quarta-feira, 1 de setembro de 2010

O Desenvolvimento da vida Monástica

Este movimento desenvolveu-se grandemente na Idade Média entre homens e mulheres, com resultados bons e maus. Com o crescimento dessas comunidades, tornava-se necessária alguma forma de organização, de modo que nesse período surgiram quatro grandes ordens.


A Ordem dos Beneditinos - Fundada por São Bento em 529, em Monte Cassino. Essa ordem tornou-se a maior de todas as ordens monásticas da Europa. Suas regras exigiam obediência ao superior do mosteiro, a renúncia a todos os bens materiais, e bem assim a castidade pessoal. Cortava bosques, secava e saneava pântanos, lavrava os campos e ensinava ao povo muitos ofícios úteis.

A Ordem dos Cistercienses - Surgiram em 1098, com objetivo de fortalecer a disciplina dos Beneditinos, que se relaxava. Seu nome deve-se a cidade francesa de Citeaux, fundada por São Roberto. Deu ênfase as artes, arquitetura e especialmente à literatura, copiando e escrevendo livros.



A Ordem dos Franciscanos – Foi fundada em 1209 por São Francisco de Assis. Tornou-se a mais numerosa de todas as ordens. Por causa da cor que usavam, tornaram-se conhecido como os "frades cinzentos".





A Ordem dos Dominicanos - Ordem espanhola fundada por São Domingos, em 1215. Os Dominicanos e os Franciscanos diferenciavam-se das outras ordens, pois eram pregadores, iam por toda parte a fortalecer a fé dos crentes. No início, cada ordem monástica era um benefício para a sociedade. Vamos ver alguns bons resultados.



1. Os mosteiros davam hospedagem aos viajantes, aos enfermos e aos pobres. Serviam de abrigo e proteção aos indefesos, principalmente às mulheres e crianças.

2. Guardavam em suas bibliotecas muitas obras antigas da literatura clássica e cristã. Sem as obras escritas nos mosteiros, a Idade média teria passado em branco.

3. Os monges serviram como missionários na expansão do evangelho, até mesmo entre os bárbaros.

Apesar dos bons resultados que emanaram do sistema monástico, também houve péssimos resultados no passado.

1. O monacato apresentava o celibato como a vida mais elevada, o que é inatural e contrário às Escrituras.

2. Impôs a adoção da vida monástica a milhares de pessoas das classes nobres da época.

3. Os lares e as famílias foram, assim, constituídos não pelos melhores, mas pelos de ideais inferiores, já que os melhores, não participavam da família, nem da vida social, nem da vida cívica nacional.

4. O crescimento da riqueza dos mosteiros levou a indisciplina, ao luxo, à ociosidade e até a imoralidade.

No início do século dezesseis, os mosteiros estavam tão desmoralizados no conceito do povo, que foram suprimidos, e os que neles habitavam foram obrigados a trabalhar para se manterem.


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