecido. Podemos, entretanto, agradecer-lhe de todo o nosso coração, e de várias formas, como: obedecendo à sua Palavra, aproximando-nos dele, através da oração, evangelizando e contribuindo, por meio dos dízimos e das ofertas.

O salmista Davi tinha consciência desse sagrado dever cristão, conforme lemos no Salmo 116:12-14: Que darei ao Senhor por todos o benefícios que me tem feito? Tomarei o cálice da salvação e invocarei o nome do Senhor. Cumprirei os meus votos ao Senhor, na presença de todo o seu povo. Por sua vez, o apóstolo Pedro desejou que ficássemos sabendo que não foi por coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fomos resgatados do nosso fútil procedimento que nossos pais nos legaram, mas pelo precioso sangue do cordeiro, sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo (I Pe 1:18-19).

Diante de tão grande favor, agradecer a Deus, com nossos dízimos e nossas ofertas é o mínimo que podemos fazer. O cristão que assim procede atrai mais bênçãos para sua vida, conforme Deus promete, em Malaquias 3:10-12: Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e provai-me, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós benção sem medida. Por vossa causa repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; a vossa vide no campo não será estéril, diz o Senhor dos Exércitos. Todas as nações vos chamarão felizes, porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o Senhor dos Exércitos.

Amém!

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DEC - PC@maral

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Seis Motivos para Devolvermos o Dízimo e Ofertar na Casa de Deus [1] Adoração a Deus

2 comentários:
Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento. (Marcos 12:30)

Durantes seis artigos estarei discorrendo sobre os seis motivos para devolvermos o dizimo e ofertarmos à obra de Deus na seguinte ordem: Adoração a Deus; Gratidão a Deus; Amor a Deus; Amor ao Próximo; Investimento no Reino de Deus e Prova de Fé.

Nestes post, vamos falar sobre o primeiro motivo que é a Adoração a Deus.

Adorar a Deus implica aproximarmo-nos dele com tudo o que somos e temos, sem reservas; crermos em que o Senhor é o Criador de todas as coisas e provedor de tudo o que necessitamos.

Em Mateus 15:8, lemos que o Senhor Jesus censurou os escribas e os fariseus, por causa de uma tradição humana, com as seguintes palavras: “Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim” (cf Mc 7:6). Assim, existem muitas pessoas afirmando que estão adorando a Deus em espírito e em verdade, como no caso do jovem rico, que perguntou a Jesus: “Mestre, que farei eu de bom para alcançar a vida eterna?” Jesus disse que ele deveria guardar os mandamentos, e enumerou alguns. O jovem respondeu: “Tudo isso tenho feito desde a minha mocidade. Disse-lhe Jesus: Ainda te falta uma coisa: Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres, e terás um tesouro no céu; depois vem e segue-me” (Mt 19:16-21).

Aqueles que adoram a Deus com reservas, inclusive na área financeira, retendo os dízimos e as ofertas, parecem estar incluídos entre os que honram com os lábios, mas tem os seus corações distantes de Deus (Mt 6:24). Longe de nós tal coisa, irmãos!

O fiel mordomo serve a Deus sem reservas, com o fervor de sua alma, tendo consciência de que os dízimos e as ofertas são parte de sua verdadeira adoração a Deus. Observe a recomendação de Salomão: “Honra ao senhor com os teus bens e com as primícias de toda a tua renda; e se encherão fartamente os teus celeiros, e transbordarão de vinho os teus lagares” (PV 3:9-10).

Que a entrega dos nossos dízimos e das nossas ofertas seja um gesto constante de adoração a Deus. Amém!

Que Deus nos abençoe!

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Fonte: DEC – PC@maral

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Dízimo, uma questão de fé e amor a Deus

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Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes. (Malaquias 3:10)

Por Hermes Fernandes
Muito se tem discutido sobre a legitimidade do dízimo durante o regime da Nova Aliança. Para muitos, com o fim da Lei, encerra-se também a obrigatoriedade do dízimo. Vamos deixar as paixões de lado, e examinar o assunto com o coração aberto.
De fato, o dízimo figura nas Escrituras Sagradas mesmo antes da instituição da Lei. Portanto, o Dízimo já era praticado muito antes de Moisés receber as tábuas no Sinai. O escritor de Hebreus diz que o patriarca Abraão separou o dízimo de tudo, e o entregou a Melquisedeque, sacerdote de Salém. Nesta passagem é dito que o fato de Abraão lhe haver entregue o dízimo demonstrava o quão grande era Melquisedeque (Hb.7:4). Portanto, tributar-lhe o dízimo de tudo era o mesmo que reconhecer sua superioridade. Abraão, o menor, foi abençoado por Melquisedeque, o maior (7:7).

Ainda não havia templo em Jerusalém, nem mesmo havia sido instituído o sacerdócio levítico, mas isso não impediu que o patriarca entregasse seus dízimos. Portanto, cai aqui a idéia de que os dízimos só valiam enquanto houvesse um templo para ser mantido. O Dízimo já era praticado muitos antes de haver templo em Jerusalém. Somente séculos depois, com a instituição da lei, os filhos de Levi foram autorizados por Deus a “tomar o dízimo do povo, isto é, de seus irmãos” (v.5). Neste caso, “recebem dízimos homens que morrem” (sacerdotes levíticos), mas no caso de Melquisedeque, figura de Cristo, “os recebe aquele de quem se testifica que vive” (v.8). Portanto, onde haja sacerdócio, ali também haverá quem receba dízimos.

Alguém poderá objetar dizendo que não há nenhuma palavra sobre o dízimo no Novo Testamento. Ledo engano! O próprio Jesus o endossou ao censurar a hipocrisia dos religiosos de Seu tempo: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, mas negligenciais o mais importante da lei, a justiça, a misericórdia e a fé. Devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas” (Mt.23:23).Mais claro que isso? Impossível. Jesus não os censurou por darem o dízimo, e sim por omitirem aspectos mais importantes da lei. Deveriam ser zelosos tanto na entrega do dízimo, quanto na observação da justiça, da misericórdia e da fé. E repare quão detalhistas eles eram. Davam o dízimo até do tempero da comida! Pode até parecer legalismo de Sua parte, mas Jesus declarou que se a nossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entraremos no reino dos céus (Mt.5:20).

A graça nos ensina a ir muito além do dízimo!

Por que Paulo e os demais apóstolos não precisaram ensinar sobre o dízimo? Porque para os cristãos primitivos, dar o dízimo era fichinha. Eles aprenderam a ir muito além do dízimo. Também convém salientar que se os apóstolos fossem contrários ao dízimo, eles teriam combatido-o com a mesma veemência com que combateram a circuncisão (também anterior à Lei). Os mesmos que hoje combatem o dízimo deveriam reconhecer que se o Evangelho chegou até nós, foi graças à fidelidade daqueles que deram muito mais do que o dízimo, patrocinando empreendimentos missionários ao redor do globo. Entregar 10% de nossos rendimentos é dar o que já é esperado. Jesus nos ensinou a transpor os limites das expectativas que nos são postas.

Veja o que Ele diz sobre isso: “Se alguém te bater na face direita, oferece-lhe também a outra. E se alguém quiser demandar contigo e tirar-te a túnica deixa-lhe também a capa. Se alguém te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas” (Mt.5:39b-41). Este princípio também se aplica à questão das contribuições na igreja. E podemos ver um exemplo disso na segunda epístola de Paulo aos Coríntios, onde o apóstolo dos gentios dá testemunho da surpreendente atitude dos irmãos das igrejas da Macedônia. Devido à sua pobreza, Paulo quis poupá-los de ter que enviar ofertas para a igreja em Jerusalém. Porém eles imploraram para participarem desse privilégio (2 Co.8:4). “Sua profunda pobreza transbordou em riquezas de sua generosidade. Pois segundo as suas posses ( o que eu mesmo testifico), e ainda ACIMA DELAS, deram voluntariamente (...) E não somente fizeram como nós esperávamos, mas a si mesmos se deram primeiramente ao Senhor, e depois a nós, pela vontade de Deus” (vv.2b-3,5).

Entregar o dízimo é dar de acordo com a nossa posse.

Uma das coisas que me causam admiração no dízimo é que ele nivela a todos dentro da congregação. Ninguém dá mais, nem menos. Tanto o dízimo de um empresário bem-sucedido, quanto o de uma empregada doméstica têm o mesmo valor, a décima parte. Porém, somos desafiados pelo Senhor a sermos imitadores das igrejas da Macedônia, transpondo a lei do Dízimo, e dando além de nossas posses. Interessante que Paulo dá testemunho da generosidade dos Macedônios em sua carta aos Coríntios, e ao mesmo tempo diz que se gloriava da prontidão dos Coríntios perante os Macedônios (9:2). Generosidade e prontidão devem andar de mãos dadas. Se deixarmos a obra de Deus por último, talvez não sobre nada. Temos que aprender a colocar o reino de Deus em primeiro lugar. Nossas contribuições, sejam a título de dízimo ou de oferta, devem ser preparadas de antemão, e que sejam expressão de generosidade, e não de avareza (v.5).

Muita gente dá o dízimo como o desencargo de consciência. Acham que já estão fazendo muito. O dízimo deve ser considerado o piso, e não o teto de nossas contribuições. A mesma passagem usada pelos pregadores para exortar a igreja a ser fiel nos dízimos, também menciona outro tipo de contribuição que estava sendo sonegado. Repare no que diz a passagem em questão: “Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas alçadas” (Ml.3:8). Nem todo mundo está devidamente familiarizado com a expressão “oferta alçada”. A maioria de nós sequer ouviu falar disso. Oferta alçada é qualquer oferta cujo valor exceda o valor do dízimo. O que os cristãos macedônios estavam fazendo era cumprir este mandamento. Oferta alçada é aquela que vai além de nossas posses.

O Dízimo é o mínimo que um cristão pode fazer pela manutenção das obras realizadas pela igreja. Dele dependem aqueles que vivem do Evangelho. Ministros que se dedicam integralmente à igreja, e quem têm filhos para criar, aluguel de casa pra pagar, contas, compras, etc. Alguns são obrigados a cumprir jornada dupla, porque a igreja não atende às suas necessidades. Não nada de mal nisso. O próprio Paulo teve que fazer tendas para garantir sua subsistência por um tempo. O problema é que, ao trabalhar fora, o pastor já não poderá dedicar cem por cento do seu tempo ao rebanho.

O padrão estabelecido pelas Escrituras está claro: “Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho” (1 Co.9:14).Veja ainda a recomendação de Paulo a Timóteo: “Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e no ensino. Porque diz a Escritura: Não atarás a boca do boi quando debulha. E: Digno é o obreiro do seu salário” (1 Tm.5:17-18).Se as igrejas abolissem os dízimos, e contassem exclusivamente com as ofertas voluntárias, como se manteriam e fariam planos para o futuro?

A vantagem do dízimo é a sua regularidade. Dá pra se fazer um planejamento, comprar uma propriedade para igreja, contratar novos funcionários, enviar missionários, etc., porque se tem um orçamento fixo. A diferença básica entre dar o dízimo na Lei, e entregá-lo voluntariamente na Graça está na motivação com que se faz. O que se faz sob a Lei, se faz por mera obrigação religiosa. Mas o que se faz sob a égide da Graça, se faz por gratidão.

Detesto constatar que a maioria daqueles que dão o dízimo, o faz por medo de um suposto espírito maligno identificado como “o devorador”. Definitivamente, não há demônio ou legião com este nome. O que a Bíblia chama de “devorar” são as circunstâncias adversas sobre as quais não temos poder. Mesmo sabendo que o Senhor repreende o devorador, não deve ser esta a nossa motivação. Seja a título de dízimo ou de oferta voluntária, tudo o que fizermos deve ser feito por amor e gratidão, jamais por coação ou constrangimento.

Comentário de PC@maral no blog:

Parabéns pelo texto!

Se desejarmos ver nosso dinheiro e nossos bens santificados e abençoados, a primeira coisa a fazer é reconhecer em Deus o verdadeiro dono de todas as coisas. Nada é nosso! Do Senhor é a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam (Sl 24:1). Somos apenas os mordomos Deus nos entregou os seus recursos para que cuidemos deles. E, nossa incumbência é administrá-los com sabedoria e dedicação, pois, um dia, vamos lhe prestar contas de nossa administração. O desejo de Deus é que usemos o que entregou, para o avanço de seu reino e ajuda aos necessitados. Esse princípio é libertador!

Quando o entendemos, nossa atitude diante do dinheiro muda radicalmente e encontramos uma motivação mais legítima para adquiri-lo. Sendo mordomos, devemos ser generosos em ajudar os que precisam. Sendo mordomos, devemos ser fiéis a Deus. Não devemos nos esquecer de devolver a parte que lhe cabe.

Entreguemos os dízimos e as ofertas como expressão de gratidão. Ele promete retribuir nossa liberalidade abrindo as comportas do céu e derramando benções sem medidas (Ml 3:10).

Creia nisso, meu irmão! Honre ao Senhor com os seus bens e com as primícias de toda a sua renda. (Pv 3:9)

Devolver os dízimos, além de ser bíblico, conforme o próprio texto descreve, é um ato de fé, é uma ato de amor. De amor a Deus, como gratidão pelo sacrificio que Ele fez, e amor ao meu próximo que, pelos recursos doados, ouvirá de algum missionário a palavra da Salvação. E mais ainda, é um privilégio que Deus nos concede.

Falo de mim agora como testemunho:

Sou fiel nos dízimos e ofertas, desde o primeiro dia em que me converti entendi a sua importancia na igreja. Reconheço que tudo o que tenho foi o Senhor que me deu. Não sou rico, mas sou próspero no Senhor.
Ele nunca me deixou faltar nada e ainda me ensina como adminstrar bem os 90% restantes.

Excelente texto Hermes - com certeza vai para o PC@maral agora rsrsrsrs

Que Deus abençoe a todos.

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Fonte: Do excelente artigo com titulo O Dízimo já era... de autoria de Hermes Fernandes, um dos mentores da Santa Subversão Reinista no Genizah e divulgado aqui no PC@maral